Palestra: Wokshop
Arte Terapia Alquímica e o Complexo de Épido
Soprando nossos medos.

Calma
"A pressa mata o amor”.
Ela nos impede de ver o sentido na vida. Levantamos rápido, comemos rápido, nos vestimos rápido, vamos para o trabalho rápido, falamos rápido. No final do dia, nos sentimos angustiados e cansados. Uma boa prática para ajustar o ritmo da respiração e dos pensamentos é começar o dia com uma breve meditação. Assim, mesmo que os eventos tentem nos pressionar, estaremos preparados para caminhar na velocidade correta.
Brahma Kumaris


Alquimia e o Complexo de Épido
Em arteterapia é o resultado da fusão da energia psíquica de quem trabalha e do material expressivo utilizado, plasmando formas, criando e recriando mundos, expressando dores e esperanças de vir a ser.
O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.
As características referidas facilitam a comunicação, o ensaio de relações objetais e reorganização dos objetos internos, a expressão emocional significativa, o aprofundar do conhecimento interno, libertando a capacidade de pensar e a criatividade. (Ruy de Carvalho, 2001)
Através do objeto de criação temos acesso a informação e registro sobre o que é, acerca de quê e para quê, como e porquê, sentimentos no momento e após, benefícios para o próprio e para os outros, etc. Assim o objeto de arte tem uma função cognitiva, fornecendo ao sujeito informações sobre si próprio e ao Arte-Terapeuta um registro do processo.
Arte-Terapia, a facilitação de tal tomada de consciência pode ser importante para promover a riqueza, a vitalidade e a qualidade de vida.
A expressão mediada possibilita também a mobilização de pulsões reprimidas, facilitando assim uma vida psicológica mais livre. Imagens de transformação e mudança, representadas nas criações artísticas, dão expressão à função reparadora.
Na atividade e sua sequência aparecem símbolos que ajuda no processo de transformação, elaborando todos os conteúdos emergidos durante as leituras e reflexões.
Quem por acaso chega nessa compreensão que cada um tem dentro de si, ou na escuridão que fica por detrás da sua consciência, é envolvido num processo de transformação, a princípio inconsciente.
Através dessa entrada no inconsciente ele produz uma conexão de sua consciência com os conteúdos inconscientes.
Pode então ocorrer uma grande modificação de sua personalidade no sentido positivo ou negativo.
Frequentemente essa transformação é interpretada no sentido que expressa processos paralelos do inconsciente, integrando-os assim à consciência.
O que esconde atrás da sombra, no preâmbulo simbólico, uma dissociação relacionada à unilateralidade das atitudes consciente, na medida em que os símbolos emergem soprando os medos internos, esta água é enaltecida, como vivificam além de ter a propriedade de dissolver tudo o que é sólido e coagula, com este símbolo encobre uma realidade psíquica que, do ponto de vista da consciência, significa apenas algo a ser assimilado, mas cuja natureza própria passa despercebida.
Esse símbolo alude diretamente a isso a influencia nutritiva dos conteúdos inconscientes, os quais mantém a vitalidade da consciência através de um influxo energético contínuo, uma vez que a consciência não produz sua própria energia.
Aquilo que é passível de transformação é essa raiz da consciência despercebida e quase invisível (inconsciente), da qual provém no entanto toda a força da consciência. Uma vez que o inconsciente nos dá a impressão de ser algo estranho, um não eu, é natural que seja representando por uma figura fora do comum.
Por um lado é a coisa mais insignificante, mas por outro, na medida em que contém aquela totalidade redonda em potencial que falta à consciência, é também a coisa mais significativa.
O redondo (mandala) é o grande tesouro que jaz oculto no inconsciente e cuja personificação é justamente este ser pessoal que constitui a unidade mais elevada da consciência e do inconsciente.
É uma figura comparável a Hiranyagartham, Purusha. Atmã e ao Buda Místico. Encontro do si mesmo, sua totalidade anímica, ao mesmo tempo um centro, sendo que ambos não coincidem com o eu, mas o incluem como um circulo maior contém o menor. 
Ao olhar uma mandala vemos um desenho circular, que contém em seu interior formas variadas. No centro desse desenho há uma área da qual tudo parece ter sido gerado.
O nome mandala faz pensar em energia, em algo misterioso, o que provoca uma atração universal pelas mandalas. Como no passado, hoje todos querem saber o que é, realmente, uma mandala.
Uma mandala representa uma célula, um disco solar ou lunar, um túnel... É impossível dizer o que inspirou a criação da primeira mandala, mas é certo que encontramos mandalas já nos primórdios da evolução humana, pois há desenhos de mandalas nas cavernas pré-históricas, ainda que bastante simplificados.
Ao analisar uma mandala, encontramos alguns elementos comuns a todas.
A forma circular é uma regra.
0 ponto central é outro elemento sempre presente na mandala legítima.
A repetição ou simetria das formas que constituem o desenho e uma constante.
O ponto principal da mandala é o seu centro, ao redor do qual o desenho parece se desenvolver.
Esse ponto é um foco visual que atrai o olhar do observador da mandala.
A forma circular, que cria o campo de desenvolvimento do desenho da mandala, que é limitada por uma linha contínua, fecha o espaço e o divide em parte interior e parte exterior.
Os simbolismos de cada uma das partes que constituem o desenho de uma mandala é interessante.
Mesmo que o criador de uma mandala não tenha consciência daquilo que faz, ele coloca em sua criação elementos simbólicos ancestrais. Ao desenhar uma mandala, criamos algo sagrado.
Numa mandala, o espaço interior, onde as formas se desenvolvem é sagrado, aquilo que está fora desse espaço é profano.
 A linha circular é, portanto, o limite entre o divino e o mundano, entre a consciência e a inconsciência, entre a alma e a matéria, entre a união e a desagregação. A linha circular é uma fronteira.
No interior da mandala há um ponto central, que representa a essência da mandala. Os outros elementos em geral parecem estar em ligação com esse elemento e de certa forma dependem dele, pois se desenvolvem a partir da sua existência. Esse ponto representa uma existência superior, a fonte de toda a criação, Deus
O desenho da mandala tem quase sempre uma estrutura geométrica, que divide o espaço em porções simétricas.
A numerologia e a geometria são analisadas numa mandala de acordo com suas simbologias. A emanação das figuras geométricas e do número de divisões do espaço é uma realidade. Esses dois fatores determinam a chamada "vibração da mandala".
A vibração de uma mandala não está só ligada às suas formas e estrutura numérica. Essa emanação vibracional tem muito a ver com as cores usadas, pois desenho e cor são inseparáveis numa mandala.
O simbolismo das cores e seu poder vibratório criam uma força que define grande parte da atuação vibracional da mandala. Chega a ser quase a metade de sua influência.
Diante do que foi exposto, vimos que a mandala é na verdade um campo de força, no qual as emanações das formas, da estrutura numérica e das cores são poderes vibracionais atuantes.
Sendo assim, uma mandala pode alterar as vibrações daquilo que suas emanações atingem. E isso é uma realidade. Quando fazemos contato visual com uma mandala nossa energia se altera e essa modificação é sempre muito positiva.
O campo de força de uma mandala modifica a nossa energia em vários níveis. Ele estimula a mente, equilibra as emoções e ativa os processos físicos, ajudando a restabelecer sua função plena. A mandala é uma fonte de cura - no sentido amplo, benéfico e quase sagrado que ela tem.
A mandala é um eficiente instrumento de autoconhecimento. Ao desenhar uma mandala o ser humano expressa o mais profundo de sua psique.
Aquilo que está escondido em seu subconsciente vem à tona. Carl G. Jung foi quem primeiro percebeu a ligação dfas formas circulares destes desenhos , com os desenhos feitos por seus pacientes.
Ele notou que seus pacientes sentiam estas imagens circulares como movimentos em direção a um crescimento psicológico, expressando a idéia de um refúgio seguro, de reconciliação internas e inteireza.
Para jung as mandalas saõ embarcações na qual nós projetamos nossa psíque que retorna a nós como um caminho  de restauração.
 Ele notou que o inconsciente se expressa de forma espontânea nesta formas, elas podem ser criadas com objetivos direcionadas para gerae certo tipo de energia essas expressão de várias figuras arquetipicas universais que estão inserida no coletivo e em nos, ajuda a conhecer o verdadeiro Eu interior e trabalharmos melhor nossos potenciais.
A  mandala pessoal é um espelho para descobrirmos a nossa personalidade que até o momento não nós davamos conta.
A mandala pessoal vai nos dar as diretrizes perfeitas de como esses pontos devem ser trabalhados, pois é o próprio Eu interior quem está se exteriorizando e nos demonstrando o caminho a seguir.  
É a forma mais segura e funcional de autoconhecimento, pois a mesma é desenvolvida de dentro para fora, por isso não há como cometer enganos ou ilusões uma vez que trata-se de símbolos arquetipicos na maioria das vezes desconhecidos  e que para tanto está agora fluindo as energias em nosso favor, liberação dos conteudos internos protno a ser trabalhado e que damos conta nesse momento.
Visando o equilibrio e a fluides das energias em favor da pessoa , os desejos mais profundos e frustrações que incomodam e trazem limitações que acabam por afetar sua vida afetiva, profissional, economica e até mesmos a sua saúde.
Na atividade expressiva trabalhamos com os elementos água e ar e as funções sentimento e pensamento.

Terra. Coagulatio. Sensação.
Água. Solutio. Sentimento.
Fogo. Calcinatio. Pensamento.
Ar. Sublimatio. Intuição


A estas funções psíquicas, Jung correlacionou os quatro elementos básicos da natureza: AR, ÁGUA, FOGO E TERRA e dois movimentos básicos para a orientação da energia psíquica: movimento predominante para o mundo externo: extroversão e movimento predominante para dentro:introversão.

A função sentimento e elemento água segundo Pinna (p.80) promovem a elaboração de questões relativas ao amor próximo, maternidade, empatia, expressão da feminilidade, flexibilidade e maleabilidade, fluxo da energia amorosa.
A função pensamento e elemento ar ajuda a pessoa a desenvolver um distanciamento emocional de algum assunto para ter uma visão mais ampla sobre ele, a capacidade de criação de estratégias de ação e planejamento, raciocínio lógico, ser capaz de vislumbrar perspectivas, saídas, possibilidades, auto reflexão, relacionamentos em geral, abertura ao diálogo e a diferentes pontos de vista, comunicação verbal e escrita.

Sensação
Está relacionado com o elemento terra e com a função coagulatio.
O elemento terra versa sobre a nossa capacidade de trabalhar sobre algo com persistência, ritmo, organização e método.Esse elemento está simbolicamente relacionado ao nosso corpo e suas funções vitais, à percepção da realidade e ao enraizamento nela, à sensação de ocuparmos um lugar no mundo. Além de favorecer a escuta e o reconhecimento das próprias necessidades, envolve também uma consciência dos limites que, se for levada ao extremo, pode acarretar um empobrecimento da imaginação, acarretando um apego exacerbada à sensorialidade, O elemento terra está ligado ao simbolismo da grande mãe nutridora, feminina.
A coagulatio operação alquímica associada ao elemento terra, vai transformar alguma coisa em um sólido, conferindo-lhe permanência, uma forma e posição fixas.
Em termos psíquico, isso significa que algum conteúdo está relacionado ao ego. Da mesma forma que em muitos mitos a criação se dá pela solidificação provinda de uma ação. A atividade e o movimento psíquico promovem o desenvolvimento do ego. A coagulatio, incitando o individuo à ação, à concretização o atrativo do desejo é a doçura da realização.

Intuição
Ar. Sublimatio. Intuição
Através da operação alquímica sublimatio, relativa ao elemento ar, o que é material é volatizado e ascende à esfera espiritual. Está relacionado psicologicamente a capacidade de adotar um ponto de vista mais amplo com relação a alguma questão, após avaliar seus diversos aspectos e pontos de vista, o que envolve a adoção de um certo distanciamento emocional, frieza e imparcialidade com relação aos eventos psíquicos permitindo a generalização a auto-reflexão.
O ar é um elemento masculino, ligado a função pensamento, que inspira leveza e transcendência, tendendo a irradiar-se e a encaminhar para o alto, ligando-se ao plano espiritual.
Segundo a autora Philippini  a abordagem junguiana parte da premissa que os indivíduos, no curso natural de suas vidas, em seus processos de autoconhecimento e transformação, são orientados por símbolos.
Estes emanam do SELF, centro de saúde, equilíbrio e harmonia, representando para cada um o potencial mais pleno, a totalidade da psique, a essência de cada um. Na vida, o self através de seus símbolos, precisa ser reconhecido, compreendido e respeitado.
O espectro destes materiais expressivos, abrange inúmeras possibilidades, pois procura atender à singularidade de quem cria,funcionando como instrumentos para estimular a criatividade, e posteriormente desbloquear e trazer a consciência informações guardadas na sombra.
 Estas informações representam o lado obscuro, e desconhecido ou reprimido da psique humana, que quando é trazido à consciência através do processo terapêutico contribui para a expansão de toda a estrutura psíquica.
Desconhecido – inconsciente individual e coletivo – e a consciência. O símbolo aglutina e corporifica a energia psíquica, para que o indivíduo possa entrar em contato com níveis mais profundos e desconhecidos do seu próprio ser e cresça com estas descobertas.
O símbolo constelado com a ajuda dos materiais expressivos, dinamiza e facilita a estruturação e transformação dos estados emocionais que lhe deram origem.
Os complexos são grupos de ideias inconscientes associadas a eventos ou experiências particulares emocionalmente coloridos.
Jung os deduziu a partir de seus estudos iniciais de associação de palavras quando ele observou que determinadas palavras provocam reações intensas ou produzem menos reação do que o esperado.
 Os complexos são construídos em torno de estruturas psíquicas solidamente interligadas conhecidas como arquétipos.
Os complexos são também reforçados por eventos ambientais e por atenção ou desatenção seletiva e são, portanto, autoperpetuantes.
 Eles são dotados de energia psíquica a partir de seu tom afetivo - positivo, negativo, suave ou forte. Quanto mais intenso o complexo, maior a emoção, imagens mentais e tendência à ação.
Os complexos são frequentemente estimulados por interações com outros. Um complexo com o pai pode ser estimulado por uma pessoa que simboliza um pai (por ex., um amigo mais velho) ou por um estímulo como a música ou arte que evoca memórias do pai.
O complexo, anteriormente inativo no inconsciente, vem para o consciente e tende a dominar a consciência e deslocar outros complexos, que então mergulham em inconsciência.
Emoções, imagens, memórias e ideias relacionadas ao pai vêm à percepção e são expressas durante este período, denominadas "baixando o nível de consciência."
À medida que os estímulos relacionados ao pai diminuem, o mesmo pode acontecer com o complexo com o pai, incluindo o que foi pensado, sentido e expressado durante a sua ascendência.
Este conceito essencial e universal da psicanálise desperta na criança sentimentos opostos, de amor e ódio, direcionados para aqueles que lhe são mais próximos, os pais.
Isto ocorre quando ela atravessa a fase fálica, durante a segunda infância, e se conscientiza da diversidade entre os sexos. Normalmente ela se sente atraída, então, pelo sexo oposto, escolhido no ambiente que lhe é próprio, o familiar.
Este Complexo tem início quando o bebê, habituado a receber total atenção e proteção, ao atingir cerca de três anos de idade, passa a ser alvo de várias proibições que são para ele desconhecidas.
Agora a criança já não pode fazer o que bem entende, porque já está ‘crescidinha’, não pode mais compartilhar o tempo todo o leito dos pais, deve evitar andar nu à vontade, como antes, entre outras interdições.
Quando a criança percebe que não é mais o centro do universo, e se dá conta das distinções entre ela e seus genitores, ela ingressa em uma das várias fases de passagem em sua vida, talvez a mais importante, porque definirá seu comportamento na idade adulta, principalmente o referente à sua vida sexual. Geralmente, a criança sente uma forte atração pelo sexo oposto – a menina pelo pai, o menino pela mãe – e hostiliza, ao mesmo tempo em que ama, seu adversário – no caso da garota, a figura materna; no do garoto, a imagem paterna -, sentimentos conflitantes que configuram o Complexo de Édipo.
Se tudo se desenvolve normalmente, a tendência é a menina se identificar com a mãe, desenvolvendo assim atitudes femininas, enquanto o garoto passa a se basear no modelo masculino, herdado do pai.
Porém, quando o temor de ficar sem a posse daquele que ela hostiliza for maior que tudo, pode ocorrer uma empatia com a pessoa do sexo oposto, gerando possivelmente no futuro atitudes homossexuais.
O complexo de Édipo permite que o indivíduo, na infância, faça a transição da esfera dos instintos e dos impulsos para o universo cultural.
Na hipótese da pessoa não conseguir realizar esta mudança fundamental na vida mental humana, ela pode entrar em um processo de inquietação psíquica extrema.
Para que a criança possa reprimir sua libido – energia direcionada para toda forma de prazer, não só o sexual –, ela passa por um mecanismo simbólico de castração.
Com medo de ser castrada, ela oculta seus sentimentos e os canaliza para o ingresso no âmbito social e na direção de parceiros que não se configuram para ela em um tabu.
Assim, ela opta pelos valores da civilização e deixa para trás qualquer vestígio incestuoso, agora restrito ao seu inconsciente.
Para Jung, no desenvolvimento da psique da criança existe uma relação de identidade entre o inconsciente dos pais e filhos, e esta relação de identidade pode ser a causadora de futuras neuroses, doenças físicas, atos de criminalidade e acidentes destas crianças.
Segundo a autora Antonidi, desde a concepção do ser humano, muitos fatores podem interferir no relacionamento pais e filhos, temos conhecimento do que ocorre na nossa consciência e desconhecemos como o inconsciente dos cuidadores influência o desenvolvimento da psique das crianças, impedindo que se desenvolvam verdadeiros laços afetivos entre a criança e os responsáveis, colocando toda a família na faixa de risco para os diversos desvios de relacionamento, incluindo a negligencia, o desinteresse pelo bem estar do filho através de condutas que podem desencadear todos os tipos de doenças na criança, até os acidentes e a violência.
Estas influências do inconsciente dos cuidadores sob a psique das crianças podem acontecer em qualquer idade, entre a criança ou adolescente e seus responsáveis, seja na gravidez e ao nascimento os períodos mais frágeis.
As atuais pesquisas mostradas por Figueiró (2009, p.10), apontam ser o adulto resultado da sua natureza, das relações com a família e grupos sociais, da cultura, valores, crenças, normas e práticas.
O argumento de que a primeira infância é decisiva na formação do adolescente e do adulto passou  sustentar-se em estudos e pesquisas científicas nos últimos cem anos.
Recentemente, a neurociência evidencia que episódios precoces de natureza física, emocional, social e cultural permanecem inscritos por toda existência nas conexões sinápticas do ser humano.
 Este fenômeno é possível diante da neuroplasticidade e das atividades biomoleculares.
Os fatores de risco e proteção da violência, sua emergência e prevenção, são conhecidos da literatura médica, começa no período da pré concepção com fetos indesejados ou rejeitados e permanece nas gestações mal cuidadas, tensas e desamparadas.
 Estes fatores continuam atuando na primeira infância com a privação de nutrientes afetivos fundamentais ao saudável desenvolvimento psíquico, social e cultural. Oitenta por cento da violência é transgeracional, passa de uma geração a outra e é possível prevenir esta violência através do apego seguro com o desenvolvimento da empatia na formação do individuo.
A prevenção depende de uma base segura, da sensibilidade e da resiliência, que é a capacidade deste indivíduo de lidar com problemas e superar obstáculos.
O período que vai da gestação até o sexto ano de vida, e particularmente de zero a três anos incluindo o período gestacional, são os mais importantes na preparação dos alicerces das competências, habilidades emocionais e cognitivas futuras.
É neste período que a criança aprende, com mais intensidade, a agir, a sentir, a se relacionar, e a desenvolver importantes valores a partir de suas relações na família, na escola e na comunidade.

Como disse Jung (1972, p. 129), “Procura-se às vezes uma causa orgânica para alguma perturbação e não sabe que deveria procurá-la em outro lugar”. Este “outro lugar” pode ser evidente para os psicólogos analistas que conhecem a possibilidade de que as dificuldades psíquicas no relacionamento entre pai e mãe possam ser responsabilizadas por alterações orgânicas e psicológicas dos seus filhos.
 Jung (1972, p.129) diz que “a criança faz de tal modo parte da atmosfera psíquica dos pais que as dificuldades ocultas aí existentes e não resolvidas podem influir consideravelmente na saúde dela”.
De acordo com Jung existe um estado de identidade do inconsciente entre pais e filhos através do desenvolvimento da psique desde o nascimento da criança ao primeiro ano de vida, continuando até a adolescência.
A psique da criança não nasce “Tábula Rasa já existe nesta criança um inconsciente e um “germe” do núcleo da consciência, que será o ego.
Que vai proporcionar e promover a proteção da psique infantil e as escolhas de quais estímulos permanecerão na consciência e quais permanecerão no inconsciente.
Considerando-se o fato que a criança se desenvolve lentamente do estado inconsciente para o estado consciente, compreende-se também que a maioria das influências do ambiente são inconscientes.
As primeiras impressões recebidas da vida são as mais fortes e as mais ricas em consequências, mesmo sendo inconscientes, e talvez justamente porque jamais se tornaram conscientes, ficando assim inalteradas. E para Moraes (2008, p.213) “isto é possível graças a característica de comunicabilidade absoluta do inconsciente, que não é limitado pelo tempo, pelo espaço e pela matéria”.
Este conceito referente ao inconsciente está presente também na Psicologia Analítica de C. G. Jung, Stein (2006, p. 179) relata em uma carta de Jung: “foi Einstein quem primeiro me levou a pensar sobre uma possível relatividade tanto do tempo quanto do espaço, a sua condicionalidade psíquica.
O período vital da criança, Moraes afirma que, a criança tem percepção ampla e profunda dos acontecimentos que a cercam, sendo esta percepção inconsciente. Moraes (2007, p.163) diz “a criança, quando nasce, já traz em si – e bem elaborada – toda a estrutura básica de seu psiquismo e a programação orgânica”.
“E na infância, a criança continua mentalmente mais comandada pelo inconsciente que pelo consciente”. Jung (1972, p.121) diria ainda que, “a maioria das impressões surgidas nos primeiros anos de vida se torna rapidamente inconsciente e forma a camada infantil do inconsciente pessoal”. Para Moraes (2007, p. 96) as crianças “costumam expressar a sua dor através de comportamentos simbólicos, doenças, acidentes, bloqueios de aprendizagem, agressividade...”.
Através da sua pesquisa Moraes consegue quantificar o quanto o inconsciente dos pais afeta a criança:

A grande força de influencia inconsciente que os pais têm sobre a criança diminui gradativamente à medida que esta cresce. Em proporção estimativa, não estatística, eu diria que a influencia dos pais na fase do útero materno é de 90%, restringindo-se gradativamente a 75% até cinco anos de idade, a 65% dos cinco aos dez anos, e a 50% na adolescência, sendo que após essa idade o jovem a censura e se defende dessa influencia conscientemente. (MORAES, 2008, p.96)

E de acordo com a mesma autora um dos “mecanismos de defesa” da criança no período da infância, principalmente no primeiro ano de vida, é a doença física e a provocação de acidentes.
Para Moraes (2007, p.169) “a criança adoece sem medir muito as consequências e percebe, com astúcia, que em torno das doenças dela os pais se unem quando não estão bem em seu relacionamento”. A criança se expõe com facilidade a perigos, riscos de vida e morte quando não se sente amada, ou melhor, quando não se sentiu amada na fase do útero materno.
Para a Psicologia Analítica de C. G. Jung é importante promover a autoeducação dos adultos. Como disse Jung sobre a educação do adulto (1972, p. 63) “sua cultura não deve jamais estacionar, pois de outro modo começará a corrigir nas crianças os defeitos que não corrigiu em si mesmo”. É muito importante a atitude sincera dos pais.

Quanto mais impressionantes forem os pais e quanto menos quiserem assumir seus próprios problemas (muitas vezes pensando diretamente no bem dos filhos!), por um tempo mais longo e de modo mais intenso terão os filhos de carregar o peso da vida que seus pais não viveram, como que forçados a realizar aquilo que eles recalcaram e mantiveram inconsciente. (JUNG, 1972, p. 84).

Atividade Expressiva:
Complexo de Épido

Qual o medo do sucesso?

Após reflexão e entendimento dos textos cada aluno fez suas escolhas das palavras ou frases, da musica.
Após a escolha foi refletido a sua escolha com a pergunta abaixo.

Você tem medo do sucesso?
Fazendo uma ligação com a palavra escolhida.
Cada aluno relatou sobre a escolha da palavra, dizendo o que leva a ter essa crença? 
Com quem se identificou. Foi com a Mãe ou com Pai. Em que momento da sua vida ou fase da vida essa crença foi instalada.
Após refletirem com sua vida profissional. O que os impedem de alcançar esse sucesso. Qual o medo?

Qual seria o medo do sucesso?
Leitura e reflexão dos textos. Você tem medo do sucesso. Escrito por Cibele Reschke
Aplicação do Teste de complexo-Desenvolvido por Jung.
Leitura e reflexão da musica Malandragem da Cássia Eler.  Composição: Cazuza/ Roberto Frejat
Fechamento: Retirado da carta- Oráculo da Lua- Caroline Smith

Os complexos
Inferioridade
Superioridade
Paterno
Materno
Poder
Castração.
Primeiro:
Segundo:
Terceiro:
Sabendo dos nossos complexos Èpido, podemos modificar nossas crenças, pensamentos sabotadores e crenças limitantes.


Cada aluno teria que identificar seus complexos com as perguntas:

  1. Qual a sua alucinação? (ou seja o equivoco)

  2. Qual o seu desejo? (ou seja a falta)

  3. Qual o seu segredo? ( ou seja a solução dos dilemas)

 

Escolher uma que mais identificasse os seus complexos.

Discussão sobre as questões cada aluno teria que escolher quais as crenças dos mitos cristãos identificou com seus complexos.
Quais seriam nossas crenças em relação aos mitos cristãos.
Pecado original- Culpa- Penitência- Remissão- Redenção
Qual seria o medo do sucesso, resposta na primeira escolha.
Quando e onde foi instalada essa crença.
No microcosmo, macrocosmo.
Identificação com o Pai, Mãe.
Leitura da musica Malandragem da Cássia Eler.
Qual a palavra ou o trecho da musica que mais tocou seu coração.
Que idade tinha?
Observar e refletir sobre o trauma que foi instalado na época ou o gatilho que acionou nessa experiência.
Após reflexão fizemos a atividade Expressiva. Soprando nossos medos e traumas.
1) Qual a Sua ALUCINAÇÃO? (Ou Seja o Equívoco);
2) Qual o Seu DESEJO? (Ou Seja a Falta);
3) Qual o Seu SEGREDO? (Ou Seja a Solução dos Dilemas).
Essas três questões acima podem estar relacionados com o mito cristão Pecado Original –
Culpa –
Penitência –
Remissão  -
 Redenção    
    Leitura e reflexão:
Com qual parte me identifico

 

Música:  Malandragem    - Cássia Eller
Quem sabe eu ainda
Sou uma garotinha
Esperando o ônibus
Da escola, sozinha
Cansada com minhas
Meias três quartos
Rezando baixo
Pelos cantos
Por ser uma menina má
Quem sabe o príncipe
Virou um chato
Que vive dando
No meu saco
Quem sabe a vida
É não sonhar
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Bobeira
É não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Pra cantar
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Quem sabe eu ainda sou
Uma garotinha!

 


Entendendo um pouco dos complexos
Conceito psicológico do Complexo foi criado por Jung para compreender os vários grupos de conteúdo psíquico que, desvinculando-se da consciência, passam a atuar no inconsciente, com existência relativamente autônoma, a influir sobre a conduta. E, embora possa ser negativa, essa influência também assumem características positivas, quando se tornam o estímulo para novas possibilidades criativas.

Os Complexos podem estimular uma possibilidade de atuação nova e diferente, podem funcionar como um estímulo para que o indivíduo se esforce mais para sua própria realização. A patologia só aparece quando os complexos exigem uma quantidade muito grande de energia psíquica para si. Para que um complexo seja assimilado é necessário que o indivíduo compreenda os conflitos em termos intelectuais, mas que também exteriorize os afetos envolvidos, através de descargas emocionais que eram realizadas pelos antigos através de danças e cantos repetidos.

O termo Complexo, segundo Jung, representa um agrupamento de elementos psíquicos que envolvem conteúdos de tonalidade fortemente emocional. Aparentemente os conteúdos de um complexo podem ser conscientes ou inconscientes, mas geralmente são adquiridos na infância ou no desenvolvimento da personalidade, por cristalização perpétua de fagulhas emocionais das relações humanas num círculo familiar e social.

Há quem defina o Complexo como grupos de ideias coloridas emocionalmente, parcial ou totalmente reprimidas. Pode-se, em geral, dizer que os Conflitos psíquicos fundamentais, provocados geralmente durante as etapas de desenvolvimento infantil, podem gerar Complexos.

Muitos Complexos são provocados por situações sexuais, econômicas, sociais, culturais, podendo-se, deste modo, distinguir complexos de superioridade, inferioridade e outros. Consequentemente, embora a infância seja a fase mais própria à germinação de complexos, eles podem ser provocados e manifestarem-se em qualquer fase da vida.

Castração
Aqui ele será definido no sentido exato de dificuldade de afirmar-se pessoalmente de um modo autônomo e responsável. Portanto castração é tomada no sentido figurado.
Poder-se-ia dizer também cortar as asas, para significar o ato de redução do potencial independente e de realização autônoma.
A mãe castradora ou o pai castrador deve ser definido como tipos de pais que, com  os filhos, meninos ou meninas, impedem praticamente a emancipação normal, conseguindo mantê-los no estado de infância e de dependência, por medo de perdê-lo, talvez, ou por uma forma de amor envolvente e asfixiante. Fala-se de mãe-piolho e pai opressivo.
O individuo afetado de um complexo de castração sente dificuldade de afirmar-se nas diversas situações de vida: em relação ao outro sexo, em relação aos parceiros sociais ou profissionais, em relação às autoridades sociais, em todas as situações em que tem que expressar-se, defender-se, afirmar-se, enfrentar, e impor-se.

Materno
A pessoa dominada por uma forte complexo materno é extremamente sensível a tudo que a mãe diz ou sente, e a imagem dela estará para sempre gravada em sua mente. Este individuo tenta incluir a mãe ou alguma coisa com ela relacionada em todas as conversas possíveis haja ou não cabimento para tal procedimentos.
Dará preferência às historias, aos filmes  e aos acontecimentos nos quais as mães desempenham papel de relevo. Ficará na expectativa do dia das Mães, do aniversário da mãe e de ocasiões que lhe deem um pretexto para homenageá-la. Tende a imitar a mãe adotando-lhe as preferências e interesses, e sentir-se á atraído pelos conhecidos dela.
Prefere a companhia de mulheres mais velhas à de mulheres da própria idade, Quando criança, é um filhinho da mamãe, quando adulto, continua amarrado à saia da mãe.

Paterno
Pode ter sua origem em uma relação difícil com a figura paterna, como autoritarismo, superproteção, ausência paterna etc.
A imagem paterna é então projetada em figuras de autoridade, como professores, patrões ou mesmo o Estado.
Para Jung o complexo de pai não somente contém uma imagem arquetípica de pai, mas também um agregado de todas as interações com o pai ao longo do tempo.
Daí o complexo de pai, matizar a recordação de experiências precoces do pai real.

Superioridade
Complexo de Superioridade está tentando compensar sensações de inferioridade que lhe são inerentes. Este termo foi criado pelo psicólogo Alfred Adler, discípulo de Freud, que posteriormente rompe com o mestre, e idealizador da Psicologia Individual.
O sujeito que desenvolve este sentimento vê nos outros, julgados por ele como seus subordinados, traços de inferioridade que na verdade pertencem a ele, ou seja, trata-se de um jogo de projeções.
 Assim, ele tende a marginalizá-los, da mesma forma como também se sente excluído, atribuindo-lhes as mesmas características que lhe são imputadas por outrem. É muito comum estes indivíduos serem vistos como arrogantes e pretensiosos.
O ser com Complexo de Superioridade não consegue equilibrar em seu íntimo seu potencial e seus limites, considerando-se alguém com valia e aptidão superestimadas. Suas perspectivas sobre si mesmo são extremamente elevadas e ele acredita ter um poder de realização muito maior do que realmente possui.
 Normalmente ele apresenta uma vaidade incomum, que se reflete na sua própria maneira de se vestir, nas suas ações e atitudes, até mesmo no modo de falar, algumas vezes exagerado e presunçoso.
Tentando parecer melhor que todos, o sujeito se revela intolerante, sempre contradizendo o ponto de vista alheio e se esforçando para dominar os que ele julga lhe serem inferiores.
Sentindo-se essencialmente inferior, a pessoa tenta parecer superior mais para si mesma do que para os outros.
 Embora aparente superioridade, ela teme ser socialmente desprezada, sente-se insegura, tem uma baixa auto-estima, mesmo que todos esses sentimentos estejam ocultos no seu inconsciente, mas nem por isso menos intoleráveis para sua mente.
 É neste momento que o homem cria as famosas máscaras, tão presentes na rotina da nossa sociedade, para que se pareça melhor que os outros.
Muitas vezes isolado do convívio social por alguma razão ou mergulhado em devaneios, o indivíduo pode recorrer a este Complexo como uma forma de sobreviver perante sua inadaptação à sociedade.
Inferioridade  criada pelo discípulo de Freud, Alfred Adler, para designar o estado neurótico que tem por fundamento o sentimento de insuficiência ou incapacidade para enfrentar a vida e os seus problemas.
 Este complexo pode ser provocado por vários motivos, reais ou imaginários, como por exemplo um defeito físico, uma situação econômica ou social difícil, ou simplesmente pela recordação de um fracasso perante um obstáculo que não foi possível vencer.
 Nesta perspectiva, podemos considerar que o complexo de inferioridade resulta de uma condição natural do indivíduo, mais ainda, de uma fonte de dinamismo que não foi bem conduzida pela pessoa.
O complexo de inferioridade é um sintoma que uma criança pode padecer na realidade ou na imaginação, de medo de sofrer ou de sofrer de fato, de castração ou perda de amor.
Pode-se dizer que em qualquer indivíduo, o sentimento de inferioridade está na base do próprio sentimento da personalidade.
 A noção de complexo de inferioridade pode corresponder a sentimentos de culpabilidade ou de depressão, fazendo-se uma avaliação negativa de si mesmo em relação ao ideal do ego.
 Esta inferioridade é relativa a um ideal grandioso. Tendo em conta que a identificação de si mesmo faz-se pelo olhar do outro, especialmente dos pais na infância, estes têm um papel relevante e estruturante no sentimento negativo ou positivo e na confiança em si mesmo e em poder ser amado pelos outros.
Complexos de superioridade e inferioridade estão sempre muito próximos e podem tranquilamente coexistir no mesmo sujeito, por toda a sua existência. Mas como identificar os que trazem em si estes complexos?
Às vezes a forma agressiva e presunçosa da pessoa se comportar já indica a presença destes distúrbios, mas em outros casos a presença dos sinais mais frequentes é tão sutil, que só em momentos extremos de estresse ou ansiedade ela irá revelar explicitamente a presença destes sintomas.
Diante do olhar social estas pessoas são, em alguns casos, caridosas, voluntárias em trabalhos beneméritos, preocupadas com o bem do próximo e da comunidade, mas simultaneamente ocultam no seu âmago o sentimento de serem melhores e mais nobres que as outras.
No momento em que as personas desmoronam, o homem revela-se como realmente é, muitas vezes cobrando por suas ações de generosidade, desvalorizando o esforço de outrem.
A pressão das suscetibilidades e melindres é muito forte, assim como é difícil conviver com as críticas, aprender a aceitá-las, digeri-las, e utilizá-las a nosso favor. Muitas vezes o Complexo de Superioridade é ativado como um mecanismo de defesa, diante de qualquer ameaça ao nosso Ego.
Lutar contra um sentimento inconsciente, que não conseguimos olhar de frente, o qual rejeitamos mesmo quando temos um vislumbre dele, é uma tarefa que exige muita firmeza e determinação.
É necessário muito domínio de si mesmo para viver com os traços de personalidade opostos em perfeita harmonia e ir além, valorizando os atos dos que nos cercam, seja qual for o contexto.

Poder
Para Adler, no homem que é de todos os animais o que nasce mais inacabado, mais desprovido, mais inferior, desenvolve-se um desejo de poder que é fonte de compensações dessas inferioridades e principal motivação da existência humana.
Dessa forma, o primeiro sentimento da consciência de si na criança, ao sair do estágio mágico, no choque do encontro com o real e o mundo, seria um imenso sentimento de inferioridade, de impotência de ser pequeno e diminuto vulnerável e fraco.
Mas esse sentimento de inferioridade deflagra normalmente um desejo compensador de poder, e este motivará todos os projetos ulteriores da criança e do adulto.
Para Jung é o termo pelo qual designa às vezes o complexo todo das representações e aspirações que tem a tendência de colocar o eu sobre as outras influências e a ele subordiná-las, quer provenham de pessoas e situações quer de instintos, sentimentos e pensamentos subjetivos.
Para ele o homem que não teve sucesso terá apenas uma vontade:conseguir sucesso. Aquele que é sempre colocado em segundo plano desenvolverá fatalmente um complexo de poder.

Os chakras

Chakra Coronário
Cor: lilás e dourado
Pedras mais usadas: Quartzo Branco, Ametista, Diamante, Fluorita
Representa nossa ligação com o Alto, a Energia Superior, o Universo.
A sua função principal é evoluir, ascender e se aprimorar como ser humano.
Percebemos o Chakra Coronário em desequilíbrio quando apresentamos falta de inspiração, confusão, tristeza relacionada à falta de esperança, alienação ou hesitação em servir ao bem comum.

Chakra Frontal
Cor: azul índigo
Pedras mais usadas: Sodalita, Azurita, Lápis Lazuli, Cianita
Representa a mente e a intuição. A função dupla desse chakra faz com que ele seja um dos mais difíceis de manter o equilíbrio, pois o excesso de uma característica leva à falta da outra.
Quando em desequilíbrio, pode desencadear falta de concentração, medo, cinismo, tensão, pesadelos, e excesso ou falta de sono. Também é recorrente ter um acúmulo de pensamentos.

Chakra Laríngeo
Cor: azul claro
Pedras mais usadas: Água Marinha, Quartzo Azul, Turquesa, Larimar
Tem ligação com a maneira que cada um se expressa. A função principal desse chakra é o se expressar. Por isso, a autoexpressão e a comunicação são as palavras-chaves dele. Ajuda a relacionar e exteriorizar o que sentimos e o que pensamos.

Percebemos que o Chakra Laríngeo está em desequilíbrio quando apresentamos problemas na comunicação - geralmente a falta dela - o uso insensato do conhecimento e a falta de discernimento. Nesse caso, a pessoa pode falar demais ou dizer bobagens por querer esconder o que sente. Num outro extremo, pode tender a falar pouco e "engolir sapos".

Chakra Cardíaco
Cor: verde e rosa
Pedras mais usadas: Quartzo Rosa, Quartzo Verde, Turmalina Melancia, Esmeralda
Simboliza o centro das emoções. Esse chakra é o centro do amor e sabedoria nas relações emocionais. Gera estabilidade e confiança, além de trabalhar as manifestações reprimidas e as feridas emocionais.
Quando o Chakra Cardíaco se mostra em desequilíbrio, pode gerar repressão do amor, instabilidade emocional, sensação de opressão e/ou peso no peito.

Chakra Plexo Solar
Cor: amarelo
Pedras mais usadas: Citrini Amarelo, Cristal com Enxofre, Topazio Imperia, Calcita Amarela
É onde "mora" o ego de cada um, representa a força do indivíduo. Sua funções primordiais são o poder e a vontade. Também mostra como está nossa digestão (de situações), nossos humores e controle.
Quando o Plexo Solar está com excesso energético pode gerar egoísmo, egocentrismo, fúria, medo, ódio e dificuldade em assimilar/digerir. E quando está com baixa energia, a pessoa fica apática, sem força de vontade e insatisfeita.

Chakra Sacro
Cor: laranja
Pedras mais usadas: Jaspe, Ágata de Fogo, Granada, Coral
Tem ligação com a criatividade e a vitalidade. As funções principais do Chakra Sacro são sexualidade, vitalidade e criatividade. Ele corresponde à nossa autoestima, à energia sexual e à expressão do "eu" através da sexualidade e/ou criatividade. É no centro energético do bem-estar físico, do prazer e da realização que se percebem as mágoas, sentimentos de culpa e medo (pecado).

Quando este Chakra está em desequilíbrio pode gerar dificuldades sexuais, ausência de objetivos, sentimento de impotência, confusão, ciúme, inveja ou desejo de possuir. Impacta diretamente no desejo e na vontade de viver, alcançar outros patamares, enfrentar desafios e viver o presente.

Chakra Básico
Cor: vermelho
Pedras mais usadas: Turmalina Preta, Quartzo Fumê, Ônix, Hematita
A sua função é a sobrevivência, que inclui a própria segurança e as necessidades físicas básicas, tais como comer, beber e dormir, além do sexo e do abrigo.
Quando está em desequilíbrio, pode gerar insegurança, falta de "gana", atitudes mais violentas, ganância ou fúria. A pessoa ainda apresenta uma demasiada preocupação com a própria sobrevivência, tensão, o "viver para ter".
simbologia de algumas formas muito utilizadas:

Círculo
Arquétipo da totalidade e da eternidade. Representa a perfeição divina e perpetuidade de Deus. O círculo ou disco é emblema de tipo solar. Junto à roda e à esfera, simboliza também o dinamismo psíquico, o mundo manifestado, a unidade interna da matéria, tudo que é preciso e regular; a harmonia universal.
Simples: o infinito, o universo, a totalidade; com ponto no cento: a primeira manifestação do princípio criativo divino; dividido (por uma reta horizontal): a primeira divisão do Princípio Divino em duas polaridades opostas e complementares (masculina e feminina); com cruz no interior: o momento da criação, quando o princípio masculino impregna o feminino; com triângulo no interior: o princípio espiritual ou ternário dentro da totalidade; com quadrado no interior: o princípio material ou quaternário dentro da totalidade.

Coração
Um dos mais importantes e universais símbolos esotéricos. Verdadeira sede da inteligência, já que a ele corresponde o cálido e luminoso Sol (ao cérebro corresponde a luz fria e refletida da Lua).
Por outro lado, a importância do amor, na mística, reside no fato de que ele se expressa por meio do coração. Amar é acionar a força de um centro (o coração), o qual estimula e impulsiona os outros centros.
Dessa forma, o coração é o símbolo magno do amor, iluminação espiritual e felicidade.

Cruz
Em todas as culturas, seu significado arquetípico é o da união dos opostos: o eixo vertical (masculino) e o eixo horizontal (feminino). No cristianismo, é o emblema máximo.
Traz a ideia do homem regenerado, aquele que conseguiu integrar harmoniosamente suas duas partes e que, “crucificado” como mortal, renasce como imortal.
Evoca os quatro reinos da natureza. Como símbolo da “Árvore da Vida”, representa o “eixo do mundo”: a ponte ou escada através da qual a alma pode chegar a Deus.

Espiral
Um dos mais importantes símbolos universais, a espiral representa o arquétipo do cosmos, e simboliza o processo evolutivo do universo.
 No sistema hieroglífico egípcio, a espiral denota as formas cósmicas em movimento, ou a relação entre a unidade e a multiplicidade, entre o centro e o círculo.

Flor
Em muitas escolas esotéricas a flor simboliza a fugacidade das coisas, a beleza e a primavera.
 No Oriente, pela sua forma mais comum, a flor representa também os “centros energéticos espirituais”, os chacras.
O conceito da “flor de ouro”, na mística chinesa, é um símbolo transcendental taoísta que alude à vitória espiritual.
Labirinto
O centro do labirinto representa a consciência superior, a realidade absoluta, a imortalidade, a divindade; os caminhos tortuosos que vedam quase completamente o seu acesso simbolizam as provas e dificuldades pelas quais deve passar todo aquele que pretende chegar até o “centro de si mesmo”, ou seja, a consciência superior.
 O simbolismo do labirinto está ligado ao simbolismo da espiral. Nesse sentido, o centro, ou ponto inicial interno da espiral, representa o princípio único, imóvel. As curvas da espiral simbolizam o universo manifestado em constante movimento.
Símbolo universal do espírito a aparição de uma estrela simboliza o aparecimento de uma possibilidade de realização espiritual.

Números
O número de ordem pelo qual o mundo existe. O número implica forma, som e vibração, e subjaz na raiz do universo manifestado.

Junto com as proporções harmônicas, dirige as primeiras diferenciações da substância homogênea em elementos heterogêneos e põe limite à mão formativa da natureza.
Os números representam “idéias-forças”, cada um com forma, sentido, individualidade e caráter próprios, e a numerologia (ciência dos números) contém a chave de todo o sistema esotérico.
Esta chave é aplicável a todo o universo, tanto às hierarquias criadoras como ao homem e ao mundo.
O significado simbólico dos números está ligado à sequencia numérica:

Zero – a eternidade, o “não ser”; oposto e reflexo da unidade, representa tudo que existe em estado latente e potencial.

Um – o princípio ativo, o Sol ou a primeira manifestação da energia criadora. Representa também a unidade espiritual.

Dois – o pólo feminino (a Divina Mãe) em contraste com o número um (o Divino Pai).

Três – a síntese espiritual, representando a tríade divina no processo de sua manifestação.

Quatro – símbolo da terra, da situação humana, dos quatro elementos da natureza, das quatro estações do ano e dos quatro pontos cardeais.

Cinco – o número do homem, o quinto elemento agindo sobre os quatro elementos da matéria.

Seis – o equilíbrio, a união do espírito e da matéria; a união dos triângulos positivo e negativo, formando a estrela de seis pontas.

Sete – o número da ordem perfeita, resultado da união do ternário (espiritual) e do quaternário (material).

Oito – símbolo do Logos ou do poder criativo universal e do equilíbrio dinâmico entre as duas forças opostas (masculina e feminina).

Nove – o número simbólico da humanidade e o número-raiz do presente estado de evolução humana.

Dez – o retorno à unidade e, ao mesmo tempo, a união final e o recomeço. É a totalidade do universo.

Onze – símbolo da transição, de excesso e de perigo.

Doze – símbolo da ordem cósmica e da salvação.

Treze – morte e renascimento, mudança e retomada após o final.

Pirâmide
O estudioso Cirlot informa que existe uma aparente contradição no simbolismo da pirâmide. Em primeiro lugar, nas culturas megalíticas e no primitivo folclore europeu, a pirâmide simboliza a terra em seu aspecto maternal.
Por outro lado, a pirâmide de pedra, arquitetada com uma regular exata forma geométrica, corresponde ao elemento fogo, masculino, em todas as culturas antigas do Oriente.
A interpretação mais completa a respeito do simbolismo da pirâmide foi dada por um outro estudioso, Marc Saunier.
 Ele sugeriu que a pirâmide é uma síntese de diferentes formas, cada uma delas com uma significação própria.
A base da pirâmide é quadrada e representa a Terra (os quatro elementos da natureza). O ápice é “o ponto final” e o “ponto inicial” de todas as coisas, o “centro místico”, a divindade.
Estabelecendo a ligação entre a base e o ápice, estão as faces triangulares da pirâmide, simbolizando o fogo como revelação divina e como princípio da criação.
Consequentemente, a pirâmide é interpretada como um símbolo que expressa a totalidade do trabalho em seus três aspectos essenciais.

Quadrado
Símbolo da matéria e da passividade. Seus lados representam os elementos da natureza (água, fogo, terra e ar) ou os quatro pilares da sabedoria humana (ciência, religião, filosofia e arte).

Rosa
Possivelmente a mais importante das flores simbólicas para o homem ocidental. Exprime o desenvolvimento do espírito, e está identificada com todas as expressões que denotam tal significado. A rosa está associada à idéia de regeneração, fecundidade e pureza.

Sol
Ponto focal de nosso sistema planetário, o Sol é símbolo material-espiritual por excelência da divindade.
Sua luz pode ser considerada como a manifestação visível do Deus criador, sustentador e conservador de todas as formas de vida.
O Sol é também emblema do Ser Real Interno de cada homem, da vitalidade, da vontade e dos sentimentos nobres como a lealdade.

Traço
Um dos símbolos gráficos básicos. Vertical: o princípio ativo (masculino) ou dinâmico; horizontal: o princípio passivo (feminino) ou estático.

Triângulo
Esta figura geométrica tem importante valor simbólico em muitas religiões e escolas esotéricas, representando a Trindade divina: a harmonia, a perfeição e a sabedoria.
 Eqüilátero: as tríades divinas ou o perfeito equilíbrio entre os três aspectos da Divindade; isósceles positivo (ápice para cima): o ternário evolutivo ou anseio do espírito em se libertar da matéria; isósceles negativo (ápice para baixo): o ternário involutivo ou o princípio espiritual que penetra e vivifica a matéria.

Yin-Yang
Símbolo chinês da distribuição dual das forças universais, compreendendo o princípio ativo ou masculino (Yang) e o feminino ou passivo (Yin).
Este símbolo tem a forma de um círculo dividido por uma linha sigmóide, e as duas partes assim formadas possuem, quando observadas, uma tendência dinâmica, o que não seria possível se o círculo fosse dividido por uma linha reta (diâmetro).
Na representação gráfica desse símbolo, a metade clara representa o Yang, e a escura, o Yin. Contudo, a primeira apresenta em seu interior um ponto negro, e a segunda, um ponto branco, significando que ambas possuem, em si mesmas, o germe do princípio contrário.

Cores e simbologia

Vermelho- é estimulante, afasta a depressão, tira o desânimo. É a cor das conquistas, das paixões e da sexualidade. Quando a cor vermelha está numa mandala, ela precisa ser bem usada, pois pode tirar o sono ou deixar a pessoa irritada.

 

Amarelo- é ativadora e dinâmica, age sobre os processos mentais. O amarelo afasta as ideias fixas e aumenta a capacidade de raciocínio. É a cor da inteligência, do estudo e da criatividade.

 

Laranja- é restauradora e regeneradora, traz recuperação depois de um processo destrutivo e a capacidade de refazer o que não está certo. É a cor da coragem, da reconstrução e da melhora.

 

Verde- é calmante e equilibradora. O verde melhora qualquer estado físico negativo e energiza o corpo e a alma. Quando uma mandala tem a cor verde, suas vibrações são sempre energizadoras e, seja em que nível for, ela é benéfica para todos.

 

Azul - traz equlíbrio, paciência, harmonia e serenidade, tranquiliza o corpo e a mente. Ajuda nos casos de insônia e estresse.

 

Índigo - trabalha o equilíbrio energético, intuição, proteção, limpeza e purificação de ambientes.

 

Violeta ou Lilás- é profundamente espiritual, mística e religiosa. O violeta atua sobre quem está espiritualmente desequilibrado, descrente e sem conexão com as forças divinas. Quando uma mandala tem a cor violeta ou lilás, ela limpa e isola os ambientes em que está.

 

Rosa- trabalha afetividade, amor, harmonia, união, ajuda no equilíbrio dos relacionamentos pessoais e profissionais.

Atividade Expressiva

A chave do entendimento da Psicologia Masculina e Feminino—He- She
O que devo entregar?
He- A chave do entendimento da Psicologia Masculina

Segundo Johnson Faz-se necessário lembrar que o mito é uma entidade viva que existe dentro de cada um. Se o imaginarmos como uma espiral girando sem cessar em nosso interior, seremos capazes não só de captar-lhe a forma viva e verdadeira, como também de sentir como ele é vivo dentro da nossa própria estrutura psicológica.
O mito do Graal trata da psicologia masculina, e tudo quanto acontece dentro da lenda pode ser tomado como parte integrante do homem, pois a mulher também participa com seu lado masculino interior.
Castelo do Graal e seus terríveis problemas:
Rei Pescador- foi ferido
Ferimentos graves que o impedem de viver – mas não levam à morte.
Geme
Grita
Padece o tempo todo
As terras espelham as condições de seu rei
Gado não mais se reproduz
Plantações não vingam
Cavaleiros são mortos
Crianças ficam na orfandade
Donzelas choram
Há lamentos/gemidos
Rei pescado está ferido;
O bem estar depende da virilidade- poder do governante
Castelo do Graal-
O pescador ferido.
Anos atrás na adolescência, o rei pescador estava percorrendo os bosques, praticando para ser um cavaleiro andante, quando deparou com um acampamento abandonado.
Porém havia um salmão sendo assado num espeto.
Faminto o rei pescado serviu-se de um pedaço do peixe, sem percebr que estava muito quente,
Deixou  o peixe cair e levou os dedos à boca para aliviar a dor.
Ao fazê-lo pôde sentir um pouco do gosto do salmão, um gosto que jamais poderá esquecer.
O rei pescador foi ferido por um peixe.
O homem que sofre, hoje, em nossos dias, é o herdeiro direto desse evento psicológico, que culturalmente teve lugar há coisa de 800 anos,
Outra versão do mito diz que o jovem Rei Pescador, subjugado pelo amour, saiu em busca de alguma experiência para satisfazer sua paixão.
Outro cavaleiro, um pagão muçulmano, após haver tido uma visão da cruz verdadeira, saiu para encontrar uma manifestação de sua busca.
Os dois se encontraram face a face e, como bons cavaleiros, baixaram o elmo e prepararam a lança para se baterem.
O choque foi terrível, o cavaleiro pagão foi morto e o Rei pescador foi ferido na coxa, o que arruinou seu reino por anos e anos.
O cavaleiro que teve a visão e o cavaleiro da sensualidade batem-se num combate mortal.
Instinto e natureza
De-repente, munidos pela visão de uma colisão espiritual.
Assim é o cadinho dentro do qual é forjado ou o mais alto nível de evolução ou um conflito fatal, capaz de promover a destruição psicológica.
Sejamos um deixa o legado da morte de nossa natureza sensual e um ferimento terrível em nossa visão crista.
Dificilmente o homem de hoje se livra dessa colisão em algum momento de sua vida, o que poderá levá-lo a terminar nesse estado  sua paixão é morta e sua visão muito ferida.
Podemos fazer uma relação com São Jorge e o dragão, com a luta são mortalmente feridos e teriam morrido se não fosse a coincidência de um pássaro bicar uma laranja da árvore sob a qual jazia são Jorge, e uma gota do suco vital cair em sua boca. Levantou-se e, sem perda de tempo, exprime um  pouco do elixir da vida na boca de seu cavalo e o reviveu. Ninguém pensou em reviver o dragão.
O  símbolo do Rei pescador ferido.
O salmão (peixe) é um dos símbolos de cristo.
Salmão- assado- um garoto, nos primórdios de sua adolescência, toca algo da sua natureza crística, no seu íntimo, seu processo de individuação, só que o faz prematuramente, sem nenhum preparo.
Ao ser ferido por ele, deixa-o cair por estar quente demais.
Ao levar o dedo queimado na boca, prova seu  sabor, e esse gosto jamais será esquecido.
Seu primeiro contato com o que mais tarde virá a ser sua redenção causa-lhe uma ferida.
É o que o torna um Rei Pescador ferido.
O primeiro lampejo de consciência no jovem aparece sob a forma de uma ferida ou um sofrimento.
Os homens são Reis Pescadores, e todo o garoto tropeçam em algo que é muito grande para si. Dar um passo  na direção de seu desenvolvimento masculino, mas por estar quente demais, deixa-o cair,
É natural que apareça nele certa amargura:
Como o Rei Pescador, ele ainda não consegue viver com essa nova consciência que ele tocou, mas ao mesmo tempo não é capaz de deixá-la cair totalmente.
Todo adolescente recebe sua ferida Rei Pescador.
Para entender um jovem que já passou pela puberdade é preciso é preciso entender a ferida do Rei Pescador- Felix culpa, a queda feliz que conduz o individuo a seu processo de redenção. A queda do Jardim do Éden, a evolução da consciência ingênua á total consciência do self.
Entrar nesse mundo é ver um rapazinho dar-se conta de que o mundo não é feito só de alegria e felicidade, como pensava e observar a desintegração de seu frescor infantil, de sua fé, de seu otimismo.
Triste, porém necessário.
A ferida do Rei pescador pode coincidir com um ato de injustiça, ou seja alguém ser acusado de algo que não fez.
No home há três estágios no desenvolvimento psicológico. O padrão arquetípico é aquele em que um ser passa da perfeição inconsciente da infância para a imperfeição consciente da meia-idade para, depois atingir a perfeição consciente da velhice.
Assim, o ser caminha partindo de uma plenitude ingênua, na qual os mundos interiores e exteriores estão unidos, para um estágio em que se dá a separação e a diferenciação, entre esses dois mundos, denotando, portanto, a dualidade da vida, para, finalmente, atingir o satori, a iluminação-quando acontece uma reconciliação consciente do interior com o exterior, em harmoniosa totalidade.
O primeiro passo do homem para sair do Éden e entrar no mundo da dualidade é sua ferida Rei Pescador a experiência da alienação e do sofrimento que vai impulsiona-lo para o início da conscientização..
Essa ferida muitas vezes perturba seu relacionamento com o meio que o cerca. Quando ele dá seu primeiro passo na direção da individuação, isto é quando toca seu salmão pela primeira vez, começa a ser alguém por si próprio. Mas o processo só se iniciou, está longe de ser completado, o que significa que ele foi expelido do coletivo, deixando de ser um carneiro no rebanho.
Seu relacionamento com outras pessoas e com a vida está destruído, mas ele não está distanciado o suficiente, o que significa que ainda não se tornou um individuo que possa relacionar-se bem com a vida.
O Rei pescador não está aqui e nem lá, ele não consegue relacionar-se bem.
Somos o Rei pescador carregamos as feridas.
O ferimento na coxa significa que o homem foi atingindo na sua capacidade de gerar, na sua habilidade para relacionar-se.
A ferida do Rei pescador é o carimbo do homem moderno.
Duvido muito que haja uma só mulher em todo o mundo que não tenha assistido silenciosamente à agonia de seu companheiro, no seu aspecto Rei-Pescador. Pode ser que ela venha a perceber no seu homem-muito antes de ele próprio dar-se conta- o sofrimento, a sensação persecutória de injustiça e falta de plenitude, do vazio. Sofrendo dessa forma, o homem é muitas vezes levado a fazer coisas estúpidas na tentativa de curar a ferida e suavizar o desespero que sente. É como se buscasse uma solução inconsciente, fora de si próprio, queixando-se de seu trabalho, do casamento ou do lugar que tem no mundo. Pode até, nessa fase, tentar encontrar uma outra mulher.
O rei pescador é transportado numa liteira, por onde quer que vá, e está sempre gemendo e gritando em seu desespero.
Para El não há alívio a não ser quando está pescando. Isso significa que aquela ferida que representa a consciência, só é suportável quando o ferido está executando seu trabalho interior, dando prosseguimento à tarefa de conscientização, da individuação, que ele, despreparado, iniciou com o ferimento em algum momento de sua juventude. Essa estreita ligação com a pesca logo tomará um lugar importante em nossa história.
O Rei pescador preside a sua corte no Castelo do Graal, onde o Santo Graal- cálice da última ceia- é guardado.
A mitologia nos ensina que o rei que governa nossa corte interior confere a ela e a todos os aspectos de nossa vida o tem e o caráter.
Se o rei está bem, estamos bem, se as coisas estão bem dentro, também tudo estará bem fora. Com o Rei pescador ferido presidindo a corte interior do homem ocidental de hoje, podemos esperar muito sofrimento e alienação, O Reino não floresce, as colheitas são mínimas, as donzelas vivem desconsoladas, as crianças órfãs.
Nos mostra um arquétipo básico ferido que está manifestando por meio de problemas em nossa vida exterior.
A cada um é servido o vinho do Graal, e todos têm seus mais recônditos desejos satisfeitos, mesmo antes de serem expressados.
Todos menos o ferido Rei pescador, que não pode beber do Gral. É impedido de ter acesso à essência da beleza e do sagrado, justamente quando estão bem à sua frente, é o mais cruel dos sofrimentos.
Todos são servidos, exceto o rei, e todos também têm a consciência de que seu próprio ponto central é falho, porque seu rei não pode partilhar o graal.
Quantas vezes as mulheres já não disseram para seu marido.
Veja todas as coisas boas que você já fez e o que temos,
Bons rendimentos, carros, filhos,
Porque é que você não pode ser feliz, afinal de contas. O Graal está ao seu alcance. Porque é que você não pode ser feliz?
O homem é incapaz de dar como resposta. È porque sou um Rei pescador, estou ferido, e, apesar de ter tudo, não consigo chegar à felicidade, as feridas nãocicatrizam, sofre pela incapacidade de tocar as coisas boas. A parte inocente do homem que o curará a sua ferida.
Para se curar deverá reencontrar algo no seu interior que tenha a mesma idade e a mesma mentalidade de quando foi ferido.
Para sarar deve permitir a entrada em seu consciente de algo completamente diferente dele mesmo para que esse algo venha a mudá-lo.
Se continuar com a velha mentalidade do Rei Pescador não vai sarar.
É necessário olhar seu lado inocente, tolo, adolescente para curar-se. Só o nosso lado tolo interior pode tocar a ferida do Rei Pescador.
She- mito Eros e Psiquê- Personalidade feminino- falando da feminilidade onde quer que ela se encontra seja no homem, seja na mulher.
 Anima- faceta feminina da mulher
Animus- masculina da mulher.
Podemos enxergar esse reino dentro de nós e pouco explorado nos nossos dias.
Uma verdadeira mina de ouro- insights
Psique- alma Personificação do mundo interior.
Toda mulher tem dentro de si uma Afrodite reconhecida.
Vaidade-luxuria-fertilidade-tirania – ciumenta- não tolera competição.
A mulher moderna-resume na colisão entre as duas natureza intrínseca
Afrodite
Psiquê.
Se ela for capaz de vislumbrar o que lhe está ocorrendo estará a caminho de uma nova consciência.
Psiquê nasceu de uma gota de orvalho, vinda do céu, caiu sobre a terra,
Essa mudança do oceano de Afrodite para a terra de Psiquê é o progresso da primeva feminilidade aceânica para uma nova forma mais humana.
Psiquê existe em toda mulher.
Solitária
Incompreendida
Dolorida estado de alma.
P seu lado psique em sua própria personalidade- ficar presa significa permanecer intocável e privar-se de relacionamento afetivos.
Acomodar a Psiquê-dentro dar e receber
Crenças
Ninguém me entende.
Entrar nesse estado e reconhecer e atingir o conhecimento.
Ex. Marilyn Morroie
Exemplo de ser adorad, mas não saber lidar com isso.
Casar
Morte da donzela
As portas de uma nova vida abrem-se para ela, um novo que morre deve ser honrada, pois do contrario as emoções vão aflorar mais cedo ou mais atrde, de uma forma inadequada.
Repulsa com relação ao casamento
Perda de liberdade
individualidade
Virgindade.
Eros – animus da mulher a sua masculinidade interior.
Eros obedece às ordens da mãe.
Eros vem a ser a morte para Psiquê, todo marido é a morte para sua esposa, porque representa a destruição da donzela que ela ainda é e a impede na direção da maturidade, como mulher.
O homem é a morte para a mulher no sentido arquetípico,
Ao perceber um olhar angustiado no rosto de sua mulher, é hora de o marido ser suave e cauteloso; talvez ela esteja acordando para o fato de estar morrendo um pouco como donzela.
Ele facilitaria muito as coisas para ela sendo gentil e compreensivo.
O casamento é morte e ressurreição para a mulher.

Eros extermina a ingenuidade e a inocência pueril da mulher, o que pode dar-se em qualquer época de sua vida.
A experiência do casamento é diferente para o homem e para a mulher, ele vê acrescentando algo à sua estatura, seu mundo torna-se mais forte, escala um degrau, mas não entende que está matando Psiquê dentro da sua esposa,já a mulher também consegue uma nova estatua em seu casamento, mas não antes de haver passado pela experiência da montanha da morte.
Quase todo homem querem uma esposa que não faz pergunta e nem sobre seus atos. Concordar sem discutir, se ela não fizer questão da consciência e proceder em tudo ao jeito dele, reinará na casa uma paz perfeita. Ele quer na verdade, manter o velho sistema patriarcal do casamento, em que o homem tem o poder de decisão sobre todos os assuntos importantes, a mulher diz amém e a harmonia reina.
A maioria dos homens acalenta a esperança de que as coisas aconteçam dessa forma, e, por algum, tempo, realmente existe a possibilidade de que o casamento assim seja.

 

Todo Eros imaturo é um fazedor de paraísos.
Eros ao nível secreto, quer seu próprio paraíso, mas não aceita nem a responsabilidade nem o relacionamento consciente. A necessidade de evolução e crescimento- no mito, a maior parte de crescimento advém do elemento feminino, seja da anima ou da mulher, representa experiências terríveis para o homem.
Criancice de Eros – o puer eternus que necessita deles. Há alguma coisa no inconsciente do homem que o leva a desejar um acordo com sua mulher, para que ela não o questione.
As irmãs são aquelas vozes rabugentas que resmungam dentro de cada um, executando a tarefa de destruir o velho e trazer a consciência do novo.
Desafiar o velho mundo patriarcal e obrigar todos a se conscientizarem.
As irmãs representam a demanda para um estágio evolutivo, que vem por uma fonte inesperada. Elas podem muito bem ser a sombra de Psiquê.
Jung descreve os elementos sombra de uma personalidade como aquilo que foi reprimido, ou, ainda, facetas não vividas dentro da potencialidade global de um individuo. Seja por não receber a devida atenção, seja por não serem devidamente trabalhados esses elementos permanecem arcaicos ou tornam-se escuros e ameaçadores,essas ficam armazenada no inconsciente, até que irrompem em nossa vida consciente, da mesma forma que as irmãs de Psiquê surgiram em sua vida, num momento crítico.
O problema é que estamos cegados por nossas próprias projeções, raramente conseguimos ver com clareza e profundidade o outro ser homem e mulher.
Amar é encarar o outro de maneira real, simples, como o ser humano que de fato é,
Amar nada tem de ilusório, é ver o individuo vê-lo, mas não através de um determinado papel ou imagem que tenhamos planejado para ele. É dar valor a individualidade daquela pessoa, dentro do contexto do mundo comum.
Tanto Eros quanto Psiquê tiveram o dedo ferido pela flecha mágica.
Psique é regatada de seu casamento com a morte.
Eros é desmascarado e mostra-se um deus
Psiquê  é banida de seu paraíso
Eros voa de volta para a mãe, cheio de dor.
A experiência do apaixonar-se c0onsegue mesmo acabar com a tranquilidade, mas, de outra parte, cria uma energia muito forte que vai gerar evolução.
Eros e Psiquê, e sob certas circunstâncias, quando simples mortais passassem por uma experiência arquetípica poderiam sobreviver a ela, mas sofreriam uma mudança radical.

Atividade She He
Reflexão e leitura do texto.
O que estou propicio a abandonar,entregar, relativo a atividade anterior, complexo de Edipo e os mito cristão.
Retirada de uma carta.
Realização do teste, qual o caminho a seguir.
Meditação.
Elaboração da atividade: construção de uma mandala. O novo caminho.
Finalização>
Discussão e analise de cada mandala-
Retirada de outra carta para fechamento.
Este texto foi elaborada por Laura Bartelle.

rata da psicologia masculina, e tudo quanto acontece dentro da lenda pode ser tomado como parte integrante do homem, pois a mulher também participa com seu lado masculino interior.
Castelo do Graal e seus terríveis problemas:
Rei Pescador- foi ferido
Ferimentos graves que o impedem de viver – mas não levam à morte.
Geme
Grita
Padece o tempo todo
As terras espelham as condições de seu rei
Gado não mais se reproduz
Plantações não vingam
Cavaleiros são mortos
Crianças ficam na orfandade
Donzelas choram
Há lamentos/gemidos
Rei pescado está ferido;
O bem estar depende da virilidade- poder do governante
Castelo do Graal-
O pescador ferido.
Anos atrás na adolescência, o rei pescador estava percorrendo os bosques, praticando para ser um cavaleiro andante, quando deparou com um acampamento abandonado.
Porém havia um salmão sendo assado num espeto.
Faminto o rei pescado serviu-se de um pedaço do peixe, sem percebr que estava muito quente,
Deixou  o peixe cair e levou os dedos à boca para aliviar a dor.
Ao fazê-lo pôde sentir um pouco do gosto do salmão, um gosto que jamais poderá esquecer.
O rei pescador foi ferido por um peixe.
O homem que sofre, hoje, em nossos dias, é o herdeiro direto desse evento psicológico, que culturalmente teve lugar há coisa de 800 anos,
Outra versão do mito diz que o jovem Rei Pescador, subjugado pelo amour, saiu em busca de alguma experiência para satisfazer sua paixão.
Outro cavaleiro, um pagão muçulmano, após haver tido uma visão da cruz verdadeira, saiu para encontrar uma manifestação de sua busca.
Os dois se encontraram face a face e, como bons cavaleiros, baixaram o elmo e prepararam a lança para se baterem.
O choque foi terrível, o cavaleiro pagão foi morto e o Rei pescador foi ferido na coxa, o que arruinou seu reino por anos e anos.
O cavaleiro que teve a visão e o cavaleiro da sensualidade batem-se num combate mortal.
Instinto e natureza
De-repente, munidos pela visão de uma colisão espiritual.
Assim é o cadinho dentro do qual é forjado ou o mais alto nível de evolução ou um conflito fatal, capaz de promover a destruição psicológica.
Sejamos um deixa o legado da morte de nossa natureza sensual e um ferimento terrível em nossa visão crista.
Dificilmente o homem de hoje se livra dessa colisão em algum momento de sua vida, o que poderá levá-lo a terminar nesse estado  sua paixão é morta e sua visão muito ferida.
Podemos fazer uma relação com São Jorge e o dragão, com a luta são mortalmente feridos e teriam morrido se não fosse a coincidência de um pássaro bicar uma laranja da árvore sob a qual jazia são Jorge, e uma gota do suco vital cair em sua boca. Levantou-se e, sem perda de tempo, exprime um  pouco do elixir da vida na boca de seu cavalo e o reviveu. Ninguém pensou em reviver o dragão.
O  símbolo do Rei pescador ferido.
O salmão (peixe) é um dos símbolos de cristo.
Salmão- assado- um garoto, nos primórdios de sua adolescência, toca algo da sua natureza crística, no seu íntimo, seu processo de individuação, só que o faz prematuramente, sem nenhum preparo.
Ao ser ferido por ele, deixa-o cair por estar quente demais.
Ao levar o dedo queimado na boca, prova seu  sabor, e esse gosto jamais será esquecido.
Seu primeiro contato com o que mais tarde virá a ser sua redenção causa-lhe uma ferida.
É o que o torna um Rei Pescador ferido.
O primeiro lampejo de consciência no jovem aparece sob a forma de uma ferida ou um sofrimento.
Os homens são Reis Pescadores, e todo o garoto tropeçam em algo que é muito grande para si. Dar um passo  na direção de seu desenvolvimento masculino, mas por estar quente demais, deixa-o cair,
É natural que apareça nele certa amargura:
Como o Rei Pescador, ele ainda não consegue viver com essa nova consciência que ele tocou, mas ao mesmo tempo não é capaz de deixá-la cair totalmente.
Todo adolescente recebe sua ferida Rei Pescador.
Para entender um jovem que já passou pela puberdade é preciso é preciso entender a ferida do Rei Pescador- Felix culpa, a queda feliz que conduz o individuo a seu processo de redenção. A queda do Jardim do Éden, a evolução da consciência ingênua á total consciência do self.
Entrar nesse mundo é ver um rapazinho dar-se conta de que o mundo não é feito só de alegria e felicidade, como pensava e observar a desintegração de seu frescor infantil, de sua fé, de seu otimismo.
Triste, porém necessário.
A ferida do Rei pescador pode coincidir com um ato de injustiça, ou seja alguém ser acusado de algo que não fez.
No home há três estágios no desenvolvimento psicológico. O padrão arquetípico é aquele em que um ser passa da perfeição inconsciente da infância para a imperfeição consciente da meia-idade para, depois atingir a perfeição consciente da velhice.
Assim, o ser caminha partindo de uma plenitude ingênua, na qual os mundos interiores e exteriores estão unidos, para um estágio em que se dá a separação e a diferenciação, entre esses dois mundos, denotando, portanto, a dualidade da vida, para, finalmente, atingir o satori, a iluminação-quando acontece uma reconciliação consciente do interior com o exterior, em harmoniosa totalidade.
O primeiro passo do homem para sair do Éden e entrar no mundo da dualidade é sua ferida Rei Pescador a experiência da alienação e do sofrimento que vai impulsiona-lo para o início da conscientização..
Essa ferida muitas vezes perturba seu relacionamento com o meio que o cerca. Quando ele dá seu primeiro passo na direção da individuação, isto é quando toca seu salmão pela primeira vez, começa a ser alguém por si próprio. Mas o processo só se iniciou, está longe de ser completado, o que significa que ele foi expelido do coletivo, deixando de ser um carneiro no rebanho.
Seu relacionamento com outras pessoas e com a vida está destruído, mas ele não está distanciado o suficiente, o que significa que ainda não se tornou um individuo que possa relacionar-se bem com a vida.
O Rei pescador não está aqui e nem lá, ele não consegue relacionar-se bem.
Somos o Rei pescador carregamos as feridas.
O ferimento na coxa significa que o homem foi atingindo na sua capacidade de gerar, na sua habilidade para relacionar-se.
A ferida do Rei pescador é o carimbo do homem moderno.
Duvido muito que haja uma só mulher em todo o mundo que não tenha assistido silenciosamente à agonia de seu companheiro, no seu aspecto Rei-Pescador. Pode ser que ela venha a perceber no seu homem-muito antes de ele próprio dar-se conta- o sofrimento, a sensação persecutória de injustiça e falta de plenitude, do vazio. Sofrendo dessa forma, o homem é muitas vezes levado a fazer coisas estúpidas na tentativa de curar a ferida e suavizar o desespero que sente. É como se buscasse uma solução inconsciente, fora de si próprio, queixando-se de seu trabalho, do casamento ou do lugar que tem no mundo. Pode até, nessa fase, tentar encontrar uma outra mulher.
O rei pescador é transportado numa liteira, por onde quer que vá, e está sempre gemendo e gritando em seu desespero.
Para El não há alívio a não ser quando está pescando. Isso significa que aquela ferida que representa a consciência, só é suportável quando o ferido está executando seu trabalho interior, dando prosseguimento à tarefa de conscientização, da individuação, que ele, despreparado, iniciou com o ferimento em algum momento de sua juventude. Essa estreita ligação com a pesca logo tomará um lugar importante em nossa história.
O Rei pescador preside a sua corte no Castelo do Graal, onde o Santo Graal- cálice da última ceia- é guardado.
A mitologia nos ensina que o rei que governa nossa corte interior confere a ela e a todos os aspectos de nossa vida o tem e o caráter.
Se o rei está bem, estamos bem, se as coisas estão bem dentro, também tudo estará bem fora. Com o Rei pescador ferido presidindo a corte interior do homem ocidental de hoje, podemos esperar muito sofrimento e alienação, O Reino não floresce, as colheitas são mínimas, as donzelas vivem desconsoladas, as crianças órfãs.
Nos mostra um arquétipo básico ferido que está manifestando por meio de problemas em nossa vida exterior.
A cada um é servido o vinho do Graal, e todos têm seus mais recônditos desejos satisfeitos, mesmo antes de serem expressados.
Todos menos o ferido Rei pescador, que não pode beber do Gral. É impedido de ter acesso à essência da beleza e do sagrado, justamente quando estão bem à sua frente, é o mais cruel dos sofrimentos.
Todos são servidos, exceto o rei, e todos também têm a consciência de que seu próprio ponto central é falho, porque seu rei não pode partilhar o graal.
Quantas vezes as mulheres já não disseram para seu marido.
Veja todas as coisas boas que você já fez e o que temos,
Bons rendimentos, carros, filhos,
Porque é que você não pode ser feliz, afinal de contas. O Graal está ao seu alcance. Porque é que você não pode ser feliz?
O homem é incapaz de dar como resposta. È porque sou um Rei pescador, estou ferido, e, apesar de ter tudo, não consigo chegar à felicidade, as feridas nãocicatrizam, sofre pela incapacidade de tocar as coisas boas. A parte inocente do homem que o curará a sua ferida.
Para se curar deverá reencontrar algo no seu interior que tenha a mesma idade e a mesma mentalidade de quando foi ferido.
Para sarar deve permitir a entrada em seu consciente de algo completamente diferente dele mesmo para que esse algo venha a mudá-lo.
Se continuar com a velha mentalidade do Rei Pescador não vai sarar.
É necessário olhar seu lado inocente, tolo, adolescente para curar-se. Só o nosso lado tolo interior pode tocar a ferida do Rei Pescador.
She- mito Eros e Psiquê- Personalidade feminino- falando da feminilidade onde quer que ela se encontra seja no homem, seja na mulher.
 Anima- faceta feminina da mulher
Animus- masculina da mulher.
Podemos enxergar esse reino dentro de nós e pouco explorado nos nossos dias.
Uma verdadeira mina de ouro- insights
Psique- alma Personificação do mundo interior.
Toda mulher tem dentro de si uma Afrodite reconhecida.
Vaidade-luxuria-fertilidade-tirania – ciumenta- não tolera competição.
A mulher moderna-resume na colisão entre as duas natureza intrínseca
Afrodite
Psiquê.
Se ela for capaz de vislumbrar o que lhe está ocorrendo estará a caminho de uma nova consciência.
Psiquê nasceu de uma gota de orvalho, vinda do céu, caiu sobre a terra,
Essa mudança do oceano de Afrodite para a terra de Psiquê é o progresso da primeva feminilidade aceânica para uma nova forma mais humana.
Psiquê existe em toda mulher.
Solitária
Incompreendida
Dolorida estado de alma.
P seu lado psique em sua própria personalidade- ficar presa significa permanecer intocável e privar-se de relacionamento afetivos.
Acomodar a Psiquê-dentro dar e receber
Crenças
Ninguém me entende.
Entrar nesse estado e reconhecer e atingir o conhecimento.
Ex. Marilyn Morroie
Exemplo de ser adorad, mas não saber lidar com isso.
Casar
Morte da donzela
As portas de uma nova vida abrem-se para ela, um novo que morre deve ser honrada, pois do contrario as emoções vão aflorar mais cedo ou mais atrde, de uma forma inadequada.
Repulsa com relação ao casamento
Perda de liberdade
individualidade
Virgindade.
Eros – animus da mulher a sua masculinidade interior.
Eros obedece às ordens da mãe.
Eros vem a ser a morte para Psiquê, todo marido é a morte para sua esposa, porque representa a destruição da donzela que ela ainda é e a impede na direção da maturidade, como mulher.
O homem é a morte para a mulher no sentido arquetípico,
Ao perceber um olhar angustiado no rosto de sua mulher, é hora de o marido ser suave e cauteloso; talvez ela esteja acordando para o fato de estar morrendo um pouco como donzela.
Ele facilitaria muito as coisas para ela sendo gentil e compreensivo.
O casamento é morte e ressurreição para a mulher.

Eros extermina a ingenuidade e a inocência pueril da mulher, o que pode dar-se em qualquer época de sua vida.
A experiência do casamento é diferente para o homem e para a mulher, ele vê acrescentando algo à sua estatura, seu mundo torna-se mais forte, escala um degrau, mas não entende que está matando Psiquê dentro da sua esposa,já a mulher também consegue uma nova estatua em seu casamento, mas não antes de haver passado pela experiência da montanha da morte.
Quase todo homem querem uma esposa que não faz pergunta e nem sobre seus atos. Concordar sem discutir, se ela não fizer questão da consciência e proceder em tudo ao jeito dele, reinará na casa uma paz perfeita. Ele quer na verdade, manter o velho sistema patriarcal do casamento, em que o homem tem o poder de decisão sobre todos os assuntos importantes, a mulher diz amém e a harmonia reina.
A maioria dos homens acalenta a esperança de que as coisas aconteçam dessa forma, e, por algum, tempo, realmente existe a possibilidade de que o casamento assim seja.

 

Todo Eros imaturo é um fazedor de paraísos.
Eros ao nível secreto, quer seu próprio paraíso, mas não aceita nem a responsabilidade nem o relacionamento consciente. A necessidade de evolução e crescimento- no mito, a maior parte de crescimento advém do elemento feminino, seja da anima ou da mulher, representa experiências terríveis para o homem.
Criancice de Eros – o puer eternus que necessita deles. Há alguma coisa no inconsciente do homem que o leva a desejar um acordo com sua mulher, para que ela não o questione.
As irmãs são aquelas vozes rabugentas que resmungam dentro de cada um, executando a tarefa de destruir o velho e trazer a consciência do novo.
Desafiar o velho mundo patriarcal e obrigar todos a se conscientizarem.
As irmãs representam a demanda para um estágio evolutivo, que vem por uma fonte inesperada. Elas podem muito bem ser a sombra de Psiquê.
Jung descreve os elementos sombra de uma personalidade como aquilo que foi reprimido, ou, ainda, facetas não vividas dentro da potencialidade global de um individuo. Seja por não receber a devida atenção, seja por não serem devidamente trabalhados esses elementos permanecem arcaicos ou tornam-se escuros e ameaçadores,essas ficam armazenada no inconsciente, até que irrompem em nossa vida consciente, da mesma forma que as irmãs de Psiquê surgiram em sua vida, num momento crítico.
O problema é que estamos cegados por nossas próprias projeções, raramente conseguimos ver com clareza e profundidade o outro ser homem e mulher.
Amar é encarar o outro de maneira real, simples, como o ser humano que de fato é,
Amar nada tem de ilusório, é ver o individuo vê-lo, mas não através de um determinado papel ou imagem que tenhamos planejado para ele. É dar valor a individualidade daquela pessoa, dentro do contexto do mundo comum.
Tanto Eros quanto Psiquê tiveram o dedo ferido pela flecha mágica.
Psique é regatada de seu casamento com a morte.
Eros é desmascarado e mostra-se um deus
Psiquê  é banida de seu paraíso
Eros voa de volta para a mãe, cheio de dor.
A experiência do apaixonar-se c0onsegue mesmo acabar com a tranquilidade, mas, de outra parte, cria uma energia muito forte que vai gerar evolução.
Eros e Psiquê, e sob certas circunstâncias, quando simples mortais passassem por uma experiência arquetípica poderiam sobreviver a ela, mas sofreriam uma mudança radical.

Atividade She He
Reflexão e leitura do texto.
O que estou propicio a abandonar,entregar, relativo a atividade anterior, complexo de Edipo e os mito cristão.
Retirada de uma carta.
Realização do teste, qual o caminho a seguir.
Meditação.
Elaboração da atividade: construção de uma mandala. O novo caminho.
Finalização>
Discussão e analise de cada mandala-
Retirada de outra carta para fechamento.
Este texto foi elaborada por Laura Bartelle.

Prosperidade:

Por que os resultados que eu quero demoram para chegar?

Saúde financeira significa ter ideias, crenças e comportamentos sadios em relação ao dinheiro. Nossa capacidade cerebral de criatividade, iniciativa, perseverança, motivação e resiliência seriam suficientes para nos tornar ricos e satisfeitos financeiramente.
Nossas crenças de incapacidades, nossa tendência de repetir comportamentos passados e de reeditar acontecimentos passados nos impede de alcançar novos resultados.
A insistência em analisar sua situação insatisfatória atual e a busca por justificativas e explicações apenas intensificam este estado, atraindo mais situações difíceis e insatisfatórias.


Você quer quebrar este círculo vicioso?
1. O que é lixo mental?

2. Por que isso está acontecendo comigo? X Para que isso está acontecendo comigo?

3. Qual o seu personagem? Órfão, nômade, guerreiro, mártir ou mago?

4. Como manter uma mente limpa e focada.

Texto complementar.
A história de Eros e Psiquê é uma das melhores que se encontra para explicar a psicologia feminina. É um mito da era clássica grega, pré-cristão.
Como já vimos, os mitos retratam imagens coletivas, mostram coisas que são verdadeiras para todos os homens. São expressões de padrões psicológicos básicos.
 Um mito pode ser uma fantasia, pode ser produto de imaginação, todavia é verdadeiro e real. Ele descreve níveis de realidade que incluem o mundo racional exterior, assim como o incompreensível mundo interior da psique de cada indivíduo.
Quando abordamos os aspectos femininos do mito Eros e Psiquê, estamos falando não somente da mulher, mas também da anima do homem, seu lado feminino. A associação pode ser mais óbvia para a mulher, por ser a feminilidade sua principal condição psicológica, porém existe também um paralelo com a anima do homem.

 

As Quatro Tarefas de Psiquê –Etapas para Amar
Na primeira, Afrodite mostra a Psiquê uma enorme montanha de sementes de tipos variados e diz-lhe que elas deverão estar separadas e selecionadas antes do anoitecer; não o conseguindo, o castigo será a morte.
Psiquê é abandonada à sua tarefa impossível, que aliás, ninguém conseguiria mesmo realizar.
Desesperada, Psiquê chora muito. Suas lágrimas atraem um batalhão de formigas que vêm ajudá-la.
Esta tarefa nos ensina a primeira etapa para amar: é preciso confiar em nossa capacidade inata de selecionar, analisar, avaliar.
Devemos dar vazão aos nossos instintos: escutar frases soltas que eclodem em nosso interior quando contemplamos inocentemente nosso amado.
Para classificar, não podemos ter medo de nos separarmos da agradável sensação de estarmos fundidos ao outro.

Esta sensação de bem-estar ocorre enquanto nosso cérebro libera dopamina e norepinefrina, dois dos principais neurotransmissores do organismo.
Eles aceleram nossa pulsação e aumentam nossa percepção.
A alquimia do amor é uma bênção; no entanto, não podemos deixar que o feitiço se vire contra o feiticeiro. Para tanto, precisamos manter a ordem e a clareza, isto é, saber nos separarmos de nossos parceiros diante de nossas diferenças.

Ao ver o outro como ele é e não como gostaríamos que fosse, não seremos mais tomados pela magia do amor romântico, pois já não podemos nos perder no outro, mas seremos capazes de um amor mais profundo, baseado na dádiva de cultivarmos uma admiração consciente por ele.

Classificar onde sou diferente de você contribui para que a relação se torne mais rica. Neste sentido, a primeira tarefa consiste em não termos medo de ressaltar as diferenças de cada um; do contrário, a relação estaria baseada na auto-anulação de ambos. Nesta etapa, aprendemos a nos separar em prol de uma união complementar. A primeira tarefa consistiu na importância de identificar e expressar com clareza nossos valores, sentimentos e necessidades.

Podemos presumir que Eros (como animus), já de volta ao mundo  interior, seja capaz de interceder por ela, ajudá-la a encontrar a força e a sabedoria necessárias para a consecução das tarefas. Presumimos que é também através dele que as formigas ficam sabendo dessa primeira tarefa e selecionam as sementes. Quando Afrodite chega, ao final da tarde, com muita relutância, admite que o trabalho foi bem feito.
O monte de sementes  simboliza as diversas tarefas diárias de uma mulher, organizando, classificando, separando e ordenando coisas. A mulher precisa desenvolver  sua capacidade seletiva, pois com isso consegue vencer o obstáculo da variedade de tarefas. Talvez esse atributo de selecionar sementes faça parte da masculinidade interior da mulher – um eco de Eros.
O feminino na mulher ou a anima no homem precisa selecionar e retirar o material que está no inconsciente, para trazê-lo  com ordenação e lógica para o consciente.
O componente masculino na personalidade tanto masculina quanto feminina lida com o mundo exterior; o feminino com o interior.
A segunda tarefa de Psiquê é a de buscar o tosão de ouro – a lã de ouro – de alguns carneiros que pastavam na margem oposto do rio. Deveria estar de volta antes do anoitecer, sob pena de morte. Como os carneiros são muito bravos, novamente Psiquê vai a margem do rio e pensa em suicídio, mas os juncos que margeiam o rio lhe dão conselhos – que ela espere o anoitecer e retire a lã que costuma ficar presa nos arbustos e galhos, por onde eles passavam. Poderia dessa forma obter lã suficiente para satisfazer Afrodite e não chamaria a atenção dos carneiros. A agressividade e a obstinação deles poderiam matá-la.
O carneiro representa (em vários mitos) uma poderosa força capaz de salvaguardar um indivíduo de uma situação ancestral que ponha em risco sua vida. Ele representa ainda uma força elementar, natural, com a qual se pode entrar em contato, algumas vezes, através de um arquétipo. Representa também uma força que pode manifestar-se inesperadamente como uma “entidade” invadindo uma personalidade. É um poder terrível.
O homem pode ter acesso à força-carneiro e pode, algumas vezes, ser dominado por ela, mas não deve identificar-se com ela.
Talvez a quantidade de lã e de Logos não seja, no mito, somente estipulada às mulheres, mas também aos homens. Podemos somente manejar uma porção tal de Logos que não vá causar uma explosão de poder, pois esta só nos irá destruir, pessoal ou coletivamente.

O desafio desta segunda etapa nos ensina a lidar com o poder das forças destrutivas, assim como a auto-agressão. O mito nos diz para abandonarmos o espírito da competição para atingir nossos objetivos. Ele nos inspira a negociar em vez de agredir. Isto é, a usar nossa astúcia e a força pessoal no mundo competitivo sem nos deixarmos atemorizar por ele, o que nos levaria a nos tornarmos rígidos e acuados.

Quando o espírito competitivo se estabelece numa relação, ela se torna intoxicada: surge a irritação como alerta de que não há energia disponível para a atração, quer dizer, desejo de proximidade. Sem que se dê conta, a competição surge até na capacidade de provar quem ama melhor! No entanto, nesta etapa não há espaço para vitimização. Por exemplo, quem sempre abre mão de suas reais prioridades em prol do outro, deve refazer a primeira tarefa!

Quando se estabelece na relação um código de que quem ama deve se sacrificar, o casal passa a competir na dor: quem agüenta mais tempo calado evitando expressar suas próprias necessidades. No entanto, essa imagem de aparência tolerante e heróica nos torna cada vez menos disponíveis para nos sintonizarmos com as necessidades mais profundas de nosso parceiro. É como se estabelecesse na relação uma regra secreta na qual ninguém terá direito a regalias, apenas a deveres! Assim, sem nos darmos conta, estaremos competindo na capacidade de suportar uma tensão subjacente que passa a crescer sob a aparência de que tudo vai bem... enquanto nenhum dos dois reclamar!

A artificialidade impede a comunicação sadia entre duas pessoas, pois ela desperta uma atitude de se estar em guarda que é o oposto da confiança. Quando não há espaço na relação para ambos expressarem seus sentimentos mais profundos, algo torna-se paralisado, assim como o ar pesado logo antes de chover. A chuva ao cair traz frescor e renovação. Os sentimentos, quando arejados, deixam as relações energizadas...

Sentimentos de origem profunda como rejeição e abandono podem estar encobertos por atitudes de indiferença e até mesmo de desprezo pela atenção alheia. No entanto, eles estão lá em nosso interior, esperando por atenção, consciência e clareza.

O antídoto de uma competição subjacente é a expressão da verdade: cada um deve encontrar uma forma de expor suas necessidades ocultas. Esperar que o outro as adivinhe é uma tortura para nós mesmos e uma armadilha para o outro. Pois, se ele não souber adivinhá-la, será julgado e punido por sua insensibilidade.
Quando nos sentimos bloqueados, incompreendidos ou incapazes de compreender, passamos a ter a desconfortável sensação de inexistência diante do outro, como se disfarçássemos nossa presença agindo como se não precisássemos ser vistos. No lugar de preencher esse vazio com fantasias de auto-anulação, o melhor é simplesmente declarar abertamente para o seu parceiro: Preciso de mais esclarecimento!

Quem tem medo de se expressar tem medo de não ser aceito, por isso pensa que precisa sempre estar agradando. No entanto, cansa estar ao lado de pessoas que não se revelam.

É interessante que quando um dos parceiros revela com honestidade e amor algo que o incomoda, o outro passa a escutá-lo com mais abertura, pois sabe então, intuitivamente, que desta forma ele também terá a oportunidade de expressar-se sem defesas. Assim, gradualmente o espírito competitivo se dilui e surge a confiança de poder ver o outro e ser por ele visto.
A terceira tarefa é a de que Psiquê deverá encher uma taça de cristal com a água do Estige, que é um rio circular, que depois de passar pelas regiões abissais do inferno, sempre retorna às suas origens.
Por ser guardado por monstros perigosos, não há como aproximar-se dele o suficiente para recolher uma taça de água.
 Fiel à sua forma de reagir, Psiquê de novo se desestrutura e nem chorar consegue, antevendo sua derrota. É então que aparece a águia de Zeus, que retira a taça das mãos de Psiquê, voa até o centro do rio e de lá traz o cálice cheio para Psiquê, que assim vê completada sua tarefa.
Após ter aprendido a discernir suas necessidades e a cooperar com as necessidades alheias, agora o desafio consiste em adquirir visão para distinguir e alcançar o que se deseja.
Quando aprendemos isso, adquirimos a capacidade de visualizar padrões e de agir de forma decisiva por nós mesmos. Mas o segredo, segundo Robert Johnson em seu livro She, consiste em saber fazer uma coisa por vez, e fazê-la bem feita:
O aspecto feminino da psique humana tem sido descrito como uma consciência difusa. A natureza feminina é inundada pelas infinitas possibilidades que a vida proporciona e vê-se atirada a todas elas quase que de golpe. E a grande dificuldade é que ninguém pode ter ou ser muitas coisas ao mesmo tempo. Algumas das possibilidades que nos são dadas se contrapõem e - portanto - temos de escolher.
Como a águia, que tem visão panorâmica, temos de focalizar um ponto no longo rio, mergulhar e trazer uma só uma taça de água.
O mito nos ensina agora que para amar é preciso escolher e sentirmos-nos satisfeitos com nossas escolhas. Isso não significa que estaremos saciados quando encontrarmos o amor em nossas vidas, mas que agora devemos assumir um compromisso com ele.
O mito nos mostra que um pouco de algo bom, desde que sentido com real consciência, nos será suficiente.
O ego humano pode ser comparado à taça de cristal (delicado e frágil). Se o ego-continente, tal como a taça, não se relacionar cuidadosamente com o belo mas traiçoeiro rio, poderá se estilhaçar.
 Esse é o rio da vida com seus altos e baixos. É necessário uma natureza-águia para ver claramente o lugar onde mergulhar no rio. Talvez também o ego possa ser aconselhado a retirar só um cálice por vez de partes do inconsciente ao consciente, para não se estilhaçar.
Segundo o budismo tântrico, temos a capacidade de gozar da felicidade ilimitada ao nos libertarmos das ilusões que normalmente poluem nossas busca do prazer. Ao contrário do que comumente se pensa, não há nada de errado no experimentar prazer e gozar a vida. O erro está no modo confuso com o qual nos agarramos a estes prazeres, fazendo-os com que se transformem de uma fonte de felicidade em um motivo de dor e frustração.

Lama Yeshe escreve em seu livro O caminho do Tantra: A questão é que nossa procura pelo prazer está direcionada aos objetos externos do nosso desejo. Quando não conseguimos nos apropriar deles, ou os perdemos, sentimo-nos frustrados e perdidos.

Por exemplo, muitos entre nós procuram o homem ou a mulher dos nossos sonhos, alguém que seja uma fonte ilimitada de felicidade, mas apesar de já termos colecionado uma longa série de relacionamentos com homens e mulheres, estes sonhos permanecem sempre ilusões inatingíveis.

"O que não chegamos a entender é que dentro de nós existe uma fonte infinita de energia masculina e feminina. Portanto, muitos de nossos problemas surgem porque ignoramos ou suprimimos aquilo que já temos dentro de nós.

Os homens procuram se esconder de seus aspectos femininos e as mulheres têm medo de experimentar a sua energia masculina.
 Como resultado, nos sentimos constantemente separados de algo de que temos necessidade. Como não nos sentimos completos e, portanto, cheios de expectativas, nós nos voltamos para os outros para encontrar as qualidades que pensamos não ter, na esperança de atingir certo grau de completude.
Como resultado, nosso comportamento é, em grande parte, viciado pela insegurança e a possessividade.
Na realidade, todos os problemas do mundo - da ansiedade de uma única pessoa à guerra entre nações - podem ser criadas por esta sensação de não sermos completos.
Enquanto nossas energias femininas e masculinas estiverem fragmentadas e desequilibradas, seremos dependentes da companhia dos outros, e, ao nos sentir incapazes de encontrar satisfação, vamos saltar de galho em galho.

Por um lado, quanto mais desejarmos um objeto, mais perturbados ficaremos por não obtê-lo. Por outro lado, quando chegarmos a obter aquilo que desejávamos tanto, passaremos logo a considerá-lo como imperfeito.

Se não soubermos nos compromissar com o amor, iremos logo procurar um novo relacionamento, gerando expectativas tão irreais quanto as anteriores. Desta forma, nossa vida torna-se um contínuo vai e vem: trocamos uma coisa pela outra sem nunca nos aproximarmos realmente da felicidade desejada e da paz interior.

Em outros termos, podemos dizer que a terceira tarefa nos ensina a rever e a esclarecer nossa noção de prazer e satisfação.

Certa vez,  Lama Gangchen comentou que pessoas rápidas precisam de métodos lentos e pessoas lentas precisam de métodos acelerados. Um relacionamento afetivo é um poderoso método de autoconhecimento. Não importa há quanto tempo você está envolvido numa relação: neste ponto da jornada, o importante é ser perseverante. Aprofunde seus relacionamentos antes de torná-los descartáveis!
A quarta tarefa de Psiquê é a mais interessante delas todas. Muito poucas mulheres são as que conseguem atingir esse estágio de evolução, pois ele está muito além da vivência normal da maioria das pessoas.
Afrodite ordena à jovem que desça aos infernos para receber das mãos da própria Perséfone (a rainha de lá) um cofrinho onde ela guarda seu ungüento de beleza. Desta vez é uma torre que lhe dá as instruções para a sua jornada no mundo dos mortos.
Ela deverá levar, na boca, duas moedas; e dois pedaços de pão de cevada nas mãos. Deverá recusar prestar ajuda a um homem coxo que lhe pedirá para apanhar a lenha que caiu do lombo de seu jumento. Uma das moedas ela dará ao barqueiro que faz a travessia do Estige. Deverá recusar-se a salvar um homem que se está afogando. Não deverá também intrometer-se com as três tecelãs do destino.
 Uma das fatias do pão ela deverá jogar a Cérbero, o cão de três cabeças, guardião das portas do inferno, e enquanto as cabeças brigam para abocanhar o bocado, ela entra. Deverá recusar-se a comer qualquer coisa que não for comida simples, enquanto estiver no reino dos mortos; e por fim, ao conseguir o ungüento, deve retornar imediatamente; mas sob hipótese alguma abrir o pote! No caminho de volta o procedimento será o mesmo.
Nenhuma mulher deverá empreender essa quarta tarefa antes que tenha reunido as forças necessárias nas três anteriores, e tenha um guia.
É necessário, em primeiro lugar, encontrar a torre apropriada, que pode ser um elemento masculino, uma edificação, uma reunião, um conjunto de leis, uma tradição, um sistema. A primeira coisa que Psiquê precisa aprender é a refrear sua generosidade: dizer “não” ao homem coxo e ao afogado (mas só durante seu atual estágio de crescimento).
O mito nos diz que a mulher não deve fazer o bem, indiscriminadamente, neste estágio de sua vida. Fazer o bem, no sentido coletivo, é particularmente proibido. Isto porque a quarta tarefa requer para si própria todos os seus recursos e todas as suas energias.
Psiquê também deve recusar-se a tomar parte na tessitura do destino, mas que mulher resiste a interferir na tessitura do destino do mundo? Especialmente na vida de seus filhos ela não deveria interferir. Ela lhes seria mais útil se cuidar de seu próprio destino.
Esta última e mais complexa tarefa sobre o amor nos ensina a cultivar a sabedoria que tem a ver com a habilidade de dar e receber: não podemos deixar que nem mesmo a nossa generosidade nos desvie de nossas prioridades.

 

 Paradoxalmente, esta quarta tarefa nos mostra que amar consiste também em saber não dispersar nossas energias: ser capaz de dizer não a quem quer nossa ajuda quando estivermos concentrados em nossos propósitos de vida. Não podemos deixar que nem mesmo a nossa generosidade nos desvie da possibilidade de nos realizarmos. Nosso crescimento interno não pode ficar paralisado. Para tanto, precisamos ter clareza quanto aos propósitos de nossa vida.
Quando nossas prioridades não são claras, nos emprestamos aqui e lá e ao final do dia não teremos cumprido nossas tarefas. Lama Michel Rinpoche disse certa vez em seus ensinamentos:Generosidade sem benefícios em nada pode ajudar.
Algumas vezes pensamos estar agindo movido pela generosidade, mas na realidade estamos invadindo o campo alheio.
Melody Beattie escreve, em seu livro Co-dependência nunca mais: Co-dependente é a pessoa que tem deixado o comportamento de outra pessoa afetá-la, e é obcecada por controlar o comportamento dessa outra pessoa.
Quando dizemos sim, mas na realidade queremos dizer não, quando fazemos coisas que não queremos realmente fazer, ou fazemos o que cabia aos outros fazerem, estamos sendo co-dependentes e não pacientes, nem mesmo generosos! Uma atitude co-dependente pode parecer positiva, mas, na realidade, está gerando baixa auto-estima e falta de confiança, pois está baseada no controle das atitudes do próximo.
A maioria dos co-dependentes não percebe que concentram mais energia nas atitudes e necessidades do outro do que nas próprias. Em outras palavras, se ao nos dedicarmos aos outros estivermos nos abandonando, mais à frente teremos de nos confrontar com as conseqüências de nossa atitude ignorante.
Psiquê então enceta a jornada através do mundo dos mortos. Como instruída recusa um banquete que Perséfone lhe oferece. Em algumas civilizações, fazer uma refeição em algum lugar significa ter laços com o lugar, família ou situação.
Psiquê obtém o cofre com ungüento de beleza e volta, fazendo exatamente como lhe foi instruído. Passa por todas as provas e dificuldades e, de repente, faz algo curioso e tolo. Questiona-se a respeito do ungüento: se ele é tão precioso para Afrodite, por que não seria bom para ela também? Abre o cofre, mas o que escapa de lá não é um sono da beleza e sim um sono de morte. Cai no chão como morta.
Eros, então, voa até ela, tira-a  do estado em que estava, coloca o sono de volta no cofre e o fecha. Depois, então, leva Psiquê ao Monte Olimpo. Eros fala com Zeus, que concorda que Psiquê seja transformada em deusa.
Afrodite não faz objeção alguma e aparentemente está satisfeita. Todos os deuses concordam também e os dois jovens se casam. Ela dá à luz uma menina chamada Prazer.
O ungüento da beleza pode significar a preocupação feminina de ser bela, atraente, fisicamente desejável. Mulheres existem que tendo aberto o cofre “morreram”, incapacitaram-se para manter relacionamentos reais, dada a preocupação com superficialidades.
A morte psicológica, como sendo a passagem de um nível de evolução a outro, é um símbolo comum a mitos e sonhos. Morremos para o velho self e renascemos para uma nova vida.
No começo, Psiquê era uma criatura adorável, feminina e ingênua. Para conseguir um novo degrau em seu desenvolvimento e uma nova vida, fora-lhe estipulado, pelo oráculo e pela evolução, morrer para a preocupação pueril – talvez narcisista – com sua beleza , inocência e pureza, e aprender a lidar com as dificuldades da vida, incluindo seus lados escuros e feios, e a  lidar com suas próprias potencialidades adultas.
Psiquê trabalhou para executar as três tarefas, conseguindo por meio delas uma conscientização mais ampla, mais detalhada em seu autoconhecimento. Finalmente, confrontou-se com a tarefa da individuação, plenitude, inteireza. Isto requereu uma descida às regiões abissais do inconsciente, do Hades, que só pôde ser empreendida depois de ela ter controle bastante para trabalhar conscientemente.
Tendo procurado o núcleo de seus problemas nas profundezas de seu inconsciente, Psiquê regride ao seu estado anterior de consciência, abrindo o cofre. Isto nos revela o lado humano de Psiquê, onde as falhas fazem parte da evolução.
Eros – o animus – é capaz de salvar o ego e elevar Psiquê outra vez a uma nova vida, em um novo plano de existência. Ego e animus, agora, mantém um relacionamento adequado, pleno e total.
Este mito nos mostra a jornada da individuação da mulher, com as dificuldades que ela encontra para harmonizar o ego e o animus, sua pureza e prazer.
 Ao final, o mito nos ensina que para amar é preciso saber perdoar e ter compaixão: tarefas próprias daqueles que escolhem o amor como sua meta de vida.


 

Análise das mandalas

Estrela símbolo dos favores e das orientações celeste.E esta relacionada com a alma, A alma não se encontra totalmente no corpo parte dela paira sobre a pessoa como uma estrela. A estrela da alma produz as inspirações, a criatividade e o entusiasmo. Paracelso acreditava que o verdadeiro homem é a estrela dentro de nós, A estrela deseja orientar o homem no sentido da grande sabedoria.
Jung  diz que a estrela representa a totalidade transcendente que abrange a desordem. A estrela de cinco pontas pode estar fundamentada no formato natural das plantas, significado de subir em direção ao ponto de origem,se estiver invertida simboliza forças de dissolução, o demônio ou que está oculto.
Pode estar associado ao humano em pé de braços e pés estendidos.
A estrela de cinco pontas indica um sentido de identidade bem definido, pode dar informações sobre a interação de um a pessoa com o mundo material. Revela a capacidade de tornar realidade as inspirações. Transmite um sentido de valor próprio, de identidade de missão e de disposição para realizar, A estrela anuncia a identidade da pessoa como um ser singular, Cada um de nós é um ser único. E somo criatura com alma. Somos chamados a estabelecer uma ligação especial com o verdadeiro self interior e a vivenciar o destino que é só nosso.
O cinco revela um compromisso ativo com o mundo real que faz da própria visão pessoal uma realidade. A crença na existência de uma missão pode inspirar uma aproximação ativa na existência com relação aos objetivos, esse impulso virá acompanhado de uma clara noção de sua capacidade do que pode ser realizado e de como consegui-lo dentro do momento atual.
A cor vermelho é a cor central, refere-se ao chakra básico, refere ao pai.
Vermelho relaciona com a energia que precisamos para sobreviver, ter saúde e nos transformar adquirindo mais sabedoria interior,

 

Primeiro chakra: Básico
Cor: Vermelha
Em equilíbrio: saúde e energia física, alegria de viver, conexão com a realidade e pés firmes na terra e confiança e sensualidade
Em desequilíbrio: artrite, reumatismo, alergias, problemas de coluna, leucemia, baixa vitalidade (pessoa está sempre cansada), distúrbios cardíacos, cerebrais e sexuais

Segundo chakra: Sacro ou Esplênico
Cor: Laranja
Em equilíbrio: criatividade, riqueza de imaginação, humor mais constante, otimismo, amor principalmente com as crianças
Em desequilíbrio: disfunção de toda a área intestinal, apendicite, problemas renais, baixa vitalidade e dificuldades no parto (sistema reprodutivo)

Terceiro chakra: plexo solar
Cor: amarela
Em equilíbrio: alegria, inteligência mais alerta e aguçada, expressa sentimentos com mais espontaneidade, extroversão com equilíbrio
Em desequilíbrio: mau funcionamento do diafragma, diabetes, doenças do pâncreas, aparelho digestório, visícula, coração, circulação , colesterol, ansiedade, insônia, medos e culpas.

Quarto chakra: cardíaco
Cor: verde e/ou rosa
Em equilíbrio: harmonia em todas as áreas da vida, praticar o bem, reeducação e autoconhecimento e personalidade equilibrada
Em desequilíbrio: ansiedade, fechamento em si mesmo, dúvidas, medos, insegurança, problemas do coração, pressão alta, problemas em mãos, braços, ombros e coluna.

Terceiro chakra: laríngeo
Cor: azul-celeste
Em equilíbrio: bom uso da palavra, comunicação com o mundo, dons para artes e músicas, tendência para meditação e assuntos espirituais
Em desequilíbrio: doenças de garganta, perda de voz, asma e problemas na tireóide

Segundo chakra: frontal
Cor: azul-índigo
Em equilíbrio: “terceiro-olho”, aguça a intuição, consciência cósmica, capacidade telepática, acesso a orientação espiritual, sentimento de felicidade e verdadeira satisfação e realização plena do ser
Em desequilíbrio: prejudica a visão, sinusite, perda de audição, infecções no ouvido e dores de cabeça.

Primeiro chakra: coronário
Cor: violeta
Em equilíbrio: abertura para energias superiores de maneira ilimitada, saúde perfeita em todos os aspectos (físico, emocional e espiritual) e melhor qualidade de vida;
Em desequilíbrio: prejudica o sistema psíquico, distúrbios cerebrais, tonturas, inseguranças e atitudes negativas e incertezas

Ainda em 15cm acima do primeiro chakra, o coronário, temos a Estrela da Alma, o qual nos liga com o superior.

Também em 15cm abaixo dos pés, temos a Estrela da Terra, o qual nos liga e nos deixa bem com os pés no chão.

Quatro representa materialidade. Sugere a nossa identidade está intimamente alinhada com os padrões do arquétipo do self. Isso pode ocorrer quando nos sentimos fortes, heroicos e cheios de energia,

Um no centro
Cinco na totalidade. Pode revelar um compromisso ativo com o mundo real que faz da própria visão pessoal uma realidade, A crença na existência de uma missão pode inspirar uma aproximação ativa e energética com relação aos objetivos do individuo. Esse impulso virá acompanhado de uma clara noção de sua capacidade, do que pode ser realizado e de como consegui-lo dentro das estruturas sociais vigentes,. O cinco pode estar relacionado com a plenitude orgânica do corpo, com a capacidade de controlar as coisas ou com o desejo sincero de dar ao mundo algo de si mesmo.
Dourado Aura Crística, perfeição, amplia bens materiais e espirituais está associada ao sol, à abundância (riquezas) e ao poder. Também está relacionada com os grandes ideais, a sabedoria e os conhecimentos.

É uma cor que revitaliza a mente, as energias e a inspiração, afasta os medos e as coisas supérfluas. Dourado  é excelente para a depressão e equilibra a mente.sobrenatural, realeza, símbolo do dinheiro, riqueza, essência do espírito divino, abertura espiritual, fortaleza.

 

Quatro
Um símbolo relacionado com uma realidade que transcende o saber humano. A lógica linear do quadrado caracteriza a racionalidade que alguns associam com a masculinidade, Entretanto, o quatro representa o feminino como matriz de todas as coisas. Nas mandala quando a nossa identidade está intimamente alinhada com os padrões do arquétipo do self, Isso pode ocorrer quando nos sentimos fortes, heroicos e cheios de energia, Curiosamente a influencia do self talvez seja mais evidente durante períodos de transição em que nos sentimos deflacionados porque a atividade normal do ego é perturbada ou desafiada.Em época como essa, o padrão quádruplo do self é mostrado ,revelando sua função de matriz e fiador do ego. O self age como uma ponte para novos modos de ser, às vezes nos recompensando e mostrando que necessitamos de encorajamento.
A cruz lembra a forma do corpo humano em perfeito equilíbrio, e assinala um lugar especial simbolizando também um estado mental.
Sugere conexão entre terra e o céu e talvez seja um caminho que une o mundo espiritual à realidade comum da terra.
Sugere a conjunção de opostos. A junção bem definida do vertical e do horizontal na cruz faz dela um símbolo adequado do enlace entre o mundo espiritual(vertical) e o mundo material dos fenômenos9Horizontal)
A cruz também pode simbolizar muitos outros pares de opostos, trevas/luz, consciente/inconsciente. Vida/morte.
Jung via a cruz um símbolo do equilíbrio dos opostos dentro da pessoa como totalidade.
A cruz expressa as dificuldades da vida, com suas encruzilhada de possibilidades e impossibilidades, de construção e destruição.
Ela esta associada com o desafio humano de alcançar a consciência procurando conhecer o lado escuro do instinto absoluto é simbolizada pelo ato heroico de matar o dragão.
Nas mandalas, a cruz com alguma coisa presa a elas ou com objetos repousando em sua base, podem indicar um tempo de sacrifio. Pode sugerir o fim de um ciclo.Pode sugerir a necessidade de renunciar a modos de ser aos quais se acostumou. Anuncia um tempo em que o ego será chamado a suportar um período de provação, a noite escura da alma. A presença da cruz no desenho pode ser um indicio de que o individuo está travando uma batalha heroica e modelando porções de consciência daquilo que até então permanecera obscuro e desconhecido. É possível que ele esteja se empenhando para tomar uma decisão ou para empreender alguma nova aventura, Ou que mostre a integração de um novo centro do ego. Considera a possibilidade de estar equilibrando, bem ou mal, as contradições que fazem parte da natureza humana.

Arco Iris, como o graal e os tesouros alquímicos, simboliza aquilo que tem um grande valor ,as que não pode ser descoberto por meios comuns.
Simboliza fertilidade, a forma do arco é uma alusão AP útero cósmico, representa a conjunção sagrada dos princípios masculino e feminino, os pais arquetípicos.
Jung verificou que na simbologia alquímica as cores do arco-íris eram um símbolo do pavão, Ele afirma que o aparecimento das cores do arco-íris nas mandalas está relacionado com a totalidade, a meta da individuação,
É uma indicativa da experiência , de um renascimento ocasionado por um profundo reordenamento da psique, Pode ser a primeira etapa de um processo em que a desintegração do velho eu é necessária para se atingir uma nova integração. Apontam para os conflitos edipianos, sugerindo um meio de resolvê-lo. Solicite se desejar um apoio emocional extra do seu círculo de amigos e entes queridos para ajudá-lo a manter os pés no chão. Pode sugerir que está celebrando a alegria de ter vencido uma fase negra da sua vida. Algumas feridas da criança interior que existe em cada um de nós estejam sendo curadas.As cores do arco –Iris remete ao numero 7, algumas vezes ele é como uma dádiva de encorajamento dos deuses, É uma forma pela qual a psique libere poderosas energias de cura.
A cruz lembra a forma do corpo humano em perfeito equilíbrio, e assinala um lugar especial simbolizando também um estado mental.
Sugere conexão entre terra e o céu e talvez seja um caminho que une o mundo espiritual à realidade comum da terra.
Sugere a conjunção de opostos. A junção bem definida do vertical e do horizontal na cruz faz dela um símbolo adequado do enlace entre o mundo espiritual(vertical) e o mundo material dos fenômenos9Horizontal)
A cruz também pode simbolizar muitos outros pares de opostos, trevas/luz, conscinete/inconsciente. Vida/morte.
Jung via a cruz um símbolo do equilíbrio dos opostos dentro da pessoa como totalidade.
A cruz expressa as dificuldades da vida, com suas encruzilhada de possibilidades e impossibilidades, de construção e destruição.
Ela esta associada com o desafio humano de alcançar a consciência procurando conhecer o lado escuro do instinto absoluto é simbolizada pelo ato heroico de matar o dragão.
Nas mandalas, a cruz com alguma coisa presa a elas ou com objetos repousando em sua base, podem indicar um tempo de sacrifio. Pode sugerir o fim de um ciclo.Pode sugerir a necessidade de renunciar a modos de ser aos quais se acostumou. Anuncia um tempo em que o ego será chamado a suportar um período de provação, a noite escura da alma. A presença da cruz no desenho pode ser um indicio de que o individuo está travando uma batalha heroica e modelando porções de consciência daquilo que até então permanecera obscuro e desconhecido. É possível que ele esteja se empenhando para tomar uma decisão ou para empreender alguma nova aventura, Ou que mostre a integração de um novo centro do ego. Considera a possibilidade de estar equilibrando, bem ou mal, as contradições que fazem parte da natureza humana.
Número quatro está ligado à cruz quando a nossa identidade está intimamente alinhada com os padrões do arquétipo do self, Isso pode ocorrer quando nos sentimos fortes, heroicos e cheios de energia,O self age como uma ponte para novos modos de ser, às vezes nos recompensando  daquilo que necessitamos encorajamento para continuar.
Tres é possível que se estejam experimentando vitalidade, entusiasmo e ânsia de independência. Algum aspecto da espiritualidade ou crença pessoal pode estar sendo expresso. O três pode anunciar o começo de uma jornada heroica pelas trevas, onde se encontrarão sábios ensinamentos por meios de sonhos, histórias ou descobertas surpreendentes sobre o próprio individuo.
A cor laranja está ligado ao chakra umbilical uma ligação com a mãe.Reflete um sentimento ambivalente sobre a masculinidade e sobre os esforços do ego. Reflexo de grande auto estima, ambição.O laranja pode refletir um esforço ativo, um forte sentido de identidade e um saudável sentimento de afirmação,
Três
laranja

Segundo a simbologia a pirâmide simboliza a ligação do céu com a terra. É intermediário de trocas de energia. A base da pirâmide manda as energias da terra para o céu. Se a pirâmide estiver invertida os céus estarão mandando as energias para a Terra.

No caso da pirâmide em posição normal, ela ira levar seus pensamentos, suas orações, sua boa energia diretamente para os céus, tendo um contato mais direto com as divindades (ai vai da crença de cada um).
Torre. No sistema hieroglífico egípcio, signo determinante, que expressa a elevação de algo, ou a ação de elevar-se acima da norma vital ou social. A torre, pois, corresponde ao simbolismo ascensional, primordialmente. Na Idade Média, torres e campanários podiam servir como atalaias, mas tinham um significado de escala entre a terra e o céu, por simples aplicação do simbolismo do nível, no qual a altura material equivale à elevação do espírito. O símbolo da torre, por seu aspecto fechado, murado, é emblemático da Virgem, como mostram numerosas pinturas e gravuras alegóricas, lembrando as letanias. Como a ideia de elevação, antes mencionada, implica a de transformação e evolução, vem daí que o atanor ou forno dos alquimistas tivesse a forma simbólica de uma torre, para expressar - inversamente - que a metamorfose na matéria implicava um sentido ascensional. Também se menciona a este propósito a torre de bronze que serviu para aprisionar Danae, a mãe de Perseu.
 Finalmente, queremos indicar uma analogia: torre, homem. Assim como a árvore se aproxima da figura humana mais que os animais, que avançam com o corpo horizontalmente, assim também a torre é a única forma de construção que toma a vertical como definição.
As janelas do último andar, quase sempre grandes, correspondem aos olhos e ao pensamento. Por esta razão reforça-se o simbolismo da torre de babel como empresa quimérica, que conduz ao fracasso e ao extravio mental. (1)

(1) CIRLOT, Juan-Eduardo. Dicionário de Símbolos. Tradução de Rubens Eduardo Ferreira Frias. São Paulo: Centauro, 2005.

CONTATOS

Tels.: 3816-1137 • 3816-3780 • 3814-9396 • 9-9999-0506
wilma.nubiato@yahoo.com.br

COMO CHEGAR

Rua Paulistânia, 593 - Sumarezinho - São Paulo

MENSAGENS

Preencha o formulário abaixo e envie-nos sua mensagem

Psicovia Terapia do Ser - 2016 - Todos os direitos reservados. -

Desenvolvimento