Como Interpretar uma Mandala
Com os desenhos abaixo você poderá analisar uma mandala com precisão.

Pesquisa elaborada pela Psicóloga: Wilma Antonia Nubiato

Descrição Geral dos Tipos – Psicologia dos Tipos
Apostila pesquisa por Wilma Antonia Nubiato


Segundo Jung- designarei os primeiros como tipos de disposição e o segundo tipos funcionais

Os tipos gerais de disposição:
Introvertido
Extrovertido
Introvertido- comporta-se da maneira adequada à abstração

No fundo, está sempre disposto a privar o objeto de libido como se tivesse de evitar e impedir a preponderância do objeto

Extrovertido comporta-se positivamente em face do objeto.

Afirma a sua significação em tal medida que orientará sua propensão subjetiva no sentido do objeto  e relacioná-la à consigo próprio de um modo constante.
No fundo o objeto nunca tem para ele valor suficiente e por isso tem de acentuar-se a sua significação.
Os dois tipos são completamente distintos e o contraste é de tal maneira evidente e estamos familiarizados com essa natureza, fechada, difícil de conhecer, freqüentemente tímidos, que constituem a mais flagrante contrate  com aquele as outras natureza abertas e acessíveis, que se dão bem com todo mundo, ou que talvez briguem e discutas,mas estabelecem sempre uma relação as demais pessoas e permitem que estas influam nelas.

Os tipos distribuem-se indiscriminadamente a uma causa inconsciente instintiva, a relação entre sujeito e objeto, uma relação de ajustamento.
Ex: Numa família um filho é introvertido e o outro extrovertido.

O que ocorre é fenômeno psicológico de ordem geral, um precedente biológico de uma ou outra espécie, uma vez que toda relação entre sujeito e objeto pressupõe sempre efeitos modificados de um sobre o outro. Essas modificações constituem o ajustamento

As disposições típicas a respeito do objeto são, portanto, processo de ajustamento.
Um caminho é o da fecundidade intensificada, com um poder de defesa e duração de vida relativamente escassos em cada individuo.

O outro caminho é o da dotação do individuo com múltiplos meios de conservação própria, mas de fecundidade relativamente diminuta.
O que uma consegue por relações em massa, a outra o consegue por um monopólio.
A criança inclusive o bebê, possuirá, já embora de natureza inconsciente, essas capacidade de ajustamento psicológico, a qual resulta, sobretudo, do caráter peculiar das reações especifica provocada na criança pela influência materna, mas também pode ser abalado se recorrermos ao fato, igualmente indiscutível de que em dois filhos da mesma mãe é possível encontrar, desde muito cedo tipos completamente distintos, sem que se possa comprovar qualquer alteração na disposição típica da mãe.
O fato decisivo típica de buscar-se na própria disposição da criança haverá que atribuir à disposição individual, dada a maior igualdade possível de condições externas, a inclusão das crianças, num ou noutro tipo.
Sempre que se verifica semelhante falsificação do tipo imposta por uma influência estranha, o individuo acabará geralmente neurótico, com o decorrer do tempo e sua cura Jô será possível restaurando nele a disposição que naturalmente lhe correspondia.
Uma inversão de tipo pode  em certas circunstancia prejudicar  imenso o bem estar fisiológico do organismo.

Tipo Extrovertido
Disposição da consciência
Todos nós sabemos que cada individuo se orienta de acordo com os dados que o mundo exterior lhe fornece.
Quando predomina a orientação segundo o objeto e o objetivamente dado, de modo que as principais e mais frequentes decisões e ações estejam condicionadas não por pontos de vistas subjetivas, mas por circunstancia objetivas falamos do tipo extrovertido.
Quem vive diretamente de acordo com as relações objetivas e seus requisitos no bom ou no mau sentido é extrovertido.
O objeto representa em suas consciências, como grandeza determinante, uma função mais importante do que a do seu ponto de vista subjetiva.
A sua força determinante é menor do que as das condições objetivas exteriores.
Sua intimidade entrega-se à exigência externa, não sem luta, por certo, mas no fim das contas, a decisão favorece sempre a condição subjetiva.
Toda a sua consciência está olhando para fora, pois a determinação importante e decisiva sempre vem de fora,
O interesse e a atenção acompanham os acontecimentos objetivos, sobretudo os do mundo que nos cerca.
Recorre diretamente a determinações e dados objetivos através dos quais integralmente se explica por assim dizer.
O atuar está evidentemente referido as relações objetivas.
Não mostra a qualquer tendência seria para ultrapassar tais limites.
Nos eventos objetivos as leis morais do trato entre pessoas ( a da ação pessoal) coincidem com os requisitos correspondente da sociedade ou com a concepção moral vigente.
Esse severo relativismo da pessoa, ante os fatores objetivos de maneira alguma supõe, como poderia parecer, uma adaptação total, inclusive ideal às condições gerais da vida.
O que ele fizer fora acomodar-se, não ajustar-se, pois o ajustamento requer algo mais do que o cômodo estar de acordo, sem obstáculos, com quaisquer condições que, em cada caso, se destaque no seu mundo imediato e circundante.
O ajustamento exige a observância daquelas leis que representem algo mais universal do que as circunstancias histórico temporais e locais.
Na simples acomodação reside, com efeito, a limitação do tipo extrovertido normal.
O tipo extrovertido deve agradecer sua normalidade, por um lada à circunstancia de acomodar-se quase sem dificuldade serias as condições dada, não tendo, naturalmente outra pretensão que não seja a de esgotar as possibilidades, como por exemplo escolher a profissão que neste lugar e neste momento lhe oferece possibilidades mais promissoras, fazer ou produzir aquilo que de momento é preciso, evita e toda a novidade que não seja de uma convincente evidencia deixar de fazer quanto excede aquilo que de nós se espera.
O extrovertido leva em conta a efetividade de suas necessidades subjetivas este é o seu ponto frágil, pois a tendência do seu tipo desloca de tal maneira de dentro para fora, que até o mais evidente para os sentidos de todos os fatos objetivos, a saúde do corpo não é tudo suficientemente em conta considerado como coisa pouco objetiva, muito pouco exterior, e assim não chega sequer a verificar-se a satisfação, imprescindíveis para o bem estar físico.
O corpo resiste-se para não mencionar a alarma.
Só se dará conta do poder de equilíbrio quando tiver as primeiras sensações físicas anormais.
Uma disposição demasiada extrovertida pode chegar a tal extremo contra o sujeito que este acabe totalmente sacrificado.
Ex: aumento dos negócios, muitas encomenda, é preciso corresponder às possibilidades que se oferecem até esgotá-las.

O risco que o extrovertido corre é de ser absorvido pelos objetos, perdendo-se ele próprio neles totalmente.
As perturbações funcionais (nervosa) ou físicas, que assim ocorrem, têm um significado compensados, pois obriga o sujeito a uma restrição involuntária.
A forma de neurose do tipo extrovertido é a histeria.
O caso histérico clássico está sempre caracterizado por uma superlativamente exagerada relação com as pessoas, bem como por uma acomodação, realmente imitativa, és circunstancia que é uma de suas peculiaridades características, tornar-se interessante e causar impressão nas pessoas.
Traça correlativo sugestionabilidade o ser influenciável por outra pessoa, a repreensão da mentira histérica.

O caráter histérico é, em primeiro lugar um exagero da disposição normal, logo complicado com reações compensadores por parte do inconsciente, as quais perante a exagerada extroversão, impõem a introversão,
à energia psíquica, mediante perturbações físicas. Pela reação do inconsciente surge outra categoria de sintoma que se reveste de um caráter mais introvertido.
A fantasia mórbida ( outras patologias – mania, esquizofrenia- depressão.)

Disposição do Inconsciente
Relação entre inconsciente e consciência tem um caráter compensatório, tendência da disposição extrovertido,
O tipo extrovertida está sempre disposto à entrega, em favor do objeto e á assimilação do seu sujeito ao objeto, portanto uma compensação da disposição extrovertida realce de maneira especial, o fator subjetivo, quer dizer comprovar-se à no inconsciente uma tendência acentuadamente egocêntrica.
A disposição do inconsciente tem uma espécie de caráter de introversão, concentra a energia no momento subjetivo quer dizer sobre todos os requisitos e necessidade que uma disposição consciente excessivamente extrovertida oprimiu ou reprimiu.

O homem leva sempre consigo toda a sua história da humanidade. Os requisitos inconscientes do extrovertido possuem um caráter primitivo infantil e egoísta.
Essas tendências ( pensamentos, desejos, afetos, necessidades, sentimentos, etc,) segundo o grau em que são reprimidos adotam um caráter agressivo quer dizer quanto menos reconhecidos forem, tanto mais infantis e arcaicos se tornam.
Esse resto de um poder ainda apreciável é o que se deve considerar como instinto primitivo.
O instinto não pode ser suprimido pelas imposições arbitrarias de um único individuo, pois que, para isso acontecer, seria necessária a transformação lenta e orgânica de muitas gerações, visto ser o instinto a expressão energética de uma determinada conformação orgânica.
Assim na opressão de toda e qualquer tendência acaba sempre por ficar uma dose considerável de energia que corresponde ao poder instinto e mantém quantidades de energia tenha passado ao nível inconsciente.
Quanto mais completa e arcaica será a disposição inconsciente.
O egoísmo que caracteriza a disposição inconsciente é algo que, por vezes excede largamente o infantil, alcançando os limites do brutal e do perverso.
 
Mas se  chegar ao exagero do ponto de vista consciente, o inconsciente manifesta-se, quer dizer, o egoísmo, o infantilismo e o arcaísmo perdem seu caráter compensador original e adotam uma atitude de oposição, mais ou menos aberta, contra a disposição consciente.
Isto acontece, em primeiro lugar por uma absurda exacerbação do ponto de vista consciente que deveria servir para uma opressão do inconsciente, mas, que, regra geral, redunda numa “ reductio ad asurdum”  da disposição o consciente. Isto é, um colapso.
O desfecho catastrófico também pode ser uma espécie subjetiva, adotando a forma de um colapso nervoso. Isto ocorre sempre que a reação inconsciente é capaz de paralisar, finalmente a ação consciente.
Por razões culturais, a muitas vezes necessária opressão dos requisitos infantis e primitivos leva facilmente à neurose ou ao abuso de substâncias entorpecentes, como álcool, morfina, cocaína etc. em casos ainda mais graves, essa divergência tem por desfecho o suicídio.
 
Constitui uma características peculiar das tendências inconscientes o fato de que, na mesma medida em que, por seu não reconhecimento consciente, são privadas de energia, adotam um caráter destrutivo e deixam de ser compensatórias,
O fato de que a disposição do inconsciente compensa a do consciente se manifesta, em geral, no equilíbrio psíquico.
Num mesmo individuo observar-se ao, sob qualquer situação numerosos processos psicológicos em que o mecanismo da introversão intervém.

Só chamamos extrovertido ao hábito em que predomine o mecanismo da extroversão.
Nesse caso, observa-se sempre a função psíquica mais diferenciada sendo empregada extrovertidamente, ao passo que as funções menos diferenciadas são introvertidamente empregadas, isto é, a função de valor superior é, em geral, consciente e está submetida, de modo mais completo, ao controle da consciência e do objetivo consciente, enquanto as funções menos diferenciadas também são menos conscientes ou são em parte inconscientes, estando sujeitas, em muito menor grau, ao árbitro consciente.
A função de valor superior subentende sempre a expressão da personalidade consciente, suas finalidades, sua vontade e suas realizações, ao passo que as funções inferiores diferenciadas dizem respeito às coisas que acontecem correntemente às pessoas.
Na disposição extrovertida, as funções inferiormente diferenciadas denunciam sempre um extraordinário condiconalismo subjetivo de declarada egocentricidade  preconceito pessoal o que demonstra sua íntima relação com o inconsciente.
O inconsciente irrompe constantemente na superfície do evento psicológico consciente, o que torna muitas vezes difícil ao observador determinar quais são as características que correspondem inconscientes da disposição do observador, quer dizer, se este aprende com mais facilidade o caráter consciente ou o inconsciente de uma dada personalidade.
 
De modo geral um observador de orientação judicativa compreenderá melhor o caráter consciente, enquanto o observador de orientação perceptiva sentira mais  o influxo do caráter inconsciente.

A primeira função está sempre diferenciada num grau superior às outras, evidenciado estas, a primeira função produz uma impressão de normalidade, ao passo que nas segundas se encontram elementos de conteúdo anormal ou patológico.
As Particularidades das Funções Psicológicas Fundamentais na disposição Extrovertido

O Pensamento
Orienta-se no sentido do objeto e dos dados objetivos.
O pensamento extrovertido é determinado, em maior grau, pelos últimos, o juízo pressupõe sempre uma norma, para o juízo extrovertido é principalmente válida a norma que se obtém através das relações objetiva .
O pensamento extrovertido de maneira alguma necessita ser um pensar em fatos puramente concretos, visto poder ser também, sem dúvida alguma, um pensar puramente ideal na medida em que se possa provar que as idéias com que se pensa foram em sua maior parte recebidas do exterior, isto é, que se trata de idéias transmitidas pela tradição, pela educação e pela formação pessoal.
O critério crítico para apurar se um pensamento é extrovertido baseia-se, em primeiro lugar, na questão de saber qual a norma seguida pelo juízo, ou seja, se foi tomado do exterior ou é de origem subjetiva.
Também pode servir de critério a direção adotada pelas conclusões, isto é a questão de saber se o pensamento se orienta ou não de preferência, para o exterior, é a direção que ele irá adotar, quer dizer, se no seu processo ulterior de evolução me levará ou não, de novo, para o domínio de dados concretos e objetivos, de fatos exteriores ou genéricos, de conceitos previamente dados.

Pensamento introvertido
Um Gênero de pensar completamente distinto, ao qual será difícil negar o direito à designação de pensamento, isto é, um gênero que não se orienta no sentido da experiência objetiva imediata, nem no das idéias gerais e objetivamente transmitidas.
Esse processo subjetivo paralelo tem a natural e só mais ou menos evitável tendência para subjetivar o objetivamente dado, quer dizer, para assimilá-lo ao sujeito.
Ora, se a ênfase recair sobre o processo subjetivo o resultado será aquela outra espécie de pensamento que se opõe ao tipo extrovertido, isto é, a direção que se orienta no sentido do sujeito e do subjetivamente dado.
Um pensamento que parte do subjetivamente dado e se rege pelas idéias subjetivas ou fatos de natureza subjetivas.

O pensamento extrovertido só chega, portanto a ser um fato quando a orientação objetiva ganha certa preponderância, se fosse fascinada pelo objeto e não pudesse existir sem sua orientação exterior.
É quase como se aderisse ao cortejo dos fatos exteriores ou atingisse o seu auge quando se une a uma idéia de validade universal.
Parece agir incessantemente sobre ela o objetivamente dado, não lhe sendo possível chegar a qualquer conclusão sem contar primeiro com a anuência do objetivo.
É por isso que ambos os pontos de vista são incessantemente antagônicos e mutuamente hostis., pois ambas as orientações são unilatareais e de validade restrita, razão porque necessitam justamente dessa mútua influência. Semelhante tipo de pensar, naturalmente, apóia-se no objetivamente dado, mas associar a experiência com uma idéia objetiva, tal pensar tem, por objetivo uma idéia subjetiva, é incapaz de chegar a uma experiência prática e conserva-se, portanto, numa situação mais ou menos tautológica.
Mentalidade materialista, quando a conseqüência de uma determinação reforçada pelo objeto do pensar extrovertido fica subordinada ao objetivamente dado, por uma parte, perde-se completamente na experiência singular e, por outra provoca um acumulo de materiais empíricos não assimilados.
 
A massa opressiva de experiências singulares mais ou menos desligada entre si dá lugar a um estado de dissociação mental que exige, além do mais, uma regular compensação psicológica.
 Consiste essa compensação numa idéia tão simples quanto universal que propiciará a associação entre as várias parcelas do conjunto acumulado, mas intimamente dissociado ou pelo menos, uma conjetura de associação.

Tipos Pensativo Extrovertido.
De modo regular predomina sempre uma ou outra função.
Quando entre as funções psicológicas, se atribui ao pensamento a primazia, quer dizer quando em sua orientação vital o individuo é principalmente guiado pela meditação vital o individuo é principalmente guiado pela meditação reflexiva, de maneira que toda ação derive de motivos intelectuais pensados ou revele, pelo menos uma tendência para que assim aconteça, é porque se trata de um tipo pensativo.
Este tipo evidenciará por definição e na medida em que se trate de um tipo puro, a tendência para subordinar todas as suas manifestações humanas a conclusões intelectuais que, em última análise, orientam-se sempre com base no objetivamente dado, quer se trate de fatos objetivos ou de idéias de validade universal.
 
Esse tipo humano não só para si próprio como para os que o rodeiam, concede o poder decisivo à afetividade objetiva ou à sua formula objetivamente orientada.

É bom tudo o que corresponda favoravelmente, uma tudo o que contradiga a formula e é contingente tudo quanto ocorra indiferentemente à margem dela, se faz lei do mundo.
O tipo pensativo extrovertido não só se subordina à sua fórmula como pretende também que assim procedam todos quem não o fizer prevarica e contradiz\ a lei do mundo, pois seu ideal terá de ser uma realidade, uma verdade universalmente válida.

Mas quando mais limitada for a fórmula tanto mais este tipo aparecerá com aas características do critico eternamente descontente,argumentador e auto suficiente que desejaria  encaixar-se a si próprio e aos demais num determinado esquema dá lugar a um impedimento e provoca a exclusão de outras formas de atividade vital.
As formas irracionais, tais como as experiências religiosas as paixões , são freqüentemente erradicadas até a inconsciência total, uma existência quase sempre inconsciente, as formas vitais reprimidas pela disposição intelectual far-se-ão sentir indiretamente,perturbando o comportamento vital consciente, essa perturbação atinge um elevado grau de intensidade, é costume falarmos de neurose.

A TEORIA DOS TIPOS PSICOLÓGICOS
Por Elvina Lessa
Carl Gustav Jung foi um dos autores que mais estudou a personalidade humana, interessado e preocupado com as relações do homem com o mundo externo e com a comunicação entre as pessoas. Jung é conhecido como um dos maiores psicólogos do século XX conforme palavras de Hall & Lindzey:

“Durante meio século dedicou-se com grande energia e originalidade de propósito a analisar os processos profundos da personalidade humana. A originalidade e a audácia do pensamento de Jung tem poucos paralelos na historia da ciência atual, nenhum outro homem, pondo de lado Freud, abriu maiores perspectivas naquilo que Jung chamou ’a alma do homem’.” Hall & Lindzey (1973: 131)

Em 1921 Jung trouxe uma contribuição fundamental para o entendimento da tipologia humana, ao escrever um de seus mais importantes trabalhos, o livro “Tipos Psicológicos”, fruto de mais de 20 anos de observação e do exercício da Medicina Psiquiátrica e da Psicologia Prática. Na concepção de Jung,

“Tipo é uma disposição geral que se observa nos indivíduos, caracterizando-os quanto a interesses, referências e habilidades. Por disposição deve-se entender o estado da psique preparada para agir ou reagir numa determinada situação.” Jung (1967: 551). Ainda segundo Jung, “Tipo é um aspecto unilateral do desenvolvimento.” Jung (1971a: 477)

Jung distinguiu duas formas de atitudes/disposição das pessoas em relação ao objeto: a pessoa que prefere focar a sua atenção no mundo externo de fatos e pessoas (extroversão), e/ou no mundo interno de representações e impressões psíquicas (introversão). Cada tipo de disposição representa tão somente uma preferência natural do indivíduo no seu modo de se relacionar com o mundo, semelhante à preferência pelo uso da mão direita ou da mão esquerda.

Para Jung, mostrar disposição significa, “estar disposto para algo determinado, ainda que esse algo seja inconsciente”. Jung (1967: 493)
Enfim, Jung (1967) chamou os tipos gerais de disposição de introvertido e extrovertido e vê diferenças como: “facilmente perceptíveis até por um leigo.... encontráveis em absolutamente todas as camadas da população.”

A distinção que Jung faz entre introvertidos e extrovertidos reside na direção que seus interesses possuem e no movimento da libido, que Jung entende como sendo energia psíquica. Podemos, então, entender extroversão como o enfoque dado ao objeto e introversão como o enfoque dado ao sujeito. Assim, em relação ao tipo introvertido e extrovertido ele revelou: “um encarrega-se da reflexão; o outro, da iniciativa e da ação prática.” Jung (1971b: 47)

Para Jung, “a extroversão e a introversão são duas atitudes naturais, antagônicas entre si, ou movimentos dirigidos, que já foram definidos por Goethe como diástole e diástole. Em sucessão harmônica, deveriam formar o ritmo da vida. Alcançar esse ritmo harmônico supõe uma suprema arte de viver.” Jung (1971b: 51)


Na extroversão, a energia da pessoa flui de maneira natural para o mundo externo de objetos, fatos e pessoas, em que se observa: atenção para a ação, impulsividade (ação antes de pensar), comunicabilidade, sociabilidade e facilidade de expressão oral. Extroversão significa “o fluir da libido de dentro para fora.” Jung (1967:48). O indivíduo extrovertido vai confiante de encontro ao objeto. Esse aspecto favorece sua adaptação às condições externas, normalmente de forma mas fácil do que para o indivíduo introvertido.

Na introversão, o indivíduo direciona a atenção para o seu mundo interno de impressões, emoções e pensamentos. Assim, observa-se uma ação voltada para o interior, hesitabilidade, o pensar antes de agir; postura reservada, retraimento social, retenção das emoções, discrição e facilidade de expressão no campo da escrita. O introvertido ocupa-se dos seus processos internos suscitados pelos fatos externos. Dessa forma o tipo introvertido diferencia-se do extrovertido por sua orientação por fatores subjetivos e não pelo aspecto objetivamente dado. Jung aponta para o fato de que a expressão “fator subjetivo” não deve ter a conotação preconceituosa de algo que foge à realidade.

Segundo Jung nenhum ser humano é exclusivamente introvertido nem extrovertido: “ambas as atitudes existem dentro dele, mas só uma delas foi desenvolvida como função de adaptação; logo podemos supor que a extroversão cochila no fundo do introvertido, como uma larva, e vice -versa.” Jung (1971b: 48)

A respeito da introversão e extroversão, Silveira apontou:
“não só o homem comum pode ser enquadrado numa dessas duas atitudes típicas. Igualmente os filósofos, através de suas concepções do mundo revelam seus tipos psicológicos, bem como os artistas, através de suas interpretações da vida. Jung se intrigava que os mesmos fenômenos psíquicos fossem vistos e compreendidos tão diferentemente por homens de ciência, cada um de seu lado, honestamente convencido de haver descoberto a verdade única.” Silveira (1988: 54)

Jung teve divergências com Adler e Freud, a respeito dos pontos de vistas em que eles divergiam. Para Jung, os pontos de vistas distintos eram resultante do Tipo Psicológico distinto de cada um. Segundo Silveira, “... acontece que cada psicólogo vê a vida psíquica através de seu tipo psicológico. Freud na qualidade de extrovertido, dando prevalência ao objeto. Adler como introvertido, valorizando sobretudo o sujeito.” Silveira (1988: 54)

 

A análise de tipos de atitudes foi abordada por outros pesquisadores, demonstrando que Jung não estava isolado na idéia dos Tipos Psicológicos. Assim ele anotou:
“Wiliam James já havia notado a existência desses dois tipos entre os pensadores. Classificara-os em “tender-minded” e “tough-minded”. Oswald também propôs para os grandes sábios uma distinção análoga: o tipo clássico e o tipo romântico. Escolhi esses dois nomes entre muitos outros só para mostrar que não me encontro isolado nesta minha idéia dos tipos. Provei, com minhas pesquisas históricas, que um grande número de importantes questões e conflitos na história do espírito repousam na oposição desses dois tipos”. Jung (1971b: 46)

Na visão de Jung, o Tipo Psicológico de um indivíduo é determinado pela introversão ou extroversão, e por quatro funções conscientes que o ego habitualmente emprega, as funções psíquicas.

 

As funções psíquicas
Para explicar as diferenças dos Tipos Psicológicos, Jung lançou mão do conceito de Função Psíquica ou Função Psicológica. Esta é uma atividade da psique que apresenta uma consistência interna, sendo uma atribuição congênita, que estabelece habilidades, aptidões e tendências no relacionamento do indivíduo com o mundo e consigo mesmo. O modo preferencial de uma pessoa reagir ao mundo deve-se dentre outras razões, à herança genética, às influências familiares e às experiências que o indivíduo teve ao longo de sua vida.

Além dos dois tipos de atitude, a extroversão e introversão, Jung (1971a) verificou que existiam diferenças importantes entre pessoas de um mesmo grupo, ou seja, um introvertido poderia diferir muito de outro introvertido. Para Jung, essas diferenças entre os indivíduos eram causadas pelas diversas maneiras com que as pessoas utilizam suas mentes, ou seja, pelas funções psíquicas e/ou processos mentais preferencialmente utilizados pela pessoa para se relacionar com o mundo externo ou interno.

Jung identificou quatro Funções Psíquicas que a consciência usa para fazer o reconhecimento do mundo exterior e orientar-se. Ele definiu as funções como: Sensação, Pensamento, Sentimento e Intuição - estas, junto com as atitudes de introversão e extroversão, representarão os Tipos Psicológicos. Segundo Jung, existem duas maneiras opostas através das quais percebemos as coisas - Sensação e Intuição - e existem outras duas, que usamos para julgarmos os fatos - Pensamento e Sentimento. As pessoas utilizam diariamente esses quatro processos.

A Sensação e a Intuição são funções irracionais, uma vez que a situação é apreendida diretamente, sem a mediação de um julgamento ou avaliação.
A função sensação é a função dos sentidos, a função do real, a função que traz as informações (percepções) do mundo através dos órgãos do sentidos. Pessoas do tipo Sensação acreditam nos fatos, têm facilidade para lembrar-se deles e dão atenção ao presente. Essas pessoas têm enfoque no real e no concreto, são voltadas para o “aqui - agora” e costumam ser práticas e realistas. Preocupam-se mais em manter as coisas funcionando do que em criar novos caminhos.

O oposto da função sensação é a função Intuição, onde a percepção se dá através do inconsciente e a apreensão do ambiente geralmente acontece por meio de “pressentimentos”, “palpites” ou “inspirações”. Os sonhos premonitórios e as comunicações telepáticas via inconsciente são algumas das propriedades da intuição. A intuição busca os significados, as relações e possibilidades futuras da informação recebida. Pessoas do tipo intuição tendem a ver o todo e não as partes, e, por isso, costumam apresentar dificuldades na percepção de detalhes.

As funções Pensamento e Sentimento são consideradas racionais por terem caráter judicativo e por serem influenciadas pela reflexão, determinando o modo de tomada de decisões. Estas funções são também chamadas de funções de julgamento, responsáveis pelas conclusões acerca dos assuntos de que trata a consciência. Se nas funções perceptivas a palavra é a apreensão, nas funções de julgamento a palavra é apreciação.

A função Pensamento estabelece a conexão lógica e conceitual entre os fatos percebidos. As pessoas que utilizam o Pensamento fazem uma análise lógica e racional dos fatos: julgam, classificam e discriminam uma coisa da outra sem maior interesse pelo seu valor afetivo. Procuram se orientar por leis gerais aplicáveis às situações, sem levar em conta a interferência de valores pessoais. Naturalmente voltadas para a razão, procuram ser imparciais em seus julgamentos.

A função racional que se contrapõe à função Pensamento é a função Sentimento. Quem usa o Sentimento julga o valor intrínseco das coisas, tende a valorizar os sentimentos em suas avaliações, preocupa-se com a harmonia do ambiente e incentiva movimentos sociais. Utilizam-se de valores pessoais (seus ou de outros) na tomada de decisões, mesmo que essas decisões não tenham lógica do ponto de vista da causalidade. Para Nise da Silveira, a pessoa que utiliza a função Sentimento “estabelece julgamentos como o pensamento, mas a sua lógica é toda diferente. É a lógica do coração”. Silveira (1988: 54)


Ao demonstrar as quatro funções, Jung escreveu:
“Sob o conceito de Sensação pretendo abranger todas as percepções através dos órgãos sensoriais; o Pensamento é a função do conhecimento intelectual e da formação lógica de conclusões; por Sentimento entendo uma função que avalia as coisas subjetivamente e por Intuição entendo a percepção por vias inconscientes ... A Sensação constata o que realmente está presente. O Pensamento nos permite conhecer o que significa este presente; o Sentimento, qual o seu valor; a Intuição, finalmente, aponta as possibilidades do “de onde” e do “para onde” que estão contidas neste presente... As quatro funções são algo como os quatro pontos cardeais. Tão arbitrárias e tão indispensáveis quanto estes.”  Jung (1971a: 497)

Pode-se dizer, em relação as funções psíquicas, que:
“a Sensação corresponde à totalidade das percepções de fatos externos que nos chegam através dos sentidos; a Sensação nos dirá que alguma coisa é (existe)... o Pensamento, dá o nome a esta coisa e agrega-lhe um conceito... o Sentimento nos informa o valor das coisas, nos diz se elas nos agradam ou não, constituindo uma avaliação e não uma emoção. A quarta e última função está ligada ao conceito do tempo que eqüivale a um passado e a um futuro - conhecemos o passado, mas o futuro dependerá de um palpite que é a Intuição.” Zacharias (1994: 100)

Dessa forma, uma pessoa do Tipo Pensamento tende a não dar muita importância ao seu sentimento (valores pessoais). Por sua vez, o tipo Sensação tende a não dar crédito às suas intuições. Já o tipo Sentimento, expulsa pensamentos que lhe desagradam e o Intuitivo ignora o que está a sua frente. Portanto, “a Sensação diz que alguma coisa é; o Pensamento exprime o que ela é; o Sentimento expressa-lhe o valor; e a Intuição é o que complementa a visão do mundo pois aventa sobre suas possibilidades.” Casado (1993 : 38)

A dinâmica da personalidade
Ao analisar as quatro funções durante o desenvolvimento psíquico, Jung (1971a) constatou ainda que uma das funções se diferencia e se torna a função dominante ou a principal, enquanto outra função se desenvolverá com menos intensidade, tornando-se a função auxiliar da primeira. As outras duas funções, a terciária e a inferior não se desenvolverão na consciência, permanecendo, assim, inconscientes. Jung chega a admitir que a atividade dessas funções, quando se realiza em graus muito desiguais, possa causar perturbações neuróticas. “Se uma função não é empregada... há o perigo de que escape de todo ao manejo consciente, tornando-se autônoma e mergulhando no inconsciente onde vá provocar ativação anormal.” Silveira (1988: 55)


Conforme palavras de Jung, o inconsciente é o produto da interação entre o inconsciente coletivo e o meio ambiente em que o indivíduo cresce.

“Tudo quanto conheço, mas sobre o qual no momento não estou pensando; de tudo quanto eu tinha consciência mas agora esqueci; tudo quanto os seus sentidos percebem, mas que não é notado pela minha mente consciente; tudo quanto, involuntariamente e sem prestar atenção, sinto, penso, recordo, quero e faço; todas as coisas futuras que estão tomando forma em mim e que algum dia virão à consciência; tudo isso é o conteúdo do inconsciente.” Stevens (1990: 52)
A seguir abordaremos as funções psíquicas demonstradas por Jung.

Função Dominante
Segundo Jung, dentre as quatro funções psíquicas, existe sempre uma preferida pelo sujeito. Em virtude de seu maior uso, esta função torna-se mais desenvolvida e diferenciada. Existe pois, uma tendência de utilizarmos o nosso lado mais apto.

A função dominante surge pelo exercício e pelo desenvolvimento de traços congênitos. Ao longo do tempo, ela se torna superior às outras, o que significa que ela é mais desenvolvida do que as demais, uma vez que se faz um uso maior dela do que as outras, o que determina o aspecto funcional do Tipo Psicológico.
A função dominante também chamada função principal caracteriza o Tipo Psicológico do indivíduo, dando a ele suas características psicológicas particulares. Cada indivíduo utiliza de preferência sua função principal, a fim de obter melhores resultados na luta pela existência, conforme escreveu Jung:
“na luta pela existência e pela adaptação, cada qual emprega instintivamente sua função mais desenvolvida, que se torna, assim, o critério de seu hábito de reação .... Assim como o leão abate seu inimigo ou sua presa com a pata dianteira (e não com a cauda, como faz o crocodilo), também nosso hábito de reação se carateriza normalmente por nossa força, isto é, pelo emprego de nossa função mais confiável e mais eficiente, o que não impede que às vezes, também possamos reagir utilizando nossa fraqueza específica. Tentaremos criar e procurar situações condizentes e evitar outras para, assim, fazermos experiências especificamente nossas e diferentes das dos outros”. Jung (1971a: 493)

Nise da Silveira destacou que a função dominante é a arma mais eficiente que o indivíduo “dispõe para usar na sua orientação e adaptação ao mundo exterior; ela se torna o seu Habitat reacional.” Silveira (1988:56)
Para Sharp (1993), a experiência mostra que é praticamente impossível que alguém desenvolva todas as suas funções psicológicas simultaneamente. A exigência social obriga o homem a aplicar-se, antes e acima de tudo, à diferenciação da função com a qual ele esta mais bem equipado pela natureza, ou que irá lhe assegurar o maior sucesso social. Ele afirmou: “Muito freqüentemente... um homem se identifica mais ou menos completamente com sua função mais favorecida e, portanto, mas desenvolvida. É isto o que dá origem aos vários tipos psicológicos”. Sharp, 1993:73)

Sobre o desenvolvimento da função principal, Marie-Louise von Franz escreveu:
“por volta da idade do Jardim da Infância, já podemos detectar o desenvolvimento da função principal, através da preferência por alguma ocupação ou pela forma de relacionamento da criança com os seus colegas. A unilateralidade vai aumentando com o desenvolvimento cronológico e o meio, por sua vez, colaborando para reforçá-la, verificando portanto, o aumento do desenvolvimento da função superior e a lenta degeneração da inferior.” Von Franz (1990: 36)

Para a autora, existem casos em que esta unilateralidade é abrandada, como com as pessoas que vivem em contato com a natureza - camponeses, caçadores e povos primitivos. Ela apontou que essas pessoas não sobreviveriam se não usassem quase todas as suas funções: um camponês jamais poderá tornar-se tão unilateral quanto um habitante da cidade.

Função Secundária e a Função Terciária
No curso do desenvolvimento aparece uma outra função, chamada de função secundária ou auxiliar, que é distinta da função principal e não oposta a ela. Para Jung, a função secundária é aquela que, no processo de diferenciação, fica relegada a um plano inferior e sua existência é útil para servir à função principal. Os tipos raros, teoricamente “puros” têm pouco desenvolvimento da função secundária
A importância do processo auxiliar na dinâmica tipológica reside em ser apoio à função superior - traz equilíbrio (não igualdade) entre extroversão e introversão e proporciona, também, equilíbrio entre o julgamento e a percepção. Exemplificando, a função auxiliar dos extrovertidos lhes dá acesso à sua vida interior e ao mundo das idéias, enquanto o auxiliar dos introvertidos lhes dá o meio de se adaptar ao mundo das ações e lidar com ele de maneira eficiente.

O bom desenvolvimento do Tipo exige que o auxiliar suplemente o processo dominante em dois aspectos. Ele deve fornecer um grau útil de equilíbrio, não apenas entre a percepção e o julgamento, mas também entre a extroversão e a introversão.
“Para viverem felizes e efetivamente em ambos os mundos, as pessoas necessitam de um auxiliar equilibrado que tornará possível a adaptação em ambas as direções - o mundo à sua volta e seu próprio interior.” Myers & Myers (1997: 43)

Myers & Myers (op. cit.) escreveram uma parábola em que apresentam o processo dominante (função superior) como um general e o processo auxiliar como um ajudante de ordens. No caso dos extrovertidos, o general está sempre exposto - as pessoas fazem suas negociações direto com ele - e o ajudante de ordens fica respeitosamente atrás ou dentro da barraca. O general dos introvertidos está dentro da barraca trabalhando em assuntos de alta prioridade; o ajudante de ordens está do lado de fora evitando as interrupções. Neste caso, o ajudante de ordens é com quem as pessoas se encontram e com quem negociam - apenas quando o negócio é muito importante, as pessoas conseguem encontrar o general em pessoa. Assim, se as pessoas não perceberem que existe um general dentro da barraca, entenderão que é o ajudante de ordens que está no comando (entendendo esta como sua função superior).

A função terciária é uma função com desenvolvimento rudimentar, cuja importância está na complementaridade da dinâmica (consciente/inconsciente) atribuída aos quatro elementos da tipologia. A função terciária é aquela oposta à função auxiliar na escala de preferências.

Função Inferior
A função inferior é a função menos desenvolvida e se contrapõe à função dominante. Exemplificando, alguém que tem a Intuição como função dominante terá a Sensação como sua função inferior. Cabe ressaltar alguns aspectos que caracterizam a função inferior, como sua suscetibilidade e tirania, uma grande carga de emoção, um grau acentuado de autonomia (por não estar subordinada à autoridade da consciência), uma grande concentração vital e, portanto, um campo de enorme potencial.

Para Von Franz, “a função inferior representa a parte desprezada da personalidade - ridícula, lenta e inadaptada - que constrói a conexão com o inconsciente e que retém, portanto, a chave secreta da totalidade inconsciente. Enfim, ela é a ponte para o inconsciente e sempre dirigida para o mundo simbólico... a função inferior faz a ponte para o inconsciente.” Von Franz (1990: 19)

Segundo Von Franz, o comportamento da função inferior é refletido nos contos de fadas, nos quais em geral aparece como o terceiro filho de um rei e a quarta figura do conjunto, e tem, de acordo com os mitos, qualidades superficiais diferentes: algumas vezes é o mais jovem, outras é um pouco retardado ou ainda um tolo completo.

Segundo Jung (1971a), à medida que a libido é dirigida, em sua maior parte, para a função principal, a função inferior evolui regressivamente tornando-se incompatível com a função principal. Via de regra, a função dominante é consciente; a função menos diferenciada - a função inferior - permanece nos domínios do inconsciente de forma bruta, primitiva e arcaica. Lá existe “uma ferida aberta, por onde qualquer coisa pode entrar.” Jung ( 1971a: 17)

Na visão de Whitmont
“nossas funções inadequadas são a porta de entrada pela qual as dificuldades, problemas e sofrimentos nos alcançam. Quando o ego se encontra em um estado de excessiva identificação com a função superior, as funções inadequadas podem ter um efeito sabotador sobre a personalidade consciente.” Whitmont (1995: 130)
Jung (1971b) demonstrou o processo de enantiodromia, termo utilizado por Heráclito que significa “correr em direção contrária”, advertindo que um dia tudo reverte ao seu contrário. Para Jung, Heráclito descobriu a mais fantástica de todas as leis da psicologia: “a função reguladora dos contrários... Só escapa da lei da enadiodromia quem é capaz de diferenciar-se do inconsciente... A enandiodromia é o estar dilacerado nos pares contrários.” Jung (1971b: 65)

Segundo Jung, a função inferior tende a aparecer abruptamente quando uma pessoa se encontra sob pressão e/ou doente, por exemplo:
“acontecimentos positivos ou negativos podem trazer a tona a função contrária inferior. Sobrevindo isso, manifesta-se a hipersensiblidade, sintoma da existência de uma inferioridade. Assim estabelecem-se as bases psicológicas da desunião e da incompreensão, não só entre duas pessoas, como também da cisão dentro de si mesmo... a natureza da função inferior é caraterizada pela autonomia; é independente, ela nos acomete, fascina e enleia, a ponto de deixarmos de ser donos de nós mesmos e não nos distinguirmos mais exatamente dos outros.” Jung (1971b: 50)

Quando uma pessoa funciona unilateralmente em excesso, a função dominante retira muita energia psíquica da função inferior e esta cai no inconsciente, tornando-se primitiva e perturbada. Mas a função inferior pode, eventualmente, ganhar energia, emergindo no consciente de forma infantil e arcaica, trazendo o desequilíbrio e a neurose. Como exemplo, podemos citar o caso de uma pessoa do tipo sentimento, polida e preocupada com as pessoas, que de repente pode tornar-se áspera e extremamente crítica.

É importante compreender que a função inferior não significa que o indivíduo não possua aquela função, mas significa que a função ocorre sem a participação consciente e, quando negligenciada em demasia, pode interferir diretamente no funcionamento consciente.

Para Jung, o conceito de dinâmica psíquica baseia-se no equilíbrio de opostos. Ele afirma que a função inferior deve ser reconhecida, para que não seja reprimida no inconsciente e venha a irromper no consciente de forma danosa e destrutiva.

Jung apontou que as atividades das quatro funções, quando se realizam em graus muito desiguais, podem causar perturbações neuróticas. Se uma função não é empregada, diz ele, há o perigo de que escape de todo do manejo consciente, tornando-se autônoma e mergulhando no inconsciente, onde irá provocar uma ativação anormal. Isso diz respeito especialmente à quarta função (ou função inferior).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ATITUDES: EXTROVERSÃO E INTROVERSÃO
O interesse em estudar como a consciência age na prática e atua de modos diferentes em diferentes pessoas levaram Jung a formular, após anos de observação clínica e estudos, a teoria dos Tipos Psicológicos. De acordo com Zacarias (1995), a possibilidade de classificação das pessoas em determinados tipos de atitudes e comportamentos, vem de longa data, mas a origem da Tipologia Junguiana encontra suas raízes no desenvolvimento dos estudos sobre o inconsciente e de descobertas científicas e pessoais de Freud e Jung.
“a grande contribuição da Tipologia junguiana é a introdução do conceito de energia psíquica e a atenção ao modo como cada pessoa se orienta preferencialmente no mundo. Estas contribuições são inovadoras frente aos sistemas anteriores, no qual as classificações eram baseadas na observação de padrões de comportamento temperamental ou emocional.” (Zacarias, 1995, p. 72).

Jung distinguiu inicialmente duas formas de atitudes das pessoas em relação ao mundo: aqueles que preferem focar sua atenção ao mundo externo de pessoas e fatos (extroversão) e aqueles que hesitam, recuam ao objeto, como se o contato com este lhes causasse receio ou fosse tarefa demasiado pesada (introversão). Estes conceitos baseiam-se “na maneira como se processa o movimento da libido (energia psíquica) em relação ao objeto” (Silveira, 1968).  Segundo Jung, fazendo uma analogia com a Biologia, a relação sujeito-objeto configura-se em uma relação adaptativa de ambos os lados, na qual pressupõe efeitos modificativos um sobr eo outro.
Cada tipo de disposição, introversão ou extroversão segundo Jung (1971, p 493) significa “estar disposto para algo determinado, ainda que este algo seja inconsciente”.

Na atitude extrovertida a energia consciente flui em direção ao objeto, tais pessoas orientam-se de acordo com o ambiente externo, de forma que o objeto, os fatos e as pessoas têm predominância sobre os aspectos subjetivos da experiência. O mundo externo, desta forma torna-se ao mesmo tempo orientador e campo de ação (Zacarias, 1995).  Tais pessoas geralmente têm maior adaptabilidade às condições externas do que as do tipo introvertido e podem ser absorvidos pelos objetos, correndo o risco de perder-se neles (Jung, 1971). Existe a tendência das pessoas extrovertidas de experimentarem o mundo antes mesmo de compreendê-lo e quando isto ocorre de forma excessiva, aspectos subjetivos do indivíduo podem ser impedidos de virem a tona de uma forma consciente, permanecendo assim no inconsciente, primitivos e arcaicos, podendo tornar-se agressivos.
Na atitude introvertida, ao contrário da extrovertida ocorre uma orientação por fatores internos da pessoa, subjetivos. O indivíduo direciona sua atenção para o mundo interno de impressões, emoções e pensamentos (Lessa, 2003), e isso não quer dizer que rejeitem os fatos do mundo externo, mas que existe uma centralização de sua atenção na impressão causada por estes fatos. A energia da atitude introvertida flui para dentro, ou seja, em seus processos internos suscitados pelos estímulos externos – do objeto. Vale lembrar que o aspecto subjetivo da realidade, preponderante na atitude introvertida é tão sólido quanto os aspectos objetivos, e ambos são mutáveis e dessa forma, relativos.

Ao contrário das pessoas com atitude extrovertida, na atitude introvertida a pessoa compreende o mundo antes de experimentá-lo, podendo ter uma característica de hesitabilidade em relação a vida. E sendo a atitude consciente voltada para o fator subjetivo, a valorização inconsciente é para o fator objetivo (Zacarias, 1995).
Na psique, com um sentido equilibrante e de compensação (enantiodromia) ocorre um movimento onde a disposição inconsciente de uma pessoa extrovertida terá um caráter de introversão e no introvertido um fluxo de energia inconsciente está constantemente enviando energia para o objeto. Assim, na circulação da libido, existe um movimento inconsciente de introversão naqueles cuja personalidade consciente é extrovertida, e da mesma forma, um movimento de extroversão naqueles de personalidade consciente introvertida. Segundo Jung, nenhum ser humano é exclusivamente introvertido ou extrovertido: “ambas as atitudes existem dentro dele, mas só uma delas foi desenvolvida como função de adaptação; logo podemos supor que a extroversão cochila no fundo do introvertido, como uma larva e vice-versa”.Jung (1971 p 48).

FUNÇÕES PSÍQUICAS
Além destas atitudes básicas em relação ao mundo, Jung também identificou determinadas propriedades ou funções da consciência que o ego emprega: as funções psíquicas, que de acordo com Hillman (1971), são compostas pela intencionalidade da consciência, mostrando como esta se comporta frente a si mesma e as outras pessoas, como coloca suas intenções e sentido e demonstra seu caráter. Certo de que dentro das atitudes típicas existiam muitas variações Jung “identificou quatro funções de adaptação que a consciência usa para fazer o reconhecimento do mundo exterior e orientar-se: sensação, pensamento, sentimento e intuição”. (Silveira, 1968).
De acordo com Jung, a consciência possui estes modos essenciais de percepção, os quais se expressam de forma diferente e com mais ou menos força em cada pessoa, e podem ser definidas como dois pares de opostos: pensamento e sentimento, que são opostos racionais (funções de julgamento) e a sensação e intuição, consideradas funções irracionais, que recebem as informações e as processam sem mediação de julgamento ou avaliação.
Estas funções, junto com as atitudes de introversão e extroversão, configuram os Tipos Psicológicos.

FUNÇÕES PENSAMENTO E SENTIMENTO
As funções Pensamento e Sentimento são consideradas racionais por terem um caráter de julgamento e sofrerem influência de reflexão, determinando assim o modo da tomada de decisão (Lessa, 1995). Tais funções definem dois tipos possíveis de tomadas de decisão, através de uma avaliação lógica, baseada em fatos e estrutura geral de pensamento lógico (Pensamento), ou através de avaliação valorativa, baseada em impressões pessoais (Sentimento).
            A função Pensamento está relacionada com julgamentos derivados de critérios impessoais, lógicos e objetivos. As pessoas nas quais predomina a função do Pensamento são chamadas de Reflexivas. Esses tipos reflexivos são grandes planejadores e tendem a se direcionar por seus planos e teorias, ainda que sejam confrontados com contraditória evidência. Segundo Lessa (1995) “estabelecem conexão lógica entre os fatos, julgam, classificam e discriminam uma coisa da outra sem maior interesse pelo seu valor afetivo”.
            São pessoas que valorizam a lógica e possuem mais interesse em coisas do que em relacionamentos, conseguindo assim fazer análises isentos de significados pessoais, podendo desenvolver assim uma certa dificuldade de entender a relação de valores com outras pessoas.
            Contrapondo-se ao Pensamento, a função Sentimento visualiza o valor intrínseco das coisas, são orientados pelo aspecto emocional da experiência. Na tomada de decisão são orientados por valores próprios ao invés de julgar em termos de lógica ou eficiência, como faz o reflexivo, mesmo que tais decisões não venham acompanhadas de uma lógica do ponto de vista da causalidade. Para Jung, a função Sentimento não deve ser confundida com emoções ou afetos, deve sim, ser entendida em termos da dimensão valorativa do indivíduo. 
“o sentimento é uma espécie de juízo, diferindo, contudo, de um julgamento intelectual, visto que não pretende estabelecer uma relação intelectual, preocupando-se apenas com estabelecer um critério subjetivo de aceitação ou rejeição. A avaliação pelo sentimento se estende a todos os conteúdos da consciência, seja de que tipo forem. Quando a intensidade do sentimento aumenta, é produzido um afeto, sendo este um estado de sentimento acompanhado por apreciáveis inervações corporais”. (Jung in Hillmans p 130)).
            Através da função sentimento avaliamos e apreciamos os fatos, pessoas, objetos e situações em termos de valores, e para tanto, uma estrutura ou memória de valores com o qual é possível relacionar os eventos é necessária. A função sentimento é também uma função de relacionamento (Hillman, 1971) pois faz um vínculo (ao atribuir valor) entre o sujeito e objeto  e do  objeto com o sujeito (ao receber o objeto através de um sistema de valores).

FUNÇÕES SENSAÇÃO E INTUIÇÃO
A função Sensação corresponde a experiência direta dos fatos, a percepção dos detalhes através dos sentidos, do que pode ser visto e tocado. Refere-se a experiência concreta do aqui e agora e dos fatos -  trás um sentido de realidade. Em uma organização, a pessoa que se orienta por esta função tende a ser detalhista e caracteriza-se pelo controle, certeza e especificidade (Lessa, 1995). São pessoas mais voltadas a ação e execução do que ao planejamento, preferem manter algo funcionando do que desbravar novos caminhos.

A Sensação segundo Silveira (1968) é responsável pela adaptação do indivíduo à  realidade objetiva. Em geral,  adaptam-se facilmente as emergências diárias e trabalham melhor com instrumentos, aparelhos, veículos e utensílios do que qualquer um dos outros tipos. 

Jung classifica a Sensação e a Intuição como funções irracionais, sem influência direta da consciência, ou sem a mediação de um julgamento ou avaliação.
A outra forma de processar informações, valendo-se de dados de experiências passadas, objetivos futuros e processos inconscientes é a Intuição, que difere da Sensação porque vai além do aqui e agora. De acordo com Zacarias (1995), mais importante que a experiência real, as implicações da experiência (o que poderia acontecer, o que é possível) são mais importantes para os intuitivos. São pessoas que significam às suas percepções com tamanha rapidez que, via de regra, não conseguem separar suas interpretações conscientes dos dados sensoriais brutos obtidos. Conseguem processar informações rapidamente e relacionam, de forma automática, a experiência passada com as informações relevantes da experiência imediata.
 “as pessoas do tipo Intuição preferem partir do que existe e buscar novas maneiras de resolver problemas, valorizando a imaginação e a inspiração, mais criativas e inovadoras que os tipo Sensação; mostram-se no entanto, inábeis para lidar com a realidade concreta de maneira prática e com a rotina de uma atividade qualquer” (Zacarias, 1995 p. 108).

A DINÂMICA DA PERSONALIDADE
Para nos orientarmos, temos que ter uma função que nos assegure do concreto que está aqui (sensação); uma segunda função que estabeleça o que é esse concreto percebido (pensamento), uma terceira função que declare se isto nos é ou não apropriado ou que valor isso tem (sentimento), e por último uma quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição). Todas as pessoas possuem as quatro funções psíquicas, porém ao estudar o desenvolvimento psíquico das quatro funções da consciência, Jung constatou que uma dentre elas se apresenta mais desenvolvida e mais consciente que as outras, essa função diferenciada seria a função principal ou dominante, que em decorrência de ser mais utilizada vai sempre aumentando seu grau de unilateralidade.
 “ao analisar as quatro funções durante o desenvolvimento psíquico, Jung (1971) constatou que uma das funções se diferencia e se torna a função dominante ou a principal, enquanto outra função se desenvolverá com menos intensidade, tornando-se a função auxiliar da primeira. As outras duas funções, a terciária e a inferior não se desenvolverão na consciência, permanecendo, assim, inconscientes. Jung chega a admitir que a atividade dessas funções, quando se realiza em graus muito desiguais, passa causar perturbações neuróticas”. (Lessa, 1995 p 30).


Uma segunda função que serve de auxílio a função principal é a função auxiliar, que segundo Jung virá do par de opostos das funções racionais ou irracionais e tem um caráter complementar. Como exemplo tomemos uma pessoa com função superior sentimento (par racional) que terá uma função auxiliar sensação ou intuição (vindas do par irracional).


A terceira função sempre apresenta um desenvolvimento secundário e embora seja distinta da função principal, não é oposta à ela mas sim tem uma função de auxílio. As funções auxiliares fornecem um equilíbrio entre os tipos, “para viverem felizes e efetivamente em ambos os mundos, as pessoas necessitam de um auxiliar equilibrado que tornará possível a adaptação em ambas as direções – o mundo à sua volta e seus próprios mundo interior” (Myers & Myers 1997:43 in LESSA 1995)
 

A quarta função -  função inferior -  que é oposta a função principal permanece em um estado quase inconsciente, sendo suprimida pela  função superior. A função inferior fica fora do manejo consciente, e pode tornar-se autônoma.
 

O ideal seria haver um equilíbrio entre as quatro funções psíquicas e uma distribuição equivalente da energia psíquica entre elas, da mesma forma que seus conteúdos e desejos também deveriam ser conhecidos por nós. Porém, na prática o que ocorre é um desenvolvimento de uma das funções e sua diferenciação em detrimento das outras.


Ainda com relação à função inferior, por seu distanciamento da consciência permanece muito próxima ao inconsciente e dessa forma torna-se uma ponte de ligação entre consciência e inconsciente. VON FRANZ (1971, p 19) sobre esta função coloca: “ela representa a parte desprezada da personalidade, a parte ridícula e inadaptada, mas simboliza também a parte que constrói a conexão com o inconsciente, portanto, a chave secreta da totalidade inconsciente da pessoa”. Esta função é sempre dirigida ao inconsciente e ao mundo simbólico, sendo portadora de experiências simbólicas que dependendo do indivíduo podem vir de dentro ou de fora.


A função inferior possui uma enorme carga emocional, estando ligada ao ponto “sensível” das pessoas, que quando adentram neste campo tornam-se facilmente emocionais. Ao mesmo tempo tem um papel de renovação da vida quando “pode surgir em seu próprio campo” (ibid). 


“nossas funções inadequadas são a porta de entrada pela qual as dificuldades, problemas e sofrimentos nos alcançam. Quando o ego se encontra em um estado de excessiva identificação com a função superior, as funções inadequadas podem ter um efeito sabotador sobre a personalidade consciente” (WHITMONT, 1995 p 130).

O conceito de dinâmica psíquica em Jung aponta no sentido do equilíbrio dos opostos, nele a função inferior deve ser assimilada para que não permaneça no inconsciente, mas sim reconhecida e não chegue a irromper a consciência abruptamente. A assimilação da função inferior de uma pessoa, é elemento essencial no processo de individuação, em virtude de seu grau de complementariedade da personalidade.


De acordo com Zacarias (1995) através das fases da Lua podemos fazer uma comparação com o sistema tipológico Junguiano, nas lunações que se dividem em lua cheia, minguante, nova e crescente. Se associarmos a luz da lua como sendo a consciência e a ausência de luz como sendo o inconsciente podemos ter uma clara visão das quatro funções psíquicas. Na lua cheia onde há a plenitude da lua, ela está completamente iluminada e representaria a função superior ou principal, a mais diferenciada e portanto subordinada ao controle da consciência. A fase da lua que tem uma intensidade de luz menos intensa (quarto crescente) representaria a função auxiliar e o quarto minguante também com uma luminosidade pouco intensa representaria a função oposta à auxiliar, de natureza antagônica e mais distante da consciência do que a função auxiliar. Na lua nova ou “negra” estaríamos fazendo um paralelo a função inferior, menos diferenciada que as outras funções, teria a característica de não possuir luminosidade, seria o lado sombrio da personalidade, oposto a função principal e muito próximo ao inconsciente, sendo sua porta de acesso.

A totalidade da personalidade seria formada pela estrutura das quatro funções psíquicas que abrangem de forma complementar, a consciência e o inconsciente. Jung usou o sistema cruciforme para apoiar a dinâmica do Ego e as funções, nela o Ego tem local central e é dotado de determinada carga de energia.


Todas as funções psíquicas encontram-se presentes nas pessoas, porém com uma intensidade energética diferente, assim, se a função sentimento é diferenciada em uma pessoa, a energia estará canalizada para a função Sentimento, e a função Pensamento por ser oposta a esta, será indiferenciada. Esta regra vale para todas os pares de funções, racionais ou irracionais.


Ainda segundo Zacarias (p 118) “ a conceituação do dinamismo consciente-inconsciente e a presença de todas as polaridades, criam um sistema dinâmico de trocas entra as instâncias através do movimento da energia psíquica”.
 

Deste modelo surgiram oito descrições de tipos originalmente feitas por Jung, e utiliza-se das combinações entre as atitudes Extroversão-Introversão e das funções Pensamento-Sentimento e Intuição-Sensação.
Posteriormente surgiram metodologias de identificação tipológica baseadas na teoria dos tipos Junguianos, dentre elas o MBTI (Myers-Briggs Type Indicador) e uma versão deste teste em português, o QUATI (Questionário de Avaliação Tipológica), este último servindo de instrumento desta pesquisa.

Carl Gustav Jung
Dentre todos os conceitos de Carl Gustav Jung, a idéia de introversão e extroversão são as mais usadas. Jung descobriu que cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado para seu interior ou para o exterior, sendo que a energia dos introvertidos se dirige em direção a seu mundo interno, enquanto a energia do extrovertido é mais focalizada no mundo externo. 
Entretanto, ninguém é totalmente introvertido ou extrovertido. Algumas vezes a introversão é mais apropriada, em outras ocasiões a extroversão é mais adequada mas, as duas atitudes se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter ambas ao mesmo tempo. Também enfatizava que nenhuma das duas é melhor que a outra, citando que o mundo precisa dos dois tipos de pessoas. Darwin, por exemplo, era predominantemente extrovertido, enquanto Kant era introvertido por excelência. 
O ideal para o ser humano é ser flexível, capaz de adotar qualquer dessas atitudes quando for apropriado, operar em equilíbrio entre as duas.

As Atitudes: Introversão e Extroversão
Os introvertidos concentram-se prioritariamente em seus próprios pensamentos e sentimentos, em seu mundo interior, tendendo à introspecção. O perigo para tais pessoas é imergir de forma demasiada em seu mundo interior, perdendo ou tornando tênue o contato com o ambiente externo. O cientista distraído, estereotipado, é um exemplo claro deste tipo de pessoa absorta em suas reflexões em notável prejuízo do pragmatismo necessário à adaptação.
Os extrovertidos, por sua vez, se envolvem com o mundo externo das pessoas e das coisas. Eles tendem a ser mais sociais e mais conscientes do que acontece à sua volta. Necessitam se proteger para não serem dominados pelas exterioridades e, ao contrário dos introvertidos, se alienarem de seus próprios processos internos. Algumas vezes esses indivíduos são tão orientados para os outros que podem acabar se apoiando quase exclusivamente nas idéias alheias, ao invés de desenvolverem suas próprias opiniões.

As Funções Psíquicas
Jung identificou quatro funções psicológicas que chamou de fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição. E cada uma dessas funções pode ser experienciada tanto de maneira introvertida quanto extrovertida.

O Pensamento
Jung via o pensamento e o sentimento como maneiras alternativas de elaborar julgamentos e tomar decisões. O Pensamento, por sua vez, está relacionado com a verdade, com julgamentos derivados de critérios impessoais, lógicos e objetivos. As pessoas nas quais predomina a função do Pensamento são chamadas de Reflexivas. Esses tipos reflexivos são grandes planejadores e tendem a se agarrar a seus planos e teorias, ainda que sejam confrontados com contraditória evidência.

O Sentimento
Tipos sentimentais são orientados para o aspecto emocional da experiência. Eles preferem emoções fortes e intensas ainda que negativas, a experiências apáticas e mornas. A consistência e princípios abstratos são altamente valorizados pela pessoa sentimental. Para ela, tomar decisões deve ser de acordo com julgamentos de valores próprios, como por exemplo, valores do bom ou do mau, do certo ou do errado, agradável ou desagradável, ao invés de julgar em termos de lógica ou eficiência, como faz o reflexivo.

A Sensação
Jung classifica a sensação e a intuição juntas, como as formas de apreender informações, diferentemente das formas de tomar decisões. A Sensação se refere a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos. A Sensação reporta-se ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. É a experiência concreta e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência.
Os tipos sensitivos tendem a responder à situação vivencial imediata, e lidam eficientemente com todos os tipos de crises e emergências. Em geral eles estão sempre prontos para o momento atual, adaptam-se facilmente às emergências do cotidiano, trabalham melhor com instrumentos, aparelhos, veículos e utensílios do que qualquer um dos outros tipos.

A Intuição
A intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. As implicações da experiência (o que poderia acontecer, o que é possível) são mais importantes para os intuitivos do que a experiência real por si mesma. Pessoas fortemente intuitivas dão significado às suas percepções com tamanha rapidez que, via de regra, não conseguem separar suas interpretações conscientes dos dados sensoriais brutos obtidos. Os intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada com as informações relevantes da experiência imediata.

Arquétipos
Dentro do Inconsciente Coletivo existem, segundo Jung, estruturas psíquicas ou Arquétipos. Tais Arquétipos são formas sem conteúdo próprio que servem para organizar ou canalizar o material psicológico. Eles se parecem um pouco com leitos de rio secos, cuja forma determina as características do rio, porém desde que a água começa a fluir por eles. Particularmente comparo os Arquétipos à porta de uma geladeira nova; existem formas sem conteúdo - em cima formas arredondadas (você pode colocar ovos, se quiser ou tiver ovos), mais abaixo existe a forma sem conteúdo para colocar refrigerantes, manteiga, queijo, etc., mas isso só acontecerá se a vida ou o meio onde você existir lhe oferecer tais produtos. De qualquer maneira as formas existem antecipadamente ao conteúdo. Arquetipicamente existe a forma para colocar Deus, mas isso depende das circunstâncias existenciais, culturais e pessoais.
Jung também chama os Arquétipos de imagens primordiais, porque eles correspondem freqüentemente a temas mitológicos que reaparecem em contos e lendas populares de épocas e culturas diferentes. Os mesmos temas podem ser encontrados em sonhos e fantasias de muitos indivíduos. De acordo com Jung, os Arquétipos, como elementos estruturais e formadores do inconsciente, dão origem tanto às fantasias individuais quanto às mitologias de um povo.
A história de Édipo é uma boa ilustração de um Arquétipo. É um motivo tanto mitológico quanto psicológico, uma situação arquetípica que lida com o relacionamento do filho com seus pais. Há, obviamente, muitas outras situações ligadas ao tema, tal como o relacionamento da filha com seus pais, o relacionamento dos pais com os filhos, relacionamentos entre homem e mulher, irmãos, irmãs e assim por diante.
O termo Arquétipo freqüentemente é mal compreendido, julgando-se que expressa imagens ou motivos mitológicos definidos. Mas estas imagens ou motivos mitológicos são apenas representações conscientes do Arquétipo. O Arquétipo é uma tendência a formar tais representações que podem variar em detalhes, de povo a povo, de pessoa a pessoa, sem perder sua configuração original.
Uma extensa variedade de símbolos pode ser associada a um Arquétipo. Por exemplo, o Arquétipo materno compreende não somente a mãe real de cada indivíduo, mas também todas as figuras de mãe, figuras nutridoras. Isto inclui mulheres em geral, imagens míticas de mulheres (tais como Vênus, Virgem Maria, mãe Natureza) e símbolos de apoio e nutrição, tais como a Igreja e o Paraíso. O Arquétipo materno inclui aspectos positivos e negativos, como a mãe ameaçadora, dominadora ou sufocadora. Na Idade Média, por exemplo, este aspecto do Arquétipo estava cristalizado na imagem da velha bruxa.
Jung escreveu que cada uma das principais estruturas da personalidade seriam Arquétipos, incluindo o Ego, a Persona, a Sombra, a Anima (nos homens), o Animus (nas mulheres) e o Self.

Símbolos
De acordo com Jung, o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um Arquétipo (que é uma forma sem conteúdo específico), quanto mais um símbolo se harmonizar com o material inconsciente organizado ao redor de um Arquétipo, mais ele evocará uma resposta intensa e emocionalmente carregada.

Jung se interessa nos símbolos naturais, que são produções espontâneas da psique individual, mais do que em imagens ou esquemas deliberada-mente criados por um artista. Além dos símbolos encontrados em sonhos ou fantasias de um indivíduo, há também símbolos coletivos importantes, que são geralmente imagens religiosas, tais como a cruz, a estrela de seis pontas de David e a roda da vida budista.
Imagens e termos simbólicos, via de regra, representam conceitos que nós não podemos definir com clareza ou compreender plenamente. Para Jung, um signo representa alguma outra coisa; um símbolo é alguma coisa em si mesma, uma coisa dinâmica e viva. O símbolo representa a situação psíquica do indivíduo e ele é essa situação num dado momento.
Aquilo a que nós chamamos de símbolo pode ser um termo, um nome ou até uma imagem familiar na vida diária, embora possua conotações específicas além de seu significado convencional e óbvio. Assim, uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem tem um aspecto inconsciente mais amplo que não é nunca precisamente definido ou plenamente explicado.

Os Sonhos
Os sonhos são pontes importantes entre processos conscientes e inconscientes. Comparado à nossa vida onírica, o pensamento consciente contém menos emoções intensas e imagens simbólicas. Os símbolos oníricos freqüentemente envolvem tanta energia psíquica, que somos compelidos a prestar atenção neles.
Para Jung, os sonhos desempenham um importante papel complementar ou compensatório. Os sonhos ajudam a equilibrar as influências variadas a que estamos expostos em nossa vida consciente, sendo que tais influências tendem a moldar nosso pensamento de maneiras freqüentemente inadequadas à nossa personalidade e individualidade. A função geral dos sonhos, para Jung, é tentar estabelecer a nossa balança psicológica pela produção de um material onírico que reconstitui equilíbrio psíquico total.
Jung abordou os sonhos como realidades vivas que precisam ser experimentadas e observadas com cuidado para serem compreendidas. Ele tentou descobrir o significado dos símbolos oníricos prestando atenção à forma e ao conteúdo do sonho e, com relação à análise dos sonhos, Jung distanciou-se gradualmente da maneira psicanalítica na livre associação.

Pelo fato do sonho lidar com símbolos, Jung achava que eles teriam mais de um significado, não podendo haver um sistema simples ou mecânico para sua interpretação. Qualquer tentativa de análise de um sonho precisa levar em conta as atitudes, a experiência e a formação do sonhador. É uma aventura comum vivida entre o analista e o analisando. O caráter das interpretações do analista é apenas experimental, até que elas sejam aceitas e sentidas como válidas pelo analisando.
Mais importante do que a compreensão cognitiva dos sonhos é o ato de experienciar o material onírico e levá-lo a sério. Para o analista junguiano devemos tratar nossos sonhos não como eventos isolados, mas como comunicações dos contínuos processos inconscientes. Para a corrente junguiana é necessário que o inconsciente torne conhecida sua própria direção, e nós devemos dar-lhe os mesmos direitos do Ego, se é que cada lado deva adaptar-se ao outro. À medida que o Ego ouve e o inconsciente é encorajado a participar desse diálogo, a posição do inconsciente é transformada daquela de um adversário para a de um amigo, com pontos de vista de algum modo diferentes mas complementares.

O Ego
O Ego é o centro da consciência e um dos maiores Arquétipos da personalidade. Ele fornece um sentido de consistência e direção em nossas vidas conscientes. Ele tende a contrapor-se a qualquer coisa que possa ameaçar esta frágil consistência da consciência e tenta convencer-nos de que sempre devemos planejar e analisar conscientemente nossa experiência. Somos levados a crer que o Ego é o elemento central de toda a psique e chegamos a ignorar sua outra metade, o inconsciente.
De acordo com Jung, a princípio a psique é apenas o inconsciente. O Ego emerge dele e reúne numerosas experiências e memórias, desenvolvendo a divisão entre o inconsciente e o consciente. Não há elementos inconscientes no Ego, só conteúdos conscientes derivados da experiência pessoal.

A Persona
Nossa Persona é a forma pela qual nos apresentamos ao mundo. É o caráter que assumimos; através dela nós nos relacionamos com os outros. A Persona inclui nossos papéis sociais, o tipo de roupa que escolhemos para usar e nosso estilo de expressão pessoal. O termo Persona é derivado da palavra latina equivalente a máscara, se refere às máscaras usadas pelos atores no drama grego para dar significado aos papéis que estavam representando. As palavras "pessoa" e "personalidade" também estão relacionadas a este termo.
A Persona tem aspectos tanto positivos quanto negativos. Uma Persona dominante pode abafar o indivíduo e aqueles que se identificam com sua Persona tendem a se ver apenas nos termos superficiais de seus papéis sociais e de sua fachada. Jung chamou também a Persona de Arquétipo da conformidade. Entretanto, a Persona não é totalmente negativa. Ela serve para proteger o Ego e a psique das diversas forças e atitudes sociais que nos invadem. A Persona é também um instrumento precioso para a comunicação. Nos dramas gregos, as máscaras dos atores, audaciosamente desenhadas, informavam a toda a platéia, ainda que de forma um pouco estereotipada, sobre o caractere as atitudes do papel que cada ator estava representando. A Persona pode, com freqüência, desempenhar um papel importante em nosso desenvolvimento positivo. À medida que começamos a agir de determinada maneira, a desempenhar um papel, nosso Ego se altera gradualmente nessa direção.
Entre os símbolos comumente usados para a Persona, incluem-se os objetos que usamos para nos cobrir (roupas, véus), símbolos de um papel ocupacional (instrumentos, pasta de documentos) e símbolos de status (carro, casa, diploma). Esses símbolos foram todos encontrados em sonhos como representações da Persona. Por exemplo, em sonhos, uma pessoa com Persona forte pode aparecer vestida de forma exagerada ou constrangida por um excesso de roupas. Uma pessoa com Persona fraca poderia aparecer despida e exposta. Uma expressão possível de uma Persona extremamente inadequada seria o fato de não ter pele.

A Sombra
Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa.
Em seu trabalho sobre repressão e neurose, Freud concentrou-se, de inicio, naquilo que Jung chama de Sombra. Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da Sombra, que se torna, em certo sentido, um Self negativo, a Sombra do Ego. A Sombra é, via de regra, vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da Sombra for trazido à consciência, ele perde muito de sua natureza de medo, de desconhecido e de escuridão.
A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presentes em todos nós.
Cada porção reprimida da Sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente.
À medida que a Sombra se faz mais consciente, recuperamos partes previamente reprimidas de nós mesmos. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Assim como todos os Arquétipos, a Sombra se origina no Inconsciente Coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo Ego e pela Persona.
No momento em que acharmos que a compreendemos, a Sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.

O Self
Jung chamou o Self de Arquétipo central, Arquétipo da ordem e totalidade da personalidade. Segundo Jung, consciente e inconsciente não estão necessariamente em oposição um ao outro, mas complementam-se mutuamente para formar uma totalidade: o Self. Jung descobriu o Arquétipo do Self apenas depois de estarem concluídas suas investigações sobre as outras estruturas da psique. O Self é com freqüência figurado em sonhos ou imagens de forma impessoal, como um círculo, mandala, cristal ou pedra, ou de forma pessoal como um casal real, uma criança divina, ou na forma de outro símbolo de divindade. Todos estes são símbolos da totalidade, unificação, reconciliação de polaridades, ou equilíbrio dinâmico, os objetivos do processo de Individuação.
O Self é um fator interno de orientação, muito diferente e até mesmo estranho ao Ego e à consciência. Para Jung, o Self não é apenas o centro, mas também toda a circunferência que abarca tanto o consciente quanto o inconsciente, ele é o centro desta totalidade, tal como o Ego é o centro da consciência. Ele pode, de início, aparecer em sonhos como uma imagem significante, um ponto ou uma sujeira de mosca, pelo fato do Self ser bem pouco familiar e pouco desenvolvido na maioria das pessoas. O desenvolvimento do Self não significa que o Ego seja dissolvido. Este último continua sendo o centro da consciência, mas agora ele é vinculado ao Self como conseqüência de um longo e árduo processo de compreensão e aceitação de nossos processos inconscientes. O Ego já não parece mais o centro da personalidade, mas uma das inúmeras estruturas dentro da psique.

Crescimento Psicológico - Individuação
Segundo Jung, todo indivíduo possui uma tendência para a Individuação ou auto desenvolvimento. Individuação significa tornar-se um ser único, homogêneo. na medida em que por individualidade entendemos nossa singularidade mais íntima, última e incomparável, significando também que nos tornamos o nosso próprio si mesmo. Pode-se traduzir Individuação como tornar-se si mesmo, ou realização do si mesmo.
Individuação é um processo de desenvolvimento da totalidade e, portanto, de movimento em direção a uma maior liberdade. Isto inclui o desenvolvimento do eixo Ego-Self, além da integração de várias partes da psique: Ego, Persona, Sombra, Anima ou Animus e outros Arquétipos inconscientes. Quando tornam-se individuados, esses Arquétipos expressam-se de maneiras mais sutis e complexas.
Quanto mais conscientes nos tornamos de nós mesmos através do auto conhecimento, tanto mais se reduzirá a camada do inconsciente pessoal que recobre o inconsciente coletivo. Desta forma, sai emergindo uma consciência livre do mundo mesquinho, suscetível e pessoal do Eu, aberta para a livre participação de um mundo mais amplo de interesses objetivos. 
Essa consciência ampliada não é mais aquele novelo egoísta de desejos, temores, esperanças e ambições de caráter pessoal, que sempre deve ser compensado ou corrigido por contra-tendências inconscientes; tornar-se-á uma função de relação com o mundo de objetos, colocando o indivíduo numa comunhão incondicional, obrigatória e indissolúvel com o mundo.
Do ponto de vista do Ego, crescimento e desenvolvimento consistem na integração de material novo na consciência, o que inclui a aquisição de conhecimento a respeito do mundo e da própria pessoa. O crescimento, para o Ego, é essencialmente a expansão do conhecimento consciente. Entretanto, Individuação é o desenvolvimento do Self e, do seu ponto de vista, o objetivo é a união da consciência com o inconsciente. 
Como analista, Jung descobriu que aqueles que vinham a ele na primeira metade da vida estavam relativamente desligados do processo interior de Individuação; seus interesses primários centravam-se em realizações externas, no "emergir" como indivíduos e na consecução dos objetivos do Ego. Analisandos mais velhos, que haviam alcançado tais objetivos, de forma razoável, tendiam a desenvolver propósitos diferentes, interesse maior pela integração do que pelas realizações, busca de harmonia com a totalidade da psique.
O primeiro passo no processo de Individuação é o desnudamento da Persona. Embora esta tenha funções protetoras importantes, ela é também uma máscara que esconde o Self e o inconsciente.
Ao analisarmos a Persona, dissolvemos a máscara e descobrimos que, aparentando ser individual, ela é de fato coletiva; em outras palavras, a Persona não passa de uma máscara da psique coletiva. No fundo, nada tem de real; ela representa um compromisso entre o indivíduo e a sociedade acerca daquilo que alguém parece ser: nome, título, ocupação, isto ou aquilo.
De certo modo, tais dados são reais mas, em relação à individualidade essencial da pessoa, representam algo de secundário, uma vez que resultam de um compromisso no qual outros podem ter uma quota maior do que a do indivíduo em questão.
O próximo passo é o confronto com a Sombra. Na medida em que nós aceitamos a realidade da Sombra e dela nos distinguimos, podemos ficar livres de sua influência. Além disso, nós nos tornamos capazes de assimilar o valioso material do inconsciente pessoal que é organizado ao redor da Sombra.
O terceiro passo é o confronto com a Anima ou Animus. Este Arquétipo deve ser encarado como uma pessoa real, uma entidade com quem se pode comunicar e de quem se pode aprender. Jung faria perguntas à sua Anima sobre a interpretação de símbolos oníricos, tal como um analisando a consultar um analista. O indivíduo também se conscientiza de que a Anima (ou o Animus) tem uma autonomia considerável e de que há probabilidade dela influenciar ou até dominar aqueles que a ignoram ou os que aceitam cegamente suas imagens e projeções como se fossem deles mesmos.
O estágio final do processo de Individuação é o desenvolvimento do Self. Jung dizia que o si mesmo é nossa meta de vida, pois é a mais completa expressão daquela combinação do destino a que nós damos o nome de indivíduo. O Self torna-se o novo ponto central da psique, trazendo unidade à psique e integrando o material consciente e o inconsciente. O Ego é ainda o centro da consciência, mas não é mais visto como o núcleo de toda a personalidade.
Jung escreve que devemos ser aquilo que somos e precisamos descobrir nossa própria individualidade, aquele centro da personalidade que é eqüidistante do consciente e do inconsciente. Dizia que precisamos visar este ponto ideal em direção ao qual a natureza parece estar nos dirigindo. Só a partir deste ponto podemos satisfazer nossas necessidades.
É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a Individuação em termos de estágios, o processo de Individuação é bem mais complexo do que a simples progressão aqui delineada. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A Individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da iluminação, na qual um individuo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura de si mesmo é vista como idêntica à finalidade.)

Obstáculos ao Crescimento
A Individuação nem sempre é uma tarefa fácil e agradável. O Ego precisa ser forte o suficiente para suportar mudanças tremendas, para ser virado pelo avesso no processo de Individuação.
Poderíamos dizer que todo o mundo está num processo de Individuação, no entanto, as pessoas não o sabem, esta é a única diferença. A Individuação não é de modo algum uma coisa rara ou um luxo de poucos, mas aqueles que sabem que passam pelo processo são considerados afortunados. Desde que suficientemente conscientes, eles tiram algum proveito de tal processo.
A dificuldade deste processo é peculiar porque constitui um empreendimento totalmente individual, levado a cabo face à rejeição ou, na melhor das hipóteses, indiferença dos outros. Jung escreve que a natureza não se preocupa com nada que diga respeito a um nível mais elevado de consciência, muito pelo contrário. Logo, a sociedade não valoriza em demasia essas proezas da psique e seus prêmios são sempre dados a realizações e não à personalidade. Esta última será, na maioria das vezes, recompensada postumamente.
Cada estágio, no processo de Individuação, é acompanhado de dificuldades. Primeiramente, há o perigo da identificação com a Persona. Aqueles que se identificam com a Persona podem tentar tornar-se perfeitos demais, incapazes de aceitar seus erros ou fraquezas, ou quaisquer desvios de sua auto-imagem idealizada. Aqueles que se identificam totalmente com a Persona tenderão a reprimir todas as tendências que não se ajustam, e a projetá-las nos outros, atribuindo a eles a tarefa de representar aspectos de sua identidade negativa reprimida.
A Sombra pode ser também um importante obstáculo para a Individuação. As pessoas que estão inconscientes de suas sombras, facilmente podem exteriorizar impulsos prejudiciais sem nunca reconhecê-los como errados. Quando a pessoa não chegou a tomar conhecimento da presença de tais impulsos nela mesma, os impulsos iniciais para o mal ou para a ação errada são com freqüência justificados de imediato por racionalizações. Ignorar a Sombra pode resultar também numa atitude por demais moralista e na projeção da Sombra em outros. Por exemplo, aqueles que são muito favoráveis à censura da pornografia tendem a ficar fascinados pelo assunto que pretendem proibir; eles podem até convencer-se da necessidade de estudar cuidadosamente toda a pornografia disponível, a fim de serem censores eficientes.
O confronto com a Anima ou o Animus traz, em si, todo o problema do relacionamento com o inconsciente e com a psique coletiva. A Anima pode acarretar súbitas mudanças emocionais ou instabilidade de humor num homem. Nas mulheres, o Animus freqüentemente se manifesta sob a forma de opiniões irracionais, mantidas de forma rígida. (Devemos nos lembrar de que a discussão de Jung sobre Anima e Animus não constitui uma descrição da masculinidade e da feminilidade em geral. O conteúdo da Anima ou do Animus é o complemento de nossa concepção consciente de nós mesmos como masculinos ou femininos, a qual, na maioria das pessoas, é fortemente determinada por valores culturais e papéis sexuais definidos em sociedade.)
Quando o indivíduo é exposto ao material coletivo, há o perigo de ser engolido pelo inconsciente. Segundo Jung, tal ocorrência pode tomar uma de duas formas. Primeiro, há a possibilidade da inflação do Ego, na qual o indivíduo reivindica para si todas as virtudes da psique coletiva. A outra reação é a de impotência do Ego; a pessoa sente que não tem controle sobre a psique coletiva e adquire uma consciência aguda de aspectos inaceitáveis do inconsciente-irracionalidade, impulsos negativos e assim por diante.
Assim como em muitos mitos e contos de fadas, os maiores obstáculos estão mais próximos do final. Quando o indivíduo lida com a Anima e o Animus, uma tremenda energia é libertada. Esta energia pode ser usada para construir o Ego ao invés de desenvolver o Self. Jung referiu-se a este fato como identificação com o Arquétipo do Self, ou desenvolvimento da personalidade-mana (mana é uma palavra malanésica que significa a energia ou o poder que emana das pessoas, objetos ou seres sobrenaturais, energia esta que tem uma qualidade oculta ou mágica). O Ego identifica-se com o Arquétipo do homem sábio ou mulher sábia aquele que sabe tudo. A personalidade-mana é perigosa porque é excessivamente irreal. Indivíduos parados neste estágio tentam ser ao mesmo tempo mais e menos do que na realidade são. Eles tendem a acreditar que se tornaram perfeitos, santos ou até divinos, mas, na verdade, menos, porque perderam o contato com sua humanidade essencial e com o fato de que ninguém é plenamente sábio, infalível e sem defeitos.
Jung viu a identificação temporária com o Arquétipo do Self ou com a personalidade-mana como sendo um estágio quase inevitável no processo e Individuação. A melhor defesa contra o desenvolvimento da inflação do Ego é lembrarmo-nos de nossa humanidade essencial, para permanecermos assentados na realidade daquilo que podemos e precisamos fazer, e não na que deveríamos fazer ou ser.

Referência
Ballone GJ - Carl Gustav Jung, in. PsiqWeb, internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br/, revisto em 2005
* - baseado no livro "Teorias da Personalidade"- J. Fadiman, R. Frager - Harbra - 1980 para saber mais: Tipos Psicológicos - C.G.Jung - Zahar Editores - RJ - 1980
Outros textos

Carl Gustav Jung

Carl Gustav Jung (1875-1961) residiu durante toda a sua vida na Suíça. Estudou psiquiatria com Eugen Bleuler no Hospital Mental Burgholzii, em Zurique. Ele estava fortemente envolvido com Freud e com o movimento psicanalítico de 1906 a 1914, quando renunciou à presidência da Associação Psicanalítica Internacional. Após uma "doença criativa" que durou de 1914 a 1918, Jung emergiu como um defensor da introspecção ativa como um meio para a mudança intrapsíquica. Embora rejeitasse a noção de Freud de libido como energia sexual e o complexo de Édipo como um estágio desenvolvimental universal, ele acreditava não apenas na ação inconsciente, mas em um inconsciente coletivo partilhado. Em sua própria tipologia, um introvertido intuitivo, Jung não estava interessado nos aspectos práticos do viver no mundo. Seu foco foi sobre individuação através de tornar-se ciente do inconsciente. Jung fundou uma escola de psicoterapia e psicologia que ele denominou psicologia analítica.

TEORIA DA PERSONALIDADE.
Jung desenvolveu uma elaborada metapsicologia. Seu construto do aparelho psíquico diferia da topologia freudiana de ego, superego, id e ideal do ego, diagramada para fins de comparação na Figura 1. A Figura 2 apresenta a visão de Jung do aparelho psíquico. Abaixo de uma margem externa de consciência está o inconsciente pessoal, contendo os complexos. Contidos dentro do inconsciente pessoal e conectados aos complexos estão os arquétipos, os elementos do self, que, por sua vez, conectam-se a superfície da personalidade como o ego.

Figura 1 - A topologia freudiana do aparelho psíquico
SE = Superego
CS= Consciente
UCS= Inconsciente

 

Complexos. Os complexos são grupos de idéias inconscientes associadas a eventos ou experiências particulares emocionalmente coloridos. Jung os deduziu a partir de seus estudos iniciais de associação de palavras quando ele observou que determinadas palavras provocam reações intensas ou produzem menos reação do que o esperado. Os complexos são construídos em torno de estruturas psíquicas solidamente interligadas conhecidas como arquétipos, que são explicadas adiante.

Os complexos são também reforçados por eventos ambientais e por atenção ou desatenção seletiva e são, portanto, autoperpetuantes. Eles são dotados de energia psíquica a partir de seu tom afetivo - positivo, negativo, suave ou forte. Quanto mais intenso o complexo, maior a emoção, imagens mentais e tendência à ação. Os complexos são freqüentemente estimulados por interações com outros. Um complexo com o pai pode ser estimulado por uma pessoa que simboliza um pai (por ex., um amigo mais velho) ou por um estímulo como a música ou arte que evoca memórias do pai. O complexo, anteriormente inativo no inconsciente, vem para o consciente e tende a dominar a consciência e deslocar outros complexos, que então mergulham em inconsciência. Emoções, imagens, memórias e idéias relacionadas ao pai vem à percepção e são expressas durante este período, denominado "baixando o nível de consciência." À medida que os estímulos relacionados ao pai diminuem, o mesmo pode acontecer com o complexo com o pai, incluindo o que foi pensado, sentido e expressado durante a sua ascendência.

Figura 2 - O aparelho psíquico jungiano ( De A Stevens: On Jung, p 29. Routledge, Londres, 1990. Usado com permissão)

C= Complexo
A= Arquétipo


        Alguns complexos são conscientes, bem desenvolvidos e egossintônicos; outros são menos conscientes, maldesenvolvidos e egodistônicos. Os últimos são projetados sobre o ambiente, especialmente pelo processo psíquico inativo das crianças; a partir deste processo, processos projetivos e introjetivos evoluem. Uma pessoa pode introjetar e identificar-se com um complexo que foi projetado por uma outra pessoa. Deste modo, os terapeutas podem tornar-se psicologicamente infectados por seus pacientes. Pode-se também projetar um complexo que não está integrado em si mesmo sobre uma outra pessoa e então desenvolver um relacionamento com o complexo projetado. A pessoa pode imaginar um ambiente interpessoal carregado com complexos projetados potencialmente disponíveis para introjeção, deste modo oferecendo um potencial interminável para mutação psíquica em um campo interpessoal.

        Um outro aspecto importante dos complexos é a sua bipolaridade. Cada complexo tem um pólo positivo e um pólo ne projetado sobre uma outra pessoa, que, por sua vez, age sobre ele em um relacionamento. Deste modo, a teoria dos complexos é uma teoria de relacionamentos interpessoais, bem como de relacionamentos intrapsíquicos.

        Na teoria junguiana, o ego é também um complexo. Ele serve à mesma função que o ego freudiano, controlar a vida consciente e ligar o mundo intrapsíquico ao mundo externo. Os outros complexos que compõem o processo psíquico podem alinhar-se com ou opor-se ao ego. Por exemplo, complexos primitivos emocionalmente carregados têm uma grande tendência a tornar-se autônomos e podem comportar-se como personalidades parciais que se opõem ou controlam o ego. Estas personalidades aparecem como imagens em sonhos, como alucinações e como personalidades separadas em casos de transtorno de múltipla personalidade. Eles também aparecem em sessões espíritas quando médiuns apresentam as assim chamadas personalidades dos mortos. Para Jung, este fenômeno também explicava o animismo e os estados de possessão.

         Arquétipos. Complexos estão conectados a estruturas profundamente embutidas no aparelho psíquico, os arquétipos (Figura 2). Os complexos, o aspecto superficial do contínuo complexo-arquétipo, estão relacionados a eventos, sentimentos e memórias de vidas individuais. Eles são meios pelos quais os arquétipos expressam-se no processo psíquico pessoal. Os arquétipos são capacidades herdadas de iniciar e realizar comportamentos típicos de todos os seres humanos, independentemente de raça ou cultura, tais como alimentar e aceitar alimentação, tornar-se agressivo e lidar com agressão de outros. Estas predisposições são análogas à organização do córtex cerebral na lenta caminhada para a percepção visual de estímulos auditivos que se torna a capacidade para ver e ouvir, mas que especificamente requer estímulo para o seu desenvolvimento. Assim como a visão não pode desenvolver-se sem a carga visual durante estágios fisiologicamente decisivos, do mesmo modo os arquétipos requerem estimulação interativa para a sua elaboração em complexos. Deste modo, o complexo psíquico do bebê humano não é uma energia amorfa aguardando organização pelo ambiente. Ela é, ao invés disso, um complexo e organizado conjunto de potenciais cujo preenchimento e expressão dependem dos estímulos ambientais apropriados. Há tantos arquétipos quanto há situações humanas prototípicas.

         O arquétipo-complexo mãe ilustra a inter-relação entre complexo e arquétipo. O complexo mãe é baseado em experiências com mães ou mães substitutas - suas atitudes, personalidades e relacionamento com a pessoa. O arquétipo mãe é encontrado em sonhos ou fantasias freqüentemente como uma mulher imensa ou um animal com muitos seios. O tema principal do animal com muitos seios encontrado em muitas culturas é o de nutridora ilimitada.
Inconsciente. Em contraste com o inconsciente de Freud (Figura 1), o inconsciente jungiano tem duas camadas, a camada mais superficial sendo o inconsciente pessoal e a camada mais profunda sendo o inconsciente coletivo. Os complexos existem no inconsciente pessoal, os arquétipos no inconsciente coletivo ou complexo psíquico. O inconsciente pessoal é o equivalente do inconsciente freudiano, um repositório do que foi reprimido. O inconsciente coletivo é o resíduo do que foi aprendido na evolução da humanidade e passado ancestral, de modo bastante semelhante a como o ácido desoxirribonucléico (DNA) é um agregado do passado. Nesta porção do complexo psíquico, residem os instintos, o potencial para criatividade e a herança espiritual.

         O complexo psíquico, assim como todos os sistemas vivos, tenta permanecer em equilíbrio. O termo de Jung para homeostase na relação da vida consciente com a inconsciente foi a "lei da compensação". Para qualquer atitude consciente ou experiência que é excessivamente intensa, há uma compensação inconsciente. Uma pessoa experimentando negligência pode fantasiar ou sonhar com uma mãe imensa de muitos seios. Ao interpretar sonhos, Jung perguntava a si mesmo por qual atitude consciente o sonho compensara.

         Símbolos. Embora Jung aceitasse determinados símbolos como universais, ele sugeriu que, ao lidar com pacientes, o terapeuta deveria ver os símbolos como expressões de conteúdo ainda não conscientemente reconhecidas ou conceitualmente formuladas. Um objeto cilíndrico alto pode simbolizar um pênis, mas pode igualmente bem representar criatividade ou cura. Os símbolos são, freqüentemente, tentativas de unir imagens do inconsciente coletivo com o inconsciente pessoal e atingir um equilíbrio entre os dois. Um objeto cilíndrico alto que simboliza um pênis no inconsciente pessoal pode simbolizar o princípio fálico da criatividade ou fertilidade no inconsciente coletivo.

         Estrutura da personalidade. No centro da personalidade consciente está o complexo denominado ego. Diversos complexos universais servem ao ego. A persona (nomeada como a máscara usada pelos atores gregos antigos), a personalidade pública, intermedia entre o ego e o mundo real. A sombra, a imagem inversa da persona, contém aqueles traços inaceitáveis para a persona, quer eles sejam positivos, quer negativos. Uma persona corajosa, por exemplo, tem a sua sombra temerosa. O arquétipo da sombra é o inimigo ou o intruso temido. A anima é o depósito de todas as experiências de mulher na herança psíquica de um homem; o animus é o depósito de todas as experiências de homem na herança psíquica de uma mulher. A anima ou o animus conecta o ego ao mundo interno do complexo psíquico e é projetado sobre outros em relacionamentos cotidianos ou íntimos. Quando conectado à sombra, um homem, por exemplo, pode ver os atributos de mulher como indesejáveis e pode experimentar culpa ao encontrar estas qualidades em si próprio.

         SELF. O self é o arquétipo do ego; ele é o potencial inato para a integridade, um princípio ordenador inconsciente direcionando a vida psíquica geral que dá lugar ao ego, faz acordos com e é parcialmente moldado pela realidade externa. Na metapsicologia jungiana, o inconsciente dá lugar à integração, ordem e individuação. O self surge do inconsciente em sonhos, fantasias e estados de consciência alterada para dar direção. Na primeira metade da vida, o ego tenta identificar-se com o self e apropriar o poder do self a serviço do crescimento e diferenciação do ego. Durante este tempo, o ego pode tornar-se inflado com um sentimento irrealista de poder - a arrogância da juventude. Se cortado do self, o ego pode ser alienado e deprimido.

         INDIVIDUAÇÃO. Na segunda metade da vida, o ego começa a servir mais ao self do que ao domínio consciente da vida. Jung chamou este processo do desenvolvimento de "individuação" o impulso para uma pessoa tanto para tornar-se singular como para preencher as propensões espirituais comuns a toda a humanidade. Freqüentemente o processo requer a retícula de identidades anteriores e definições convencionais de sucesso e busca novos caminhos.

        A mudança freqüentemente exerce o efeito paradoxal de conduzir a relacionamentos mais amplos e mais maduros e a maior criatividade.

         Tipos psicológicos. A teoria de Jung de tipos psicológicos possui três eixos (Figura 3). A polaridade extroversão-introversão diz respeito ao relacionamento de objeto. Os extrovertidos são orientados aos outros e ao mundo da consciência. Sua energia flui para fora primeiro, então para dentro. Os introvertidos são orientados para os seus mundos internos, sua energia fluindo primeiro para dentro e então para a realidade externa. Os introvertidos podem, portanto, ser vistos como egoístas e inadaptáveis porque eles prestam atenção primeiro aos seus mundos internos e então determinam como o mundo externo pode encaixá-los.

         A polaridade sensação-intuição relaciona-se à percepção. O tipo perceptivo que Jung denominou orientado à sensação é orientado a estímulo e sintonizado aos particulares da realidade aqui e agora. O tipo intuitivo obscurece os detalhes, mas entende o quadro geral. O tipo sensação vem a entender uma situação reunindo os detalhes; o tipo intuitivo capta a situação geral antes de tentar assimilar suas partes. O tipo sensação vê as árvores primeiro; o tipo intuitivo vê a floresta primeiro.

         A polaridade entre pensamento e sentimento lida com processamento de informações e julgamento. No modo pensamento, os dados são avaliados de acordo com o princípio lógico. Sentimento, no pólo oposto, envolve fazer julgamentos através de processos não lógicos relacionados a valores e entender os relacionamentos. Nos relacionamentos sociais, o tipo pensamento lida com as pessoas de acordo com sua classe social e a tradição da etiqueta; um tipo sentimento lida com os outros em termos dos seus relacionamentos sociais presentes ou estado emocional percebido.

         Os três eixos indicados na Figura 3 tipificam cada pessoa. A sensação verifica que algo existe. O pensamento diz o que isso é. Os sentimentos atribuem valor a isso. Através da intuição, suas possibilidades podem ser apuradas. Um tipo extrovertido-sensação-pensamento é orientado para o mundo real, tende a perceber detalhes e os organiza em uma estrutura lógica. Um tipo introvertido-intuição-sentimento é auto-orientado, capta situações como um todo e é sensível às suas implicações emocionais.

         O complexo psíquico de todos contém todos os tipos. Mas cada pessoa tem um conjunto superior de funções, tipos que são desenvolvidos desde o início da vida e que são moldados fortemente por fatores constitucionais. Na segunda metade da vida, os adultos que continuam o processo de individuação tentam integrar ou ampliar e aprofundar seu entendimento de suas funções inferiores. Tipos pensamento tornam-se mais cientes dos sentimentos; tipos sensação permitem-se se basear mais em intuição.

         PSICOPATOLOGIA. Jung definiu neurose como uma dissociação da personalidade em decorrência dos complexos. Quando um outro complexo torna-se incompatível com o complexo do ego, a pessoa experimenta ansiedade. Para conter a ansiedade, a pessoa dissocia o complexo incompatível do ego e manobra inconscientemente contra o ego ou outros complexos identificados com o ego. Esta dissociação capacita a pessoa a sobreviver os dois complexos incompatíveis, um mais identificado com o ego e o outro mais ego distônico. O complexo ego distônico é freqüentemente experimentado como sendo infligido pelo mundo externo ("eu estou sendo maltratado" ao invés de "eu tenho um conflito interno"). A cisão fica particularmente evidente em transtornos de conversão e dissociativos e é uma explicação especialmente boa do fenômeno das múltiplas personalidades. Dentro da psique o ego ou personalidades parciais ou complexos opera junto com personalidades-sombra antitéticas a elas. Além disso, a anima ou o animus e as imagens arquetípicas do self tentam integrar e controlar o caso. As dissociações de personalidades que aparecem no transtorno de múltipla personalidade são manifestações dos complexos e do self.

         Os extrovertidos tendem a desenvolver sintomas de conversão ou a tornar-se anti-sociais. Os introvertidos tornam-se distímicos, ansiosos e obsessivos. Os sintomas são freqüentemente relacionados à tentativa de emergência de funções inferiores. Visto deste modo, condições patológicas podem conter dentro delas a luta em direção à integridade ou saúde; funções inferiores tentam tornar-se integradas ao invés de dissociadas da consciência. A integração das funções inferiores freqüentemente requer reorganizações emocionalmente dolorosas de pensamentos, atitudes e estilo de vida conscientes.

         A tentativa de expressão de funções inferiores não precisa resultar em psicopatologia. Pessoas com funções de pensamento altamente desenvolvidas podem encontrar-se desejando experimentar a vida mais plenamente e podem envolver-se em relacionamentos extramaritais altamente emocionais. Ao explorar, pode-se encontrar perda não resolvida de uma pessoa cuidadora com inabilidade resultante cedo na vida de obter intimidade com uma mulher. O processo de busca de intimidade é encenado fora do relacionamento marital porque à esposa foi designado o papel da mãe fria abandonadora.

Aplicação. Jung sugeriu que a terapia começasse com quatro visitas por semana e então fosse espaçada para uma ou duas por semana.

Os clínicos jungianos atuais trabalham com seus analisandos uma vez por semana, face-a-face. Jung colocou grande ênfase no relacionamento humano entre analista e analisando e observou que ambos mudam no transcorrer da análise. Ele definiu transferência como a tentativa do paciente de entrar em rapport psicológico com o médico e sustentou que, sem rapport e relação de objeto, as operações técnicas do analista não têm valor algum.

Com sua ênfase sobre reintegração, simbolismo e sonhos, a análise jungiana parece bem adequada para ajudar pessoas educadas a lidar com problemas desenvolvimentais da meia-idade. Tendo atingido uma identidade profissional, sucesso material e um papel familiar firme, eles freqüentemente começam a perguntar "O que é o meu eu real?" "O que é mais importante para mim?" e "Qual é o meu relacionamento com a humanidade e com a história humana?" Tais pessoas fortemente dadas à autocrítica a serviço de autoprogresso com freqüência podem ficar aliviadas em encontrar-se descritas como tentando tornar-se plenamente elas mesmas, ao invés de ser mentalmente perturbadas.

ANATOMIA DA PSIQUE - O simbolismo alquímico na psicoterapia 
Edward F. Edinger 
São Paulo: Cultrix, 1990 - 274 p. 
Edward F.Edinger procura lançar luz sobre aspectos do processo de individuação presentes no simbolismo alquímico. O  texto resultante  não é uma construção teórica nem uma especulação filosófica sobre o tema, mas uma organização de fatos psíquicos com fundamento no método junguiano.  

ASPECTOS  CLÍNICOS DA TERAPIA  JUNGUIANA 
Warren Steinberg 
São Paulo: Cultrix, 1992 - 171 p. 
Esse livro, fundamentado  nas experiências clínicas do autor, mostra como  a trama de sentimentos tecida entre terapeuta e paciente é conduzida,  através do processo terapêutico até às suas fontes pessoais e arquetípicas.   

CEM ANOS DE PSICOTERAPIA...  E O MUNDO ESTÁ CADA VEZ PIOR 
James Hillman & Michael Ventura 
São Paulo: Summus,  1995  - 223 p. 
Diálogos  entre o psicólogo James Hillman e o jornalista/escritor Michael Ventura sobre temas relacionados com a vida, a psique e a sociedade. 

CHAVE DO REINO INTERIOR (A) 
Robert A. Johnson 
São Paulo: Mercuryo, 1989 - 244 p. 
O autor apresenta métodos de abordagem do inconsciente por meio dos sonhos, das fantasias e dos exercícios de imaginação ativa. 

COMPLEXO DE BODE EXPIATÓRIO  (O)  - Rumo a uma mitologia da sombra e da culpa 
Sylvia Brinton Perera 
São Paulo: Cultrix, 1991 - 174 p. 
Análise  do mecanismo psicológico por meio do qual o indivíduo nega a sua sombra e a projeta nos outros, responsabilizando-os pelo mal que o aflige e que ele não reconhece como seu, reprimindo-o. Indivíduos que assumem responsabilidade pessoal pela sombra rejeitada por outros podem tornar-se prisioneiros  de um padrão de auto-rejeição e de um comportamento motivado pela culpa e pela vergonha. 

COMPLEXO DE CASSANDRA  (O)  - Vivendo em descrédito - A histeria numa perspectiva moderna 
Laurie Layton Schapira 
São Paulo: Cultrix, 1991 - 153 p 
A autora  discorre historicamente sobre a tragédia arquetípica das mulheres profetisas para traçar um paralelo entre a vida e os problemas das mulheres modernas e as deusas mitológicas. 

CORUJA ERA FILHA DO PADEIRO  (A) - Obesidade, anorexia nervosa e o feminino reprimido. 
Marion Woodman 
São Paulo: Cultrix, 1991 - 160 p. 
Segunda a autora, o livro é "um estudo das agonias da obesidade e de suas causas psíquicas e somáticas". O estudo evidencia a relação entre o processo de individuação de uma mulher e o seu estado corporal. 

DINÂMICA DOS SÍMBOLOS  (A) -Fundamentos da psicoterapia junguiana   
Verena Kast 
São Paulo: Loyola, 1997 - 223 p. 
Neste livro, a autora  aborda aspectos teóricos essenciais da psicoterapia junguiana: a conexão entre símbolos, relação analítica, transferência e contratransferência. Destaca que o  objetivo  dessa psicoterapia é levar o indivíduo a  trabalhar os seus problemas de modo criativo. 

ENCONTRO ANALÍTICO  (O) - Transferência e relacionamento humano. 
Mario Jacoby 
São Paulo: Cultrix, 1987 - 139 p. 
Estuda a questão da transferência sob a perspectiva teórica da psicologia junguiana.  O autor examina aspectos importantes do processo transferencial, tais como: a dinâmica psicológica envolvida,  relacionamentos baseados na projeção psíquica,  amor e projeção. 

ENCONTRO COM O SELF -  Um comentário junguiano sobre as Ilustrações do Livro de Jó de William Blake 
Edward F. Edinger 
São Paulo: Cultrix, 1991 - 95 p. 
Edward F. Edinger,  a partir das ilustrações de William Blake,  descreve o livro bíblico de Jó como paradigma de certa experiência psicológica em que ocorre o confronto entre o "ego" e o "Self". 

ENSAIOS DE SOBREVIVÊNCIA - Anatomia de uma crise de meia-idade 
Daryl Sharp 
São Paulo: Cultrix, 1990 - 178 p. 
Daryl Sharp descreve um caso clínico cujo paciente está em plena crise da meia-idade e, por meio desse relato, apresenta os principais conceitos da psicologia  junguiana como elementos importantes no tratamento psicoterápico. 

ENTENDENDO OS TIPOS  HUMANOS - Tipologia de C.G. Jung 
José Jorge de Morais Zacharias 
São Paulo:  Paulus, 1995 - 78 p. 
A partir da teoria psicológica de Jung segundo  a qual  os dados racionais e os dados irracionais  são integrados numa tipologia capaz de elucidar as diferenças  entre  pessoas e a forma de interação entre  elas, o autor aborda a importância de cada um conhecer a si mesmo e de conhecer os outros. 

EXPERIÊNCIA JUNGUIANA - Análise e individuação 
James A.Hall 
São Paulo: Cultrix, 1988 - 229 p. 
Esse livro oferece exemplos clínicos que permitem traduzir o modelo junguiano da psique em termos práticos e operacionais no processo psicoterápico. 

GUIA PRÁTICO DE PSICOLOGIA JUNGUIANA  
Robin Robertson 
São Paulo: Cultrix, 1995 - 213 p. 
Introdução à psicologia junguiana, abordando, principalmente, os seguintes tópicos: 
•  Jung e o o inconsciente
•  A psique  
•  Sonhos  
•  Tipos psicológicos  
•  A Sombra  
•  A Anima e O Animus  
•  O Self  

IMAGENS DO INCONSCIENTE 
Nise da Silveira 
Rio de Janeiro: Alhambra, 1981 - 346 p. 
Nessa obra, Nise da Silveira expõe dados por ela reunidos durante a sua experiência vivida em hospital psiquátrico, principalmente por meio de trabalho com pacientes psicóticos no Centro Psiquiátrico Pedro II,  Rio de Janeiro. Utilizando referencial teórico da psicologia junguiana, a autora analisa pinturas de seus pacientes na busca do fio mítico que dá sentido ao processo psicótico nos casos estudados. 

IMAGENS DO SELF - O processo terapêutico na caixa-de-areia 
Estelle L. Weinrib 
São Paulo: Summus, 1993 -148 p. 
Estelle L. Weinrib aborda a terapia na caixa-de-areia, criada por Dora Kalf, em Zurique e levada para os Estados Unidos pela autora do livro. Trata-se de uma técnica terapêutica não-verbal   e não racional  que alcança níveis profundos da psique. 

IMAGINAÇÃO COMO ESPAÇO DE LIBERDADE (A)  - Diálogos entre o ego e o inconsciente 
Verena  Kast 
São Paulo: Loyola, 1997 - 204 p.  
Trata da imaginação ativa, técnica considerada complexa, mas de uso adequado no processo psicoterápico. Baseado em casos extraídos da prática clínica da autora,  esse livro é útil para pessoas que estão aprendendo ou utilizando a técnica de imaginação ativa. 

INDIVIDUAÇÃO - O homem e suas relações com o trabalho, o amor e o conhecimento 
Carlos Alberto Corrêa Salles 
Rio de Janeiro: Imago, 1992 - 101 p. 
Nesse estudo, Carlos Alberto Corrêa Salles analisa e discute com base em mitos universais o processo de individuação conforme proposto por  Jung. 

INTRODUÇÃO AO APOCALIPSE - Uma interpretação junguiana 
Robin Robertson 
São Paulo:  Cultrix,  1997 - 231 p. 
Neste texto, o autor mostra como o Livro do Apocalipse expressa, em linguagem simbólica, a capacidade coletiva do ser humano de sentir, na sua interioridade, as profundezas espirituais do Universo. 

JARDINEIRO QUE TINHA FÉ (O) - Uma fábula sobre o que não pode morrer nunca 
Clarissa Pinkola Estés. 
Rio de Janeiro: Rocco, 1996 - 92 p. 
Nesse livro, a autora de Mulheres que correm com os lobos, na linguagem de "contos de fadas" narra   histórias em que os indivíduos resgatam a vocação interior e a força criativa  da alma. 

JESUS PSICOTERAPEUTA 
Hanna Wolff 
São Paulo: Paulinas, 1990 - 207 p. 
Hanna Wolff descreve a sua experiência clínica, segundo a qual a utilização de textos  bíblicos,  principalmente dos evangelhos, durante as sessões psicoterápicas,  fazia com que os seus pacientes obtivessem melhor proveito das análises. 

JUNG E OS PÓS-JUNGUIANOS 
Andrew Samuels 
Rio de Janeiro: Imago, 1989 - 344 p. 
Levantamento dos aperfeiçoamentos introduzidos na psicologia analítica,  desde a morte de Jung em junho de 1961. O  autor destaca as antecipações que Jung fez há mais de cinqüenta anos e que se configuram, no momento presente, como acréscimos em  psicoterapias de diversas escolas. 


LINGUAGEM PLÁSTICA DO INCONSCIENTE  (A ) 
Ana Hauser 
São Paulo: Ática, 1994 - 118 p. 
O livro, apoiado na psicologia junguiana,  aponta as imagens como a linguagem do  inconsciente, a partir do que a autora  investiga o mundo que emerge do inconsciente de pacientes psiquiátricos. 
 
MAGIA  INTERIOR - Como dominar o lado sombrio da psique 
Robert A. Johnson 
São Paulo:  Mercuryo, 1996 - 95 p. 
O autor propõe  um caminho para o domínio e a integração do lado sombrio da psique, encontrando  na Mandorla, símbolo do cristianismo medieval,  o protótipo dessa integração. 

METÓDO JUNGUIANO (O) 
Glauco Ulson 
São Paulo: Ática, 1988 - 80 p. 
Síntese dos principais conceitos de Jung e descrição da estrutura de seu método.  

MITANÁLISE JUNGUIANA 
Pierre Solié 
São Paulo: Nobel, 1985 - 110 p. 
Pierre Solié propõe um caminho para a realização do processo de individuação: conhecimento dos mitos que propiciam o diálogo com o inconsciente e favorecem a expressão de seus conteúdos arquetípicos, com significativo valor terapêutico. 

MUNDO DAS IMAGENS (O)  
Nise da Silveira 
São Paulo: Ática, 1992 - 165 p. 
Nise da Silveira analisa o mundo das imagens e a sua dinâmica,  mostrando que a realidade psíquica do esquizofrênico se torna acessível por meio de desenhos, pinturas e modelagens.  Essas imagens, ao expressarem o universo interior do paciente, configuram auto-retratos da sua situação psíquica.  

NARCISO E TRANSFORMAÇÃO DO CARÁTER 
Natah Schwartz-Salant 
São Paulo: Cultrix, 1988  - 250 p. 
Ilustra o processo de transformação do caráter, partindo da compreensão dos padrões arquetípicos subjacentes aos sintomas clínicos individuais do narcisimo. O trabalho segue uma orientação clínica e arquetípica. 

NASCER NÃO BASTA - Iniciação e tóxicodependência 
Luigi Zoja 
São Paulo: Axis Mundi, 1992 - 149 p. 
O autor aplica os princípios da psicologia analítica ao problema  da drogadicção. 
Nascer (no corpo) não basta.  Há que nascer também no espírito. O nascimento espiritual é o resultado de transformações psíquicas profundas, geralmente resultantes da participação em rituais  de  iniciação, cuja simbologia seja capaz de despertar as potencialidades criativas da  psique e promover o desenvolvimento da consciência.  

NAVAJOS E O PROCESSO SIMBÓLICO DA CURA (OS) - uma investigação psicológica dos seus rituais, magia e medicina 
Donald Sandner 
São Paulo: Summus, 1997 - 230 p. 
O autor analisa os símbolos e mitos da cultura navajo, sob a perspectiva teórica da psicologia analítica de Carl Gustav Jung, ao mesmo tempo em que sugere que os mitos e símbolos pessoais podem ser utilizados para a liberação de energias curativas e criativas dos pacientes  nos processos de cura.

PAIS E FILHAS, MÃES E FILHOS - caminhos para a auto-identidade a partir dos complexos materno e paterno 
Verena  Kast 
São Paulo: Loyola, 1997 - 221 p. 
A autora resgata um dos conceitos centrais da psicologia junguiana, descrevendo as formações típicas do complexo materno e paterno. 

PARANÓIA 
James Hillman 
Petrópolis: Vozes, 1993 - 87 p. 
Uma  visão da paranóia dentro da psicologia junguiana. Hillman considera que os esforços psicológicos são sempre parcialmente paranóicos porque a psique não oferece uma perspectiva que lhe seja exterior. Por isso, o indivíduo não consegue romper ou ultrapassar o círculo estabelecido pela sua própria  visão das coisas, da qual é eterno prisioneiro. 

PELO CAMINHO DA DOR - Uma passagem para dentro do EU 
Sukie Colegrave 
São Paulo: Siciliano, 1990 - 200 p. 
Trata do tema  da dor como resultado de mudanças e transformações. O sofrimento configura-se como um indicador de projeções emocionais e a dor se transforma numa oportunidade  de crescimento. O livro mostra a utilização das idéias da psicologia junguiana nos processos psicoterápico e analítico. Para  a autora,  a tarefa da psicoterapia é trocar o sofrimento  neurótico  pelo sofrimento real. 

PERSONALIDADE LÍMITROFE  (A) - Visão e cura 
Nathan Schwartz-Salant 
São Paulo: Cultrix, 1992 - 276 p. 
Nathan  Schwartz-Salant relata como ele aplica os conceitos da psicologia junguiana na terapia de pacientes límitrofes. Nesse trabalho, o autor percorreu aspectos da teoria kleiniana que ele julga indispensável para a compreensão da personlidade límitrofe. 

PSIQUIATRIA JUNGUIANA  
Heinrich Karl Fierz 
São Paulo: Paulus, 1997 - 487 p. 
Reúne observações psiquiátrico-analíticas de Heinrich Fierz, psiquiatra suíço, junguiano, que dedicou a sua vida à psiquiatria.  

PSYCHOPATHOLOGY: CONTEMPORARY JUNGIAN PERSPECTIVES 
edited and with an introcution by Andrew Samuels 
New York/London: The Guilford Press, 1991 - 355 p. 
Este livro reúne textos de diversos autores referentes a psicopatologia sob uma perspectiva junguiana. 

RASTREANDO OS DEUSES- O lugar do mito na vida moderna 
James Hollis 
São Paulo: Paulus, 1998 -219 p. 
O autor mostra neste trabalho os mitos como  manifestações arquetípicas da psicologia pessoal do ser humano ao mesmo tempo em que destaca  a sua importância na vida psíquica do homem contemporâneo cujo afastamento dessas raízes o tem levado ao sofrimento das neuroses individuais e coletivas. 

RORSCHACH: Teoria e Simbolismo - Uma abordagem junguiana 
Robert S.McCully 
Belo Horizonte:  Interlivros, 1980 - 304 p. 
O autor procura vincular aspectos da teoria da personalidade subjacente no método psicodiagnóstico  de Rorschach aos arquétipos da  teoria junguiana.  

SEXO NA ZONA PROIBIDA 
Petter Rutter 
São Paulo: Nobel, 1991 - 270 p. 
O autor aborda a questão do relecionamento sexual entre homens em posição de poder com mulheres  que neles confiam. A zona proibida se configura como o espaço transferencial em que a fantasia e a imaginação, aliadas a situações que fragilizam a mulher, facilitam a prática do abuso sexual por parte de terapeutas, médicos, religiosos, professores, etc. No livro, a questão é tratada sob a perspectiva  teórica da psicologia analítica Jung. 

SOL DA TERRA - O uso do barro em psicoterapia 
Álvaro de Pinheiro Gouvêa 
São Paulo: Summus, 1989 - 140 p. 
Estudo  sobre a aplicação do barro na elaboração de esculturas por pacientes psicoterápicos. O trabalho se fundamenta na psicologia  analítica de Carl G. Jung  e na epistemologia de Gaston Bachelard e foi orientado por Monique Augras, do Departamento de  Psicologia da PUC do Rio de Janeiro, que prefacia  a obra. 

SUICÍDIO E ALMA 
James Hillman 
Petrópolis: Vozes, 1993 - 231 p. 
Trabalho sobre os temas da morte e do suicídio e sobre as questões sombrias envolvidas  nesses assuntos: agressão, chantagem, vingança, ódio-do-corpo e  sado-masoquismo. 

TECELÃ (A) -  Ensaios sobre a psicologia feminina extraídos dos diários de uma analista junguiana 
Bárbara Black Koltuv 
São Paulo: Cultrix,  1992 - 121 p. 
Nesses ensaios, a autora de  O Livro de Lilith reafirma que os valores femininos estão ressurgindo em nossa sociedade e discute o processo de transformação por meio do qual as mulheres voltam a confiar em si. 

TIPOLOGIA DE JUNG 
Marie-Louise von Franz & James Hillman 
São Paulo: Cultrix, 1990, 219 p. 
Compõe-se de dois textos básicos sobre tipologia junguiana: 
A Função Inferior - Marie-Louise von Franz
Descreve a dinâmica dos  tipos psicológicos revelando a importância da função inferior por meio da qual os potenciais e as fragilidades  de cada um deles são conhecidos. 
A Função Sentimento - James Hillman 
O autor faz uma distinção entre a função  sentimento e as demais funções psicológicos, desfazendo conceitos equivocados sobre o sentimento. 

TIPOS DE PERSONALIDADE - O modelo tipológico de Jung 
Daryl Sharp 
São Paulo: Cultrix, 1990 - 131 p. 
Explanação sobre a teoria dos Tipos Psicológicos de Jung. 

VELHA SÁBIA  (A)  - Estudo sobre a imaginação ativa 
Rix Weaver 
São Paulo: Paulus, 1996 - 231 p. 
Um dos primeiros trabalhos divulgados sobre a imaginação ativa, técnica desenvolvida por Jung com o objetivo de ampliar o autoconhecimento do sujeito. 

VELHO SÁBIO  (O)  - Cura  através de imagens internas 
Pieter Middelkoop 
São Paulo: Paulus, 1996 - 212 p. 
Pieter Middelkoop  mostra como o mundo interior da imaginação pode ser deliberadamente  alcançado,  durante o período de vigília, para aumentar o autoconhecimento. 

SITES JUNGUIANOS 
•  Associação Junguiana do Brasil 
•  C.G. Jung, Analytical Psychology, and Culture 
•  C.G.Jung Institute-Zurich
•  Carl G. Jung: Anthology 
•  Elixir Vermelho - NOVO
•  El web de Jung (Argentina)
•  Fundacion C.G.Jung de Psicologia Analítica (Argentina)
•  FDC-Fundação para o Desenvolvimento das Ciências
  Grupo de Estudos C.G.Jung-Juiz de Fora-MG
  Home Page dos Estudos Junguianos
In Touch: What's Going On Where
  Inner City Books: Studies in Jungian Psychology by Jungian Analysts
  Instituto C.G.Jung de Minas Gerais
  Instituto Junguiano do Rio de Janeiro
  James Hillman - Home Page
  Jung - Psicopatologia, Teoria dos Complexos e Psicanálise
Jung Circle 
JungWeb--Online Psych 
Jungian Depth Psychology, David Johnston, Ph.D., Victoria
  Mundus -Espaço Cultural Junguiano- NOVO
  Process Work Center Portland
Psicoterapia Analítica
  Projeto Anima
  Rubedo
  Science of the Soul: A Jungian Perspective
  Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica-SBPA - São Paulo
  Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica-SBPA-Rio de Janeiro
  Templários, Alquimia, Jung e Guénon
  The C.G. Jung Institute of Los Angeles
  The C.G. Jung Institute of San Francisco
  The Phoenix Friends of C.G.Jung 
  The Jung Index - The Coolest place on the web to learn about Jungian Psychology 
  The Wellspring Collection | Health and Fitness
  Toques Sutis - Calatonia
Zeitgeist-Centro de Estudos  sobre Psicologia Analítica

ESTUDOS PSIQUIÁTRICOS  
Esse volume reúne os primeiros escritos psiquiátricos de Jung sobre os chamados fenômenos ocultos:     
-SOBRE A PSICOLOGIA E PATOLOGIA DOS FENÔMENOS CHAMADOS OCULTOS - (1902)    
-ERROS HISTÉRICOS DA LEITURA-(1904)    

OS ARQUÉTIPOS E O INCONSCIENTE COLETIVO 
Encontra-se em  fase de tradução para o português
Outros trabalho incluídos:    
-UM CASO DE ESTUPOR HISTÉRICO EM PESSOA CONDENADA À PRISÃO - (1902)    
-SOBRE A SIMULAÇÃO DE DISTÚRBIO MENTAL - (1903)    
-PARECER MÉDICO SOBRE UM CASO DE SIMULAÇÃO DE INSANIDADE MENTAL - (1904)    
-UM TERCEIRO PARECER CONCLUSIVO SOBRE DOIS PARECERES PSIQUIÁTRICOS   CONTRADITÓRIOS (1906)    
-SOBRE O DIAGNÓSTICO PSICOLÓGICO DE FATOS    
Os estudos que se contém nesse volume expressam a polêmica de Jung com o modelo psiquiátrico vigente e a tendência de seus estudos e pesquisas.
Contém as contribuições de Jung aos "Estudos diagnósticos de associações", cujas principais experiências  foram  realizadas, sob a sua direção, na clínica psiquiátrica da Universidade de Zurique, a partir de 1902 e publicados entre 1904 e 1910.  Outros estudos incluídos referem-se aos trabalhos de  "Pesquisas Psicofísicas"  (1907-1908). 

PSICOGÊNESE DAS DOENÇAS MENTAIS  
Os artigos integrantes desse volume pertencem à fase das primeiras publicações de Jung e, na sua maioria,  abordam temas psiquiátricos, de modo particular a esquizofrenia. 

FREUD E A PSICANÁLISE  
Reúne os principais escritos de Jung sobre Freud e sobre a psicanálise,  destacando as mudanças do seu ponto de vista sobre a ciência freudiana. Contém uma análise detalhada sobre as idéias fundamentais de Jung e as suas diferenças em relação às de Freud.

SÍMBOLOS DA TRANSFORMAÇÃ0-Análise dos primórdios de uma esquizofrenia 
Versão completa e definitiva de uma das mais importantes e avançadas obras de Jung,  publicada em 1952. O texto original, denominado, Símbolos e transformações da libido  data de 1911-12. A elaboração da versão definitiva se estendeu por quase 40 anos.  Esse escrito,  em que Jung  abandona a terminologia da psicanálise e da psiquiatria da época,  assinala o ponto de sua ruptura com Freud.

TIPOS PSICOLÓGICOS  
Publicado em 1921, contém a teoria junguiana sobre as diferenças entre as pessoas e suas relações com o mundo. Nele, o autor faz incursões pelo campo da arte,  da filosofia,  da mitologia, da religião e do simbolismo para fundamentar as suas idéias.  É um dos textos mais conhecidos e divulgados de Jung. A sua elaboração, nas palavras do autor,  demorou quase vinte anos para ser concluída.

ESTUDOS SOBRE PSICOLOGIA ANALÍTICA 
Reúne dois estudos publicados independemente:  
Psicologia do Inconsciente - Vol VII/1  
Nesse tomo, Jung discute as concepções de Freud e de Adler sobre o inconsciente, ao mesmo tempo     em que apresenta uma introdução à psicologia do inconsciente, fundamentada nos arquétipos do sonho. O texto, publicado inicialmente em 1912,  foi modificado ampla e sucessivamente ao longo dos anos, inclusive quanto ao título.   
Eu e o Inconsciente - Vol VII/2  
Publicado em 1928,  resulta de uma conferência proferida em 1916, subordinada ao tema "A Estrutura do inconsciente". O trabalho original está incluído no apêndice desse tomo.  O texto é uma introdução aos conceitos fundamentais da Psicologia Analítica. 

A DINÂMICA DO INCONSCIENTE  
Os textos desse volume expõem os conhecimentos fundamentais e as hipóteses de trabalho de Jung, o que permite conhecer a sua posição epistemológica. Destacam-se os seguintes trabalhos: a energia psíquica; a função transcendente;,a teoria dos complexos; o significado da constituição e da herança para a psicologia; determinantes psicológicas do comportamento humano; instinto e inconsciente; a natureza do psíquico; psicologia do sonho; os fundamentos psicológicos da crença nos espíritos; o real e o supra-real; as etapas da vida humana;   a alma e a morte; sincronicidade. 
AION - Estudos sobre o simbolismo do Si-mesmo 
O segundo tomo do volume IX das obras completas de C.G.Jung contém uma extensa monografia sobre o arquétipo do Si-mesmo.

PSICOLOGIA EM TRANSIÇÃO 
Reúne estudos sobre a relação do indivíduo com a sociedade, tendo como ponto de partida o escrito Sobre o Inconsciente(1918), em que Jung expõe a teoria de que o conflito na Europa, naquela época, tinha a sua origem no inconsciente coletivo, influenciando grupos e nações. A partir desse trabalho,  o autor escreveu ensaios que retomam e aprofundam os temas abordados. O volume inclui, ainda, o texto  Um mito moderno: Sobre coisas vistas no céu(1958).  Nesse trabalho,  Jung considera o mito como uma compensação pela unilateralidade de nossa era tecnológica, cuja tendência preponderante é cientificista.

PSICOLOGIA DA RELIGIÃO OCIDENTAL E ORIENTAL  
Contém os principais estudos de Jung sobre o fenômeno religioso e  a sua importância para o desenvolvimento psicológico do homem. Os ensaios contidos neste volume abordam a religiosidade oriental e ocidental, por meio dos quais o autor mostra que subjacentes a todas as religiões estão conteúdos arquetípicos, representações primordiais da alma humana.  

PSICOLOGIA E ALQUIMIA 
Reúne os principais estudos de Jung sobre a alquimia, em que faz relação entre os processos alquímicos e o desenvolvimento da personalidade

MYSTERIUM CONIUNCTIONIS 
Publicada em dois volumes  (XIV/1 e XIV/2), essa obra contempla os estudos avançados de Jung no campo da alquimia, em que ele mostra que a alquimia antecipa parte da problemática do homem moderno. O subtítulo do volume "Pesquisas sobre a separação e a composição dos opostos psíquicos na Alquimia"  indica  a idéia central do trabalho: a unificação ou superação dos opostos.

O ESPÍRITO NA ARTE E NA CIÊNCIA 
Nesse volume estão publicados os ensaios de Jung sobre:  
-Paracelso (1929)   
-Sigmund Freud, um fenômeno histórico-cultural (1932)  
-Sigmund Freud (1939)  - 
-Richard Wilhelm (1930)  
-Relação da psicologia analítica com a obra de arte poética  (1922) 
-Psicologia  e poesia (1930)  
-Ulisses, um monólogo ( 1932) - Refere-se à obra de James Joyce.  
-Picasso (1932)

A PRÁTICA DA PSICOTERAPIA 
Contém trabalhos sobre questões relativas à prática da psicoterapia. Na primeira parte trata, o autor trata dos problemas gerais:princípios básicos da prática da psicoterapia; o que é psicoterapia; alguns aspectos da psicoterapia moderna; os objetivos da psicoterapia; os problemas da psicoterapia moderna; psicoterapia e visão do mundo; medicina e psicoterapia; psicoterapia e atualidade; questões básicas da psicoterapia. E na segunda, aborda os temas específicos:o valor terapêutico da ab-reação; aplicação prática da análise dos sonhos; a psicologia da transferência

O DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE 
Esse volume reúne os trabalhos de Jung sobre psicologia infantil, cuja parte mais importante é constituída por três preleções sobre "Psicologia Analítica e Educação" Foram incluídos também os ensaios "O casamento como relacionamento psíquico" texto que tem sido amplamente estudado e debatido  nas questões de terapia de casais. Outro estudo incluído:"Sobre  a Formação da Personalidade". 

ESCRITOS DIVERSOS 
XVII/1 -Fundamentos de Psicologia Analítica 
Reúne as cinco conferências proferidas por Jung, na Clínica Tavistock, em Londres. em 1935. Nessas textos,  Jung faz um introdução ampla aos princípios fundamentais de sua psicologia. Dentre os ouvintes dessas conferências encontravam-se médicos, psiquiatras, psicanalistas freudianos, etc. É interessante registrar que o psicanalista Wilfred R.Bion esteve presente, pelo menos, às duas primeiras exposições.No texto estão registradas as intervenções que fez. 
Os demais textos que compõem este volume estão em fase de tradução para o português. 
OUTRAS OBRAS DE C.G.JUNG PUBLICADAS EM PORTUGUÊS 

HOMEM E SEUS SÍMBOLOS  (O)  
Editor:Carl G.Jung e, após a sua morte, Marie-Louise von Franz 
Edição especial brasileira  
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 317 p. 
Nesse livro, Jung acentua que o homem só se realiza através do conhecimento e da aceitação do inconsciente - conhecimento que ele adquire por intermédio dos sonhos e seus símbolos. Trata-se do único trabalho de Jung destinado a explicar ao público leigo a sua maior contribuição ao conhecimento da mente humana: a sua teoria a respeito da importância do simbolismo. Particularmente, o simbolismo dos sonhos.

HOMEM À DESCOBERTA DA SUA ALMA  (O) 
Porto: Livraria Tavares Martins, 1975. 
Livro publicado originariamente em francês-"L'HOMME À LA DÉCOUVERTE DE SON ÂME". No prefácio  que escreveu,  em setembro de 1943,  Roland Cohen declara que a obra destinava-se a apresentar ao público francês o essencial da psicologia de Carl Gustav Jung, reunindo os trabalhos que expunham as bases de sua obra: 

LIVRO I - EXPOSIÇÃO 
I - O problema fundamental da psicologia contemporânea  
II- A psicologia e os tempos presentes  

LIVRO II - OS COMPLEXOS 
III-Introdução à psicologia analítica - Primeira parte: Psicologia geral  
IV-Introdução à psicologia analítica - Segunda parte: Os complexos  
V- Considerações gerais sobre a teoria dos complexos  

LIVRO III - OS SONHOS  
VI-A psicologia do sonho  
VII-A utilização prática dos sonhos  
VIII-Introdução à psicologia analítica - Terceita parte: Os sonhos    

MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÕES 
Compilação e prefácio de Aniela Jaffé 
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1989. 361 p. 
Testemunho que Jung dá de si mesmo. No prólogo ele afirma "A minha vida é a história de um inconsciente que se realizou". A leitura desse livro é imprescindível para uma compreensão adequada da personalidade do criador da psicologia analítica.

 

Os tipos Psicológicos e os quatros elementos
Está com certeza familiarizada com aquele tipo de situação em que você diz algo completamente objetivo e racional, mas o seu parceiro reage emocionalmente e sente-se pessoalmente magoado. Ou já alguma vez sentiu-se aborrecido por a sua esposa ser tão prática quando gostaria de poder construir castelos no ar?
Este interessante, mas quase incompreensível fenômeno é bem conhecido de todos nós. Apesar da sua individualidade as pessoas "permitem-se" prender dentro de certas categorias.

Carl Gustav Jung explica este fenômeno dividindo as pessoas em quatro tipos psicológicos. De acordo com a sua teoria o consciente conhece quatro modos essenciais de percepção, os quais se expressam de maneira diferente e com mais ou menos força em cada indivíduo: a função do pensamento, a função do sentimento e as funções da sensação e da intuição. Estas podem ser definidas como dois pares opostos: pensamento e sentimento são opostos racionais (no sentido em que avaliam e julgam as coisas).
A sensação e a intuição são consideradas funções irracionais porque não julgam mas simplesmente registram as coisas. É claro, nem todas as quatro funções se encontram igualmente fortes em cada indivíduo. Uma função domina, enquanto que as outras tendem a "subdesenvolver-se". Para tornar-se realmente completa, uma pessoa deve tentar desenvolver todos os quatro modos de percepção. Esta é uma tarefa extremamente difícil. Jung escreve nos seus Tipos Psicológicos:

Os quatro elementos e as funções psicológicas
A quaternidade,  afirma Carl Jung, é a condição lógica para qualquer julgamento geral. Qualquer um que tente formar este tipo de julgamento descobrirá que deve ter um aspecto quádruplo . Por exemplo, quem deseja descrever a totalidade de horizonte nomeia  os pontos cardeais . A totalidade ideal é o círculo , mas sua divisão mínima natural , é a divisão em quatro.
Além dos quatro pontos cardeais , temos as quatro estações do ano , que por sua característica cíclica também ofereceu uma influência sobre a formação astropsicológica do ser humano.Outra analogia possível é a relação dos quatro estados físicos da materia, sólido, Líquido, gasoso e o plasma , com os quatro elementos astrológicos  sendo o estado sólido equivalente ao elemento terra; o estado líquido à água ; o gasoso ao ar e o o plasma ao fogo.
Os quatro elementos, por seu material simbólico de interpretação psicológica, podem ser considerados juntos como a estrutura básica da astrologia. Dentro da perspectiva psicológica de C. Jung as quatro funções: intuição  percepção, pensamento e sentimento são a base da formação da estrutura de personalidade do indivíduo e junto com os dois tipos psicológicos: introvertido e extrovertido formam os oito tipos psicológicos.        
Tratarei agora das semelhanças de abordagem entre os quatro elementos astrológicos e as quatro funções psicológicas na tentativa de esclarecer mais a maneira pela qual  o indivíduo orienta-se em relação ao meio , ou seja ,todos nós temos um modo relativamente constante de nos orientar, agir e reagir em relação à vida e seus acontecimentos , ou ainda , uma atitude mental essencial. Podemos orientarmo-nos através de uma destas quatro maneiras:
Percepção: perceber é equivalente a determinar a presença material  de algo ou um fato concreto, nada é julgado ou analisado apenas percebido tal como é  , confiando nas observações feitas pelos sentidos
Pensamento: podemos orientar a nossa realidade de uma maneira abstrata , ou seja , podemos adaptar o que percebemos de acordo com o nosso próprio quadro mental e construir a nossa própria realidade interna a nível de pensamento.
 Intuição: intuir significa quase "acreditar que ", confiando na intuição acreditamos , de  uma maneira não racional , saber o fluxo das coisas . Conseguir olhar além das aparências externas dos fatos.
 Sentimento: é quando prestamos atenção e analisamos  de uma forma subjetiva o que os sentidos nos trazem e nos decidimos por este ou aquele fato , este ou aquele comportamento a partir desta abordagem subjetiva.     

 

As funções como forma de orientação
Muito embora o ser humano esteja apto a exercer estas quatro funções que o permitem orientar-se no universo de relações e fatos diários tanto quanto latitude e longitude nos permitem orientarmo-nos no espaço geográfico, geralmente predomina  uma destas como função superior . É sobre esta base que ajustaremos a nossa realidade, ou ainda , é esta função que acessaremos de um forma mais consciente , ficando outras duas em segundo plano e a quarta função que só acessamos de forma inconsciente ou ainda , que ela nos trás elementos de nosso incosciente quando é permitido ou não é possível impedíla de vir a tona.

Os  quatro elementos e as funções psicológica
Fogo e intuição: O tipo fogo, tem por palavra chave  identidade e com ele estão relacionados os signos de Áries , Leão e Sagitário.
O tipo fogo é muito orientado em direção a si próprio , dai sua relação com identidade, muito espontâneo trava sua relação com o mundo cheio de entusiasmo e confiança. Possuidor de uma grande fonte de energia e muito dirigido à expressão criativa o tipo fogo está muito orientado ao futuro e ele o persegue cheio de confiança e expectativas com um senso de noção do perigo quase infantil , dada a certeza em seus insights  periga  subestimar os fatos concretos e não conceber bem a realidade.
Sente-se realmente feliz quando põem-se a perseguir sonhos grandiosos que podem causar bem a todos e fortificar o seu sentido de identidade, muito embora tais sonhos possam ser quichotescos e impraticáveis . Positivamente é possuidor de uma mente brilhante e muito original no sentido de  que está buscando algo que reflita a sua identidade e esteja orientado para o futuro e com muita autoconfiaça em seu desti
O tipo intuitivo assim como fogo possui uma compreensão instintiva do que está acontecendo (doravante quando falar tipo refiro-me aos dois ) , o conhecimento instintivo/ intuitivo  é formado por imagens e conceitos  de  uma forma não abstraida , quase simbólica  na sua origem e  portanto virtualmente inconsciente e difícil de ser traduzida em palavras.   As pessoas que cercam este tipo exercem um papel secundário em sua vida - as vezes ele próprio - ficando em primeiro plano suas metas , aspirações e inspirações em uma submição voluntária aos poderes destas . Pode  haver um hiato, uma falha na conexão entre os seus insights e o próprio indivíduo.

Segue uma citação de Jung que ilustra bastante este tipo:
A notável diferença do tipo intuitivo extrovertido aos objetos externos corresponde à diferença do introvertido aos objetos internos. Assim como o tipo intuitivo extrovertido constantemente fareja novas possibilidades e as persegue sem consideração pelo seu próprio bem-estar ou o dos outros , menospreza ponderações humanas e derruba o que acabou de ser construído em sua eterna busca de mudanças, o introvertido voa de uma imagem para outra buscando todas as potencialidades no interior do inconscientes sem estabelecer a conexão entre fenômenos mentais e ele mesmo

Ar e o pensamento: os signos de elemento ar :  Gêmeos , Libra , Aquário tratam da "experiência na sua preocupação com as relações teóricas".No tipo Ar predomina o pensamento em forma de teorias , ideias , conceitos e tudo que tratar  da   realidade em sua forma abstrata com uma vivacidade mental e uma objetividade realçada para tudo de que tratar desta área  da experiência.
O tipo ar é eminentemente social  e sendo o mundo das ideias o seu reino necessita comunicar esta idéia da melhor maneira possível o que faz com que seja natural que este tipo possua o dom da linguagem para exercer esta faceta indispensável  de sua vida : a comunicação com os outros
O tipo pensamento orienta as suas ações a partir de conclusões intelectuais e modelos teóricos e tenta levá-las a cabo seguindo fórmulas de conduta abstratamente construídas . Muito embora tenha necessidade de pessoas  para comunicar o seu mundo dogmático , geralmente, dá a impressão de frieza e falta de emoção , assim como os signos de elemento Ar, pois procura testar tudo pelas leis da lógica  e encontrar conexões lógicas entre os fatos , o que ,muitas vezes o leva à impessoalidade
Sendo o pensamento um aglomerado organizado de idéias e teorias que tornan-se ultrapassadas com novas informações adicionadas, logo , são revisadas e sua visão de mundo modifica-se o que esclarece as características do tipo Ar tais como inconstância e mutabilidade.

Outra citação de Jung ilustra bem este tipo:
Esse é alguém ( se for um representante genuíno de seu tipo ) que luta para chegar a conclusões compreensíveis acerca de todas suas experiências de vida, conclusões que, afinal , são novamente orientadas na direção de fenômenos objetivos tanto na forma de fatos concretos como de idéias gerais.

Terra e percepção: Os tipo Terra:  Touro, Virgem , Capricórnio, estão ocupados com o mundo material e a realidade concreta . Só acham confiável o que podem tocar ; o que os órgãos do sentido podem perceber como realidade imediata ; e os conceitos que podem ser usados prática e concretamente na construção de algo útil.
Esse tipo é prático , sólido , paciente , lento , controlado e confiável por ser mais dado à manutenção do que à transformação das estruturas,conceitos e a matéria a sua volta  (matéria essa que é seu reino natural) .
A busca de uma sólida e segura  posição e a  aquisição de bens e utilidades que possam lhe oferecer um domínio da situação  são fatores básicos para seu senso de segurança.  
Assim  como o tipo Terra , o tipo Perceptivo por ser de uma função não racional  aborda a realidade como ela lhe chega sem formulações ou teorizações , ou seja , ele é um tipo extremamente realista , possui um bem desenvolvido senso objetivo para fatos e eventos que ocorrem à sua volta sempre abordando estes de forma a tirar-lhes a sua impressão imediata e experimentável a nível dos sentidos.
O indivíduo Terra / Perceptivo uma vez que está extremamente ligado ao reino dos sentidos está disposto a sacrificar-se , quer a nível das limitações autoimpostas , quer a nível de suportar um trabalho fatigante e massante , mas que tenha um bom retorno material , com o fito de manter as aparências , ou seja  a sua exterioridade que pode ser percebida pelos outros a nível dos sentidos.
Ainda falando da relação dos tipo Terra / Perceptivo com os sentidos os estímulos exteriores tais como vestuários , boa comida, boa bebida , gostos refinados  e confortos em geral são fundamentais para seu sentimento de segurança e bem estar.

Água e Sentimento:  O reino dos signos de elemento água :  Câncer , Escorpião e Peixes é o reino dos sentimentos e emoções profundas e onde predomina  a incerteza e a instabilidade. O próprio elemento Água é assim , similar aos sentimentos , quanto mais vamos entrando mais ele vai ficando incerto , escuro e instável.
Por estarem intimamente ligados aos sentimentos possuem uma receptividade e uma plasticidade muito grande na esfera dos sentimentos , podendo captar e / ou absorver os sentimentos de alguém com quem tenham compartilhado momentos  próximos e  ainda  penetrar nos  sentimentos dos outros.
 Em oposição ao tipo Ar / Pensamento é extremamente difícil para os tipo Água / Sentimento abordar  a vida de uma maneira lógica e objetiva e sim captá-la através de suas nuances de subjetividade , busca entender o meio analisando as mudanças de sentimentos com referenciais de afeição ou aversão os estímulos que este meio lhe oferece.
 A personalidade tende a estar envolvida em emoções decorrentes de conteúdos do inconsciente e sentimentos relacionados com experiências anteriores  o que ilustra mais uma característica do tipo Água / Sentimento que é sua relação muito forte com o passado e emoções retornantes .
Nenhum outro tipo tem tamanha capacidade de compreender e sentir o que se passa no interior alheio , provavelmente venha dai a forte necessidade destes indivíduos se envolverem em atividades de caráter  cultural , social e filantrópico talvez numa tentativa de transformar a vida deixando-a mais harmoniosa e agradável.
Dada a tamanha importância que esse tipo dá aos sentimentos e o quão envolvido diretamente está com estes que muitas vezes  é difícil comunicá-los externamente .

Os elementos na psicologia do indivíduo
Os elementos , sem dúvida , tem marcada influência na formação psicológica do indivíduo ,  mas também não podemos incorrer no erro de um pensamento excessivamente linear de que  somente classificação de dada pessoa por ênfase nos elementos   nos dará a capacidade de entendê-la ou o que é pior prever e controlar o seu comportamento ,  eliminando o seu "livre" arbítrio.
Também existe esta visão preconceituosa em relação à Astrologia na qual esta teria por objetivo prever os fatos e eventos que ocorreriam ao indivíduo.
É  no mínimo muito ingênuo querer afirmar ou sequer pensar que , por exemplo: o fato de alguém ter o sol no signo de Escorpião , ( na linguagem popular dizer que ela  "é " de Escorpião) , logo no elemento Água, seria uma pessoa que abordaria  a vida e seus eventos unicamente ou preponderantemente de uma maneira sentimental e nada objetiva ou ainda que seria muita baixa a sua percepção da realidade. A Astrologia é muito complexa , com vários fatores que nos fornecem informações sobre a estrutura psicológica e necessidades de expressão do indivíduo , assim como a própria  estrutura psicológica do indivíduo é muito complexa com vários fatores contribuindo para sua formação.
O que foi tratado aqui é apenas uma tentativa de  aproximar , de uma forma mais concreta, duas maneiras de tentar entender o ser humano na sua complexidade , porém de uma maneira simples e unificada ( talvez demasiado sintética ) . Buscando na natureza , em seus ciclos de troca , a sabedoria radical (que tem origem na raiz), como faziam  os grandes pensadores da antiguidade sobre os quais a história nos traz notícia  e complementando-a  com a evolução sadia de nosso pensamento (ocidental e oriental), talvez possamos construir um saber psicológico  mais humanista e voltado para um autoconhecimento  meditativo.

Referências bibliográficas:
Astrologia  da personalidade - Dane Rudhyar
Astropsicologia - Karen Hamaker-Zondag       
A prática da Astrologia – Dane Rudhyar
Astrologia e a psique moderna - Dane Rudhya
Tipos psicológicos- Carl  G. Jung
O  Homen e seus símbolos  - C . G . Jung
www.astroconhecimento.com.br/elementos_funcoes.html
www.astro.com/astrologia/in_pa_psycho_p.htm

É importante saber que a ênfase por elementos é decidida através dos dez planetas que compõe o sistema astrológico e mais o Ascendente. Assim, se você não se identificar com o elemento de seu signo solar, pode ser que ele esteja em falta no seu mapa, sendo simbolizado apenas pelo seu Sol, por exemplo.

Fogo
Está associado ao entusiasmo e a uma intuição forte, com uma capacidade de rapidamente apreender as coisas. As pessoas do tipo Fogo são carismáticas, vivas, criativas, impetuosas, cheias de energia. Criam mais do que copiam. Têm grande brilho pessoal. Predominam sentimentos como o espírito aventureiro, a vontade de se lançar e o desejo de se fazer notar.
PERSONALIDADES TÍPICAS: O artista e o gênio criador, o idealista, o aventureiro.
EM EXCESSO: Muito idealismo, fazendo com que demorem mais a compreender como funciona a realidade. Algumas pessoas com excesso do elemento podem ter dificuldade com coisas práticas, como organizar, ordenar, pagar contas, ir ao banco, etc. Por isso, cercam-se de executores e pessoas práticas, os tipos TERRA.
EM FALTA: Baixa confiança em si mesmo. Forte necessidade de se fazer notável. Cercam-se de pessoas criativas.
PARA COMPENSAR A FALTA DE FOGO: Significa preencher a autoconfiança e sentir-se especial de algum modo. Em primeiro lugar, devem procurar o sol da manhã, que traz alegria e vitalidade. Atividades de lazer, como esportes ou diversões ajudam a expressarem suas personalidades e descobrirem a criança interior. Igualmente, podem entrar em contato com crianças, envolvendo-se com suas brincadeiras e seu mundo mágico de fantasia.

Terra
Está associado ao espírito prático e construtor. A Terra se pauta pela sensação, sentido que se guia pela realidade. As pessoas do tipo Terra são sistemáticas, realistas, realizadoras, persistentes, organizadoras, pacientes. Seguem modelos consagrados e que já deram certo. Fazem com que projetos virem realidade. Predominam sentimentos como a segurança, a necessidade de consolidar, de se adequar à realidade e obter sucesso nela e de usar o bom senso.
PERSONALIDADES TÍPICAS: O empreendedor, o realizador, o mantenedor.
EM EXCESSO: Reagem de modo muito materialista, guiando suas opiniões apenas em termos do que é válido e real. Pode se aferrar a rotina, tendo pouco espaço para a imaginação e criatividade. Por isso, cercam-se de pessoas vivas e idealistas, os tipo FOGO.
EM FALTA: Pouca segurança interior e dificuldade em lidar com a realidade. Quer ter sucesso material (maioria, homens) e/ou ser bonito e atraente (maioria, mulheres). Cercam-se de pessoas práticas e realistas.
PARA COMPENSAR A FALTA DE TERRA: Significa preencher a falta de segurança interior e conectar a pessoa a realidade. Devem procurar o contato com a terra, como andar descalço em um jardim ou manipular argila, areia ou barro. Também podem ter um animal de estimação, o qual exige o desenvolvimento dos atributos terra, como cuidar da alimentação, dar banho, vacinar e afagar.

Ar
Está associado ao pensamento. Indica interpretar a vida através da mente. As pessoas do tipo Ar são inquietas, comunicativas, têm necessidade de mobilidade e variedade, independentes, curiosas. Têm facilidade em se comunicar e interpretar o mundo. Tomam decisões a partir da ética e do pensamento. Predominam sentimentos como a necessidade de espaço e de, ao mesmo tempo, relacionar-se com pessoas.
PERSONALIDADES TÍPICAS: O intelectual, comunicador, escritor.
EM EXCESSO: Tentam entender tudo pela mente, tendo dificuldade em entrar em contato com sentimentos básicos, como carência ou dependência. Podem ter pouca empatia quando não compreendem uma situação. Por isso, cercam-se de pessoas sensíveis, do tipo ÁGUA, que acordem os sentimentos que estão dentro de si.
EM FALTA: Pouca confiança em sua capacidade intelectual. Falta de flexibilidade para compreender outros pontos de vista. Querem ser percebidos como pessoas inteligentes e sagazes. Cercam-se de pessoas com facilidade em manipular conceitos abstratos e estabelecer relações.
PARA COMPENSAR A FALTA DE AR: Significa soltar-se e utilizar livremente a sua capacidade de estabelecer associações e conexões. Devem procurar jogos e entretenimentos que mantenham seus sentimentos em suspenso, enquanto estão envolvidos, e estimulem a capacidade de analisar uma situação pela mente. Podem servir para isso, também, livros, sobretudo de humor ou de conhecimento. Podem fazer exercícios respiratórios e aeróbicos. A expressão vá buscar ar puro está ligada ao fato de caminhadas ou exercícios desanuviarem sentimentos opressivos ou melancólicos, e também trazerem uma nova compreensão sobre a situação em que vivem.

Água
Está associado ao sentimento. Indica interpretar a vida através das emoções. As pessoas do tipo Água são sensíveis, perceptivas, empáticas, têm necessidade de se ligarem emocionalmente. Tomam decisões a partir de necessidades interiores. Predominam sentimentos como a busca de aconchego e de uma reação emotiva do mundo.
PERSONALIDADES TÍPICAS: O emotivo, o místico, o artista sensível.
EM EXCESSO: Podem não ter uma linha de direção, agindo sempre ao sabor dos sentimentos. Hipersensíveis, reagem a tudo ao redor. Também não conseguem ver seus problemas sob uma perspectiva mais clara e ampla, por isso, cercam-se de pessoas capazes de proporcionar o distanciamento dos seus sentimentos a fim de não serem tão afetados por eles, pessoas do tipo AR.
EM FALTA: Poucos instrumentos para lidar com os sentimentos dentro de si. Sentem todo o impacto deles ou não sentem nenhum impacto. Ligam-se a tudo o que permita ligarem se com as suas emoções, como a música ou outras associações com base emotiva. Cercam-se de pessoas emotivas, com livre acesso aos seus sentimentos.
PARA COMPENSAR A FALTA DE ÁGUA: Significa entrar em contato com os próprios sentimentos. Em primeiro lugar, buscar a Água, símbolo de sentimento em qualquer cultura. A pesca ou o nado ou a simples observação do mar coloca a pessoa em contato com o inconsciente. Também buscar a música, que igualmente tem um poderoso efeito sobre o inconsciente, despertando sentimentos que possam estar reprimidos. O desenho, a modelagem ou a pintura igualmente ativam sentimentos.

Fogo x Terra
Jung chamou os tipos do Fogo de intuitivos e os tipos da Terra de sensitivos. Fogo e Terra, na verdade, são maneiras opostas de lidar com a realidade. Se você tiver os dois elementos em equilíbrio em seu mapa astral, haverá uma espécie de discussão interna entre esses dois elementos, que simbolizam necessidades muito diferentes. Será importante você aprenda a atender a ambas as necessidades e impulsos.
Entretanto, se um estiver em vantagem, você possivelmente irá atrair pessoas que tenham o outro elemento bem representado. A tendência pode ser combater as idéias transmitidas por essas pessoas, que são opostas as suas, mas você ganharia mais se tentasse aprender algo com elas.
O Fogo lida com a realidade tentando ultrapassá-la, superá-la. Carrega, dentro de si, a figura do herói e se insurge contra os limites da realidade. Impacienta-se com limpeza, trabalhos rotineiros. Além disso, busca a aventura e a excitação. Quer viver o lado alegre e ilimitado da vida. É um criador por essência, não gostando de se restringir a métodos consagrados. Seu atributo mais forte é a intuição.
A Terra lida com a realidade tentando adaptar-se a ela. Não espera vencer a realidade, por isso o seu sucesso consiste no modo como consegue utilizá-la a seu favor. Carrega, dentro de si, uma perspectiva realista de si mesmo e do mundo ao redor. Seu impulso é o de criar segurança e estabilidade. Quer construir coisas em sua vida. Prefere ter um apartamento mobiliado a uma viagem ao redor do mundo (que seria escolhida pelo Fogo). Utiliza métodos consagrados, pois eles já provaram o seu sucesso no enfrentamento da realidade. Seu atributo mais forte é a sensação.
Se uma criança do Fogo e da Terra forem comparados em seu desempenho escolar, a criança do Fogo se destacará em trabalhos criativos e também em atividades esportivas ou que necessitem de liderança. Entretanto, a criança Terra terá um desempenho médio em todas as matérias, saindo-se melhor naquelas que necessitam de paciência, cuidado e persistência.

Ar x Água
Jung chamou os tipos do Ar de racionais e os tipos da Água de sentimentais. Ar e Água são maneiras opostas de interpretar a realidade. Se você tiver os dois elementos em equilíbrio em seu mapa astral, haverá uma espécie de discussão interna entre esses dois elementos, que simbolizam necessidades muito diferentes. Será importante que você aprenda a atender a ambas as necessidades e impulsos.
Entretanto, se um estiver em vantagem, você possivelmente irá atrair pessoas que tenham o outro elemento bem representado. A tendência pode ser combater o modo de ser dessas pessoas, que é oposto ao seu, mas você ganharia mais se tentasse se relacionar com essas pessoas e despertar em si o que está faltando em você.
O Ar interpreta a vida segundo sua mente, segundo aquilo que entende, pensa, vê e racionaliza. Tem facilidade em compreender opiniões e modos de viver diferentes. Por essa razão é, também, mais independente. Tem um lado que observa a ética ou a justiça. Tem facilidade em lidar com os relacionamentos com base no diálogo e no entendimento. Tem as faculdades de abstração e compreensão altamente desenvolvidas. O Ar está mais associado a figura do pai, que precisa ter uma identificação ética com os filhos.
O Água interpreta a vida segundo seus sentimentos, percepções internas, pressentimentos e inclinações. Tem facilidade em entrar em contato com os sentimentos das pessoas e compreender suas ações com base nesses sentimentos. Sabendo da força dos sentimentos, tende a ser mais dependente e criar laços. Não se inclina a decidir pela ética e sim por suas necessidades (gosto, não gosto, preciso, não preciso). Tem facilidade em lidar com os relacionamentos com base no vínculo emocional. Tem uma intuição muito desenvolvida a respeito do mundo interior das pessoas, embora nem sempre consiga explicar como percebeu determinadas coisas. A Água está mais associada a figura da mãe, que liga-se aos filhos por sentimento, independente do que quer que eles façam.
Quando juntos, Ar e Água desenvolvem um diálogo com base no Pensamento e Emoção. Quando não se entendem, a Água acha o Ar frio e insensível, o Ar acha a Água irracional e dependente. Quando procuram o entendimento, a Água oferece consolo e empatia para o Ar, enquanto o Ar oferece para a Água compreensão e maior distanciamento.vanessatuleski.com.br/v2/.../os-quatro-elementos

Roteiro para Análise de Mandalas
A Criação e a Interpretação de uma Mandala

Em nenhuma outra época a humanidade precisou tanto do poder de cura da mandala como nos dias atuais. Este mundo fragmentado, imerso na desintegração, clama pela força coesiva que constitui o grande poder da mandala.
Jung disse que  nesse época a predominância seria a desintegração.
Esta desintegração que sofremos hoje para senti-la é só olhar a pintura moderna e ouvir os sons caóticos da música contemporânea, certamente é o maior perigo que enfrentamos no mundo moderno.
A PSIQUE OFERECE UM ELEMENTO DE CURA ESPECÍFICO, A MANDALA, NO MOMENTO EM QUE ELA SE MOSTRA MAIS NECESSÁRIA, E NÓS GAREMOS BEM EM PRESTAR ATENÇÃO À OPOTUNIDADE DA ESTRUTURA.
Ela é uma reflexão do eu, como pode um pastor persa contempla o céu noturno e vê um desenho espiralado nas estrelas, uma criança americana escolhe um lápis de cera e, contente, rabisca em movimento circular e um sacerdote escandinavo do deus-sol pisa na areia úmida e traça um circulo em volta dos pés e um peregrino indiano circunda com reberência o monumento que assinala a iluminação do Buda e o monge tibetano pega um pincel e começa a sua meditação matinal, pintando um desenho circular tradicional, e uma freira alemã tem uma visão de Deus como uma roda de fogo. O que seres humanos tão diferentes têm em comum?
Todos eles compartilham da irresistível fascinação humana pelo círculo.
Por que o círculo tem sido um elemento tão importante para o homem desde os tempos mais remotos?
Por que pessoas de todas as culturas, épocas e lugares consideram o motivo circular uma forma de expressão tão satisfatória e significativa?
Eis aqui a descrição que um homem faz de sua percepção interior acerca do significado do círculo que ele chama de mandala.
Todas as manhãs eu esboçava num caderno um pequeno desenho circular, uma mandala, que parecia corresponder à minha situação interior no momento.
Só aos poucos fui descobrindo que é propriamente a mandala. O Self, a to0talidade da personalidade, que, se tudo vai bem, é harmonioso(Jung, 1965, 195-196)
Jung adotou a palavra mandala para descrever os desenhos circulares que ele e seu pacientes faziam.
Para Jung a mandala significava centro. Circunferência ou círculo mágico. Jung associava a mandala com o self, o centro da personalidade como um todo. Na sua opinião, a mandala mostra o impulso natural para vivenciar o nosso potencial e realizar o padrão da nossa personalidade integral.
O crescimento rumo à totalidade é um processo natural que traz à luz a singularidade e a individualidade de uma pessoa. Por essa razão, Jung o chamava de individuação. Ele defendia uma respeitosa atenção aos símbolos do inconsciente como forma de promover a evolução pessoal. E via no aparecimento espontâneo de mandalas em sonhos na imaginação e no trabalho artísticos evidências de que a individuação estava ocorrendo. O resultado dessa individuação é a integração harmônica da personalidade com o self, o principio unificador central.
Jung escreveu que o motivo básico da mandala é a premonição de um centro da personalidade, uma espécie de ponto central dentro da psique com o qual está relacionado. Pelo qual  tudo é organizado e que é em si mesmo uma fonte de energia. A energia do ponto central manifesta-se na quase irresistível compulsão a ímpeto de tornar-se aquilo que de fato se é, assim como todo organismo é levado a assumir a forma características da sua natureza, não importam as circunstâncias. Esse centro não é sentido ou pensado como o ego, mas, se assim se pode dizer, como o self(1973, 73)
Qual a origem da mandala?
O motivo do círculo aparece muito cedo na história da humanidade.
Antigos entalhes rupestres na África, Europa e América do Norte fazem uso do círculo, da espiral e de desenhos semelhantes.
O objetivo desses desenhos é um mistério, mas sabemos que eram importantes pelo fato de aparecerem em grande quantidade. O que sabemos sobre os seres humanos que possa explicar sua escolha do circulo como um desenho significativo?
Se imaginarmos nossa origem a partir de um pequenino ovo redondo, abrigado no útero de nossa mãe. Somos circundados e firmemente apoiados num espaço esférico. Quando chega a hora de nascer, somos empurrados para baixo num canal tubular por uma série de músculos circulares e chegamos ao mundo através de uma abertura também circular.
Ao estar no mundo o que encontramos tudo circular, o nosso planeta que se movimenta numa órbita circular em torno do sol. Ancorados à terra pela gravidade, não temos consciência de que estamos girando, no entanto o nosso corpo sabe.
Se olharmos o átomo que forma o nosso corpo, encontramos outro universo onde os elementos rodopiam em padrões curvos. A experiência subliminar do movimento em círculos, como a memória do útero da mãe, está codificada em nosso corpo. Assim, estamos predispostos a reagir ao círculo.
Hoje nos afastamos do contato com a natureza, mas os antigos viviam em contato com a natureza os ritmos naturais do céu e da terra eram forças fabulosas que determinavam o modo como as pessoas viviam. A caça, e a coleta eram feitas à luz do sol. Quando vinha a noite, nossos ancestrais retiravam-se para dormir. Reunidos em volta de uma fogueira naturalmente se agrupavam num círculo voltado para a luz, o calor e o movimento do fogo no centro.
Se definirmos a consciência nos termos  mais simples como estar desperto, o sono corresponderia à falta de consciência. Durante o dia, enquanto o sol brilha, os seres humanos estão despertos, conscientes e ativos. Quando chega a noite, eles dormem, e a consciência, como o sol desaparece na escuridão. Com o novo dia e vigília é regulada pela luz do sol. O sol, portanto, é um símbolo adequado para a vigília da consciência que ele estimula nos seres humanos.
Antigas mandalas feitas em vários lugares do mundo, sugerem uma admiração reverente em relação ao sol e a lua. Esses corpos celestes circulares podem ter servido aos nossos ancestrais como símbolos naturais, modelando a consciência e ajudado os seres humanos a desenvolver seu pensamento além dos níveis puramente instintivos.
Na Dinamarca existem antigas gravações que sugerem o avanço em direção a consciência individual do eu a partir da mente grupal instintiva.
Perto do mar são encontradas gravuras neolíticas de navios símbolos de sóis mandálicos descobertos nos arredores apóiam a hipóteses deque esses navios estão associados aos rituais de adoração ao sol, possivelmente invocando bênçãos para uma viagem segura.Há pegadas sobrepostas acima do contorno de um navio, e essas pegadas são sugeridas por um círculo traçado em volta dos pés de uma pessoa, uma linha divide o círculo, indicando a separação entre os pés, e uma segunda linha é traçada horizontalmente à primeira, de modo que todo o desenho parece ser uma cruz dentro de um circulo.
O processo e o desenvolvimento do homem no sentido de identidade pessoal, e que levou a mente grupal à noção de individualidade tinha de ser dado em algum momento da evolução humana. A mudança na consciência, naturalmente conquistada pelas crianças de hoje, pode ter sido feita primeiramente por alguns poucos indivíduos especiais. Será que as mandalas com traçados de pé fornecem uma pista de como esse passo foi dado?
Algo assim pode ter acontecido, os sacerdotes eram pessoas escolhidas pelo grupo para executar rituais e ao deixar marcas e traçar no chão o contorno de seus pés, o sacerdote estaria deixando uma marca visível da presença da divindade solar no evento. Fazer o papel do sol, em algum momento poderia ter passado por uma experiência de transfiguração  que lhe permitiu dar um salto em seu nível de pensamento.
Um processo mental que gerou essa mudança pode ter sido assim, aquele que ocupa este lugar é o sol, em vê disso pode ter pensado aquele que ocupa este espaço sou eu.
Ao representar o sol, talvez tenham passado a se reconhecer como indivíduos separados e apartados do grupo. Dessa experiência, mediada pela interação simbólica com a forma circular do sol, pode ter nascido a consciência do eu. Tudo o que o poder do mundo faz é feito num círculo. O céu é redondo, e eu ouvi dizer que a terra é redonda como uma bola, e as estrelas também, O vento, em seu maior poder, rodopia. Os pássaros fazem seu ninho em círculos, o sol se levanta e se põe num circulo, como a lua, como as estações formam um grande circulo em suas mudanças e sempre voltam novamente para  onde estavam. A vida de um homem é um círculo da infância até a infância, o mesmo acontecendo com tudo onde o poder se movimenta.( citado em Neihardi, 1961, 32,33)
Podemos ver como o círculo tem sido útil nos esforços para explicar como as coisas começaram para orientar-se no mundo físico. Para alguns o espaço delimitado pelo circulo ritual passa de espaço comum a espaço sagrado. O círculo passa a uma reflexão da essência da vida, criá-lo é um ato sagrado, como também ser uma tentativa de alcançar uma ressonância com as harmonias divinas do universo, expressas no curso circular do sol e da lua. Quando sicronizada é considerado benéfico para a saúde. Quando alguém esta doente faz um circulo para atender as necessidades daquela situação, uma vez concluído, o enfermo medita, toma-se água, ou se vê no centro, acredita-se que a ordem sagrada na mandala restaura a harmonia e atrai divindades auxiliadores, acionando assim a recuperação da saúde. O centro simboliza a fonte original de toda a criação.
Ao montar uma mandala e meditar com ela devemos com os olhos circum-ambulam como as thangkas fazem o desenho da mandala de acordo com habituais, em cada portão é guardado por uma divindade feroz que representa um aspecto do eu a ser enfrentar antes de chegar mais perto do centro, apego, cobiça, medo.
A mandala serve como um mapa da realidade interior que orienta e sustenta o desenvolvimento psicológico daqueles que desejam progredir na consciência espiritual. A mandala serve como um auxiliar para a visualização à meditação, como também podem ser tentativas de ilustrar uma percepção espiritual especifica.
Jung (1974) foi assim que as primeiras mandalas ritualísticas foram criadas.
Tucci admite que as mandalas foram descobertas em experiências de introspecção motivadas por alguma necessidades intrínseca do espírito humano (1961, 27). Só mais tarde foram utilizadas com o fim de reconstituir um caminho para estados mentais que originalmente as inspiraram,
Segundo o autor a mandala, nascida portanto de um impulso interior, tornou-se, por sua vez, um suporte para a meditação, um instrumento externo para provocar e obter essas visões em serena concentração e meditação.
As intuições que a principio se mostravam caprichosas e imprevisíveis são projetadas para fora do místico, que, concentrando a mente nelas redescobre o caminho para alcançar sua própria realidade oculta. (1961,37)
A mandala usada como apoio visual para atingir estados mentais desejáveis também é conhecida na Europa. Encontramos nas catedrais góticas ou nas janelas circulares que seduzem os olhos e deslumbram o observador num misto de harmonia, admiração e exultação. Nas igrejas medievais, apresentam labirinto circular desenhado nos ladrilhos do piso, próximo à entrada.
Essa mandala representa a peregrinação à cidade Santa de Jerusalém. Em oração, os peregrinos se arrastam de joelhos partindo de fora do labirinto e lentamente progridem em direção ao centro e a nova Jerusalém,
Acredita que essa jornada simbólica ajude o cristão devoto a aproximar de Jerusalém mítica, que é a metáfora da união com Deus.
Hildegarda de Bingen numa visão procurou transmitir sua compreensão de Deus,  como um trono real com um círculo ao seu redor, onde se senta uma certa pessoa viva, cheia de uma luz de maravilhosa glória...E dessa pessoa tão cheia de luz que ocupa o trono se estende um grande círculo dourado como o sol nascente. E ele não tem fim. (citado em Fox 1985, 40)
Numa outra visão disse ter visto uma roda centrada como um útero no peito de um ser majestoso. Ela afirma “ Assim como a roda encerra em si o que está oculto dentro dela, assim também a Santa Divindade tudo encerra dentro de si mesma, sem limitações e também a tudo exceda” (citado em Fox, 1985, 40)
A criação de mandala foi benéfica para a saúde de Hildegarda, que iniciara seu trabalho muito doente. Quando ela expressou sua criatividade escrevendo e fazendo ilustrações, seus sintomas desapareceram.
Jakob Boehme, criou mandalas que simbolizavam a cosmologia cristã. Ele concebia duas grandes realidades, espírito e matéria(natureza) que giravam juntas como rodas dentro do círculo maior da Divindade.
Segundo Boehme a roda da natureza gira para dentro em torno de si mesma e a partir de fora, pois Deus habita dentro de si próprio e tem uma tal forma, não aquela que pode se retratada, que é apenas uma imagem natural, a mesma que Deus representa a si mesmo na figura deste mundo, pois Deus está em toda parte, e, portanto, habita em si mesmo. Preste atenção a roda exterior é o zodíaco com as estrelas, e depois dela vêm os sete planetas (citado em Jung, 1974, 239).
Suas mandalas parecem estar divididas em duas partes compreendidas pela totalidade maior do círculo. Podemos ver em seu trabalho a convicção de que a forma do círculo contém e organiza elementos dispares num todo harmonioso. Isso reflete sua visão mística de que todas as coisas estão contidas na realidade maior de Deus.
Giordano Bruno, que viveu na época do renascimento, criou um  série de mandalas capazes, a seu ver, de ocasionar mudanças positivas nos indivíduos que a usassem.
Seus desenhos representavam formas perfeitas, existentes num plano ideal. Ele encorajava o uso dessas mandalas em exercícios de visualização. Pois acreditava que as imagens ao ser introduzidas na memória, deixavam formas ideais impressas na imaginação. Isso, por sua vez, poderia resultar numa transformação pessoal para melhor, mais de acordo com a harmonia descrita nas mandalas.
A partir dessa análise, fica claro quão rica e significativa é a tradição que a mandala tem para os seres humanos como método de orientação, prática espiritual e ligação com  os ritmos cósmicos do universo. Para levar essa informação a um nível mais pessoal e entender os procedimentos da pratica da mandala, os budistas difundiram a crença de que há dois planos de existência, dois mundos absolutamente diferentes, entre os quais não há nenhuma comunicação.
Tucci, explica um deles é a nossa realidade, onde opera o carma, e que é um morrer e renascer contínuos. O outro mundo, o nirvana, é alcançado por um salto quantitativo quando o carma, e a força que o impulsiona ou dela se origina, cessa ou é suprimido. Isso acontece quando, mediante a cognição e a experiência de vida, se percebe que o universo é tão somente um vir a ser e um fluxo.(tucci, 1961)
Isso interrompe o impulso do processo cármico, possibilitando o salto para o nirvana.
O plano do nirvana tem sido definido como o absoluto, a verdadeira essência de tudo o que parece existir no mundo tal como e conhecemos. O absoluto é imaginado como luz. O devoto o experimenta com os olhos da mente, ao remover a atenção das aparências externas sensíveis e focá-la em seu eu interior. É uma deslumbrante luz incolor. Ora, a luz do puro absoluto aparecerá para ti. Deverás reconhecê-la, o filho de nobre família. Nesse momento o0 teu intelecto pela sua imaculada essência, pura e sem sombra de substância ou qualidade, é o absoluto.
Os tibetanos dizem que para atingir a iluminação é preciso empenhar em ver através da ilusão da separatividade das coisas de ,modo a experimentar a unidade do absoluto. Isso exige a reestruturação das crenças do ego. Em conseqüência, o trabalho para atingir a iluminação é feito interiormente, mesmo  quando apoiado por práticas exteriores como o ritual, a meditação ou outras atividades. Portanto, o devoto que deseja iniciar-se no caminho da mandala deve estar num estágio bem avançado do seu trabalho interior para que seja aceito no treinamento.
O trabalho com a mandala é empreendido a levá-los a encontrar-se com aspectos de si mesmo que impedem a plena realização da consciência pura e requer um aprofundamento da compreensão dos símbolos mediante experiência pessoal, pois sempre que criamos uma mandala evocamos imagem mental dessa figura e, o que estava contido no nosso inconsciente, e com os olhos da mente, concentra a imagem no qual imprimimos, resgatamos e colocamos em forma de símbolos o que não suportamos falar.
A fim de intensificar essa experiência do nosso inconsciente projetamos a imagem da nossa própria imaginação e com os olhos internos da nossa criança interior o que estamos pronto para compreender. Com esse trabalho vamos crescendo internamente até podermos chegar ao estado de nirvana, ou seja, a individuação.
A mandala além do centro e nos quatros pontos cardeais do teu coração, aparecem diante de ti essas formas não vêm de nenhum outro lugar, são apenas a textura da tua mente, aprendemos a trazer à memória, por tempo prolongado, uma imagem nítida do retorno do mundo da separatividade para o domínio da unidade, onde está em comunhão com a consciência pura, a mandala serve como um caminho que leva a vários estados de consciência e delas vem e intensificam a concentração no eu interior, a fim de levarmos a atingir experiências significativas, e ao mesmo tempo, produz uma ordem interior, portanto as mandalas simboliza um  refúgio seguro da reconciliação interior e da totalidade.
Jung relata que as mandalas conferem significados em termos psicológicos, o que é tão importante para a sensação de estar vido quanto a necessidade de orientação na realidade física o é para a sobrevivência.

Nas suas descobertas em si mesmo Jung descobriu que com alteração de humor resultava numa variação em seus desenhos circulares, e no decorrer ele observava a transformação psíquica dia a dia.
Jung então aprendeu que um desenho circular como o que fazia chamava mandala e que simbolizava o self.
O self, imagino, era como a mônada que sou e que é o meu mundo.
A mandala representa essa mônada e corresponde à natureza microssísmica da psique, e percebeu que o padrão de desenvolvimento psicológico não por uma progressão contínua, linear, mas um retorno reiterado ao centro da psique, o self, e descobriu o arquétipo do self, aquele aspecto da psique humana que cria ordem, orientação e significado. Ele escreveu que a meta do desenvolvimento psíquico é o self, não há evolução linear, há apenas andar em torno do self. O self gera um padrão na sua vida interior. As mandalas feitas por você revelam a dinâmica do self ao criar uma matriz onde a sua identidade única se desdobra.
O círculo da mandala reflete o self como o repositório do empenho da psique em direção a auto realização ou totalidade. Dentro da mandala encontra expressão os motivos do passado comum de todos os seres humanos e os símbolos da experiência individual. Podemos concluir que desenhar mandalas faz parte de um padrão natural ordenado de maturação psicológica, no qual aprendemos a ter consciência de si mesmos, e ajuda a estabelecer nossa identidade. Todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos um encontro dom o self.
 Podemos desejar um significado para a nossa vida, sentir que o orgulho do ego foi ferido, ou enfrentar aquilo que nos parece uma desordem. A totalidade exige que estabeleçamos uma relação com esse misterioso centro que há dentro de nós.
Jung descobriu que desenhar, pintar e sonhar com mandalas é parte natural do processo de individuação. Ele diz que devemos criar mandalas de modo espontâneo, sem ter em mente um padrão predeterminado.
A mandala ajuda a recorrer a reservatórios inconscientes de força que possibilitam uma reorientação para o mundo exterior. As mandalas pode ser empregada como um caminho válido por si só, como um veículo para a autodescoberta. Ao segurar o fio de Ariadne, o individuo se lança numa jornada em direção ao self, sem garantia de chegada apenas com a esperança de eterna transformação,quando criamos uma mandala, geramos um símbolo pessoal que revela quem somos num dado momento.
O circulo que desenhamos contém e até atrai partes conflitantes da nossa natureza, mas, mesmo quando faz um conflito vir a tona, o ato de criar uma mandala produz uma inegável descarga de tensão; Talvez porque a forma do circulo nos recorde o isolamento seguro do ventre. O efeito tranquilizador de desenhar um circulo também pode ser causado pelo nosso corpo. Desenhar um circulo talvez seja algo como desenhar uma linha protetora ao redor do espaço físico e psicológico que identificamos como nós mesmos.
A mandala invoca a influencia do self, o padrão subjacente de ordem e totalidade a teia da vida, que nos mantém e nos sustenta. Quando fazemos uma mandala, criamos nosso próprio espaço sagrado, um lugar de proteção, um foco para a concentração de nossas energias. Ao expressar nossos conflitos interiores na forma simbólica da mandala, projetamos-los para fora de nós mesmos. O simples ato de desenhar dentro do circulo pode fazer que experimentemos um sentido de unidade.
Jung diz que o fato de que imagens desse tipo tenham sob certas circunstancias um considerável efeito terapêutico é empiricamente provado e também prontamente compreensível, visto que em geral elas representam tentavas muitos audaciosas de ver e juntar opostos aparentemente irreconciliáveis e de superar rupturas aparentemente irremediáveis. Mesmo uma simples tentativa nesse sentido costuma produzir um efeito benéfico..O caminho da mandala é uma meditação ativa que tem como objetivos a evolução pessoal e o aperfeiçoamento espiritual. Ao construirmos a mandala, uma criação espontânea de cor e forma dentro de um círculo, atraímos para nos a cura, a autodescoberta e a evolução pessoal. Com diligência e atenção podemos aprender a linguagem simbólica da mandala e saber com profundidade quem realmente somos.
Criar mandalas é uma atividade recompensadoras que enriquece a vida daqueles que se dão ao trabalho de dominar alguns procedimentos simples como Jung escreveu quando o self encontra expressão nesses desenhos, o inconsciente reage reforçando uma atitude de devoção à vida, ao trabalhar com a mandala pode4mos vivenciar momentos de clareza em que os opostos se equilibram na consciência e experimentar uma realidade de harmonia, paz e significado.
Sempre que for desenhar uma mandala coloque as matérias próximo, que seja um ambiente, que seja seu espaço, onde não seja interrompido, mais ou menos uma hora, uma musica agradável, pode acender velas, queimar incenso, pois ajuda na concentração, relaxe a mente, não julgue seu trabalho, não mandala certa ou errada, cada uma é simplesmente um reflexo da pessoa que você é naquele momento. Para dar vazão ao inconsciente, deixe que o instinto o guie na escolha das cores da forma.
O Centro da Mandala simboliza a totalidade, a divindade, a consciência superior, cósmica
As formas ao redor do Centro representam as inúmeras facetas da personalidade humana.
O Centro é a quietude, o Redor é o movimento. Tudo se move ao redor de um ponto, quase como uma “dança” ritual. Estamos sempre nos movimentando, não só corpo mas também a mente (e a alma). Estamos em busca de um Centro, do nosso Centro.
O homem nunca estará satisfeito, por mais que modifique, atinja ideais, porque só no Centro se encontra a grande realização. E onde estará esse Centro? Em nenhum lugar mas em todos, porque ele é a base de tudo.
Quando fazemos contato visual com ela, nossa energia se altera em vários níveis e essa modificação é muito positiva. O campo de força estimula a mente, equilibra as emoções e ativa os processos físicos, ajudando a restabelecer sua função plena.
Se pensarmos, ao observamos nossas mandalas quantas coisas afloram, que muitas vezes deixamos passar, olhando, meditando, refletindo, vimos quanto significados podemos tirar e ver o que foi emergindo nesse caminho e o que mais chamou a atenção . O que estava no nosso inconsciente foi revelado nesse momento, e a sua contribuição ao observamos e ver o que podemos mudar no nosso conhecimento e o quanto é valioso para o nosso auto conhecimento.
Segundo a Psicologia, a Mandala faz com que o indivíduo amenize a limitação do campo visual psíquico através da contemplação e concentração, dirigindo a atenção para conteúdos espirituais e intuição, o que possibilita enraizá-los à Psique.
Jung considera a Mandala como um “arquétipo” inato que pode surgir espontaneamente, mesmo entre pessoas com deficiência de cultura pois está no curso de um processo de maturação da alma. Pode surgir em sonhos ou visões, por exemplo.
É um símbolo de imersão, de introversão numa fase caótica pela qual passa o ser humano que possibilita expressar a essência da alma e formas de “conciliação” com a totalidade.
O caminho que percorremos durante o processo de criação de um trabalho expressivo leva à criação de um mundo que contém mundos. O que estava latente torna-se manifesto e contextualizado. O claro (consciente) e o escuro (inconsciente), o cheio (a potência) e o vazio (a carência), as definições e as sugestões, as presenças e as ausências participam da construção de uma totalidade que favorece a equilibração psíquica, aproximando esses pólos e abrigando em si novos pontos de partida.
Sempre buscando ultrapassar o dualismo mente-matéria, desde o início de seu trabalho Jung se baseou fundamentalmente nas polaridades consciente-inconsciente e natureza-espírito, concebendo a psique como um sistema constituído de pares de opostos que podem intercambiar-se, um pólo é capaz de transformar-se no outro e vice-versa. Assim, enfocando a consciência e o inconsciente com o mesmo valor, Jung visualizou a importância de uma troca entre os dois sistemas. Segundo ele, a pedra fundamental para a construção da realidade objetiva seria essa capacidade de diálogo interior (Grinberg, 1987, p.192).
Para Jung o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Jung, de acordo com Fadman e Frager-Harbra (1980) chamou o self de arquétipo central, arquétipo da ordem e totalidade da personalidade. O self é com freqüência figurado em sonhos ou imagens: a) de forma impessoal: um círculo, uma mandala, um cristal ou uma pedra; b) de forma pessoal como um casal real, uma criança divina ou na forma de outro símbolo de divindade.
A psiquê humana é definida por Jung, de acordo com Grinberg (2003), como a totalidade dos processos psíquicos (inconsciente coletivo que norteia as experiências humanas e que é evidenciado através da linguagem simbólica dos mitos, contos e das diversas formas de expressão artística) conscientes (conhecimento individual, proveniente das experiências de vida, preferências e tendências da personalidade não afloradas) e inconscientes.
Jung segundo Bieites Araújo (2006) sempre viu o inconsciente em constante trabalho, revolvendo conteúdos, agrupando-os e reagrupando-os, sofrendo e provocando mudanças, influenciando e sendo influenciado pelo Ego. Os seus conteúdos são suscetíveis de transformação.
No processo de individuação, segundo Grinberg (2003), Jung colocava como importante para o processo de autoconhecimento, a identificação e integração dos arquétipos da persona e da sombra. “A persona é um arquétipo que traduz o que é esperado socialmente de uma pessoa, o papel desempenhado e o que possa parecer ser trata-se de um compromisso entre o indivíduo e a sociedade”.
Fadman e Frager-Harbra (1980) afirmam que o primeiro passo no processo de individuação é a desmistificação da persona, visto que é uma máscara que esconde o self e o inconsciente. Ao dissolver-se a máscara o indivíduo percebe que ela não é individual, mas uma máscara da psiquê coletiva.
 O segundo passo é o confronto com a sombra com a finalidade de se aceitar a realidade e tornar-se capaz de assimilar o material do inconsciente pessoal que está organizado ao redor da sombra.
O terceiro passo é o confronto com a anima, este arquétipo deve ser encarado como uma pessoa real, pois tem uma autonomia e há a probabilidade dela influenciar ou de dominar aqueles que a ignoram ou os que aceitam suas projeções como se fossem deles mesmos.
O passo final é o desenvolvimento do self, fazendo com que se torne o novo ponto central da psiquê, trazendo a unidade e integrando o material consciente e inconsciente, fazendo com que o ego seja o centro da consciência e não mais o núcleo da personalidade.
Os arquétipos dos deuses para Jung, segundo Fadman e Frager-Harbra (1980), são fontes derradeiras dos padrões emocionais de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos. Jung, segundo Bernardo (2004), ensinou que na visão simbólica os personagens e os mitos podem ser vistos como forças que atuam na psiquê coletiva.
Para Jung, segundo Urrutigaray (2001), a arte se vincula aos credos da Psicologia Analítica porque suas configurações possuem conteúdos simbólicos originários do inconsciente, “que podem ser submetidos à investigação psicológica e ao questionamento acerca do sentido dado á obra”.
Expressar-se criativamente é a capacidade que o indivíduo tem de poder dar formas visuais e significados através de palavras aos personagens internos que cada elemento tem dentro de si. De acordo com Bernardo (2004), é através de recursos expressivos que os indivíduos desenvolvem a intuição, o potencial e a expansão da consciência.
Mandala para Jung, é a premonição de um centro da personalidade, uma espécie de ponto central dentro da psique com o qual tudo está relacionado, pelo qual tudo é organizado e que é em si mesmo uma fonte de energia.
A energia do ponto central manifesta-se na quase irresistível compulsão e ímpeto de tornar-se aquilo que de fato se é, assim como todo organismo é levado a assumir a forma característica da sua natureza, não importam as circunstâncias. Esse centro não é sentido ou pensado como o ego, mas, se assim se pode dizer, como o self ( 1973. p. 73)
Seg. Jung quando o self encontra expressão nesses desenhos, o inconsciente reage reforçando uma atitude de devoção à vida (1983, 24)
Ao trabalhar com mandala, podemos vivenciar momentos de clareza em que os opostos se equilibram na consciência, e experimentar uma realidade de harmonia, paz e significado.
O processo de criação traz novas formas de significação que segundo Urrutigaray (2001), fornecem um canal expressivo de identificação pelo processo de elaboração de imagens e de construção das representações.
Segundo Urrutigaray (2001), no processo de expressão criativa o arquétipo “é um modelo conceitual criado para explicar padrões de organização de pensamento presentes em todos os indivíduos, por possuir a característica de generalidade e universalidade”. A atividade artística promove a imagética trazendo à consciência um novo procedimento cognitivo que envolve os níveis sensório-motor, emocional e intuitivo.
A arte facilita o acesso ao imaginário e ao simbólico, permitindo o crescimento de potencialidades latentes além, de promover o autoconhecimento. Ao trabalhar com materiais plásticos, de acordo com Urrutigaray (2001), o indivíduo tem a possibilidade de criar novas formas a partir de um original. O indivíduo ao realizar uma obra artística percebe o produto de sua criação como um todo.
Jung dizia que cada homem possui um potencial criativo que se ele conseguir colocar em uso para seu benefício, irá desenvolver um estilo único de ser e agir no mundo, buscando o bem estar de si mesmo e da comunidade. Um ser humano só é desenvolvido se interagir criativamente com seu próximo, em prol de um bem comum.
Os vínculos podem ser vistos também como leitos canalizadores de energia que atuam em nosso desenvolvimento, e podem facilitar ou dificultar o  crescimento, dependendo das circunstâncias favoráveis ou não ao processo de elaboração simbólica.”  (P. P. Bernardo, 2001 (tese), p. 167)
Segue Elieser (2006) classificando a utilização dos materiais, que apresentamos sucintamente:

  • As cores podem permitir as harmonizações efetivas, emocionais.

  • A modelagem permite a estimulação tátil, o trabalho muscular, a estruturação postural assim como a capacidade de concretizar e de planejar.

  • A técnica do desenho tem o papel de desenvolver a esfera cognitiva, o logus, além da capacidade de abstração.

  • Os fios utilizados no bordado, tricô, crochê, tecelagem permitem o fortalecimento e a reeducação do pensamento.

  • A imagem sonora faz entrar em contato com o eu mais profundo energizando os campos astrais e teóricos.

  • A dança permite a exploração e o uso adequado do espaço.

“Fazem parte do setting arteterapêutico as construções, modelos interativos ao homem com seu meio ambiente. Na terapia pela arte, assim como nas ciências humanas, cada pressuposto dever ser considerado apenas com uma hipótese, a ser confirmada ou não pelo sujeito“.(Elieser, 2006, p. 7)
Nise da Silveira, de acordo com Elieser (2006, p. 7) demonstrou que é possível ao técnico “a compreensão através do pensamento mítico das imagens internas de doentes que se expressam na atividade de livre expressão”. O imaginário torna-se concreto e passível de ser compreendido
Segundo Bernardo (2001), em Arteterapia pode se usar aos quatro elementos da Natureza: água, terra, fogo e ar.
“Da mesma forma que os alquimistas, colocavam que os quatro elementos, que formam dois pares de opostos, estão contidos na matéria prima que deu origem a toda a multiplicidade, à criação de tudo o que existe, pode-se dizer que, além de participarem da natureza à volta, também expressam forças psíquicas atuantes no desenvolvimento, podendo ser relacionados às quatro funções da consciência que intermediam, o contato com tudo o que existe dentro e fora de nós”. (Bernardo, 2001, p. 124).
O elemento terra, descreve Bernardo (2004), se associa à função sensação e sua simbologia relaciona-se ao corpo, aos processos vitais e reguladores, à percepção da realidade e ao crescimento. “Pode-se trabalhar arteterapeuticamente com essas questões através de expressões tridimensionais, como modelagem em argila, escultura, confecção de caixas, jardinagem e trabalhos corporais” (p. 124).
A água remete à função sentimento (Bernardo, 2004), à vida em seu fluxo e suas metamorfoses; ao feminino com sua capacidade de gerar e nutrir projetos. “A pintura e a utilização de cores vão então possibilitar que esses atributos e aspectos sejam cuidados, ativados e integrados à nossa consciência” (p. 125).
O fogo está ligado à capacidade de iluminar aspectos da realidade, intuição, criatividade, calor das paixões, desejos, agressividade e combatividade, atividade e dinamismo, capacidade de auto-afirmação, autoconfiança, coragem, heroísmo, energia psíquica e motivação. “O fogo interno pode ser canalizado e ativado através de atividades envolvendo velas (como por exemplo à criação de luminárias e castiçais) ou aquecimento corporal (danças, exercícios físicos que nos façam suar, etc.)” (Bernardo, 2004, p. 125).
Representa o potencial para criar imagens e atribuir significados para as experiências vividas podendo ser relacionado aos pensamentos, devaneios e fantasias, às histórias e aos relacionamentos.
“Contar histórias, dramatizá-las, bem como o trabalho com mandalas, com costura, tecelagem e fios em geral são formas de proporcionar a elaboração de questões referentes a esse elemento” (Bernardo, 2004, p. 125).
Os indivíduos, de acordo com Bernardo (2001), dispõe dos quatro elementos da Natureza na construção da personalidade, que se articula conforme as características pessoais, história de vida, crenças, cultura, vivências e potenciais.
Como analista, Jung descobriu que aqueles que vinham a ele na primeira metade da vida estavam relativamente desligados do processo interior de Individuação; seus interesses primários centravam-se em realizações externas, no "emergir" como indivíduos e na consecução dos objetivos do Ego. Analisandos mais velhos, que haviam alcançado tais objetivos, de forma razoável, tendiam a desenvolver propósitos diferentes, interesse maior pela integração do que pelas realizações, busca de harmonia com a totalidade da psique.

O primeiro passo no processo de Individuação é o desnudamento da Persona. Embora esta tenha funções protetoras importantes, ela é também uma máscara que esconde o Self e o inconsciente.
Ao analisarmos a Persona, dissolvemos a máscara e descobrimos que, aparentando ser individual, ela é de fato coletiva; em outras palavras, a Persona não passa de uma máscara da psique coletiva. No fundo, nada tem de real; ela representa um compromisso entre o indivíduo e a sociedade acerca daquilo que alguém parece ser: nome, título, ocupação, isto ou aquilo.
De certo modo, tais dados são reais mas, em relação à individualidade essencial da pessoa, representam algo de secundário, uma vez que resultam de um compromisso no qual outros podem ter uma quota maior do que a do indivíduo em questão.

O próximo passo é o confronto com a Sombra. Na medida em que nós aceitamos a realidade da Sombra e dela nos distinguimos, podemos ficar livres de sua influência. Além disso, nós nos tornamos capazes de assimilar o valioso material do inconsciente pessoal que é organizado ao redor da Sombra.

O terceiro passo é o confronto com a Anima ou Animus. Este Arquétipo deve ser encarado como uma pessoa real, uma entidade com quem se pode comunicar e de quem se pode aprender. Jung faria perguntas à sua Anima sobre a interpretação de símbolos oníricos, tal como um analisando a consultar um analista. O indivíduo também se conscientiza de que a Anima (ou o Animus) tem uma autonomia considerável e de que há probabilidade dela influenciar ou até dominar aqueles que a ignoram ou os que aceitam cegamente suas imagens e projeções como se fossem deles mesmos.

O estágio final do processo de Individuação é o desenvolvimento do Self. Jung dizia que o si mesmo é nossa meta de vida, pois é a mais completa expressão daquela combinação do destino a que nós damos o nome de indivíduo. O Self torna-se o novo ponto central da psique, trazendo unidade à psique e integrando o material consciente e o inconsciente. O Ego é ainda o centro da consciência, mas não é mais visto como o núcleo de toda a personalidade.
Jung escreve que devemos ser aquilo que somos e precisamos descobrir nossa própria individualidade, aquele centro da personalidade que é eqüidistante do consciente e do inconsciente. Dizia que precisamos visar este ponto ideal em direção ao qual a natureza parece estar nos dirigindo. Só a partir deste ponto podemos satisfazer nossas necessidades.
É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a Individuação em termos de estágios, o processo de Individuação é bem mais complexo do que a simples progressão aqui delineada. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A Individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da iluminação, na qual um individuo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura de si mesmo é vista como idêntica à finalidade.)

Cores e significados
Pintar mandalas é mais do que um exercício estético.
A escolha das cores fala de quem pinta.
Para compreender o que as cores dizem de você,
o melhor é deixar-se levar por elas e ao terminar a mandala ler seu significado você terá que optar entre vários e isso é parte do trabalho de afinar sua sensibilidade.
Assim, você terá um quadro de como está sua alma.
Algumas misturas de tons têm conotações psicológicas
precisas ou chamam atenção sobre temas que inquietam.
As crianças são mais espontâneas na escolha das cores,
porque não se sentem tão comprometidas com os critérios estéticos.
Quando estiver mais prática, poderá mudar de um estado para outro,
sabendo de antemão que efeito produzem em você
as diferentes cores e elegendo-as com um propósito específico.
Mas, ao pintar pela primeira vez,
faça-o sem olhar o significado de cada cor.
Amarelo -- Luz,  alegria, entendimento, liberação, crescimento, sabedoria, fantasia, anseio de liberdade. Inveja e superficialidade.
Azul -- Calma, paz, serenidade, segurança. Tédio, paralisação, ingenuidade e vazio.
Branco -- Pureza, perfeição, virtude, liberação, instinto para os negócios, amor pela verdade. Perfeccionismo, tendência à abstração e frieza.
Laranja -- Energia, otimismo, ambição, atividade, valor, confiança em si mesmo. Necessidade de prestígio e frivolidade.
Preto e cinza -- Renovação, dignidade, mudança, retorno. Responsabilidade, desamparo, morte, desespero, tristeza, perda, medo, ameaça e obscuridade.
Vermelho -- Amor, paixão, sensualidade, força, resistência, independência, conquista. Impulsividade, raiva e ódio.
Rosa -- Busca do prazer, elegância, abnegação, domínio da agressividade, carinho, suavidade, discrição. Inibição, ignorância da realidade e sentimentalismo.
Turquesa -- Amizade, sociabilidade, comunicação, imaginação, humor, encantamento. Egoísmo e necessidade de reconhecimento.
Verde -- Equilíbrio, crescimento, esperança, perseverança, força de vontade, cura, integridade, bem-estar, tenacidade, prestígio. Falta de sinceridade, ambição e poder.
Violeta -- Misticismo, magia, espiritualidade, transformação, inspiração. Pena, renúncia e melancolia.

SIGNIFICADO DOS NÚMEROS

NUMERO 1
Síntese
A pessoa 1 é líder, e pioneira, é autoconfiante e individualista em pensamentos e ações, não gosta de receber ordens, deve dirigir seu próprio negócio. Tem capacidade executiva, força de vontade e visão ampla, quer ser melhor entre os melhores e está determinada a ter sucesso.
No amor é dinâmica e determinada embora por vezes seja insistente pois não gosta de esperar pelo que deseja tomando a iniciativa de tudo, preferindo um parceiro que seja submisso ou que aparente o ser.
Gostam de viver perigosamente não se importando em correr riscos para aprender o que for necessário ao seu progresso constante e para atingir seus objetivos.
Se essas características não estiverem se manifestando, deve examinar qual o problema de ordem emocional ou cármica que a está impedindo de assumir a sua verdadeira identidade.
Quando os outros números do estudo numerológico não estão em equilíbrio, a pessoa pode cair no extremo oposto às suas qualidades que seriam o egoísmo, falta de tato, intransigência, prepotência.

Personalidade
Se o número da personalidade é um, a pessoa tem aparência imponente e correta, principalmente nos pormenores. É absolutamente original e diferente na sua forma de vestir, não gostando de nada que seja padronizado tendo a tendência a ter a sua marca registrada. É dominador, poderoso, criativo e gosta de independência em todas as áreas de sua vida.
Entretanto, deve aprender a desenvolver mais a paciência , o tato e a diplomacia.
Se os outros números estiverem em equilíbrio e estiver predisposto a tomar consciência e superar as suas limitações pode ser um líder confiante, empreendedor e criativo.

Eu Interior
Se o resultado foi 1, você é inovador, pioneiro, criativo, original, quer dirigir pois tem qualidade de liderança, é sempre auto-suficiente e quer ser o melhor entre os melhores.
O número 1 não tem muita paciência, diplomacia e tato, qualidades essas que deve cultivar, sendo inclinado a ser egoísta, crítico e arrogante se os outros números não estiverem equilibrados, mas, é uma pessoa honesta, leal e deseja ser independente para escolher as suas próprias ações.

NÚMERO 2
Síntese
A pessoa 2 é um excelente diplomata, tem paciência, tato e por natureza, dualista, vê com clareza ambos os lados de uma situação, podendo, com isso, ser uma ótima pacificadora. É modesto, pacífico de aparência simples e agradável.
É tímida, sensível e muitas vezes sem confiança em si própria, não sabe dizer não, sofrendo com isso e dando margem ao abuso de outras pessoas, preferindo sempre seguir do que liderar.
A mulher 2 no amor é sensível, delicada, atenciosa, extremamente graciosa, feminina e meiga. O homem 2 é um romântico, apaixonado, um gentleman.
A pessoa que tem o número 2 como Síntese, precisa aprender a cultivar um propósito definido na vida.
As limitações e dificuldades a serem vencidas são: a excessiva passividade, tendência a adiar e protelar as coisas, insegurança, a falta de persistência e uma dificuldade muito grande em dizer NÂO, o que poderá fazer com que freqüentemente prometa algo que não possa cumprir.

Personalidade
Se o número da personalidade é 2, a pessoa tem aparência simples e agradável, tem um jeito modesto, calmo e pacífico. Embora tenha muito bom gosto e senso artístico desenvolvido, não se sente bem com roupas muito suntuosas e elaboradas, preferindo apresentar-se de forma despretensiosa, jovial e informal, apesar de ser uma pessoa refinada e culta, tem tato e diplomacia em qualquer ambiente, preferindo seguir do que liderar.
Deve aprender a cultivar um propósito na vida e ter persistência para levá-lo ao fim.

Eu Interior
A pessoa que tem o eu interior 2 é sensível e emotiva, magoando-se com muita facilidade, preferindo seguir do que liderar, é culta e refinada, tem tato e diplomacia.
Precisa aprender a cultivar um propósito definido na vida. Costuma fazer muitas promessas para agradar as pessoas, mas dificilmente consegue cumpri-las, por isso está sempre se desculpando.
Procura a paz e harmonia, não gosta de dizer não, é amável e delicada por natureza.

NÚMERO 3
Síntese
A pessoa 3 é jovial, alegre e expansiva, tem talento para expressar-se escrevendo, falando ou em áreas artísticas pois é dotada de grande imaginação e criatividade, atraindo com isso grandes oportunidades na vida, tornando-se muito popular nos lugares onde freqüenta. É dotada de ótimo senso de humor e leva sempre consigo a alegria onde quer que vá. Gosta de estar sempre bem informada a respeito de tudo que acontece em todas as áreas.
No amor, é criativa e companheira, adora ser admirada e bem recebida, não gosta de críticas e é muito sensível.
Se encontrar um parceiro ou parceira que a agrade e eleve o seu ego, poderá viver permanentemente em lua-de-mel, gostando muito de criança e animais.
Quando os outros números do estudo numerológico não estão equilibrados tem a tendência a dispersar seus talentos, começando várias coisas e não terminando nada, tornando-se crítica e exigente, sofrendo freqüentemente de dúvidas além de atormentar-se internamente pelas críticas sofridas, e se a pressão for muito grande, foge para as drogas ou álcool, sendo neste caso necessário a ajuda especializada pois é muito sensível e insegura para sair sozinha das dificuldades.

Personalidade
Se o número da personalidade for 3, a pessoa tem a aparência jovem e atualizada, está sempre bem informada a respeito da moda e dos comportamentos de vanguarda, gostando de festas, sociedade e amigos, possuindo ótimo senso de humor e leva sempre a alegria consigo. Gosta de crianças e animais de estimação, tem talento não só para a arte, como para qualquer forma de expressão.
Precisa desenvolver a concentração e aprender a não dispersar seus talentos.

Eu Interior
A pessoa que tem o Eu Interior 3 é alegre e expansiva de natureza intuitiva e artística, sempre disposta a ajudar os outros,tem caráter franco e leal, honesta e justa em pensamentos e ações.
Precisa aprender a terminar suas tarefas antes de começar outras, devendo evitar ser tão crítica e exigente, não devendo esquecer que sua imaginação fértil e criativa atrai muitas pessoas à sua volta e muitas oportunidades na vida.

NÚMERO 4
Síntese
A pessoa 4 é uma disciplinadora, tem determinação e tenacidade de propósitos, é prática, analítica e excelente em trabalhos de pormenores e organização sendo mais feliz nos trabalhos que exigem esforço regular e metódico, tem habilidade mecânica e trabalha bem com as mãos, é pontual e responsável sendo a pessoal ideal para ocupar cargos públicos de alta responsabilidade, pois cumpre rigorosamente suas obrigações e é excelente no manejo de assuntos burocráticos, tendo paciência para insistir em uma tarefa até conseguir bons resultados.
No amor é fiel e tranqüila, precisa de afeto,mas muitas vezes deixa de atrair por sua seriedade, procurando cumprir as obrigações no amor como se estivesse no trabalho.
As dificuldades e limitações que deve superar são: a tendência a apegar-se a valores muito limitados e conceitos rígidos, levando muitas vezes à pobreza e ao insucesso, pois tem muita resistência a mudanças, perdendo com isso, ótimas oportunidades, deve também cuidar-se para não tornar-se avarenta pois é muito econômica.
Se essas tendências não forem muito evidentes pode ser pelo predomínio de algum outro número no estudo numerológico.

Personalidade
Se o número da personalidade for 4 a pessoa tem aparência simples e clássica e as vezes excêntrica, gostando de roupas práticas e resistentes, é conservadora, inspira confiança, tem paciência e perseverante para insistir em uma tarefa até conseguir bons resultados, disciplinada, gostas das coisas sistemáticas e metódicas.
Deve aprender a aceitar melhor as mudanças, pode fazer trabalho de rotina e até mesmo trabalho pesado sem desanimar apesar de ter habilidade para trabalhos manuais.

Eu Interior
A pessoa que tem o eu interior 4 é metódica, econômica e organizada, tem habilidade mecânica natural e trabalha bem com as mãos, é pontual, responsável, é a pessoa ideal para ocupar cargos públicos de responsabilidade, pois cumpre rigorosamente suas obrigações e é excelente no manejo de assuntos burocráticos.
Entretanto, muitas vezes comete erro de apreciação dos valores da vida, o que faz com que não consiga êxito financeiro, tem resistência a mudanças, o que faz perder, muitas vezes, ótimas oportunidades.

NÚMERO 5
Síntese
A pessoa 5 é versátil e magnética, tem mente rápida e relaciona-se muito bem, mas, no fundo do coração é uma aventureira, inquieta, nervosa e deseja a liberdade, o que contribui para que a instabilidade faça parte de sua caminhada em todas as áreas, devendo aprender a conviver bem com as mudanças.
No amor é provocante, sensual, apaixonada, adora viagens e novas experiências, detestando a rotina e tudo aquilo que é convencional. De personalidade interessante desperta o interesse do sexo oposto, e dificilmente ficará numa relação durante toda vida, a não ser por uma forte influência cultural ou com a predominância de outros números.
No trabalho não gosta de seguir planos definidos, tem facilidade para assimilar e gosta de serviço externo. Com fortes inclinações filosóficas e culturais ver-se-á constantemente envolvida com tais grupos.
As dificuldades e limitações que precisa vencer são: a ansiedade e a angústia mascaradas pela alegria, tendência à dependência química ou jogos. Sendo muito impulsiva deverá procurar aprofundar-se mais, pelo menos nos assuntos de seu interesse, pois a tendência é ficar sempre na superfície.

Personalidade
A pessoa com o número 5 na personalidade tem aparência atraente e atualizada, acompanhando a moda com interesse e gosta das novidades, tem personalidade interessante e magnética e embora nem sempre perceba, desperta a atenção do sexo oposto pelo charme e magnetismo.
Como têm grande atração pós assuntos filosóficos e intelectuais, verse-a constantemente envolvida com tais grupos.
Não é uma pessoa que goste de envolver-se com trabalhos burocráticos e rotineiros, por isso dará sempre preferência a trabalhos versáteis e com movimento.
Adora viagens, gosta de aventura e novas experiências, devendo ter cuidado com dependências químicas e jogos de azar.
Precisa desenvolver mais a paciência e a concentração.

Eu Interior
A pessoa que tem o Eu Interior 5 é atuante e dinâmica, adapta-se facilmente a qualquer ambiente porque é muito versátil, ama as mudanças, viagens e atividades novas, tem inclinações filosóficas e intelectuais, gostando de investigar e promover eventos, portanto, detesta a rotina e pormenores, estando sempre em busca de aventura.
Deve desenvolver mais a paciência e a concentração.
Se os outros números do mapa não estiverem em equilíbrio, poderá ser uma presa fácil do álcool, drogas ou envolver-se freqüentemente em problemas numa tentativa inconsciente de viver perigosamente.

NÚMERO 6
Síntese
A pessoa 6 é honesta, equilibrada, harmônica, ama o lar e a família. Gosta de ambiente confortável e acolhedor, querendo sempre melhorar o seu padrão de vida para dar mais conforto e harmonia a sua família. É emotiva, bondosa, gosta de ajudar os outros e dar conselhos. Amante das artes, da harmonia e da beleza.
No amor é extremamente carinhosa, doce, devotada, calorosa, aconchegante, incansável com o ser amado, geralmente fiel ao casamento e quer uma relação que dure para sempre, pois a família é primordial em sua vida.
O número 6 tem influência do planeta Vênus que rege o amor a beleza e a harmonia.
As dificuldades e limitações a serem vencidas são: teimosia, rigidez em opiniões e ideias, o mau hábito de discutir veementemente, a dificuldade de superar preconceitos, hábitos conservadores e a excessiva preocupação com as pessoas da família.

Personalidade
Se o número da personalidade é 6, a pessoa tem aparência elegante e encantadora, veste-se bem mas prefere as roupas confortáveis, soltas e folgadas. Tem um jeito bondoso e amigável, inspira confiança e acolhimento, adora um lar aconchegante, é extremamente familiar e uma excelente anfitriã.
Tem tendência ao excesso de peso, devendo evitar a teimosia e intrometer-se na vida dos outros.

Eu Interior
A pessoa que tem seu Eu Interior 6 é responsável, honesta, bondosa e digna de confiança, gosta de artes, da harmonia e da beleza. Necessita um ambiente no lar que seja confortável e acolhedor, tem a família como primordial em sua vida.
Como seu foco principal é a família, esforça-se para melhorar seu padrão de vida para dar mais conforto e alegria para sua família.
Gosta de ajudar os outros e dar conselhos, mas deve evitar as discussões, a teimosia e a interferência na vida das pessoas, mesmo que sejam familiares.

NÚMERO 7
Síntese
A pessoa 7 é intuitiva, estudiosa e teórica, busca conhecimento, sabedoria e a perfeição, sendo mais exigente consigo mesmo do que com os outros. Não gosta de trabalhos manuais, da rotina e muito menos do trabalho braçal, gosta de paz e quietude para meditar de preferência em contato com a natureza.
Ama o mistério e procura compreender as leis espirituais porque tem espírito cético e analítico, querendo explicações científicas para tudo.
No amor é introspectiva e misteriosa, mas apesar da aparente frieza, esconde paixões profundas, mas dificilmente é feliz nas relações afetivas.
Não é popular em sociedade porque raras vezes é compreendida, sentindo-se mais a vontade com os bichinhos de estimação do que com as pessoas.
Recebe influência do planeta Netuno, deus do mar e do reino psíquico.
As dificuldades e limitações que devem ser superadas são: a dificuldade de estar com os pés no chão, a dificuldade de encarar a realidade como ela se apresenta e não preferindo enxergar tudo com lentes cor-de-rosa, a tendência à ironia, frieza e depressão.

Personalidade
Se o número da personalidade é o 7 a pessoa tem aparência distinta e refinada, que se vestem com muita sobriedade, são reservadas, intuitivas, observadoras, são atraídas para os mistérios e procuram por isso compreender as leis espirituais pois são de natureza cética e analítica.
Gostam do contato com a natureza e a quietude para meditar.
Devem evitar serem frias e irônicas com as pessoas.
Eu Interior
A pessoa que tem o Eu Interior 7 é inteligente, intelectual, científica, filosófica e espiritual, gosta de paz e quietude para meditar preferindo para isso o contato com a natureza.
Não gosta de trabalhos manuais nem tampouco de rotinas. São intuitivas e perfeccionistas, buscam o conhecimento e a sabedoria, mas tem a tendência a mostrarem-se frias, irônicas, satíricas com pessoas e situações.

NÚMERO 8
Síntese
A pessoa 8 é uma administradora nata, com excelente tino comercial, capacidade executiva e é eficiente em tudo que faz, perfeccionista, critica, analítica, sempre interessada na expansão em larga escala, quer dinheiro e poder material.
No amor também é empreendedora, deliberada, não aceita respostas negativas, vai a luta até atingir os seus objetivos.
Por outro lado não deve confiar muito na sorte, pois precisará trabalhar muito para progredir na vida.
É uma pessoa intelectual, equilibrada, tem um jeito próspero, eficiente e refinado, não gosta de objetos baratos, tem tendências materialistas, esquecendo muitas vezes de cuidar do lado espiritual e afetivo de sua existência, a não ser que existam outros números que equilibrem esta tendência.
O ideal desta vibração, o ideal é procurar o equilíbrio entre o espírito e a matéria.
Se essas características não são evidentes na vida da pessoa 8, com certeza houve algum problema emocional ou cármico na infância que está interferindo na expressão da sua verdadeira identidade.
As limitações e dificuldades que precisa vencer quando existe um desequilíbrio entre outros números são: a ambição exagerada, mente negativa e materialista, inveja, ciúme e desconfiança.
Personalidade
Se o número da personalidade é 8, a pessoa tem aparência influente e cheia de sucesso mesmo quando está sem dinheiro, gosta de roupas de alta qualidade e dá especial atenção aos acessórios. Tem um jeito próspero, eficiente, refinado, é intelectual, bem equilibrada e perfeccionista.
Sua vida melhora cada vez mais quando começa a buscar equilíbrio entre o espírito e a matéria, e, como é muito perfeccionista e eficiente em tudo que faz deve procurar ser mais condescendente e tolerante com as limitações das pessoas que a rodeiam.

Eu Interior
A pessoa que tem o Eu Interior 8 é eficiente, perfeccionista, analítica em tudo que faz, dotada de tato, visão, imaginação para grandes negócios, tem força, coragem e energia para dirigir e não gosta de ser dirigida.
Não deve confiar muito na sorte pois precisa trabalhar muito para progredir na vida, mas o retorno do seu trabalho geralmente é compensador.
Deve buscar o equilíbrio entre o espírito e a matéria pois assim como é muito eficiente em tudo o que faz, tem muitas responsabilidades afetivas e familiares que deve cumprir sem esperar retorno.
A pessoa 8 precisa aprender a aceitar as pessoas exatamente como elas são, com seus egoísmos e limitações, deve aprender a desenvolver a tolerância e o amor incondicional.

NÚMERO 9
Síntese
A pessoa 9 é generosa, humanitária, é atraída e amada por todos, vê o bem em todas as pessoas, tem muita capacidade de doação sem esperar nenhuma recompensa, é como se fosse o irmão mais velho da humanidade ou pelo menos deve ser assim, pois caso contrário poderá sofrer muitas desilusões e decepções na vida.
É uma pessoa de personalidade magnética, encantadora, dotada de mente ampla, idealista, percebe facilmente as dificuldades e necessidades dos outros, é generosa e pacífica, mas torna-se ardente e agressiva quando diante de obstáculos ou é provocada. Precisa sentir-se livre em todos os sentidos e sabe lutar por essa liberdade.
São pessoas apaixonadas, dinâmicas, honestas, sinceras e inspiram confiança e por isso conseguem resultados facilmente em coisas que os outros não conseguem levar avante. São fortes, guerreiras, lutam pelos seus ideais e pelos dos outros.
No amor são generosas e gostam de colocar o ser amado em um pedestal partindo da premissa que a caridade começa em casa e de desvela para isto.
Quando existe um acúmulo de noves num mapa numerológico ou os números não estão equilibrados, fica mais acentuada as dificuldades.
Essas dificuldades e limitações que devem ser superadas são: as crises de raiva, explosões emocionais freqüentes, egoísmo e a impulsividade. Pela lei dos opostos também acontece dessas pessoas serem escondidas e não demonstrarem o seu temperamento fortemente emocional.
A melhor maneira de se conviver bem com uma pessoa 9 é estimular o seu lado positivo sem provocar a sua fúria.
A missão maior da pessoa 9 é dar tudo a todos sem esperar nada em troca, pois só assim será feliz.

Personalidade
Se o 9 é o seu número da personalidade você é uma pessoa de aparência magnética e encantadora, com jeito amistoso, generoso que inspira confiança. É independente, liberal, guerreira e corajosa, com mente ampla, idealista, percebe facilmente as dificuldades e necessidades dos outros.
É geralmente uma pessoa sem preconceitos, quer ajudar a todos indistintamente.
Sua missão de vida e dar tudo a todos sem esperar nada em troca, só assim será feliz.
Eu Interior
A pessoa que tem o Eu Interior 9 é filantrópica, humanitária, generosa, pacífica, mas tornas-se ardente e agressiva quando se encontra diante de obstáculos, necessitando sentir-se livre em todos os sentidos e sabe lutar por essa liberdade. Vê o bem em todas as pessoas e é amada por todos.
Deve aprender a controlar sua forte energia emocional que pode ser explosiva se não for bem canalizada.

NÚMERO 11
O 11 é um número que traz muito conhecimento intuitivo, místico e idealista. É uma vibração de extrema sensibilidade psíquica. Dificilmente a pessoa que está sob esta influência tem a segurança suficiente para assumir todo este potencial no início da vida, muitas vezes só a maturidade consegue expressar plenamente o conteúdo de sabedoria que já vem adquirindo de longa data.
No início geralmente existem muitos medos, dúvidas e incertezas em relação aos pressentimentos, intuições, premunições ou outras manifestações extra-sensoriais de que são dotados e fazem parte do seu dia a dia. Somente com muito estudo e dedicação a um trabalho de pesquisa que possa observar e comprovar estes fenômenos, adquirem a segurança necessária para tirarem um bom proveito deste potencial.
Esta vibração incentiva à busca pela paz e a harmonia entre os homens. Induz a liderança pacífica pelos altos ideais humanitários.
Por essas razões a pessoa que tem o 11 no seu estudo numerológico deve tratar com muita seriedade as suas limitações e inseguranças, pois sua responsabilidade como exemplo é grande. Seu lugar é em frente ao público, liderando, fazendo palestras o orientando,ministrando cursos, pois as pessoas percebem a sua sabedoria e gostam de ouvi-lo.

NÚMERO 22
O 22 é um número de mestrado espiritual no plano da matéria. A pessoa que recebe esta vibração é filosófica e idealista como o 11, mas tem um pensamento lógico e teórico, é pratica e organizada. Essa diferença faz com que consiga pôr em prática tudo que prega com mais facilidade que o 11. Tem altas aspirações, mas os pés firmemente plantados no chão. Está capacitada a levar avante seus planos e alcançar as suas metas.
Pode ver as coisas em larga escala. Seu poder e influência ultrapassam as fronteiras do seu meio e tende a tornar-se conhecida nacional e internacionalmente. Tem paciência e perseverança para insistir numa tarefa até obter bons resultados e atingir seus objetivos. É bom diplomata e estaria bem a serviço do governo.
De modo geral estas pessoas não são inseguras como o 11, por isso conseguem se posicionar mais cedo na vida e assumir seu potencial pelo menos parcialmente até a plenitude na maturidade.

NÚMERO 33
Se acontecer de um nome ou data de nascimento somar 33, deverá ser reduzido a um 6, pois esta é uma vibração extremamente elevada para um ser humano comum. São espíritos que vieram com a missão de dedicarem toda a sua vida e seu amor aos necessitados, sem nada esperar em troca.
É uma vibração do nível de Madre Tereza de Calcutá ou Irmã Dulce, que como podemos perceber, não fazem parte dos seres humanos comuns, a não ser que queira seguir uma missão assim tão especial.

NÚMEROS CÁRMICOS
A evolução humana e planetária pode ser percebida na escala evolutiva dos números de 1 a 9, que formam a roda cármica das encarnações.
Segundo estudos, todos os seres durante o seu processo evolutivo neste planeta, precisam passar pelas experiências representadas em cada um dos números desta roda.
Como já sabemos carma é aprendizado, então teoricamente todos os números são cármicos, pois muito temos que aprender com cada um deles.
Existem quatro números no entanto que, por apresentarem um peso maior neste particular, são de fato considerados números cármicos. Assim como os mestres eles permanecem inalterados não devendo ser reduzidos à unidade e são eles o 13, o 14, o 16 e 19.
Quando estes números aparecerem no seu mapa numerológico não devem ser motivo de preocupação, apesar de representarem desafios maiores, podemos transmutar e passarem a representar um grande estímulo ou uma grande adversidade, dependendo da direção que cada um escolher dar a sua vida, a seu destino.

NÚMERO 13
Em primeiro vamos esquecer aquele velho pensamento que o número 13 é um número de azar, maléfico, estamos no terceiro milênio e com idéias bem mais amplas.
O 13 no Tarô representa a morte, mas no entanto não deve ser confundida com a morte física e sim vista como término de um ciclo para o início de outra em qualquer área de sua vida.
Como o 13 corresponde ao 4 pela redução numérica, os desafios são os mesmos, embora mais intensos. A palavra-chave é trabalho no plano material. O aviso dado é no sentido de não nos entregarmos a preguiça, a inércia e a ineficiência. Muitas provas e desafios serão colocados nesta área para que a indiferença pelo trabalho, às desconfianças e as más atitudes não comprometam o nosso potencial positivo, desperdiçando assim as oportunidades de ascensão.
O 13 pode trazer dificuldades financeiras desde a infância, ou a necessidade de trabalhar muito cedo para que seja corrigida alguma distorção de valores trazida pelo espírito.
Se a advertência for devidamente entendida e corrigida a vida transcorrerá normalmente pois o desafio foi superado, caso contrário, as experiências continuarão se repetindo até que se aprenda a lição.

NÚMERO 14
O 14 mostra uma vida passada desregrada em todos os sentidos, tanto no que diz respeito a vícios, prazeres físicos como a aventuras e inconseqüências em relação a bens materiais, como por exemplo perder tudo no jogo e deixar a família na miséria. A mensagem básica do número 14 é equilíbrio.
No Tarô o 14 é a Temperança, que como o nome já o diz devemos evitar os extremos e principalmente exercitar a disciplina o que é geralmente muito duro para um 14 aprender como lição pois tenta sempre ganhar sua liberdade de forma destrutiva ou não se importando com os outros.
O número 14 corresponde ao número 5 reduzido a um único dígito, portanto os desafios também são semelhantes e também de forma mais intensa.
Podem acontecer perdas materiais ou muita instabilidade em todas as áreas, resultando disso que não conseguem construir nada sólido na vida material nem afetiva.
Se a pessoa que tem o 14 no seu mapa do nascimento tiver uma educação rígida e conseguir desenvolver disciplina e sólidos valores morais desde cedo, a vida pode se desenrolar normalmente pois os desafios foram superados, caso contrário haverá perdas e desapontamentos até a lição ser aprendida.

NÚMERO 16
O 16 é o número da derrocada do ego. No Tarô é representado pela Torre e indica que as estruturas montadas sobre falsos valores como a vaidade, orgulho e a posse principalmente no plano afetivo, tendem a ruírem.
Essa estrutura foi construída no passado pela ignorância e pelas ações egoístas indicando carma de antigos amores ilegítimos que podem ter causado muitas dores e prejuízos.
A lição é o desapego em todos os sentidos.
O 16 reduzido a um único dígito temos 0 7 que é regido pelo planeta Netuno que é nebuloso e enganador para obrigar as pessoas que estão sob sua influência a exercitarem a vigilância constante, tanto sobre si própria como também sobre os que as rodeiam para que não fique nenhuma questão duvidosa que possa dar origem a outras interpretações.
A lição, é através da ampliação da consciência de pensamentos límpidos e honestos, mente clara e transparente.

NÚMERO 19
O 19 mostra um passado de poder e tirania, exercido com crueldade e prepotência. A pessoa com este número, principalmente no Eu Interior pode ter envolvimento cármico com pequenos e grandes grupos, seja no trabalho, no lazer, nos estudos ou na família. A Chefia, a liderança e o poder estão sempre na sua direção quer ela queira ou não.
Sua grande lição aqui é a liderança positiva.
Sua tendência geralmente é fugir de qualquer tipo de liderança pelo medo inconsciente de escorregar para a prepotência. Precisa compreender que é somente através do exercício consciente do poder, exercido com justiça e equilíbrio que esta lição será aprendida.
No Tarô o 19 é o SOL, uma força viva e poderosa que serve para aquecer-nos e iluminar o nosso caminho, mas que também pode queimar e cegar aos inconsequentes.
O 19 adverte que o verdadeiro líder é aquele que vai na frente, iluminando o caminho daqueles que o seguem, e no momento em que esta lição for aprendida, a pessoa poderá sentir-se livre e a vida transcorrerá de forma tranquila e positiva.
Aproveite para relaxar, deixe de lado as responsabilidades, certo de que poderá reassumir seus deveres ao fim da meditação com a mandala.
Relaxe, feche os olhos e comece a focalizar a atenção em seu interior. Voce pode notar, formas, cores e configurações dançando diante dos olhos do espírito. Deixe fluir.
Date sempre sua mandala para uma referencia futura, inclua dia,mês e ano. Mesmo que cada mandala seja única, se você não datá-la pode ser difícil recordar sua seqüência no tempo, Saber a seqüência em que aparecem certas formas e cores ajuda a estabelecer seu significado.
Para meditar com ela coloque á sua frente a uma distancia de pelo menos um braço, ou pendurá-la na parede, ou colocar-la num espaço sagrado onde poderá ser olhada com freqüência.
A simples concentração na mandala o foco de sua experiência, deleitando os olhos com as formas e as cores, oferece um valioso feedback visual.
Um exercício legal é imaginar muito pequeno e faça de conta que está caminhando na mandala como se ela fosse uma sala. Então pergunte a si próprio qual a sensação de estar nesse lugar, como se sente, o que parecem ser os símbolos dessa perspectiva.
O que necessitamos para decifrar o significado de uma mandala. Precisamos entender os significados das cores, números, animais, etc. Assim poderemos entender a nos mesmos.
Pode utilizar também de formas verbais e racionais de pensamento, faça uso de palavras associações e amplificações para tornar mais clara a informação que ela contem. Ajuda a entender as mensagens do inconsciente codificada em símbolos.
As cores, os números  a cor do circulo,as lembranças que vem a mente,esses conjuntos pessoal de significados fornecerá indícios importantes do significado de sua mandala.

Simbologia das cores

Preto-  Aparece nas mandalas como contorno ou no ponto central,significa ausência de luz, tristeza, cor da escuridão, do mal, da morte, e do mistério, refere-se ao vazio, ao ventre e ao caos , próprio daquilo que não pode ser conhecido conscientemente. O preto pode simbolizar o início obscuro de qualquer processo. Sugere também a fonte de energia original, abundante e inesgotável que inicia. Nas mandalas pode ser representada e expressada por pombos, cismes, ou outras criaturas negras . O mistério do útero, onde uma nova vida se origina e vem a ser é outra dimensão do significado do preto, a capacidade de gerar da mulher e a intimidade oculta da terra que faz crescer novas plantas.Pode estar associado àquilo que não pode ser visto, que está além da percepção, é o símbolo do inconsciente ou para a perda da consciência.
Em termos psicológicos, a perda da consciência em geral diz respeito à perda do ego como um lócus de percepção. O ego deve ser separado do inconsciente para estabelecer uma noção de eu. Sua estrutura é vulnerável a um fluxo contrário de libido em direção ao inconsciente. Isso lhe rouba a energia psíquica necessária para manter-se a si próprio.  A cor do Deus Saturno,O Preto nas mandalas pode sugerir uma matriz escura e aveludada para uma nova vida, a criatividade ilimitada do inconsciente ou o fascínio do desconhecido, Representa a escuridão interior que enriquece e dá profundidade á personalidade, da mesma forma que o preto pode representar a depressão, a negatividade e uma terrível perda daquilo que nos é familiar, o seu poder poderia ser melhor sintetizado , toda vida começa e termina em trevas.
 
Branco – uma cor que capta muita vibrações, luz, pureza,sugere virginidade, espiritualidade, própria luz, serve como símbolo para o espiritual, o não material e o sobrenatural. Nas mandalas reflete ambivalência quanto a intensas experiências espirituais, uma penetração nas dimensões transpessoais desconhecidas da psique, sentimentos de admiração diante de um poder exterior que o ego poderá enfrentar, representa o fogo psicológico que forja uma ligação entre o ego e a psique arquetípicas. A partir dessa experiência o ego torna-se consciente do seu aspecto transpessoal eterno ou imortal.
Nas mandalas pode surgir de um pigmento branco, que pode sugerir uma interrupção de fortes sentimentos um fluxo de libido para o inconsciente, ou a relutância em aceitar as sensações do corpo. No centro da mandala, mostra que o individuo está pronto para uma mudança. Simboliza uma abertura às dimensões transpessoais da psique que pode ser uma fonte de inspiração, de cura ou de iluminação. Anuncia também uma perda de energia, um desafio à percepção de si próprio, ou áreas ocultas de intensas emoções. Ou relutância em aceitar a vida no corpo, com seus impulsos, ritmos e fragilidades imperiosos.

 

Vermelho - Cor do sucesso, da guerra, da conquista, da dominação, espiritualmente é o símbolo da caridade, amor, fé, com freqüência a cor pode estar associada ao martírio. Possui uma simbologia ligada à vida, ao calor humano à paixão.Está associada a fecundidade. Do ponto de vista Psicológico parece tanto atrair quanto repelir. A força positiva é a criatividade e o aspecto negativo é a destrutividade em todas as suas formas.
Simbolizam longas distancias, tem relação com o divino, fidelidade, da perseverança e da verdade,

Azul escuro - Simboliza tranquilidade, psicologicamente,  representa os laços que cada um tece ao redor de si, a unificação e a sensação de pertencer a algo ou alguém. Azul é lealdade. Personalidades sempre trazem consigo um alto grau de inteligência e destacam nas artes e ciências. Está relacionado com o planeta Júpiter

Azul - simboliza um antídoto, uma cor fria, considerado um dos maiores anti-séptico do mundo, está associado ao planeta júpiter, fé, pureza modéstia, simboliza a verdade e devoção, a calma e a sinceridade

Amarelo Cor associada a perfeição, ao poder, a riqueza. Psicologicamente a pessoa tem dificuldade em entrar em contato com os sentimentos mais profundos do coração é muito real para nós, as pessoas querem racionalizar tudo, corresponde simbolicamente às calorosas boas vindas da luz do sol, ao halo ao redor do Santo Graal, ao espírito jovial e á felicidade.  Personalidade pessoas que tem sua cabeça nas nuvens, em pouco tempo seus pensamentos cobrirão uma grande extensão cheia de várias ideias. Muito intuitivo, amável, generosas,

Simboliza poder doador, cor mais próxima da luz,símbolo da capacidade de ver ou de entender.Sugere qualidade divina da consciência que possibilita ao homem elevar-se acima do instinto e pensar planejar e imaginar coisas que não vê.
Nas mandalas é um indicador do desenvolvimento da consciência, da percepção de si mesmo e da individualidade.
Para os psicólogos simboliza a capacidade de apreender um padr5ão de significado entre fatos e impressões dispersas. Associado ao masculino. Nas mandalas simboliza o pai.
Simboliza a luz, o sol, riqueza e inteligência. Nas mandalas reflete uma mente hábil, curiosa e alerta,

Amarelo escuro - está associado com doença, traição, fraude e covardia,. Pode simbolizar uma ligação negativa com o pai, ou dificuldade em lidar com a autoridade..
Pode também representar que esteja sentindo forte, cheio de energia.

Laranja- simboliza vigor, estimulação, entusiasmo, prosperidade, fartura, colheita, glória.  Bondade, expansão, símbolo da fertilidade, ajuda na assimilação de novas idéias, libertação das limitações materiais. Pessoa que utilizam laranja expressam seu amor de forma expansiva, possui uma tremenda energia que é demonstrada no trabalho ou em casa.Representa regeneração e a capacidade de recuperação da alma.Nas mandalas reflete um sentimento ambivalente sobre a masculinidade e sobre os esforços do ego, Na mulher é reveladora da sua atitude em relação aos homens, implica apego ao pai, ou reflexo de grande auto estima, ambição.


Roxo/violeta são pessoas espirituais e sensíveis, com equilíbrio, intermediação e temperança. Cor da transmutação, que significa a criação de algo novo através da mutação de algo já existente, pode ser conexão com Deus. Simboliza processo de evolução pessoal. Pode estar ligada a mãe. Simboliza liberação de energia a serviço de metas individuais. Nas mandalas pode levar ao desenvolvimento de uma espiritualidade ou revelar maior necessidade de apoio emocional. Sugere uma imaginação vívida, que pode ser útil para os esforços criativos, em grandes proporções, pode revelar que a pessoa é egocêntrica autoritária ou fantasiosa. Podem estar associada à tristeza, piedade e sentimentalismo. Mas é uma cor calma e refrescante. Evidencia uma dignidade discreta que é muito requisitada. Cor de saturno;

 

Verde - cor da beleza, da harmonia, indica amizade, cooperação, bondade. Misericórdia, fé paz,.símbolo da energia, fertilidade, nova vida, crescimento, caridade. Está ligado a mercúrio. Sugere a qualidade divina da consciência que possibilita ao homem elevar-se acima do instinto e pensar planejar e imaginar coisas que não vê. Nas mandalas é um indicador do desenvolvimento da consciência, da percepção de si mesmo e da individualidade.

Para os psicólogos  simboliza a capacidade de apreender um padrão de significado entre fatos e impressões dispéras. Uma capacidade com a intuição, cor do principio ativo e fertilizador da natureza associado ao masculino. Nas mandalas simboliza ao pai. Para as mulheres ao animus. Pode indicar o prenuncio de um novo capitulo na sua vida. É possível que você esteja se sentindo forte, cheio de energia, com um sentido bem definido de si mesmo. A capacidade de ver as coisas com clareza,  estabelecer metas realistas e alcançá-las parecer estar operante. Mostra que você está pronto para aprender algo novo, aventurar-se pelo mundo com energia e ímpeto em busca de novos projetos,

Brotos verdes- indicam novo crescimento e esperança, continuidade da vida, paz, abundância e cura.

Alfazema Esta associada com a virtude, diligência e gratidão. Relaciona ao planeta mercúrio. Pode ser considerado um símbolo da energia num estado altamente purificado de espiritualidade. Nas mandalas revela propensão para experiências místicas, Pode anunciar um despertar espiritual que produz um renascimento psicológico. Muita cor indica sujeição à fantasia e fuga da realidade. Pode sugerir condições físicas em que há privação de oxigênio, pessoas que sofrem de doenças respiratórias, utilizam muito estas cores, podem estar colocando sua vida em risco, Pode também representar lembrança de uma experiência de nascimento em que houve falta de oxigenação.

Rosa- Sugere inocência, sensualidade, emoção juventude. Nas mandalas revela os prazeres e dores experimentadas no corpo físico,pode significar reconhecimento da própria vulnerabilidade, medo de expor-se e necessidade de ser cuidado.

Pessoas que escolhem esta cor talvez necessitem, pois podem estar tendo sintomas físicos, tensões, Mesmo que esses não sejam reconhecidos. Pode indicar que sua saúde precisa de atenção. Uma cor feminina. Pode estar relacionada com a sua vida emocional, com a aceitação da condição humana, ou com prazeres sensuais. Nas mandalas orienta para que procure o novo e busque aquilo que precisa de proteção em você mesmo.

Pêssego - Nas mandalas simboliza que esta pronta para um relacionamento sexual rico e significativo, portanto está relacionado com Venus. Tem conotação da maioridade, maturidade sexual ou liberação de potenciais gerativos da psique. Nas mandalas anuncia a presença da energia feminina gerada a partir das profundezes ocultas do ser.

Magneta - Expressa vitalidade, excitação e inquietude. Individualista que chama a atenção. É interessante a sincronicidade que há entre o início do movimento e a batalha final. Nas mandalas pode revelar a presteza para empreender um estudo, iniciar um projeto criativo ou verbalizar as próprias opiniões., motivação, concentração e vivacidade. Quando utilizada nas mandalas denota perda da capacidade de relacionar-se que pode levar a inflação, impaciência, egotismo ou a perda de foco pelo excesso de emotividade.

Marrom - simbolismo interessante contém  guardar energia faz lembrar a fertilidade do solo, a imagem de um campo vazio nos traz a lembrança de algo que já esteve lá e agora se  foi. Talvez por isso, o marrom esteja para algumas pessoas,associado com a renúncia, o pesar e a penitencia., como a necessidade  de segurança emocional, experimentada no corpo físico como sintomas de desconforto. A cor marrom está simbolizada com os excrementos, as fezes , quando colocado no centro o marrom significa que a pessoa tem pouco auto-estima, sente-se desvalorizada e suja.

Castanho nas mandalas talvez seja uma mensagem do inconsciente para que se reexaminem atenção para serem curadas,

Turquesa - quando aparecem nas mandalas é porque está sendo utilizada para alguma cura, aparece quando a cura é necessária para que o individuo possa continuar sua vida. Como medida provisória, talvez seja preciso distanciar-se dos eventos dolorosos, suprimir a dor da perda, que poderia ameaçar a capacidade do ego de enfrentar as coisas e superar o passado. Assim a pessoa sofre as constantes visita do espectro de como as coisas poderiam ter sido. Pode estar indicando o controle da psique sobre o fluxo de lembranças consideradas muito dolorosas,

Cinza é uma cor neutra, Sugere o equilíbrio dos opostos, uma vez que é uma mistura do preto com o branco. O equilíbrio alcançado pelo cinza não inclui as cores do espectro, o cinza como uma não cor, sempre falta de sentimento

Em termos psicológico, a falta de emoção é um sintoma de depressão. Pode estar relacionada a pessoa que estão ou foram viciadas, abuso de drogas fez que todas as sensações, tanto positiva como negativas desaparecessem. O vicio era de alguma forma utilizado para entorpecer sentimentos de culpa, relacionados com a falta de esperança e com a depressão. Os não viciados também pode experimentar essa culpa existencial. Ou pode estar ligado a uma luta pela sobrevivência no ambiente ulterino. Quando aparece nas mandalas procure perceber se no momento você está tendo alguma percepção interior sobre o paradoxo da existência humana. Talvez você esteja vislumbrando a possibilidade da totalidade, ou descobrindo um meio termo em alguma embaraçosa questão moral.

Nas mandalas a proximidade das cores complementares pode sugerir a tensão dos oposto.
Por exemplo:
O9 vermelho – energia
Competiria com o verde- controle
O amarelo- autonomia
Quando próximo do roxo – ligação com a mãe, pode sugerir o choque entre o desejo de independência e o habito de contar com os pais.
Azul- zelo perto do laranja – empenho pode simbolizar o conflito entre o dsejo de relacionar-se e a ambição da conquista;
Nas estações.

A primavera está associada com os tons pasteis vivos e frios amarelo, rosa, alfazema. Verde , violeta-roxo Nas mandalas pode indicar algo novo, jovem e cheio de potencial.
Verão incluem o verde amarelo ouro o laranja o vermelho o pêssego e azul celeste. Nas mandalas deve procurar reparar se elas indicam a realização, abundancia ou maturidade de algo.

Outono - marrom, laranja, dourado, castanho, evocam sentimentos relacionados a felicidade, amadurecimento, rendimento, ou tristeza por ter passado o entusiasmo da estação do crescimento. Nas mandalas pode sugerir que você esta colhendo os frutos de um período de evolução pessoal. Como pode ser uma advertência para que se de atenção a esse doloroso processo natural de passamento dos modos de ser familiares, a conclusão de projetos ou o cumprimento de obrigações.

Inverno- preto, branco- cinza—Nas mandalas há mensagem de que os primeiros sinais da primavera começam a despertar sob a neve e o frio do inverno

No circulo a cada direção é atribuída uma cor.
Norte branco
Leste amarelo
Sul- verde
Oeste preto

Cada direção possui suas características própria, abarcando lições a ser aprendidas, compreensões intuitivas a adquirir ou habilidade a dominar.

Para os índios
O leste amarelo e a direção da iluminação
O sul- verde- é o lugar da confiança e da inocência
Oeste – preto é o lugar da introspecção
Norte – branco- é o lugar da sabedoria.
Qualquer um cuja percepção apenas uma dessas quatro grandes direções será incompleto.
Norte- Aquele que possui o dom do Norte- será um sábio mas será frio, sem sentimentos
Leste terá a visão clara e sagas da águia, mas nunca chegará perto das coisas, se sentirá à parte acima da vida, nunca entenderá ou acreditará que pode ser tocado pelas coisas.
Oeste são os que remoerá o mesmo pensamento repetidas ve4zes sempre ficará  indeciso.
Sul verá tudo como os olhos de um comundongo, estará muito próxima do chão e será por demais míope para ver qualquer coisa que não esteja bem a sua frente, tocando a ponta do seu nariz.
Trazer dentro de si as quatros direções em equilíbrio é uma maneira de se tornar uma pessoa total, em harmonia com a natureza.

Os chakras


De acordo com a ioga kundalini, uma energia invisível flui pelo corpo através de certos canais.
Cada chakra está associado com uma tarefa evolutiva.
Há sete chakras separados por uma distancia de alguns centímetros que se distribuem ao longo da coluna vertebral e em alguns pontos da cabeça. Os chakras inferiores estão associados com a sobrevivência e com as necessidades básicas.

Os chakras superiores relacionam-se com o despertar espiritual.
O primeiro chakra localizado na base da coluna vertebral está associado com o vermelho
O segundo situado alguns centímetros abaixo do umbigo é a cor laranja
O terceiro chakra plexo solar- lugar onde nasce o sol sua cor é amarela
Quarto chakra localizado perto do coração é o verde
Quinto chakra localizado na região da garganta é a cor azul
Sexto chakra localizado na fronte num ponto entre os olhos e acima dele é a cor índigo
sétimo chakra situado no topo da Cabeça sua cor é violeta.

Simbologia relacionada as cores e os chakras nas mandalas
Quando o vermelho aparecer nas mandalas, vale a pena considerar se ela não está dizendo algo sobre a sua saúde, Talvez haja doença que precise ser tratada com mais cuidado ou acumulo de tensões que começam a afetar seu bem estar físico
Quando a cor laranja aparecer na mandalas pode revelar uma preocupação continua nessas áreas ou anunciar a reelaboração de alguma das escolhas feitas bem no inicio da vida
A cor amarela nas mandalas pode revelar que chegou o momento certo para aprender. Expressa também o despertar da consciência sobre algo, ou a disposição para manter um, ponto de vista pessoal Pode também estar relacionado com lembrança de antigos eventos em que havia liberdade de ação
O verde está associado com o cuidado das outras pessoas, os desafios da adolescência e do começo da fase adulta parecem estar ligado a esse chakra. Questões relevantes incluem a renuncia as reivindicações inconscientes sobre os pais, a capacidade de cuidar de si próprio e dos outros e a maturidade para relacionar-se sexualmente com outra pessoa.
Nas mandalas simboliza a chegada da plena maturidade, pode também indicar um reencontro com antigas experiências relacionadas com esse período do desenvolvimento da personalidade.
Azul- simboliza a capacidade de amar sem receber nada em troca , está associado com o ato de partilhar dons, talentos e habilidades sem esperar recompensas. Nas mandalas pode sugerir o despertar da natureza espiritual
A consciência espiritual torna-se mais profunda no sexto chakra localizado logo acima dos olhos- suas energias parecem estar relacionadas com o desenvolvimento da intuição.,o desafio é integrar o sentido de ordem atemporal que hã por trás dos eventos a consciência do ego pessoal finito Nas mandalas pode ser um sinal de que há uma percepção dessa realidade mais profunda.
Violeta (roxo ou alfazena)  chakra da coroa- esta associado a capacidade de transcender a existência individualizada e experimentar uma ligação mística com o cosmos.
Nas mandalas o alfazema pode simbolizar uma experiência culminante do passado recente ou do futuro próximo.
 
Simbologia dos animais nas mandalas
Pássaros
Borboleta
Círculo
Cruz
Gotas
Olho
Flores
Mãos
Coração
Infinito
Relâmpago
Arco-íris
Espiral
Quadrado
Estrela
Triângulo
Teia
Lua- símbolo natural da mulher e do sexo feminino. A lua expressa todo o mistério da mulher, não só suas fases mas no seu complicado ciclo de recolhimento,
Sol e a lua- símbolo da consciência, bem como da vida da morte e do renascimento.

Simbolismos dos Cristais e Pedras
Alexandrita: Traz o equilíbrio mental e emocional e ajuda na recuperação de traumas recentes.
É uma pedra que tem poderes regenerativos. Inspira felicidade, criatividade e amor pela vida.
Amazonita: Alivia o sistema nervoso e fortalece o coração e o físico. Usada no tratamento de abalo no sistema nervoso, inspira paz.
Ametista violeta: Elimina o stress, inspira a cura e traz a paz
Âmbar: Usada em casos de problemas de memória, ansiedade.
Água-marinha: Estimula as células e ajuda na digestão.
Aventurina: Elimina o medo e ajuda no tratamento de pele, inspira independência e saúde.
Azurita: Corta as ilusões e ajuda na criatividade.
Calcita: Muito usada para estudantes e principalmente quem estuda arte e ciência.
Calcita ouro: Inspira felicidade e clareza.
Calcita verde: Liberta de antigos conceitos e ajuda que abra novos caminhos na vida.
Coral: Ajuda na cura de doenças sexuais e trás bom relacionamento com as pessoas.
Carnélia: Coragem e resistência.
Citrino: Motivação e capacidade para bons lucros.
Diamante: Purifica o corpo e a alma.
Esmeralda: Inspira amor, prosperidade.
As principais pedras dos signos:
Áries: (21/03 a 20/04) – Jaspe, Topázio
Touro: (21/04 a 20/05) – Quartzo Rosa, Lápis Lazuli
Gêmeos: (21/05 a 20/06) – Citrino, Olho de Tigre, Ágata
Câncer: (21/06 a 21/07) – Quartzo cristal, Quartzo fume
Leão: (22/07 a 21/08) – Quartzo cristal, Ágata
Virgem: (22/08 a 22/09) – Ágata, Jaspe
Libra: (23/09 a 22/10) – Quartzo cristal, Quartzo fume
Escorpião: (23/10 a 22/11) – Jaspe, Citrino
Sagitário: (23/11 a 22/12) – Topázio, Quartzo cristal
Capricórnio: (23/12 a 19/01) – Quartzo fume, Ônix
Aquário: (20/01 a 19/02 – Água marinha, Quartzo cristal
Peixes: (20/02 a 20/03) – Ametista, Quartzo cristal



Cristais para Desenvolvimento Interior

SIGNIFICADO DAS PEDRAS

AGATA: É encontrada em várias cores. Ajuda no equilíbrio físico e mental. Fortalecendo o coração. Ilumina a mente. Protege contra roubos e afasta tempestades. Aguça a visão, concede eloquência, auxilia na descoberta de tesouros. Aumenta a vitalidade, auto confiança e especialmente benéfica para atletas e para aqueles que irão se submeter a exames ou testes ou para quem vai se submeter a desgastes repentinos de energia física ou mental. Equilibra as emoções e acalma o corpo, a mente e os sentimentos. Limpa o corpo emocional e libera raiva e frustração.

AMAZONITA: Cor verde azulada. Exerce poderosa influência nos jogos facilitando a obtenção de sucesso. Ajuda aperfeiçoar a expressão corporal. Alivia e acalma o cérebro e o sistema nervoso. Fortalece o coração. Boa para quem está envolvido em atividades artísticas. Boa para aliviar os que sofrem distúrbios emocionais. Auxilia no crescimento e no metabolismo. Muito útil para quando estamos tentando nos expressar de forma mais clara. Regula e aumenta as possibilidades do pensamento.

AMETISTA: Traz de volta à vida o equilíbrio emocional e um senso de ordem. Também afeta e estimula o terceiro olho. Está ligado diretamente com a mente e processo de meditação. Atua sobre o sistema circulatório, imunológico e metabólico. Acalma e suaviza a mente aumentando a memória e a motivação. Pode ser usado com outras pedras. Usada na cura em geral. Eleva o espírito, reequilibra e aumenta a consciência intuitiva.

CITRINO: É uma forma de quartzo. Eles afetam basicamente o corpo mental. Acalmam a agitação mental. Sua energia assemelha-se com a do sol: aquece a vida. Ligado ao poder físico e material, é usado para atrair riqueza. Útil para problemas como a má digestão, infecções renais e de bexiga, prisão de ventre e outros de tipo estomacal. Pedra mais indicada se tratando dos assuntos: negócios, relacionamentos interpessoais ou questões familiares. Amplia o pensamento, aumenta a autoconfiança.

CRISTAL DE QUARTZO: Uma benção com sua pureza e harmonia em qualquer situação. Esse tipo de cristal é universal quanto a seus poderes e habilidades. É o mais versátil de todos os cristais. Pode produzir a cura em todos os quatro níveis áureos. Repele a negatividade. Pode ser usado para transmutar formas negativas e nocivas de energias negativas. A pura luz branca emitida através dele, por conter todas as cores do arco-íris, é regeneradora e energizante. É fonte de força cósmica. Possui aura radiante muito forte. É o Cristal da sabedoria e da clarividência. São excelentes para manter a paz e a harmonia em qualquer ambiente.

QUARTZO ROSA: O rosa é suave e calmante desta pedra, serve para curar mágoas acumuladas pelo coração. Ela dissolve a carga acumulada que reprimem a capacidade de dar e receber amor. Emana uma energia que substitui as tristezas, temores e ressentimentos, e revolve os problemas emocionais.

QUARTZO VERDE: Fortalece a saúde em geral, tonifica e estimula a circulação sangüínea e restabelece a energia do corpo. Da sorte no amor e no jogo. Poder de cura.

ONIX: Proteção, autodefesa contra negatividade consciente dirigida e ataques psíquicos. Refere-se à terra, ao físico, à sobrevivência e a realização do ego pessoal. Pedra do poder. Age como imã, atraindo energias positivas ao corpo. Estimula a concentração e a manter o foco em assuntos que necessitam de um desfecho. É a pedra que ajuda a resolver problemas econômicos, podendo ser utilizada em ambientes comerciais. Controla emoções e paixões. Alivia apatia e "stress

Família do Quartzo

Quartzo Branco: Este cristal possui dons infinitos, promove o desbloqueio mental e corporal, também tem o poder de ampliar nossos pensamentos, de abrir portais para comunicações entre as pessoas, ou com o mundo astral . Possui vários dons de cura como: Aliviar dores das costas, hemorragias, problemas circulatórios, má digestão, também é de grande ajuda nos problemas visuais . É um cristal que estimula a concentração e a meditação, trazendo paz ao ambiente.
 

Quartzo Rosa : O quartzo rosa deve ser utilizado no chacra cardíaco, o quarto chacra, esse traz uma paz interior, removendo o equilíbrio emocional, equilíbrio nos relacionamentos, abrindo o coração para o amor, tanto pessoal, como o amor humanitário, fazendo com que as pessoas se aceitem melhor umas as outras. É um cristal que traz entusiasmo, criatividade, e o poder de expressão, desenvolve nas pessoas a alegria perdida de viver. Também é de óptima ajuda para desbloquear traumas antigos de um relacionamento que acabou, para descarregar emoções acumuladas, e o stress do dia-a-dia, do trânsito, do serviço, etc. Servindo como um calmante natural. Com o dom de aliviar as tensões emocionais, ajuda a restabelecer o ritmo cardíaco.

Quartzo Verde: Conhecido também pelo nome de Aventurina, é um cristal para ser utilizado no chacra cardíaco, a cor verde é considerada uma cor calmante, até mesmo desinfectante e desintoxicante, os cromoterapeutas recomendam a cor verde nas paredes de escolas, hospitais, casas de saúdes, e até mesmo nos vitrais de banheiros. Colocado sobre a altura do coração, este cristal acalma o coração, aliviando o stress, trazendo assim equilíbrio para o organismo, devolvendo o ritmo cardíaco, levando-nos a paz mental, e espiritual. Pode ser utilizado também no Plexo Solar, trazendo assim uma acção desintoxicante para o organismo, absorvendo as energias pesadas que adquirimos ao longo do dia. Também é utilizado para atrair dinheiro, bons negócios, e sorte nos jogos.

Quartzo fumado: Óptimo para bloquear nosso corpo contra as energias negativas, traz equilíbrio ás emoções, dá-nos força para caminhar quando há o medo de errar, traz-nos a vontade de aprender, e também de reconhecer nossos erros . Também está ligado as forças sexuais, aumentando nossa fertilidade.

Citrino: De cor amarela, pode ser chamado de quartzo amarelo, esse cristal tem íntima relação com o mundo material, pois carrega intensa vibração do elemento terra, ele é utilizado para obter a prosperidade, segurança, e domínio sobre a matéria. No corpo deve estar em contacto directo com a pele, e pode ser utilizado no Plexo solar, o terceiro chacra, ajudando na digestão, nos problemas urológicos, de pele, depressões, medos, fobias, até mesmo contra pesadelos, pois como mencionado acima, este é um cristal que traz segurança, e solidez.

Ametista: Também conhecido como quartzo violeta, é o cristal da meditação, é utilizada no sétimo chacra, o coronário, traz a coragem, a tranquilidade, e harmonia . A ametista também é utilizada contra qualquer forma de dor, colocando-a directamente sobre a parte afretada, também nos leva a um sono tranquilo, por isso é utilizada em baixo do travesseiro.

Outros Cristais mais usados

 

Ágata: Desenvolve a coragem e a força, ajudando a descobrir a verdade e a aceitar o destino. Fortalece o corpo e a mente. É uma pedra energética e poderosa. Auxilia no sistema circulatório e no pâncreas.

Alexandrita: Ajuda a reconstruir a mente, corpo e o espírito após traumas recente. Beneficia o sistema nervoso, baço e o pâncreas. Traz o equilíbrio emocional e mental. É uma pedra com poderes regenerativos. Cria uma ligação mental, emocional e dos corpos etéreos, levando a um estado maior de equilíbrio. Combate a baixa estima e desordens do sistema nervoso. Inspira felicidade, criatividade, expansão da consciência e o amor pela vida.

Âmbar: Permite que o corpo se cure pela absorção e transmutação da energia negativa para positiva. Anima a disposição e estimula o intelecto. Abre o chakra coronário. Ajuda a conectar-se com a consciência da perfeição universal e a realização espiritual. Usado em casos de perda de memória, ansiedade e incapacidade de tomar as próprias decisões.

Ametista: Ajuda na parte do crescimento espiritual, levando à alta consciência. Corta as ilusões e é de grande ajuda para os meditadores. Facilita a transmutação das energias baixas para frequências altas, ambos, espiritual e níveis etéricos. Limpa as conexões entre o plano da Terra, outros mundos e multidimensões. Transmuta e equilibra qualquer energia disfuncional localizado em qualquer parte do corpo. Ametista também traz estabilidade, força, vigor e paz. Usado no tratamento de desordens do sistema nervoso e digestivo, coração, estômago, pele e dentes. Elimina o stress. Inspira cura, e intuição.

Áqua marinha: Ajuda na digestão, limpa e equilibra o emocional. Fortalece o fígado, baço e rins. Estimula as células brancas do sangue.

Amazonite: Óptimo relaxante, bom para o equilíbrio mental e emocional.

Aventurina: Estimula o relaxamento e acalma os pensamentos.

Azurite: Estimula a reflexão e poder de critica.

Barite: Estimula a autoconfiança, ajuda em problemas emocionais.

Calcite: Estimula a autoconfiança.

Carnélia: Energiza as partes psíquicas, emocionais e mentais. Fortalece o corpo através do emocional, trazendo coragem e resistência. Carnélia ajuda a humanidade a fazer a transição para a quarta dimensão. Inspira concentração, felicidade e sociabilidade.

Citrino: estimula individualmente a auto-segurança.

Crisocola: Excelentes para os períodos de dor e tensões pré-menstruais. Fortalece as qualidades femininas. Auxilia na prevenção de úlcera, problemas digestivos e pulmões. Realça o metabolismo. Alivia o sentimento de culpa. Equilibra os chakras. Relaxa os estados de ansiedades e medos, prevenindo congestão emocional. Inspira criatividade, o poder pessoal, felicidade e serenidade.

Diamante: Transmuta as energias negativas para positivas. Purifica o corpo e o espírito. Amplifica as energias do corpo e da mente. Inspira inocência, purificação, confiança, abundância e serenidade.

Esmeralda: É a pedra do amor incondicional. Fortalece o coração, rins e os sistemas imunes. Equilibra a mente e o corpo físico. Inspira amor, prosperidade, tranquilidade e a paciência. Aumenta a clarividência.

Fluorite: Estimula a clareza espiritual e o poder de compreensão.

Jade: Auxilia nos problemas dos olhos. Equilibrador emocional. Radia amor incondicional, coragem, justiça, claridade e sabedoria. Coloca a pessoa em contacto com seus potenciais. Ajuda a alcançar a realidade espiritual. Inspira confidência e equilíbrio.

Ônix: Traz sabedoria em decisões que precisam ser tomadas. Equilibra ambas as polaridades masculinas/femininas. Fortalece a espinha e tira o stress. Alinha por inteiro o corpo físico com altas-frequências de energia. Inspira serenidade, auto controle e intuição.

Olho de Tigre: Traz uma alta-frequência de energia vibracional. Equilibra a percepção.

Pedra da Lua: Faz uma conexão com a fonte de luz interna, em qualquer forma de meditação. Usado em qualquer chakra.

Rubi: Usada para preservar o corpo físico e a saúde mental. Estimula o chakra cardíaco. Inspira sabedoria espiritual, saúde, conhecimento, tranquilidade e riqueza.

Sodalite: Fortalece a coragem, estimula uma clara consciência.

Sodalite: Fortalece a coragem, estimula uma clara consciência.

Turmalina Preta: Para quem deseja estar conectado com a consciência da "Nova Era". Traz uma forte protecção, aumentando a sensibilidade e compreensão. Tira o medo e a transmuta a negatividade. Um poderoso curador das desordens da mente.

Turquesa: Auxilia na regeneração dos tecidos. Protector contra todas poluições do meio ambiente, em particular as radiações. Fortalece e alinha todos os chakras. Excelente pedra para usar nas meditação ou em qualquer outra actuação espiritual. Ajuda no crescimento pessoal e expande a consciência. Auxilia nas situações do dia a dia e da sua vida em geral. Tem o propósito de equilibrar e curar o chakra da garganta. Inspira criatividade, paz, equilíbrio emocional, comunicação, lealdade e sabedoria.

Cristais: Significado de Cada Pedra
por Isabel Leal

Chakra raiz ou 1º chakra – Hematite

Este cristal ajuda a regular o sistema imunológico. Aumenta a resistência ao stress. Ajuda na boa e equilibrada circulação do oxigênio no sangue. Fortalece o corpo físico e etéreo. Fomenta o magnetismo, o otimismo e a coragem. Excelente para ajudar a promover o enraizamento.

A sua cor é um prateado brilhante. O Arcanjo a que está ligado é Miguel e Jofiel

Chakra sacral ou 2º chakra – Citrino
Este cristal atua com eficácia nos rins, fígado, cólon e órgãos digestivos. Regenerador de tecidos internos. Desintoxica o corpo físico, emocional e mental. Diminui tendência para auto destruição cultivando auto estima.

A sua cor é amarelo, branco em degrade até amarelo escuro ou ainda castanho dourado.
O Arcanjo ligado a esta pedra é Ariel, Gabriel e Uriel

Chakra do Plexo Solar ou 3º chakra – Olho de Tigre
Este cristal fomenta e equilibra o poder pessoal. Fortalece a força da personalidade e de auto afirmação. Permite alcançar insights para obter respostas a questões da vida comum. Acalma o medo e a teimosia. Aumenta a confiança no poder da alma bem como a segurança e estabilidade.

A sua cor é acastanhada ou dourado escuro. O Arcanjo ligado a esta pedra é Miguel e Uriel

Chakra do coração ou 4º chakra – Quartz Rosa
Este cristal aumenta as capacidades amor-próprio e pelo próximo. Fomenta a abertura do chakra do coração. Utilizado para estabilizar áreas ligadas com o coração, pulmões ombros e parte superior das costas. Liberta o medo e ajuda a substituir este sentimento por amor puro. Ajuda a alcançar paz e tranqüilidade.

A sua cor é o rosa claro. O Arcanjo ligado a esta pedra é Ariel

Chakra da garganta ou 5º chakra – Quartz Azul
Este cristal ativa o chakra da garganta e suas capacidades como criatividade, abundância e comunicação. Liberta tensões e bloqueios na livre expressão. Equilibra a comunicação e regula o sistema emocional.

A sua cor é o azul. O Arcanjo ligado a esta pedra é Gabriel e Sandalfon

Chakara da 3ª visão ou 6º chakra – Lápis Lazúli
Este cristal trabalha a tiróide. Liberta tensões e ansiedade. Provoca claridade mental, amplia e desenvolve a consciência. Aumenta intuição, e as capacidades extra sensoriais. Promove a comunicação com a alma.

A sua cor é azul escuro com um fio dourado O Arcanjo ligado a esta pedra é Miguel, Raziel e Zadkiel

Chakra da coroa ou 7º chakra – Ametista
Este cristal estabelece a ligação a alma. Provoca paz e tranqüilidade. Promove maior atividade do lado direito do cérebro. Ajuda a desenvolver atividades de sensibilidade da aura. Excelente auxiliar para meditação. Qualidades de proteção. Atrai inspiração divina.

A sua cor é violeta e branco. O Arcanjo ligado a esta pedra é MiguelOs Animais de Poder

Desde a antiguidade, segundo registros, existem rituais onde os homens e animais se faziam presentes. Hoje os encontramos em nosso dia a dia na astrologia, na alquimia, nas cartas de tarô entre outros. Existem algumas maneiras de se descobrir o animal que está presente em nosso interior, seja através de ritual, concentração ou mesmo da intuição. Conhecido como Animal de Poder, Espírito Protetor, Totem ou Animal Guardião, estão mais próximos da Fonte Divina. Quando tomamos a consciência de sua existência, fortificamos os poderes que estão escondidos em nosso interior, pois há um aumento de nossa resistência a doenças e de nossa auto-confiança. Cada animal traz uma essência espiritual e, através dela, cada um com seu próprio modo ou estilo de vida, com sua própria medicina, nos leva a crescer e transmite-nos a sua sabedoria.

Os animais estão mais próximos do que nós da Fonte Divina por serem míticos, oníricos. Ao compartilharmos de sua consciência animal transcendemos o tempo e o espaço, as leis de causa e efeito. A relação entre homem e animal é puramente espiritual, pois nosso instinto animal é mais forte e menos racional por serem manifestações dos poderes arquétipos do ser humano. Fortificam o vigor físico e mental, aumentando a disposição e o conhecimento, auxiliando ainda no diagnóstico de doenças e na realização de desafios.

Existem rituais, auxiliados pelo tambor que auxiliam na conexão com o animal, onde também são realizadas as Danças do Animal, que é uma forma de invocação. Cada animal possui uma essência, e assim cada um possui sua própria medicina e sabedoria. Relaciono abaixo alguns dos animais (incluindo os místicos) com seus significados:

 

Águia - Iluminação, a visão interior, invocada para poderes xamânicos, coragem, elevação do espírito a grandes alturas;

Aranha - Criatividade, a teia da vida, manifestação da magia de tecer nossos sonhos;

Abelha - Comunicação, trabalho árduo com harmonia, néctar da vida, organização.

Alce - Resistência, auto-confiança, competição, abundância, responsabilidade.

Antílope - Cautela, silêncio, consciência mística através da meditação, calma, ação.

Baleia - Registros da Mãe Terra, sons que equilibram o corpo emocional, origens;

Beija-flor - Mensageiro da cura, amor romântico, claridade, graça, sorte, suavidade;

Borboleta - Auto-transformação, clareza mental, novas etapas, liberdade;

Búfalo - Sabedoria ancestral, esperança, espiritualidade, preces, paz, tolerância;

Cabra/cabrito - Determinação para ir ao topo, nutrição, brincadeiras.

Camelo - Conservação, resistência, tolerância.

Canguru - Proteção maternal, coragem para seguir em frente nas fraquezas.

Castor - Novos canais de pensamentos, construção, segurança, conforto, paciência.

Cisne - Graça, fidelidade, ritmo do Universos, ver o futuro, poderes intuitivos, fé.

Coiote - Malicia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.

Coelho - Fertilidade, medo, abundância, crescimento, agilidade, prosperidade.

Condor - Idem a águia, é um dos filhos do Sol no Peru, representa o Mundo Superior.

Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga.

Corvo - Guardião da magia, mistério, predições, mensageiro, dualidade, assistência.

Cavalo - Poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força ,clarividência;

Cachorro - Lealdade, habilidade para amar incondicionalmente, estar a serviço;

Cobra - Transmutação, cura, regeneração, sabedoria, psiquismo, sensualidade;

Coiote - Malícia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor.;

Coruja - Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga;

Doninha - Poderes ocultos, vivencia, poder de esconder, observações, segredos.

Elefante - Longevidade, inteligência, memória ancestral, ancestrais enterrados.

Esquilo - Divertimento, planos futuros, reunião, observar o óbvio.

Esturjão - Determinação, sexualidade, consistência, profundidade, ensinamento.

Falcão - Precisão, mensageiro, olhar a volta, abertura a distância, oportunidades.

Formiga - Comunidade perfeita, paciência, trabalho duro, força, resistência, agressividade.

Gaivota - Voar através da vida com calma e esforço para alcançar objetivos.

Gambá - Campo de proteção, reputação, repelir quem não o respeita, respeito.

Gato - mistérios, poderes mágicos, sensualidade, independência, visões místicas, limpeza.

Galo - Sexualidade, fertilidade, oferendas, cerimônias, altivez.

Girafa - Calma, inspiração para se atingir grandes alturas, suavidade, doçura.

Golfinho - Pureza, iluminação do ser, sabedoria, paz, amor, harmonia, comunicação.

Gorila - Sabedoria, inteligência, adaptabilidade, guardião da terra, habilidade.

Guaxinim - Bom humor, limpeza, sobrevivência, tenacidade, inteligência, folia.

Hipopótamo - Desenvolvimento psíquico, intuição, ligação água-terra, aterramento.

Jacaré - Instinto de sobrevivência, o inconsciente profundo, o caos que precede a criação.

Jaguar - A busca em águas da consciência, mensageiro, interação mente e alma.

Javali - Comunicação entre pares, expressividade, inteligência.

Lagarto - Otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação, transformação.

Leão - Poder, força, majestade, prosperidade, nobreza, coragem, saúde, liderança, segurança, auto-confiança.

Leopardo - Conhecimento do subconsciente, compreender aspectos sombrios, rapidez.

Lince - Segredos, conhecimento oculto, tradição, ouvir para o crescimento.

Libélula - Ilusão, ventos da mudança, comunicação com o mundo elemental.

Lobo - Amor, relacionamentos saldáveis, fidelidade, generosidade, ensinamento.

Macaco - Inteligência, bom humor, alegria, agilidade, perícia, irreverência, amizade.

Minhoca - Regeneração, resistência, auto-cura, transformação.

Morcego - Renascimento, iniciação, reencarnação, habilidades mágicas.

Onça - Espreita, proteção de espaço, silencio, observação. Precisão.

Pantera - Mistério, sensualidade, sexualidade, beleza, sedução, força, flexibilidade.

Pato - Desenvolvimento de energia maternal, fidelidade, nutrição energética.

Peru - Dar e receber, transcendência, dádivas, celebração.

Porco-Espinho - Fé, confiança, inocência, inspiração para realizações, dentro da essência.

Puma - Força, mistério, silêncio, sobrevivência, velocidade, graça, liderança, coragem.

Pica-Pau - Regeneração, limpeza, comunicação, proteção, unido aos Espíritos do trovão.

Pingüim - Viver em comunidade, fidelidade, lealdade nos romances.

Pombo - No cristianismo simboliza o Espírito Santo, paz, comunicação, mensagem.

Raposa - Habilidade, esperteza, camuflagem, observação, integração, astúcia.

Rato - versatilidade, alerta, introspecção, percepção, satisfação, aceitação.

Salmão - Força, perseverança, nadar contra a maré, determinação, coragem.

Sapo - Evolução, limpeza, transformação, mistérios, humor, ligado a chuva.

Tartaruga - Estabilidade, organização, longevidade, paciência, resistência, proteção, experiência, sabedoria, Mãe-Terra.

Tatu - Limites, doas dá a armadura, limites emocionais, protege a saúde.

Texugo - Agressividade, coragem, formar, alianças, persistência, agir em crise.

Tigre - Aproximação lenta, preparação cuidadosa, aproveitar oportunidades.

Touro - fertilidade, sexualidade, poder, liderança, proteção, potencia.

Urso - Introspecção, intuição, cura, consciência, ensinamentos, curiosidade.

Vaga-Lume - Iluminação, entendimento, força de vida, luz e escuridão, maravilhas.

Veado - Delicadeza, sensitividade, graça, alerta, adaptabilidade, coração/espírito, gentileza.

Animais Místicos

Cavalo Alado - Elevação, transmutação, beleza, viagem astral,aventuras, mistério, fascínio.

Centauro - Instinto animal, ligação homem-animal, anarquia, sexualidade, fertilidade, cura.

Dragão - Potência e força viril, proteção Kundalini, calor, mensageiro da felicidade, senhor da chuva, fecundação, força vital.

Elefante Branco - Força, bondade, escolha de caminhos, ligações extraterrestres, mistério.

Fênix - Renascimento, fascínio, animal do Sol, imortalidade da alma, elevação, purificação.

Sátiro - Libertinagem, divertimento, impulso sexual, instintos, fantasias sexuais.

Unicórnio - Rapidez, mansidão, pureza, salvação, espiritualidade, inofensivo.

SONHOS
Por João Magalhães
Estudos Geraldo de Souza
Pequeno Dicionário dos sonhos
A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T V


Abelha - Sonhar com abelhas é sinal de riqueza, prosperidade, lucros nos negócios, felicidade, progresso. Se é um negociante que sonha , significa lucros. Se é um lavrador ou fazendeiro, indica boa safra. Se é um militar, luta, ação bélica. Matar abelhas
é vencer os inimigos. Fugir das abelhas é o mesmo que ser perseguido. Sonhar com abelha-rainha, se é mulher, sinal de gravidez. Se já está gravida será mãe de gêmeos.

Abismo - Quando você evita a queda, é sinal de que vencerá dificuldades financeiras. Mas se cair, deve ter cuidado com seus negócios.

Abraço - Na maioria das vezes, indica amizade, cooperação, ajuda mútua, paz. Abraçar um morto é sinal de vida longa. Ser abraçado pelo morto, perigo iminente ou morte. Abraçar um inimigo revela desejo de reconciliação.

Açúcar - Sonhar com açúcar é sempre indicação de prazer, alegria, fartura.

Adultério - O sonho com adultério guarda relação com o desejo do sonhador de se apoderar de bens alheios. Se o adultério é com a mulher de algum vizinho ou de um amigo, você tem inveja deles ou deseja apossar-se de seus bens.

Afogamento - Sinal de notícia desagradável. Se você for salvo, haverá mudanças em sua vida, para melhor.

Agonia - Este sonho significa medo. Também é prenúncio de viagens, ou casamento, para solteiro, ou divórcio, para o casado.

Água - Todos os sonhos com água estão relacionados com os acontecimentos de nossa vida. Água cristalina, pura, quer dizer bons presságios; água suja prenuncia acontecimentos desagradáveis. Água salgada significa dificuldades; água doce, vida fácil, conquistas amorosas; água do mar é enfermidade que se aproxima. Cair em água limpa, boa surpresa; em água suja, notícia desagradável. Se uma gestante sonha que recebeu um vaso de água, quer dizer que terá um filho homem. Se o marido sonha que tem sede, cuidado com a esposa.

Águia - A águia representa hierarquia, autoridade, poder. É presságio sobre a situação no trabalho. Se a águia é dócil, significa desejos realizados, promessas cumpridas, conquistas. Se está furiosa ou se o ataca, indica perigo no relacionamento com autoridades superiores em geral. Comer em sonho carne de águia indica poder. Ser carregado por uma águia em vôo horizontal quer dizer realização de ideais; em vôo vertical, até se perder de vista, é prenúncio de coisa desagradável.

Agulha - Símbolo de união. Moça que sonha com agulha, encontrará logo um noivo certo; se é um rapaz, indica casamento próximo. Achar uma agulha significa solução de problema antigo, mudança de situação, melhoria no emprego, riqueza para a pessoa que sonha ou para aquela que lhe aparece no sonho.

Aldeia - Sonhar com aldeia é sinal de abundância, de felicidade. Se há muito movimento na aldeia, a indicação é de que haverá triunfo certo.

Alegria - Este sonho pressagia felicidade. Se no sonho a pessoa está alegre, então a indicação é de alívio de uma aflição antiga.

Alho - Símbolo da maldade humana. Comer alho cozido, no sonho, quer dizer arrependimento; se o alho está cru, é recuperação da saúde.

Alimento - Sonhar com banquetes, festas de aniversário ou muita comida significa abundância. Fazer no transcurso do sonho a própria comida é melhoria no emprego; Sentar-se à mesa com autoridades ou gente importante é sucesso na vida social ou profissional. Se a comida é de cor branca, êxito; mas se prevalece o amarelo, é sinal de sofrimento.

Ancião, ancestrais - Sonhar com pessoas idosas é sempre bom. Sugere ganhos, bens a receber ou dotes espirituais. Sonhar que está ficando velho é desejo de sabedoria.

Anel - Como todas as figuras circulares ou redondas, é símbolo de continuidade, de totalidade, de perpetuação. É bom sonhar com anel de prata ou de aço. O primeiro indica poder, vitória. O anel de aço sugere conquista de um ideal, saúde. Sonhar que perdeu um anel é sinal de desgosto.

Aranha - A aranha é símbolo das lutas constantes no mundo das ilusões, refletidas no ato contínuo de construir, reconstruir. É também símbolo de Agressividade e egoísmo. Se no sonho você destrói uma teia de aranha, é sinal de que vencerá obstáculos e mudará sua vida; ser mordido por uma aranha significa que você foi ferido em seu amor próprio.

Arco - Símbolo de energia. Estender o arco é estar preparado para grandes realizações; ter a corda rompida é mau presságio - perda ou separação.Sonhar que luta com um arco, por uma causa justa, quer dizer vitória, honras ou glórias.

Arco-Íris - Símbolo da paz e dos mistérios. Indica surpresa, especialmente se no sonho ele aparece em cores bem nítidas: o amarelo indica enfermidade próxima; o vermelho quer dizer contenda; o verde expressa segurança.

 

Areia - Sonhar com pouca areia significa fortuna; com muita, falta de imaginação.

 

Argola - Colocada em uma porta, sugere proteção; duas argolas é sinal de dívidas. Sonhar que arrancou a argola de uma porta significa separação.

 

Armas - Sonhar com armas significa triunfo sobre as adversidades. Estar armado quer dizer posição de destaque: você será respeitado e será bem-sucedido em qualquer situação difícil. Ser desarmado, em luta, significa perdas.

 

Arrependimento - É sempre sinal de vitória na adversidade, a liberdade conquistada após longo esforço, saída de uma prisão ou de uma situação de dificuldade. Indica alegria, felicidade e bem-estar.

 

Arroz - Sonhar com arroz significa luta pela sobrevivência, ganhar dinheiro com o esforço pessoal, o suor do rosto. Se o arroz está cozido, é sinal de dinheiro.

 

Árvores - Sonhar com árvores frutíferas indica fartura e abundância; com árvore que tem perfume, sabedoria e generosidade, lealdade e bondade. As árvores sem aroma ou sem frutos indicam ignorância ou avareza, pobreza, perda de dinheiro. Sonhar com as raízes
significa ponderação; com o tronco, fortaleza; com as flores, é o amor chegando; com as folhas, emoção; com os frutos, fartura.

 

Asfixia - Sonhar que está sendo estrangulado é sinal de perda, de possibilidade de prisão por ato indigno. Pode também significar falsificação de documentos ou estelionato. Assembléia - A reunião de pessoas no sonho é sinal de progresso, êxito, fortuna. Se ela é tumultuada ou evitada por meios violentos, os presságios são negativos - podem significar perdas, danos, tanto de ordem moral como material.

 

Ataúde - Ver-se dentro de um ataúde quer dizer proteção, aumento de força e conquista de fortuna. O ataúde pode estar ligado também a acontecimentos da vida passada. Em certos casos, significa mudanças de opinião ou de conduta, emprego ou residência.

 

Aurora - Sonhar com a aurora é sempre um bom presságio: o reencontro na vida, novos caminhos a trilhar. Significa também iluminação, sabedoria, a certeza de que o que está realizando é promissor.

 

Ave - Sonhar com aves pode ter os mais variados significados: se a ave é branca, é de bom agouro e quer dizer boa notícia; aves negras, nos sonhos, indicam morte de parentes.

 

Avestruz - Sonhar com avestruz é vida longa para quem sonha; ver um ovo de avestruz significa que arranjará emprego; plumas de avestruz indicam dinheiro.
 

 

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Baile - O sonho com baile tem duplo sentido - pode indicar infortúnio, se seu par é alguém desconhecido ou significar alegria, prazeres, prosperidade, se você está dançando em sua casa. Um baile de confraternização, é sinal de vitórias.

 

Banana - Sonhar que está comendo banana, ou simplesmente vê-la, é sinal de prosperidade nos negócios e de dinheiro. É símbolo também de desejo sexual.

 

Bandeira - A bandeira é símbolo da autoridade. A cor da bandeira é importante na interpretação do sonho; se é branca, indica vida de solteiro; se é amarela, você alcançará fama intelectual; se vermelha, indica vitória depois de muitas lutas; se é verde, viagem próxima.

 

Banho - O banho, no sonho, significa, para a mulher, desejos carnais não satisfeitos, adultério.

 

Barba - Sonhar com barba é sempre sinal de prosperidade, riqueza, bens materiais. Mas se a barba é grande demais, significa aflições e projetos não realizados. Barba bem escura indica riqueza, prosperidade. Barba amarela sugere enfermidade e aflições.

 

Barro - Barro puro e virgem é sinal de perigo de vida, enfermidade. Barro preparado para a construção, argamassa, indica firmeza, conduta certa, segurança.

 

Baú - É sinal de dinheiro para os pobres e de casamento para os solteiros.

 

Beijo - O beijo é símbolo do triunfo sobre um inimigo.

 

Beijar a pessoa amada é sinal de dinheiro chegando.

 

Beijar uma criança indica amizades. Ser beijado por Deus indica que qualquer pedido será atendido.

 

Bola - Sonhar com bola de jogo indica preocupações, disputas. Bola colorida, ou branca e limpa, indica vitórias. Se a bola é escura, suja ou furada, é sinal de perdas.

 

Bolsa Bolsa vazia é mau presságio. Se contém dinheiro, significa sabedoria, conhecimento, riqueza moral. Se está aberta ou rasgada indica perda de dinheiro.

 

Brincos - Ver em sonho brincos nas orelhas da esposa, prenuncia fortuna. Se é você quem usa os brincos, é sinal de vida fácil e riqueza.
 

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Cabelos - Ver uma cabeleira comprida pressagia vida longa; se fez tranças com os cabelos significa dívidas.

 

Cabra - Sonhar com cabra é sinal de abuncância.

 

Caçar - Se você consegue aprisionar a caça, é sinal de que vencerá seus inimigos ou terá seus desejos realizados; matar a caça indica que você poderá ser ferido ou magoado. Caçar feras ou animais selvagens de grande porte, significa progresso, vitórias.

 

Cadernos - Revela preocupações em ordenar os negócios, que poderão ir bem ou mal, conforme o estado dos cadernos.

 

Cálice - O cálice lembra o vaso sagrado que, na missa, é símbolo do sacrifício. Dessa forma, sonhar com cálice significa sofrimento e perdas.

 

Calvície - Sonhar com a calvície de alguém é sinal de dinheiro.

 

Cama - Se é oleito nupcial, sinal de felicidade; se a cama é bem ornamentada, indica elevação social; se é pobre, sem colchão ou de palha, significa penúria ou pobreza. Cama de madeira é bom augúrio.

 

Caminho - Seguir a passos ligeiros por um caminho aberto indica vitória sobre os adversários e conquista de alta posição na sociedade. Se o caminho é tortuoso ou difícil, é sinal de muitas dificuldades.

 

Camisa - Camisa de mangas compridas denota abundância; de mangas curtas ou sem mangas significa modéstia, pobreza, mas valor moral. Sonhar com camisa manchada, ou suja, indica perda de prestígio, penúria material ou moral; camisa amarela sugere saúde ruim; camisa azul não é de bom augúrio.

 

Cântaro - Sonhar com cântaro significa remorsos, arrependimento por haver cometido uma ação condenável. Se uma mulher grávida sonhar com cântaros, pode acreditar que terá filho homem.

 

Cantiga - Dependendo do canto, pode significar harmonia, felicidade, alegria próxima ou bom negócio; se o canto é desafinado ou desagradável, é sinal de infortúnio ou perda, que pode ser material ou de qualquer outro tipo. Se é você quem está cantando, indica sucesso.

 

Caranguejo - Sonhar com caranguejo indica dificuldades com um amigo ou pessoas de seu
relacionamento. Comer caranguejo traz bons presságios.

 

Caridade - Sonhar que efetuou obra caridosa ou que praticou ato de caridade é sinal de remorso ou arrependimento. E também de alegrias que se aproximam.

 

Carne - Sonho com carne cozida prediz fortuna; se está crua, sinal de sofrimento próximo . Se é mulher que sonha com carne, significa adultério.

 

Carneiro - O carneiro é símbolo de poder e de autoridade. Ver um carneiro em sonho é sempre um bom augúrio. Comer-lhe a carne indica traição; ver carneiro branco é felicidade; preto, significa infortúnio ou problema à vista; ser atacado por um carneiro quer  dizer ofensa; tosquiar carneiro é trabalho lucrativo; vender-lhe a lã é dinheiro na certa; montar um carneiro é sinal de elevação social.

 

Carro - Sonhar que está dirigindo um carro indica vitória após muito trabalho e esforço. Se o carro é seguido por gente, principalmente a pé, indica promoção, elevação profissional, vitória política. Se o carro enguiça na viagem quer dizer obstáculos, perda de cargo ou de prestígio social.

 

Carta - É sonho que sugere movimento, viagens, notícias, mudanças. Carta fechada significa fidelidade; carta aberta é desejo revelado.

 

Casa - Se a casa é bem arrumada, bonita, pintada, bem decorada e com móveis limpos, é sinal de boas notícias, progresso, felicidade, riqueza e bem-estar. Se a casa é grande e confortável, quer dizer grandeza de espírito, magnanimidade, generosidade. Entrar em sonho numa casa e dela sair livremente, indica, para o preso, a liberdade; para o enfermo, a cura; para o pobre, a fortuna; para o ansioso, a satisfação de seus desejos.

 

Casamento -Significa felicidade. Se você é homem e sonha que casa com uma desconhecida, vêm por aí mudanças ou viagens. Se a mulher está bem vestida,o casamento será feliz. Se suja e enferma, cuidado com sua vida afetiva. Se você é mulher e sonha que está casando com um homem idoso, é sinal que terá proteção por toda a vida.

 

Cavalo -Se o cavalo é forte e musculoso, sugere vitória sobre os inimigos. Possuir muitos cavalos sugere força e riqueza. Sonhar que cavalga uma égua sem freio ou sela, indica perigo ou erro que cometerá brevemente. A corrida impetuosa de um cavalo é sinal de vitória. Ver um cavalo saltar obstáculos significa que vencerá uma contenda. Ser mordido ou pisado por um cavalo quer dizer perda de prestígio ou de cargo.

 

Cavar - O ato de cavar a terra, no sonho, é prenúncio de dinheiro. Se quem sonha fica dentro da cova, é sinal de prisão ou perda; se sai, é bom presságio: liberdade para o prisioneiro, lucros para o negociante.

 

Cegueira - É sinal de tristeza ou prejuízo.

 

Céu - Quando estiver claro, sinal de sorte; carregado, obstáculos à vista; cinzento, período de lutas e presença de amigos leiais. Chifres - Sonhar com chifres é de bom agúrio. Vê-los saindo de sua cabeça, indica sucesso em qualquer empreendimento.

 

Cidade - Grandes chances de sucesso em seus projetos. Se a cidade estiver vazia, é sinal de
problemas financeiros.

 

Cinzas - Sonhar com cinzas indica negócio ilícito.

 

Cipreste - Significa vida longa ou que um projeto em andamento chegará a bom termo.

 

Colar Para a mulher, o colar de pérolas é prenúncio de felicidade, alegria, luxo. Um colar pobre ou com poucas pérolas, fraco ou delgado, é sinal de pobreza e dificuldades; o colar de ferro indica marido grosseiro, bruto; de madeira, é sinal de que você será enganada. Para o homem, sugere união, harmonia familiar.

 

Cobra Revela traição e sexualidade. Fique atento e busque equilíbrio em sua vida social.

 

Colina - Símbolo de elevação social, profissional, indica grandeza interior e sabedoria. Estar sobre uma colina, atingir-lhe vitoriosamente o topo, significa vitória sobre os obstáculos. Sonhar que desce uma colina é perda de prestígio.

 

Combate - O combate significa a luta interna entre o EU superior e a parte negativa da personalidade. Medite e procure descobrir o que está errado em seus atos, para tomar decisões acertadas.

 

Comer - Se o alimento é de bom aspecto e sabor, indica sucesso e êxito na vida; se ocorre o contrário, há perigo de mudanças, discórdias. Se você come no sonho, com a mão direita, tudo irá bem; se for com a esquerda, é sinal de problemas. Se a comida é doce,indica amor e fortuna; se é salgada, você será enganado brevemente.

 

Comércio - Realizar em sonho o ato de vender ou comprar é sempre bom sinal. Você terá êxito nos negócios e projeção social.

 

Confissão - Geralmente indica fortuna próxima, elevação, favores, dignidades.

 

Convento - Sonhar que está entrando em um convento sugere sublimação, alívio, salvação,
recuperação, perdão. É sempre sinal positivo de ganhos, tanto do ponto de vista material quanto espiritual.

 

Copo - Um copo, no sonho, é simbolizado pela pessoa que você ama. Se está vazio, não aposte em seu novo amor; se contém bebida doce ou agradável, seu parceiro é fiel e lhe trará grandes alegrias; se o conteúdo é desagradável,você não é correspondido; se contém veneno, é sinal de traição.

 

Corda - Segurar no sonho um cordão ou uma corda, expressa perseverança e êxito em seus
empreendimentos. Na psicologia freudiana tem significado fálico ou erótico.

 

Coroa - Receber uma coroa ou diadema significa grandes dotes espirituais. Para o comerciante ou homem de negócios quer dizer êxito, progresso. Sonhar com coroa incrustada de pedras preciosas é sinal de fortuna. Se a coroa cai ou é retirada, representa perdas.

 

Costurar - Sonhar com costuras ou costureira é indicação de lutas, obstáculos, trabalho penoso, mas de conquista após esforço persistente.

 

Criança - Sonhar com crianças alegras, brincando, correndo, felizes, é sempre bom sinal e indicação de excelente estado de ânimo e de conquistas espirituais e materiais. Sonhar com meninos é sempre mais benéfico que sonhar com meninas.

 

Cruz - É prenúncio de grande felicidade, depois de muita luta. Significa também vitória do prazer sobre a dor.

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Dedo - Fundamentalmente, simbolizam o pai, a mãe, os filhos, os irmãos. Segundo tradição religiosa, os dedos representam as cinco orações básicas, a saber: mínimo, a oração da alvorada; o polegar, oração das nove horas; o médio, oração do meio-dia; o anular, a oração das 3 da tarde; o indicador, a oração do pôr-do-sol. Quem sonha com um desses dedos cortado, machucado ou ferido, deve fazer, na hora correspondente, preces pedindo por seus parentes.

 

Demônio - É o símbolo universal da vitória do Mal sobre o Bem, ou da luta contínua entre essas duas concepções do Universo em Evolução. Você deve precaver-se contra as artimanhas do destino que poderão estar ocultas na maldade de um falso amigo. Se você sonhar que luta com o demônio e o vence, é sinal de que terá muitas vitórias e jamais perderá uma contenda.

 

Dentes - Sonhar que está arrancando dentes significa que lhe estão sendo tiradas as possibilidades de luta. Dentes cariados sugerem doença; falhas nos dentes, prejuízo; dentes quebrados, acidente. Sonhar que escova os dentes é sinal de que os sofrimentos e inquietações por que passa serão vencidos e você terá sucesso em seus empreendimentos.

 

Deserto - Sonhar que está perdido em um deserto é sinal de que você se encontra sozinho diante de uma empreitada e não deve confiar senão em si mesmo para sair-se bem. Ser socorrido no deserto é sinal de ajuda providencial que ocorrerá em momento cruciante de sua vida.

 

Desfile - É sempre indicação de egoísmo, exaltação da personalidade.

 

Despedida - Significa perda de algo precioso. Deus - Ver-se frente a frente com Deus, em sonho, tem a significação do encontro com a maior das fortunas.

 

Diamante - Sonhar com pedras preciosas é sempre sinal de tesouros ou riquezas, tanto do ponto de vista material como espiritual ou intelectual.

 

Dinheiro - O dinheiro é energia que se emprega no sentido de elevar-se material, social ou
espiritualmente. Receber dinheiro é sempre sinal de fortuna.

 

Divórcio - Sonhar com divórcio significa, para o solteiro, perda de bens; para o casado, problemas que se resolverão depois de muia luta.

 

Doces - Sonhar que come doces significa possuir ternamente a pessoa amada.

 

Dormir - Sonhar que está dormindo indica ilusão, que você está procurando fugir de problema que o aflige.

 

 

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Eclipse - A interpretação é de bom presságio para os eclipses do Sol, e de mau para os eclipses da Lua.

 

Edifício - Construir um edifício é sinal de bons negócios ou ganhos materiais, êxito em
empreendimentos. Quanto maior a construção, maior o sucesso alcançado.

 

Embriaguez - A embriaguez tem sempre significação de frivolidade, vida tola, sem propósito.

 

Enfermidade - As doenças, nos sonhos, significam falsidade, perigo, mentira, calúnia. Cuidado com pessoas de suas relações. Se é uma criança que está doente, é sinal de sofrimento para a família.

 

Enterro - Para o homem, boas notícias. Se voce enterra alguém em sonho,está sendo traído.

 

Escada - Subir escada é sempre sinal de elevação. Cair da escada é indicação de perigo iminente.

 

Escravo - O escravo representa as nossas aflições, penas e sofrimentos. Tudo que nos prende ou aflige no plano material, como dívidas, projetos não concluídos. Libertar um escravo de uma prisão é sinal de sucesso nos negócios.

 

Escudo - Sonhar com um escudo é sinal de proteção. Espada - Sonhar com espada pode indicar a presença de autoridade em sua vida. Significa ainda o esplendor, a purificação, a vitória em todos os sentidos. Golpear várias vezes com uma espada sem conseguir o intento é sinal de que não atingirá seus propósitos; se o conseguir da primeira vez, terá vitória certa. Símbolo erótico, pode indicar também excitação sexual.

 

Espelho - Se você é solteiro, é sinal que casará logo. Espelho de ouro significa magnanimidade e fortuna; espelho bom refletor é alegria; espelho "cego" traduz-se por tristezas. Para o presidiário é liberdade à vista.

 

Estrelas - Estrelas nos sonhos indicam que você terá ajuda de pessoas importantes. É sinal também de sabedoria, riqueza, glória. Estrelas luminosas indicam esplendor. Ver-se coroado com um diadema de estrelas é excelente indicação de fortuna e bens materiais, elevação social, profissional ou espiritual. Ver estrelas durante o dia é sinal de mentira, perda da reputação.

 

Exército - Uma parada militar, sempre que há harmonia no passo ou na marcha, anuncia boas novas. Sonhar com um exército vitorioso é excelente indicação de sucesso na vida profissional. Em contrapartida, sonhar com um exército em debandada ou com uma multidão ou turba em correria é mau presságio.

 

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Faca - Se estiver afiada, é sinal de traição e luta; se estiver enferrujada, haverá desentendimentos familiares.

 

Fama - Você pode estar buscando objetivos inatingíveis .Mas se viu alguém famoso, espere por uma ajuda inesperada.

Ferreiro - É um simbolo de grande importância, e sonhar com um ferreiro em pleno trabalho, movimentando a forja, malhando o ferro, é indicação de que você tem força interior suficiente para concretizar seus objetivos.

 

Fígado - Vê-lo, no sonho, robusto, vistoso, vivo, vermelho, é sinal de alegria, boa saúde, felicidade, realizações. Sentir, no sonho, dores ou cólicas de figado é sinal de perda de dinheiro.

 

Flor - Ver um jardim ou muitas flores é indicação de alegria e fortuna; flores caídas do galho sugerem aflições. Sonhar

que recebe uma flor de alguém é sinal de casamento.

 

Fogo - Sonhar que está se aquecendo numa lareira ou à beira de uma fogueira é sinal de fortuna. Fogo durante o dia indica perigo, falsidade. Fogo aceso durante a noite sugere domínio, vitória, fortuna. Apagar o fogo é sinal de mal agouro; soprar as cinzas é perigo iminente. Acender o fogo, pelo contrário, é sinal de que encontrará o que procura.

 

Fonte - Se a fonte é abundante e dela corre muita água, você terá muita sorte. Se a fonte estiver seca, prepare-se para vencer toda a sorte de obstáculos.

 

Formiga - Sonhar com formiga é sinal de dificuldades, aflições, trabalho sem futuro.

 

Fruta - Tem o mesmo significado do ovo. Indica riqueza para o pobre e aumento de fortuna para o rico.

 

Fuga Para o homem, traição nos negócios; para a mulher, romance, casamento.

 

Fumaça - É de mau presságio.

 

 

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Galinha - A galinha está intimamente relacionada com  a idéia de proteção que a ave, com sua ninhada de pintos, sugere. Ver matar uma galinha é perder a esperança ou a oportunidade em um empreendimento.

 

Gato - O gato branco ou de cor que não o preto é símbolo de coisa não muito agradável, pois está relacionado com a traição e a adulação. Ver um gato fugindo, escondido ou atacando alguém é sinal de perigo ou traição: seus segredos serão revelados.

 

Gelo - Simboliza o ressurgimento de um novo homem. Indica também desejo sexual reprimido. Frigidez.

 

Gigante - Ver um gigante em sonho pode significar o desejo de proteção ou salvação. Ou medo de perdas, covardia ante um inimigo ou adversário.

 

Granizo - É sempre sinal de aflição e sofrimento.

 

Gruta - A gruta está relacionada com o mistério, com a sabedoria. É, portanto, símbolo de salvação para a alma, de iluminação para o espírito e refúgio para o corpo. Sonhar que encontra uma gruta é indicação de que resolverá seus problemas e aflições; entrar na gruta indica que receberá muitos bens. É também sinal de graça alcançada.

 

Guarda - Policial, guarda de segurança rondando a sua casa, é sinal de segurança. O apito do guarda lembra perigo. Vê-lo, no sonho, apitando noite adentro é sinal de inquietação.

 

Guerra - Presságio de adversidades em quase todos os setores de sua vida.

 

 

 

H I J L M N O P Q R S T V

Herança - Significa ganhos inesperados de dinheiro.

Herói - Se você é o herói, aguarde críticas impiedosas de alguém que preza muito. Se o herói é outra pessoa, proposta lucrativa à vista.

 

Hora, Relógio - Indica luta árdua na busca de seus objetivos.

Hospital - Você precisa de alguém para ajudá-lo a transpor obstáculos difíceis.

I J L M N O P Q R S T V

 

Igreja - Orar em uma igreja quer dizer arrependimento ou remorso, desejo de regeneração. Pode indicar casamento, para os solteiros, ou o encontro de um verdadeiro amor.

 

Ilha - Por analogia, indica opressão, prisão, perda de integridade ou de independência. Examine os planos atuais e veja se não está se envolvendo perigosamente num negócio ou relação afetiva.

 

Ímã - Indica atração e, por analogia, harmonia com a pessoa amada.

 

Incêndio - Amor ardente, impetuoso, sufocante. Desejo sexual que se extravasa durante o sonho.

 

Inferno Imagem mítica relacionada com a "queda" do espírito evolutivo, o inferno representa remorso ou arrependimento por culpas ou faltas cometidas. Lembra instrumentos de tortura e opressão, o medo da vingança, da prisão. Sonhar com inferno ou que está no inferno não é bom presságio.

 

Inseto - Problemas com pessoas de suas relações que não são muito sinceras.

 

Intestinos - Por analogia, coisa oculta. Ver os intestinos de um animal, significa que terá os seus segredos revelados. Cuidado com as confidências.

Inundação Quando intensa, período de trabalho duro; mais branda, indica o fim de suas preocupações.

 

 

 

J L M N O P Q R S T V

 

Janela - A janela é a abertura para o mundo exterior. É a iluminação ou solução de um problema ou  difícil. Para alguns psicólogos, representa a vagina. A janela aberta sugere atitude erótica da mulher em relação ao companheiro ou amante.

 

Jantar - Jantar sozinho indica egoísmo, dificuldades criadas por sua conduta. Jantar acompanhado significa problemas solucionados.

 

Jardim - É símbolo místico e indica o desejo de realização espiritual.

 

Jarra - Com tampa, é sinal de felicidade e prosperidade. Beber a água do jarro indica boa sorte.

Jasmim - O jasmim é sempre sinal de alegria, felicidade, ventura.

 

Jaula - Símbolo de prisão, opressão, dificuldades e  aflições. Cuidado: seu subconsciente o está alertando-o para alguma cilada da vida.

 

Jesus - Sinal de força e consolo. Se você pôde se comunicar com Ele, terá paz e muita alegria na vida.

 

Jogo - Jogo de xadrez indica meditação, solução  iteligente de problemas; jogo de cartas sugere aflições; jogo de dominó, isolamento em relação à sociedade ou aos amigos. As pedras são as muralhas do seu  isolamento. Se nelas aparecem os pontos que expressam o valor numérico que têm, representam os amigos querendo ajudá-lo. Se não aparecem, os amigos o abandoraram.

 

Jóias - O sonho com jóias guarda relação com a felicidade e a conquista dos ideais, a fortuna, os prazeres. O joalheiro indica o místico, o sábio, o professor, aquele que nos transmite sabedoria ou soluciona nossos problemas.

 

Júri - Se sonhar que é membro de um Júri, procure ver o que está errado em sua vida: é sinal de aborrecimentos.

 

 

 

L M N O P Q R S T V

 

Lago - Águas tranqüilas indicam alma venturosa e feliz com suas realizações; águas revoltas, aflições ou terrores em relação à vida e aos problemas que enfrenta.

 

Lágrima - Sonhar com lágrimas indica perda de um filho.

 

Lama - Andar na lama é sinal que as coisas não andam bem.

 

Lápis - Por analogia, representa notícias por meio de carta, geralmente pela pessoa amada.

 

Larvas - Indicam final triste ou desfecho desfavorável de negócios, sociedade ou amor.

 

Lavar - Lavar-se em sonho é sempre bom agúrio: é indicação de que se libertará de problemas, aflições, dívidas e remorsos.

 

Leão - Caçar um leão e matá-lo significa vitória sobre as adversidades. Ser perseguido por um leão indica problemas dos quais dificilmente você irá se livrar.

 

Leilão - Geralmente indica perigo, perdas. Cuidado com os seus pertences.

 

Leite - Se você é homem e está sugando o leite dos seios de uma mulher é sinal de que terá muito dinheiro. Tomar leite de vaca, indica que seus problemas serão solucionados; tomar leite de ovelha ou cabraé sinal de alegrias e prazeres mundanos.

 

Leme - Segurar o leme com confiança e levar o barco a porto seguro, é sinal de que atingirá os seus propósitos e fará bons negócios; perder o leme de uma nau indica infortúnio ou aflições.

 

Lenha - Cortar lenha, é sinal de trabalho penoso, mas que dará bons frutos.

 

Lira - A lira é um dos mais antigos símbolos herméticos. A Lira de Sete Cordas representa os Sete Planetas Sagrados e os sete graus da Iniciação. O sonho com lira é sempre de natureza mística. Sonhar que toca lira é indicação do estado de sublime "embriaguez" espiritual.

 

Lírio - Símbolo da castidade da pureza, imagem da criação universal. De natureza lunar, o lírio desperta o lado emocional. Pode significar o desejo ardente da iluminação ou mesmo um alto grau na escala evolutiva espiritual.

 

Livros - Os livros são símbolos da sabedoria, do intelecto. Sonhar com compra de livros é sinal de que aumentará sua cultura; tê-los simplesmente em uma estante, sem os ler, é sinal de presunção, vaidade, futilidade.

 

Lodo - Entrar no lodo, é sinal de aflições, dificuldades. Sair do lodo significa salvação, solução de seus problemas.

 

Lua - A tradição astrológica diz que sonhar com a Lua  em Áries prediz dignidades; em Touro, exaltação e fortuna; em Gêmeos, êxito nos negócios e no plano da inteligência; em Câncer, que haverá matrimônio; em Leão, grandes honrarias; em Virgem, organização; em Libra, o amor está a caminho; em Escorpião, você está traindo o seu amor; em Sagitário, você vai viajar; em Capricórnio, você vai construir sua casa; em Aquário, sua mente está brilhante, mas cuidado com os negócios; a lua no signo de Peixes prediz altos cargos e bons negócios. Ver a Lua Nova indica atitude mística e oculta.

 

Luto - Vestir luto por alguém indica aflições, sofrimentos, desgostos. Cuidado: algo está errado em sua vida.

 

Luvas - Sonhar com luvas de pelica limpas, lustrosas, bonitas, indica sucesso, êxito social. Você vai ganhar um presente. Significa também frivolidades, futilidades.

 

 

M N O P Q R S T V

 

Mala - Por analogia, é indicação de viagem.

 

Manteiga - Símbolo de fertilidade. Indica abundância, lucros. No aspecto místico, sonhar com manteiga significa peregrinação aos lugares santos. Desejo de iniciação.

 

Manto - A interpretação está relacionada com o estado do manto; se rico, bonito, vistoso, brilhante, é sinal de venturas, riquezas e conquistas materiais; se o manto é pobre, rasgado, roto ou velho significa o contrário.

 

Mar - Significa lucro e fortuna. Tomar banho de mar significa aflições; ver o mar distante é sinal de desejos realizados.

Maçã - Símbolo dos desejos terrestres, está ligado ao "pecado". Daí, sonhar com maçãs pode significar tanto a grande conquista de grandes ideais, quanto remorso ou arrependimento por culpa cometida.

 

Machado - Símbolo da fortaleza, da força. Sonhar que cortou madeira com um machadoé sinal de vitória sobre os inimigos ou sobre a adversidade.

 

Madeira - Símbolo da transformação, da magia, do desejo, alquímico de elevação. Cortar madeira é vencer obstáculos espirituais; queimar a madeira é elevar-se através da "morte" e da ressurreição aos mundos superiores.

 

Mãe - Ver a Mãe em sonho é indicação de que conseguirá atingir seus objetivos. Mas sonhar constantemente com a Mãe é sinal de insegurança. Você precisa confiar mais em si mesmo.

 

Mel - Materialmente, interpreta-se o sonho com mel  como lucros ou ganhos pelo esforço persistente e trabalhoso.

 

Mendigo - Se um rico sonha com mendigo ficará pobre; mas se é um pobre, ficará rico.

 

Mesa - A mesa é sinal de abundância, prosperidade. Mesa posta quer dizer fortuna ou conquista.

 

Missa - Assistir a uma missa indica recompensa.

 

Moça - Ver uma mulher formosa nos sonhos é sinal de que terá um ano próspero e feliz.

 

Moeda - Sugere desejo de recompensa. Se no sonho a moeda é de ouro ou de grande valor, a indicação é de lucro, prosperidade; se de pouco valor, de cobre ou de prata, é sinal de dificuldades financeiras.

 

Moinho - Ver em sonho um moinho trabalhando, moendo muitos grãos, é sempre sinal de abundância e prosperidade.

 

Monge - Ver um monge nos sonhos expressa o desejo de "entrar dentro de si mesmo" para maior compreensão espiritual. Um monge mal vestido é sinal de hipocrisia, mentira ou mistificação.

 

Monstro - Ver monstros nos sonhos pode significar um estado de consciência dúbio. Cuidado: você precisa fazer um exame de consciência para melhor situar-se em relação a suas emoções.

 

Montanha - A montanha é símbolo da dignidade, da majestade, da opulência, tanto para o homem como para a mulher. Ver ou subir montanha é sinal de progresso espiritual ou material; descer da montanha é sinal de perda do prestígio.

Moscas - Revelam o estado de agitação nervosa de quem sonha com elas. Procure dominar os nervos e vencer a timidez.

 

Muletas - As muletas indicam longevidade.

 

Muro - Em psicanálise, é o símbolo de proteção materna. A interpretação do sonho depende da solidez do muro. Se ele for alto, de pedra, bem construído, indica segurança e proteção, lucros, fortuna e prosperidade. Um muro destruído é ruína, desgraça, aflições ou sofrimentos. Saltar um muro, se interpreta como traição; cair do muro indica perda da autoridade.

NO P Q R S T V

Nadar - Nadar com desenvoltura significa adquirir  fortuna e conhecimento para atingir grandes vitórias materiais. Afundar na água é indicação de perda.

Namorado - Está relacionado com o desejo íntimo de satisfação afetiva ou sensual. Ver-se em companhia do namorado é indicação de satisfação e alegrias sentimentais; brigar com o namorado é sinal de aflições ou hipocrisia.

Nariz - Ver grandes narinas significa triunfo, vitória sobre a adversidade ou adversários. Odores agradáveis sentidos nos sonhos são sempre prenúncio de tranqüilidade.

Nascimento - O nascimento é interpretado como de mau agouro.

Naufrágio - Sonhar com naufrágio é prenúncio de problemas em sua vida material ou espiritual. Faça um exame de consciência, analise-se sistematicamente, veja o que está errrado com você. Se for preciso, adie os seus compromissos.

Navalha - Por analogia, significa as más línguas que falam mal de você.

Navio - É sempre um símbolo de salvação. Entrar em um navio significa felicidade; viajar é sinal de que enfrentará perigos mas se sairá bem. Desembarcar em porto seguro é a solução final de seus dilemas.

Negócios - Sonhar com negócios expressa as nossas aflições durante a vigília. Resolvê-los a contento indica que terá lucros e propostas vantajosas.

Neve - Sonhar com neve é sempre uma sugestão de paz, harmonia, abundância.

Noite - Sonhar com a noite é um mau presságio. Pode indicar estado de desânimo. Cuidado: recupere suas energias, lute com mais entusiasmo para conquistar os seus ideais.

Nuvens - Viajar sobre nuvens, é bom sinal; ver cair nuvens do céu indica fortuna.

 

O P Q R S T V

Oásis - Por analogia, sonhar com oásis significa descanso, repouso, fim dos sofrimentos e penas.

Obelisco -Símbolo do raio solar. O sonho com obelisco sugere espírito penetrante, argúcia mental. Também tem, em função da forma, significado fálico.

Obesidade - Sonhar com pessoas gordas ou que está  muito gordo é sinal de aumento de fortuna.

Óculos - Símbolo que pode indicar ilusão. Quem sonha com óculos pode estar fora do rumo certo. Reexamine suas atitudes e negócios.

Oficina - É o lugar de trabalho onde se concretizam os ideais, os projetos. Indica trabalho recompensado.

Olhos - Símbolo solar e da inteligência, do espírito pesquisador. É através dos olhos que entra a luz solar que clareia a inteligência e alimenta o Espírito. Sonhar que tem muitos olhos é bom presságio; olhos grandes, abertos e luminosos são sempre de bom agúrio. Indicam desenvolvimento, aumento de fortuna, fé religiosa, cultura, iluminação.

Ouro - A palavra ouro vem do latim "aurum" e corresponde ao hebreu "aôr", que quer dizer Luz. O ouro, pode significar altas posições, conquistas materiais.

Ovelha - Indica mulher dócil e terna. Ordenhar uma ovelha ou comer-lhe a carne é sinal de prosperidade. Perseguir uma ovelha,sem alcançá-la, é indício de que você está tentando conquistar a mulher errada.

Ovo - Símbolo universal da vida eterna e da imortalidade. É também indicação da potência, da fertilidade e da geração. Alquimicamente, o ovo representa os mistérios contidos nos recônditos da alma humana. Ver muitos ovos é interpretado como fortuna à vista.

 

P Q R S T V

Padeiro - Indica prosperidade, riqueza, abundância.

Padiola - Sinal de preguiça, falta de ânimo. Pode significar acidente.

Palha - De trigo, indica grande fortuna. Muita palha é sinal de dinheiro ganho com muito esforço.

Palmeira - Sonhar que cortou uma, sugere perigo; ver uma palmeira seca, sem folhas, ou palmas, significa prejuízos. Um montedelas é sinal de fortuna; uma palmeira vigorosa, grande, vistosa, carregada de palmas, indica abundância.

Papagaio - Por analogia, indica um tratante, conversador, aquele boa-fala que nos procura para  passar um "conto". Cuidado!

Papel - É sinal de notícias, negócios, contratos que serão assinados. Sonhar com papel em branco significa projetos que serão concretizados.

Pára-quedas - Indica solução de problemas.

Pára-raios - Indica acontecimento inesperado, pensamento repentino, idéia feliz. Impulso que o arrancará da ociosidade.

Parteira, parto - Notícias importantes, soluções ideais de seus problemas, vitória, libertação, viagem. Revelações. Êxito no parto, é indicação de sucesso, mas se o parto for mal-sucedido, é sinal de perigo.

Pavão - Está sempre relacionado com a mentira, o orgulho ou a vaidade. Indica também preocupação com problemas e o encontro de soluções ideais. Mudanças favoráveis.

Perder-se - Perder-se, em sonho, e reencontrar o caminho ou o objetivo, é sinal do fim de uma grande angústia. Perder dinheiro indica desvio moral.

Perfume - Símbolo de reminiscências e lembranças do passado. Sonhar com uma atmosfera carregada de bons perfumes é indicação de mente ansiosa, saturada de lembranças e nostalgias.

Pérolas - Se comprar uma pérola, significa que seus melhores anseios serão conquistados. Ver muitas pérolas é sinal de fortuna, abundância, sucesso na vida.

Peixes - Ver peixes em águas tranquilas, transparentes, é sinal de fortuna, bem-estar. Pescar
peixes, significa triunfo sobre a adversidade ou sobre inimigos; comprar peixes indica casamento. Pescar peixes em águas turvas é de mau agouro.

Penas - Sonhar com penas e sinal de satisfação após momentos de aflição.

Peneira - Indica seleção. Sonhar com peneira sugere desejo ou necessidade de separar algo que não deve continuar.

Pombos - Sonhar com um pombal cheio,movimentado, é sinal de progresso; pombal vazio, é mau presságio. Ouvir pombos arrulhando indica ansiedade, angústia.

Ponte - Atravessar uma ponte é sinal de que conquistará os seus ideais e vencerá a adversidade.

Porta - Sonhar com portas abertas significa novas oportunidades; com portas fechadas, problemas, dificuldades.

Praia - O sonho com praia de areia branca, limpa, com águas tranqüilas, indica sempre progresso, e bem estar. Com praia suja e de águas revoltas sugere transtornos e perigos.

Prato - Ver um prato é presença de coisas agradáveis; quebrado, é indicação de perigo.

Prisão Sonhar com prisão ou que se encontra preso, tem relação com os problemas que o sufocam e afligem. Examine-os.

Procissão Se acompanha uma procissão, é prenúncio de felicidade.

Pulseira Mentira, engano, traição, é o que sugere o sonho com pulseira. Alguém o está envolvendo sorrateiramente.

Punhal Expressa desejo perverso reprimido. Se está oculto na bainha, indica traição ou pensamentos ocultos e mal intencionados. Por analogia, indica,igualmente, intriga, luta.

 

Q R S T V

Quarto - Símbolo de natrureza sexual, a interpretação desse tipo de sonho está em função dos móveis que o quarto contiver. Bem mobiliado e bem iluminado, indica venturas no amor e fortuna; mal iluminado e sem mobília, dificuldades no relacionamento.

Queda - Sinal de perigo (ver Cair).

Queimadura - Problemas à vista.

 

Q R S T V

Rã - Sonhar com rã indica fertilidade, fecundidade. Haverá mudanças em sua vida. Indica também falsidade: seus segredos serão revelados.

Raio - Símbolo da potência criadora. É indicação de perigo para o setor material. Algo está errado com você. Verifique o que é.

Rato - Símbolo da enfermidade e da morte. É sinal de mau agouro sonhar com rato.

Rede de pescar - Símbolo de riqueza, bens materiais, progresso, abundância. Cheia de peixes, é símbolo de prosperidade; vazia, indica dificuldade.

Relógio - O sonho com relógio revela preocupação com o tempo perdido em trabalho desnecessário ou inútil.

SÍMBOLOS DE ELÍADE
Simbolismo de Mircea Elíade
Colaboração de Marcia Naida
Estudos Geraldo de Souza

"As imagens, os símbolos e os mitos não são criações irresponsáveis da psique; elas respondem a uma necessidade e preenchem uma função: revelar as mais secretas modalidades do ser" Mircea Eliade

ABELHA- Era um símbolo da realeza no Antigo Egito e dizia-se que esse inseto havia sido gerado a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Sua imagem mais difundida é a de símbolo da alma. Os opostos bem/mal, também se encontram simbolizados nela. O mal encontra-se simbolizado pelo ferrão e o bem pelo mel.

ABLUÇÃO - A imagem da lavagem das mãos, normalmente aparece simbolizando a necessidade da extinção da culpa, como num ritual de purificação em que a pessoa tenta se libertar da própria sombra. É comum o hábito sistemático de lavagem das mãos em pessoas com dificuldades em lidar com os aspectos obscuros de sua personalidade; assim como os sonhos sobre esse tema apontariam para a dificuldade por parte do ego vígil em integrar esses aspectos inconscientes e sombrios de sua personalidade.

ABISMO- Essa imagem nos leva pelo reino da Grande-Mãe ctônica, do arquétipo da mãe com todas as conotações que lhe são inerentes, do insondável e sem fundo, do mundo do inconsciente e da mãe terrível. O abismo costuma aparecer simbolizando os aspectos ainda informes da consciência, mas que contém em si infinitas possibilidades. Ele é o campo das forças desconhecidas do inconsciente, do potencial que jaz adormecido e que precisa de resgate. Quando essa imagem nos surge em sonhos, pode estar se referindo ao grande medo que sentimos frente a todos os poderes que desconhecemos e que se nos apresentam como incontroláveis uma vez que não os dominamos.

ACASALAMENTO- Quando em sonhos aparece o acasalamento sexual de animais, o mais freqüente é que ocorra uma mudança ou substituição nas figuras acasaladas. Esse fato aponta para a transformação de um conflito instintivo dentro do indivíduo que teve o sonho. No entanto, os sonhos em que o ego onírico encontra-se mantendo contato sexual com pessoa desconhecida, apontam para a proximidade da conjunctio.

ADAGA- É considerado um instrumento de imolação além de ser um símbolo fálico, ígneo e criador .

AFOGAMENTO- É uma imagem de regressão ao útero materno, de perda dos limites estruturados pela consciência. É considerado como sendo um dos símbolos da operação alquímica denominada SOLUTIO, que costuma ser retratada pela imagem do afogamento do rei e da rainha. O velho rei, que é a prima matéria, precisa de regeneração e de transformação e é mostrado afogando-se no mar o que denota que as velhas atitudes, rígidas e estagnadas, precisam ser dissolvidas pela água, numa inundação pelo inconsciente. Para aqueles que possuem um ego forte, essa imagem é assustadora, pois traz em si a percepção de que é iminente a perda de todos os velhos limites, e de que a nossa identidade individual se dissolveu.

AGRICULTURA- É considerada como sendo um símbolo da união dos quatro elementos: a terra, o fogo (calor), a água e o ar, necessários a germinação da semente. A agricultura possui ainda uma analogia com o ato sexual, sendo que o trabalho agrícola em inúmeras culturas é associado a ele. A terra é considerada como sendo o órgão sexual feminino onde o ser é gerado e a semente, ao sêmen gerador de uma nova vida. Portanto, através da atividade agrícola, o masculino e o feminino são integrados para que possam dar origem à vida, num ritual de fertilidade e reprodução.

AMEIXA- A sua flor é considerada como sendo um símbolo da imortalidade. É uma fruta que se encontra associada ao órgão sexual feminino e a sua aparição em sonhos pode refletir que esses sonhos encontram-se carregados de conteúdos eróticos.

AMÊNDOA- Essa fruta é composta de uma casca que ao ser quebrada se reduz ao caroço, a sua parte que possui valor alimentício. É um símbolo daquilo que é essencial, do espiritual do valor que é encoberto pela aparência. Para os hebreus é um símbolo de vida nova, e o termo hebraico que designa luz, significa também amêndoa ou amendoeira.

AMETISTA- Simboliza a humildade.

ANCIÃO- Essa imagem é um símbolo da sabedoria conquistada através da experiência, da vida e do tempo. Sugere aquele que já não possui mais o que aprender posto que já passou por toda a gama de situações humanas. A imagem de um ancião sugere o arquétipo do Velho Sábio, uma manifestação do SELF.

ÂNCORA- É um símbolo de estabilidade, firmeza e de tranqüilidade, assim como em seu sentido negativo, pode estar associada as amarras, ao atraso na evolução e a cristalização.

ANDORINHA- Ave migratória que parte no inverno mas que tem assegurado o seu retorno no verão. É um símbolo do eterno retorno, das situações cíclicas que desde o início sabemos o final, posto que são repetitivas.

ANDRÓGINO- É um símbolo da totalidade, do alfa e do ômega. No início, a uroboros, quando ainda não existe a diferenciação dos opostos, e o final, o produto da conjunctio, do hierosgamos, da integração dos opostos que haviam-se diferenciado no curso da existência. Na alquimia, esta imagem era representativa de Mercúrio.

ANEL- Seu significado vai depender da postura psicológica do ego envolvido com o símbolo. Em seu aspecto positivo, é um símbolo de união; enquanto que em seu aspecto negativo, representa a escravidão, posto que tanto une como isola. Sua forma em círculo, pressupõe o infinito, aquilo que não tem início nem fim. O sentimento que se possa ter em relação a ele é que vai apontá-lo como símbolo de um grilhão ou de uma União significativa. A imagem do anel poderia fazer uma referência ao fato de se estar ligado à alguém ou à alguma coisa que não se deveria estar. Pode-se mesmo estar escravizado por algum fator negativo, envolvido num estado de fascinação que escraviza por força de algum complexo emocional inconsciente. De qualquer forma, quando um homem oferece um anel à uma mulher, simbolicamente, ele está declarando, mesmo que de forma inconsciente, que deseja ligar-se à ela não como um caso de amor superficial, mas como uma conexão via SELF, uma aliança, quando pode estar então simbolizando a conjunctio, a união dos opostos.

ANÊMONA- É considerada como sendo a flor de Adonis uma vez que o sangue que jorrou de sua ferida ao ser morto, transformou-se na flor. É um símbolo do efêmero, do que possui vida curta, como o deus ao qual nos mitos encontra-se vinculada.

ANIMAL- Simboliza os poderes do inconsciente e o nosso lado ligado aos instintos. Por vezes o animal aparece simbolizando o processo de individuação, que em sua origem, constitui-se num instinto natural do ser humano . A espécie de instinto que está se manifestando através dessa imagem é o que está associado ao animal específico, isto quando o animal é retratado sem misturas, o leão como uma representação do instinto do leão; o urso como uma representação do instinto do urso, determinando o impulso instintivo dele em sua forma pura, composta de seu lado positivo e do negativo. No caso em que a libido é retratada numa mistura de seres, o seu conteúdo é simbólico e o inconsciente tenta dessa forma descrever conteúdos psíquicos que não correspondem à impulsos instintivos naturais ou ainda, que a consciência ainda não se encontra receptiva à esses conteúdos. Os animais são aspectos obscuros, perigosos e instintivos de nosso inconsciente e se a anima/animus aparece como um animal, é porque ela/ele ainda não é aceito pelo ego vígil em sua totalidade de aspectos. A aparição de uma outra pessoa que não o ego onírico retratado num animal, simboliza que o complexo do ego foi sobrepujado por um outro complexo. A libido quando aparece em imagem teriomorfa simboliza que é a impulsividade "animal" que se encontra em estado reprimido. No caso de surgimento em sonhos de animais prestimosos dispostos a falar, pode estar sendo indicado que o inconsciente deseja ajudar o ego em sua tarefa e esses sonhos são sinais prognósticos bastante positivos que podem estar se referindo a imago dos pais. Parece ainda, que os animais mágicos aparecem via de regra, como uma simbolização do pai. Os animais bravios têm aspectos sexuais e simbolizam conflitos eróticos, mas a imagem em sonhos em que o ego onírico encontra-se acariciando o animal que o ego vígil teme, nos fala de forma simbólica sobre a repressão cultural do incesto. Quando o ego onírico encontra-se sacrificando um animal, isso simboliza que é uma parte do ego vígil que vai ser sacrificada, a sua instintividade.

ANJO- Simboliza uma mensagem positiva de poder dos conteúdos espirituais, mais especificamente, os poderes curativos do inconsciente. São considerados como sendo mensageiros entre o plano divino e o terrestre, fazendo portanto o papel de psicopompo, eles fazem parte daquilo que poderia ser chamado de exército de Deus.

ANSIEDADE- Sonhos em que o ego onírico encontra-se ansioso em decorrência da própria imagem que é apresentada aos outros, simbolizam o medo de não estar a altura de um determinado papel social, uma inadaptação a sua persona. Esses sonhos denotam uma estrutura de ego fraca, que é minada pela insegurança do indivíduo.

ANTIMONIO- A sua cor é o cinza e simboliza o estado de ser quase perfeito. Foi usado na antigüidade como medicamento.

ARADO- A imagem em sonhos de arar a terra, aponta para simbolismos sexuais, sendo o arado um símbolo do falo. Na Antigüidade, era comum se usar os campos cultivados como "leito nupcial" para que a terra se tornasse fértil, o que demonstra a analogia entre o ato sexual humano e o ato de arar a terra. Nos cultos da Mãe-Terra, considerava-se o cultivo da terra como a fecundação da mãe, uma vez que como decorrência da proibição do incesto a imago materna foi desviada para a Terra e a mãe, à partir desse ato de regressão da libido, satisfaz o desejo do filho através do fornecimento de seus frutos.

ARANHA- Em razão de sua rede de raios tecida habilmente e de seu posicionamento central, é considerada na índia símbolo da Ordem Cósmica, assim como a tecelã (maya) do mundo sensível. É a Criadora Cósmica e a senhora do destino; podendo ser ainda um símbolo do narcisismo, pois contém em seu símbolo a obsessão por seu centro.

ARAR- O ato de arar simboliza a cópula. Através desse simbolismo, a libido é transferida para a terra.

ARCA- Simboliza o seio materno e é um símbolo do feminino, além de poder ser associada ao vaso alquímico, ao recipiente da transmutação dos metais na alquimia. É comum que se encontre nos mitos dos heróis, uma viagem em que são trancados numa arca e entregues ao próprio destino, passando posteriormente por um processo que corresponde a um renascimento.

ARCO E FLECHA- O arco pode ser ainda um símbolo da tensão causada pelos desejos humanos. É considerado ainda um símbolo do destino. A imagem do arco e da flecha quando parece em sonhos pode estar simbolizando a necessidade de que o ego vígil olhe para dentro de si mesmo como uma seta que aponte para a busca da meta de sua vida. O alvo certamente é interior.

ARCO-ÍRIS- É um símbolo do sentimento ou da ligação de Eros. Representa a ponte entre o humano e o divino. Para os hebreus é a aliança de Deus com seu povo; para os chineses, a ponte de União entre o céu e a terra; para os gregos, é a representação de Íris, a mensageira dos deuses. Em todos os povos possui uma simbólica relacionada à imagem da ponte capaz de ligar o mundo sensível ao supra sensível. Essa imagem em sonhos, simboliza a proximidade de felizes acontecimentos, resultantes da própria renovação cíclica da vida, ou da União do inconsciente com o consciente, a fusão dos opostos na psique. Os budistas o consideravam como sendo símbolo do nascimento de uma divindade.

AREIA- Pode ser considerado um símbolo do útero, assim como a imagem de andar na areia pode estar expressando o regresso ao útero materno.

ARMA- Tem um significado fálico. Os sonhos em que aparecem armas podem estar simbolizando conflitos internos, de natureza erótica.

ARMINHO- É considerado um animal símbolo da pureza.

ARQUEIRO- Simboliza o desejo de posse.

ARROZ- É considerado o alimento da vida e da imortalidade. No Oriente, é um símbolo da abundância e no Ocidente, simboliza a felicidade e a fertilidade.

ÁRVORE- No nível arquetípico, aponta para o tema da Arvore do Mundo ou Axis-Mundo, que é um pilar genético de toda a criação; está plantada no meio do Jardim , no centro do Éden. É freqüentemente um símbolo de centralização da psique individual, do SELF e que pode ser visto como o sustentáculo do mundo. Os sonhos em que se está no alto de uma árvore sugerem uma situação difícil, refletindo rituais de iniciação xamanísticos que por vezes eram descritos como se desenrolando nela. Em toda a história religiosa sempre desempenhou um papel importante. Entre os celtas, o culto do carvalho pelos druidas é bastante conhecido; em Uppsala, a velha capital religiosa da Suécia, havia um bosque sagrado onde todas as árvores eram consideradas divinas; os eslavos cultuavam árvores e bosques sendo que esse culto ocupava uma posição de destaque entre os cultos druidas e lituanos. Divindades femininas freqüentemente eram veneradas como árvores, daí por vezes, o culto das árvores e florestas sagradas. Para o primitivo, o mundo em geral é dotado de alma, assim, as árvores e plantas também a possuíam. Na Coréia, acredita-se que as almas daqueles que morrem de peste ou à beira da estrada, assim como as mulheres que morrem de parto instalam-se nas árvores; enquanto que na China, é costume se plantar árvores sobre a sepultura para fortalecer a alma do morto. Ela encontra ainda na sua simbologia a ligação com a Grande-Mãe que tanto é a doadora da vida como da morte, onde é um símbolo tanto da União com a mãe, que abraça e guarda o filho, como do próprio filho, que através dessa ligação com a mãe, recebe como castigo sua castração e morte. Possui ainda um caráter bissexual, uma vez que além de representar a mãe, também é um símbolo do falo. A vida humana, o desenvolvimento e o processo de transformação da consciência as vezes são simbolizadas pela árvore, que tem um significado mítico de guardiã do tesouro. O que é necessário que se atente é que a árvore não é a mãe, mas uma simbólica do arquétipo materno e a imagem da árvore envolta pela serpente é um símbolo da mãe protegida pelo medo do incesto. Existem vários mitos descrevendo os homens nascendo da árvore e a presença de uma fenda, já é suficiente para relacioná-la à mãe, pois a fenda eqüivale ao útero. Os Xamãs enterram seus mortos em troncos e o sepultamento em árvores tem o simbolismo de ser encerrado na mãe para poder "renascer." Para os maoris, ela tinha uma relação com o próprio destino dos homens sendo que após o nascimento, quando havia a queda do umbigo , os maoris o enterravam num local considerado sagrado e nesse mesmo local era plantada uma árvore que ficava sendo à partir de então, um "tohu oranga", ou signo da vida para a criança.

ASA- Simboliza a liberação de uma carga, a leveza, a espontaneidade, a elevação ao sublime.

ASCENÇÃO- Essa imagem é símbolo da renovação do consciente à partir da regressão ao inconsciente. É a própria renovação da Luz, que enfrentando a escuridão pode voltar a brilhar com maior intensidade. É um símbolo da elevação da alma para o céu.

ASNO- Simboliza a perseverança, a estupidez, a melancolia e a sexualidade. É um dos animais de Dioniso assim como de Saturno e possui qualidades saturninas. Ser transformado em asno implica ser dominado por essas qualidades, ter caído sob o impulso de um complexo específico que impõe tal comportamento. O filósofo Lúcio foi transformado num asno, o animal em permanente cio e odiado por ísis que mais tarde é desencantado e iniciado nos mistérios da deusa da lua egípcia. O baú-berço de Dioniso era puxado por um asno.

ASSALTANTE OU ASSASSINO- Tem uma conotação sexual e pode simbolizar um conflito erótico.

ATANOR- Para os alquimistas, era onde se operavam as transmutações alquímicas, um tipo de recipiente onde se processavam as transformações.

AURORA- Simboliza as promessas e possibilidades de luz e de completude; ela é a própria personificação da esperança que embora possa esmorecer sempre volta a vida.

AUTOMÓVEL- Os meios de transporte assim como as viagens, são imagens que parecem indicar a estrutura do ego ou o modo como o ego se movimenta através das várias atividades da vida. Em sonhos, as imagens em que o ego onírico não está na direção do volante, simbolizam que o ego vígil pode estar possuído por um complexo do inconsciente, pois o motorista e sua personalidade seria a simbólica de um dos componentes da pique do ego vígil. Se na estrutura do sonho, o carro para por falta de combustível, pode estar simbolizando que o ego vígil não usa sua força na totalidade assim como se o ego onírico sente-se inadequado dentro do automóvel pode ser um símbolo de que o ego vígil adotou uma postura errada na vida. A carroceria do automóvel simboliza regra geral, a persona do ego vígil.

AVALANCHE- As pessoas ameaçadas por uma raiva patológica costumam sonhar com um deslizamento de terra ou com uma avalanche o que simboliza que o inconsciente utiliza essa imagem hábil para predizer não um desabamento exterior, mas interior. De qualquer forma, a imagem de uma avalanche pressupõe uma inadaptação do indivíduo frente a determinadas circunstâncias da vida.

AVELEIRA- Símbolo da constância e da paciência, é uma árvore da fertilidade, por vezes associada à prática da magia.

AVENTAL É um símbolo de proteção além de simbolizar o trabalho.

AVIãO- Sonhos de aviões em choque costumam referir-se à operação alquímica da coagulatio. A imagem de para-quedistas ou super-homens que descem do avião parecem mostrar que algo até então inconsciente, está descendo do infinito e vai saltar no âmbito da compreensão humana e são representacões antecipadas de uma nova percepção do SELF. A sobrecarga do avião pode estar indicando valores do ego vígil que devem ser abandonados assim com os sonhos em que o avião está em queda simbolizam um contato brutal com a realidade concreta.

AZEITE- É um símbolo de força espiritual e luz, e é dotado de poderes especiais uma vez que costuma ser utilizado para unção. O dito de que o azeite e o vinagre não se misturam falam-no simbolicamente de suas qualidades especiais, uma vez que o vinagre é símbolo da baixa qualidade.

AZEVICHE- Embora negro, é um símbolo de proteção contra o mal.

AZUL- É a cor do princípio masculino, o Yang e pode simbolizar um desapego aos valores do mundo, assim como um excesso de passividade, é a cor do céu.

BAÇO - Órgão do corpo humano, que possui a simbólica de versatilidade.

BALANÇA- É um símbolo da justiça, que é associado a deusa Têmis, filha de Urano com Gaia. É considerada o símbolo do sígno zodiacal de Libra. Existe ainda uma associação entre a balança e a morte, pois no Egito a alma dos mortos era pesada por Thot numa balança, em cujos pratos era colocado uma pluma e o coração do falecido. Se o prato em que estava o coração fosse mais pesado do o que continha a pluma, o morto era considerado como sendo culpado por seus pecados.

BALDE- Equivale a recipiente.

BALEIA- Simboliza a escuridão abissal e misteriosa, o inconsciente, o local para onde o herói precisa retornar para que seja possível o seu renascimento. No mito do herói, a baleia é um símbolo da Grande -Mãe devoradora em cujo ventre o deus-herói se transforma, e sendo que nesse confronto com a Grande-Mãe, temos o simbolismo de que é o ego do homem que precisava ser transformado. A luta do herói conta a baleia ou qualquer outro monstro marinho se constitui num símbolo da luta pela libertação da consciência do eu das ligações com o inconsciente e a sua salvação se constitui dessa maneira num símbolo da vitória do consciente sobre o inconsciente. A saída do ventre da baleia significa um renascer ou uma ressurreição, tanto que o símbolo da baleia é comum a vários ritos de iniciação. A entrada em seu ventre é análoga a descida ao sub-mundo e a passagem pelo inferno.

BAMBUS- Em decorrência de sua flexibilidade, simbolizam a sabedoria feminina, vegetativa e desarticulada. É considerado como sendo um símbolo do inconsciente e das suas profundezas.

BANANEIRA- É considerado um símbolo de bom augúrio, além de simbolizar a fragilidade, pela flexibilidade e pouca consistência de seu caule.

BANHEIRA- O banho na banheira possui uma simbólica diversa da do banho no mar, uma vez que a banheira é um recipiente feito pelo homem no qual o ser humano pode entrar e que possui ainda dimensões definidas ao contrário do mar. A imagem da banheira portanto, simboliza o inconsciente mas de uma forma específica que o vincula à imagem do recipiente na alquimia.

BANHEIRO- Essa imagem está relacionada a "eliminação" ou a dificuldade em "se soltar", ela nos remete também a imagem das fezes, a prima matéria na alquimia. Os sonhos com banheiro são bastante comuns, principalmente quando se procura uma privada para que se possa defecar e ela não é encontrada, está ocupada ou não possui água corrente. Isso simboliza que algo está por vir, o início de um processo, e as fezes apareceriam como o potencial para esse processo.

BANHO- É o símbolo de uma transformação no ego, através do inconsciente, uma vez que essa imagem está vinculada à do batismo. É um símbolo de purificação, renovação e renascimento tanto que o batismo cristão também é entendido como uma limpeza e separação do pecado e expulsão dos maus espíritos. Existe nele uma idéia de renovação porquanto a pessoa que foi batizada foi renovada em Cristo e livrou-se de uma forma simbólica de todos os pecados pagãos anteriores, como uma espécie de renascimento pela água. É através desse banho que o SELF pode "renascer". Nos ritos batismais dos Mistérios dos Êleusis, os participantes dirigiam-se primeiro para o mar a fim de tomar um banho ritual. O banho de uma forma geral é interpretado como uma forma de livrarmo-nos de nossa sombra, pois o contato com a água, nos traz de volta ao inconsciente para que possamos nos purificar e renascer. O banho é por conseguinte, uma técnica bem conhecida de redenção, onde se pode fazer o exorcismo através da água. A sujeira que anteriormente cobria o corpo costuma ser encarada simbolicamente como sendo as influências psicológicas do ambiente que contaminaram a personalidade original. Em muitos sonhos o processo analítico é comparado a um banho e a análise é frequentemente equiparada a uma lavagem. O banho, o aguaceiro, o chuvisco, a natação, a imersão na água, são equivalentes simbólicas da operação alquímica denominada Solutio e essas são as suas imagens que costumam aparecer em sonhos. Quando o SELF avizinha-se da consciência ocorre o processo de afogamento que é a agonia de ver-se aprisionado dentro dos limites da consciência e essas imagens que estão associadas ao simbolismo do batismo implicam numa verdadeira seqüência de morte e renascimento.

BARBA- É um símbolo de virilidade e sabedoria, uma vez que só os homens a possuem e num determinado período cultural, os sábios deixavam suas barbas crescerem. Na Antiguidade, as imagens de animais com barba simbolizavam que se tratava de um animal cerimonial e simbólico posto que a barba era considerada sagrada nessas imagens.

BARBEIRO- Pode simbolizar um sacerdote iniciador. Ele sempre vai nos remeter aos ritos de iniciação, uma vez que está relacionado ao corte de cabelos, à tonsura.

BARCA- Pode aparecer simbolizando o transporte da alma e realmente por vezes tem o simbolismo de carregador de almas, um rito de passagem para o outro mundo. O barco lunar hindu carrega as almas para a nova encarnação, e possui uma associação com o ciclo lunar e com as deusas da lua, que detém o poder da vida, da morte e do renascimento, através da qual é conferida ao indivíduo a imortalidade. Nos mitos , o barco solar acompanha o sol até o além, é o meio transporte para o inconsciente. Algumas vezes, a barca aparece simbolizando a Igreja, num vínculo com a mãe, com o feminino, posto que sua imagem corresponde a imagem de uma das fases da lua.

BASILISCO- Dizem que as folhas desse vegetal possuem poderes mágicos. O animal desse nome era um réptil capaz de matar através de seu olhar, tanto que é considerado como sendo um símbolo da morte, o que o associa ao simbolismo de Medusa.

BASTÃO- Simboliza poder, julgamento e comando e é ainda associado a caminho, como um princípio de direção do inconsciente. O bastão do Bispo é um símbolo da autoridade da doutrina que mostra o caminho e que fornece as decisões.

BATIDAS NA PORTA- A imagem em sonhos de batidas persistentes na porta simbolizam conteúdos que foram deixados de fora da vida do ego vígil e que desejam ser ouvidos, solicitando sua participação na consciência.
BATISMO- A BENEDICTIO FONTIS, o batismo na Igreja, representa a purificação do ser humano e sua transformação num novo ser espiritual. Psicologicamente, a sujeira ou pecado lavados pelo batismo podem ser compreendidos como inconsciência, as qualidades de sombra das quais não temos consciência e portanto não nos damos conta. A imersão na água tem uma conotação de regressão ao útero, a reintegração no mundo indiferenciado da préexistencia para que em contato com a água possa ser levado a um estado de regeneração. A imagem do Dilúvio pode ser associada em termos psicológicos, com a imagem do batismo. No que se refere ao batismo de sangue, assim como ao encontro com o fogo o que está simbolizado é o estado de provação de ter que suportar um afeto intenso, assim, o batismo de sangue equivale ao batismo de fogo e certos mitos falam do batismo de fogo como capaz de promover a imortalidade, a queima das partes mortais simboliza a destruição do carnal ou da luxúria. A Túnica de Nesso ilustra a associação que costuma ser feita simbolicamente entre sangue e fogo. A morte de Cristo na cruz é uma simbólica que se assemelha à do batismo, posto que a crucificação corresponde à uma regressão à mãe, ao inconsciente, que possibilita ao herói o seu renascimento.

BERÇO- É uma imagem que costuma simbolizar o seio materno ou o útero, embora por vezes apareça simbolizando uma viagem.

BÉTULA- É o nome de uma árvore que na Rússia simboliza a donzela, e que também muitas vezes aparece como símbolo da lua ou do sol.

BIBLIOTECA- Imagem que representa um acumulo de conhecimentos herdado não apenas pelo indivíduo mas também pelo coletivo, e que é um símbolo do depósito do esforço individual de toda uma vida no tesouro coletivo transpessoal.

BICICLETA- Meio de transporte onde o próprio ego é o responsável não apenas pela direção, pelo rumo tomado, como pelo equilíbrio para que posa prosseguir em movimento até a sua meta. É um meio de locomoção solitário e individual, o que faz dela, um símbolo da autonomia e do equilíbrio. Essa imagem nos reporta ao processo de individuação. O seu movimento em forma de energia circular em torno de um centro, se assemelha ao movimento da psique em direção ao SELF, e que na alquimia costuma ser denominado de circulatio.

BIOMBO- Essa imagem em sonhos simboliza de um modo geral que o problema que está sendo apresentado, ainda se mostra de uma forma velada.

BOCA- É considerada um símbolo da fôrça criadora, muito embora ela tanto tenha o poder de destruir como o de criar através do uso da palavra. Existe uma associação entre fala, boca e fogo, daí que se pode dizer em relação as palavras proferidas, que elas são inflamadas, pois a fala assim como o uso do fogo, é um derivativo do uso da energia psíquica.

BODE- No Oriente, os demônios aparecem em imagens com a pata fendida do bode. É considerado um símbolo de THOR, além de ser considerado um símbolo da fecundidade e da libido. O bode é a montaria de Agni, o deus regente do fogo para os vedas, daí que ele é considerado como sendo um animal solar. O termo bode expiatório, simboliza o indivíduo sobre o qual recaem as projeções do mal que os outros gostariam de executar mas que não ousam. Então, ele é empurrado cada vez mais para que desempenhe esse papel.

BOI- No Cristianismo, São Lucas tinha como símbolo o boi, é considerado como sendo um símbolo da bondade e da calma. Na China, o boi em argila é um símbolo do frio, além de ser um símbolo yin e os gregos o consideravam sagrado posto que era objeto de imolação.

BOLHA- Essa imagem simboliza os sonhos e os pensamentos, em função de sua imaterialidade.

BORBOLETA- Simboliza o ar, enquanto elemento da psique. É considerada um símbolo de transformação e de um novo começo.

BOSQUE- É o símbolo de uma área inconsciente, um lugar escuro onde vivem os animais e os instintos. A imagem do bosque proibido por vezes aparece em substituição à imagem da árvore-tabu, adquirindo as propriedades desta.

BRAÇO- Essa imagem simboliza poder e fôrça.

BRANCO- Simboliza a luz do dia, a claridade e a ordem, podendo ser um símbolo positivo ou negativo, conforme a situação como se apresente. Pode ser considerada a cor da manifestação divina; um símbolo da consciência.

BRONZE- Esse metal é considerado um símbolo da incorruptibilidade.

BRUXAS- Por vezes elas se apresentam como representacões iniciais da anima. É no entanto uma figura arquetípica da Grande-Mãe. A bruxa é a deusa-mãe negligenciada, a Deusa da Terra, a Deusa-Mãe em seu aspecto destrutivo, era o poder de destruição e morte da deusa da lua, a face materna negativa e sombria. Na Idade Média, as mulheres histéricas eram tidas como bruxas e acabavam na fogueira, posto que elas personificam nossos próprios temores e incapacidades contra os quais temos que lutar. É um impulso instintivo profundo que se caracteriza pela preferência por um ninho confortável.

BUFÃO- É um símbolo da consciência irônica e que mostra sempre o outro lado da realidade, as duas faces de uma mesma moeda.

BURACO- É um símbolo do inconsciente, é feminino ; ele é o acesso aos conteúdos aos quais não se tem acesso de forma consciente, é associado à vagina e pressupõe a origem, a matriz.

CABAÇA- É um símbolo do feminino que é análogo ao ventre materno e que se encontra associado a noção de recipiente, vaso, receptáculo.

CABEÇA- No simbolismo alquímico é considerada como um dos símbolos do SELF. A imagem da cabeça coberta é um símbolo da invisibilidade ou da morte e o hábito das freiras de usarem véu tem essa conotação.

CABEÇA PARA BAIXO- É um símbolo do vencido e representa as nossas derrotas anteriores. É o estado de suspensão entre os opostos, quando não existe integração nem meio termo.

CABELOS- São considerados fonte de poder mágico ou de mana e por isso, o ato de cortar os cabelos e sacrificá-los significa frequentemente um renunciar e um renascer. O corte do cabelo ou da barba é frequentemente associado a um escalpo do ser humano, o que equivale a mudança de pele da serpente, um símbolo de transformação e desde a antiguidade o corte de cabelo (tonsura) estava ligado à consagração nos ritos de iniciação onde o sacrifício dos cabelos nos templos das deusas da lua, correspondia a uma evolução da prostituição sagrada, o seu simbolismo era de que entregando os cabelos, a mulher entregava o feminino à deusa. Anéis de cacho de cabelo guardados como lembrança, são tidos como amuletos que ligam uma pessoa a outra. Pela teoria da magia contagiosa, quem tiver de posse tanto de cabelos como de unhas humanas, pode exercer influência sobre a pessoa da qual os mesmos foram cortados. O cabelo é com freqüência associado à fôrça vital e ao próprio destino podendo ser considerado como uma imagem da relva, o
cabelo da Terra. Na Rússia, somente às mulheres virgens era permitido que usassem uma trança grossa posto que após o casamento só poderiam usar duas tranças. A cabeleira encontra-se ainda relacionada à sensualidade e à provocação sexual.

CABRITO- É um símbolo do renascimento com ascensão ao divino. A cabra é tanto o símbolo da iniciadora como da ama de leite, uma representação da mãe.

CAÇA- A imagem de uma caçada pode estar simbolizando a agressão à mãe, a sua imago, uma vez que os animais fazem parte do reino da Grande-Mãe. Essa imagem pode ainda representar a busca pela vida espiritual. A vida dos jovens gregos ligada a caça possuia uma simbólica de iniciação, ligada à Artemis.

CACHOEIRA- Simboliza o movimento contínuo sem alteração da forma, o próprio correr da vida sem que o núcleo da existência seja modificado.

CACHORRO- Na antiguidade era tido como o guardião da vida eterna. Em várias culturas antigas a imagem do cão estava ligada à simbólica da morte, na Pérsia antiga, os cães alimentavam-se dos cadáveres dos mortos e na Rússia era costume levar um cão junto da cama do moribundo para que recebesse alimento de suas mãos, alimento esse que garantia que o cão servisse de guia da sua alma para o outro mundo. Hécate, a deusa do nascimento e que estava relacionada ainda à magia, a iniciação e a morte, recebia sacrifício de cães. Nos túmulos romanos era comum encontrar-se imagens de cachorros e Cérbero era o famoso cão do Hades, o mundo do post mortem que correspondia a uma espécie de purgatório. Na Grécia, o cachorro pertencia também a Esculápio, o responsável pelas curas, pela sua capacidade de se curar por meios próprios, ingerindo grama. No Egito, era considerado como sendo um símbolo de Anúbis, o deus com cabeça de chacal e que era um guia para o mundo inferior. Pela sua capacidade de adaptação ao homem, costuma ser um símbolo da fidelidade no relacionamento.

CADÄVER- Em sonhos, o aparecimento de cadáveres de odor desagradável, que teve que ser exumado, pressupõe severas repressões. Simboliza o fato de que algo foi reprimido por tanto tempo, que se desintegrou e se decompôs na terra. A imagem de cadáveres também pode apontar para o fato de que determinados conteúdos do inconsciente estão tentando tornar-se conscientes e anseiam com desespero participar do mundo dos vivos. Essa imagem na alquimia, encontra-se ligada à putrefactio.

CAIXA- É considerada como sendo um símbolo feminino, uma imagem do inconsciente, da mãe, da matriz.

CAJADO- Assim como o bastão, é um símbolo de direção, de comando e de poder. No entanto, o cajado do pastor quando partido, indica que houve perda de uma atitude de inocência.

CALCANHAR- Simboliza o apoio e o equilíbrio do ser humano, e um calcanhar desprotegido pode ser representativo de um ponto frágil, capaz de minar a base e o equilíbrio do ser humano, levando-o à derrota, tal como no mito deu-se com Aquiles, que foi morto em consequência da vulnerabilidade representada por essa parte de seu corpo.

CALDEIRÃO- É um símbolo que pressupõe mudança, regeneração, iniciação e ressurreição. É o vaso que possui a simbólica de possuir poder para transformar o material em espiritual, o mortal no imortal. É o recipiente onde se cozinha o caldo da regeneração. No caldeirão das bruxas tanto eram cozidos o remédios como as poções venenosas, através de um movimento circular, típico do feminino, e que se encontra em conexão com as fases da lua. A imagem do caldeirão simboliza então, duas faces do arquétipo da mãe, o feminino positivo pela regeneração realizada através do caldeirão da alquimia e o feminino negativo, na magia negra do caldeirão das bruxas.

CÁLICE- O cálice normalmente está relacionado com a imagem do Graal, que é a taça mística na qual segundo a tradição, Jesus Cristo bebeu na Última Ceia com seus discípulos e na qual disse: "Bebei dele todos, pois isso é o meu sangue, o sangue da Aliança(...)". A história do Graal provém da tradição celta e é o recipiente feminino que contém a substância da alma essencial da qual o espírito emana. Nas culturas egípcia, indiana e hebraica existe uma analogia entre cálice e coração, pois o coração seria um cálice alquímico que elabora a vida. Segundo afirma a lenda, José de Arimatéia recolheu a água e o sangue que escorreram da ferida no flanco de Jesus aberta por um centurião, e depositou no Cálice Santo (GRAAl). Depois do desaparecimento físico de Cristo, o Santo Graal é levado para a Bretanha por José de Arimatéia e Nicodemus. Assim como a taça simboliza o recipiente, o útero capaz de conter as qualidades maternas da mulher.

CAMA- É um símbolo de intimidade, daquilo que nos é pessoal, é o local onde dormimos e vivemos nossos sonhos, o local onde participamos da vida de nosso inconsciente. Está ainda relacionada à intimidade do amor e do sexo, sendo portanto, um local bastante pessoal. Se nos deparamos com um motivo de sonho em que alguém está debaixo da nossa cama, esse símbolo relaciona-se ao inconsciente pessoal. É o lugar escondido, onde os complexos reprimidos e os problemas vivem, minando aos poucos a direção consciente, e no final, até mesmo acabando com o descanso da pessoa.

CAMPO- Simboliza todas as características opostas ao inferno, podendo portanto ser considerado um símbolo do Paraíso. Em função dessa sua simbólica, vários cemitérios costumam chamar-se "Campo Santo".

CANA- Simboliza a flexibilidade.

CANDELABRO- Símbolo da luz espiritual, é uma derivação da árvore sagrada, um símbolo da cabala hebraica.

CANHÃO- Simboliza a sexualidade e tem um simbolismo de falo, essa imagem em sonhos pode denotar a existência de conflitos eróticos na estrutura da psique do ego vígil.

CAOLHO- Símbolo da clarividência através da concentração de poderes num só olho.

CAPACETE- Simboliza a invisibilidade.

CAPUZ- Símbolo da invisibilidade contudo, o barrete pontudo dos gnomos e dos cabiros é considerado como um símbolo do falo.

CARACOL- Simboliza a regeneração periódica.

CARNE- Simboliza a verdade nua e crua. É associada ainda com a vestimenta do esqueleto, já que ela é uma vestimenta adquirida pela alma durante a descida pelas esferas planetárias.

CARNEIROS- O carneiro era visto pelo matriarcado como símbolo do poder tirânico masculino. É ainda um símbolo de Agni, o deus do fogo dos vedas, a sua montaria. A imagem em sonhos de numerosos rebanhos de carneiros, enfatiza a brandura, pela inocência que é característica desse animal.

CARPINTEIRO- A imagem do carpinteiro aponta para o símbolo do criador, aquele que é capaz de criar e moldar através da madeira, que oriunda da árvore, tem uma ligação com o arquétipo da mãe. Ele cria à partir da mãe, sendo portanto, um símbolo do pai gerador. Taré, pai de Abraão foi um bom marceneiro; Tvashtar, pai de Agni, um ferreiro e carpinteiro; Hefesto, o pai de Hermes era carpinteiro, ferreiro e escultor; José, pai de Cristo, carpinteiro; Ciniras ,pai de Adônis, carpinteiro.

CARREGAR- A imagem em sonhos em que o ego onírico está carregando alguma coisa, tem a ver com a via-crucis de Cristo, o carregamento do touro por Mitra, Sansão carregando os pilares de Gaza ou Hércules carregando as colunas até o lugar onde morreu. A cruz ou qualquer outra coisa que o ego onírico carregue, representa um aspecto ele mesmo ou seja, simboliza a totalidade do ego vígil, o seu SELF, a sua plenitude.

CARRO- É considerado um símbolo da consciência, de como ela se manifesta pelos rumos da vida, similar a imagem do automóvel..

CARVALHO- É um dos símbolos de Zeus ou Júpiter mas dizia-se pertencer igualmente a Juno. Nas cidades latinas, sempre que se acendia o fogo sagrado, usava-se a lenha do carvalho, a árvore sagrada que era também considerada como sendo o símbolo da deusa Vesta e em seu templo pode-se ver ainda hoje um carvalho dito sagrado. O carvalho costuma ser considerado como sendo a imagem do Eixo do Mundo, do Freixe Yggdrasil da mitologia germânica, e o filósofo Pherecydes interpretava o mundo inteiro como sendo um imenso carvalho.

CARVÃO- Simboliza uma energia que não é visível. No carvão encontramos a energia e o calor proveniente do fogo, mas que se encontra encoberta.

CASA- Elas são um símbolo de nosso espaço psíquico pessoal, da nossa psique. A fachada da casa simboliza a persona, a máscara que o indivíduo usa em sociedade; o telhado simboliza a cabeça, a sede da consciência; o andar de baixo está relacionado ao inconsciente e aos instintos; a cozinha é o local onde se processam as transformações, o equivalente ao laboratório da alquimia. Elas aparecem então em sonhos como símbolos da própria psique uma vez que ela podem ser consideradas como sendo um "estado psíquico".

CASAMENTO- Simboliza de forma sutil a conjunctio. A união dos opostos na psique, do feminino com a masculino, o hierosgamos. Na antiguidade costumava-se celebrar casamentos ditos sagrados entre deuses e mortais com a finalidade de propiciar a fertilidade para a terra, animais e homens. Esses casamentos simbolizavam ainda, a união espiritual com Deus. Havia o hábito de se consagrar virgens, como consortes à imagens, com a mesma finalidade como símbolo da união com o divino. Nos templos das deusas da lua, as virgens que tinham sua iniciação no templo, entregando-se ao papel de hieródulas, de prostitutas sagradas, visavam representar a união divina da deusa, representada no ato por uma mortal, com o deus, o falo, representado no ato pelo homem que procurava o templo, união essa que garantiria a fertilidade e que a iniciava nos mistérios do sexo e da feminilidade. A cerimônia do casamento humano reproduz o hierosgamos, qual seja, esse casamento divino, a união do céu com a terra. A união sexual ou o casamento efetivamente só pode ocorrer entre dois seres depois que ambos tenham alcançado a autonomia do ego. A imagem desse tipo de união intrapsíquica quando aparece em sonhos, surge como sendo algo numinoso e que possui um efeito emocional inexprimível.

CASTANHO-ESCURO- Simboliza a humildade e a pobreza.

CASTELO- É um símbolo de transcendência pela sua localização quase sempre no alto e de difícil acesso.

CASTRAÇÃO- É um símbolo da necessidade de aceitação pelo indivíduo de sacrificar seus desejos de menino desamparado em pról da sua masculinidade. É símbolo da necessidade de que desista das suas exigências em relação ao feminino, a mulher, esperando que ela satisfaça suas necessidades sexuais e emocionais como se fosse a sua mãe. A castração assim como a morte voluntária do indivíduo, resulta num renascimento como homem, e ela é o equivalente simbólico da perda do falo, da autocastração, tal como é representado no mito de Átis e de sua mãe Cibele.

CATACUMBA, cripta- É um símbolo da mãe e que exprime a possibilidade da ressurreição. Os defuntos eram depositados nas catacumbas como numa oferta simbólica à mãe na esperança da possibilidade de que pudessem renascer.

CATEDRAL- É uma imagem que costuma aparecer como um símbolo da estrutura religiosa estabelecida, da religião onde fomos tradicionalmente criados.

CAVALGAR- O ato de cavalgar tem uma simbologia sexual segundo Freud e Jung, e isso se deve ao ritmo do ato de cavalgar. O Freixo Universal Yggdrasil é também chamado de"Corcel Assustador", talvez devido a conotação sexual do simbolismo do cavalo.

CAVALO- O cavalo é uma das formas simbólicas mais puras da natureza instintiva é a energia que apóia o ego consciente sem que esse perceba, a energia que gera o fluxo da vida e que dirige nossa atenção para as coisas, influenciando nossas ações através de uma motivação. O cavaleiro é o ego, enquanto que o cavalo é o símbolo da nossa energia instintiva e animal. Quando juntos representam o movimento harmônico da natureza. Na imagem do cavalo a libido instintiva à disposição do inconsciente por vezes se encontra bastante ligada ao tema da sexualidade. O cavalo simboliza o sentimento de se estar vivo posto que é o fluxo da vida que não criamos mas que nos carrega no exercício de nossa vida. Na mitologia ele é associado às deusas-mães, sendo que podemos encontrar associações entre a imagem do cavalo e o simbolismo da mãe que pode ser vista como sendo o cavalinho da criança e isso devido a primitivamente ela costumar carregar seu filho às costas. Sua imagem também encontra-se associada a da árvore dos mortos pois ele é um animal que a alma utiliza para cavalgar para o outro mundo, servindo de psicopompo entre o mundo dos vivos e o dos mortos. No mito de Odin, a sua mãe era o "Corcel Assustador", o Freixo Universal Yggdrasil de onde ele surge em suspensão. Hécate as vezes é representada com cabeça de cavalo e tanto Deméter quanto Fílina para poderem escapar das perseguições de Crono e de Posseidon, transformaram-se em cavalos. Nos países europeus, o diabo tem uma pata equina que possui como origem Wotan, e em quase todos os mitos o diabo cavalga uma bruxa cavalo. Na Holanda, é costume se pendurar um casco de cavalo nas estrebarias com a finalidade de afastar os feitiços. É considerado também um símbolo do tempo e representa o vento pela sua velocidade. Se a imagem é de um cavalo branco, indica tratar-se de um impulso instintivo que naturalmente se dirige à consciência e se ele possuir asas pode ser considerado como sendo um símbolo de uma forma alada do princípio transcendente. Quando em sonhos o cavalo joga a sonhadora no chão, exprime um tema sexual ou aponta um conflito erótico, o que também costuma ser simbolizado pelo seu coice. Sendo o cavalo um símbolo da quantidade de energia a disposição do homem, quando as imagens giram sobre o seu sacrifício, podem estar apontando para uma fase de introversão pois o sacrifício de animais quando não é feito como simples oferenda, possui uma simbólica religiosa elevada, estabelecendo uma relação entre o herói e a divindade. O sacrifício surge então como a imolação do instinto, a união com o divino o seu abate ou sacrifício pode simbolizar a dissolução do instinto até então inconsciente. Quando se trata de um esquartejamento, o que está sendo simbolizado é que uma nova ordem está sendo criada pela conscientização e reflexão, além da existência de uma disposição interior para receber o arquétipo do SELF.

CAVERNA- Na antiguidade sempre foi considerado como sendo um lugar sagrado, ligado ao útero da Mãe-Terra, da deusa da natureza, onde ocorrem as transformações e os renascimentos e que simboliza a profundidade da natureza interior. A caverna simboliza tanto o útero como o túmulo, a passagem ascendente para a vida e a descendente para a morte posto que é a morada das Moiras e Erínias que tecem o destino. Essa imagem se constitui ainda num símbolo da busca interior que nos leva pelo caminho da individuação. Assim como a gruta, simboliza a cavidade do coração que é considerado o centro do ser, bem como o interior do "Ovo do Mundo".

CEDRO- Essa árvore é considerada como sendo um símbolo da imortalidade.

CEGO- Essa imagem é considerada como sendo um símbolo da visão interior, uma vez que o cego não tem como abstrair-se através das imagens exteriores. Símbolo da clarividência que possui apoio no mito vivido por Tirésias.

CEGONHA- Simboliza a contemplação filosófica. Na mitologia grega, Antígona, a irmã de Príamo gabou-se a Hera da beleza de seus cabelos, o que fez com que a deusa invejosa os transformasse em serpentes. Zeus apiedando-se de Antígona, a transformou posteriormente em cegonha.

CELEIRO- Essa imagem normalmente encontra-se associada ao mito de Deméter, a colheita e aos grãos.

CENOURA - Como a maioria dos vegetais, tem um significado erótico e sexual, além de poder ser considerada como sendo um símbolo do falo. CENTRO- É o arquétipo do SELF que pode aparecer através da imagem da árvore, do Graal, de Jardim, da Mandala, do Paraíso, da Cidade, da Montanha, etc...

CERVO- É um símbolo da auto-renovação e que simboliza um fator inconsciente que nos revela o caminho que nos levará ao rejuvenescimento. É um portador da luz que atrai a consciência levando-a por novos caminhos que propiciam novas descobertas. Pela sua profusão de galhos pode ser um símbolo da Árvore da Vida assim como da rapidez e abundância. O cervo era o animal de Artemis ou Diana.

CESTA- É considerada como sendo um símbolo feminino que se encontra associada à mãe e ao seu acolhimento, assim como o berço.

CETRO- É um símbolo da autoridade, análogo ao bastão e a vara.

CÉU- É um dos componentes do primeiro par de opostos, Céu/Terra, como resultado da quebra do Ovo Cósmico. É considerado como sendo um dos símbolos da consciência e o céu estrelado simboliza o inconsciente coletivo sendo que quando as estrelas descem à terra, podemos ver nisso o simbolismo da proximidade da compreensão, pois indica que o conteúdo tende a tornar-se real na consciência do ser humano.

CHÁ- Simboliza a essência do ser humano.

CHAMA- Originária do fogo, é considerada como sendo um símbolo que pressupõe purificação e iluminação.

CHAMINÉ - Simboliza a ligação com o reino do espírito, dando-nos uma idéia de centro.

CHAPÉU - Por ser a peça de nosso vestuário que cobre a cabeça, em geral significa a própria cabeça. O chapéu recobre a personalidade, dando-lhe um significado. Essa imagem em sonhos pode estar simbolizando que o inconsciente com seus conteúdos está forçando o sonhador e pressionando para que os mesmos penetrem na consciência do ego vígil.

CHAVE- É geralmente vista como sendo um símbolo fálico, muito embora possua uma analogia com os poderes iniciáticos. O iniciado é o possuidor da chave, o conhecedor dos segredos e o único capaz de ter a chave para que possa abrir as portas que dão acesso aos mistérios da iniciação.

CHICOTE- É um símbolo de poder e tirania.

CHIFRE- Pode ter uma conotação fálica, de potência viril, de fôrça e de iniciação no entanto, estão relacionados também a uma das fases da lua, tanto que as deusas da lua costumavam ser representadas portando pequenos chifres, e os animais com chifres eram associados à lua.

CHUMBO- Simboliza o princípio de onde parte a evolução e a incorruptibidade. CHUVA- Simboliza as influências psíquicas e espirituais dos deuses sobre a terra. É um símbolo do poder fecundante do céu exercendo influências na terra e essa imagem encontra-se relacionada à operação alquímica da Solutio.

CIDADE- É um símbolo feminino que encontra-se também associado ao arquétipo materno pois a cidade abriga em seu corpo os seus habitantes. As cidades fortificadas tem o simbolismo de donzelas enquanto que as colônias de filhos de uma mãe. Babilônia é uma representação de Mãe-Terrível e Tiro é considerada uma das culpadas pela queda de Israel. O mito de Simão e Helena retrata a necessidade de remissão da esposa divina, Israel.

CIDRA- É um símbolo da fecundidade.

CIGARRA- Simboliza a negligência.

CINCO- É considerado um número de união, harmonia e equilíbrio. Soma do dois com o três que na China era considerado um número do centro. É o número da Terra e no hinduismo era Shiva; a conjunção do dois feminino, com o três masculino.

CINTO- A imagem em que se aparece colocando um cinto simboliza o selar um pacto ou fechar um acordo.

CIPRESTE- É sempre considerado uma árvore representativa da Grande-MÔe e que encontra-se associada a ela em seu aspecto de ser quem abriga a morte.

CÍRCULO- Simboliza a alma e o Si-Mesmo, encontrando-se vinculado ao simbolismo da mandala e da eternidade posto que é o Alfa e o Þmega, o início e o fim da vida humana, é a uroboros e o símbolo da meta a ser alcançada, a conjunctio, a união dos opostos na psique. Os círculos mágicos costumam funcionar como um temenos, um território pertencente a Deus, um espaço delimitado, um lugar redondo, reservado para um propósito arquetípico e numinoso que é utilizado para concentrar o que está dentro e excluir o que está fora. É a imagem símbolo de uma realidade psíquica interior do homem. Para o Mestre Eckhart, Deus é "uma esfera espiritual infinita, cujo centro e circunferência estão em toda parte".

CIÚME- Quando o ego onírico vivencia o ciúme num sonho, isto simboliza a existência de um outro complexo atuando por trás da anima/animus e assim, ela/ele aparece em sonhos como tendo um outro amante.

COBRA- Simboliza uma força inconsciente da natureza que não é boa nem má, seu estado ainda é indiferenciado e corresponde a base do instinto e da impulsividade natural. Pode ser considerada como um símbolo do falo e possui conotações sexuais simbolizando a existência de conflitos eróticos quando a imagem aparece em sonhos. A cobra frequentemente aparece na mitologia, no simbolismo da religião ou em cultos e ritos, onde podemos encontrar imagens da serpente do paraíso, a Mitgard germânica, da cobra da época de Moisés e das cabeças de serpentes das Górgonas malignas. Essa imagem está associada ainda a Grande-Mãe que geralmente é retratada como sendo uma mulher forte, de seios nus e com os braços estirados para fora, segurando uma cobra em cada mão.

COELHO- Tanto para o negro como para o índio americano esse animal era visto como sendo a encarnação animal do herói. A festa da Páscoa possui um simbolismo que aproxima-se desta idéia, originalmente estava relacionada ao culto da lua e era nessa data que celebrava-se a ressurreição do herói da lua e que foi incorporada a liturgia cristã. Pelo fato de procriarem com bastante rapidez e de terem uma prole numerosa encontra-se vinculado à lua e assim como a Páscoa, é um símbolo de vida nova e de fecundidade da natureza feminina em conexão com a deusa.

COFRE- Simboliza o inconsciente, o feminino, a mãe; é o que protege o Tesouro a que o herói tanto busca e que nada mais é do que ele mesmo, a sua plenitude, independência e individualidade.

COGUMELO- Era considerado como sendo um filtro do amor, além de simbolizar a longevidade. COLAR- O colar como qualquer outro adorno que se use ao redor do pescoço possui uma simbólica de destino. Os ornamentos de pescoço onde vemos chapinhas ou arranjos de pedras preciosas, costumam aparecer simbolizando o tipo de destino da pessoa em questão.

COLHER- Simboliza a bruxaria posto que a bruxa tem sempre algo a cozinhar e costuma levantar uma massa de emoções na intenção de cozê-las.

COLUNA- É um símbolo da Árvore da Vida pois possui uma simbólica de Eixo ou Centro. Pode ainda simbolizar limites.

COMBUSTÍVEL- É um tipo de energia que psicologicamente encontra-se associada a libido, que é a energia psíquica disponível para a vida. Os sonhos em aparecem imagens em que o automóvel está vazando combustível, simbolizam a perda da energia psicológica por parte do ego vígil como consequência de algum complexo inconsciente constelado e que encontra-se sugando a sua energia.

COMETA- A imagem de um cometa em sonhos pode estar simbolizando tal qual uma estrela, a proximidade de um nascimento.

COMIDA- O ato de comer alguma coisa tem o significado de incorporá-lo, de torná-lo corpo, e por conseguinte os sonhos em que algo é oferecido ao sonhador para ser comido indicam que um conteúdo inconsciente está pronto para ser assimilado pelo ego, e está associado a operação da alquimia denominada coagulatio. Num sonho sempre que alguém oferece algo de comer ao ego onírico parece-nos que mesmo não despertando o seu interesse a comida precisa ser ingerida e que esse alimento costuma ter qualidades estranhas ou miraculosas, o que indica que vem do nível arquetípico da psique. Por vezes encontramos nesses sonhos vestígios da necessidade de assimilação de uma relação com o Si-mesmo e existe sempre uma preocupação quanto ao fato da comida poder ser ou não digerida, o que indica que o que está sendo questionado é o quanto da realidade o ego pode suportar. A carne de Pélopes foi oferecida como ambrosia divina, enquanto a de Cristo é consumida na celebração eucarística da missa.

COMPANHEIRO- A imagem do companheiro interior é um símbolo do SELF, e uma imagem de Deus.

CONCEPÇãO- A concepção de forma sobrenatural simboliza que um conteúdo do inconsciente nasceu sem a participação do consciente que no caso seria uma representação do pai humano. O momento da tomada de consciência pode ser visto então como um símbolo do nascimento.

CONCHA- É um símbolo feminino que é análogo ao útero e que evoca a idéia de fecundidade.

CONE- Essa imagem encontra-se associada ao simbolismo de fertilidade e da concepção, uma vez que a representação mais primitiva da deusa da lua era a de um cone de pedra. No Chipre e em Biblos, a deusa Astarte inicialmente era representada por um cone branco ou por uma pirâmide.

CONFLITO- Os sonhos em que o ego onírico vê-se envolvido em uma situação de conflito, estão frequentemente associados à diferenciação entre o ego consciente e o inconsciente. O conflito é uma criação espontânea do inconsciente que o estabelece com o intuito de edificar algo de mais vasto para a estrutura geral da psique do ego vígil.

CONHECIDOS- As pessoas, os lugares ou os eventos que já são conhecidos tem grandes possibilidades de conterem um significado objetivo, mas também podem referir-se à realidades intrapsíquicas do ego onírico, especialmente se estiverem acompanhadas de um profundo tom emocional.

COROA- É um símbolo de poder, análogo as penas,pois o simples ato de ser coroado já identifica o monarca com o sol que tradicionalmente é considerado um símbolo da realeza. No final da consagração dos Mistérios de Ísis, a coroa feita de ramos de palmeiras é colocada no iniciado que depois sobe num pedestal onde o adoram como sendo a própria representação de Osíris enquanto símbolo solar. A coroa também aparece nos textos alquímicos onde o hermafrodita é descrito coroado. A Coroa de louros de Prometeu equivale à Coroa de espinhos de Cristo e ambas são uma imagem da punição pelos pecados, sendo que nesse sentido ela representa o mesmo que o anel de noivado ou de casamento enquanto sujeição ao vínculo.

CORUJA- Ave de Atenas que simboliza a sabedoria. É ainda, um conhecido símbolo da morte e do cemitério além de ser o pássaro do destino.

COTOVIA- Essa ave é considerada como sendo um símbolo da união entre os reinos terrestre e celestial.

COZINHA- Tem por vezes o caráter de laboratório alquímico, o lugar onde ocorrem as mais profundas transformações. Por ser considerada o centro da casa era onde ocorriam os cultos domésticos e era comum que os deuses fossem colocados sobre o forno e o fogão. Pela característica de transformação dos alimentos é associada ao estômago. Por vezes a cozinha aparece simbolizando a emoção, pois ela ilumina e aquece numa demonstração de que o fogo da paixão também é capaz de nos iluminar.

CRÂNIO- A imagem do crânio não é meramente uma imagem da morte, ela aparece com frequência no simbolismo alquímico e é aquela parte do ser humano que não se desintegra como acontece com o corpo. É o CAPUT MORTUUM, a caveira que sobra depois que o fogo purificador consumiu toda a matéria inútil. Os alquimistas usavam o crânio como um recipiente onde cozinhavam a matéria-prima.

CRATERA- É símbolo do recipiente.

CRESCIMENTO- A imagem do crescimento rápido possui uma analogia com o mito do herói, uma vez que a sua infância e crescimento precoce decorrem do fato de que seu nascimento é similar à um renascimento. Ele é o nascido duas vezes.

CRIANÇA- Mitologicamente ela pode representar o SELF. Simboliza o começo e a plenitude das possibilidades, o SELF em seu status nascendi. Quando o SELF surge na figura de uma criança, presume-se que ele esteja brotando espontaneamente no ser humano. A imagem da criança tem contudo um significado duplo, pois ela também pode representar a sombra infantil que por vezes precisa ser sacrificada para que o indivíduo saia da condição de PUER. Na imagem da criança enquanto representação do SELF, está implícito o elemento juventude posto que ela representa a capacidade do SELF de acertar pela ausência do senso crítico, é a espontaneidade autêntica que gera a capacidade de fazer a coisa certa, simbolizando a essência pré e pós consciente do homem. Quando em nossos sonhos nos deparamos com a imagem de uma criança deficiente, isso pode estar simbolizando que uma parte de nosso desenvolvimento encontra-se retardada.

CRISÁLIDA- É um símbolo da vida em formação, o embrião espiritual pois é dela que sairá a borboleta, um importante símbolo espiritual.

CRISTAL- É uma substância que representa o espírito ou a matéria espiritual em forma concreta.

CROCODILO- Símbolo da abundância, que é considerado como sendo o senhor do mundo subterrâneo. No Egito, é um símbolo dos defuntos.

CUPIM- Simboliza a destruição vagarosa e invisível, contudo, efetiva.

CURA- É um símbolo de uma projeção do SELF sobre uma personalidade com poderes terapêuticos e que devido ao fascínio que a mesma exerce e a fé que ela evoca, através da mesma são curadas as doenças psicológicas ou psicosomáticas.

CURANDEIRO- É sempre uma figura subjetiva que se encontra nos sonhos pois pode referir-se à capacidade do ego vígil de se auto-curar.

DANÇA,RÍTMO- Possui um simbolismo ligado a sexualidade posto que o corpo dançante entra em transe ritual ligando o pessoal com o transpessoal e levando ao êxtase erótico. A imagem de atividades rítmicas realizadas com firmeza e energia pelo ego onírico, podem estar apontando para uma repressão sexual por parte do ego vígil pois a libido reprimida pode regredir para essas atividades que representam analogicamente o ato sexual. As danças rítmicas primitivas em que se aparece calcando o pé estão ligadas ao simbolismo da fertilidade e apontam para a reentrada simbólica no ventre materno.

DECAPITAÇÃO- Nas palavras de Jung: " cortar a cabeça é simbolicamente significativo como a separação entre a compreensão e o grande sofrimento e dor que a natureza inflige a alma." A decapitação pode simbolizar uma renúncia ao desejo de entender para que possam surgir outras formas de compreensão e o seu propósito é produzir uma UNIO MENTALIS na superação do corpo, segundo o ponto de vista de Dorn. A cabeça torna-se dessa maneira o vaso redondo onde se processará a transformação, é um processo similar ao da criação, posto que pode ser considerada como a passagem do que ainda não é manifestado para o manifestado, do disforme para aquilo que passa a ter forma.

DENTE- É considerado como sendo um símbolo da agressividade, uma vez que com os dentes mordemos e trituramos. Cádmus ao matar o dragão enterrou seus dentes e esses transformaram-se em guerreiros que lutaram entre si até a morte.

DESASTRE- Os sonhos com desastre nos falam da potencialidade de uma importante mudança na estrutura da imagem do ego e quanto maior for o impacto do desastre, maior será a mudança.

DESCIDA- A descida às profundezas é uma imagem que pode simbolizar uma viagem ao mundo do inconsciente. Se acaso houver nessa descida vestígios de civilização, é possível que ela aponte que determinados conteúdos que jazem no inconsciente do sonhador já foram conscientes e desejam retornar à consciência. A descida para o interior da terra simboliza a descida para o "ventre materno", um mergulho no inconsciente para fins de renascimento.

DESCONHECIDOS- As pessoas que aparecem em sonhos e que não são conhecidas na vida vígil do ego onírico provavelmente se constituem em partes inconscientes personificadas da própria psique do indivíduo que com elas sonhou.

DESERTO- É um símbolo da alienação do homem e representa a noite escura da alma, a derrota do ego. Contudo é só a partir daí que podemos encontrar alguma manifestação de Deus pois a psique arquetípica tem maior potencial para servir de suporte quando o ego exaure seus recursos próprios e está consciente de que por si mesmo tornou-se incapaz. As imagens de deserto espelham desorientação, mas a partir delas o homem se torna capaz de entrar em sintonia com seu centro. É comum nos momentos de ruptura entre dois períodos distintos da existência que nos sintamos como que perdidos no deserto e sem orientação, mas é nessa solidão onde a dor de tão lancinante faz-se mais do que consciente que conseguimos nos redescobrir e entrar em contato com nossa totalidade.

DESFILADEIRO- Quando essa imagem aparece em sonhos simboliza uma situação provisória que leva de uma antiga atitude mental para uma nova. É um símbolo da entrada para o local onde se pode vencer a morte.

DESMEMBRAMENTO- Essa imagem fala-nos da quebra de uma atitude ou situação considerada ideal com o fito de se fazer uma adaptação mais realista a vida. O desmembramento pode ser entendido como um processo de transformação que divide um conteúdo inconsciente original para que seja assimilado conscientemente.

DEZ- É considerado um número de totalidade que simboliza a conclusão e a fecundidade.

DIAMANTE- É um símbolo alquímico que refere-se à Pedra Filosofal. É considerado como sendo um dos símbolos do SELF, algo cuja matéria é indestrutível, um símbolo da imortalidade.

DILÚVIO- Símbolo de depuração e do renascimento. Deus envia um dilúvio quando o mundo degenera e isso tem profundo significado psicológico pois é como se a humanidade tivesse que ser reduzida por meio da operação alquímica da SOLUTIO à matéria-prima, ao caos inicial para que a partir daí então, possa transformar-se em algo melhor. O simbolismo do dilúvio tem analogia com o do batismo e nos diz que ao passarmos pela água da SOLUTIO, tornamo-nos inteiros pois podemos nos relacionar com o Si-mesmo.

DINHEIRO- É um conhecido símbolo da libido, do valor, da riqueza, da identificação e propriedade do ego.

DISCO-VOADOR- Simbolicamente denota que algo até então inconsciente está descendo do infinito e vai saltar no âmbito da compreensão humana. É uma imagem de antecipação de uma compreensão maior do SELF.

DOCES- Assim como balas, bolos, etc... em geral, simbolizam uma tendência regressiva de busca infantil de prazeres, o que requer uma interpretação redutiva.

DON JUAN- Essa imagem simboliza o homem que está sempre à procura de uma imagem interior de mulher sua (anima) nas outras mulheres para depois perceber que não é "ela" .

DOZE- É considerado como um número símbolo da realização. Ele é a multiplicação do número que representa a trindade, o três, com o quatro, o número da totalidade da psique.

DRAGÃO - O dragão alado é um dos símbolos de representação do princípio transcendente. No Antigo Testamento, o dragão assim como o Egito, eram chamados de Raab que era algo mau e pecaminoso, donde ele precisava ser sacrificado. Existe aí, uma clara analogia entre a imagem do dragão enquanto símbolo da Mãe-Terrível que precisa ser sacrificada pelo herói para que esse possa se livrar de suas garras. Ele precisa ser derrotado enquanto imagem materna negativa que exprime a resistência contra o incesto e o medo dele. O dragão também costuma aparecer nos mitos como uma representação de Tiamat ou de Leviatã, monstros aquáticos e que personificam o mar. Na saga grega Tifão aparece como um dragão, assassino de Hórus, e ainda símbolo da Mãe-Terrível. Na arte cristã, era considerado um símbolo do pecado e do paganismo. Na China, é o símbolo do imperador, o alvo do herói, o desafio da vida e do inconsciente, era um símbolo de sua civilização e os chineses acreditavam que o Dragão Celestial era o pai de sua primeira dinastia de imperadores divinos. Na alquimia, simbolizava Mercúrio.

DUPLICAÇÃO- Os motivos duplos de um modo geral, referem-se à algo que está chegando ao limiar da consciência. Se nos deparamos com motivos duplos em sonhos, podemos saber que algum conteúdo está subindo do inconsciente e acercando-se do limiar da consciência e aí, dividiu-se em dois.

DUPLO- A imagem do duplo é uma representação da sombra, do aspecto obscuro e renegado de nossa personalidade que jaz no inconsciente. É a parte perdida de nós mesmos e que precisa ser redimida. Os povos primitivos acreditavam que os homens viviam dissociados na terra e que cada ser possuia um duplo, como uma personalidade maior, e que esse vivia pelo mundo ou então que seguiria a pessoa. O duplo só aparecia então em determinados momentos e se acaso o indivíduo visse seu duplo diretamente, esse seria um sintoma determinante de sua morte. A duplicação das imagens em sonhos, simboliza que algum conteúdo até então inconsciente, está chegando ao limiar da consciência e aí então, dividiu-se em dois. Uma parte está sendo assimilada pela consciência, enquanto que a outra ainda permanece abaixo. É significativo o fato de que a consciência até esse momento ainda não sabe do que se trata, ainda está num processo de reconhecimento.

ÉBANO- Madeira escura quase negra e que possui um vínculo entre este símbolo e o Inferno, Plutão e Hades.

EDIFÍCIO- Simboliza a estruturação de uma forma no inconsciente. A imagem de dois grandes edifícios unidos por uma ala em comum simbolizam o arquétipo do Si-mesmo.

EIXO- O Eixo do Mundo (Áxis Mundi) costuma ser simbolizado pela árvore, pela montanha, pelas colunas, pela lança ou ainda pelo mastro. Para os germânicos, o Freixo Universal Yggdrasil é o Eixo do mundo.

ELEFANTE- A rainha Maya, mãe de Buda, da mesma forma que Maria recebeu a visita do Espírito Santo quando da concepção de Cristo, sonhou que um elefante branco entrou em seu ventre na noite em que concebeu o Salvador. Um mito antigo conta que houve época em que os elefantes podiam voar e mudar de forma como nuvens. As trombas ameaçadoras de um elefante em sonhos, podem ter um caráter sexual pelo aspecto fálico e podem ainda estar exprimindo um conflito erótico. Freqüentemente, os elefantes são considerados como sendo símbolo da castidade.

ELFO- Símbolo das forças ctônicas e noturnas que assustam os homens.
EMBRIAGUEZ- Simboliza o contato com o outro mundo, posto que esse estado é considerado uma via de acesso ao inconsciente.
EMBRIÃO- É uma imagem que significa todas as potencialidades e possibilidades do vir-a-ser.

ENCRUZILHADA- Símbolo do local de passagem de uma vida a outra e de contato com o destino. É o local apropriado para que as pessoas se libertem das cargas que lhe são nocivas. Essa imagem em sonhos, simboliza que o ego vígil está passando por um momento difícil e que é preciso que tome uma decisão que corresponda à uma direção.

ENGUIA- Simboliza tudo aquilo que é escorregadio.

ENXOFRE- Nos tratados alquímicos, ele simboliza o princípio gerador cuja base ou princípio é similar ao do fogo.

EREMITA- Essa imagem simboliza o arquétipo do Velho Sábio, o centro ordenador da psique, qual seja, o SELF.

ESCADA- É um símbolo de ascensão, de elevação gradual ou evolução, de valorização e de razão. Por vezes ela simboliza o "Eixo Cósmico", a escada em ascensão aos níveis celestes. Subir uma escadaria em sonhos poderia estar simbolizando que o ego vígil está procurando encarar seus problemas e conflitos de uma perspectiva mais ampla e mais abrangente do que a meramente pessoal, procurando olhá-los através da dimensão da eternidade. Nos ritos de iniciação encontramos a escada planetária de 7 degraus, sendo que o último é considerado como sendo o degrau da iluminação, que indica o processo de transformação anímica. A escada pode estar simbolizando também o erotismo; a ascensão do desejo até o orgasmo.

ESCAMA- É considerado um símbolo sexual, similar à vulva.

ESCARAVELHO- Besouro egípcio, que simboliza o ciclo do sol e a ressurreição.

ESCUDO- É um símbolo de proteção passiva.

ESFOLAMENTO- As imagens de esfolamento em sonhos, podem corresponder simbolicamente a transformação do ser humano, tal como a mudança de pele ou o corte de cabelo; elas se referem a metamorfose porque poderá estar passando o ego vígil. É o desnudar do homem interior através da extração de sua pele. O significado principal de tais imagens é de transformação espiritual, pelo que podem ser associadas aos ritos de iniciação.

ESMERALDA- Na tradição alquímica era considerada um símbolo de Hermes e representativa do conhecimento secreto. Simboliza uma fonte de força e vida nova, além de possuir um caráter de imortalidade que a associa ao SELF. Diz-se que o Graal havia sido talhado à partir de uma esmeralda que caíra da fronte de Lúcifer, na região que corresponderia ao seu terceiro olho.

ESPAÇO- O espaço fechado e muitas vezes cercado, no qual acontece algo misterioso, simboliza o recipiente alquímico onde processa-se a transformação da psique, é um espaço sacro, similar ao temenos onde podemos reverenciar nossos deuses interiores.

ESPADA- É um símbolo da força solar, do falo, da criação e do Logos. Na cerimônia da missa a espada simboliza o Logos, e no Apocalipse, ela é o próprio Logos. A espada flamejante diante do Jardim do Éden é explicada na alquimia como a Cólera de Deus, e no sistema gnóstico, ela representa a Paixão que separa a terra do paraíso. Para o cavaleiro medieval, a espada era considerada sagrada, um instrumento de deus e era através dela que ele operava. No Budismo, o Samurai japonês também considerava a espada sagrada pois na sua visão é através dela que o DHARMA se cumpre.

ESPELHO- É um símbolo do saber, do auto-conhecimento e da consciência tendo como resultados, a verdade, a clareza e a reflexão. Em sonhos pode simbolizar a aspiração do auto-conhecimento. É considerado como sendo um símbolo lunar e feminino que simboliza o conhecimento sem mácula de si mesmo. O espelho intacto funciona como símbolo de união, enquanto que o espelho partido, é um símbolo de separação.

ESPERNEAR- O ato de espernear possui uma simbologia de caráter eminentemente sexual e pode estar simbolizando a reentrada no ventre materno.
ESPIGA- É considerada como um símbolo do crescimento e da fertilidade, que é ligada ao culto de Deméter.

ESPINGARDA- Em sonhos, possui uma simbólica que à liga a questões de natureza sexual e que simboliza um conflito erótico. O seu símbolismo é fálico.

ESPINHO- Simboliza a defesa exterior do ser humano.

ESPIRAL- É um símbolo feminino, de fecundidade, que evoca o caráter cíclico de evolução, qual seja, a viagem da alma depois da morte.

ESPÍRITO- A mudança psíquica repentina que afeta a personalidade simboliza que um complexo autônomo irrompeu do inconsciente, quando costuma ser diagnosticado como um "espírito invasor".

ESQUARTEJAMENTO- Essa imagem pode simbolizar um renascimento, uma vez que através da fragmentação a vida tem oportunidade de recompor-se.

ESQUELETO- É considerado um símbolo da operação alquímica da putrefactio.

ESTÁBULO- Essa imagem evoca a idéia de nascimento.

ESTÁTUA- A palavra grega para estátua é "ANDRIAS", que é sinônima de "ANER", homem. A palavra Andrias designa a estátua de pedra em forma humana. Pode-se ler em textos maniqueístas: "No derradeiro dia ressurgirá o Andrias, e na hora em que ressurgir, o Mal bradará. A primeira rocha no mundo é esse Andrias de glória, o homem perfeito que foi chamado à glória. Ele carregou o mundo inteiro e foi aquele que arcou com todo o peso". Quando surgem em sonhos imagens de pessoas petrificadas podem estar simbolizando complexos ou partes de nossa própria personalidade que se cristalizaram. Os sonhos com estátuas podem estar nos falando ainda de um encontro com a divindade. Entre os mandenos, a figura do Antropos é ainda hoje chamada de estátua e esses sonhos podem estar simbolizando então, o encontro com a totalidade da psique quando são considerados como sendo uma imagem divina.

ESTATUETA- Simboliza uma das etapas do ritual de iniciação.

ESTERCO- Na alquimia é considerado um símbolo da prima-matéria, análogo às fezes humanas.

ESTRELA- No Egito, a alma Ba, a parte imortal que sobrevive depois da morte era representada por uma estrela. Cristo era por vezes cognominado de Estrela da Manhã, enquanto os imperadores romanos, acreditava-se que ao morrerem, transformavam-se em estrelas. É sempre um indício de destino individual escolhido, o que há de único num homem, é um sinal típico do herói, principalmente quando na testa que representa o núcleo eterno da psique, o homem eterno em nós. As constelações das estrelas eram utilizadas para definir a essência de uma personalidade, e o exato momento em que um ser humano vem ao mundo é considerado o símbolo da sua essência. O aparecimento de uma estrela em sonhos pode estar indicando a proximidade de um nascimento.

EUCARISTIA- Na liturgia da missa é um símbolo do processo de individuação, sendo uma reminiscência da antiga festa da lua nova que era dedicada à deusa, e onde bolos em forma de lua e libações em sangue eram servidos para permitir o fortalecimento da vida.

FACA- É considerada um instrumento de sacrifício, além de poder ser considerada como sendo um símbolo da mente que repele qualquer convicção tida como tradicional É o emblema da lua cheia na China.

FAISÃO- É um símbolo do despertar masculino, além de ser considerado um pássaro mensageiro. Ele simboliza a luz, donde é uma imagem ígnea.

FALCÃO- Era considerado como sendo a própria encarnação de Hórus no Egito e é um símbolo masculino, solar que sobrepujou o feminino, lunar na passagem do matriarcado para o patriarcado.

FERA- Quando em sonhos vemos a imagem em que o ego onírico aparece acariciando uma fera, o simbolismo é de que algo deixou de ser preso de uma emoção negativa por parte do ego vígil, e pode agir de uma forma redentora.

FERIDAS, pústulas - Essa imagem em sonhos simboliza os complexos acirrados , negligenciados, que estão a romper na consciência.

FERRADURA- É considerada um símbolo da sorte e da proteção contra o mal.

FERREIRO- A imagem do ferreiro simboliza aquele que é capaz de fazer o fogo, aquele que cria, o gerador. É um símbolo que evoca transformação e através dela a criação. Ele é o próprio demiurgo, capaz de forjar o cosmos, um símbolo do pai do divino, uma vez que embora podendo por si mesmo não ser divino, é capaz de criar o divino, a obra-prima.

FERRO- É considerado o símbolo do deus Marte e da guerra, além de ser o material tradicional para se prender demônios posto que tem a capacidade mágica de afugentar demônios e bruxas, assim como é considerado portador de um poder curador mágico em todos os países agrícolas da Europa. O ferro assim como o chumbo são símbolos da operação alquímica da nigredo, que numa outra etapa transforma-se na prata, na albedo, no reino do princípio feminino e numa fase posterior, transforma-se na rubedo, a fase vermelha, de onde surge o ouro. Simboliza dureza e obstinação.

FEZES, EXCREMENTOS e MAUS ODORES- são símbolos da putrefactio. Em sonhos imagens com vasos sanitários sujos ou que deixam escapar excrementos são comuns em pessoas de mentalidade puritana e podem estar se referindo aos aspectos que o ego vígil consideraria vis em sua personalidade. Contudo, as fezes também são consideradas um símbolo da COAGULATIO pois elas se constituem na primeira manifestação concreta do poder criativo individual, portanto elas são por vezes consideradas como sendo a prima-matéria da alquimia, aquela que acaba por transformar-se no Ouro Alquímico. A Coagulatio é o estágio alquímico que produz o ouro e por isso, as fezes por vezes na alquimia são análogas ao ouro.

FIAR, TECER, TRICOTAR, etc...- A fiandeira no Oriente é denominada de "tecedeira" ou maya e é ela que gera as ilusões. Na antigüidade, tinha-se que o destino de cada pessoa era tecido como uma roupa, destino esse que confinava a pessoa estabelecendo limites determinados à priori. A atividade de fiar representa os devaneios e desejos e tanto a roca como o ato de fiar são considerados símbolos de Wotan, de Erda, das Moiras, das Nornas e das Parcas.

FICUS- É considerada a árvore mais sagrada na Índia. Segundo a tradição védica, diz-se que Brahma, Vishnu e Maheswar vivem nela, sendo ela portanto considerada como sendo um símbolo da trindade.

FIGUEIRA- É uma árvore que simboliza a abundância, e também a imortalidade. Era considerada como sendo um símbolo sagrado de Rômulo, na Roma antiga.

FILHO- É através da imagem do filho que o pai encontra a promessa da imortalidade e a possibilidade de concretizar os sonhos que não chegou a realizar. A imagem do filho-amante, simboliza o anseio pelo renascimento por meio de um retorno ao ventre materno, para que à partir daí então, possa vir a conquistar a imortalidade, tornando-se o próprio princípio solar. De qualquer forma, essa imagem nos remete à simbólica da eternidade, da continuidade e do potencial de realização através da existência do filho.

FLAMINGO - É um pássaro rosado de grande porte que é um símbolo da alma em ascensão para o encontro com a luz.

FLECHAS- A flecha é um símbolo da libido, a energia psíquica disponível de forma que o ferimento com a própria flecha simboliza um estado de introversão; enquanto que o ato de cravar a flecha em si mesmo é um ato de união consigo mesmo, é como um abandonar o mundo exterior. O ato de ser flechado é um símbolo da luta pela independência pessoal. A imagem de flechas pode estar simbolizando tanto o ato de gerar filhos como os próprios filhos. Em árabe, fazer flechas afiadas significa gerar filhos valentes e os chineses, quando querem anunciar o nascimento de filhos, penduram um arco e uma flecha na frente de sua casa. Mitra faz a água brotar da rocha com sua flecha. Pode simbolizar ainda a comunicação entre o céu e a terra, além da morte súbita. É análoga ao raio solar, fálica e fecundante podendo referir-se à realizações afetivas. Eros usava suas flechas para que os homens se apaixonassem, e a emoção do sentir-se apaixonado de forma súbita, nos deixa com a impressão de que fomos flechados. As flechas costumam ainda simbolizar o fenômeno da ProjeçãO pois no momento em que somos atingidos por uma ProjeçãO, temos a nítida sensação de que fomos atingidos por um estado de espírito semelhante à um raio, ou à uma flechada. No Velho Testamento, a Paixão sexual é descrita como uma flecha que traspassa o fígado do homem. Elas são portanto, em todas as ocasiões, um símbolo da energia psíquica projetada.

FLOR- A flor é o símbolo usual da virgindade, tanto que a perda da virgindade é chamada de defloração. Em sonhos, a imagem de um crescimento miraculoso de flores ou de vegetação, é uma evidência da proximidade da conjunctio. A flor por vezes, é considerada como sendo um símbolo da alma.

FLORESTA- É sempre considerado um símbolo do inconsciente, é o local onde vivem os animais selvagens que correspondem aos nossos instintos e onde podemos nos deparar com o desconhecido, o ignoto.

FOCA- Simboliza a virgindade como decorrência da esterilidade afetiva da pessoa. FOGO- Costuma simbolizar tanto a purificação como a transformação, pois ele é o grande agente das transformações pelo seu caráter de simbolizar as emoções, tanto que aquilo que resiste ao fogo tem o caráter da imortalidade. Sem o fogo da emoção nenhum desenvolvimento ocorre e nenhuma conscientização maior pode ser alcançada, ele é considerado um símbolo da consciência e no Êxodo, as tribos comandadas por Moisés foram guiadas por uma coluna de fogo durante a noite que foi denominada de TOCHA ARDENTE, é um tipo de libido, consciente e criativa. Existe uma tendência geral de se estabelecer um paralelo entre a produção de fogo e a sexualidade, tanto que ele pode estar representando o inferno resultante da vivência da Paixão. O pramantha como instrumento do Manthana (o sacrifício de fogo) entre os hindus, tem um significado sexual; o pramantha representa o falo ou o homem e o pau furado colocado embaixo é a vulva ou a mulher, sendo que o fogo gerado é a criança, o filho divino AGNI. No culto, os dois paus chamam-se pururûvas e urçavi e são símbolos do homem e da mulher; do órgão genital da mulher nasce o fogo da sexualidade que é um dos conteúdos psíquicos de maior carga afetiva. Na alquimia, o fogo da calcinatio é um fogo purgador, embranquecedor que atua sobre a matéria negra, símbolo da nigredo, tornando-a branca., a albedo. Dentro do simbolismo alquímico, ele também era uma imagem da participação do indivíduo no trabalho pois para que a transformação se processasse era preciso atenção ao fogo que deveria sempre manter-se aceso. O que é purificado pelo fogo, torna-se de forma bastante literal, sagrado, e quando uma criatura "espiritual" é queimada a cremação lhe confere o corpo, posto que esse elemento era considerado o veículo conector entre os reinos divino e humano, a própria inspiração através do espírito. Existe também em relação ao fogo a imagem que simboliza o grande destruidor, como pode inclusive ser visto em vários mitos posto que ele tanto pode nos queimar como nos iluminar. Nos tempos primitivos era o principal método de sacrifício aos deuses. Os sonhos em que cidades são queimadas ou ainda, que nossa própria casa é queimada, costumam indicar que um afeto nos possuiu e tornou-se completamente fora de controle. Ele mostra a intensidade da tonalidade afetiva e por isso é uma expressão da energia psíquica que se manifesta como libido.

FOGUEIRA- É um símbolo da própria vida que pode ser vista como uma fogueira, a arder eternamente.

FOICE- Simboliza a morte, e no arcano número treze do Taro, vemos a imagem de uma caveira com uma foice na mão, e o nome dessa lâmina é "A Morte". Só que a morte contudo, nem sempre pode ser entendida em seu sentido literal, pois muitas vezes é imagem de um renascimento, quer através de uma transformação provocada por situações profanas quer através de uma iniciação. A mudança de cunho psicológico num indivíduo pressupões sempre a morte em sentido figurado para o conseqüente renascimento.

 

FONTE- Simboliza o acesso ao inconsciente que pode ser simbolizado através da imagem do mundo subterrâneo, cujo portal de entrada é a fonte, um símbolo materno. Existe ainda uma conexão entre a fonte, a juventude e a imortalidade sendo que sua é equiparada ao elixir da vida dos alquimistas. O Paraíso terrestre costuma ser simbolizado por um jardim quadrado, murado, contendo uma fonte no centro. Portanto, podemos também entender a fonte como uma imagem do SELF. A fonte é um símbolo feminino, materno, de origem da vida. É uma imagem da alma, da gnose, do centro, da individuação.

FORMIGAS- são consideradas símbolos dos instintos e encontram-se relacionadas ao sistema neuro-vegetativo e por vezes são associadas à vulva. Simbolizam ainda a atividade permanente.

FORNALHA- É considerada um símbolo da mãe, assim como o forno.

FORNO - É considerado um símbolo do seio materno, ao mesmo tempo que da metamorfose, pois é nele que algo oriundo da natureza deve ser transformado e servir de alimento ao homem. O forno de fundição dos alquimistas significa o ventre, e o alambique ou recipiente, o útero.

FORTALEZA- Simboliza o refúgio interior do homem.

FUNCHO- É considerado um símbolo de rejuvenescimento espiritual.

FUSO- É considerado um símbolo da morte.

FUTURO- Em sonhos, as imagens de um outro mundo, de uma outra dimensão ou de um lugar exótico, costumam simbolizar fatos relativos ao futuro do sonhador

GAFANHOTO- Por sua característica de causador de destruição das plantações, a sua imagem simboliza os aspectos destruidores da personalidade do indivíduo.

GALHO-(ver vara, bastão)

GALO- É considerado um símbolo do tempo, além de possuir um princípio solar, masculino, que aparenta altivez. Os sonhos em que o ego onírico aparece representado na imagem do galo, certamente deverão estar se referindo aos aspectos de soberba da personalidade do ego vígil.

GANSO- Na Grécia antiga representava um aspecto especial da Mãe-Natureza ou a deusa da natureza, Nêmesis. Era ainda considerado como sendo um mensageiro do mundo espiritual.

GARÇA- É considerada como sendo um dos símbolos de Cristo e no Egito era tida como pássaro sagrado.

GARRAFA- É considerada como sendo um símbolo da sabedoria e do conhecimento não generalizado de algum conteúdo.

GATO- É considerado um animal feminino pois representa tanto o espírito da natureza capaz de criar canções folclóricas e contos de fadas, como o negro feminino, aquele aspecto que nos é bastante familiar através das bruxas. É dessa forma associado à natureza instintiva da mulher, ao prazer e refinamento. É um símbolo da clarividência e dos poderes mediúnicos.

GAVIÃO- Símbolo da rapina, do roubo e da caça.

GAZELA- Tem a característica de simbolizar a alma humana quando a procura de Deus e é considerada como sendo uma imagem do ideal espiritual. Na Índia, é vista como sendo um símbolo de Prana, o Senhor dos Ventos.

GÊMEOS- Simbolizam a dualidade e se constituem por vezes numa imagem análoga a encruzilhada, normalmente na mitologia eles encontram-se como uma representação do arquétipo da sombra, onde um sempre possui as características que faltam ao outro. Essa imagem quando aparece em sonhos, está simbolizando que o ego vígil ainda não atravessou o momento que tende a se apresentar como uma encruzilhada em sua vida.

GÊNIO- Nas tradições antigas o gênio simbolizava o duplo de cada homem, cumprindo a função de Anjo da Guarda ou conselheiro. É o ser espiritual que habita dentro de cada indivíduo.

GNOMOS- são poderes invisíveis mas que são capazes de materializar qualquer coisa que seja invisível, além de serem considerados como sendo um símbolo dos lampejos de consciência e das revelações que ocorrem usualmente aos seres humanos. Esses seres que habitavam o subsolo eram donos de grandes tesouros em pedras e metais preciosos, num simbolismo do potencial que jaz escondido em nosso inconsciente.

GOLFINHO- Essa imagem costuma aparecer em sonhos evocando os poderes de transfiguração.

GRALHA- Simboliza o princípio feminino.

GRILO- Esse inseto simboliza a vida, a morte e a ressurreição, e costuma-se dizer que a aparição do grilo simboliza a perspectiva da felicidade.

GRUTA- Nas diferentes partes do mundo, as grutas e cavernas costumavam ser usadas para a execução de ritos iniciáticos. É uma imagem do feminino, ligada as deusas da terra, à concepção e ao inconsciente.

GUARDA-CHUVA- Quando em sonhos aparece uma imagem em que o ego onírico se encontra sob a proteção do guarda-chuva, simboliza que o ego vígil está tentando proteger-se das possibilidades e das responsabilidades.

HIDRANTE- Essa imagem em sonhos aparece simbolizando temas sexuais resultantes dos conflitos eróticos do ego vígil.

HIEROS GAMOS- Simboliza o casamento sagrado, a união da deusa com o deus, a conjunctio superior, sendo que é uma imagem arquetípica cuja necessidade psicológica que se encontra simbolizada neste rito é o movimento da psique em direção à totalidade, cujo equivalente mais próximo nos tempos atuais é o sacramento do matrimônio. Dentro do contexto da prostituição sagrada nos templos das deusas da lua, era a reconstituição do casamento da deusa do amor e da fertilidade com o seu jovem amante, o viril deus da vegetação. A prostituta sagrada neste ritual simbolizaria então o útero fértil da deusa, sua paixão e sua natureza erótica.

HOMEM NEGRO- Essa imagem em sonhos costuma ser uma representação da sombra do ego vígil, no caso de um homem. limites que o destino fixou para a pessoa. Ela pode ser considerada o grande dom humano que faz com que os homens ultrapassem os limites que o destino fixou para a pessoa humana, mas por outro lado, pode ser o grande castigo pois pode ser um fator gerador de inflação.

IGREJA- É um dos símbolos do SELF, um símbolo feminino ligado ao arquétipo da Grande-Mãe e cujo significado básico é o de ventre materno.

ILHA- É um símbolo feminino que representa uma área insulada da psique sobre a qual o indivíduo possui um conhecimento limitado pois não consegue ligação com o resto da personalidade consciente uma vez que está contida pelo mar, num simbolismo que se refere a parte inconsciente da psique. É portanto um símbolo de isolamento. Na mitologia a imagem da ilha nos remete simbolicamente ao Paraíso Perdido.

INCÊNDIO- A imagem em sonhos em que o ego onírico aparece como incendiário podem ter um simbolismo que nos remete a masturbação.

INCESTO- Quando em sonhos, a imagem do incesto pode estar simbolizando o processo de imdividuação e é considerada como um símbolo em que o ego vígil está procurando estabelecer um relacionamento entre a sua psique consciente e a inconsciente, o que faz ele poder ser considerado como sendo um símbolo da conjunctio uma vez que o ego vígil esta num processo de aprofundar-se em si mesmo, para fins de renascimento.

INUNDAÇÃO- Os sonhos com inundação costumam referir-se à operação alquímica da Solutio e podem representar uma ativação do inconsciente que ameaça dissolver a estrutura estabelecida do ego e reduzi-lo à prima-materia. são os instintos, as imagens e os anseios caóticos que surgem do inconsciente e que na proporçào de uma inundação quebram as amarras individuais. As grandes transições da vida costumam ser simbolizadas por experiências de Solutio pois uma ameaça de inundação vinda do inconsciente pode ter um efeito saudável sobre o ego, trazendo a consciência da necessidade de relacionamento com o transpessoal. A imagem da inundação, assim como a do dilúvio e a do batismo sempre traz implícita uma simbologia de renovação e renascimento.

 

INVASÃO- As imagens em sonhos em que homens entram no quarto ou na casa do ego onírico ou ainda que homens agressivos o perseguem, podem estar simbolizando o sentimento de vulnerabilidade e desproteção por parte do ego vígil.

JANELA- Simboliza a receptividade e a abertura para as influências vindas de fora. A janela pode ainda ser considerada como sendo um símbolo da consciência.

JARDIM- O jardim em forma de mandala é uma imagem do Si-Mesmo e representa nesse caso, a unicidade original entre o ego, a natureza e a divindade, tanto que a imagem do jardim nos reporta normalmente ao tema do Paraíso. O jardim da frente da casa é tido contudo, como sendo um símbolo da consciência.

JARDINEIRO- Essa imagem simboliza aquele que conhece as exigências da natureza. No mito Cristão, Maria Madalena viu Cristo ressuscitado, mas pensou tratar-se do jardineiro.

JAVALI- Na mitologia germânica é um dos símbolos de Wotan; na mitologia hindu é um dos símbolos de Vishnu. Na mitologia grega, quando do episódio da morte de Adônis, aparece como sendo um símbolo de um dos aspectos da natureza de Afrodite, a mãe-amante em seu aspecto animal, violento e destruidor, que tanto é capaz de criar como de tomar a vida; no mito de Ártemis, corresponde à natureza agressiva, feroz e destruidora da deusa quando contrariada em seus afetos. No mundo cristão, pode ser visto como um símbolo do demônio.

JOGAR- Em sonhos a imagem em que o ego onírico joga alguma coisa contra outra pessoa, pode simbolizar que o ego vígil sente um afeto destrutivo pela pessoa em questão.

JUMENTA- É considerada como sendo um símbolo da paz, da paciência e da humildade.

LABIRINTO- Em todas as culturas, o labirinto tem o simbolismo de representação confusa da consciência matriarcal, do inconsciente e este universo só pode ser transposto por aqueles que encontram-se preparados para fazer uma jornada ao universo do inconsciente coletivo. Seu acesso portanto, só é viável ao iniciado que conhece de forma antecipada os planos, uma vez que o seu centro é reservado à ele. O labirinto conduz o homem ao seu próprio centro interior.

LADRÃO- Essa imagem costuma aparecer em sonhos simbolizando algo que está entrando no âmbito de nossa psique consciente, algo destrutivo que invade nosso sistema psíquico.
LAGARTO- É considerado como sendo um dos símbolos transcendentes de profundidade posto que combina uma atividade sub-aquática com a vida terrestre. que assustam as crianças.

LÂMPADA- Costuma aparecer para simbolizar a iluminação interior sendo que no Oriente, simboliza a Iluminação advinda da Sabedoria de Alá.

LANÇA- É um símbolo solar, masculino, fálico.

LANTERNA- Simboliza a iluminação e a clareza de espírito.
LAREIRA- A terra assim como a lareira são consideradas como sendo símbolos do lar. Na mitologia grega, a lareira é considerada como o altar da deusa-virgem Héstia onde tanto a lareira como a dona dela sÔo consideradas como uma única coisa. O nome Héstia significa lareira e é derivado da raiz sânscrita VAS, que significa "brilhante". Como o fogo é considerado um elemento puro e divino, ele confere santidade a imagem da lareira.

LEÃO- No cristianismo simbolizava São Marcos; na mitologia egípcia era um antigo símbolo da ressurreição nos rituais fúnebres; no simbolismo medieval era considerado um agente da ressurreição; na simbologia alquímica é a divindade que encerra em si o mistério da morte e renascimento, além de que representava o rei em sua forma pós-mortal. Ele era o guardião do mundo subterrâneo. Quando aparece uma imagem do herói lutando com o leão é comum que se encontre desarmado posto que esse é um símbolo de sua luta consigo mesmo. Em sonhos quando ele aparece, sabe-se que a personalidade acha-se confrontada com fortes e apaixonados desejos, paixões e afetos que tornam-se mais forte que o próprio ego. O leão é o sol inferior, uma representação teriomórfica do princípio masculino que representa a natureza ctônica, o aspecto terreno do símbolo do rei. Encontra-se ainda associado à concuspicência e ao orgulho além de ser um animal combativo mas que pode sugerir impulsos agressivos saudáveis. Quando aparece nas imagens das deusas da lua, é uma representação da natureza voraz da deusa.

LEITE- Na Grécia e em Roma tinha o simbolismo de apaziguador dos deuses subterrâneos, aos quais se dava leite nas cerimônias de sacrifícios. Aos deuses de cima, dava-se vinho. O leite nos dá uma idéia ainda de nutrição, e possui essa simbólica para os iniciados, aqueles que "nascem novamente", é um sinal de renascimento divino no homem. Nas orgias de Dioniso na montanha, os mánadas bebiam leite e mel que também se constituíam na comida para os renascidos nos primeiros batismos cristãos.

LOBO- Na mitologia germânica era considerado como sendo um dos animais de Wotan; na mitologia grega pertencia à Apolo o deus do sol, o princípio da consciência. Era ainda considerado como sendo um animal de todos os deuses da guerra. Quando em sonhos de mulheres, a figura do lobo pode representar o animus ou a atitude devoradora que as mesmas podem ter ao serem possuídas por ele, pois em seu aspecto negativo ele é um animal bastante destrutivo, que simboliza o princípio do mal e do demônio.. O lobo é tido como um elemento feminino que vive ansioso pelo peito e que quer constantemente que lhe retirem a sensação de fome, e podendo então aparecer a sua imagem simbolizando uma paixão regressiva.

LUZ- É um dos símbolos da consciência e mostra também a intensidade da tonalidade afetiva, sendo uma expressão da energia psíquica que se manifesta como libido. Os povos essênios viam a luz como uma fôrça espiritual e o sêmem e o sangue menstrual como a substância dessa fôrça; ela sempre foi associada a divindade, ao espírito ou a vida santificada. Sendo a luz associada à força criadora podemos entender também por luz, o sêmem, que é a substância que contém o princípio criador.

MACACO- Simboliza uma caricatura animalesca, uma imagem desprezível do homem.

MADASTRA- Essa imagem pode estar simbolizando o papel destrutivo do inconsciente.
MADRUGADA- Em sonhos pode simbolizar um aumento da consciência do indivíduo.

MAGIA- Os sonhos com magia podem estar simbolizando o desejo de proteção do ego contra algum conflito que se aproxima.
MÁGICO- Essa imagem pode simbolizar o mais primitivo grau de desenvolvimento da consciência quando o seu portador tem as características de um sombrio deus pagão, ou o aspecto sombrio de Deus. É um símbolo que diz respeito as forças animais ou as demais forças do inconsciente; correspondendo ainda a figura paterna negativa, o princípio masculino da mãe, ou seu animus.

MAL- Os sonhos com o mal parecem estar de alguma forma associados ao arquétipo da sombra.

MALFEITOR- Essa imagem em sonhos de uma maneira geral aparece como uma personificação de características nossas inconscientes que pertencem ao arquétipo da sombra e que uma vez não reconhecidas são passíveis de projeção.

MANTO- Os sonhos em que o ego onírico aparece envolto num manto, podem estar simbolizando a insegurança do ego vígil frente à vida.

MAR- Simboliza de um modo geral o inconsciente coletivo pelas suas profundezas insondáveis e por imediatamente ser associado à água mas pode ainda estar representando, quando essa imagem aparece em sonhos, a eminência do ego vígil vir a vivenciar um período de transformação caracterizado por experiências ligadas à operação alquímica da Solutio.

MARFIM- Simboliza tanto o poder como a pureza.

MARIPOSA- É um símbolo da força destruidora da paixão, uma vez que ela voa em torno do fogo até ser queimada. Através da simbologia da mariposa, podemos ver o oposto da paixão (fogo) enquanto criatividade.

MATRICÍDIO- Quando essa imagem aparece em sonhos, pode estar se referindo a que as imagens parentais sofreram alterações.

MEL- Os antigos consideravam-no como sendo um remédio que propiciava a imortalidade, uma vez que uma de suas características é a de preservação, além de ser considerado como um dos símbolos do Si-mesmo. Na Grécia antiga era costume a oferenda de mel aos deuses para que chovesse pois acreditavam que se a oferenda fosse feita em vinho, os deuses não permaneceriam sóbrios e não teriam condições de lhes atender. O mel é um dos agentes da operação alquimica da Coagulatio, podendo sua imagem quando aparece retratada em sonhos, estar se referindo à uma autêntica necessidade de coagulatio. Em sonhos modernos pode ainda estar se referindo à uma tendência regressiva infantil de busca de prazeres, o que gera a necessidade de que o ego vígil vivencie a experiência da operação alquímica da mortificatio.

MELANCIA- A sua imagem como decorrência da profusão de caroços, é considerada como sendo um símbolo da fecundidade.

MELANCOLIA- Imagens em que estados melancólicos são retratados em sonhos, podem estar apontando para a eminência da experiência de se vivenciar fatos que conduzam aos processos da operação alquímica da nigredo. Por vezes, os sonhos em que aparecem de estados de depressão e melancolia, também podem estar disfarçando uma enorme cobiça por parte do ego vígil.

MENDIGO- Essa imagem em sonhos, costuma simbolizar o arquétipo da sombra, o nosso mendigo interior que quer ter seu lugar na consciência. Quando o animus aparece na imagem de um mendigo, pode estar simbolizando a pobreza da vida consciente da sonhadora, o seu ceticismo e a sua dura auto-crítica, num simbolismo de que a mulher já não crê mais em si mesma.

MENINO- A inocência simboliza o estado de indiferenciação da prima matéria portanto, ela pode aparecer simbolizada em sonhos na imagem de um menino; contudo, essa também possa se constituir numa das imagens através da qual se expressa o Si-mesmo. A imagem de um menino nos sonhos de uma mulher, em geral quer simbolizar um novo empreendimento e no dizer de Jung, um empreendimento honesto que concorre para a realização do SELF.

MESA- A mesa pode aparecer em sonhos como representação de um símbolo espiritual, tal como a Távola redonda que foi construída de acôrdo com o traçado de Merlin e que era um símbolo do centro espiritual preservador da tradição. Os cavaleiros da Távola Redonda foram aqueles que saíram em busca do Santo Graal, isto é, em busca da experiência da totalidade, do SELF.

MOEDA- A imagem de moedas de ouro encontradas em sonhos pelo ego onírico podem estar simbolizando a prima-matéria.

MONTANHA- O símbolo da montanha também pode ser considerado como sendo uma das representacões do SELF posto que possui uma simbólica de centro, de omphalos, tanto que em todas as tradições aparece como sendo uma imagem da imortalidade. Ela é um local onde se processam as revelacões ou a meta de uma longa busca para a eternidade. Costuma ser um local de iniciacão e que corresponde simbolicamente ao "Eixo do Mundo". Alguns ritos funerários descrevem as almas dos mortos subindo montanhas e no idioma assírio, o verbo morrer possui o significado de "apegar-se à montanha".

MONSTROS- Essa imagem em sonhos costuma aparecer simbolizando nossos próprios temores e incapacidades personificadas.

MORTE- Essa imagem simboliza uma situação arquetípica da mais alta numinosidade. É quando o inconsciente invade a vida e nos arrasta de tal maneira que nós não conseguimos nos subtrair ao seu poder. As imagens da morte em sonho costumam simbolizar uma transformação na imagem do ego e quando é o ego onírico quem mata, percebe-se que o ego vígil encontra-se bastante atuante nesse processo. Contudo, quando o ego vígil perde o contato emocional com os que o cercam, pode acontecer de sonhar que esses estão mortos além de que constitui-se num típico sintoma pré-psicótico sonhar-se que todos a quem se ama morreram. Normalmente, as imagens de morte em sonhos, fazem alusão à morte iniciática que nada mais é do que morrer para um estilo de vida profano, acompanhado de um renascimento espiritual.

MORTO- Quando o indivíduo sente-se magoado é comum que lhe ocorram imagens em sonhos de que alguém foi morto, o que pode estar simbolizando os rituais de iniciacão. No Egito haviam tradiç!ões que consideravam o iniciado como legitimamente morto, apto portanto a vivenciar o renascer espiritual.

MULHER- Uma mulher desconhecida do ego vígil quando aparece como imagem de sonhos, costuma ser uma representação da sua anima. Contudo, o aparecimento de mulheres desconhecidas em sonhos de mulheres podem estar se referindo à uma representação do arquétipo da sombra, principalmente se a imagem é de uma mulher negra.

NARIZ- Por sua capacidade olfativa é considerado como sendo um símbolo do discernimento, mas sua imagem contudo evoca o falo.

NASCENTE- É um dos símbolos da energia psico-espiritual, que é retrata nessa imagem como sendo inesgotável.

NASCIMENTO- Esta imagem pode estar simbolizando dois tipos distintos de nascimento. O primeiro, o nascimento físico; o segundo, aquele que é característico dos ritos de iniciação e que simboliza o nascimento espiritual ou o renascimento.

NATAÇÃO- Pode simbolizar um batismo purificador, um encontro com as águas do inconsciente, quando a pessoa adquiriu a capacidade de navegar à salvo por suas águas, o que nos remete à operação alquímica da SOLUTIO.

NEGRO- O negro é uma personificação de certos conteúdos do inconsciente e que funcionam como projeção do nosso lado sombrio. A imagem do negrume quando aparece em sonhos pode estar simbolizando a necessidade de que haja uma transformacão no ego consciente através da operação alquímica da mortificatio visto que o mesmo encontra-se por demais identificado com a luz, um fator gerador de inflação. A figura da mulher negra geralmente simboliza o feminino ctônico, escuro, terreno e misterioso, tanto que as imagens da deusa negra, assim como as de Maria, pertencem ao mundo de baixo, e não ao domínio celeste. A Nossa Senhora Negra é associada tanto à terra quanto à fertilidade e é uma imagem do feminino divino que reflete uma ligação antiga entre a natureza da mulher e as deusas pagãs ligadas ao amor e a fertilidade. Os sonhos femininos em que aparece a imagem da mulher negra, geralmente possuem um significado de que a mulher vai passar por uma transformação em sua sexualidade, entrando numa fase mais madura, de respeito aos seus instintos e mais próxima da deusa.

NOME - O aparecimento de pessoas das quais se sabe os nomes em sonhos, tem singular importância de penetração na identidade do indivíduo em questão. Desde tempos remotos atribui-se um poder mágico ao nome, e o ato de saber o nome secreto de uma pessoa corresponde a obter poder sobre a mesma. Colocar nome em alguém é o mesmo que lhe dar uma personalidade ou alma, e isto corresponde a dar poder. Na mitologia egípcia, quando Ísis obriga Ré a lhe dizer seu verdadeiro nome, ela usurpa-lhe o poder.

NÚPCIAS - Existe um ritual do sistema matriarcal e que se constitui num dos arquétipos centrais dos mistérios femininos, tal como o casamento, que é chamado de núpcias de morte. Esse ritual precedia as lamentações por Adônis.

ÓLEO, AZEITE - É um dos símbolos de força espiritual, luz e sabedoria além de ser dotado de poderes especiais. É a base da luz que inflama e queima.

OLHO - Simboliza o pavor da tomada de consciência, que em decorrência da culpa, pode nos levar a situações aterradoras. Os olhos de peixes simbolizam o Olho Múltiplo de Deus que possuem como efeito à consciência de que não se está sozinho na psique. O Olho de Deus é uma imagem do Julgamento Final que costuma aparecer em sonhos nos momentos de crise da vida , pois quando a imagem do Olho é constelada, normalmente se está passando por uma grande provação. O deus solar Mitra costuma ser retratado como possuindo inúmeros olhos espalhados por seu corpo. A imagem do olho pode ainda aparecer simbolizando o colo materno, o protetor da criança que tem pavor da consciência. Na imagem do olho encontra-se a pupila, a criança. Por vezes essa imagem aparece simbolizando a vulva.

PAI - É considerado um símbolo do mundo da ordem e das proibições morais, é um representante do espírito que se opõe a impulsividade, impedindo-a. O deus criador masculino é um derivativo da imago paterna.

PALÁCIO - Possui a simbólica de ligação com o centro, com o SELF, o centro ordenador da psique. É possível que esta simbólica relacione-se ao fato de que o palácio era o ponto central do reino, para o qual os interesses deveriam convergir.

PAIXÃO- É símbolo de uma qualidade de energia ou libido que acarreta o destino. O estado de ser apaixonado deriva de um acordo entre a anima do homem e o animus da mulher.

PÂNTANO - É uma imagem relacionada à matéria indiferenciada, um símbolo, portanto do nosso inconsciente.

PAPAGAIO- É considerado como sendo um dos símbolos de Maomé, além de simbolizar a petrificação em função do caráter repetitivo de sua fala desvinculado de qualquer raciocínio. É , portanto, uma personificação específica de conteúdos que são repetidos sem questionamento e sem que se pare para fazer avaliação. Costuma levar ainda a projeção de ser um símbolo do inconsciente. Em algumas histórias árabes, ele simboliza o psicopompo, uma espécie de Hermes, que fala sempre a verdade, embora de forma um tanto dúbio.

PAPOULA - Apresenta uma forte ligação com o Hades, com o sono e a morte.

PARAÍSO - Nos mitos primordiais era considerado o Centro do Mundo.

PÁSSARO - Simboliza de modo geral as entidades psíquicas de caráter intuitivo e mental, pois é considerado como uma entidade sem corpo e alada. É um apropriado símbolo da transcendência. Pode ainda estar representando o SELF que surge como um princípio único, uma intuição da totalidade oriunda das profundezas do inconsciente. Por vezes é associado aos pensamentos autônomos que nos surgem para depois desaparecerem com relativa autonomia. É uma intuição profunda, a verdade invisível que se auto-realiza. Na alquimia, o pássaro encontra-se vinculado ao medo da morte, à separação da alma do corpo, que é a Sublimatio definitiva; sendo que existem representações medievais em que a alma deixa o corpo do morto em forma de pássaro. Nos tratados alquímicos, aparece como um guia em direção à experiência interior e os alquimistas os consideravam como formas gasosas de matéria sublimada, de forma que os espíritos, os vapores e as substâncias evaporadas eram simbolizados por eles, usando representações distintas de suas espécies. O pássaro SIMORG é um pássaro mitológico de imensas proporções e de cor preta que representa a alma coletiva de todas as aves. Na mitologia germânica, os pássaros pertencem a Wotan e na mitologia greco-romana a Apolo sendo que uma de suas características seria a capacidade de profetizar. Possui ainda o simbolismo de que seja um anjo.

PATO - Pode ser considerado um dos símbolos do SELF por sua capacidade de adaptação e estilo de vida distintos. É um animal da terra, água e ar. É pois considerado como sendo uma função transcendental, qual seja, a capacidade que tem a psique inconsciente de se transformar e de nos levar a uma nova situação que anteriormente nos parecia bloqueada. O pato está em casa, em todos os domínios da natureza. No Ocidente, tal qual os gansos, está ligado à figura dos demônios e bruxas que com frequência possuem pés de patos ou de gansos.

PAVÃO - É um símbolo da ressurreição e do Cristo, tal qual a Fênix que também é considerada como sendo um símbolo solar. Na mitologia grega é considerado como sendo um dos animais atribuídos a deusa Hera. É ainda considerado como sendo um símbolo da imortalidade e da totalidade, muito embora sua imagem esteja associada à vaidade.

PÉ- Essa imagem pode aparecer simbolizando o falo. O pe' encontra no sapato o seu apoio, e o sapato representaria o órgão sexual feminino tendo-se em vista que serve de revestimento para o pé. O primeiro homem criado segundo os textos persas, chamou-se Gayomardo e era o homem cósmico que ao morrer, de seu corpo brotaram todos os metais e de seus pés, plantas de ruibarbo, de onde vieram o primeiro homem e a primeira mulher. Os sonhos com plantas que nascem dos pés do ego onírico, podem estar simbolizando tanto um aspecto criativo do ego vígil como a aproximação da conjunctio. Gayomardo era a prima matéria, o material básico que propiciou a totalidade da criação, e o conhecimento desse Adão oculto coincide com o tornar-se consciente. Na mitologia, parece-nos que as anomalias no pé conferiam numinosidade donde a deformidade nos pés era uma característica dentre outros de Hefesto, Wieland e Mâni sendo que todos os três embora aleijados, eram possuidores de dons artísticos e criativos.

PEDRA- É uma matéria-prima considerada feminina, representativa das coisas sólidas e terrenas. A Pedra na simbologia alquímica como representação da Pedra Filosofal, é um símbolo do centro e da totalidade da psique, que surge como prima-matéria, o início, para posteriormente transformar-se no Lápis, o fim da Obra que tal como o Cristo é tanto o Alfa como o Þmega. Uma vez concluída a Opus, a Pedra Filosofal é uma representação da conjunctio ou do intercurso sexual entre o sol e a lua, o rei e a rainha. Ela era considerada o mediador entre os opostos e representa a realização do Eu, a consciência da completude. A Pedra por vezes costuma ser denominada de Árvore da Vida, apresentando uma forte relação com o simbolismo da Árvore do Mundo ou da Árvore Cósmica. As pedras preciosas de um modo geral, simbolizavam os valores psicológicos duráveis.

PEDRAS (preciosas)- De um modo geral, simbolizam os valores psicológicos duráveis.

PEIXES- É considerado um símbolo de Cristo, além de um dos símbolos do SELF. São vistos como símbolos transcendentais de profundidade e podem simbolizar um conteúdo emergindo espontaneamente do inconsciente. O peixe tem um duplo aspecto, tanto de redentor como daquilo que deve ser redimido. Leviatã também era um mostro que possuía por símbolo o Peixe, e, no próprio sígno zodiacal de Peixes, encontramos dois peixes que nadam em direções antagônicas, como uma representação do bem e do mal, do Cristo e do Anti-Cristo. O peixe pode ainda simbolizar a lascividade e os instintos mais baixos. Em diversos mitos, simboliza a revelação da Profunda Sabedoria. Nos sonhos, por vezes, o peixe é um símbolo da criança não nascida, pois antes de nascer, vivemos na água como um peixe.Ele traz em si o simbolismo de renovação e renascimento, além de simbolizar os conteúdos autônomos do inconsciente.

PELE- O ato de queimar a pele de um animal pode estar simbolizando um ritual de transformação pelo fogo. Livrar-se da própria pele, simboliza uma transformação espiritual. Lançar uma pele sobre alguém, é uma maneira de amaldiçoar. No processo de individuação, o indivíduo entrega sua pele para que a partir daí possa servir de vaso à conteúdos de caráter numinoso. Existem muitos sonhos referentes aos momentos de transformação, aos ritos de passagem, em que o sonhador aparece "trocando" de pele. Os sonhos em que a troca de pele se deve aos excessos solares, não possui a mesma conotação, pois se refere mais ao mau relacionamento com o próprio animus.

PENA- Na Idade Média, funcionava como uma espécie de oráculo. Quando alguém se encontrava perdido numa encruzilhada não sabendo para onde ir, costumava-se soprar uma pena para ver qual era a direção indicada de acordo com a posição como ela caísse. De um modo geral, as penas simbolizam pensamentos e fantasias. Embora,para os povos primitivos elas sejam consideradas um símbolo de poder. O cocar de penas de águia possuía uma simbologia mágica, e a coroa de penas é considerada pelos índios como a coroa radiada dos monarcas; é como se adquirissem através de seu uso, a qualidade solar da ave.

PENDURAR- Em sonhos, quando é o ego onírico que está pendurado, tal imagem simboliza o afligir-se em dores por parte do ego vígil, como decorrência de seus anseios não realizados.

PENTE- A imagem do pente em sonhos simboliza que o ego vígil possui a capacidade de ordenar seus conteúdos inconscientes e de torná-los conscientes.

PERDA- A imagem da perda de um companheiro simboliza a solidão típica do caminho que nos leva a um maior contato com o inconsciente.

PEREGRINAÇÃO- Os heróis costumam ser peregrinos e a peregrinação costuma ser um símbolo da nostalgia.

PÉROLA- É considerado um símbolo do feminino. Em Alquimia, essa palavra é usada para designar a substância semelhante a prata que é contraposta à substância masculina, o ouro. As pérolas maceradas eram usadas como elixir da longa vida ou da imortalidade.

PESCADOR- Simboliza o salvador, o Sábio, uma vez que ele é quem tira as coisas das profundezas da água.

PICA-PAU- É considerado um símbolo do princípio paterno. Em Roma, era tido como um "Pater Familias" e no mito de Rômulo e Remo, foi ele quem colocou o alimento em suas bocas por intermédio de seu bico.

PIOLHO- A imagem de catar piolhos em sonhos, simboliza que a confusão no inconsciente da sonhadora urge ser ordenada e seus conteúdos trazidos à consciência.

PISAR- O ato de pisar tem um significado ligado aos ritos de fertilidade, tem um significado gerador, de reentrada no ventre materno.No mito do devoramento do sol, os heróis batem os pés no monstro .Na sua luta contra o monstro, Thor fura o fundo do navio, e seu pé vai até o fundo do mar, simbolizando sua penetração no inconsciente.

POÇO- É considerado um símbolo feminino. Representa um dos locais de acesso ao inconsciente.O Poço de Mimir é uma clara simbólica da imago materna.

POMBA- Na tradição cristã, a pomba simboliza o Espírito Santo e em contos de fadas, uma mulher-amante do tipo Vênus. Na alquimia, a pomba simboliza a operação alquímica da albedo.

PORTA- A porta que não, se abre em sonhos, pode simbolizar uma descida ao inferno. Na alquimia, a porta fechada é uma imagem do recipiente alquímico, do temenos (ver alquimia, recipiente). A imagem em sonhos de espiar pela fresta da porta simboliza a falta de entendimento do sonhador quanto ao seu valor , além da sua inferioridade.

PORCO- Pode simbolizar a baixa sensualidade. Circe, transformava em porcos os homens que a desejavam.

PRATA- Na alquimia representa o feminino, o incorruptível, o perenemente mutável, a lua que está constantemente à obscurecer e volta novamente à brilhar no céu. É o princípio branco, o metal macio, a albedo (ver alquimia, albedo). A prata é um atributo da lua e por vezes de Vênus. Ela é atribuída ao feminino em geral.

PRESSÃO- Em sonhos, se o ego onírico estiver com pressão alta, tal imagem pode estar simbolizando que o ego vígil está vivenciando uma intensidade maior de afetos primitivos do que o ego seria capaz de suportar.

PRETA- Tornar-se preta significa ser coberta com o véu da inconsciência. A cor preta na mitologia comparada significa geralmente o noturno, o que não é do mundo, pertencendo aquilo que não pode ser conhecido conscientemente, a fertilidade, etc...

PRETO E BRANCO- Os sonhos em preto e branco denotam por parte do sonhador um tipo de sentimento bem primitivo. Ele é típico do sentimento indiferenciado.

PRISÃO- Na simbologia alquímica é uma imagem do recipiente, do alambique ou retorta alquímica.(ver alquimia , recipiente) É considerada um símbolo familiar ao terapeuta , como uma recusa ao processo de individuação. O SELF só pode aparecer em sonhos simbolizado pela prisão, enquanto o ego vígil tiver medo do SELF. Ela pode também aparecer como uma imagem negativa do complexo materno.

PUER AETERNUS- É uma antecipação, um símbolo do vir a ser, pois ele só é uma antecipação de algo desejável que tem que passar por um ritual de transformação, posto que é uma força emanente da mãe renovada. Essa sua característica de vir a ser é típica nos mitos dos heróis que morrem cedo para que possam renascer simbolicamente na mãe: Tammuz, Átis, Adônis e Cristo são alguns desses exemplos representativos (ver em Jung, herói e em Mitologia, heróis: Tammuz, Átis, Adônis, Bálder).

PUNHAL- Exprime aspectos sexuais e pode estar simbolizando conflitos eróticos.

QUADRADO- É um símbolo da matéria, do corpo e da realidade terrena.

QUADRIGA- É considerada um símbolo do tempo.

QUATRO- É considerado um símbolo da totalidade. Na alquimia, o quatro desempenha importante papel.Ele era considerado o princípio ordenador básico da matéria. O padrão estrutural do quatro pode emergir numa variedade de contextos para trazer ordem e diferenciação à experiência.

QUEDA- Os sonhos com queda costumam ocorrer para chamar a atenção do ego vígil para alguma coisa. O mais comum é que se acorde tão logo ocorra a queda. Sonhos ou imagens de aviões em queda, de quedas de lugares altos, de fobia das alturas, etc... podem apontar para um estado de inflação do ego vígil. (ver vião)

RÃ- As rãs de um modo geral, são associadas à Mãe-Terra, além de representarem o útero. Hécate,a deusa com cabeça de rã é uma deusa da terra, que tem poderes sobre a vida e a morte. Ela tanto é capaz de envenenar como de dar vida à alguém. As rãs e os sapos tem sido associados ainda a bruxarias, pois é comum que os encontremos como ingredientes indispensáveis nas pocões mágicas. O ato de sonhar com a rã, simboliza que um determinado conteúdo inconsciente está pronto para tornar-se consciente, bastando para isso que se queira.

RAIO- é uma imagem-símbolo da arma divina, símbolo fálico e gerador, além do arrebatamento repentino por uma paixão. ( ver Sêmele em Mitologia - deusas, ou ainda, Zeus em Mitologia, heróis)

RAMO- Esta imagem costuma aparecer como símbolo da vitória.

RAPOSA- Na China e no Japão, a raposa é tida como um animal feiticeiro e feminino. Em decorrência disso,costuma-se associa-la a natureza feminina instintiva e primitiva da mulher. Nesses países acredita-se que as bruxas, assim como as mulheres histéricas, costumam tomar a forma da raposa. Ela pode ainda aparecer simbolizando as almas penadas ou como o duplo da consciência humana.

RAPTO- O ato de ser raptada nos remete ao rapto de Perséfone, Djanira, Europa e Sabinas dentre outras personagens da mitologia. Podemos encarar o rapto como símbolo de uma cerimônia ritual, um rito de iniciação, a que podemos assistir ainda hoje de forma simbólica,nas festas de casamento em diversas partes do mundo, em cerimônias que nos lembram o antigo rapto mítico.

RATOS- Costumam simbolizar a parte inconsciente do ser humano, assim como as preocupações noturnas e as fantasias autônomas. São considerados animais- espírito que algumas vezes aparecem simbolizando conteúdos eróticos. Podem ainda aparecer simbolizando a apropriação indébita dos objetos ou dos afetos.

REBANHO- Simboliza o instinto gregário e a tendência a submissão.

REBIS- Na alquimia, simboliza o andrógino, mercúrio.

RECIFE- É um símbolo de petrificação, com consequente regressão.

RECINTO- Simboliza o ser interior, a intimidade.

RECIPIENTE- Na alquimia, é um símbolo feminino associado ao útero enquanto receptáculo de transformasses.. O alambique para os alquimistas era o recipiente no qual se fazia o trabalho alquímico de transformação .Podia ser ainda chamado de vaso ou retorta. Usualmente, tratava-se de vasilhames de vidro cujo fundo era arredondado para que pudesse caber num suporte de metal. Era submetido ao calor e grande pressão, mas o selo não poderia ser rompido. Ele é uma imagem da contenção, do manter os afetos e conflitos para que subam à superfície, mas sem derramar, espalhando-se. Essa imagem traz subentendida a idéia de que quem está empenhado no trabalho interior, não pode romper o selo e fugir das situações. Os conflitos devem ser contidos sem se projetarem para que possam ser transformados. Como o recipiente é algo fabricado pelo homem para conter o material a ser transformado, ele reflete a consciência. Em sonhos, se o recipiente aparece com furos ou buraco, pode estar indicando a dificuldade do ego vígil em manter as coisas em segredo. Na cabala, uma sephirah é considerada como um recipiente.

REDOMOINHO- É uma imagem que simboliza numa evolução.

REGRESSÃO - É uma imagem que simboliza o retorno do indivíduo à infância e aos pais.

REI - Pode ser considerado um símbolo do SELF. Na alquimia, o rei é tanto a prima-matéria como o objetivo da OPUS ALQUµMICA, na qualidade de rei transformado. Nas sociedades primitivas, ao rei ou ao chefe da tribo, eram atribuídas qualidades mágicas ou mana. Eles incorporavam um principio divino do qual dependiam o bem-estar físico e psíquico de toda a nação. Era o poder vital místico da nação. Na Coréia, aos reis era atribuída a responsabilidade inclusive pelas condições atmosféricas e caso chovesse em excesso ou mesmo, que houvesse uma seca prolongada, o povo ou destronava ou matava o rei. Os suecos sempre atribuíram ao rei o fracasso ou o sucesso de suas colheitas, tanto que o rei Olaf foi oferecido em sacrifício a Odin, em consequência da escassez que houve durante seu reinado. Em todas as culturas, o rei era visto como sendo o sucessor do mágico, dai a dignidade atribuída ao processo sucessório real. A imagem do rei simboliza uma postura masculina coletiva, que por vezes aprisiona o feminino, e seu princípio erótico. A morte do rei simboliza um período de crise e transição, é a morte do princípio que rege a consciência de onde deve surgir uma nova consciência que aponte para a evolução do ser. A imagem do futuro rei traz implícita em seu simbolismo uma idéia de renovação. Um elemento ainda inconsciente tende à penetrar na consciência e permitir uma maior compreensão do SELF.

RELÂMPAGO - É uma imagem que simboliza estados de consciência que não são contínuos.Pode ainda se constituir numa imagem símbolo da fecundação, o relâmpago é um símbolo fálico, oriundo da tempestade, que fecunda a terra.

REPRESSÃO - Simboliza a inconsciência pois é um ato de não tornar consciente um conflito, internalizando-o e projetando-o. A repressão gera a ilusão de ter-se libertado do mesmo , posto que esse torna-se inconsciente.

RESSURREIÇÃO - A imagem da morte e do renascimento encontra um paralelismo na imagem da perda e do reencontro.Tanto Cristo como Moisés abandonaram a casa paterna, afastaram-se para depois retornar. As imagens de morte e renascimento fazem parte da jornada do herói e apontam para o seu processo de individuação; sua volta ao inconsciente para que através da escuridão, possa atingir a luz da consciência, a totalidade. É um símbolo ligado aos ritos iniciáticos posto que para que se ressuscite, é necessário que se tenha atravessado as trevas, triunfado sobre os terrores do inferno e passado pela morte iniciática, conquistando dessa forma entÔo, a possibilidade de "elevar-se aos céus".

RETORTA - (ver recipiente)

REVÓLVER- Apresenta um aspecto sexual ou exprime um conflito erótico.

RINS- Simbolizam a força e a resistência.

RIO- É um símbolo de fertilidade, de morte e de renovação.

RÍTMO- Pode aparecer simbolizando a sexualidade.

ROCA- SimboliZa o desenrolar-se do tempo, dentro das tramas do destino.

ROCHA- É um símbolo da imutabilidade e da imobilidade. Costuma ser considerada um símbolo do ventre materno. Mitra por vezes aparece retratado à meio corpo dentro de uma rocha, assim como Aschanes, o primeiro rei saxão; querendo demonstrar o nascimento de ambos como à partir de uma rocha.

RODA- É um símbolo da ação autônoma do inconsciente (SELF). As rodas sÔo círculos fechados e os círculos fecham-se em torno de nós delimitando espaços. Íxion, teve por castigo ser posto sobre a roda e isso se traduz em ter sido posto num lugar arquetípico, sujeito à sua própria sorte e em eterna repetição, levando-o sempre ao ponto de origem. (ver círculo, anel, em dicionário de símbolos e Íxion em Mitologia heróis, Íxion)

RODA DE FOGO- Simboliza o movimento espontâneo da psique que costuma manifestar-se como uma paixão ou impulso emocional, que brota do inconsciente e nos inflama.

ROLA- Esse pássaro é considerado como sendo um símbolo da fidelidade conjugal.

ROMÃ- É considerada um símbolo da fecundidade pela quantidade excessiva de sementes. A abertura da romã é associada a defloração. Ela é um símbolo do amor, da vida e da morte. Na Roma Antiga, jovens recém-casados usavam coroas de ramos de romãzeira. Na mitologia, Perséfone, após seu rapto, recusa qualquer alimento enquanto no reino dos mortos, mas ao saber de sua libertação, acaba comendo três sementes de romã que asseguram o seu retorno ao inferno e ao amante, por três meses a cada ano. Essa descida ao mundo subterrâneo possui uma conexão com o aspecto transformador do feminino. A opção de Perséfone, simboliza o reconhecimento de que não é mais a mesma donzela guardada até então, ciosamente, por sua mãe. (ver Perséfone em Mitlogia, deusas, Kore e Perséfone, e em dicionário de símbolos, mundo e rapto)

ROSA- É considerada símbolo da mulher amada e do amor puro.

ROSÁRIO- É considerada como sendo um símbolo do eterno retorno.

ROUPAS- Em sonhos podem estar simbolizando aspectos da persona do ego vígil. Em vários cultos, a mudança de personalidade é expressada através da mudança de vestes. Quando se está próximo da morte, é comum que se sonhe com roupas; estas estariam simbolizando a coagulatio final. (ver alquimia, coagulatio e carne) Existe uma espécie de simpatia mágica entre o homem e suas vestes; tanto que um feiticeiro de posse de uma peca de roupa da vítima, pode exercer um certo poder sobre ela.

RUIVO- Simboliza a paixão e o desejo.

RUTURA- Simboliza em seu movimento ascendente, evolução.

SAL- É considerado um símbolo do conhecimento. Na alquimia, ele é um princípio de Eros, pois é através da experiência dos sentimentos que advém a sabedoria; e a forma "SAL DA

SABEDORIA" deriva do fato de fornecer ao indivíduo um profundo poder espiritual. Para alguns alquimistas, era o único elemento capaz de combater o demônio. O seu princípio é feminino, representa a ANIMA MUNDI. Elemento de sacrifício, purificação, transformação e mistérios, o sal é uma parte do mar e contém em si o amargor do mar. Existe uma associação entre lágrimas, tristeza, desapontamento, perda e sal. Em Latim significa "espírito ou gracejo".

SALAMANDRA - É um símbolo da transformação psíquica.

SALGUEIRO - É uma árvore que é considerada um símbolo da morte.

SALIVA - É considerada um símbolo da libido, de criatividade.

SALMÃO - É um símbolo de sabedoria e de conhecimento do futuro, além da vitalidade saudável.

SANGUE - É símbolo da parte emocional da alma humana, simboliza também o pacto entre o indivíduo e os poderes divinos ou demoníacos. Nos ritos dos essênios, o sangue menstrual era equiparado ao sangue de Cristo, enquanto que o sêmem era o seu corpo. O sangue de Cristo representa o poder primitivo da vida com profundo potencial no plano psíquico, para o bem e para o mal, que contém em si, a reconciliação dos opostos. Elemento extremamente precioso e potente, corresponde a própria vida da alma, assim como a poção da imortalidade. O sangue possui um vínculo bastante estreito com o afeto; e pois um símbolo da essência da vida com conotação de vida afetiva e que pode ser traduzida por paixão, desejo e violência. O derramamento de sangue simboliza a intensidade da vida psíquica disponível para ser vivenciada e que não se pode lhe negar a realização pois pressuporia a compensação noutro setor. Nessas imagens, quando surgidas em sonhos, há sempre uma mensagem de que não é admissívil a repressão, pois esta seria a morte interna que traria reflexos externos. A substância do sangue tanto pode simbolizar o tormento como a salvação e isso vai depender exclusivamente do ego que vai vivenciar a experiência. Na alquimia, o sangue simboliza duas diferentes operações, quais sejam : a solutio e a calcinatio. Enquanto substância fluida, está ligado a experiência da solutio; e sua associação ao fogo, vincula-o a operação da calcinatio. Equiparado ao fogo, podemos associar o batismo de sangue com a mesma simbologia do batismo de fogo.

SANTUÁRIO- Quando essa imagem aparece em sonhos, pode estar se referindo a algum segredo de propriedade do ego vígil.

SAPATO- É um dos símbolos vinculados ao complexo de poder, daí a expressão: "vou pisá-lo com meus sapatos"; simboliza portanto, um ponto de vista da afirmação do ego. Pode simbolizar ainda, o órgão sexual feminino por revestir o pé, que é um conhecido símbolo fálico. O calçado que usamos é a parte de nosso vestiário mais próximo ao chão, o que pode nos levar a fazer uma associação entre sapato e a nossa relação com a realidade.

SAPO- É considerado em todas as mitologias como um elemento masculino. Na alquimia, traz o simbolismo da prima-matéria que sofre transformação uma vez que exprime a cobiça desenfreada que costuma afogar a pessoa em seu próprio excesso. O sapo quando morre, fica negro e entra em estado de putrefacão, enchendo-se de seu próprio veneno. O alquimista submetia entÔo essa carcaça ao fogo do processo alquímico até transformá-lo num elixir capaz de matar ou salvar o indivíduo.

SARÇA- O aparecimento dessa imagem pode estar simbolizando a presença divina.

SATANÁS- É um símbolo daquele que é considerado como sendo um adversário, posto que é banido de nossa aceitação consciente. Enquanto opositor de Deus, é considerado como sendo a própria encarnação do mal. É uma imagem de sombra.

SHEKINÁ- É um símbolo cabalístico, que representa o elemento feminino em Deus.

SEGRÊDO- É considerado como sendo um símbolo do poder, uma vez que estar de posse de um segredo, significa obter poder sobre as pessoas que se encontram envolvidas com ele.

SEIO- É símbolo da maternidade, da proteção e da suavidade.

SELO- Simboliza a posse sobre algo ou sobra alguém.

SELF- É uma representação do divino em nós, um símbolo da totalidade da psique, quando os opostos já estão unidos; uma meta individual que contém a possibilidade do casamento interior, da psique consciente com a inconsciente, do masculino com o feminino em nós, sendo que os demais arquétipos subordinam-se a ele. O SELF simboliza a imagem psicológica de Deus na psique, a totalidade perdida no Éden.

SÊMEN- Nos rituais dos essênios, o Sêmem era considerado como símbolo do corpo de Cristo, num simbolismo ritual, tanto que entre os dessa cultura, o sêmen do eleito era usado em rituais de iniciação ou de batismo além de ser considerado com poderes nos processos de cura, através da unção. É um símbolo da fôrça da vida.

SEPARATIO- Através da operação alquímica da separatio, a ordem surge à partir do caos, tal qual nos mitos da criação. O seu objetivo é alcançar através da separação, o indivisível, isto é, o indivíduo. Ela traz a consciência dos contrários.

SEREIA- São entidades mitológicas, filhas do deus marinho Fórcis ou de Aqueloos e que eram divindades que se pareciam com ninfas que atraíam com seus cantos os navegadores, levando-os ao naufrágio para que fossem devorados por elas. Habitavam os rochedos escarpados e eram metade mulheres e metade peixes. Na mitologia germânica, eram chamadas de loreley. É um símbolo que encontra-se associado às tendências autodestrutivas e opressivas, o resultado de uma vida guiada pelos instintos; são as armadilhas criadas pelos desejos e as paixões que obstam qualquer desenvolvimento humano, pois não são fundamentadas no amor, mas no desejo de obter poder.

SERPENTES - Costumam simbolizar o sistema nervoso autônomo, a energia instintiva e sÔo símbolos transcendentes de profundidade que costuma também estar associado à sabedoria, à cura e ao auto-conhecimento . O mito da tentação da serpente no jardim do Éden, refere-se a necessidade de autorealização do homem, o princípio da individuação., e é comum que seja apresentada por alguns como a representação simbólica do princípio sedutor da mulher. A serpente pertence ao reino da mãe e ela pode ser uma representação simbólica em sonhos, do medo do incesto como regressão e a imagem em que o ego onírico é envolvido por uma delas é um símbolo de penetração no ventre materno, e que corresponde a mesma simbologia da imagem de devorar uma serpente. Na Antiguidade, era considerada como sendo o símbolo da terra, que sempre foi concebida como feminina. Quando o ego onírico é mordido por uma delas, seu simbolismo é o mesmo de sucumbir a sua tentação, o que nos diz que o ego vígil vai viver uma transição de considerável importância. A picada se refere a exigência do inconsciente do ego vígil que à princípio age de forma paralisante sobre a sua energia e sua iniciativa. Os sonhos frequentes com essa imagem, podem estar apontando para uma dissociação por parte do ego vígil entre a sua vida consciente e a instintiva. Elas podem ser vistas também como uma representação do falo mas só poderá ser interpretada como falo, se a encararmos como o simbolismo gerador e criativo da libido. Para os gnósticos, é um símbolo do tronco e da medula cerebral.

SETA - É um símbolo que indica direção da onda de energia psíquica. Cupido ao lançar suas flechas, dá origem à uma torrente de energia psíquica que se direciona como um projétil à um outro que se transforma à partir daí, no receptáculo de nosso acometimento de paixão repentina.

SETE - O número sete indica mobilização para levar adiante uma missão. Ele é mágico e sagrado em mitos, contos de fadas e crença popular. É um número que significa perfeição, além de um ciclo completo de tempo. Ele une simbolicamente o céu e a terra, o masculino e o feminino, as trevas e a luz.

SETENTA- Esse número é um símbolo da totalidade.

SEXO- As imagens sexuais em sonhos em geral simbolizam a conjunctio, principalmente quando são imagens incestuosas ou que o parceiro é um desconhecido do ego vígil.

SILÊNCIO- Quando em sonhos o ego onírico vê-se rodeado por um ambiente em que é ressaltado o silêncio, o inconsciente pode estar simbolizando que o ego vígil encontra-se receptivo à uma revelação.

SÍMBOLO- É uma imagem oriunda do inconsciente, que se torna a expressão de uma experiência interior.

SIMORG- É um pássaro mítico que é um símbolo da busca do SELF.

SINO - É o símbolo de uma anunciação de um momento decisivo. Os sinos costumam também ser utilizados para afastar espíritos malignos.

SOL- O deus, o pai, o fogo e o sol, sÔo sinônimos mitológicos posto que são símbolo de criação; o sol é o pai visível do mundo, o criador, fecundador. Ele simboliza o sêmem enquanto imagem do progenitor, símbolo do princípio da paternidade, do aspecto positivo e fecundador da força vital. A forca vital psíquica, a libido, simboliza-se pelo sol ou personifica-se em figuras de heróis com atributos solares, assim como se expressa através de imagens do falo. O disco solar com seu calor fecundante é análogo ao calor fecundante do amor e a comparação da libido com o sol e fogo é um raciocínio análogo. Os gentios consideravam o sol como o deus dos cristãos e para os maniqueus, era a própria representação do deus, está sempre associado tanto à divindade como ao governante. Nas catacumbas era comum encontrar-se símbolos solares daí que a cruz gamada, que corresponde a roda solar, é encontrada sobre o hábito do Fossor Diógenes, no cemitério de Pedro e Marcelino. O nascer do sol no mar, o se por, e o seu inevitável retorno nascendo outra vez, simbolizam o próprio destino humano, o filho que se afasta da me para "vencer" na vida e voltar transformado em sua maturidade. No Japão, o micado ou dairi era considerado uma encarnação da deusa do sol, ele era o Imperador Espiritual da Pátria e se arrogava uma autoridade sobre todos os outros deuses locais. Na astrologia, constitui-se na mais alta expressão da individualidade, um instrumento para que se alcance o SELF.

SOLIDÃO- Simboliza o desenvolvimento individual e particular da personalidade do ego vígil.

SOLUTIO- A água é um símbolo do útero e a operação alquímica da Solutio, um retorno ao útero para fins de renascimento. Ela representa o retorno da prima-matéria indiferenciada ao seu estado original, um confronto entre o ego e o inconsciente; uma experiência de rompimento dos limites, uma rendição, quando nosso sentido de limites começa a dissolver-se. O amor e a luxúria muitas vezes são os agentes da Solutio. Há uma rendição e uma submissão com a consequente perda da identidade na do objeto amado, fundindo-nos com o outro. É comum durante a solutio, que se experimente sentimentos de passividade e fatalismo. Uma das imagens alquímicas mais usadas para simbolizar a operação da Solutio é a do afogamento. A prima-matéria é afogada e posteriormente regenerada para que possa renascer. A banheira é representativa do alambique ou útero, o recipiente onde se processa a solutio; nela se está à mercê da água, o elemento primordial, o inconsciente coletivo. Nessa operação está implícita a perda de controle, daí o medo que em sonhos o ego onírico por vezes demonstra pela água.

SOMBRA- Arquétipo do inconsciente, símbolo dos aspectos obscuros, reprimidos e negligenciados da personalidade que não encontram acolhimento em nossa vida consciente. É uma parte da nossa personalidade que por não considerarmos adaptáveis ao papel social que desejamos representar no mundo, negligenciamos e não a considerando como uma parte nossa, vamos perdendo nossa espontaneidade. Esses aspetos reprimidos posto que não são encarados por nossa consciência, regridem à um estado primitivo e quando irrompem em nosso cotidiano, atuam de forma hostil e desintegrada.

SONHO- Quando o ego vígil sonha que "está sonhando", isso simboliza que mudanças mais complexas que as habituais estão se processando na estrutura do ego, assim como os sonhos recorrentes, que se repetem por inteiro, simbolizam a necessidade de penetração de seus conteúdos na consciência.

SOPHIA- É a primordial esposa de Deus, que corresponde a sabedoria divina. Deus posteriormente, contraiu núpcias com Israel. Shekhinah, o lado feminino de Deus, é associado à Sophia.

SOPRO- O ato de soprar na boca aberta de uma outra pessoa, tem o simbolismo de consumação do ato sexual.

SUBLIMATIO- A operação alquímica da sublimatio transmuta a experiência em imaginação, o que se constitui num pré-requisito de qualquer obra criativa. Após essa experiência é necessário que se vivencie a operação da coagulatio para que se possa dar forma ao conteúdo que foi vivenciado através da sublimatio. As representações da sublimatio muitas vezes envolvem a imagem de pássaros ou de figuras aladas que se constituem num símbolo da psique assim retratada.

TABU- Simboliza tudo aquilo que de uma certa forma se torna intocável.

TÁBUA- Seu simbolismo é idêntico ao do cálice.

TANQUE- Os sonhos em que o ego onírico vê-se numa viatura cujo tanque de gasolina encontra-se vazando, pode estar simbolizando alguma ferida interna ou externa do ego vígil que sangra ou entÔo, que o ego vígil está numa situação em que suas energias estão sendo gastas inutilmente, por força de algum complexo constelado em seu inconsciente.

TAO- Simboliza a totalidade e a ordem do universo.

TAPETE- É um símbolo de um modo de vida particular de um indivíduo, ele está revestindo o chão daquele que é seu proprietário, é onde ele pisa, o seu território. Para as tribos nômades que não possuiam um território fixo ele era visto como um símbolo de sua pátria, o vínculo com a mãe, e era considerado como um temenos que oferecia proteção contra qualquer influência maligna que lhes adviesse de solo estranho.

TARÉ - Pai de AbraÔo, que era marceneiro.

TARTARUGA- É considerada um símbolo da totalidade, do SELF.

TATUAGEM- É um símbolo de criação de um vínculo mágico entre o seu possuidor e a imagem que foi gravada em seu corpo.

TEAR- É um símbolo da estrutura e do movimento do universo.

TELHADO- É a parte mais alta de da estrutura de uma casa, simboliza portanto na estrutura do corpo humano, a cabeça e a imagem em sonhos de um telhado em chamas pode simbolizar que o conflito localiza-se na cabeça do ego vígil.

TEMPERATURA- É um símbolo da intensidade emocional que resulta da constelação de determinados complexos. O frescor está relacionado com o apaziguamento e pode simbolizar o arrefecimento de um entusiasmo, além de poder estar associado a razão.

TESOURO- A imagem do tesouro simboliza o renascimento, a busca do indivíduo por sua totalidade , seu SELF, seu tesouro interior. O tesouro que o herói busca é ele mesmo renascido, depois de sua viagem ao mar do inconsciente, da luta contra o dragão ou a baleia, sua mãe, de onde sai liberto de seus conflitos interiores, encontrado o seu eu interior e pronto para viver sua totalidade.

TIGRE- É um símbolo das emoções negativas destrutivas.

TONSURA- Na Antiguidade era comum o ritual de oferecimento dos cabelos às deusas da lua, num gesto simbólico de oferecimento de sua feminilidade e fertilidade. Esse hábito era uma evolução da prática de ofertar a virgindade à deusa. Em vários ritos iniciáticos existia a prática da tonsura como ato ritual, num gesto que tinha a intenção de simbolizar o despojamento do aspirante e , o gesto de entrega dos cabelos como abandono da vaidade mundana pode ser observado até bem pouco tempo entre as freiras católicas.

TORRE- É considerada como um símbolo da cultura humana, além de ser também considerada como um símbolo fálico ; posto que é uma representação do falo da terra, assim como a árvore, a pedra e a muralha. Enquanto recinto-mandala, a torre é um símbolo feminino, em contrapartida ao seu significado fálico.

TOURO- Em sonhos, o ato de matar um touro simboliza a ascendência da consciência humana sobre as forcas emocionais animalescas, sendo que as touradas são um símbolo da superação ao impulso sexual, através do auto-controle e disciplina. Nos "mistérios mítricos", a imolação do touro ocupava um papel de destaque, Nesses cultos, ele era chamado de "guardião do eixo da terra", e sÔo eles que invertem o "eixo do círculo do céu".Mitra, que era chamado de Jovem, possuia um séquito de deuses jovens com cabeca de touro, que eram um desdobramento dele mesmo, a divindade maior. O abate do touro significa um domínio sobre os instintos animais, mas também uma violação da lei.O animal representa o instinto e a proibição, e o homem sente-se mais homem, quando é capaz de sacrificar sua natureza animal. Os sonhos em que aparecem o ego onírico carregando um touro, tal qual Mitra o fez, tem o mesmo significado que a via-crucis de Cristo, é um símbolo de renascimento. Mitra carrega o touro vencido, numa representação do pai, do monstro, gigante e animal perigoso . O touro é um símbolo da fecundidade, e Júpiter coabitou com Deméter, a deusa da fecundidade, sob a forma de um touro.

TRAVESSIA- Em sonhos, a travessia de um limite , de uma fronteira ou de um curso d`água, simboliza as mudanças de uma identidade de ego. Quando as imagens se apresentam como travessia da obscuridade, podem estar simbolizando uma prova iniciática.

TREM- De um modo geral, simboliza as atividades compulsivas ou habituais.

TRÊS- É um número sagrado que costuma estar simbolizando o princípio divino.

TRIÂNGULO- A trindade simboliza um processo de desenvolvimento que se desenrola no tempo. É um processo dinâmico que implica em crescimento, desenvolvimento e movimento no tempo. O triângulo apresenta-se como dois opostos que unem-se no alto por um terceiro elemento. Parece-nos que a trindade pode ser indicada como símbolo da individuacão enquanto processo. Dois triângulos interpenetrados simbolizam a união da alma com Deus, a união de Shiva e Shakti.

TRIGO- É um símbolo da morte e ressurreição pela sua ligação com Deméter. No culto da deusa, na Grécia, a espiga de trigo é conhecida como "sua filha".

TRINDADE - É considerada um símbolo da criação da consciência. O pai e o filho sÔo os opostos que se chocam, gerando um terceiro elemento que os concilia, o Espírito Santo.

TROCA- Em sonhos, quando duas coisas são trocadas ou algo é trocado de um recipiente para outro, encontra-se simbolizado que houve uma troca na localização das forças.

TRONO- O simbolismo do trono é de entronização ou de tornar-se uno com deus.
UM- Simboliza o princípio, o começo.

UMBIGO- O Paraíso era considerado como sendo o Umbigo da Terra porque trazia em si a idéia de Centro. Em alguns países é considerado sagrado, sendo que os japoneses possuem o hábito de preservar o cordão umbilical com muito cuidado e enterrá-lo junto ao morto.

UNHA - De acordo com a teoria da magia contagiosa, quem estiver de posse de unhas humanas pode exercer influência sobre a pessoa em questão, uma vez que ela pode ser usada em sortilégios maléficos. A imagem de quebrar as unhas simboliza a penetração na mãe.

UROBOROS- Símbolo da origem da vida, é a serpente que come a própria cauda. Simboliza ainda o útero e o paraíso, onde ainda não foi feito nenhum tipo de diferenciacão ou separatividade.

URSO- Divindade cultual mais antiga do mundo que é considerada como sendo um símbolo do inconsciente, ligado à terra-mãe, e é uma representação simbólica de nossos instintos. Em Hokkaido no Japão, os caucasóides conhecidos como Aino, cultuavam o urso.

VACA- Como símbolo materno encontra-se nas mais diversas formas e variações da Hátor-Ísis. É um símbolo de fertilidade e renovação.

VALE- Simboliza um local que pressupõe transformações.

VAMPIRO- Simboliza a ânsia dos conteúdos do inconsciente em penetrar na consciência tal qual a avidez do vampiro pelo sangue. Aos impulsos inconscientes, se lhe forem negado o acesso a consciência, eles drenam a energia do inconsciente, transformando o indivíduo num ser fatigado e apático. A vampirização é um símbolo do cansaço e da queda de energias como uma resultante da proximidade de pessoas que se encontram possuídas por complexos autônomos do inconsciente e que funcionam como sugadoras de energia.

VARA- A vara de aveleira simboliza a sinceridade e a objetividade impessoal, enquanto que a vara mágica de formato fálico é um símbolo das forças criadoras do inconsciente.

VASO- Pode estar simbolizando o ego individual capaz de transportar a consciência transpessoal. A imagem do vaso partido indica que o ego, o recipiente pode não suportar caso se deposite um excesso de conteúdos que até entÔo se encontravam inconscientes.

 

VAU- É um símbolo de um momento na vida em que se tem que fazer uma travessia, um rito de passagem.

VEGETAÇÃO- Simboliza o desenvolvimento e ciclo da vida.

VELA- É o símbolo da luz resultante de uma atitude compreensiva, a clareza da mente que se abre para penetrar no inconsciente e o fertilizar.

VELHA- Essa imagem em sonhos costuma ser um símbolo da sabedoria do eterno feminino.

VELHICE- É símbolo de sabedoria como uma resultante da experiência adquirida ao longo da existência.

VELHO- A imagem de um homem velho representa aquilo que foi denominado por Jung de arquétipo do "velho sábio" e que nada mais é do que uma personificação do eixo ego-si -mesmo. Quando em sonhos o animus aparece na imagem de um velho que mais tarde transforma-se em jovem, simboliza que o inconsciente da sonhadora está mandando a mensagem de que a sua imagem de animus ligada à figura do pai é transitória, pois atrás dela esconde-se um tipo de animus mais jovem.

VENTO- É um dos símbolos do poder espiritual, donde deriva-se a palavra inspiração. Costuma-se descrever a aparição de fantasmas acompanhada de sopros ou correntes de vento. O vento tal qual o sol, é um símbolo de criação e fecundidade e podemos encontrar alguns mitos que retratam nascimentos pela ação do vento; dentre eles, o dos abutres egípcios e das éguas da Lusitânia. Nas sagas alemãs, o vento era um caçador de donzelas bastante ávido e no mito de Wotan diz-se que durante as tempestades ele perseguia a noiva do vento. Os centauros da mitologia grega, sÔo considerados como sendo os deuses do vento.

VENTRE- É um símbolo feminino, que está relacionado à imagem da mãe, e é análogo à caverna, um local de transformações e de renascimento.

VERMES- São um símbolo da putrefação (ver alquimia, putrefactio) A imagem de um verme venenoso, aparece como símbolo da libido destruidora.

VÉU- é um símbolo que representa o apoio e o acolhimento do arquétipo da mãe.

VIAGEM- Em sonhos, a imagem de viagem a terras desconhecidas é um símbolo do processo de individuação..

VIDRO- Em certos escritos alquímicos é comparado a uma substância miraculosa e é um símbolo da matéria espiritual. É um material que sem nos isolar intelectualmente das coisas, isola-nos do contato animal.

VINHO- É considerado um símbolo do sangue de Cristo no simbolismo cristão da Missa. Na alquimia, é sinônimo da aqua permanens. Nos ritos de Dioniso compartilha com o sangue de Cristo da qualidade de reconciliação e comunhão.

VIRGEM- Simboliza a mulher que é única em si mesma como decorrência de uma atitude psicológica. Significa a fé que a mulher deposita de que o ideal em que está empenhada não é passível de julgamento quer por qualquer lei humana, quer por seu próprio animus. É o símbolo da mulher capaz de sacrificar o relacionamento pessoal com um homem para obter uma relação mais profunda com sua alma. É uma entidade feminina independente, pertencente unicamente a si mesma, mas sem contudo, perder a sua feminilidade ou deixar-se contaminar por atitudes masculinas. É a própria inteireza e individuação da mulher.

VISCO- É um parasita que simboliza o puer aeternus, antigamente era usado como um medicamento contra a infertilidade.(ver Balder) Para os druidas, quando o visco crescia numa árvore, era considerado um sinal de santidade da árvore.

VÔMITO- (ver coagulatio)

CAVALO MARINHO
Encontrei este texto maravilhoso porque estava procurando o significado do cavalo marinho e não consegui parar de ler sobre todo o contexto..fictício e fabuloso
O Cavalo marinho é um béstial medieval do romantismo porem o bestiário não falam exatamente do cavalo marinho tal como conhecemos, na parte superior cabeça de cavalo e na parte inferior corpo de golfinho, representa Moizes, enquanto o mar é o mundo e os peixes são os homens e mulheres, por isto ele também indica o verdadeiro caminho. É de fato um peixe, com cabeça de cavalo, habilidades de mudança de cor como um camaleão, uma cauda preensil como a de um macaco, um corpo duro como o de um tatu, com uma bolsa de canguru e olhos como os de um lagarto. Julgando-se pela sua aparência, deu-se a idéia que a natureza reuniu todos estes animais em um só ser, o qual foi denominado Cavalo Marinho.
•Os cavalos-marinhos simbolizam a paternidade porque nesta espécie é o macho quem dá à luz depois de a fêmea depositar os seus ovos num saco situado na sua cauda, onde a gestação decorre durante seis semanas Devido a esta  anatomia, estes animais são mestres em prender a atenção de pessoas de qualquer faixa etária, as pessoas ficam paralisadas e boquiabertas quando ficam frente a frente com estes
animais . No primeiro encontro entre seres humanos e estas agradáveis criaturas, a primeira reação é a de estar vendo algo que achavam não existir, poucos minutos depois são chamados de frágeis, meigos e maravilhosos.
Nos dias de hoje, existem pessoas firmemente convencidas de que os Cavalos Marinhos só existem no reino da Mitologia ao lado de Sereias e serpentes ou até mesmo guardiões de Netuno, Deus dos Mares da Mitologia grega. A partir dos gregos surgiu o primeiro nome para estes animais: Hippocampus, que quer dizer em grego Hippos = cavalo e Kampe = lagarto, para os antigos gregos este nome tinha um significado assombroso como Monstro Marinho. Portanto um animal que combina toda esta bizarra anatomia não poderia escapar das lendas. Os hippocampus
eram seres fictícios da mitologia grega, filhos de Poseidon
Ele era visto como responsável pela sobrevivência e pela morte. Desde a época de Cristo a fama dos Cavalos Marinhos já se alastrava no mundo antigo graças aos ensinamentos de Plínio, naturalista e comandante militar do Império Romano. Segundo ele, as cinzas deste animal, quando incinerado, era capaz de combater a calvície, as febres, as erupções da pele (Lepra) e a morte de mordidos por cão
raivoso. Para os antigos gregos, o animal representava um veneno fulminante, desde que embebidos em vinho. Por outro lado, era também um excelente antídoto para outros venenos, mas estes deviam ser engolidos com vinagre e mel ou misturados com piche.
•Muitas civilizações antigas viam os cavalos-marinhos como animais terapêuticos, com poderes muito próprios. Na China, por exemplo, os cavalos-marinhos são vistos como um poderoso afrodisíaco que pode curar a impotência.
Estudiosos medievais, a séculos atrás, estavam contentes em discutir as possíveis curas farmacêuticas dos cavalos-marinhos, porém viam-se muito confusos quanto a taxonomia destes animais, eles estavam confundindo o original Hippocampus sp. com um misterioso "Monstro Marinho" da poesia clássica Grega devido a vários nomes e sinônimos dado aos animais. Após varias confusões e contradições chegaram ao
aparecimento de "Equus Marinus" de Von Cube.
•O seu aspecto meio equestre, meio fantasioso, confere-lhe o estatuto de elegância e confiança. Como é normalmente pequeno e nada pelo mar sozinho (ao contrário dos cardumes), deixando-se muitas vezes levar pela corrente, tem grande liberdade, representando assim os “espíritos livres”.
A criatividade e a imaginação. •Outros significados: paciência, amizade, generosidade, partilha, persistência, satisfação, contentamento, perspicácia, boa visão/perspectivas.
O “MARAVILHOSO” E O MONSTRUOSO
 Mas o Oriente é também a localização das mirabilia. Mas afinal, o que eram as mirabilia? A palavra, em latim, mirabilia, é o plural da palavra mirabilis, que significa “maravilhoso”, portanto, mirabilia significa “maravilhas”, as “maravilhas” do Oriente. “Os viageiros partiam em busca de um mundo novo, num lugar não definido em termos geográficos, mas idealizado, um lugar pra lá da fronteira que dividia a Europa da Ásia, o mundo visível, do desconhecido”. 31 “Só há maravilha quando o objeto extraordinário está localizado em apenas um lado do mundo e quando ele é exclusivamente estrangeiro. A exclusividade é a condição do espanto e da admiração”. 32 A palavra Mirabilia vem da raiz miror – de onde vem a palavra, em inglês,
mirror, que significa, em português, “espelho”, em latim, speculum.
Portanto, uma imagem. Mas as mirabilia não eram fenômenos que os homens viam
apenas com os olhos, mas também com os interiores oculus, com os olhos “do
espírito”, “da alma”, com a imaginação. An inexhaustible fund of interest for any
man with eyes so see or two pence worth of imagination to understand with. (Uma
inesgotável fonte de interesse para qualquer homem com olhos para ver ou um
mínimo de imaginação para entender) 33. A palavra miror, em latim, significa “admirar-se” – de onde vem a palavra “admiração”, admiração pela novidade, pelo novo – “surpreender-se” – de onde vem a palavra “surpresa”, imprevisto –, “olhar” mirar. “Seu sentido é o mesmo do verbo latino mirare, que exprime espanto, surpresa, gosto pela novidade e pelo extraordinário, não pelo belo”. 34 “Expressões como mira res ou mira admirationis eram usuais nos relatos e traduziam uma atitude de
admiração por parte de quem via ou de quem escutava”. 35 “Maravilha é a figura central da resposta inicial dos europeus ao Novo Mundo, a decisiva experiência emocional e intelectual em presença da diferença radical. Nil admirari, rezava a antiga máxima”. 36 Mas, há uma diferença entre as mirabilia pagãs da Antiguidade e o
miraculum, o milagre, o “maravilhoso” cristão da Idade Média. No cristianismo,
não apenas uma religião, mas uma religião monoteísta, só há um autor, Deus, os
milagres, realizados pelos santos, os intermediários de Deus, dependem do arbítrio, da vontade, de Deus, ou seja, de um plano, um plano divino.
Portanto, o “maravilhoso” cristão perde a sua característica essencial das religiões pagãs da Antiguidade greco-romana, onde os homens são “marionetes” nas mãos dos deuses, e não escapam à cadeia da môira, o destino, a fatalidade, ou à Fortuna, a deusa da sorte: a imprevisibilidade. 37 Mas não se trata aqui de interpretar a representação do “maravilhoso” antigo e medieval na cartografia moderna, como um mito, em oposição à História.
“A imaginação dos homens resiste à realidade, teima em continuar acreditando no que quer. No que a vida e a história se intrometem esfacelando ilusões”. 38 O que hoje, para os historiadores, é um conceito, era “mais do que uma categoria ou um atributo, ele é um universo, como acertadamente escreve JACQUES LE GOFF
(um universo de objetos, mais um conjunto de coisas do que uma categoria)”.
99 As mirabilia são fenômenos que, à luz da razão do século XXI, são ininteligíveis, mas que, para esses homens dos séculos XV e XVI, do final da Idade Média e do início da Idade Moderna, ainda medievais e já modernos ao mesmo tempo, eram substanciáveis. 40 O possível não se distinguia do impossível.
“Não eram mistério, mas concretude. Sua materialidade, para nós hoje uma quimera, fazia parte daquele senso do possível ou do saber empírico posto em prática por marinheiros e colonos no período das navegações ultramarinas”. 41 A localização dessas mirabilia não era fixa. A chegada aos lugares, antes, míticos, desmistificava, matava o mito naquele espaço, mas o fazia renascer em outra localização, senão no deserto, então no Oceano, senão a Oriente, então a Ocidente. Portanto, essas mirabilia vão partir do Oriente, viajar com os comerciantes em suas caravanas e com os navegadores e descobridores em suas caravelas, atravessar as fronteiras do Oceano Índico em direção ao Atlântico, e chegar antes dos colonizadores no Ocidente, no “Novo Mundo”, na América – vista primeiro como um prolongamento da Ásia, e, depois, como um novo continente, mas um novo continente, no final do século XV e no início do século XVI, cuja única utilidade era servir de passagem para as “Índias” –,
nas “Índias Ocidentais”, onde vão ser representadas na cartografia. “Os primeiros conquistadores exploram as terras americanas na esperança de ver ali se materializar a geografia imaginária da Idade Média”.
Na Idade Média, a Ásia é a Índia, um universo fabuloso de maravilhas e monstros”.  O monstruoso remonta a mitologia e aos Physiologus, da Antiguidade. O primeiro physiologus foi escrito, em grego, por volta do ano de , no século II, em Alexandria, no Egito. A palavra physiologus, em grego, significa “naturalista”, portanto, os Physiologus eram obras de caráter enciclopédico e científico que reuniam um conjunto de saberes sobre os animais, vegetais e minerais. O fabuloso indiano foi alimentado por uma pseudo- ciência inspirada numa literatura apócrifa que a credulidade medieval acreditava sem dúvida nem exame.
100 O romano “Plínio, o Velho”, reuniu em seu clássico História natural, a maior obra, latina, de referência dos Physiologus antigos, todas as fábulas da Índia, dando a elas uma “autoridade científica”.
“A edição princeps da História natural foi publicada em Veneza em 1469, seguida de traduções em várias línguas – italiano em 1476, francês em 1566, inglês em 1601, e espanhol em 1624 –, que inauguraram a longa série de Mirabilia e de Curiosa, manuscritos iluminados e depois publicados, florescentes durante a Idade Média e o Renascimento”. Desde os primórdios dos tempos, a relação entre o homem e o animal é “uma relação ambivalente de reciprocidade, em que os animais assumem características antropomórficas e os homens zoomórficas”.  No panteão mitológico dos povos da Antiguidade Clássica, eram representados deuses mistos de homens e animais que se metamorfoseavam. “Os monstros passaram a encontrar seu lugar também em bestiários, fazendo com que a erudição enciclopédica e o pensamento religioso se unissem”.  “Através deles, o Ocidente foge a realidade medíocre de sua fauna, e reencontra a inesgotável imaginação criadora da natureza e de Deus. Sonhos de abundância e de extravagância, de justaposições e de misturas perturbadoras, forjado por um mundo pobre e limitado”. E o que vemos são imagens arquétipas que não correspondem à realidade física, geográfica e histórica do Oriente, mas que são inspiradas nela.
O primeiro bestiário foi escrito, em francês, por volta de 1121, no século XII, para a Rainha da Inglaterra. Mas “seria um erro considerar que os bestiários medievais se resumiam a simples cópias do Physiologus primitivo” . “Em comparação com os Physiologus, gregos ou latinos, irão adquirir uma faceta moralizadora e alegórica”.  Os bestiários medievais eram obras de caráter didático-moral, onde os animais, reais ou imaginários, eram representados concretamente como símbolos das virtudes e dos vícios humanos.
“Num desses livros, por exemplo, datado do século XIII e depositado em Westminster, Inglaterra, os pigmeus simbolizam a humildade, os gigantes, o orgulho, os cinocéfalos, a discórdia, os homens com beiços pendurados, a mentira etc.”.
“No Livro dos homens monstruosos, de Thomas Cantimpré, que vem à luz no século XIV, os latidos dos cinocéfalos são associados à calúnia, e os homens sem cabeça, aos cobradores de impostos que só pensavam em encher a própria barriga”.
“A palavra monstro é ambígua. Na Idade Média, ela evoca a idéia de estranhamento, de diferença, mas também de emanação do poder do Criador”.
“Se na Bíblia, Deus anunciara que faria o homem a sua imagem e semelhança, o monstro significava uma ruptura com esse princípio”.  Santo Agostinho perguntava-se:
“Seriam os monstros simultaneamente homens e criaturas de Deus? Filhos de Adão? Porque razão interferiam na harmonia da Criação? Pergunta-se, além disso, se é crível que dos filhos de Noé ou melhor, de Adão, de quem esses também procedem, se hajam propagado certas raças de homens monstruosos de que a história dos povos dá fé”.
“Os bestiários medievais, não fazendo qualquer distinção entre os animais
reais e os monstros imaginários, tornaram estes últimos como parte integrante da
criação, fazendo-os figurar entre a exuberante população do Universo”.
A Alta Idade Média também acrescentou aos Physiologus as figuras do diabo.
“Os sátiros e outros homens de cauda da Antiguidade inspiraram a imagem do diabo na iconografia cristã. De suas cabeças calvas despontam duas orelhas longas e pontiagudas e pequenos chifres. Tem patas de bode e uma pequena cauda”.
Com a cristianização do “Velho Mundo”, o diabo se “(des)locou” para o “Novo Mundo”, “(des)locando” também a luta cruzadística. Portanto, a representação de bodes na cartografia da América vai servir para identificá-la como a localização do diabo e para legitimizar a cristianização dos índios, cujos ídolos pagãos seriam uma versão do “bode-demonizado”. Na Renascença, os ocidentais tiveram a surpresa de verificar que o “Império do diabo” era muito mais extenso do que o haviam imaginado antes de 1492.  O bode era também o animal sacrificado nas tragédias gregas da Antiguidade.
“Hoje o monstruoso aponta para o patológico, para o defeituoso congênito.
O monstro contrapõe-se a um modelo de perfeição e de equilíbrio, expressa a anormalidade, é o contrário das leis da natureza”.  Portanto, o monstro é relacionado às doenças, as deformidades genéticas, aos desvios em relação ao padrão de proporcionalidade entre as partes do corpo. Mas, na Idade Média,
“O surdo, insensível à palavra de Deus, seria sensível somente aos rumores infernais. O cego tivera os olhos queimados pelo calor do inferno. O aleijado deveria seu desequilíbrio àquele de sua alma. O corcunda traria o peso de sua maldição às costas, sobre a qual se sentava seu mestre, o diabo”.
Acreditava-se também que o cruzamento entre espécies animais ou raças humanas diferentes produzia monstros, dando origem à teoria das monstruosidades  hereditárias.
“Tais crenças, entre outras, consagradas por uma lei da Sorbonne de 1318, e posteriormente pelo papa Inocêncio VIII, tiveram por resultado a destruição impiedosa de crianças com anomalias e, muitas vezes, da própria mãe.
O monstro nada mais é do que o ser no qual a diferença tende a acentuarse, mais do que a semelhança. 
“Mais fácil do que explicar algo não conhecido é compará-lo ao que é habitual e possível de descrever”. 
Os monstros são seres a quem falta ou sobra o que temos, o que somos.
“Os critérios utilizados para classificar um monstro baseavam-se no tamanho anormal ou na pequenez extraordinária dos membros do corpo, na ausência ou no excesso de membros, nas modificações parciais ou na reunião de várias deformidades”.
“O monstro é fruto do espaço onde surge, e com esse espaço é coerente.
Como diz Rogério Bacon, no século XIII, o lugar do seu nascimento é o princípio
que preside a geração das coisas”. “Ele pertence a uma área geográfica que contém tal ou qual tipo de humanidade maravilhas ou curiosidades naturais e se autodefine comparando à sua situação de origem a situação por ele descoberta e que é, em princípio, distante”.
Portanto, o monstro era exclusivamente estrangeiro, e ocupava um lugar mais do que diferente na geografia e na cartografia do final da Idade Média e do início da Idade Moderna, entre os séculos XV e XVI: desigual.
“Um verdadeiro cardápio de raças humanas monstruosas.
Existiam sempre para fora dos limites conhecidos, em espaços exteriores e de difícil acesso, como o deserto ou ‘para lá das montanhas’, como seres (ou não seres) diferentes do homem ocidental. A exterioridade igual à alteridade. No reverso do lugar, no anverso do tempo, na bigorna da memória”.
O monstro habitava o Oriente, mas também o Norte da África, as insulas isoladas, as “Terras Incógnitas” anteriores aos descobrimentos, ou as terras inexploradas localizadas nos extremos polares.
Se acreditava que “O aspecto da terra, assim como o do homem, depende das
condições atmosféricas, climáticas e astrais. O clima não tem apenas influência sobre o físico ou a moral dos homens: ele os produz, modela-os à sua imagem. A má distribuição do clima acarreta a anomalia, a deformação (e a deformidade), a perversão: estas implicam a feiúra”.
Do clima em que vivem as criaturas terrestres depende a sua conformação, de sua conformação física depende sua conformação moral”.
Portanto, os europeus justificavam as figuras monstruosas devido aos excessos de frio ou calor, somente nas zonas temperadas havia condições de existência de vida.
“Na Líbia existem as Blemmyas, sem cabeça e com os olhos e boca no peito outros, sem pescoço, tem os olhos nos ombros”.  As blêmias “Adquiriram uma posição de destaque no imaginário medieval quando Santo Agostinho, no século V, trouxe uma estranha informação: ‘Quando eu era bispo de Hipona, estava indo para a Etiópia com alguns escravos cristãos para ensinar o Evangelho de Cristo. Vimos numerosos homens e mulheres que não tinham cabeça e cujos olhos se encontravam no peito: com exceção disso, seus outros membros eram como os nossos’. Uma afirmação como essa, partindo de uma das maiores autoridades doutrinais da Igreja cristã, constitui uma verdadeira prova da existência dos acéfalos”. “Na Escítia vivem os Panotios, cujas orelhas lhe cobrem o corpo”,  e lhe caem sobre as costas como melenas. “Na Etiópia existe uma raça de homens chamados Esciópodas, que correm em extrema velocidade e, durante o Verão dormem de costas, à sombra dos seus próprios pés”.  Os ciápodes são seres unípedes, com uma única perna e um único pé, mas grande, que é utilizado como guarda-sol. “Na Líbia vivem os Antípodas, que têm os pés virados ao
contrário, com oito dedos em cada um”.  “Na Escítia vivem os Hipópodes que têm corpo humano e patas de cavalo” , como os centauros, metade homem, metade cavalo.
“Na Índia existe um outro povo que mede doze pés chamado Macrobói”.
Os gigantes, cujo nome vem da palavra grega gegenêis: gê, terra, e gênos,
linhagem.  Segundo os mitos orientais, os primeiros homens eram gigantes, essa
tradição aparece nos mitos fundadores do mundo grego – nos primórdios do
tempo reinavam os Titãs (os Gigantes), nascidos da união de Urano (o Céu) e
Gaia (a Terra). Esse reino foi interrompido pela guerra entre os Titãs e os deuses
do Olimpo. Os Gigantes foram vencidos e precipitados nas profundezas do
Oceano. Somente Altas permaneceu na superfície do planeta, para sustentar e
suportar o peso da abóbada celeste – e em alguns episódios do Antigo Testamento, da Bíblia – a Criação da Terra, dos oceanos, da abóbada celeste e dos seres que os povoam foi uma obra incomensurável, feita por seres desmesurados.
Antonio Pigafetta, narrador da primeira viagem de Fernão de Magalhães, de circunavegação do Globo, entre 1517 e 1522, escreveu sobre os Gigantes
Patagãos, assim batizados devido às grandes pegadas encontradas na Patagônia.
Ora, no século XVI, a estatura do homem europeu era baixa, de, no máximo,
1,60m, a estatura dos homens patagãos era alta, de, aproximadamente, 1,80m.
Nessa mesma terra habitam uns tão pequenos, que se chamam Pigmeus”.
Os pigmeus, descendentes dos Citas, povo nômade que habitou a Cítia, nome
dado pelos gregos às regiões próximas aos mares Negro e Cáspio, lutavam contra
as gruas pelo ouro. “Esses pigmeus são gente pequena. Não tem mais que III
palmos de comprimento. São belos e graciosos por seu tamanho, todos os homens e mulheres se casam e têm filhos no VI mês de idade e vivem VII anos no máximo”. “Plínio, o Velho”, em sua Historia Natural, escreve que “perto dos Citas Setentrionais, não longe da caverna onde nasce o Aquilon, num lugar denominado Gesclitos, vivem os Arismpapes, reconhecidos pelo único olho que tem na testa”, os ciclopes.
“Qual não foi surpresa do viajante Nicolo Conti, ao ouvir dizer dos indianos que eram muito superiores aos Ocidentais, pois que, tendo dois olhos, tinham a sabedoria, enquanto que os Ocidentais tinham um olho!”. Os grifos, com cabeça de águia e corpo de leão – “mas o grifo possui um corpo maior do que oito leões e é mais forte do que cem águas”  –, eram criaturas monstruosas, mas guardiãs de maravilhas e tesouros como as minas de ouro e pedras preciosas da Ásia.
“O ouro não se encontrava em qualquer lugar, mas em países longínquos,  extraordinários, de clima paradisíaco. Essas regiões se situavam muito provavelmente nas vizinhanças do Jardim do Éden.
Nesses locais distantes e de difícil acesso, o ouro se encontrava bem guardado por enormes grifos e pelas formigas gigantes mencionadas por Homero”.
“Parecia lógico que o guardião dos tesouros protegesse as terra sonde se esperava encontrar ouro em abundância. Em 1494, uma tropa que partira para explorar o interior de Cuba bate em retirada, aterrorizada por ter encontrado alguma coisa semelhante a uma pegada de grifo. Oito anos mais tarde, durante a última viagem
de Colombo, seu filho anota como a expedição fez uma parada em Cuba, em um porto chamado Huiva. Ali, ‘descendo à terra, vimos que os habitantes viviam no cimo das árvores como pássaros, embora ignorando a razão dessa novidade, pensamos que ela procedia do medo dos grifos que vivem nessa região, ou então de seus inimigos’”.
“Plínio, o Velho”, em sua História Natural, escreve que “Os primeiros antropófagos vivem a dez dias de viagem para além do rio Boristene e bebem em crânios humanos, servindo-se de sua cabeleira como de uma talha dobrada sobre o peito”.
“Quando tratamos de homens selvagens falamos dos antropófagos” , ou canibais, “ao menos é em caso de necessidade. Sabe-se que em situações de escassez geral, ou de sítio, quando reina a fome, ressurge o canibalismo”.
“Na extremidade oriental da Índia, na direção da nascente do Ganges, encontra-se a nação dos astomos, homens sem boca e cobertos de pelos que se vestem com folhas, vivem apenas da respiração e do cheiro, não bebendo nem comendo, no decorrer de suas longas viagens, levam diferentes odres de raízes, de flores, de macieiras selvagens para que, caso tenham necessidade, isso não lhes falte”.
Os astomori tem astomia, ausência de boca.
“Além do país de Nasamons existem os andróginos, que carregam seus dois sexos e fazem nas relações sexuais ora papel de mulher, ora de homem. Aristóteles acrescenta que possuem o seio direito masculino, e o esquerdo feminino” 107 os hermafroditas. A unidade entre o masculino e o feminino, a união entre os contrários, representa a completude original do Cosmos, mas também representa a unidade entre o singular e o plural, a união entre o indivíduo e o coletivo, do primitivo e do civilizado.
“Ctésias cita várias montanhas habitadas por homens com cabeça de cão, vestem-se com peles de animais e ladram em vez de falar, armados de garras, alimentam-se de aves e quadrúpedes que caçam, são os cinocéfalos” 92, metade homem, metade cachorro, que se comunicavam por latidos porque eram incapazes de aprender a língua humana.
“O dragão se apresenta como o rei dos animais fantásticos. Seu nome vem do termo latino draco (oriundo do grego drakôn) dado às serpentes de grande porte. É utilizado para designar animais imaginário tão terríveis quanto implacáveis, combatidos por heróis legendários ou por deuses.”
“No Ocidente, é a eloqüente descrição do leviatã bíblico que serve de arquétipo à imagem do dragão”.  “Somente alguns eleitos como São Jorge foram capazes de vencer esse símbolo do mal absoluto”.
“Na América, os pacíficos iguanas provocaram um lirismo exaltado. Para Vespúcio, tratava-se de serpentes de aspecto assustador, para Lãs Casa, sua crista era como uma colina do nariz até a cauda, ao passo que Oviedo os comparava aos dragões”.
“No baixo Egito vivem dois perigosos monstros. E se mantém de bom grado às margens do mar, que são muito temidas e causam medo à gente do país, dos quais uns tem nome de hipopótamos e os outros tem nome de crocodilos”.
O hipopótamo, animal de difícil classificação, porque se movimentava tanto na terra quanto na água, foi confundido com o cavalo-marinho. Luís de Cadamosto, em As notas de viagem de Luís de Cadamosto e de Pedro de Sintra, escreve que “alimária (animal irracional, de carga) como esta não se encontra noutras partes
por onde navegam os nossos cristãos, a não ser nesta terra de negros”.
O crocodilo – cujo nome vem da sua cor amarela, de açafrão, em latim, crocum –
chora depois de matar suas vítimas, daí a expressão “lágrimas de crocodilo”.
“Quando um monge escritor, copista ou desenhista, recebe informações a respeito de um grande quadrúpede armado de um só chifre no meio da testa, ele recorre à representação de um animal conhecido – o cavalo. Deste modo, a descrição de um rinoceronte semeada na imaginação humana fez florescer o licorne”. 98 Marco Polo, em seu O Livro de Marco Polo, descreve assim o licorne: “eles tem elefantes selvagens e unicórnios suficientes que são pouco menores que um elefante, tem o pelo do búfalo. Os pés, têmnos feitos como o elefante, tem um corno muito grosso e negro no meio da testa e direis que não fazem mal como o corno, mas com a língua, pois que sobre esta há espinhos muito longos. Têm a cabeça feita como a do javali selvagem e sempre a carregam inclinada para o chão e permanecem de bom grado no meio da lama e do lodo. É um bicho mui feio de se ver”.
“Pois é exatamente de um rinoceronte que se trata!”.  O famoso paleontólogo Georges Cuvier, inspirado nas Histórias do Oriente, de Ctésias, de Cnido, “discutiu até morrer, em 1832, se o unicórnio não passaria de uma imagem deformada do rinoceronte”.  “Nosso Senhor Jesus Cristo é um licorne celeste. O fato de o licorne possuir um só chifre ilustra as palavras do Cristo:
‘Meu pai e eu somos apenas Um’”. O nome elefante vem do grego eliphio, que significa montanha. O elefante é o símbolo do poder régio indiano, porque são usados como montaria dos reis, na Ásia. É símbolos de estabilidade porque suporta o “peso do mundo” em seu lombo. E de inteligência, porque vive em manadas, como se vivesse em sociedade, e segue como líder o elefante mais velho, idoso. O elefante macho e a
elefanta fêmea representam Adão e Eva antes de cometerem o pecado original, porque são castos e monogâmicos.
“Esses animais são como Adão e Eva: depois de ter comido fruto da árvore da ciência – a mandrágora –, como dizem as Escrituras, ‘Eva concebeu e gerou Caim nas águas do lago de miséria’, chegou então o dragão que os levou a se revoltarem contra Deus. Para salva-los, apareceu um grande elefante, ou seja, a lei dos hebreus, depois chegaram os doze elefantes, isto e, os profetas e, finalmente, o pequeno elefante, que é evidentemente Nosso Senhor Jesus Cristo”. O macaco, homens com rabo:
“O que os viajantes encontraram e classificaram como homens selvagens, homens com rabo, na maioria das vezes são variedades de macacos. Isso em nada simplifica o problema: para os antigos, assim como para o homem medieval, é difícil traçar uma fronteira nítida entre o homem e o animal evoluído que é o macaco”.
Marco Polo, em seu O Livro de Marco Polo, diz que “nesse reino há homens que têm um rabo com mais de um palmo de comprimento que não é coberto de pêlos como todo o mais, e tais homens moram fora, nas montanhas, e não na cidade”.  Duarte Pacheco Pereira, em seu Esmeraldo de SituOrbis, escreve que “os moradores desta província tem rosto e dentes como cães, e rabos como de cão, e são negros e de esquiva conversação, que não querem ver outros homens”.
Ctésias, de Cnido, em Histórias do Oriente, “descreve a antropófaga mantícora, com cabeça de homem, corpo de leão, cauda de escorpião e três fileiras de dentes”.
Brunetto Latini, em seu Livro do Tesouro, de 1263, descreve assim a mantícora:
“A mantícora: a mantícora é um animal que vive na Índia, possui fisionomia humana, cor de sangue, olhos amarelos, corpo de leão, cauda de escorpião e corre tão rápido que nenhum outro animal pode lhe escapar. Mais do que qualquer alimento, ela gosta de carne humana. As mantícoras se acasalam de tal maneira que ora uma fica embaixo, ora outra”. “Presentes em todo o Ocidente cristão, monstros e monstregos fariam a rota de tantos navegadores em direção ao Oeste, chegando junto com os primeiros colonizadores à terra brasilis. Acompanhavam-se do olhar que os europeus tinham sobre a América” o “olhar devassador dos marinheiros da cristandade”.  Entre os animais do Novo Mundo, Conrad Gesner, que publicou em 1549 o seu Historia
animalium, destaca o arctophitecus:
“Existe na América uma fera extremamente disforme que os habitantes chamam de haut e os franceses, guenon, tão grande quanto um enorme macaco africano. Seu ventre é caído, sua cabeça e seu rosto são como os de uma criança e quando é capturado grita como uma criancinha. Sua pele, de cor cinza, é aveludada como a de um urso, ela só tem três garras em cada pé, tão longas quanto quatro dedos, que lhe permitem subir nas mais altas árvores”.
O haut de Gesner deve ter se inspirado na terrível fera homônima com que Thevet ilustra sua viagem ao Brasil, confundida com a mantícora antropofágica do Oriente: o bicho preguiça. Mas qual era papel desses monstros na cartografia dos descobrimentos marítimos ibéricos em África, Ásia e América através dos oceanos
Atlântico e Índico nos séculos XV e XVI? “Os monstros (monstra), justificadamente assim chamados, derivam de mostrar (mostrare), porque mostram algo, significando-o”.
Os monstros “são titulados pelo nome de portentos, ostentos, monstros e prodígios, porque anunciam (portendere), manifestam (ostendere), mostram (monstrare) e predizem (predicare)”.  Portanto, os monstros pré-ostentam (preostendere), ostentam antecipadamente os prodígios (prodigia) – de porro dicere, dizer para o futuro –, predizem o futuro, anunciam os prodígios, as vontades de Deus.
“O monstro cuja monstruosidade é verdadeiramente provocadora é a daquele que é humano. O monstro é o Outro, é a alteridade dentro da comum condição humana. Os monstros são todo o outro que nós não somos”.
“Santo Isidoro de Sevilha dizia que o monstro é revelador, é manifestação de algo”.
O monstro, o outro enquanto tal, é o reflexo ao contrário do eu”. “Como tal, é
fautor de descobrimentos...”.  “Num mundo em que se descobre em inícios do século XV, muito por ação dos Descobrimentos e da Expansão européias, os bestiários ainda vão ter um papel importante no plano explicativo de realidades que se descobrem. Em grande medida eles contribuem para enriquecer uma florescente Literatura de Viagens”.  “Na trama de qualquer vida, natural e sobrenatural, entrelaçam-se perfeita e perpetuamente. Nas cosmografias desse tempo, o incoerente margina o plausível, o verdadeiro liga-se ao fantástico, a fauna absurda dos bestiários deita pacificamente os seus rebentos no meio de verdadeiros animais pintados ao natural.
A literatura estava cheia deles. Toda literatura de prodígios, de sinais celestes, de versos miraculosos que não guardamos senão ínfimos restos, e que satisfaziam abundantemente esse gosto da aventura maravilhosa, essa ávida credulidade dos nossos antepassados” (Lucien Fèbvre).
O ato de acender a Vela para o seu Anjo Guardião é a forma de ativar seu pedido e levá-lo para o plano etéreo.

Por que usar Velas Coloridas na ancoragem do Anjo Guardião?
Porque nossa aura é colorida e quando visualizamos uma determinada cor, nosso cérebro atua para que à reflita. É através desse processo alquímico que o Anjo irá captar e entender nossos pedidos. Este é o nosso primeiro elo de ligação com os Anjos.

COMO ACENDER AS VELAS
O primeiro procedimento, é estar limpo fisicamente e psíquicamente (evite pensamentos negativos). Antes de acender a vela, deverá ungi-la (pegue azeite e passe um pouco no dedo polegar e no médio da mão direita), segure a vela (com a mão esquerda) de modo inclinado, em frente ao seu coração e com os dois dedos untados de azeite, faça a unção, "do pavio para o fundo da vela", três vezes dizendo as seguintes palavras:
BENDITO É O MEU DESEJO, PORQUE ELE É REALIZADO

Depois disso, peque a vela, acenda-a com um fósforo e nunca com isqueiro e também não queime seu fundo, os resíduos da vela deverá ser juntado e colocado aos pés de uma árvore ou num jardim, nunca no lixo ou na privada, senão seu pedido não será realizado. (só trabalhar com os elementais)

BRANCA
É a cor utilizada para pedir tranqüilidade, paz de espírito e harmonia em sua casa, afasta também as influencia negativas que estão provocando brigas e desentendimentos até por motivos fúteis, simboliza a paz, o afastamento do seu Anjo Contrário

A mais pura das velas, a vela branca é inspiração para o despertar da espiritualidade e a ascensão da consciência. Ligada aos chakras superiores, serve ao despertar da pureza essencial do homem. A vela branca também representa a mãe, sendo excelente para despertar e fortalecer a imaginação, a criatividade e a fertilidade. Protege as crianças desde o útero materno até os oito anos. Reforça os laços familiares, representando a harmonia e pureza no lar. Ela purifica todo o organismo, mas ajuda principalmente na cura de doenças estomacais, das glândulas mamárias, do sistema linfático, do sistema nervoso central e do parassimpático. Protege as menstruações, a gravidez e os partos.

AMARELA
É o próprio símbolo da vida, da alegria e do poder da mente. Pode ser utilizada também para clarear todas as idéias que poderá ter, ou quando quiser alguma mudança de vida, simboliza a troca, a mudanças, a justiça e a sabedoria

Esta vela nos permite dar forma e movimento a nossas idéias. É a vela dacomunicação. Representa a ordem, o raciocínio e a lógica. Protege especialmente os pulmões e os brônquios, a respiração, o sistema cerebral e suas ramificações nervosas, a língua, os ouvidos, os intestinos, os braços e as mãos. Ela ajuda a vencer a timidez e favorece as relações sociais. Intensifica a memória, a agilidade mental, a eloqüência e a capacidade de entender entrelinhas. Também ajuda na cura de doenças psicossomáticas.

Vela Laranja
Esta vela representa o Sol e deve ser utilizada para agradecimento a Deus. Ela incentiva a criatividade, as atividades artísticas e desportivas. E uma revitalizadora de todo o organismo, mas
ajuda principalmente a proteger e restabelecer o coração, a coluna vertebral, o baço, o duodeno, a vista e a fertilidade. É excelente auxiliar para quem quer receber luz, espiritualizar-se e aumentar seu
poder mental.

AZUL
É indicada para quem está precisando de um favor especial nos negócios ou no trabalho. Está relacionada ao planeta Júpiter, que representa o trabalho e a prosperidade, simboliza a limpeza espiritual, a força, o poder e a fé. Quando azul claro, desperta interiorização, tranqüilidade, paz e harmonização. Abre as portas do mundo oculto, tornando fácil a comunicação astral. Ótima na luta contra o medo. Quando o azul é mais profundo, representa o prazer de viver e tudo aquilo que nos desperta gosto pela vida. Ela estimula a sensualidade, a auto-estima e induz à conquista amorosa. Ela protege a garganta, a laringe, a faringe, a tireóide, a língua, as cordas vocais e a fala, o paladar, a Trompa de Eustáquio, o cerebelo, as vértebras cervicais e a nuca.

VIOLETA
Tem grande ligação com a espiritualidade, use-a quando precisar de uma mudança em suas relações, poderá ajuda-la a transformar sentimentos ruins em bons; como exemplo, o ciúme em confiança, o ódio em amor, simboliza a transformação, o fim de um ciclo e o início de um novo tempo

Violeta é a cor da espiritualidade e a cor de Saint Germain, mestre ascensionado da Chama Violeta que auxilia na queima do karma. Ligada ao chakra do fogo, ajuda na purificação de nosso ser. Ela aumenta a nossa capacidade de sacrifício e a perseverança. Protege os missionários e os imigrantes. Atua sobre o pâncreas e o metabolismo endócrino, na circulação arterial e depuração do sangue. Evita processos infecciosos. Protege os pés, a pele, os músculos e as cadeiras. Auxilia para que as pessoas se livrem de diversos tipos de vícios: cigarro, álcool, drogas, fármacos e as depressões suicidas induzidas por este tipo de dependência.

ROSA
Esta cor está ligada ao planeta Vênus, que simboliza o amor e a beleza. É a vela ideal para fazer pedidos nas questões amorosas, para fortalecer os relacionamentos afetivos e aprofundar os laços entre os familiares, simboliza o amor, em toda a sua plenitude

Por estar muito ligada às forças do coração, esta vela atrai seres e forças ligados a este plano sutil. A vela rosa simboliza o amor incondicional e as relações regidas por afeto intenso. Provoca a atração e desperta a sensibilidade e os sentimentos nobres e puros. Protege o tato, a sensibilidade, o metabolismo, as funções renais, os órgãos sexuais femininos, a região lombar, a derme e o cabelo. Ela concede a harmonia necessária que deve haver entre as funções orgânicas. Evita o contágio e a propagação das doenças venéreas,assim como a depressão.

VERMELHA
Que vai lhe dar coragem, vigor, vivacidade, força, dinamismo e segurança em qualquer coisa que esteja fazendo, simboliza a perseverança, a coragem e a segurança

Interessante lembrar que esta é uma das velas mais utilizadas em magias ciganas e é a mais ligada à beleza física e à sensualidade. A vela vermelha nos concede autoridade, vitalidade e paixão. Ela nos protege de acidentes e de situações de violência e perigo físico. E a melhor ajuda para a proteção de entes queridos. Auxilia em qualquer intervenção cirúrgica. Traz vitalidade a todo o corpo, mas protege principalmente a cabeça, o rosto, os órgãos sexuais, as vias urinárias, os rins, as glândulas supra-renais, a circulação sangüínea e as secreções biliar e hepática. Ajuda a conectar com o chakra básico e com as forças terrestres. Vela importante quando queremos nos conectar com seres e forças do plano material.

VERDE
É o símbolo da tranqüilidade, do equilíbrio, da fertilidade, da juventude, da saúde e da calma. Acenda-a, quando precisar de um pedido especial relativo a sua saúde ou de alguém próximo a você

Ligada ao chakra Svadhistana, ou seja, o chakra dos desejos, esta vela ajuda na realização de nossos sonhos e metas. E também a vela que desperta a vitalidade e recupera a energia vital, sendo aconselhável acendê-la quando nos sentimos exauridos e esgotados. Também utilizada em ritos para alcançar a fertilidade, a abundância e a fartura. A vela verde está ligada ao mundo material, posto que o verde é a cor da natureza. Ela simboliza a estabilidade, a fidelidade, a constância, a responsabilidade, a perseverança, a longevidade, o êxito na profissão, a sabedoria e a transcendência. Protege os idosos e ajuda a evitar as doenças senis. Atua sobre os ossos, os dentes, a hipófise, as ramificações neurológicas e todas as partes do organismo consideradas frágeis e delicadas

Vela Preta

É sempre bom lembrar que a cor preta é uma espécie de esponja que atrai para si praticamente qualquer coisa. Isso se aplica a roupas e, naturalmente, a velas. Por isso, a vela preta deve ser utilizada somente em rituais esotéricos e por um iniciado, pois ele saberá exatamente que tipo de forças está atraindo.
As velas e as Formas

O formato das velas tem muito a ver com os diversos planos e estados e são um fator importante no plano místico. Veja a seguir o que você pode saber apenas pelo formato de uma vela.

Quadrada:
Este símbolo representa a terra, a matéria e os elementais da terra, os gnomos. Remete à cor vermelha, à nota musical Ré, ao Sol, ao chakra Muladhara e a Xangô.

Meia Lua:
Representa a água, o estado líquido, lemanjá e os elementais da água, as ondinas e as sereias. E relacionado aos sonhos e à Lua. Sua cor de equilíbrio é vinho, a nota musical é Si e desperta o chakra Svaddhistana.

Triangular:
Ligada ao fogo, às salamandras, a Ogum e a Marte. Sua nota musical é Dó, sua cor é lilás e desperta o chakra umbilical.

Hexagonal:
Representa o estado gasoso e os elementais do ar, os silfos. Ligado a Oxóssi, sua cor é rosa e sua nota musical é Fá. Desperta o chakra cardíaco e seu planeta é Saturno.

Alguns formatos e algumas de suas propriedades:

Formato


Propriedade

Pirâmide

Magia

Estrela

Carma

Cone

Equilíbrio

Quadrado

Estabilidade

Meia Lua

Intuição

Cilindro

Generalidades

Essências
As essências das velas potencializam as qualidades das cores:


Velas


Essências


Aplicação

Vermelho

Hortelã

Bens materiais

Laranja

Flor de Laranjeira

Criação/Magnetismo pessoal

Colorida

Sândalo

Harmonia Espiritual

Branca

Angélica

Meditação

Violeta

Rosa

Calmante/ Realização de desejos

Azul Anil

Almíscar

Intuição

Azul celeste

Cipreste

Poder mental/Expressão

Verde

Alfazema

Fertilidade/Cura

Amarelo

Jasmim

Espiritualidade

As Velas, os Dias da Semana e os Planetas

Os dias da semana são regidos por determinadas forças e entidades que dão poder às velas confeccionadas ou utilizadas sob sua regência.

Domingo:
Dia do Sol, propício para nos dar vitalidade e energia, vigor e alegria em viver. O domingo é o dia ideal para rituais de prosperidade e fama, quando desejamos reconhecimento pelos nossos esforços no trabalho ou nas artes.

Segunda-feira:
Dia regido pelos mistérios da Lua, essencialmente feminino. Este dia propicia a conexão com o oculto, com os mistérios e com o lado mais sutil das coisas. Bom para rituais e exercícios de vidência e espiritualidade, para vermos o que está oculto.

Terça-feira
Dia de Marte, é ideal para magias que nos dão força e vontade para vencer os obstáculos. Ligado à cor vermelha. Os regentes deste dia podem ajudar em batalhas e lutas que precisamos travar.

Quarta-feira
Mercúrio rege este dia, dando mente ativa e serena para planejamentos e projetos. A criação de um plano de apoio para alcançar nossas metas é muito importante e por isso este dia é ótimo para
concentração de todos aqueles que se sentem perdidos ou confusos quanto a sua vocação ou simplesmente não conseguem resolver um problema mais complexo.

Quinta-feira
Dia de Netuno, ideal para expansão e para início de empreendimentos.

Sexta-feira:
Dia regido por Vênus, é muito bom para rituais de amor, amizade e beleza. Quando falamos de rituais de amor, é bom lembrarmos que muitas vezes um ritual de amor é necessário para que despertemos o amor por nos mesmos. Muitas pessoas precisam aprender a se amar antes de serem amadas por outras pessoas e as velas são um ótimo canal para essa descoberta.

Sábado
Dia regido por Saturno, planeta de ciclo lento (pessoas sob sua regência tendem a demorar em suas diversas fases). É também dia de queima de karma e propício para conseguirmos paciência para
concretização de projetos demorados.


Os cuidados com as velas
Tenha sempre absoluta consciência das forças que deseja despertar. Se despertar o amor, amizade, a sabedoria e a boa sorte, não há motivos para se preocupar. Isso nos leva aos pequenos e simples
cuidados que todos os ocultistas devem ter ao lidar com velas.

1. Antes de tudo, tenha certeza do que quer. Formule seu desejo para as forças ocultas e para você mesmo de maneira consciente e nunca de maneira leviana ou confusa.

2. Evite acender uma vela que já tenha sido usada. Velas que já foram acesas não devem ser reaproveitadas. (isso vale para velas de aniversário também). No caso de velas usadas para iluminação da casa, não a mude de aposento, pois ela já possui a vibração do lugar onde foi
acesa.

3. Caso tenham ocorrido situações tensas no aposento em que uma vela estava acesa, como brigas, inveja, raiva, repressão e ciúmes, livre-se imediatamente da vela, pois ela se carregou das energias
negativas.

4. Se você não for um iniciado nas ciências ocultas, evite sair e deixar uma vela acesa, mesmo que seja num altar. Além do risco evidente de incêndio, você corre o risco de a vela atrair sem querer seres em busca de auxílio que podem trazer vibrações estranhas para sua casa.

5. Se você não é iniciado, não é aconselhável acender velas dentro de sua casa para pessoas que não estão mais nesse plano (desencarnados).

6. Evite que toquem em suas velas. Elas devem estar impregnadas das suas vibrações. Os monges do Tibet costumam magnetizar as velas antes de acendê-las com a imposição de mãos e mantras para que ela fique integrada a sua intenção. Você pode fazer o mesmo, utilizando óleo e orações ou cânticos.

7. Procure, sempre que possível, adquirir mais conhecimentos sobre as cores, formas e essências das velas, fazendo com que estes elementos trabalhem ao seu favor de acordo com suas intenções.
Postado por: Elizabeth Gallo
extraído de: http://www.spiner.com.br/modules.php?name=News&file=article&...

Existem muitas maneiras de usar as velas. A forma mais simples de  consiste em preparar a vela para um objetivo específico. Pegue um pouco de azeite de oliva ou óleo de amêndoas e esfregue vigorosamente nas palmas das mãos. Unte a vela, passando as mãos sete vezes no sentido do pavio para a base. Esse procedimento serve para purificar a vela. Depois, repita o procedimento no sentido inverso, ou seja, da base para o pavio, assim você estará impregnando a vela com a sua energia. No caso de pedidos para o amor, uma boa dica é colocar duas velas juntinhas, escrevendo numa delas o seu nome, e na outra, o nome do seu par amoroso. Você também pode untar as velas com óleos aromáticos específicos para a área sentimental: rosas, ilangue-ilangue ou neróli (flor-de-laranjeira) são boas opções.extraído de: http://www.portalangels.com/significado_das_velas.htm

SIGNIFICADOS QUANTO AO FORMATO DA VELA
Cones ou Triangulares: equilíbrio, elevação
Quadradas: estabilidade, matéria
Estrela: espiritual, carma
Pirâmide: realizações matérias
Cilíndricas: servem para tudo
Anjos ou Animais: para o seu anjo da guarda, ou animal protetor
Lua: para acentuar sua energia intuitiva
Gnomo: para seu elemental da terra
Cone ou Triangulares: simbolizam o equilíbrio.Tem três planos: físico, emocional e espiritual.
Velas Cônicas: são voltadas para cima e significam o desejo de elevação do homem, sua comunicação com o cosmos.
Velas Quadradas: Simbolizam estabilidade na matéria. Seus lados iguais representam os quatro elementos: Terra, Água, Fogo, Ar.
Velas em Formato de Estrela de Cinco Pontas: É o símbolo do homem preso na matéria. Representa o carma.
Velas Redondas: Simbolizam mudança. E a energia mais pura do astral que só a mente superior alcança.trecho extraído de: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esoterismo-velas

VELAS, PLANETAS, CORES E VIBRAÇÕES:
Os melhores resultados com a queima da vela, podem ser obtidos pelo resultado da associação dos planetas e suas cores específicas. Todas as cores são ricas em simbolismo e facilitam um contato instantâneo com qualquer que seja a vibração que você está buscando influenciar. Isto pode ser feito pelo uso da vela na cor apropriada do Senhor Planetário (planeta), cuja ajuda você deseja.

Você receberá vibrações favoráveis adicionais,
se começar seus rituais no dia governado pelo Sol.

Cada um desses planetas, exerce uma influência poderosa em suas respectivas áreas de atuação.

É claro, que para um problema amoroso você deverá pedir a ajuda de
Vênus; para melhorar a concentração ou o poder de memória, deverá buscar
a ajuda de Mercúrio e assim por diante.

Qualquer pessoa pode criar as suas próprias fórmulas mágicas para obter
aquilo que deseja, contanto que busque sempre as linhas básicas de ajuda.

 

AS CORES DAS VELAS, OS DIAS E INFLUÊNCIA DOS SETE  PLANETAS SÃO:
SOL: Domingo
Cor: Dourada, laranja, amarela.
Influência: Saúde, confiança, persuasão.

LUA: Segunda-feira
Cor: Branca.
Influência: Feminino, emoções e assuntos do lar.

MERCÚRIO: Quarta feira
Cor: Amarela.
Influência: Inteligência, habilidade mental, atração.

MARTE: Terça feira
Cor: Vermelha.
Influência:Masculino, Energia, sexo, coragem.

JÚPITER: Quinta feira
Cor: Azul.
Influência: Proteção, assuntos advocatícios, negócios.

VÊNUS: Sexta feira
Cor: verde
Influência: Amor, paz, harmonia, beleza, dinheiro.

SATURNO: Sábado
Cor: Violeta, azul profundo ou preta
Inluência: Solução de problemas, confusão, auto-diciplina.

A LUA
A Lua Senhora da Noite e o mais influente dos corpos celestes, por ser o astro que está mais próximo de nós. Com enorme influência, é o componente mais importante nas datas de execução dos rituais ocultos de qualquer tipo.

Uma grande parte dos rituais dados nesta página, devem ser começados durante a época da lua crescente - Período compreendido entre a Lua nova e a Lua cheia. Porque ela exerce uma influência particularmente favorável nessa época.

Um período que deve ser sempre evitado, é o período da escuridão da Lua, que ocorre geralmente, nos 3 dias que antecedem a Lua nova. Esse período é considerado muito negativo.

Todas as vezes que se for acender uma vela, deve-se prestar atenção nas fases da Lua. As primeiras 72 horas de uma Lua, possuem mais força e poder para a realização de qualquer pedido.

LUA NOVA - Quando o ritual é para atrair algo ou alguém.
LUA CHEIA - Quando se desejar obter êxito em qualquer circunstância.
LUA CRESCENTE - Quando se pretende iniciar alguma coisa, em que se deseja um desenvolvimento rápido.
LUA MINGUANTE - Quando se sente necessidade de eliminar, afastar algo que nos perturba e/ou nos incomoda.
Nove regras para bem usar as velas: 

I - Procure saber a cor da vela conforme o fim a que se destina e o aroma, no caso de querer vela perfumada;

II - O mau uso da vela pode prejudicar você; cuidado!

III - Uma vela pode ser usada para representar outra pessoa se tiver a cor zodiacal dela;

IV - O movimento de um desejo ou de uma influência, se afastando ou se aproximando de alguém, pode ser perfeitamente simbolizado pelo movimento das velas. Desta forma, se reafirma o que disse Shakespeare: "O Mundo todo é um palco e todos os homens e mulheres meros atores". O Altar ou a mesa, sobre os quais colocamos as velas, tornam -se uma espécie de tabuleiro de xadrez que representa as condições de nossas vidas;

V - As velas usadas para um ritual, trabalho mágico, não podem ser usadas de novo. Novos trabalhos, novas velas. Quando der por terminado um ritual, deixe a, ou as velas queimarem até o fim;

VI - Pague o preço exato pelas velas que vai usar, nem mais, nem menos, o Preço exato;

VII - Unte uma vela somente antes de usá-la, cuidado, pois este ato simples a magnetiza e aplica as vibrações de sua mente a ela. Você e sua vela tornam-se "um";

VIII - Nunca use a magia das velas para prejudicar, pois a Lei do Retorno sempre se faz cumprir, mais dia menos dia;

IX - Tenha sempre consciência das "marés cósmicas" controladas pelo Sol e pela Lua, pois tentar contrariá-las é difícil e complicado. Nunca trabalhe 3 dias antes da Lua-Nova. A Lua-Cheia é a Senhora de todas as Magias, Alquimias, bruxarias... A Lua-Crescente atrai, cresce... A Lua-Minguante expulsa, extermina, mingua!

Estas nove regras são fundamentais para o sucesso da Magia das velas.
MAGIA DAS VELAS A Vela é uma das formas de concentrar a consciência e a energia da alma num só ponto de aplicação. O caminho do espírito para disciplinar e libertar a vontade tem seus primeiros passos nos rituais das velas. A vela funciona como emissora, transmissora, repetidora das vibrações mentais nela concentradas ao ser acesa, ou ao se acender. Enquanto estiver queimando, repetirá as intenções pelas quais foi acesa.

A Magia, entre muitas significações, é a disciplina da vontade, é a libertação do espírito através desta mesma vontade. Velas: abrem os caminhos, desenvolvem as percepções extra-sensoriais, exorcizam as doenças, ajudam a conquistar ou a reconquistar um amor, a paz e a felicidade... Para acender uma vela, é preciso haver concentração e a mentalização do seu pedido, do seu desejo, porque o pensamento é forma.

Os "entendidos" costumam olear a vela, o que se faz primeiro de cima para baixo e, depois, procede-se inversamente. Nas novenas da Igreja católica, também chamadas novenas místicas, são acesas muitas velas, mas seu uso quase nunca é correto, a não ser quando é para pedir paz, pois o branco já está enraizado no inconsciente coletivo como símbolo da paz, e assim, a vela da paz sempre é branca, qualquer que seja a Religião. As tais novenas são sempre para pedir coisas materiais. A vela só deve ser oleada quando for para usar imediatamente, pois esta oleação torna a vela "uma com você", assim como "Jesus é Um com o Pai". A vela oleada tem mais energia porque há o toque da sua mão ou das suas mãos, e, desta forma, fundem-se as suas energias e as da vela. Tanto as novenas quanto seus pedidos devem ser feitos no mesmo horário, porque o Astral Superior tem, como algumas das principais características para nossa evolução, a pontualidade, a disciplina... Assim, é importante ter uma hora certa para cada coisa, para cada ritual, etc.

As velas podem ser perfumadas ou não, mas o aroma também deve ser escolhido de acordo com o fim desejado. Nunca se esqueça de colocar 2 copos com água ao lado de uma vela quando esta for para Anjos, Orixás, Santos... O da direita lhe dará energias positivas e o da esquerda levará suas energias negativas. Acabando a vela, jogue o copo da esquerda em água corrente e peça que a água leve para bem longe as energias negativas e que as transforme ou as desintegre. Há quem prefira apagar a vela com a mão, mas isto é só uma questão de ponto de vista, pois apagar a vela soprando, o espírito é o sopro que pode curar, purificar, ou pedir estas benesses, isto é, a purificação e a cura.

Algumas indicações sobre as velas:

- Para atrair dinheiro: vela verde e púrpura. Saquiel é o Anjo da Fortuna; Júpter é o Planeta do dinheiro e Oxumarê é o Orixá das riquezas.

- Para ganhar amigos, simpatias: vela laranja. Amor, vela rosa.

As velas podem até alterar o clima. Elas se aplicam a todo tipo de magia.

Seja feliz com suas velas!

Há quem tenha outra opinião sobre as cores do Zodíaco, mas de modo geral não há muitas divergências. Sabendo estas cores, poderá melhor utilizar a Magia das Velas.

Utilizamos as velas apenas para simbolizar nossa magia através de suas chamas. O fogo é o símbolo do plano mental e da atividade. O ato de acender a vela para o Anjo da guarda é a forma de ativar seu pedido e levá-lo para o plano etéreo. Nos textos bíblicos, Deus se manifestou a Moisés em forma de fogo.

Daí a razão de usarmos as velas na magia.Esta prática tem como objetivo ativar, manter vivo, simbolizar o elo de ligação de nossos pensamentos e desejos com o mundo angelical através da manifestação do nosso Eu Superior. Na chama de uma vela, todas as forças da natureza são ativadas. A vela acesa simboliza a individualizaçao da vida ascendente e da luz da alma.

Porque usar velas coloridas na ancoragem do Anjo da guarda? Por que nossa aura é colorida e quando visualizamos uma determinada cor, nosso cérebro atua para que a aura a reflita. É através desse processo alquímico que o anjo irá captar e entender nossos pedidos. Veja na página Ancoragem e Precipitação o simbolismo de cada cor. Este é o primeiro elo de ligação com os anjos. Ao acender uma vela, é possível identificar algumas mensagens que elas podem nos passar, como por exemplo:

VELA QUE NÃO ACENDE PRONTAMENTE
O Anjo pode estar tendo dificuldades para ancorar. O astral ao seu redor pode estar poluído.

VELA QUEIMANDO COM LUZ AZULADA
Indica a presença de Anjos e Fadas. É um bom sinal.

CHAMA VACILANTE
O Anjo demonstra que, devido às circunstâncias, seu pedido terá algumas mudanças.

CHAMA QUE LEVANTA E ABAIXA
Você está pensando em várias coisas ao mesmo tempo. Sua mente pode estar um pouco tumultuada.

CHAMA QUE SOLTA FAGULHAS NO AR
O Anjo colocará alguém no seu caminho para comunicar o que você deseja. Poderá ter algum tipo de desapontamento antes do pedido ser realizado.

CHAMA QUE PARECE UMA ESPIRAL
Seus pedidos serão alcançados, o Anjo já está levando sua mensagem.

PAVIO QUE SE DIVIDE EM DOIS
O pedido foi feito de forma dúbia.

PONTA DO PAVIO BRILHANTE
Você terá muita sorte e sucesso em seu pedido.

VELA QUE CHORA MUITO
O Anjo sente dificuldades em realizar seu pedido.

SOBRA UM POUCO DE PAVIO E A CERA FICA EM VOLTA
O seu Anjo está precisando de mais orações.

A VELA SE APAGA
O Anjo ajudará na parte mais difícil do pedido, o resto cabe a você resolver.
Como é sempre dito, preste muito atenção nas mensagens que os Anjos nos enviam a todo momento, elas são importantes, muito importantes.
extraído de: http://www.mistico.com/p/vela/vela.
Existem muitas maneiras de usar as velas. A forma mais simples de consiste em preparar a vela para um objetivo específico.
Pegue um pouco de azeite de oliva ou óleo de amêndoas e esfregue vigorosamente nas palmas das mãos. Unte a vela, passando as mãos sete vezes no sentido do pavio para a base. Esse procedimento serve para purificar a vela.
Depois, repita o procedimento no sentido inverso, ou seja, da base para o pavio, assim você estará impregnando a vela com a sua energia.

No caso de pedidos para o amor, uma boa dica é colocar duas velas juntinhas, escrevendo numa delas o seu nome, e na outra, o nome do seu par amoroso. Você também pode untar as velas com óleos aromáticos específicos para a área sentimental: rosas, ilangue-ilangue ou neróli (flor-de-laranjeira) são boas opções.

Veja a seguir, nos tópicos das próximas páginas, as finalidades específicas das velas de diferentes cores.
O ato de acender a Vela para o seu Anjo Guardião é a forma de ativar seu pedido e levá-lo para o plano etéreo.

Por que usar Velas Coloridas na ancoragem do Anjo Guardião?
Porque nossa aura é colorida e quando visualizamos uma determinada cor, nosso cérebro atua para que à reflita. É através desse processo alquímico que o Anjo irá captar e entender nossos pedidos. Este é o nosso primeiro elo de ligação com os Anjos.

COMO ACENDER AS VELAS
O primeiro procedimento, é estar limpo fisicamente e psíquicamente (evite pensamentos negativos). Antes de acender a vela, deverá ungi-la (pegue azeite e passe um pouco no dedo polegar e no médio da mão direita), segure a vela (com a mão esquerda) de modo inclinado, em frente ao seu coração e com os dois dedos untados de azeite, faça a unção, "do pavio para o fundo da vela", três vezes dizendo as seguintes palavras:
BENDITO É O MEU DESEJO, PORQUE ELE É REALIZADO

Depois disso, peque a vela, acenda-a com um fósforo e nunca com isqueiro e também não queime seu fundo, os resíduos da vela deverá ser juntado e colocado aos pés de uma árvore ou num jardim, nunca no lixo ou na privada, senão seu pedido não será realizado. (s Mandalas as Fases da Lua. As Três faces da deusas Lunares.

Uma roda de medicina é um antigo modo de criar um espaço sagrado. Em uma roda de medicina cada direção tem um animal que representa um tipo de energia.

Por exemplo:
O Leste tem a Águia que representa direcionamento,
 
o Sul tem o Lobo, (Serpente ou Coyote) representando a paixão,

o Oeste tem o Urso que representa poder curativo

o Norte tem a tartaruga para fundamentar.

Cada pessoa chama seus próprios animais que conectam ou representam a energia de cada direção

Bibliografia:
BERNARDO P.P.A doce medicina Trabalhando a sabedoria da psique na criação de um conhecimento integrado ao auto conhecimento. 2001. Tese (doutorado) Área. Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Cupertino Espaço de Criação em Psicologia: Oficinas na Prática-Cap. XII- O papel das Oficinas de Criatividade a Idosos Institucionalizados- Gaicher T. l : Santesso N . A W.
Dahlke Rudiger Mandalas Formas que representam a Harmonia dos Cosmos e a energia Divina. Ed. Pensamento. São Paulo. 1991.
Edinger, M. Imagens e Símbolos. São Paulo: Martins Fontes, 1991
Fincher, S.F. O autoconhecimento através das mandalas. São Paulo: Pensamento, 1994
Fioravanti, Celina, A Cura pelos Fluidos, 1a Edição, Ed. Pensamento, São Paulo
Franz, M. L Von. Alquimia. São Paulo Cultrix, 1985.
Fioravanti, C. Mandalas como usar a Energia dos desenhos sagrados. Pensamento, São Paulo- 2003
Gombrich E.H> A história da Arte. RJ. Zahar. 1985
JUNG.C>G. Mysterium Conjunctions v.XIV/1 Petropolis: Vozes 1985.
Jung. C.G. Psicologia e Alquimia. Petrópolis. Vozes 1994.
JUNG.C>G> A Natureza da psique. Petrópolis, Vozes 1994, A vida simbólica. Petrópolis. Vozes 1998.v.2
Ostrower, F. Acasos e criação artísticas. R.J, Campos, 1990.
Ostrower A Criatividade e processos de Criação. {etrópolis. Vozes.1987.CURSOS
Dahlke Rudiger Mandalas formas que representam a harmonia do cosmos e a entrega divina.
Simbolismo da mandala- Jung

Site consultados

magiaeespiritualidade.blogspot.com/2008/01/significados-de-alguns-cristais

enigmapod.wordpress.com/category/cristais
www.scribd.com/doc/7263711/Cristais-e-Pedras-Preciosas

Influência do significado da primeira vogal no seu nome
> > Podemos ter uma idéia da personalidade de uma pessoa através da
> > primeira vogal do seu nome(a, e, i, o, u).
> > Se você tem no seu nome (na primeira vogal)
> > A, é extrovertido, franco, além de revelar uma ambição e um
> > temperamento muito forte. Muito seguro, provavelmente deixa qualquer
> > outro em desvantagem. Adora ser envolvido. É afetuoso e alegre, mas
> > quando provocado, poderá ser áspero ou descortês. Recebe amor e
> > adulação como algo que tem direito; é seu merecimento por transmitir
> > tanta alegria para o mundo.
> > Vogal E
> > Esta vogal está associada a um tipo jovial, rápido e esperto, tanto
> > mental como fisicamente. É carismático, emotivo, carinhoso e
> > romântico. Às vezes imaturo, acredita em tudo e em todos. Sua maior
> > fraqueza pode ser a precipitação e a indecisão. Criativo e
> > requisitado, é o centro das atenções. Pode seguir qualquer carreira
> > que o coloque diante do público. É magnífico para se expressar, seja
> > falando ou escrevendo.
> > Vogal I
> > Esta vogal simboliza a graciosidade, as boas maneiras e a bondade.
> > Raramente é sovina no que se refere ao relacionamento familiar. Um
> > anfitrião maravilhoso, será o melhor dos amigos, contando que tenham o
> > cuidado de não exigir muito dele. É um psicólogo nato. Altamente
> > intuitivo, "sente no ar" algo ruim que esteja para acontecer.
> > Vogal O
> > Sob uma aparência modesta, a pessoa que tem a primeira vogal O em seu
> > nome, abriga uma mente lógica e resoluta. A dignidade o impedirá de
> > recorrer aos meios desonestos para atingir seus objetivos. Ama de todo
> > o coração. Muito atencioso, não sabe disfarçar suas emoções. Dotado de
> > incrível paciência, trabalha firmemente em uma coisa de cada vez. Bom
> > gosto é sua palavra-chave.
> > Vogal U
> > Desembaraçado, move-se com graça e elegância. Não gosta do sofrimento
> > humano; a vida é feita para viver as mais belas emoções. Possui
> > vontade firme e autoconfiança quase narcisista. Não escolhe suas
> > amizades, pelo contrário; é sempre assediado por pessoas que gostam de
> > estar com ele. Ser incomodado é algo que o aborrece. Sempre se esforça
> > para ser gentil, mesmo com seu pior inimigo.www.terra.com.br›
> > Esotérico › Monica Buonfiglio


As quatros virtudes cardeais:
Leste- onde nasce o sol- nosso propósito o momento em que olhamos para dentro de nós para ver como esta nosso coração. Ligar a ignição do carro.
Sul- a caminhada do sol durante o dia. Já sabemos o que queremos. Hora de caminhar para conseguir cumprir o propósito que definimos no leste. Colocar o carro em movimento.
Oeste- onde o sol termina o dia. Olhar o caminho percorrido. É a direção do poder. Onde podemos cumprir oi propósito definido no leste, pois temos experiência e visão suficientes  para saber o que e preciso para terminar a tarefa e conquistar o direito ao descanso.
Norte- voltar para a segurança e o sossego de nossa casa. É o momento de  agradecer por tudo que fizemos. Estamos em paz e em harmonia.
As quatro  direções no xamanismo.
Sul- lugar para retornar a inocência e adquirir fé e confiança
É o portal das emoções e do elemento água.
Norte- está associado com o  inverno é onde transformamos os casamentos de nossa vida em experiências de vida. É o portal da sabedoria, do conhecimento, do intelecto.
Oeste- é o lugar da introspecção, da escuta. Olhamos as dualidades da vida, nossos medos, nossas forças e fraquezas, divertimentos e mágoas. Urso Pardo. É o portal da prosperidade.
Leste. Águia dourada. É o período da primavera, do renascimento. É onde compreendemos melhor a natureza espiritual das coisas. É a direção dos novos começas, novos interesses, do local da claridade, da luz espiritual.
Os quatros Evangelistas: Marcos, Mateus< João e Lucas

As virtudes cardeais (2º a igreja católica)
Prudência
Justiça
Fortaleza
Temperança
Pedra cúbica do altar ( maçonaria)
Pedra bruta- matéria prima dos hermelistas, representa a personalidade rude do aprendiz para ele aplainar ( disciplinar)- educar, subordinar a sua vontade.
Pedra companheira- depois de  debastada com o auxilio do esquadro, nível e primo torna a pedra polida em forma cúbica.
O cubo perfeito simboliza os seres angelicais. Significa a evolução do companheiro até o estágio de mestre.

Os livros do Pentateuco  ( Torá)
Genesis
Êxodo
Levítico
Números
Deuteronômio
As  pedras de Davi
Coragem
Obediência
Promessa  
As afirmações do Pai nosso-
Sacramentos
Confissão
Eucaristia
Crisma
Ordem
Matrinônio
Batismo
Extrema unção
As virtudes
Batismo
Crisma
Eucaristia
Penitência
Extrema unção
Ordem
Matrinômio
A bem aventurança
8 tons da música gregoriana

Os números dos coros dos Anjos

Saudação dos santos, anjos ou rosário de São Miguel Arcanjo

As nove saudações]

Coro dos Anjos- (8 anjos)
65- Damabial
66- Manaquel
67- Ayel
68- Habuhial
69- Rachel
70- Jabamiah
71- Haiaiel
72- Muniah

 

Graus da redenção da caminhada da alma.

  • Ruben

  • Simão

  • Levi

  • Judá

  • Zebulom

  • Issacar

  • Gade

  • Aser

  • Nafhati

  • Benjamim

  • Jose

Levi e José não receberam herança em seu lugar receberam os filhos de José: Manassis e Efraim

Oração:

Arcanjo Miguel

São Miguel à frente para me defender

São Miguel atrás para me proteger

São Miguel à direita e à esquerda para me acompanhar

São Miguel acima para me iluminar

São Miguel abaixo para me sustentar

São Miguel

São Miguel

São Miguel

Que o Arcanjo Miguel proteja e abençoe todos nós..


Arcanjo Raphel
Guardião da saúde e da cura

Peço que vossos raios curativos desçam sobre mim,dando-me saúde e cura.

Guardai meus corpos físico e mental,livrando-me de todas as doenças.

Expandi Vossa beleza curativa em meu lar,meus filhos e familiares, no trabalho que executo,para as pessoas com quem convivo diariamente.
Afastai a discórdia e ajuda-me a superar conflitos.
Arcanjo Rafael, transformai a minha alma e o meu ser,para que eu possa sempre refletir a vossa Luz.
Amém


Tubo de Luz - Decreto

Presença do EU SOU tão amada,
Sela-me no Tubo de Luz
Da Chama dos Mestres Ascensos
Em nome de Deus agora invocada.
Que ele liberte o meu templo
De toda a discórdia que me é enviada.

A Chama Violeta invoco agora
Para todo desejo consumir,
E arder pela Liberdade
Até no seu fogo me fundir. (3x)

Meditação com Mandalas:

* Antes e durante a meditação ficar numa posição confortável, relaxante, com a coluna direita e membros relaxados.

* Escolha uma Mandala e observe bem, pensando naquilo que quer encontrar e meditar.

* Quando começar a olhar para a Mandala, procure aos poucos, esvaziar a sua cabeça, tentando chegar ao ponto de não pensar em nada.

* A idéia é chegar a preencher toda a sua mente com a imagem da Mandala. Ela
precisa ser construída dentro de si. Inicialmente olhe simplesmente para a Mandala sem reparar nela realmente em termos de pormenores.

* Fixe sempre o seu olhar no centro do desenho. Perceba os detalhes captados pela