Atividade expressiva-

O Espelho Mágico – baseado no mito de Narciso

Desconstrução do egocentrismo que produz violência ou o isolamento e, ainda, escraviza a perfeccionismo.

Mito de Narciso nos remete a uma atividade que nos faz simbolicamente olharmos para dentro da nossa própria alma, como também ampliar esse amor e respeito pelos outros de nós, e olharmos para dentro e olharmos os nossos padrões já desgastados, que não correspondem aos desígnios e necessidades de nossa alma. Quanto mais inconscientes estivermos de nossas sombras, de nossas limitações e capacidades, de nossa inferioridade, mais as projetamos no outro, e menos capacidade de trocas significativas com o outro e com o mundo fica comprometida. 

Moldura do nosso próprio espelho

Porta retrato
 

A CASA DOS MIL ESPELHOS

Há algum tempo atrás existia, numa distante e pequena vila, um lugar conhecido como A Casa dos Mil Espelhos.

Certo dia, um pequeno e feliz cãozinho soube deste lugar e decidiu visitar.

Quando lá chegou, saltitou feliz escada acima até a entrada da casa. Olhou através da porta de entrada com suas orelhinhas bem levantadas e abanando a sua cauda, tão rapidamente quanto podia.

Para sua grande surpresa, deparou-se com outros mil pequenos e felizes cãezinhos, todos a abanarem as suas caudas, tão rapidamente quanto a dele.

Nesse momento, deu um enorme sorriso e foi correspondido com mil sorrisos enormes. Quando saiu da casa pensou: 'Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre, um milhão de vezes'.


Na mesma vila havia outro pequeno cãozinho, não tão feliz quanto o primeiro, que decidiu também visitar a casa.

Subiu lentamente as escadas e espreitou através da porta.

Quando viu mil cães a olhá-lo fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou assustado ao ver mil cães a rosnar-lhe e a mostrar-lhe os dentes.

Saiu a correr e pensou: "Que lugar horrível, nunca mais volto aqui!"

Todos os rostos no mundo são espelhos.

 

Marcadores: casa dos mil espelhos, contos japoneses, contos mestres, contos para crianças, contos populares, contos tradicionais, contos zen, o cão e o espelho

 

Meditação

Respire profundamente três vezes

Agora fechem os olhos

Agora, imagine que você está num quarto escuro.

Você ainda não pode ver nada, mas há um grande espelho na sua frente.

Enquanto o quarto se tons claro, você passa a ser capaz de ver a sua imagem refletida no espelho. Esta imagem pode ser totalmente diferente da imagem que você usualmente vê ou pode ser igual.  apenas olhe para a escuridão e deixe esta imagem emergir à medida que a luz aumenta.

Você logo será capaz de vê-la claramente,

Como é esta imagem?

O que se estaca mais nesta imagem?

Como é a sua postura?

Como se move?

Como é a sua expressão facial?

Que sentimento ou atitude esta imagem exprime facial?

Que sentimentos ou atitude esta imagem exprime?

Como se sente em relação a esta imagem?

Agora converse silenciosamente com esta imagem e admita que ela pode falar com você

O que você diz a esta imagem e o que ela responde?

Como se sente ao falar com ela?

Agora troque de lugar e torne-se a imagem no espelho.

Sendo esta imagem como você é?

Como se sente?

O que você diz a si próprio ao continuar o diálogo entre vocês:?

Comente ainda mais sobre a sua experiência de ser esta imagem

Prossiga a conversa entre a imagem e você mesmo durante algum tempo, e veja o que mais pode descobrir sobre vocês dois.

Troque de lugar sempre que quiser, mas prossiga o diálogo e a interação

Agora torne-se você mesmo e olhe novamente para a imagem no espelho

Como se sente agora com relação à imagem?

Há qualquer modificação agora, comparando-se com quando a viu pela primeira vez?

Há algo que você queira dizer a ela antes de dizer adeus?

Agora, lentamente diga adeus a ela. E volte à sua existência nesta sala.

Fique quieto e absorva a experiência por algum tempo

 

Como surgiu o espelho?

As primeiras superfícies capazes de refletir imagens começaram a ser feitas há cerca de 5 mil anos na antiga Suméria - região no atual Iraque, englobando áreas próximas à cidade de Bagdá.

Os espelhos dessa época não produziam imagens nítidas, pois eram placas de bronze polidas com areia. Na Antiguidade, esses instrumentos de metal chegaram às mãos dos gregos e romanos e a partir daí foram se espalhando pela Europa até se tornarem conhecidos em todo o continente no final da Idade Média. "Até por volta do século 13, os espelhos eram feitos de metal polido, ligas de prata ou bronze duras o suficiente para aguentar o processo de polimento mecânico e não riscar facilmente", diz o engenheiro Hélio Goldenstein, da USP.

 Os primeiros espelhos de vidro só surgiriam no início do século 14, criados por artesãos de Veneza, na Itália, que desenvolveram uma mistura de estanho e mercúrio que, aplicada sobre um vidro plano, formava uma fina camada refletora.

Os espelhos venezianos eram famosos pela qualidade e seu método de fabricação era mantido em segredo. Mas, além do alto custo, a produção causava problemas aos artesãos, que se contaminavam com mercúrio, material altamente poluente. "Só no século 19 foram descobertas formas de espelhar o vidro com prata química, sem a necessidade do mercúrio", afirma Hélio. A nova técnica, mais segura, simples e barata, popularizou os espelhos pelo mundo

Atividade Expressiva baseada no mito de Narciso.

Abordamos os aspectos do narcisista e como olhar com os olhos da alma.

O transtorno de personalidade narcisista é caracterizado por um padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia, que começa na idade adulta e está presente em uma variedade de contextos. Indivíduos narcisistas são caracterizados por fantasias irreais de sucesso e senso de serem únicos, hipersensibilidade à avaliação de outros, sentimentos de autoridade e esperam tratamento especial. Frequentemente apresentam sentimento de superioridade, exagero de suas capacidades e talentos, necessidade de atenção, arrogância e comportamentos autorreferentes. Exibem exagerada centralização em si mesmos, geralmente acompanhada de adaptação superficialmente eficaz, adaptam-se às exigências morais do ambiente como preço a pagar pela admiração; porém, tem sérias distorções em suas relações internas com outras pessoas.

Análise da mandala

Nas mandalas  em geral se relaciona com os cuidados maternos. Tons escuros podem estar relacionados com cuidados maternos dominadores, vorazes ou impessoais. Na mandala de uma mu7lher, o azul revela sentimentos positivos a respeito dos cuidados maternos.

Pode revelar  o despertar da intuição, a obtenção de sabe3doria e o desenvolvimento de uma filosofia de vida mais profunda e significativa. É possível que se relacione com a experiência dolorosa de uma noite escura da alma, sentimentos de depressão, de perda ou de confusão. Como a noite escura que deve ser enfrentada antes da alvorada da iluminação, o aparecimento do azul pressagia um renascimento psicológico. Refere-se a capacidade de ver além do ciclo de morte /renascimento, isto é a realidade intemporal que transcende as formas visíveis.

 

Se o seu medo é AZUL ESCURO:

A razão de você estar vivenciando esse medo é porque, em algum momento de sua vida, você bloqueou sua sensibilidade ao decidir se defender de algo que você considerava um sofrimento: "é melhor não sentir, pois isso pode doer..."
A escolha dessa freqüência de cor demonstra que vem ocorrendo uma descentralização de seu próprio ser e, ou foi a própria descentralização que ocasionou o seu medo ou ela passou a existir em sua vida a partir do fato que o levou a vivenciar esse sentimento de medo. A falta de domínio sobre o processo, decorrente do impedimento da livre expressão da sensibilidade, atrai para sua vida contínuas situações onde pessoas de seu relacionamento lhe incomodam ao tentar obrigar você a agir de determinada forma ou a tentar impedir que sua ação transcorra da maneira como você decidiu ou como você prefere. Um sentido de invasão e desrespeito às suas próprias vontades e necessidades interiores acaba ocorrendo e você nem mesmo percebe que, exatamente, sua própria vibração freqüencial é que acaba atraindo essa situação para sua vida. 
Ora esse processo é acompanhado de revolta e ora de culpa por não atender às expectativas de pessoas que lhe são importantes. Mas, independente de qual seja sua reação predominante, essa falta de domínio sobre sua própria vontade abala a sua "confiança interior", desenvolvendo, em alguns casos, um sentido de "talvez estar sendo injusto" e em outros casos um sentido de "cansaço em lutar contra situações tão desgastantes". Isso ocorre, basicamente, por você se manter desconectado do ponto mais essencial de seu ser: o seu próprio "Eu"! 
Seus objetivos de vida, principalmente os pessoais, se abalam quando você avalia o esforço exigido para enfrentar as imposições. Você já se sente cansado ou revoltado antes de tentar concretizar o que quer e, o mais complicado, é que dependendo do tempo em que você vem passando por isso, é como se você já nem mesmo soubesse o que, você, realmente quer. Em momentos oscilatórios, parece que nem vale muito a pena lutar, já que aquilo que você quer realizar vai exigir muito de você e, ainda, observa que os sentimentos que vêm à tona são na maior parte das vezes passivos e negativos, tristes e depressivos. 
Dá pra imaginar ou perceber que é quase impossível evitar um sentido de frustração, não é mesmo? Você sente uma desestruturação que antecede as possibilidades. O mais interessante é que, quando você consegue estar isolado de determinadas presenças ou situações e se torna possível você avaliar a situação de fora, é quase ilógico tudo o que você vivencia! 
Toda essa somatória de incertezas gera uma imprecisão em seus atos. Como a ausência da sensibilidade se instalou num sentido de defesa interior e, por isso sua intuição ficou bloqueada, a facilidade que poderia decorrer do livre fluir intuitivo nos seus direcionamentos, decisões e na organização de sua vida se torna quase impossível. 
Por estar assim, tudo comumente lhe parece tão desorganizado... A casa, o carro, as etapas, as roupas, a cozinha, a mesa de trabalho, enfim... O resultado é que nunca há tempo de concluir a organização. É muito comum que a casa, o quarto ou o espaço de trabalho do "portador" de um medo azul índigo esteja sempre aguardando a ordem final. 
Quando a pessoa já consegue manter a ordem em suas coisas, em seus negócios, em seus objetos, em seu trabalho, em seu carro, etc, o processo é sempre cansativo pelo esforço que se tem que fazer para chegar a isso e para manter tal ordem.
Isso acontece porque a atenção aprisionada ao mundo concreto, mais uma vez, impede que se mantenha o domínio essencial que pode estruturar critérios equilibrados e adequados. Portanto, a desatenção essencial ocasiona a perda de critérios e em conseqüência não se consegue alimentar a confiança em si, no outro, nos objetivos, nos propósitos e nos passos a serem dados.
A direção a ser tomada em suas buscas e objetivos não é percebida, vista ou reconhecida porque sem o contato essencial com seu "Eu" a intuição fica profundamente comprometida e impedida de reconhecer metas efetivas. 
A síntese de toda essa realidade gera um sentido de falta de amor que é vivenciada quando o exigir se desequilibra. A primeira sensação de "invasão" faz com que um sentido de "exigência que inferioriza ou tenta inferiorizar" leve você a reagir desequilibradamente, procurando se reforçar nas reações e, pelo próprio processo, a tentativa de superioridade adotada como defesa, muitas vezes fracassa e fica difícil compreender ou aceitar as outras pessoas de seus relacionamentos e, ao mesmo tempo é inevitável que você perceba compreensão ou evite a incompreensão por parte das pessoas de seus relacionamentos. Compartilhar, aceitar, doar ou qualquer dos movimentos naturais da expressão do Amor ficam aprisionados e impedem o prazer. Então, as ações se concluem "mornas", sem retorno de especial significado. 
O segredo para você é esse: é preciso permanecer em si! Centrado! No próprio eixo! Exercendo o poder mais natural e de maior força que trazemos: o nosso Poder da Vontade!

Sugestão para o MEDO AZUL ESCURO:

Pratique, diariamente, o seguinte exercício de Imagem Mental e lembre-se: 
A imaginação é uma poderosa ferramenta de Criação da Realidade da Vida. 
É importante ressaltar que, nos exercícios de Imagem Mental, basta imaginar! A necessidade de "ver com os olhos fechados" pode criar alguns bloqueios na imaginação. Ao invés de jogar a imagem para os olhos físicos, permita que seu pensamento fique livre, se estruture naturalmente em sua mente e decida sentir cada coisa que for imaginando. Realmente, é só imaginar! A imaginação é uma poderosa ferramenta de Criação da Realidade da Vida.

Então, feche os olhos por alguns minutos, respire tranqüilamente, mantenha-se numa posição confortável deitado ou sentado. Passe a perceber que a cada ato de inspirar ou expirar você completa ciclos de purificação. Sinta-se tranqüilo, relaxado e purificado. 
Passe a imaginar que você está vendo sua imagem projetada em uma placa espelhada inquebrável. Despreocupe-se. É uma simples placa reflexiva de qualquer material à sua frente. Assista, como que em imagens consecutivas, a todas as dificuldades que você vivencia em sua vida e que geram o medo índigo ou resultam dele. Vá congelando as sensações ruins que envolvem sua vida nessa placa reflexiva. Quando congelar as necessárias imagens passe a observar que uma luz muito intensa consome as imagens congeladas com três fachos que se projetam como se saindo das três pontas de um triângulo em seu peito nas tonalidades Violeta, Verde e Dourada.
Quando a placa estiver limpa, projete em toda ela uma única imagem de você mesmo com todas as suas necessidades supridas, com seus planos acontecidos, com seus ideais almejados já alcançados, enfim. 
Assista então, como que em cena fragmentada, que a placa, antes inquebrável, agora se separa em vários pedaços em proporção de fácil manuseio e cai, se espalha no chão e se acumula. Então, crie um código de ordem ou organização, marcando as peças, criando um caminho e montando a cena como que em um enorme quebra-cabeça.
Monte seu quebra-cabeça com prazer e certeza de adequação e equilíbrio em sua vida. Quando estiver montado, com todas as peças no lugar, imagine que você o reduz, coloca-o em seu coração, e então faça-o crescer, de dentro para fora de seu corpo, até que a imagem fique maior que seu corpo físico e você passe a fazer parte da cena projetada.
Mantenha o exercício em sua vida com bastante freqüência até sentir-se com maior domínio do processo. Você vai ver que interessantes e efetivos são os resultados. 
Mantenha-se com as sensações experimentadas no exercício o maior tempo possível no decorrer de seu dia. Lembre-se, perceba e sinta durante todo o dia que você se mantém na cena ampliada. Pratique esse exercício no mínimo uma vez ao dia. Quanto mais vezes ele for praticado, mais rapidamente você perceberá resultados e efeitos muito positivos em sua vida.

Atividade Expressiva


Atividade Expressiva.

Modulo IV- Terça feira.

Visão da Esquizofrenia.


A esquizofrenia é um transtorno mental complexo que dificulta na distinção entre as experiências reais e imaginárias, interfere no pensamento lógico, nas respostas emocionais normais e comportamento esperado em situações sociais.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a esquizofrenia não é um distúrbio de múltiplas personalidades. É uma doença crônica, complexa e que exige tratamento por toda a vida.
 

Causas

As causas exatas da esquizofrenia ainda são desconhecidas, mas os médicos acreditam que uma combinação de fatores genéticos e ambientais possa estar envolvida no desenvolvimento deste distúrbio.

Problemas com certas substâncias químicas do cérebro, incluindo neurotransmissores como a dopamina e o glutamato, também parecem estar envolvidos nas causas da esquizofrenia. Estudos recentes de neuroimagem mostram diferenças na estrutura do cérebro e do sistema nervoso central das pessoas com esquizofrenia em comparação aos de pessoas saudáveis. Embora os pesquisadores não estejam totalmente certos sobre o que significam todos esses fatores, estes são indícios de que a esquizofrenia é, de fato, uma doença cerebral.
 

Sintomas de Esquizofrenia

Os sintomas de esquizofrenia no sexo masculino costumam aparecer entre os 20 e 25 anos. Já em mulheres, os sinais da doença são mais comuns beirando os 30 anos de idade. É raro encontrar casos de esquizofrenia em crianças ou adultos acima dos 45 anos.

Esquizofrenia envolve uma série de problemas tanto cognitivos quanto comportamentais e emocionais. Os sintomas costumam variar e entre eles estão inclusos:
 

Delírios

Estes são crenças em fatos irreais que não possuem base alguma na realidade. Uma pessoa com esquizofrenia pode achar, por exemplo, que está sendo prejudicada de alguma forma ou até mesmo assediada. Ela pode acreditar, também, que certos gestos ou comentários são direcionados a ela, que ela tem alguma capacidade ou talento excepcional ou até mesmo fama. Pode achar, também, que determinada pessoa está apaixonada por ela e que uma grande catástrofe está prestes a ocorrer. Algunsdelírios incluem ideias de que algumas partes do corpo não estão em pleno funcionamento e têm uma incidência de quatro em cinco pessoas com esquizofrenia.
 

Alucinações

Estas, em termos gerais, envolvem ver ou ouvir coisas que não existem. No entanto, para a pessoa com esquizofrenia, essas coisas têm toda a força e o impacto de uma experiência normal. As alucinações podem estar em qualquer um dos sentidos, mas ouvir vozes é a alucinação mais comum de todas.
 

Pensamento desorganizado

Esse sintoma pode ser refletido na fala, que também sai desorganizada e com pouco ou nenhum nexo. A ideia de que pensamento desorganizado é um sintoma da esquizofrenia surgiu a partir do discurso desorganizado de alguns pacientes. Para os médicos, os problemas na fala só podem estar relacionadas à incapacidade de a pessoa formar uma linha de pensamento coerente. Neste sentido, a comunicação eficaz de uma pessoa portadora de esquizofrenia pode ser prejudicada por causa deste problema, e as respostas às perguntas feitas podem ser parcial ou completamente alheias e desconexas.
 

Habilidade motora desorganizada ou anormal

O comportamento de uma pessoa com esse tipo de disfunção não é focado em um objetivo, o que torna difícil para ela executar tarefas. Comportamento motor anormal pode incluir resistência a instruções, postura inadequada e bizarra ou uma série de movimentos inúteis e excessivos.
 

Outros sintomas
 

Além dos sinais citados, outros parecem estar relacionados com a esquizofrenia. Uma pessoa com a doença pode:

  • Não aparentar emoções

  • Não fazes contato visual

  • Não alterar as expressões faciais

  • Ter fala monótona e sem adição de quaisquer movimentos que normalmente dão ênfase emocional ao discurso.
     

Além disso, a pessoa pode ter reduzida sua capacidade de planejar ou realizar atividades, tais como:

  • Diminuição da fala

  • Negligência na higiene pessoal

  • Perda de interesse em atividades cotidianas

  • Isolamento social

  • Sensação de incapacidade de conseguir sentir prazer.

  • Atividade Expressiva e análise dos trabalhos
     

Após explanação do conteúdo cada aluno escolheu um desenho sem saber que eram pessoas esquizofrênica que havia feito a atividade e reproduziu o desenho com seu olhar.

​Análise do desenho

A flor contém oito pétalas

Centro Cor amarela

Sendo o centro amarelo reflete o ponto da evolução humana em que cessa a identificação com a tribo e a vontade individual ganha evidência.  A criança estará consciente de que é uma pessoa distinta e individual, assim como nossos ancestrais comuns, ao ficarem de pé, devem ter se sentido diferentes do resto da tribo. Acredito que essa internalização do sol contribuiu para um salto da consciência, o que, por sua vez, os tornou estranhos aqueles que permaneceram presos à terra. O amarelo pode ser interpretado como a cor relacionada com os aspectos do herói das missões individuais. O amarelo simboliza a capacidade de apreender um padrão de significado entre fatos e impressões dispersas. A capacidade que temos de usar a intuição.
 

O amarelo a cor do sol, que traz luz das trevas insondáveis e desaparece novamente nas trevas, é a cor da intuição, a função que como por súbita iluminação, apreende as origens e as tendências das coisas. O amarelo é a cor do princípio ativo e fertilizador da natureza associado com o masculino. É visto nos desenhos como símbolo do pai. Para as mulheres pode ser um atributo do animus. E com o desenvolvimento da autonomia. Pode indicar um novo capítulo na vida.

As oito pétalas indica estabilidade, harmonia e renascimento. Revela a forte influência do arquétipo do self, O self fornece um ponto central de foco para a vida interior, mas seus padrões estão além da capacidade de entendimento. A surpresa da mudança súbita é tanto um dom do self quanto a harmonia transcendente. Pode-se verificar que o oito representa uma organização primorosamente equi8librada de pares de opostos, de idéias ou de pessoas que pressagia mudanças importantes na vida.
 

Se o seu medo é Amarelo:

Se você visualizou o amarelo, é comum você reagir impulsiva ou instintivamente aos estímulos. Por isso, algumas vezes, pode acabar criando conflitos para você mesmo e entre as pessoas com quem você convive. Em muitas dessas ocasiões, ao final, pode acontecer de todos se desentenderem e você, muitas vezes se sente injustiçado. Se isso ocorre, o mais comum é você sentir uma certa raiva ou dos fatos ou dos envolvidos ou, por outro lado, prefere nem dar atenção ao fato, mas no fundo sofre. Também, pode estar nutrindo um arrependimento que procura não demonstrar - é melhor não ser visto com essa fraqueza e, afinal, isso não mudaria o quadro... Em todos os casos você se entristece por não compreender como e porque as coisas sempre acabam assim... No medo amarelo a sensação de, injustamente, "não ser amado" pelas pessoas é presente. Comumente, o amarelo demonstra dificuldades de uma vivência sexual plena, harmônica e com a plenitude do prazer sexual. Se isso estiver ocorrendo em sua vida, procure expressar a sua sexualidade "sentindo mais do que pensando", atenta(o) em receber, em ter prazer, mas, acima e, ainda, em dar prazer e aprender a ter nesse ato o seu maior prazer! 
Os males do Amor também são apontados pelo amarelo, no sentido de que a busca do afeto, e do reconhecimento alheio parecem dificilmente suprir as carências. Em algumas situações, a sensação é de que existe um "poço sem fundo" lá dentro... Parece-nos que a dedicação daquele amor nunca é suficiente. E muito importante observar que grande parte do que é acreditado como expressão de amor é um sentimento de posse do outro! 
O medo amarelo provoca reações agressivas, agudas, superiores, querendo atingir aos outros, e podem levar à perda do autocontrole, ou podem ser reações assustadas, passivas, inferiorizadas, fugindo de encarar os fatos.
Quando o medo amarelo aflora, o tempo passa a ser um problema na vida! Controlar atrasos, ser pontual, chegar a tempo, sempre significam esforços, por vezes sobre-humanos... Se esse é o seu caso, pode até ser que você já seja "famoso" por isso. 
Se o medo amarelo se mantém por muito tempo, a intolerância acaba sendo uma das fortes tendências reacionais. Esse é um dos dois pólos. Quando a pessoa não é intolerante e condena a tudo e a todos, ela se instala no outro pólo e, comumente, se torna permissiva, em muitas das vezes, até por acreditar não ter outra escolha ou por realmente não ter. E todos esses aspectos acabam por impedir o alcance dos seus objetivos.

 

Sugestão para o medo Amarelo

Pratique, diariamente, o seguinte exercício de Imagem Mental e lembre-se: 
A imaginação é uma poderosa ferramenta de Criação da Realidade da Vida.

Imagine-se em um local amplo, de natureza fértil e agradável. É uma área circular e de grande diâmetro. Visualize-se bem no centro dessa área. Você está descalço pisando em um solo de terra vermelha, fértil e úmida. O solo lhe aceita e é agradável para você estar pisando ali. 
Imagine lá no alto uma fonte de luz intensa, brilhante que jorra um facho de luz violeta sobre você. Observe a fonte de luz enquanto recebe, natural e incondicionalmente, a freqüência violeta. Decida que a luz envolve você por inteiro, externamente, ao mesmo tempo em que é absorvida pela sua respiração e também penetra seu corpo pelo alto da cabeça. 
Após visualizar-se totalmente preenchido e envolvido, imagine que de outra fonte de luz, agora vermelha e bem no centro do planeta, jorra outro facho que penetra seu corpo pelas solas dos pés, ao mesmo tempo em que sai do solo e envolve o seu corpo. 
As duas freqüências se encontram, dentro e fora de você, se mesclam, mas não se misturam ou fundem. Sinta, como se as duas freqüências ficassem dançando ao seu redor e no interior de seu corpo. Sinta que as duas freqüências têm prazer em se mesclar e sinta o prazer em receber o prazer que elas emanam em seu corpo... Interna e externamente. 
Decida que você vai ficar preenchido e envolvido por essas freqüências e, então, observe que um caminho de terra úmida e fértil se abre à sua frente. Perceba que à direita desse caminho existe um lago de luz dourada e fortemente alaranjada, uma tonalidade como a do fogo. Do outro lado do caminho, à sua esquerda, existe outro lago, agora de uma luz que parece o reflexo de um diamante, mas fortemente tingido por uma tonalidade azul-índigo. Se você é canhoto inverta os lagos de lado - dourado à esquerda e brilhante à direita. 
Perceba, ainda, que você está aprazivelmente fixado no solo, ligado às fontes do alto e de baixo. Sinta um convite em mergulhar nos dois lagos de luz e perceba que, naturalmente, duas silhuetas que repetem o seu corpo saem de dentro de você, lançando-se para cima e fazendo um arco no ar em direção aos lagos. Mergulham nos dois lagos exatamente ao mesmo tempo. Observe e avalie, em seu próprio ser, as sensações que os dois lagos causam às duas silhuetas. Compare as sensações dos lagos. O grau de prazer deve ser equivalente. Se for diferente, ou não houver prazer, a cada exercício lute para sentir isso e equilibrar as sensações.

Então, para finalizar, retorne com as duas silhuetas para dentro de você. Num arco que, agora, permite o retorno. Elas retornam juntas, tingidas pelas tonalidades dos lagos e permanecem assim no interior de seu corpo. Finalmente, observe que a somatória dessas quatro freqüências (violeta, vermelha, alaranjada e azulada) se mantém em seu ser, penetram em seu coração e estimulam, ali, uma explosão de luz verde que jorra, agora de dentro de você funcionando como um farol poderoso e iluminando toda a área circular onde você se encontra por todas as direções. 
Repita esse exercício diariamente

Em terras de sanidade obrigatória e desenfreada, quem permite a loucura é rei. E rainha. Pois imagine que, sãos e fora de manicômios, estejamos saindo no tapa por nossas verdades. Dividindo o mundo entre o Bem e o Mal. Contabilizando relatos selvagens. Justificando nossa falta de utopia com um racionalismo paralisante. Deixando de sonhar e de se arrepender.

Nem isso, nem aquilo. Nossa existência se encontra bem ali, no meio do isso e doaquilo. No incerto e no incalculável. Entre o olhado e o invisível.
 

Ela deu voz à loucura
“Na época em que ainda vivíamos os manicômios e o silenciamento da loucura, Nise da Silveira soube transformar o Hospital Engenho de Dentro em uma experiência de reconhecimento do engenho interior que é a loucura”, explica à revista Cult Christian Ingo Lenz Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP.

Nise era uma defensora da loucura necessária para se viver. “Não se cura além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas muito ajuizadas.”
 

Ela implementou a terapia ocupacional no manicômio
Em 1944, Nise passou a trabalhar no Hospital Pedro II, antigo Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro. Ela se recusou a seguir o tratamento da época, que incluía choque elétrico, cardiazólico e insulínico, camisa de força e isolamento. Ao dizer “não”, a psiquiatra foi transferida, como “punição”, para o Setor de Terapia Ocupacional do Pedro II. A reportagem da revista Cult lembra que esse era um espaço desprestigiado na época.

Porém, essa transferência foi fundamental para a revolução que Nise provocaria na psiquiatria: foi nesse setor do hospital que ela implementou, junto com o psiquiatra Fábio Sodré, a Terapia Ocupacional no tratamento psiquiátrico.


Ela usou a arte para tratar problemas graves de saúde mental
Nise percebeu que as artes plásticas eram o canal de comunicação com os pacientes esquizofrênicos graves, que até então não se comunicavam verbalmente. As obras produzidas por eles davam “voz” aos conflitos internos que viviam.


Ela revelou as emoções dos esquizofrênicos
Elizabeth Maria Freire de Araújo Lima, professora do Curso de Terapia Ocupacional da USP e autora do livro Arte, Clínica e Loucura: Território em Mutação, explica à revista Cult que Nise constatou que o mundo interno do esquizofrênico, considerado inatingível até então, poderia ser acessado, revelando as emoções desses pacientes por meio das artes plásticas. “Nise afirmava que o hospital colaborava com a doença e acreditava que caberia à terapêutica ocupacional parte importante na mudança desse ambiente.”

 

Ela chamou a atenção de Jung
Nise era uma devoradora de livros e tinha um interesse especial pela obra do psiquiatra suíço Carl Gustav Jung. Ela escreveu uma carta para ele, pedindo ajuda para interpretar as mandalas que os pacientes desenhavam. A correspondência érelatada na fotobiografia Nise da Silveira – Caminhos de uma Psiquiatra Rebelde:

A configuração de mandala harmoniosa, dentro de um molde rigoroso, denotará intensa mobilização de forças auto-curativas para compensar a desordem interna. Então pedi para que fotografassem algumas mandalas e as enviei com uma carta para C. G. Jung, explicando o que se passava. Foi um dos atos mais ousados da minha vida.” “Não me parece um acaso que, em meio ao momento de maior dissenção social que já vivemos, desde os anos de chumbo da ditadura militar, estejamos presenciando o maior retrocesso desde então registrado em matéria de saúde mental. A nomeação de Valencius Wursch Duarte Filho como secretário de saúde mental do Ministério da Saúde, em uma operação indecente de barganha política, é o retorno de tudo o que Nise demorou uma vida para desfazer. Passeatas, manifestações e mesmo a própria ocupação, que persiste há mais de dois meses, de uma das salas do Ministério, parecem não ter voz nem luz contra a volta das piores trevas psiquiátricas.”

 

 

Atividade Expressiva- descobrindo o meu totem

Primeira pense como e quem lhe deu seu nome. Porque escolheram esse nome.

Em seguida pense você gosta do seu nome?

Como se sente quando alguém o chama pelo nome?

Se tiver dois nome as pessoas os chamam pelo dois.

Se não porque o segundo nome é esquecido?

O que leva a não dizer o segundo nome?

Agora pegue uma folha de sulfite dobre pela metade deixando a abertura para cima e escreva  em letra cursiva na parte debaixo que foi dobrada.

Agora pegue uma tesoura e vai conjtornando seu nome.

Agora pinte os dois lados escolha uma cor ou varias cores para pintar.

Abra e veja o seu totem.Olhando para ele  que símbolo você acha que ele rewpresenta.

Agora pegue um circulo ou mais e cole ele nesse circulo e enfeite como desejar.

Agora vamos separar todas as vogais do seu nome.

Faça isso desde o primeiro até o ultimo.

Exemplo

Alberto  Fernando  Affonso  Candido

 

Aeo       eao       aoo     aio  -Esse é o seu nome cósmico- Seu mantra para conexão com seu coração.

Voce pode meditar e fazer esse mantra no momento da meditação.

Agora veja as vogais que se repete.

A oe   esse é seu nome espiritual- escolha uma consoante e coloque na frente

Laoe- exemplo- faça conexão e entre em contato com seu eu espiritual.

Agora veja os números que corresponde a cada vogais.

156   516 -166 -196
 

Esse é seu número de cura, pode ser colocado no local que está com dor e mantra cada um pausadamente- Pode escrever numa fita crepe e colar no local e fazer o mantra. Depois imagine ele dentro de uma esfera cristalina elevada a um cinco metros sendo levado a fonte primordial para que a cura acontece.

 

Atividade Realizada: Simbologia do Nome-

Numa folha de sulfite a pessoa escreve seu nome, recorta e cola numa cartolina, depois separe as vogais da consoantes.

Cada um canta os sons das vogais do seu nome, finalizando todos cantam juntos, formando uma sinfonia coletiva, buscando a harmonia entre os sons das vogais de cada nome, criando com eles uma única música.

Na cultura Guarani, os nomes são sonhados, denotando os dons que a criança expressará em sua vida.

Segundo os costumes indígena Guarani os homens são “ sons em  pè” – tuppy e cada nome é uma palavra- alma, que expressa qualidades da terra,
 

Água


Fogo


Ar – das folhas verdes dos campos das pedras da flor da madeira, etc compondo assim o temperamento de cada pessoa, mostrando seus pontos fortes e fracos, formando um elo entre a pessoa, suas contribuições à coletividade e sua relação com o meio ambiente natural. Ainda dentro dessa visão, esses atributos associados aos elementos da natureza estão expresso nos sons das vogais, podendo ser acessados através de sua entonação (jecupé 1998,2001)


A garganta é a morada do ser. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. Na tradição tupi-guarani existem sete nomes somente. Sete nomes universais. Todos os demais são reivindicações humanas. Esses sete nomes originais são nossos ancestrais. O humano herdou desses sete pais o dom de nomear, de continuar a criação. Esses seres primeiros, que os tupis-guaranis chamam de Nanderu, são divindades. São elas que sustentam o movimento do mundo. Toda a nossa descendência vem desses nomes. Quando um ser é batizado espiritualmente, ele recebe o que seria o equivalente ao sobrenome. O sobrenome norteia a sua linhagem, a sua ancestralidade Quais são as divindades?
Kaká – Werá, Karaí, Jacairá, Tupã, que são as quatro que sustentam o mundo. Há também Namandu, Jasuká e Jeguaká, que são as divindades que sustentam o espírito.


O silêncio está em tudo. O tupi, esse som em pé, se manifesta em três corpos: o físico, um corpo que a gente chama de corpo de som, e um outro que é o corpo de luz. Esse corpo de luz é ligado a duas qualidades de energia, a polaridade feminina e masculina. Os cantos são entoados para afinar, harmonizar esse corpo. E o silêncio é o som dos sons. Tem esse sentido da essência do todo. O som e o silêncio estão organicamente ligados à linguagem indígena. Para você ter uma idéia, a língua portuguesa reconhece cinco vogais enquanto a língua tupi-guarani tem sete, às quais chamamos de tons: a, e, i, o, u e y, que é um som mais gutural. A sétima é o silêncio. Existem um canto e uma dança específicos para cada um desses tons, dessas vogais?
Kaká – Não. A nossa expressão tem todos esses tons, como uma música.

 

Agora, cada tom trabalha uma questão específica:


y está ligado à terra, à vitalidade;

u está ligado à água, à emoção;

o, ao fogo, ao ânimo;

 a, ao coração, à qualidade de atrair e expandir, com sentimento que flui;

e está ligado à expressão;

i, à percepção, intuição.

Cada tom tem ligações com aspectos do ser. Os guaranis dizem que nós temos um nanderekó, o nosso lugar no mundo. Esse nanderekó possui temperamentos. Esses temperamentos estão ligados a quatro elementos, que manifestam o nosso humor: terra, água, fogo e ar. São esses elementos que determinam um pouco a nossa personalidade. E existem os sons que avivam o nosso Eu interior. São como notas musicais. Na hora dos cantos, trabalham-se os aspectos que precisam ser mais apurados. Os cantos e as danças afinam, alinham o nosso estar no mundo.


ISTOÉ – O sonho é algo muito importante para a grande parte das culturas indígenas. O que é sonho?
Kaká – O sonho é o momento em que nós estamos despidos da estrutura racional de pensar. Nós estamos no puro estado de espírito, no awá, no ser integral. É um momento em que a gente entra em conexão com a nossa realidade mais profunda. No sonho literalmente o seu espírito viaja e pode ser direcionado para onde quiser ou para o momento que quiser. Isso exige um treinamento, como aprender a falar.


Segundo Arrien (1997), algumas tribos africanas criam uma canção para cada criança que nasce, e essa canção é cantada para essa pessoa em momentos de mudanças ou crises visando lhe trazer força e saúde, ao ajudá-la a se conectar com a sua essência, com o seu remédio original, com a sua singularidade, com o seu propósito de vida e com a sua vocação.

Arrien diz que cantar é uma das nossas ferramentas de poder, podendo proporcionar o realinhamento de nossos padrões de dinamismo, magnetismo e integração.
 

Dinamismo- corresponde à vogal

 i- nos impulsiona para dar inicio a novas experiências promovendo a expansão e a criação

Magnetismo- expressão da vogal


0 é utilizado para nos abrirmos e receber e aprofundar nossas experiências

Integração- correspondem


a vogal a para aplicar e sintetizar a experiência.

As qualidades associadas pelo povo Guarani a cada vogal, segundo Jecupé 1998-p.25.


Y- “ u gutural”, sua morada é a base da coluna é o som referente à vitalidade física, concretização, segurança, determinação e firmeza.


U- sua morada é no umbigo, relaciona-se com a vitalidade emocional, estimulando a criatividade.


O- sua morada é no plexo ( na boca do estomago), correspondendo ao pequeno sol do ser.

  • Sua morada é no coração, e sua vibração leva a união do céu com a terra, do mundo interno e externo.


E- sua morada é na garganta, e seu som expressa a alma através da palavra, a fala sagrada do ser, ligando-se a liberdade da alma.


I - Sua morada é na gruta sagrada do ser, que fica no fundo da cabeça, entre os olhos, relaciona-se com a intuição e faz a ligação com o sétimo som, que é o silencio.


Influência do significado da primeira vogal no seu nome
 

Podemos ter uma ideia da personalidade de uma pessoa através da primeira vogal do seu nome(a, e, i, o, u).
Se você tem no seu nome (na primeira vogal)


A, é extrovertido, franco, além de revelar uma ambição e um temperamento muito forte. Muito seguro, provavelmente deixa qualquer outro em desvantagem. Adora ser envolvido. É afetuoso e alegre, mas quando provocado, poderá ser áspero ou descortês. Recebe amor e adulação como algo que tem direito; é seu merecimento por transmitir tanta alegria para o mundo.


Vogal E
Esta vogal está associada a um tipo jovial, rápido e esperto, tanto mental como fisicamente. É carismático, emotivo, carinhoso e romântico. Às vezes imaturo, acredita em tudo e em todos. Sua maior fraqueza pode ser a precipitação e a indecisão. Criativo e requisitado, é o centro das atenções. Pode seguir qualquer carreira que o coloque diante do público. É magnífico para se expressar, seja falando ou escrevendo.


Vogal I
Esta vogal simboliza a graciosidade, as boas maneiras e a bondade. Raramente é sovina no que se refere ao relacionamento familiar. Um anfitrião maravilhoso, será o melhor dos amigos, contando que tenham o cuidado de não exigir muito dele. É um psicólogo nato. Altamente intuitivo, "sente no ar" algo ruim que esteja para acontecer.


Vogal O
Sob uma aparência modesta, a pessoa que tem a primeira vogal O em seu nome, abriga uma mente lógica e resoluta. A dignidade o impedirá de recorrer aos meios desonestos para atingir seus objetivos. Ama de todo o coração. Muito atencioso, não sabe disfarçar suas emoções. Dotado de incrível paciência, trabalha firmemente em uma coisa de cada vez. Bom gosto é sua palavra-chave.


Vogal U
Desembaraçado, move-se com graça e elegância. Não gosta do sofrimento humano; a vida é feita para viver as mais belas emoções. Possui vontade firme e autoconfiança quase narcisista. Não escolhe suas amizades, pelo contrário; é sempre assediado por pessoas que gostam de estar com ele. Ser incomodado é algo que o aborrece. Sempre se esforça para ser gentil, mesmo com seu pior inimigo. www.terra.com.brEsotéricoMonica Buonfiglio


 

Modulo II-

Nessa aula foram utilizados de várias técnicas.

Roda da vida - Teste OS complexos - Jung
Mapa da alma- Visão, missão e valores - Caminhar no Labirinto.

Mito

Dionisio e Ariadne

Atividade Expressiva

Andar no labirinto

O amor incondicional de Ariadne a conduziu a uma  total entrega ao seu amado sem pensar nas consequências

Atividade Expressiva:

Passagem no labirinto

 A estrutura labiríntica fora criada no Palácio de Cnossos, com vários caminhos enredados, de tal forma que ninguém seria capaz de deixar seu interior depois que houvesse nele entrado. Mas Ariadne, completamente apaixonada, oferece ao seu amado, que também parece amá-la, uma espada para ajudá-lo a lutar contra o monstro, e o famoso fio de Ariadne, que o guiaria de volta ao exterior

Toda essa profusão de nomes e verbos entrelaçados remonta a todo o sincretismo e reformulação a que a entidade Dioniso foi submetida, sendo o nome “Dioniso” ou “Baco” apenas uma denominação majoritariamente conhecida para o deus do entusiasmo, do êxtase, do vinho, entre outros. Outros epítetos foram atribuídos a essa divindade, e três foram identificados pelas relações e características similares a Dioniso, sendo eles Iaco, Brômio e Zagreu:


“IACO é um avatar de Dioniso. Via-se nele o deus que conduzia a procissão dos iniciados nos Mistérios de Elêusis e que era identificado misticamente com Baco. Etimologicamente, Iaco provém de iakkhé, ‘grande grito’. Trata-se, em princípio, de uma exclamação ritual, de que nasceu a idéia da presença, no cortejo dos Iniciados, de um

daímon (gênio), o místico Iaco (o Iaco dos Mistérios), que projetava, de certa forma, a alma coletiva e a expressão do entusiasmo de que era tomada, como antegozo da iniciação, a multidão dos peregrinos em marcha para Elêusis.
 

BRÔMIO é um dos epítetos mais freqüente de Dioniso nos hinos que imitam os cantos litúrgicos, entoados em seu culto. Do ponto de vista etimológico Brómios se prende a bromos, ‘estremecimento, frêmito, ruído surdo e prolongado’, cuja fonte é o verbo brémein, ‘fremir, agitar-se’, donde Brômio é o ‘ruidoso, o fremente, o palpitante’, significação que se harmoniza perfeitamente com a agitação e o tremor, acompanhados de estertores e surdos rugidos, que assinalavam o estado de transe com a presença do deus que se apossou de seus adoradores.
 

ZAGREU é um dos nomes pelos quais é chamado o deus do êxtase do entusiasmo no mundo mediterrâneo e particularmente, ao que parece, na ilha de Creta. Talvez o deus designe uma divindade, que, por força de analogias de seu culto com o de Dioniso, com este se tenha confundido, em épocas difícil de se precisar.” (BRANDÃO, 1999, p.144).

O nome Zagreu, que teria sido uma divindade próxima de Dioniso, nos parece lembrar de sua origem pré-helênica, em que se contrapõe a crença anterior à década de 50, de que Dioniso seria um deus de origem trácia, e suas aparições nas epopéias foram feitas através de uma tradição mais recente do deus.
 

Dioniso foi sempre alcunhado de deus das metamorfoses, e, por suas inúmeras formas de aparições, suas representações em bodes e touros, seus rituais sempre freqüentados por seres trajando máscaras, se confunde com todas suas situações teológicas e históricas, em que o sincretismo parece determinar um deus que não usa forma única, que parece a cada momento usar um rosto para se proteger de determinações e rótulos.
 

Porém esse deus que se torna difícil de categorizar e organizar toma sentido quando é relacionado a representações humanas sentimentais, que insurgem para a cultura e toda estrutura de uma civilização, ou melhor dizendo, de várias civilizações.
 

Sua maldição sobre os que não lhe bem receberam, ou que lhe negaram o culto, como as três irmãs Miníades, filhas do rei Mínias, mostra toda imposição do deus à comunidade pela própria comunidade, que alegoricamente joga ao inconsciente coletivo uma imagem que mostra como é aterrorizante o castigo dos que lhe negam homenagens, algo como a mãe Miníade que mata o próprio filho enlouquecida pela influência perturbadora de Dioniso que a faz confundir o filho com um bicho qualquer. E então depois tudo volta à paz quanto lhe é prestada a cultuação que um deus que manifesta desejos necessários merece tradução do sentimento Dionisíaco, quais sejam o “jorrar e saltar” (DETIENNE, 1988, p. 110), a junção com a natureza em seu Uno-primordial (NIETZSCHE, 1992), as “forças obscuras que emergem do inconsciente” (BRANDÃO, 1999), ou o ditirambo originário da tragédia, que com a melodia de seu coro lembrava um êxtase próximo do prazer irracional e inexplicável, e que aproxima até hoje a música do espírito dionisíaco, que talvez só encontrasse explicação num poder além do visível, como a embriaguez que Dioniso incitava aos gregos.
 

Dioniso permanece então deus do vinho, das faloforias, das potências geradoras e do êxtase numa caminhada antropológica que proporcionou uma interpretação dos instintos de um povo em sua totalidade, da compreensão de um povo em comunidade, como em união que exprimisse o que tais culturas mantinham em suas manifestações essenciais, compreendendo assim mais do que fragmentos de filosofias ou personalidades individuais, mas o que exprimiam quantidades de povos que passaram a formar um caldeirão de idéias e hábitos sempre relacionados chamado civilização humana.
 

Ariadne, filha do rei de Creta Minos, apaixonou-se por Teseu, filho de Egeu, rei de Atenas.

Ele era um jovem herói capaz de matar o Minotauro – todos gostariam de matar o monstro corpo de homem, cabeça de touro, resultado dos amores insensatos de Pasifae, mulher de Minos, por um touro branco.

Minos tinha pedido a Posídon que fizesse sair do mar um touro para mostrar ser mais digno de reinar do que seus irmãos, e o mais poderoso já que tinha o favor do deus

. Prometeu Minos restituir o touro sagrado, mas em vez disso aprisionou-o num complicado labirinto concebido por Dédalo, donde ninguém saía - por não encontrar a saída e por acabar devorado pelo monstro.
 

O rei de Atenas organizou os jogos atléticos em que o filho de Minos, Andrógeo, ganhou todos os concursos.

 Mandou-o então combater o touro, sabendo que isso era e querendo que fosse um envio para a morte.

Minos jurou vingança, fez a guerra e Atenas foi cercada. O rei Egeu teve de comprometer-se, para que fosse levantado o cerco, a enviar a Creta periodicamente um grupo de jovens que serviriam de alimento do Minotauro.

Teseu participou desse grupo e entrou no labirinto. Ariadne, apaixonada por ele, decidiu ajudá-lo a encontrar a saída. Engendrou um processo simples: ele levaria um novelo de lã que ela seguraria firmemente à entrada. Ele ia desenrolando o fio à medida que avançava e depois de lutar com o monstro e o vencer (a pitonisa informara-o de que venceria se fosse amparado pelo amor), pôde encontrar o caminho do regresso, onde Ariadne o esperava com novelo e paixão.
 

Teseu fugiu com ela, mas abandonou-a na ilha de Naxos, onde tinham parado para descansar. Vendo-se só, invocou a deusa Afrodite que lhe prometeu um amante imortal. Foi Dionísio, o deus do vinho e da festa popular, que casou com ela, doce, loira e linda, e lhe ofereceu uma coroa de ouro, cravejada de pedras preciosas. Ariadne fez-lhe prometer que a atiraria ao céu quando ela morresse.
 

Por isso, podemos ver hoje no céu uma constelação de estrelas brilhantes com a forma de coroa

TERRA DIONÍSIA (Dionisíaca Rural) - Este festival a Dionísio, que é chamado de Terra Dionísia (ta Kat’Agrous Dionysia) ou Pequena Dionísia (ta Mikra Dionysia), não é celebrado em uma data fixa, mas a um tempo determinado por cada vila. Todos participam (incluindo, em tempos antigos, os escravos), e seus ritos são parecidos com os da Saturnália romana.

De acordo com Plutarco, há uma procissão que inclui os carregadores de um jarro de vinho e uma videira, alguém conduzindo um bode, depois os Kanephoros (Portadores-de-Cesta) carregando uma cesta de passas (uvas secas), depois os carregadores de um mastro-falo ereto de madeira, decorado com hera e fitas, e finalmente o cantor da Phallikon (Canção Fálica), que é dirigida a "Phales", embora a procissão possa ser mais elaborada.
 

 No Askolia, o segundo dia do festival, há o Askoliasmos, uma competição para ver quem pode balançar por mais tempo em cima de uma banha, uma odre inflada. Askoliazo pode se referir a ficar de pé com uma perna só, porque há muitas outras competições de um-pé-só no festival (por exemplo, corridas de um pé só, ou girar sobre um pé só, etc). Também podem ser competições dramáticas; mas, realmente, Aristóteles alegou que a comédia nasceu no Terra Dionísia.

Certo dia,  no reino onde vivia a linda princesa Ariadne, chegou um jovem e valente rapaz chamado Teseu. Ele queria enfrentar o minotauro, criatura monstruosa, meio homem, meio touro que habitava em um labirinto.  O minotauro devorava todos os que não conseguiam decifrar o seguinte enigma: "O que é o que é que de manhã tem quatro patas, de tarde tem duas patas e de noite tem três patas? " 
 

 Ariadne imediatamente apaixonou-se pelo belo jovem, mas, sabendo que ninguém saía vivo do labirinto começou a temer pela vida de seu amado. O tempo passou e quando chegou o momento de Teseu partir para sua aventura , Ariadne, louca de amor, resolveu abandonar seu palácio e sua vida,  e segui-lo. E assim o casal partiu... 

 Ao chegarem no labirinto, Ariadne entregou à Teseu uma espada e um novelo de linha, para que  após matar o minotauro, ele conseguisse encontrar o caminho de volta.  E ela pacientemente esperou por seu amado, segurando a ponta do fio de linha. Assim, após obter o sucesso em sua missão de matar o terrível monstro, Teseu saiu do labirinto e reencontrou a bela Ariadne que o aguardava ansiosa. Eles viajaram até uma ilha onde descansaram. 

 Mas, Ariadne estava exausta e adormeceu. Teseu, que não a amava tanto como ela pensava, aproveitou-se da ocasião e fugiu, deixando Ariadne sozinha. Ao despertar, vendo-se só, ela ficou desesperada! 

-Teseu! Teseu! Onde está você meu amado?- gritava Ariadne.
 

 Mas ninguém respondia....ela estava só. Tinha sido abandonada por aquele a quem havia entregado sua vida e seus sonhos de adolescente...

 Mas, felizmente, a ilha pertencia ao Deus Dionísio que vendo o sofrimento de Ariadne resolveu consolá-la e após a certeza do estabelecimento de um amor verdadeiro,  Dionísio tomou-a por esposa. 

 Como presente de casamento, Dionísio deu-lhe uma coroa de ouro cravejada de pedras preciosas! Ariadne entretanto fez-lhe um pedido:  que após a sua morte, ele lançasse sua magnífica coroa aos céus. 

 Após um casamento muito feliz entre o Divino e  o humano, quando Ariadne morreu, Dionísio atendeu ao seu pedido: lançou ao céu a coroa que tinha lhe dado no feliz dia do casamento. 

 Mas eis que a coroa transformou-se em uma constelação repleta de estrelas brilhantes! 

 Esta constelação é conhecida como Coroa Boreal (Corona Bolearis)

Ela era filha de Minos, rei de Creta e Pasífae, filha de Helio e esposa do deus Dionísio. Quando Teseu foi para Creta com o intuito de matar o Minotauro que habitava um labirinto na cidade, Ariadne se apaixonou por ele.

Teseu havia consultado o oráculo de Delfis para saber se seria vitorioso na luta conta o Minotauro, e o oráculo lhe disse que ele sairia vitorioso com a ajuda do amor.

Ao chegar em Creta, percebeu que sua única chance de vencer o monstro do labirinto seria aceitar a proposta de Ariadne de que ela o ajudaria a vencer a luta se ele prometesse que a levaria depois para Atenas e se casaria com ela.

Com a promessa feita, Ariadne entrega a Teseu uma espada e um novelo de linha para que ele pudesse encontrar o caminho de volta. Teseu então matou o Minotauro e saiu de Creta levando Ariadne consigo.

No meio da viagem, eles pararam na ilha de Naxos, lar do deus Dionísio, e lá Teseu abandonou Ariadne, que claramente gostava mais do herói do que ele dela.

Neste ponto o mito possui duas versões. A primeira delas diz que Teseu abandonou Ariadne, pois se amedrontou com os pesadelos que teve com o deus Dionísio ameaçando-o caso ele não deixasse Ariadne para ele.

A outra versão diz que por falta de amor à moça, Teseu a abandonou na ilha e que no dia seguinte Ariadne se desesperara ao perceber que estava sozinha e foi consolada por Afrodite, deusa do Amor, que lhe prometeu um marido imortal para ocupar o vazio que tinha agora em seu coração.

Independentemente da versão, fato é que Ariadne se casou ali com Dionísio e desapareceu para sempre. Segundo relatos do mito, ao se casarem Dionísio deu à sua esposa uma coroa de ouro estupenda, toda cravejada, que foi lançada ao céu a pedido de Ariadne logo depois de sua morte para que esta se tornasse uma constelação.

Junto com Dionísio Ariadne teve um filho, o herói Ceramus.

Autor: Nicole Delucca Linhares Rodrigues
 

Site Pesquisado:

zildacardoso.blogs.sapo.pt/8706.html

www.fe.unicamp.br/.../MISTERIO_DE_ARIADNE_SEGUNDO

sites.google.com/site/dionysionbr/textos-modernos/os-festivais-a-dionisio

www.fontedosaber.com/.../ariadne-mitologia-grega.html

sites.google.com/site/dionysionbr/textos-modernos/os-festivais-a-dionisio

www.consciencia.org/dionisogustavo.shtml

www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia.../dionisio

www.infoescola.comMitologia

www.symbolon.com.br/.../Mariana%20Cardoso%20Puchivailo%20- ...
 

Mitologia

“Posêidon, deus grego do mar, enviou a Minos, rei da ilha de Creta, um touro branco para ser sacrificado em sua honra. Minos, porém, guardou-o para si. Posêidon despertou então na rainha Pasífae uma paixão pelo animal. Da união de ambos, nasceu o Minotauro, metade touro, metade homem. A besta foi levada a um labirinto construído por Dédalos na cidade de Cnossos, em Creta. A cada nove anos, Minos exigia que fossem enviados sete rapazes e sete virgens para serem sacrificados pelo Minotauro. Até o herói Teseu se oferecer como voluntário, penetrar no labirinto e matar o animal e fugir com Ariadne, filha de Minos e Pasífae” (Mitologia grega).
 

O labirinto é um símbolo importante no contexto da moderna psicologia, particularmente a psicologia analítica que se interessa pelos símbolos arquetípicos. A busca através do labirinto torna-se a busca do próprio Ser. É uma representação do indivíduo, do seu centro espiritual e da emanação cada vez mais intensa desse centro em direção ao exterior. Mas o labirinto conduz também ao interior de si mesmo, na direção de um santuário interior escondido, no qual se encontra o aspecto mais misterioso da pessoa humana.” 
(A mandala e o equilíbrio nos 4 níveis de existência).

 

Dioniso é o deus do vinho, do êxtase e do entusiasmo. Nos ritos dionisíacos, o seguidor do Deus experimenta a alteração da consciência.

Mas Dioniso, tão próximo da loucura, traz em seu encontro com Ariadne o tema da sacralização do casamento.

Ariadne, que emprestou a Teseu o fio que o livrou do labirinto do Minotauro, encarna no mito o processo de humanização pelo amor. Um amor que é mais do que encontro e sedução, e que leva aos caminhos espirituais mais elevados.
 

 Dioniso é o deus do vinho, do êxtase e do entusiasmo. Nos ritos dionisíacos, o seguidor do Deus experimenta a alteração da consciência. Mas Dioniso, tão próximo da loucura, traz em seu encontro com Ariadne o tema da sacralização do casamento.
 

Ariadne, que emprestou a Teseu o fio que o livrou do labirinto do Minotauro, encarna no mito o processo de humanização pelo amor. Um amor que é mais do que encontro e sedução, e que leva aos caminhos espirituais mais elevados.
 

Minotauro é uma criatura mística que pertence à mitologia grega, representado pela figura de um homem com a cabeça de um touro e que vivia preso em um labirinto na ilha de Creta, na Grécia.

De acordo com a lenda que surgiu na Grécia Antiga, o Minotauro é o fruto da união entre Pasifae, esposa do rei Minos, e de um touro pertencente ao deus Poseidon. 

O mito conta que Minos pediu para que Poseidon o ajudasse a se tornar rei de Creta. O deus dos mares aceitou o pedido de Minos, com a condição de que o futuro rei fizesse a oferenda de um touro branco que Poseidon iria enviar dos mares. No entanto, Minos ficou encantado com a beleza do touro e, desobedecendo Poseidon, sacrificou um outro animal com a esperança de que ninguém percebesse, nem mesmo o deus. 

Irado com o ato de desobediência de Minos, Poseidon decidiu se vingar fazendo com que Pasifae se apaixonasse pelo touro e que dessa paixão nascesse uma criança. 

Aterrorizado com a criatura gerada por Pasifae, Minos mandou construir um labirinto sob o seu palácio, com o objetivo de prender o Minotauro. 

Após vencer uma guerra e dominar os atenienses, o rei de Creta ordenou que anualmente fossem enviados para o labirinto sete rapazes e sete moças, para que servissem de refeição ao Minotauro.

Após o sacrifício de muitos jovens de Atenas, um jovem herói grego chamado Teseu se ofereceu para enfrentar a criatura no labirinto. 

Com a ajuda de um novelo de lã e de uma espada mágica, que lhe foi entregue pela princesa Ariadne (filha do rei Minos), Teseu conseguiu derrotar o monstro e encontra a saída do labirinto do Minotauro. 

A lenda do Minotauro foi uma das histórias mais propagadas durante a Grécia Antiga

O encontro do labirinto é considerado pelos gnósticos como um símbolo de iniciação. Em seu percurso haveria um centro espiritual oculto, uma dissipação de trevas pela luz e o renascimento pessoal. Nesse sentido, a superação seria encontro da verdade ou opus

Em todas as culturas, o labirinto tem o simbolismo de representação confusa da consciência matriarcal, do inconsciente e este universo só pode ser transposto por aqueles que encontram-se preparados para fazer uma jornada ao universo do inconsciente coletivo Seu acesso portanto, só é viável ao iniciado que conhece de forma antecipada os planos, uma vez que o seu centro é reservado à ele.
 

O labirinto conduz o homem ao seu próprio centro interior

Para os esotéricos, o labirinto significa o nascimento e a morte, tendo como seu maior significado a purificação para o sagrado


O labirinto na história

Para alguns estudiosos, o labirinto é um símbolo universal, talvez gravado na memória coletiva do ser humano, atingindo a todos, independente da raça e cultura Tem sido utilizado em rituais de fertilidade e ritos fúnebres, ou como modelo decorativo para jardins e jogos populares. Também é conhecida sua função como espécie de talismã ou amuleto

Diz-se que na Escandinávia os pescadores costumavam percorrer labirintos acreditando que, com isso, poderiam controlar ou obter condições climáticas favoráveis Em outras regiões do planeta eles foram usados para proteger habitações e pessoas da influência de espíritos malignos Segundo alguns estudiosos do tema, porém, tais empregos do labirinto não passam de deturpações do sentido original Os labirintos figuram entre os símbolos mais antigos da humanidade, e há milhares de anos são utilizados em diferentes culturas do planeta Na verdade, um dos mais antigos, ou o mais antigo labirinto conhecido data de 3.400 anos a.C., tendo sido encontrado no túmulo do rei egípcio Perabsen. Talvez o labirinto mais conhecido no mundo seja aquele construído por Dédalo em Cnossos (em português, Dédalo é sinônimo de labirinto), a mando do rei Minos de Creta para conter o Minotauro — um monstro com cabeça de touro e corpo de homem, fruto do amor da rainha pelo touro sagrado —, ao qual eram sacrificados anualmente sete rapazes e sete moças, e que foi morto por Teseu O maior labirinto de que se tem notícia foi construído no subterrâneo da Catedral de Chartres, na França, tendo acima, o altar da igrejaO labirinto era chamado de “Caminho de Jerusalém”, pois os peregrinos judeus, – impedidos de irem à Cidade Santa -, substituíam essa viagem por uma jornada feita de joelhos pelo labirinto próximo a igreja. A superstição em torno dele era muito forte e permanece até os dias atuais


Na Índia, por exemplo, quando uma criança está prestes a nascer, os pais desenham em um papel um labirinto com 11 voltas, para que tudo corra bem.

Para os Vikings, o símbolo da espiral era uma forma de designar as forças de Thor, o deus da justiça. Os cristãos dos primeiros séculos, viam o labirinto como a representação da Via Crucis de Jesus em Jerusalém Todo labirinto deve ter 11 voltas. O número 10 representa a divindade e o 11, a força, que por sua vez, representa a compreensão da espiritualidade

O labirinto é um símbolo da civilização com mais de 4.500 anos de história. Desenhos de labirintos foram encontrados em moedas, rochas, tecidos, cerâmicas, cestos, gravados em cavernas, potes e impressos em manuscritos.

Figuras de labirintos estão presentes nas mais variadas tradições culturais, com significados que giram em torno de processos de amadurecimento, crescimento, ritos de passagem, etc. Talvez os primeiros labirintos tenham sido as próprias cavernas pré-históricas. Nas tradições ocidentais, os registros de labirintos iniciam-se nos Mitos Gregos. No Cristianismo o primeiro registro de labirinto data do ano 325 em uma igreja do Norte da África.

No início dos anos 1990 a psicóloga e teóloga americana Lauren Artress redescobriu o Labirinto de Chartres, na França. Reproduziu essa imagem nos Estados Unidos, visando sua utilização como uma ferramenta de interiorização e meditação. A partir daí o uso do labirinto se espalhou pelas mais diversas organizações como universidades, escolas, igrejas, hospitais, prisões, etc.


Em instituições ligadas à saúde o labirinto tem sido muito útil para pessoas com doenças crônicas, pois as ajuda a encarar a doença de outra forma; reforçar a adesão ao tratamento; melhorar as condições imunológicas e a partir dele elas passam a ter uma atitude mais otimista e positiva perante a vida e a doença.

Caminhar no labirinto nos leva para dentro, para nosso centro, onde encontramos o eu verdadeiro, as respostas e o alivio da tensão emocional.

O labirinto organiza a nossa experiência. Ele nos organiza de forma que caminhemos em uma certa geometria e alcancemos uma certa consciência. O propósito é ter uma experiência. Assim, as linhas são apenas guias, sinalizadores, enquanto o caminho representa a jornada. Este é o correto equilíbrio entre o material e o imaterial. As linhas são mínimas, suficientes para apontar o caminho, mas chamando pouca atenção ou importância para si. As experiências existem pela caminhada, pelo caminho e não pelas linhas. O labirinto demonstra a proporção apropriada destes dois elementos.

O labirinto é cumulativo. Cada passo é construído no passo anterior e te leva mais perto do centro. É preciso paciência, confiança, tenacidade e eventualmente resistência para trilhá-lo. Aquele que diz que já trilhou uma vez e já conhece, nega a oportunidade de vivenciar experiências mais significativas.

Os labirintos diminuem conflitos e dissonâncias. É uma ferramenta para transformação espiritual, psicológica e pessoal. Os labirintos têm sido usados no mundo todo como um meio de aquietar a mente, encontrar o equilíbrio, estimular a meditação, a inspiração e as celebrações. Trata-se de um símbolo antigo que representa totalidade. O labirinto combina a imagem do círculo e a espiral num caminho de movimento sinuoso, mas significativo que vai da periferia ao centro e volta para fora.

O labirinto tem apenas um caminho. O caminho para dentro é o caminho para fora. Em sua concepção mais básica, refere-se a uma metáfora para a jornada ao centro do Eu mais profundo e de volta ao mundo com uma compreensão expandida de quem somos.

Componentes:

Os componentes básicos para a construção de um labirinto são:

– uma cruz central

– quatro pontos alinhados de forma quadricular

– quatro ângulos retos

Sua forma de construção nos faz concluir que um quadrado é claramente transformado em círculo. O quadrado e o círculo representam duas visões de mundo básicos, o que indica que o labirinto é uma figura orientacional quintessencial.

O labirinto está ligado ao lado direito do cérebro. Requer uma mente mais passiva e receptiva. Envolve criatividade, imaginação e intuição. A única escolha que requer é entrar ou não e a partir daí, trilhar uma jornada.

 

A característica mais importante do labirinto não são as linhas que formam as paredes, mas o espaço negativo do caminho formado pelas linhas que determinarão o padrão do movimento:

1. O caminho não é interceptado (não há escolhas)

2. O caminho de ida é o mesmo caminho de volta, mudando de direção continuamente.

3. O caminho preenche todo o espaço interior em forma de circuito.

4. O caminho leva o visitante a passar pelo centro repetidamente.

5. O caminho termina inevitavelmente no centro.

6. É o único caminho de volta para a entrada.

Benefícios:

A experiência de caminhar no labirinto proporciona novas descobertas, uma vez que caminhando nele retornamos a nossa natureza.

Para se beneficiar de um labirinto é preciso interagir com ele. É preciso trilhá-lo seja com os pés, com os olhos, com os dedos, ou mesmo com a mente. O resultado desta integração é que o labirinto organiza e direciona sua experiência de forma que aumenta a evolução e expansão da consciência.

Por que caminhar?

O labirinto é como um grande amplificador que atua sobre setores de nossas vidas que costumam estar inconscientes, fazendo-os vir à tona; assim, caminhar por um labirinto pode trazer revelações únicas, de grande intensidade e valor. Caminhar por um labirinto equivale a olhar para dentro de si.

Os labirintos foram feitos para caminhar por muitas razões, podendo ajudar o indivíduo a olhar profundamente para si e perceber-se, ampliando a consciência de si. É um lugar para celebrar a vida, instrumento para trazer um momento de paz ou um ritual de saudações.

A caminhada do labirinto pode proporcionar uma visão de onde cada um se encontra naquele processo. É também instrumento de oração. É um ato que demanda ação, que acalma e suaviza momentos de crises e transições. Caminhar pelo labirinto ajuda a perceber a vida num contexto de caminho, uma peregrinação.

Esclarece que não somos seres humanos num caminho espiritual, mas seres espirituais num caminho humano. A caminhada pode consolar àqueles que passam por grandes sofrimentos, aliviando o coração dolorido e a exaustão da alma. A caminhada pelo labirinto nos ajuda a estar atentos, a escutar o coração e aprender a estar presente no momento; aquietar o murmúrio da mente, o tempo suficiente para perceber o que a nossa essência tenta nos dizer. Enfim, caminhar pelo labirinto, é caminhar ao encontro da própria essência.

O labirinto é como um grande amplificador que atua sobre setores de nossas vidas que costumam estar inconscientes, fazendo-os vir à tona; assim, caminhar por um labirinto pode trazer revelações únicas, de grande intensidade e valor. Caminhar por um labirinto equivale a olhar para dentro de si”.

Os labirintos foram feitos para caminhar por muitas razões, podendo ajudar o indivíduo a olhar profundamente em si mesmo e perceber-se, ampliando a consciência de si. É um lugar para celebrar a vida, instrumento para trazer um momento de paz ou um ritual de saudações. A caminhada do labirinto pode se tornar um mestre da vida ou uma visão de onde cada um se encontra naquele processo. É também instrumento de oração. É um ato que demanda ação, que acalma e suaviza momentos de crises e transições. Caminhar pelo labirinto ajuda a perceber a vida num contexto de caminho, uma peregrinação. Esclarece que não somos seres humanos num caminho espiritual, mas seres espirituais num caminho humano. A caminhada pode consolar àqueles que passam por grandes sofrimentos, aliviando o coração dolorido e a exaustão da alma. A caminhada pelo labirinto nos ajuda a estar atentos, a escutar o coração e aprender a estar presente no momento; aquietar o murmúrio da mente, o tempo suficiente para perceber o que a nossa essência tenta nos dizer. Enfim, caminhar pelo labirinto, é caminhar ao encontro da própria essência.

Etapas da Meditação Caminhando no Labirinto

Afonso Carlos Neves

Figuras de labirintos estão presentes nas mais variadas tradições culturais, com significados que giram em torno de processos de amadurecimento, crescimento, ritos de passagem, etc. Talvez os primeiros labirintos tenham sido as próprias cavernas pré-históricas onde foram encontradas as assim chamadas pinturas rupestres de mais de vinte mil anos atrás. Ressalve-se que ao falarmos nesses antigos labirintos podemos estar nos referindo tanto a labirintos tridimensionais, como também a imagens bidimensionais com significado similar.

Nas tradições ocidentais, os registros de labirintos iniciam-se nos Mitos Gregos, passando pelas menções de Heródoto no século V a.C. a respeito de ter conhecido um gigantesco labirinto no Egito.

No Cristianismo o primeiro registro de labirinto data do ano 325 em uma igreja do Norte da África. Seu uso nessa construção parece ter tido a finalidade de manter certo simbolismo sagrado, como em outras tradições.

Na Idade Média, nas grandes catedrais góticas, o labirinto passou a fazer parte da obra com valor simbólico e também fazendo parte da geometria sagrada da construção, estando representado no solo. Nesse tempo, o labirinto era chamado de “Caminho de Jerusalém” indicando seu sentido simbólico em relação a uma peregrinação simbólica ao local tido como o mais sagrado


As diversas formas de meditação têm em comum a possibilidade de promover um grau variável de relaxamento, variabilidade essa muitas vezes dependente mais de certas condições individuais próprias de cada pessoa, do que necessariamente em relação às características do método de meditação.

Nos dias de hoje, em que neste momento do século XXI se fazem presentes muitas incertezas quanto ao presente e ao futuro, a capacidade de relaxamento das pessoas pode ser mais difícil, na vigência de preocupações, ao mesmo tempo em que se faz mais necessária.

O relaxamento é um primeiro passo para a meditação. Além do relaxamento, outros processos introspectivos também podem
ocorrer.


O relaxamento tem uma face exterior e uma face interior. Músculos, cérebro e mente trabalham juntos no relaxamento.

O labirinto pode ser um meio facilitador do relaxamento que permita a introspecção própria do estado meditativo, na medida em que condiciona movimentos sucessivos em uma caminhada simbólica.

Mesmo a pessoa que ache difícil meditar pode vir a beneficiar-se do relaxamento decorrente do exercício próprio de atravessar o percurso labiríntico.

O relaxamento, aliado ao deixar-se perceber dos símbolos e estímulos cognitivos ao redor, pode ser uma porta para a próxima etapa que implica em certo estado meditativo que implica em um vôo livre da memória que parece despertar sensações e marcas esquecidas, as quais adquirem um valor positivo no processo introspectivo. Em geral são “boas memórias” que foram esquecidas. São memórias que permitem à pessoa “se redescobrir” em aspectos de si mesmo que foram deixados para trás, na medida em que a vida tomou determinados rumos.

Dr. AFONSO C. NEVES – Unifesp – EPM

O Simbolismo do Labirinto

Autor Helena Gerenstadt - gerenstadt@terra.com.br


  O LABIRINTO

Símbolo de proteção, caminho de iniciação, entrada para o mundo espiritual... o labirinto sempre teve múltiplos usos pelas mais variadas culturas. O estudo dessa figura, através da geometria sagrada, permitiu descobrir a energia que este desenho guarda em seu interior. São muitas as pessoas que criam seus próprios labirintos para percorrê-los e receber essa energia positiva em sua vida cotidiana. 

Podemos encontrar labirintos nas rochas do México e da Itália, em mantas e cestos dos povos primitivos norte-americanos, nas pedras do deserto da Líbia, em mosaicos na Escandinávia e Índia, nos solos das igrejas européias. Os labirintos se converteram em figuras universais utilizadas por numerosas culturas, com diferentes propósitos, sempre adaptando-os às necessidades de cada comunidade e seguindo uma estrutura similar. 

A diferença dos labirintos comuns, que têm caminhos sem saídas e muitas ramificações, o labirinto da meditação consiste em um único caminho desde a entrada até o centro. 

Sua origem é incerta, mas alguns estudiosos o situam na Grécia da Idade do Bronze, porque dessa zona procede a famosa lenda do labirinto do Minotauro, e porque ali se localizam antigas moedas do século III a.C., cunhadas com desenhos de labirintos. 

A utilização desta figura por culturas tão distantes e diferentes como Grã Bretanha, Peru, Sumatra ou Creta, desperta o interesse de antropólogos e arqueólogos que tentam averiguar o significado que nossos antepassados atribuíam ao símbolo labiríntico. 

Conhece-se que a maioria das civilizações considerava esse símbolo como o núcleo ou centro sagrado, o que os gregos chamavam de omphalos. 

Para os indígenas norte-americanos do Arizona, os pimas, o labirinto representava o caminho que conduz ao alto de sua montanha sagrada. Por essa razão adornavam os cestos e os utensílios cotidianos com essa figura. 

Para os zulus, da África do Sul, o labirinto desenhado em volta de suas cabanas representava proteção. Para os escandinavos,  as almas dos antepassados habitam os labirintos de pedras e isso os impede de escapar e interferir na existência dos vivos. 

A lenda do labirinto de Creta, na Grécia, foi descoberta no século XX, nas colunas do antigo Palácio de Cnosos e influenciou na concepção mágica e religiosa do labirinto a ponto de que os realizados nas pedras receberam o nome de Povo de Tróia ou Parede de Tróia. 

Na Idade Média, ao labirinto se incorporou o símbolo da cruz, e muitas das principais igrejas européias gravaram caminhos de características labirínticas em seus solos. O centro significava Jerusalém, a cidade mais sagrada das Cruzadas, como da Catedral de Chartres na França. Eram utilizados como caminhos de penitência por seus fiéis, que andavam descalços ou de joelhos, orando, enquanto faziam o caminho desenhado. 

É possível encontrar esse tipo de figura nos parques públicos, jardins, escolas, hospitais e igrejas em vários locais do mundo. Na Catedral da Tolerância em São Francisco, EUA, que foi erguida em 1849, estão construídos dois labirintos: um ao ar livre, construído em pedra, aberto ao público, e outro no interior da catedral.  Ambos possuem as características da Catedral de Chartres. 

Atualmente muitos grupos utilizam o labirinto como caminho de meditação para o autoconhecimento, pois se trata de uma ferramenta de fortalecimento grupal, uma prática de cura e um catalisador para a construção do processo de paz interior. 

Durante todo o trajeto, o "peregrino" deve manter um estado de meditação permeável para a conexão com eu-interior. O único requisito imprescindível é libertar a mente de todos os pensamentos cotidianos, para tentar melhorar suas vidas, graças à experiência de seu caminho percorrido. O importante é saber que o peregrino chegará ao centro sem dificuldade, o que propiciará à mente o relaxamento necessário para confiar em seus próprios passos. Essa meditação é uma forma de refletir sobre sua existência pessoal e sua relação com o mundo e o Cosmo. 

O labirinto é uma fonte de energia que pode colaborar com o "fluxo energético" daquele que medita no caminho. É uma figura da geometria sagrada que concentra um tipo de energia perceptível. O círculo foi considerado a representação da totalidade; a espiral, uma imagem de transformação e crescimento, e o labirinto, um caminho de meditação. 

Aristóteles sustentava que a alma humana pensa em imagens e a geometria sagrada comparte esse conceito; para isso precisamos entender que o Universo está constituído por uma energia em contínuo estado de transformação. 

Curiosidades:
Um labirinto protegia dos aventureiros o famoso tesouro do Rei Salomão e o formato labiríntico era também o caminho percorrido pelos profanadores das tumbas egípcias.

Atividade Expressiva:

O percurso se desenrola passando-se através dos quatro quadrantes: Norte, Sul, Leste e Oeste. O percurso podia ser percorrido tanto como penitência quanto como peregrinação simbólica à Terra Santa.
No labirinto de Chartres ao contrário do grego, o caminho de entrada é o inverso do de saída. 
O labirinto seria uma maneira do peregrino recriar sua peregrinação à uma terra distante Jerusalém, movendo-se ao longo do caminho enquanto diz suas orações. 
Podem ser 3 as etapas no trajeto:
Purgação (Libertação) - uma libertação, um abandono dos detalhes da vida. É o ato de verter pensamentos e distrações. Um tempo para abrir o coração e a mente.
Iluminação (Recepção) - quando chegar no centro, permaneça lá tanto quanto quiser. É um lugar de meditação e reza. Receba o que está lá para você receber.
União (Retorno) - à medida que sai, seguindo o mesmo trajeto para o centro que usou ao entrar, você passa à terceira etapa, a qual é unir-se a Deus, seu Poder Superior, ou às forças restauradoras atuantes no mundo. 
Cada vez que se percorre o labirinto, torna-se mais fortalecido para encontrar e fazer o trabalho que sua alma procura.
Interessante observar que as recomendações para percorrer o trajeto sejam semelhantes às de alguém que inicia uma meditação:
Silencie sua mente e fique atento à sua respiração. Permita-se encontrar a paz que seu corpo quer. O caminho tem dois sentidos. Aqueles indo encontrarão os que voltam. Pode-se ultrapassar ou deixar os outros passarem por você. Aja com naturalidade quando encontrar alguém.
O labirinto é um símbolo ancestral utilizado para meditação e orações que une um círculo a uma espiral, formando um caminho que representa a viagem ao seu eu interior e seu retorno ao mundo. 
Um correspondente ocidental às mandalas orientais.
Várias catedrais pela Europa tem o desenho de um labirinto próximo à pia batismal, simbolizando nossos primeiros passos pelo caminho espiritual. 
Os peregrinos faziam a viagem até uma dessas importantes catedrais e percorriam o labirinto até o centro e de volta pra fora. Caminhar pelo labirinto pode significar uma iniciação, um despertar.

O labirinto é definido como uma rede de caminhos cruzados, de onde é difícil sair, mas, na verdade, existem dois tipos de labirintos.
Os "Dédalos" (em inglês: maze) são os labirintos cheios de caminhos sem saída com a função de confundir quem os percorre e tenta chegar ao centro. O nome vem de Daedalus, arquiteto grego que desenhou o labirinto de Creta para prender o Minotauro.
Independente de toda simbologia envolvida, podemos percorrer o labirinto com vários objetivos: equilíbrio e centramento, conexão com o eu superior, aumento da percepção ou experimentar energias. 
E quando chegar ao centro podemos relaxar, meditar ou até encontrar respostas

Texto Complementar
 

Arquitetura simbólica de Chatres e o Labirinto

John James é um arquiteto australiano que estudou bastante a arquitetura da Catedral de Chartres.

Ele entendeu que o Labirinto tem uma importante relação com o projeto da Catedral e com seus símbolos geométricos e numéricos.

Assim, ele considera que toda a catedral em seu plano horizontal tem uma disposição harmônica em três quadrados que se tocam pelos vértices.

Os símbolos numéricos pitagóricos e cristãos estão presentes no fato de se ter quadrados (número 4) que simboliza o mundo material (4 estações, 4 polos, etc), enquanto o número 3 simboliza o mundo espiritual. A combinação de 3 e de 4 pode ser entendida como dando a soma 7 ou o produto 12, ambos números que simbolizam níveis de totalidade ou quase totalidade em vários conjuntos.

Além disso, pode-se observar que a disposição das colunas em relação a esses quadrados agrupam-se em determinados números.

Da porta da catedral até o altar, os três quadrados podem indicar um caminho da matéria para o espírito.

O primeiro quadrado, mais próximo à porta, está disposto no local em que habitualmente são delimitados nas igrejas como sendo um nível profano da construção. 

O lugar do labirinto (representado como um círculo no desenho) fica no mesmo lugar da entrada da antiga igreja que havia antes da catedral atual. Assim ele delimita a passagem do espaço profano para o espaço sagrado. Dentro desse primeiro quadrado há duas colunas, uma de cada lado. O número 2 indica divisão, separação.

Ao lado do labirinto há 3 colunas de cada lado. O número 3, da espiritualidade indica a passagem para uma nova etapa. Sua presença 2 vezes pode indicar um espelhamento do espírito na matéria, ou mesmo no corpo.

A seguir, o quadrado maior contém 22 colunas, sendo 11 de cada lado. O próprio labirinto tem onze círculos conforme uma visão do Universo nessa época.

O 11 de um lado e de outro também pode simbolizar universo espiritual e universo material como um sendo o espelho do outro. 22 é o número de letras do alfabeto hebraico e também do número de caracteres do tarô em um determinado conjunto; assim é símbolo de linguagem, de comunicação, de estudo e entendimento dos símbolos. É uma instância intermediária onde o ser humano vale-se da linguagem, da palavra, do verbo, para entender o sagrado.

Antes de chegar-se ao quadrado final, tem-se, do lado de fora, sete colunas de um lado e sete colunas de outro. São dois conjuntos de 7 que indicam um passo antes de atingir o nível espiritual mais alto.

O número 7 também está presente nos 7 chacras e nos 7 níveis da constituição do ser humano conforme os hindus.

O último quadrado finalmente tem 8 colunas. Para Santo Agostinho o número 8 é "mais completo" ou mais sagrado do que o 7, pois o 8 indica "Ressurreição", pois Cristo ressuscitou no primeiro e oitavo dia da semana ao mesmo tempo, dando um sentido de fechamento e completude ao próprio tempo. A roda budista também tem 8 lados. O 8 indica, assim, em várias tradições, perfeição.

Os três quadrados também podem lembrar os 3 níveis de consciência de Platão, que considera haver uma mente instintiva, outra mente emocional e outra mente racional.

Diversas tradições dividem o caminho do progredir espiritual em 3 etapas.

A estrela invisível do Labirinto de Chatres

Conforme Lauren Artress informa em seu livro sobre o Labirinto intitulado "Walking a Sacred Path", há uma estrela invisível de 13 pontas no Labirinto de Chartres, como podemos ver na imagem acima que consta desse mesmo livro. A autora assinala que encontrou esse desenho com a ajuda do estudioso Richard Feather Anderson, na procura de conseguirem reproduzir corretamente o Centro do Labirinto com suas pétalas na proporção correta, de acordo com o Labirinto de Chartres. 

Artress acredita que os labirintos construídos a partir da estrela de 13 pontos, de alguma forma permitem experiências mais integrativas e com mais energia do que os que não seguem esse padrão. 

A autora lembra que o número 13 é um número primo, e pode ter sido usado nas proporções da construção de Chartres. Além disso lembra que o número 13 pode ser um símbolo de Cristo quando junto aos 12 apóstolos. Também corresponde ao número de 13 luas no transcorrer de um ano solar. Também o caminhante do Labirinto volta-se para o centro do Labirinto por 13 vezes. 

Assim, as linhas dessa estrela, ao mesmo tempo em que permitem desenhar as pétalas do centro, atravessam o Labirinto de lunação a lunação, ou seja incluem a distância que diz respeito às saliências das lunações do contorno do Labirinto. Nota-se também a estrela de 13 pontas menor no centro e a outra no Labirinto todo: o Microcosmo no Macrocosmo.  


O Labirinto e as doenças

É comum que alguém, ao conhecer o labirinto e ouvir falar de seu uso em diversas partes do mundo e em variadas comunidades, como hospitais, igrejas, universidades, escolas, prisões, fique curioso a respeito da relação entre o labirinto e as doenças, ou ainda a respeito do que o labirinto pode fazer a pessoas que estejam doentes. 

Em primeiro lugar é necessário dizer que não há muitas pesquisas científicas a respeito do efeito da caminhada no labirinto. Por outro lado, há muitos relatos e observações de pessoas com as mais variadas situações de doença, de modo que, têm-se noções a respeito de doenças e a caminhada no labirinto. 
 

Um dos efeitos mais frequentemente observados é o relaxamento, a calma, a redução da ansiedade e do stress. 

Várias vezes as pessoas só percebem que estavam estressadas após a caminhada no labirinto. A pausa para fazer a caminhada, quando a pessoa se deixa levar pela atividade, permite mudar de foco, deixando de ficar prestando atenção apenas nos problemas e passando a perceber melhor a si mesmo, em suas condições no corpo e na mente. 

Alguém pode dizer que, se é assim, então basta ficar parado, quieto, que essa percepção acontece. Pode até ser que isso às vezes aconteça, mas se for apenas dessa forma, é difícil para muitas pessoas.

A meditação caminhando no labirinto oferece condições que favorecem as pessoas a mudarem o foco de sua atenção. Todos sabem que não é fácil deixar de ficar focalizado nos problemas, ou mesmo nas tarefas que estão por vir. 

Ao dispor o corpo à geometria do Labirinto, as áreas do cérebro que são menos usadas no dia a dia, são motivadas, são despertadas. Isso permite á pessoa que está estressada e não percebe isso, passar a ver-se de outra forma. Também os passos no trajeto do Labirinto podem permitir uma melhor percepção da "velocidade estressada" em que a pessoa se encontra. Chamamos aqui de velocidade estressada aquela situação em que a pessoa está andando rapidamente, ou fazendo tudo rapidamente, e isso ocorre com grande desgaste do corpo e da mente. Eventualmente alguém que pode parecer estar "na correria", pode estar calmo interiormente, pode estar veloz mas sem que haja desgaste.

A caminhada no Labirinto pode ajudar a uma nova percepção do corpo também em relação a outros aspectos. Quando alguém está doente, pode estar tão focado na doença em si, nos seus sintomas, que esquece de outras partes de si mesmo, partes do corpo e da mente, ou mesmo da alma. A nova relação do corpo, com o espaço e com o tempo, faz com que partes esquecidas do corpo voltem a ser conscientizadas. Essas partes assim conscientizadas podem colaborar para que, através delas, novas forças, novas energias e novas possibilidades apareçam e ajudem a pessoa a descobrir novas formas de conviver e lidar com a doença. 

É certo que a doença está na pessoa como um todo, porque ela é uma pessoa só, mas também é certo que, dependendo da doença, há partes do corpo mais preservadas, ou mesmo partes da mente. O descobrir dessas partes pode inclusive estimular a criatividade do próprio doente para outras maneiras de melhorar suas condições. 

Assim, resumidamente podemos dizer que uma nova percepção do corpo e da mente a partir da caminhada no Labirinto pode colaborar na percepção do próprio stress, também pode colaborar na redução desse stress. Em outras situações de doenças pode haver um despertar de certas partes do corpo que podem permitir alguma melhora do doente.

Labirinto e Stress

Nos tempos atuais, um dos problemas que mais afetam as pessoas é o stress, ou sendo mais específico, o excesso de stress, já que uma certa carga de stress faz parte da vida, em seu desenvolvimento e no relacionamento do cotidiano entre as pessoas e na relação com o mundo. 

As exigências da vida contemporânea levam ao sofrimento decorrente do excesso de stress. A necessidade de luta pela vida, a competitividade na sociedade, as dificuldades emocionais, a falta de tempo para cuidar de si mesmo, a alimentação e descanso inadequados, e diversos outros fatores, fazem aumentar os problemas decorrentes desse excesso de stress. Em um círculo vicioso, todos esses elementos causam distúrbios no corpo e na mente, que, por sua vez, aumentam o stress e seus males.


O Labirinto pode transformar esse círculo vicioso em círculo virtuoso.
O Labirinto corresponde a vários círculos em um único círculo.
O Labirinto usado na "meditação caminhando" tem apenas um único trajeto (o nome desse tipo de labirinto em inglês é labyrinth), diferentemente do labirinto com várias entradas, várias saídas e armadilhas (o nome desse tipo de labirinto em inglês é maze).


A circulação do sangue em nosso corpo tem esse nome, "circulação", porque o sangue movimenta-se de tal modo que ele volta ao seu "ponto de origem"; o coração pode ser tomado como esse ponto inicial de "movimento circular".
De modo semelhante, a caminhada de ida e volta no labirinto também é circular, apesar da complexidade de seu trajeto.


Costuma-se chamar de "círculo vicioso" a sucessão de eventos que tendem a piorar cada vez mais uns aos outros entre si. Já o "círculo virtuoso" corresponde ao efeito benéfico sucessivo entre eventos interligados.


A caminhada no labirinto inverte o círculo vicioso do stress, colocando a energia desperdiçada dessa forma em um novo processo, em um círculo virtuoso, em um processo de atenção voltada para o interior da pessoa, veiculado pela geometria sagrada e pela música


labirinto e o cérebro

Há quem compare os intrincados caminhos do Labirinto com os assim chamados "giros cerebrais", que correspondem às tortuosas saliências da superfície do cérebro. Há até mesmo desenhos de labirinto mimetizando a superfície cerebral delineada dentro do contorno de um crânio. Essa interessante correlação simbólica pode ter também sua correspondência com a própria potencialidade e atividade cerebral. As atividades do sistema nervoso de cada pessoa são habitualmente direcionadas para o desempenho cotidiano, que pode implicar em atividade intelectual, emocional, corporal e criativa, além também do sono. Essas atividades correlacionam-se em intensidade de acordo com aquilo que ocupa mais o tempo, a atenção e as energias do indivíduo. Sendo assim, pode-se dizer que o cérebro, em grande parte, molda-se ao que corresponde à atividade profissional da pessoa. Uma intensidade menor de trabalho cerebral é dirigida aos outros aspectos da vida.

A caminhada no Labirinto implica em uma atividade que quebra a rotina habitual à qual a pessoa está acostumada, seja ela de natureza intelectual, braçal, ou artística. Interromper o seu dia a dia, para adentrar o seu corpo a um espaço com a delimitação labiríntica, desperta "partes" cerebrais adormecidas ou menos utilizadas. Aqueles setores do sistema nervoso que são menos racionais, ou ainda que correspondem ao corpo, ou a partes do corpo que são menos ativados, a partir da entrada no labirinto podem ser mais requisitados, na medida em que necessita-se de uma nova atenção a um determinado desenho dentro do qual existe a necessidade de se conter e conduzir o corpo, ao mesmo tempo em que se vislumbra um caminho próximo futuro indeterminado, embora contido no círculo. Essa estimulação corporal associada à música apropriada e ao momento específico da vida do caminhante, podem despertar memórias corporais e psíquicas que podem trazer a sensação de um "reencontro", ou mesmo como diz a Dra. Lauren Artress, "uma sensação de volta para casa". Por meio da propriedade da neuroplasticidade cerebral, essas novas ativações podem permitir que a pessoa encontre novas soluções para problemas do momento, ou ainda que tome decisões que estejam em suspenso, ou até mesmo encontre novas "energias mentais" para prosseguir na jornada da vida.

http://meditar-labirinto.blogspot.pt/search?updated-max=2011-04-27T.
 

Dinâmica: "Caminhar com... "

Idealizada para propor aos participantes de comunidades de perseverança cristã uma reflexão adequada ao início do Advento, sugerindo um caminhar em comunidade, como comunidade para renovarmos os propósitos, fortalecermos os passos a dar, vencermos os desafios, as pedras de tropeço e descobrirmos, juntos, uma nova maneira de caminhar. Pode ser utilizada por todas as faixas etárias, adaptando-se, naturalmente, à realidade e universo de cada uma.
 

Objetivo: trabalhar os temas relacionados à nossa caminhada cristã: diálogo com Deus e com os irmãos; amor a Deus e aos irmãos; discernimento; capacidade de escolha; dedicação; meta; responsabilidade; respeito; acolhida; assumir seu papel, sua identidade; partilhar; compartilhar; perdoar; doar-se etc. 

- utilizando o recurso de um labirinto, levá-los à analogia dos diversos obstáculos, escolhas, contratempos, motivações, etc., que nos distanciam ou nos aproximam do caminho para vivenciar plenamente a vida em comunidade, como comunidade, contribuindo e favorecendo o alcance do objetivo maior que a cerca: viver como e com Cristo;

- usando da analogia, levá-los a observar e refletir sobre “o como lidamos com as nossas dificuldades nessa caminhada comunitária, quais as que mais dificultam nossa realização;

Tempo: aproximadamente 50 minutos.


Material: para cada participante: cópia do labirinto (anexo), caneta ou lápis. Para o dirigente: texto de apoio anexo.


Estratégia: 1ª etapa: 5 minutos
 

O animador propõe o exercício do labirinto, convidando-os a se acomodar de forma a não sofrer interferências. Distribui os impressos do labirinto, a caneta e orienta:

- “cada um utilizando a caneta deve assinalar o percurso que julga correto para alcançar a meta; ao terminar coloque o labirinto sobre o assento da cadeira, de cabeça para baixo, fique em pé e aguarde novas instruções.”

- não orientar a respeito da atitude de cada um quanto à curiosidade em relação aos outros, apenas permaneça atento às manifestações durante o exercício;

- não revelar o tempo, mas após 1 minuto, comunicar que tempo está se esgotando. Se necessário, aguardar mais 30 segundos e encerrar solicitando que todos fiquem em pé.


2ª etapa: 5 minutos

Convidá-los a caminhar pela sala e orientar: 

- que observem o seu labirinto, o caminho escolhido, traçado, se desejaram mudar o rumo, como foi a certeza ou não da escolha feita;

- que reflitam sobre o significado dos desenhos ali colocados, do trajeto proposto e do próprio labirinto em si.

- dar o tempo: 5’, ao termino retornem a seus lugares. Deixá-los a vontade.


3ª etapa: 20 minutos

Convidá-los a conversar, a compartilhar suas reflexões e descobertas.

Após algumas manifestações, estimulá-los com as seguintes propostas:

- o que a imagem de um labirinto sugere?

- qual a relação desse exercício com a nossa perseverança em comunidade?

- o que a expectativa de realizar a tarefa gerou em cada um?

- o que mais incomodou?


4ª etapa: 10 minutos   

Relatar brevemente o sentido do labirinto:

- “sugere a escolha de um caminho para alcançar a meta, que supõe o objetivo do caminhar, que passa por obstáculos, barreiras, etc simbolizadas em desenhos que fazem analogia à vida. As diversas possibilidades em busca do trajeto correto vêm relacionar-se com a nossa realidade: saímos do nosso refúgio para o labirinto da vida -> conviver com a sociedade -> cumprir nosso papel -> conquistar nossa realização pessoal/profissional - vivenciar a nossa fé.”

“Pra isso temos que escolher nosso caminho, por onde caminhamos como o fazemos e com quem. A gente passa pelos desafios próprios da vida: ilusões, cansaços, tentações, propostas que podem nos desviar do caminho, da meta, mas também pelas propostas que podem nos enriquecer em todos os sentidos, não só em relação à comunidade, à vida de fé em Jesus. O que de fato queremos e como queremos caminhar? O que é para nós alcançar a meta?”

“Somos livres, a escolha, a decisão é nossa, mas não estamos sozinhos. Pertencemos a uma família humana como também a uma família divina. Somos mundo e comunidade familiar, social e religiosa. Os passos são nossos, de cada um, mas a meta é de todos e para todos: o bem, a felicidade etc, este é o Plano de Deus. Mas eu, cada um tem de dar o seu passo, contribuir nesta caminhada de hoje, de agora, neste tempo...”

“Assim, o advento vem para nos fazer “renascer”, ou seja, vivenciar com Jesus os passos humanos de sua caminhada na terra, para fazer acontecer de novo e de maneira nova o nosso caminhar, a nossa escolha, os nossos propósitos.”


5ª etapa: 5 minutos 

Abrir para comentários. O que gostariam de complementar?

Concluir integrando as descobertas e propondo que cada um guarde o seu labirinto como lembrança da caminhada de hoje. 

- como comunidade somos convidados a ser para o outro/a, mas precisamos também do apoio e da força da família humana/divina.  Na verdade há uma luz que nos guia, que nos leva pela mão, que é o próprio Jesus.

- vamos nos dar as mãos e encerrar com uma meditação.

- fazer a leitura do texto de apoio de modo claro, suave, pausado.

Agradecer a participação de todos.

Baseada na Dinâmica O Labirinto, do livro: Nós, Eu e Você, Casais - de Sonia Biffi e Rosabel de Chiaro - Ed. Paulus, 3ª Ed. 2002

Texto de apoio: A luz que me leva pela mão

Jesus, nós conhecemos o amor que Tu nos deste, um amor sem limite, inexprimível, que nada pode conter; ele é luz, luz inacessível, luz que age em tudo. 

[...] Na verdade, o que não faz essa luz e o que não é? Ela é encanto e alegria, doçura e paz, misericórdia sem fim, abismo de compaixão. 

Quando a possuo, não dou por ela; só a vejo quando ela parte; precipito-me para a agarrar e ela desaparece. Não sei que fazer e esgoto as minhas forças.

Aprendo a pedir e a procurar com lágrimas e com grande humildade, e a não considerar possível o que ultrapassa a natureza, nem como resultado do meu poder ou do esforço humano o que vem da compaixão de Deus e da Sua infinita misericórdia. [...]

Essa luz leva-nos pela mão, fortifica-nos, ensina-nos, mostra-se e depois foge quando temos necessidade dela. Não é quando nós a queremos — isso pertence aos perfeitos —, mas é quando estamos em trabalhos e completamente exaustos que ela vem em nosso socorro. Ela aparece de longe e consigo senti-la no meu coração. Grito até ficar estrangulado de tanto querer agarrá-la, mas tudo é noite e as minhas pobres mãos estão vazias. Esqueço tudo, sento-me e choro, desesperando de a tornar a ver assim mais uma vez.

Quando já chorei muito e consinto em parar, então, vindo misteriosamente, ela toma a minha cabeça e eu desfaço-me em lágrimas sem saber quem está aqui a iluminar o meu espirito com uma luz tão doce.


São Simeão o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego, santo das Igrejas Ortodoxas Hino 18; SC 174 - do Evangelho Quotidiano (www.evangelhoquotidiano.org)

 

ILUSTRAÇÃO DO LABIRINTO A SER UTILIZADO NA DINÂMICA

Pergunta: "O que é um labirinto de oração? São os labirintos de oração bíblicos?"

Resposta: 
O labirinto em questão é um caminho que leva, através de uma rota sinuosa, ao centro de um projeto complexo e de volta novamente. O percurso de tal labirinto é unicursal, isto é, tem apenas um caminho. Ele foi projetado para facilitar a navegação, e é impossível se perder dentro de um.

Um labirinto de oração é um labirinto usado para facilitar a oração, meditação, transformação espiritual, e/ou unidade global. Os labirintos de oração mais famosos hoje incluem um antigo na catedral de Chartres, na França, outro na catedral de Duomo di Siena, Toscana, e dois mantidos pelo Grace Cathedral, uma igreja Episcopal em São Francisco. Embora os labirintos de oração tenham sido utilizados nas catedrais católicas ao longo dos séculos, a última década tem visto um ressurgimento de sua popularidade, especialmente dentro da Igreja Emergente e entre os grupos Nova Era e neo-pagãos.

Os labirintos foram utilizados por uma grande variedade de culturas por pelo menos 3500 anos. Evidência de labirintos antigos existe em Creta, Egito, Itália, Escandinávia e América do Norte. Labirintos antigos tinham o que normalmente é chamado de design "clássico" de sete anéis ou circuitos, assim como uma função decididamente pagã: muitos labirintos foram dedicados a uma deusa e usados nas danças ritualísticas. Os índios Hopi enxergavam o labirinto como um símbolo da Mãe Terra, e as centenas de labirintos de pedra ao longo da costa escandinava foram usados como armadilhas mágicas para ventos fortes e perversos, assegurando assim uma pesca segura.

Na Idade Média, a Igreja Católica adaptou o labirinto para os seus próprios propósitos dentro de suas catedrais. A forma clássica deu lugar a uma concepção mais complexa de 11 circuitos em quatro quadrantes, geralmente chamada de projeto "medieval". Dentro do catolicismo, o labirinto poderia simbolizar várias coisas: o caminho árduo e sinuoso para Deus, uma ascensão mística para a salvação e iluminação, ou até mesmo uma peregrinação a Jerusalém para aqueles que não poderia fazer a viagem real.

A moderna "redescoberta" do labirinto e o seu uso em ambientes de igreja são celebrados por grupos como The Labyrinth Society (A Sociedade do Labirinto) e Veriditas, O Projeto Labirinto Mundial. De acordo com estes grupos, o labirinto é uma "marca divina", uma "tradição mística", um "caminho sagrado" e uma "porta sagrada." O propósito declarado de Veriditas é "transformar o espírito humano", usando "a experiência do Labirinto como uma prática pessoal para a cura e crescimento, uma ferramenta para a construção de uma comunidade, um agente de paz global e uma metáfora para o florescimento do Espírito em nossas vidas" (tirado do site oficial do Veriditas).

De acordo com Veriditas, andar um labirinto de oração envolve três fases: purgação (liberação), iluminação (recepção) e união (retorno). A purgação ocorre quando se move em direção ao centro do labirinto. Durante esta fase, o caminhador livra-se das preocupações e distrações da vida e abre o seu coração e mente. A iluminação ocorre no centro do labirinto; essa é a hora de "receber o que lhe está disponível" através da oração e meditação. A união ocorre ao sair do labirinto e envolve "unir-se a Deus, o seu Poder Superior, ou às forças de cura em ação no mundo." Os defensores dos labirintos de oração falam de usar o labirinto para se tornarem iluminados, realinhados com o universo e cada vez mais com o poder de conhecerem a si mesmos e realizarem o trabalho da alma. Alguns, como o Dr. Lauren Artress, presidente da Veriditas, também falam dos "muitos níveis de consciência" que tocam o adorador no labirinto, incluindo a consciência de que ele é "um daqueles peregrinos caminhando nos primeiros tempos. Parece que ele é de outro tempo; nem parece estar nessa vida" (de uma entrevista com Dr. Lauren Artress no site oficial Veriditas).

Talvez como um retrocesso ao antigo culto da deusa, muitos labirintos de oração contêm símbolos femininos no centro. Dr. Artress reconhece o simbolismo e fala livremente de ligação com o "sagrado feminino" em um labirinto e da necessidade de ver Deus tanto como um "ele" quanto "ela". São bíblicos os labirintos de oração? Não, eles não são. Eles não só deixam de ser mencionados na Bíblia, mas também entram em conflito com vários princípios bíblicos de adoração e oração.

  1. Deus procura aqueles que O adoram em espírito e em verdade (João 4:24, Filipenses 3:3, Salmo 29:2). Os defensores dos labirintos de oração falam de "adoração corporal" e do objetivo de empregar todos os cinco sentidos na adoração. No entanto, esse tipo de adoração não é um conceito bíblico. Nós vivemos pela fé, não pelo que vemos, e a adoração não é uma atividade física sensual; ela é uma questão do coração, demonstrada em louvor e serviço a Deus. Para o crente do Novo Testamento, a adoração não tem nada a ver com o aparato externo, como acender velas, ajoelhar-se em um altar ou andar em círculos.

  2. A oração não deve se tornar ritualística (Mateus 6:5-8). Dr. Artress diz que "o ritual alimenta a alma" e recomenda viagens regulares e repetidas no labirinto. Se o ritual fosse verdadeiramente alimento para a alma, então os fariseus do tempo de Jesus deveriam ter sido as almas mais bem alimentadas que já existiu - afinal, o seu sistema religioso abundava em ritual e tradição. No entanto, Jesus repreendeu-os em mais de uma ocasião por seus rituais mortos e a hipocrisia da sua religião (Mateus 15:3, Marcos 7:6-13).

  3. Cada crente tem a mente de Cristo (1 Coríntios 2:16). Muitos que andam nesses labirintos de oração estão buscando uma visão especial, uma nova revelação ou a descoberta do "Deus que está dentro." Tal ênfase no misticismo e conhecimento esotérico chega perigosamente perto do gnosticismo e pensamento da Nova Era. O cristão não tem necessidade nenhuma da experiência mística ou revelação extra-bíblica: "E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento" (1 João 2:20).

  4. Deus está próximo de todos os que o invocam em verdade (Salmo 145:18; Atos 17:27). Nenhum ritual, inclusive o de andar em um labirinto, pode ajudar alguém a se aproximar de Deus. Jesus é o caminho (João 14:6). O arrependimento e a fé são o que é necessário (Atos 20:21).

  5. A Bíblia é suficiente para tornar o cristão santo, sábio e completamente proficiente para o seu trabalho neste mundo (2 Timóteo 3:15-17). Dizer que a fim de encontrar o verdadeiro poder é preciso acrescentar o misticismo ou a tradição à Bíblia é denegrir a Palavra de Deus e a obra do Espírito Santo através dela.

Historicamente, os labirintos foram enraizados no paganismo e incorporados pelo catolicismo. Agora eles são promovidos pela Igreja Emergente e outras que buscam uma espiritualidade aberta além da Bíblia. A advertência de Paulo para a igreja deve ser suficiente para nos manter focados em Jesus e evitar rituais vazios: "Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo" (Colossenses 2:8).
 

Atividade Expressiva-

Roda da vida

Sub-rodas

Após fazer a Roda da Vida, uma área mais importante ou de alavanca pode ser destrinchada em outra roda, para avaliação do nível de satisfação em aspectos mais específicos dessa área. Por exemplo, para a área da família, sua sub-roda poderia ser dividida em áreas como filhos, pais, cônjuge, irmãos, etc. Uma sub-roda de saúde poderia conter itens como atividade física, consultas médicas de rotina, energia e disposição, níveis de estresse, e assim por diante.
 

Roda da Inspiração

Alguém desmotivado pode listar nessa roda diversas atividades que o inspiram, motivam ou energizam, e depois definir o nível atual de dedicação a cada uma delas. Uma alavanca também pode ser escolhida, com a pergunta: “qual atividade, que se você passar a dedicar tempo e energia, agora, poderá lhe trazer rapidamente maior motivação e inspiração?”


Roda das Forças

A roda poderá conter as principais forças ou habilidades do cliente, que definirá no gráfico o quanto cada uma delas está ou não sendo subutilizada. A reflexão seguinte deverá ser: “em quais forças você deverá trabalhar para poder aproveitar o máximo do seu potencial? De que forma?”


Roda de Negócios ou Vendas

Listar na roda os pontos fortes ou áreas-chave de um negócio ou produto, e perceber através da avaliação o quanto cada um desses pontos está sendo trabalhado. A alavanca deverá ser aquela área que vai impulsionar as vendas ou crescimento do negócio.


Roda do Estresse

Nesta roda aparecerão as coisas que mais geram estresse para o cliente, que deverá quantificar o quanto cada uma contribui para gerar frustração e perda de energia. Neste caso, o desafio é encontrar as principais áreas que precisam ter seus valores diminuídos.


Roda de Conhecimentos

As áreas dessa roda devem representar habilidades que faltam ao cliente ou coisas que ele gostaria de aprender ou saber. Descobrir então quais conhecimentos ou habilidades que fazem falta para a sua vida. Nesse item é possível abordar aspectos profissionais ou pessoais.


Roda dos Relacionamentos

Para quem procura alguém para relacionar-se ou mesmo avaliar um relacionamento existente, essa roda pode conter as características essenciais para um parceiro, como: beleza física, paciência, bom humor, valores compatíveis, etc. Assim, o cliente poderá ter uma maior compreensão das qualidades que são mais importantes e das que são negociáveis.


Roda de Projetos

Na hora de tomar a decisão sobre um novo projeto a se envolver, seja pessoal ou profissional, esta roda poderá ser usada para avaliar a relevância de cada uma das opções, e assim fazer uma escolha mais alinhada aos objetivos e valores da pessoa.

Realize o teste

1. Imprima o modelo abaixo (para salvar a imagem no seu computador, clique com o botão direito do mouse sobre a imagem e selecione “Salvar imagem como…”)
2. Pinte a figura abaixo, atribuindo valor de “0″ a “10″ (onde o centro representa “0″ e a extremidade “10″), para o seu grau de satisfação em cada um dos quadrantes que compõem a Roda da Vida.
3. Responda à pergunta: Qual dessas áreas que, se você colocar um pouco mais de foco, conseguirá alavancar várias outras áreas da sua vida?


Agora tome providências para fazer a sua Roda da Vida girar.


Quanto você se sente satisfeito com a sua vida atualmente?


A Roda da Vida é uma excelente ferramenta utilizada como assessment nos processos de Coaching. À partir dela o Coach (Profissional), e o Coachee (Cliente), podem identificar qual será o foco a ser trabalhado no processo.

Aqui você pode avaliar seu grau de satisfação em cada uma das áreas da sua vida. Veja como, abaixo

De seguida, em cada linha que você fez para separar as áreas, faça pequenos tracinhos, com um número(de 1 a 10) em cada, sendo que o "0" é no centro, e o "10" é na tangente, tal como pode comprovar na imagem abaixo

Pronto, agora que já temos a nossa roda da vida desenhada, somente nos resta preencher, tal como vou exemplificar abaixo!


Em cada área uma das áreas de escreveu, a única coisa que resta fazer é, você fazer uma análise sincera/honesta, sobre como está determinada área, neste momento!! Por outras palavras, reflicta sobre como será(?) estar nos extremos (por ex: pessimamente-maravilhosamente, ou triste-feliz, ou cansado/desmotivado-cheio de energia/motivado), e para finalizar, faça uma comparação, sobre como está a sua vida nessa área, actualmente!!!


Após ter uma imagem clara e concreta sobre como está uma determinada área, escolha um dos números que melhor identifica com o nível que está neste momento!!


Depois de ter completado uma área, basta fazer o mesmo exercício para as restantes áreas, para que o seu desenho seja parecido com a imagem abaixo!

Após terem desenhado e preenchido a vossa roda, olhem para o desenho, sem qualquer tipo de julgamento, e vejam quais dessas áreas precisam de ser reajustadas ou melhoradas!! Certamente que talvez existam áreas nas quais já nos sentimos satisfeitos/realizados, e nada adianta fazer para alterar/mudar, restando apenas de manter esses níveis, no entanto, acredito plenamente que existem outras áreas que estamos completamente descontentes/tristes/fracassados/etc, e que precisamos de fazer alguma coisa, se quisermos sair/melhorar, obviamente!!
 

Para finalizar, um dos maiores segredos da vida, é saber equilibrarmos todas as áreas que complementam a vida física, portanto, se nunca fez este exercício está à espera de quê?
 

Pensando nisso, os hindus desenvolveram um sistema de auto-avaliação chamado Roda da Vida.

Este sistema é composto por um círculo com oito divisões. Em cada uma delas é definida uma esfera da vida considerada fundamental para a conquista do equilíbrio pessoal. A idéia central é que as pessoas façam reflexões periódicas sobre a atenção dispensada a cada uma destas áreas e desenvolvam um plano de ação para melhorar o que não está satisfatório.

Cada esfera deve ser avaliada atribuindo-se uma pontuação de 0 a 100% que reflita a quantidade e a qualidade dos investimentos a ela destinados nos últimos meses. Segundo os hindus, as principais esferas da vida são: lazer, intelecto, saúde, vida financeira, amigos e família, trabalho, espiritualidade e amor.

1- Lazer: é o tempo disponível para fazer aquilo que dá prazer. Não entram neste item as atividades de trabalho ou de estudo, por mais que tragam satisfação. Esta área refere-se a tudo aquilo que "recarrega as suas energias", que relaxa, diverte e dá satisfação.
 

2- Intelecto: são as atividades realizadas para o desenvolvimento intelectual. São os cursos, leituras, estágios, enfim, atividades que propiciam enriquecimento com informações que contribuirão para o seu crescimento.


3- Saúde: os hindus consideram esta esfera como a mais importante, pois sem ela o restante não flui. Deve-se avaliar como a saúde física está sendo cuidada. É preciso fazer exames periódicos de rotina e, quando necessário, submeter-se aos tratamentos propostos. Neste item existe também a preocupação com a quantidade e a qualidade dos alimentos ingeridos, e com a prática de exercícios físicos. O controle da obesidade e do sobrepeso é fundamental para a manutenção da saúde e da qualidade de vida.


4- Vida financeira: analisar se o rendimento financeiro é suficiente para suprir as necessidades de alimentação, vestuário, saúde e lazer de forma satisfatória, ou se a vida financeira é motivo de estresse e preocupação a ponto de trazer desgaste emocional.


5- Amigos e família: avalie os seus relacionamentos observando se é possível contar com os parentes e amigos nos bons momentos e também nas situações difíceis; se os encontros sociais são agradáveis e amistosos, sem grandes fontes de tensão; se os eventuais problemas são resolvidos com diálogo e boa vontade para "acertar as arestas". Deve-se destacar que este item não inclui o relacionamento com o marido, esposa ou o namorado.


6- Trabalho e carreira: verificar se a atividade profissional é interessante e traz satisfação, se o ambiente de trabalho permite crescimento, se possui desafios e oferece oportunidades de progresso na carreira.


7- Espiritualidade: Deve-se avaliar se há paz interior, coerência de valores e força interna para suportar as dificuldades sem se desequilibrar. Este item pode ou não estar ligado à religiosidade, mas se sua religião exerce influência nesses aspectos, a espiritualidade terá relação com suas crenças.


8- Amor: considerar se o vínculo emocional estabelecido com o parceiro(a) é satisfatório. Se há respeito mútuo das diferenças e dificuldades individuais e coerência nos atos que impulsionam o casal a continuar unido; se as respostas para superar as dificuldades presentes na vida a dois reforçam os laços afetivos do casal.


Parar para refletir pode ser um bom caminho a quem procura uma alternativa para realizar as mudanças necessárias para alcançar uma vida mais feliz. No sistema hindu é desejável que se obtenha pelo menos 60% de satisfação em cada uma das esferas.


Caso o nível de satisfação esteja abaixo desse valor, é importante promover as mudanças necessárias para suprir as deficiências e atingir o equilíbrio desejado. Experimente fazer esta avaliação para identificar se alguma esfera da sua vida pode ser melhorada para tornar você uma pessoa mais feliz. Vale a pena investir nesta descoberta pessoal. Então mãos à obra!


Por:
Flávia Leão Fernandes


Como você pode observar na figura, a Roda da Vida se parece com uma roda de bicicleta só que ela tem apenas oito raios.

Os raios delimitam as oito áreas mais importantes da sua vida seja ela pessoal ou profissional. Com a Roda da Vida preenchida você será capaz de decidir em qual ou quais áreas você poderá por mais atenção e energia de forma a gerar mudanças significativas em sua vida.

As dicas tarja preta para você não obter um resultado falso, são:

1º- seja honesto e realista: coloque as pontuações em que você julgue ser o seu momento atual e não o desejado;

2º- Não faça correndo: escolha um horário e local onde você possa ter tranquilidade para fazer as marcações.

 


Mapa da alma

Missão, Visão e Valores – A forma mais simples e poderosa de inspirar, motivar e engajar  e o segredo está em saber qual SUA missão, visão e valores
 

MISSÃO

“Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou”. Richard Bach


 VISÃO

“Através dos séculos existiram homens que deram o primeiro passo ao longo de novos caminhos, sem outros recursos além de sua própria visão”. Ayn Rand


 VALORES

“Dou valor as coisas, não por aquilo que valem, mas por aquilo que significam”. Gabriel Garcia Marques


Qual a importância de eu ter uma missão?

Quando temos uma missão de vida, temos um horizonte para onde olhar e para onde podemos nos direcionar em todos os afazeres de nossa vida. Pessoas com uma missão se tornaram ícones perante seus semelhantes, e deixaram sua marca mesmo após sua despedida deste mundo. Podemos citar muitos exemplos de pessoas que tinham uma missão, e que viveram suas vidas baseado em seus valores. Vamos conhecer alguns deles:


Mahatma Gandhi: Deixar que a primeira ação todas as manhãs seja fazer a seguinte resolução para o dia: “Não temerei ninguém na terra. Temerei somente a Deus. Não terei maus sentimentos em relação a ninguém. Não me submeterei à injustiça por parte de ninguém. Conquistarei a inverdade com a verdade. E, ao resistir à inverdade, suportarei todo o sofrimento.”


Madre Tereza de Calcutá: Ter compaixão e misericórdia pelos moribundos.


Benjamin Franklin: Temperança – Silêncio – Ordem – Resolução – Economia – Diligência – Sinceridade – Justiça – Moderação – Higiene – Tranqüilidade – Castidade – Humildade.

Estes são poucos nomes que viveram em função de sua missão de vida, e por este motivo, se tornaram ícones mundiais. Poderíamos aqui fazer uma lista muito maior, mas como nosso foco não é simplesmente conhecer ícones, mas sim se tornar um, vamos prosseguir com nosso modelo de Coaching. Caso você deseje encontrar outras personalidades para se inspirar, uma busca pelo googlepode lhe auxiliar.


O que meus valores podem fazer por mim?

Os valores formam uma base para que encontremos o melhor caminho para seguir nossa missão. Quando temos valores bem sólidos tomar decisões, definir metas, desenvolver as competências certas para cada função se torna um processo muito mais fácil. Descobrir os valores não é uma tarefa fácil. Mais difícil ainda, é quando percebemos que estamos negligenciando estes valores. Se olhar no espelho, e não gostar do que se vê diante de sí mesmo, é um dos primeiros obstáculos que temos de ultrapassar para ser uma pessoa de sucesso. A partir do momento em que escolhemos um caminho a seguir, este caminho e todos os seus obstáculos devem ser vencidos, sem que com isto seja comprometido nossos valores e crenças na vida.


Como descobrir meus valores e minha missão de vida?

 O primeiro, busca encontrar nossa missão e nosso propósito de vida, já o segundo, para resgatar de nosso interior nossos valores e Crenças. Vamos ao primeiro:


Passo 1: Identifique 5 principais características ou talentos que você possua. Para isso, utilize os questionamentos abaixo como referencia:

  • Quais são seus 5 maiores talentos?

  • Quando você pensa em sí, quais são suas principais características?


Passo 2: Descreva os comportamentos que podem caracterizar  estes talentos ou características.

  • Quais os comportamentos que evidenciam a característica ou talento?

  • Quais são suas ações que comprovam esta sua característica ou seu talento?


Passo 3: Identifique os cinco principais objetivos a ser realizado no periodo de um ano a partir de hoje.

  • Quais são seus principais objetivos pessoais ou profissionais a serem realizados daqui a um ano?


Passo 4: Identifique o objetivo financeiro a ser realizado no período de um ano a partir de hoje.

  • Qual o seu objetivo financeiro para daqui a um ano?


Passo 5: com sua lista de características e talentos, faça uma classificação de maior e menor importância.


Passo 6: A partir desta lista, e das respostas encontradas nas questões anteriores, elabore um esboço de sua missão e de seu propósito de vida, seguindo o seguinte roteiro:


Minha missão é: Ser (talentos ou características), através de (comportamento que a evidencia) para conquistar (objetivos gerais e financeiros).

O que você vai conseguir através deste exercício, é apenas um esboço ainda em seus primeiros traços.


Porque conhecer e viver sob meus valores é importante?

Os valores fazem parte do quadrilátero de sucesso Valores/Crenças/Visão/Missão, portanto, viver sob seus valores torna você mais verdadeiro, mais acessível ao sucesso que lhe espera. Vamos agora aprender como encontrar nossos valores de vida:


Quais são os meus Valores?

Valores são sentimentos, para descobrir nossos valores, devemos antes descobrir quais são os sentimentos que são importantes para nós. Para isso siga os passos abaixo:


Passo 1: Faça uma lista dos 5 sentimentos mais importantes em sua vida.

Passo 2: Para cada sentimento importante, defina uma situação que demonstre o mesmo.

Passo 3: A partir da sua lista de sentimentos, determine o porque isso é importante para você.

Passo 4: Pensando em seus objetivos de vida, determine o porque estes objetivos lhe são importantes? Quais sentimentos surgem ao realizar seus objetivos?


A seguir, segue um questionário que irá auxiliar você a encontrar seus valores:

  • 1: Qual é o momento mais gratificante de seu dia?

  • 2: O que este momento faz você sentir?

  • 3: Quais as qualidades mais importantes nas pessoas de seu convívio?

  • 4: Cite 5 pessoas que você admira:

  • 5: Quais são os comportamentos que te faz admirar estas pessoas?

  • 6: Se você tivesse apenas 6 meses de vida, quais seriam suas principais preocupações?

  • 7: Defina 3 ensinamentos que você gostaria de deixar após sua morte.


O trabalho de identificar sua visão, passa por dois processos distintos.

O Primeiro processo é a sua visão de futuro,

O que você mais deseja em seu futuro e a forma como isso influência você hoje.

O Segundo processo indica como você gostaria de ser visto pelas pessoas ao seu redor, que tipo de sentimentos e reações você espera, e como isso pode lhe ajudar a alcançar seus objetivos de vida. Vamos então ao primeiro processo:
 

Qual a Sua visão de Vida, de seu Futuro e seu Grande Sonho?

01 – Descreva abaixo como você espera que seja seu futuro nos:

  • Próximos 5 anos

  • Próximos 10 anos

  • Próximos 15 anos

02 – Quais serão os sentimentos que você terá, ao realizar estes seus desejos?

03 – Qual o seu grande Sonho de Vida?

04 – O que, ao realizar este sonho, você terá de benefícios?


Como você é visto pelas pessoas a sua volta? (Avaliação 360º graus)

A avaliação 360º graus é uma forma eficaz de medir como esta a sua imagem junto as pessoas que fazem parte de seu convívio. Segue abaixo um pequeno questionário que vai auxilia-lo no processo: 

 01 – Defina 5 Qualidades que as pessoas ao seu redor dizem sobre você:

02 – Defina 5 Defeitos que as pessoas ao seu redor dizem sobre você:

03 – Descreva abaixo o que você sente quando se defronta com cada uma das qualidades:

04 – Descreva abaixo o que você sente quando se defronta com cada um dos defeitos:

05 – De que forma você pode evidenciar suas qualidades?

06 – De que forma você pode neutralizar seus defeitos?

Da mesma forma que os valores nos ajudam a seguir nosso caminho de forma integra, nossas crenças fortalecem esta integridade nos tornando pessoas destinadas a um futuro promissor e cercado de sucesso. Um pensamento importante neste momento é:
 

Somos aquilo que fazemos, nada fica de nós, após nossa despedida, que não seja nossos próprios exemplos de vida.


Nossas crenças fazem parte daquilo tudo que vivemos junto aos nossos familiares. São conceitos aprendidos na nossa infância, e que fazem de nós o que somos hoje. Vamos agora ao processo que nos ajuda a identificar estes conceitos:


Passo 1: Quais são suas crenças sobre a vida? Faça uma lista de 10 coisas que você acredita sobre a vida.

Passo 2: Quais são suas crenças sobre sí mesmo? Faça uma lista de 10 coisas que você acredita sobre sí mesmo.

Passo 3: Leia sua lista de crenças sobre a vida, quais são os sentimentos que você tem ao reler?

Passo 4: Leia sua lista de crenças sobre sí mesmo, quais são os seus sentimentos ao reler?

Passo 5: Classifique suas duas listas, a cada item, se ele é uma crença positiva ou negativa.

Passo 6: faça este passo com cada um dos itens das duas listas:

  1. Se a crença for positiva, o que você pode fazer para torna-la mais evidente?

  2. Se a crença for negativa, o que você pode fazer para torna-la menos evidente?

Passo 6: Descreva 5 limitações que te impedem de realizar seus grandes sonhos.

Passo 7: A partir destas suas limitações, o que está lhe custando não ter a realização de seus sonhos hoje?

Passo 8: O que você poderia fazer hoje, a partir deste momento, para vencer suas limitações?

 

Mapa de nossa alma

Nesta atividade utilizamos da técnica missão, visão e valores utilizando para análise o mapa abaixo. Utilizamos da técnica do passado, presente e futuro e analisamos o que o cliente escolheu e a colagem que fez e dentro os símbolos fazemos uma análise dentro da visão, missão e valores. Após fazemos uma comparação com a roda da vida e os complexos. Cegamos aqui a crença limitante que o cliente utiliza para esses complexos e o que limita a expansão na sua vida.

Atividade Expressiva-

Modulo I

O grande círculo das formas mandálicas.

Os ciclos da natureza formam não só os pensamentos como a nossa vida interior, que como faz parte da natureza é ela mesma ordenada e padronizadas, embora as vezes não dê essa impressão.
 

A individuação é um desses padrões. Ela nos leva da simplicidade da totalidade, na infância, a uma diferenciação cada vez mais complexa e complicada. Durante a vida adulta, nós nos esforçamos por atingir a plenitude, o equilíbrio e a harmonia num padrão complexo que somos nós mesmos. A medida que o nosso tempo de vida se cumpre, somos levados a gozar de um integridade cada vez mais simples e ressonante que subjuga as complicações que antes nos dominavam.

Arquétipo do Self governa o ciclo natural da individuação.
 

Encontramos no processo de individuação uma relação dinâmica entre o self e o ego que mostra um ritmo natural que alterna proximidade e separação.
 

Mandalas desenhadas pelas crianças revelam um íntimo alinhamento entre o ego e o self.

Suas mandalas refletem o fato de que o ego se desenvolve da matriz do self. Quando amadurecemos e nos tornamos adultos, o ego consegue separar-se da estrutura arquetípica do self, só tornando a encontra-la de novo na meia idade período em que geralmente sentimos necessidade de expressar nosso potencial não utilizado, viver a vida não vivida e completar o padrão de totalidade estabelecida pelo self.
 

Dentro desse padrão maior de relação ego-self há muitos momentos de aproximação e retração.

Os adultos podem se tornar consciente do self nas épocas de crise ou de transição, quando suas imagens aparecem em sonhos, desenhos e acontecimentos normais do dia a dia. Isso porque o self permanece não só como um centro e um receptáculo da psique, mas também, como explicou Edinger faz o papel de fiador do ego, ficando, por assim dizer, por trás deste e apoiando sua estrutura em épocas de distúrbio e desafio,
 

O self sempre está presente, tenhamos ou não consciência dele. Há um relacionamento vitalício entre ele e o ego. De fato, é muito importante que haja uma ligação saudável entre ambos para que a pessoa atue plenamente. É esse vínculo que é forjado pelo processo de individuação.
 

Edinger conceitua a dança entre o ego e o self como uma espiral ao longo da qual o ego se aproxima do self e dele se afasta, assumindo uma posição de separatividade.
 

Durante esses períodos de separação, a pessoa com frequência se sente deprimida e alienada. Quando o ego está estreitamente identificado com o self, o individuo pode ter uma sensação de  força e de inflação. Durante a vida toda, passamos muitas vezes de uma posição para outra e, em outros períodos, permanecemos entre elas.

Edinger ilustra a relação rítmica entre o self e o ego por meio de um círculo.
 

Na parte superior do círculo vemos um estreito alinhamento entre ego e self, como na totalidade original vivida pelas crianças.

Seguindo em sentido horário, o ego se separa do self.
 

A ligação torna-se cada vez mais distante até atingir na parte inferior, uma experiência de alienação do ego com relação ao self. Esse é o ponto crítico, a partir do qual o ego começa a aproximar do self novamente.
 

Ainda em sentido horário, desta vez para cima ao longo do lado esquerdo do círculo há uma religação com o self que leva finalmente a identidade entre o ego e ele e a uma nova experiência da inflação. Então o círculo se repete

Nossa vida interior é expressa por imagens que sonhamos, imaginamos e desenhamos.

Sabemos que, com frequência, o arquétipo do self é refletido na mandala.

Há formas particulares de mandalas associadas com a individuação?

Será possível identificar as mandalas que trazem informações sobre a relação entre o ego e o self.

Os trabalhos de Jung, von Franz, Harding e Kellogg sugerem algumas respostas interessantes a essa pergunta.

Jung via com frequência mandalas nos trabalhos artísticos e passavam pela experiência da individuação.

Desenhos que observou

Formas circulares, esféricas ou ovais

O círculo é elaborado como uma flor- rosa, lótus ou como uma roda.

Um centro expresso por um sol, estrela ou cruz, geralmente com quatro, oito ou doze pontas/raios

Os círculos, as esferas e as figuras cruciformes frequentemente são representados em rotação(suástica)

O círculo é representado por uma cobra enrolada em torno de um centro, seja em forma de anel(uroboros) ou em espiral(ovo órfico)

Quadratura do círculo, tornando a forma de um círculo, quadrangulares ou circulares.

Motivos de castelos, cidades e pátios(temenos) quadrangulares ou circulares

Olho –pupila íris

Além de figuras tetrádicas múltiplos de quatro, há também formas triádicas e pentádicas.

Jung não menciona a existência de nenhuma ordem especifica de transformação dessas formas umas nas outras. EWlas simplesmente lhe comunicavam que o processo de individuação fora ativado.

Von Franz, na sua definição de mandala afirma que os motivos dos desenhos mándalicos podem repetir-se num padrão cíclico. Ela explica que a mandala serve a um propósito conservador. Isto é, restaura a ordem previamente existente. Mas também se3rve ao propósito criativo de dar expressão e forma a algo que ainda não existe, algo novo e único. O processo é o da espiral ascendente, que se dirige para cima, enquanto simultaneamente retorna repetidas vezes ao mesmo ponto.

Von Franz descreve a natureza cíclica do processo que produz a mandala, mas não menciona desenhos específicos associados com estágios de crescimento.

Harding, no entanto, distingue três forma mandálicas e as vincula com etapas sucessivas do processo de individuação.

Ela identifica esses temas com o círculo, a mandala e o recipiente hermético.

O círculo sugere a totalidade da psique.

A mandala de acordo com a definição de Harding, é um círculo que incorpora um quadrado, uma cruz ou um triângulo9, cumprindo a função específica de reconciliar os oposto.

O recipiente hermético  é sugerido por uma panela, por um ovo, pelo símbolo de um útero, por  um caldeirão, um cálice, ou qualquer recipiente em que ocorra uma transformação fundamental.

Para Harding embora esses símbolos variem consideravelmente quanto a forma e á ordem em que ocorrem nos diferentes indivíduos que se submetem a análise aproximadamente correspondam a estágios do processo de desenvolvimento.

 Ela afirma que, embora as experiências e as mandalas dasd pessoas apresentem variações, há por sob essas formas infinitas, um padrão universal que reflete o processo de individuação.

As mandalas estudadas pelos analistas em geral são feitas por clientes sem nenhuma sugestão por partes daqueles.

O paciente sente uma necessidade imperiosa de criar o desenho circular de uma mandala.

Essas mandalas parecem surgir com frequência quando a pessoa está em crise.

Nesses períodos, o ego está abatido, ou num estado de fluidez durante o reorientação, e seu modo habitual de funcionamento não é mais possível.

Quando a organização do ego é temporariamente rompida, a criação de mandalas pode ser uma experiência confortadora.;

O desejo de desenhar mandalas parece revelar a capacidade organizadora do arquétipo do self, em especial na função de fiador do ego.

Não é necessário esperar por uma crise para desenhar mandalas.

De fato, deveríamos cultivar nossa relação vitalícia com o arquétipo do self, procurando estabelecer e manter uma ligação apropriada com essa fonte primal de energia que existe dentro de nós.

Desenhando mandalas, podemos fazer que as energias do self arquetípico enriqueçam e influenciem de forma adequada a nossa existência consciente.

As mandalas nos permitem receber informações da psique arquetípica por meio de imagens visuais que podem ser integradas.

Joan Kellog foi uma das pioneiras no uso das mandalas para a evolução pessoal.

Para identificar suas formas, ela analisou e interpretou milhares delas na década de setenta.

A tentativa de encontrar um padrão ordenado subjacente as variações individuais a principio não foi bem sucedida.

Então ela fez uma importante descoberta por meio de um sonho, ela viu um homenzinho que a olhava atentamente enquanto caminhava para trás num círculo, desenhando na areia com uma vara.

Isso ativou sua intuição, levando-a ao desenvolvimento dos Estágios arquetípicos do grande  circulo mandálico

O grande círculo consiste em doze formas mandálicas prototípicas que refletem um caminho espiralado de evolução psicológica.

Cada forma representa um estágio importante ao longo de um caminho contínuo de evolução pessoal.

Os doze estágios resumem o desdobramento de um ciclo que não é vivido uma só vez, mas muitas vezes.

As mandalas do grande círculo refletem a relação dinâmica entre o ego e o self.

Mandalas individuais poucas vezes coincidem perfeitamente com uma única forma mandalica prototípica.

É mais provável a ocorrência de combinações dessas formas.

Contudo, identificar os padrões mais semelhantes aos da nossa própria mandala nos ajuda a conhecer a posição do ego em relação ao self.

Esse conhecimento permite que façamos escolhas que alinhem nossas energias com o processo de evolução psicológicas indicado.

Para melhor acompanhar o grande círculo, analisemos por meio dos doze estágios uma atividade comum como assar uma torta.

O processo começa no estágio um, na parte inferior do circulo.

No estagio seguinte nossa cozinheira está num profundo sono sem sonhos. No estágio seguinte, sem sono não é tão profundo, e ela tem um sonho agradável, cerejas, maças, algo aromático, tudo junto, sem forma identificável.

No estágio três, ela acorda e sente um desejo vago, indefinido, mas premente, de começar alguma coisa, mas não sabe exatamente o quê. No estágio quatro, nossa cozinheira faz uma visita a sua mãe, e aprende a fazer bolinhos de chocolate com nozes. Isso  é divertido mas no estágio cinco ela dissipa sua energia e sai de casa, cheia de esperança e de dúvidas, para encontrar o seu próprio caminho.

No estágio seis ela descobre o que quer fazer, assar tortas e tornar-se uma especialistas no assunto.

Começa então seu aprendizado.

Desenvolve habilidades e torna-se ela mesma, separando seus próprios valores, ideias e desejos daquilo de que o pai e a mãe gostam.

Por fim, no estágio sete sua preparação é concluída. Ela está treinada e tem os instrumentos e ingredientes necessários para começar seu trabalho de assar tortas.

No estágio oito, ela está realmente assando uma torta. Transformou, portanto, em realidade o que antes do estágio dois era apenas um sonho.

No estágio nove, o trabalho está concluído. Há a satisfação de um projeto realizado.  Mas mesmo experimentando o sabor do sucesso, ela sabe que sua torta não irá durar para sempre. No décimo estágio o prazer acabou, e a nossa especialista em tortas está perdida e incerta quanto ao que fazer depois.

No estágio onze, ela tem o bom senso de perceber que o melhor a fazer é cortar a torta em pedaços, partilhá-la com os amigos e saboreá-la.

Desse modo, ela se alimenta de todo o processo e eleva a essência de sua experiência para o estágio doze. Aqui ela olha para trás, avistando com satisfação todos os eventos de sua atividade. Começa a ficar com sono. Logo dormirá novamente, terá outro sonho e começará um outro giro pelo grande círculo.

Como demonstra o exemplo cada estágio tem suas próprias tarefas ou desafios, caracterizando-se por uma qualidade distinta de consciência e por certos sentimentos.

Cada estágio tem o seu próprio ponto de vista ou perspectiva da realidade.

Quando mais uma vez experiências anteriores. Temos então a oportunidade de reelaborar e realinhar as experiências passadas á luz do presente e de tecer o passado e o presente num padrão harmonioso.

Por exemplo, consideremos a nossa especialista em tortas.

Talvez na ocasião em que foi pela primeira vez a escola, ela não tivesse ainda concluído todo o aprendizado n3ecessário para fazer ada saída do lar um sucesso total. Mais tarde, ao voltar para a escola no estágio seis, para aprender a arte de fazer tortas, ela se lembra da experiência anterior. A medida que vive a experiência do presente ela tem a oportunidade de considerar de outra perspectiva a lembrança daquele tempo.

Vivendo com discernimento no presente, ela consegue concluir questões inacabadas e ver sua experiência anterior de uma maneira nova.

O exemplo da especialista em tortas ilustra os doze estágios do grande círculo, Este assim como a concepção de Edinger sobre a relação entre o ego e o self, é um esquema para descrever um padrão cíclico e contínuo de evolução ´pessoal. Comparando as duas abordagens, podemos verificar que o lugar ocupado pela alienação ego-self no sistema de Edinger se assemelha ao estágio um grande círculo de Kellogg.

A identidade ego self no diagrama de Edinger equivale ao sétimo estágio do sistema de Kellog.

Outros estágios do grande circulo estariam entre essas duas posições no diagrama de Edinger.


Grande círculo e seus estágios, os tipos de experiências associados com cada um deles, suas tarefas a características da consciência e os sentimentos com ela relacionados.


Ao estudar o grande círculo lembre-se de que as mandalas individuais provavelmente poderá encontrar características de vários estágios, provavelmente sua experiência será algo parecido com cada um dos estágios a que sua mandala se assemelha.

Estágio Um

O vazio

O vazio evoca nossas primeiras lembranças, codificadas em nível celular antes de nascermos.

Esse estágio está associado com as experiências que antecederam a divisão da realidade em opostos.

Em termos mitológicos, o estágio um representa o momento da separação entre as trevas e a luz, O bem e o mal, ou masculino e o feminino.

Ele marca o começo das dualidades que dão cor a existência humana.

Os místicos retornam a esse estágio mental e depois seguem além das formas e da categorias mentais para alcançar um estado transcendente de não dualidade que, em termos psicológicos, se assemelha a estrutura mental do feto no ventre da mãe. O estado de não forma e não dualidade que precede o estágio um pode ser percebido como uma experiência culminante, por alguns momentos fugazes, quando passamos do fim de um ciclo no grande círculo ao estágio um novamente.

Kellogg chama esse estágio de vazio branco. Ele representa a realização da consciência de Deus.

Ao vivenciar o vazio branco, a pessoa pode ter sensações de salvação, redenção, alegria, liberdade, reconciliação, amor êxtase. O vazio branco é indicado por mandalas que contêm uma parte branca brilhante, em geral localizada no seu centro.

A entrada no estágio um às vezes é experimentada como uma queda nas trevas. Em termos metafóricos esse é o ponto em que a consciência penetra na matéria.

Ele equivale a prima matéria negra com a qual os alquimistas iniciavam seu trabalho.

Kellogg e Dileo descreve esse estágio como o vazio negro. É o estado transpessoal de ignorância, trevas, confusão, alienação, dor agonia opressão e constrição em eu se encontra a consciência no momento da criação da matéria.

De certa forma, o estágio um assemelha-se ao sono, pois o funcionamento motor, os processos mentais e as emoções tendem a ser deprimidos. Temos a sensação de que algo nos pesa. Tendemos a ficar esquecidos. A vida nos parece um sonho e nós sonâmbulos.

Com fé numa ordem última, alguns se consolam mas geralmente esse é um estágio difícil. A visão de mundo no estágio um poderia ser comparada com a de um peixe debaixo d’água, vendo em cima formas na superfície que não fazem muito sentido. As tarefas desse estágio são a espera, a fé, a confiança, no processo e a paciência com o nosso desempenho sofrível.

As mandalas criadas quando se passa por esse estágios podem ser escuras, ou completamente negras.

As vezes são círculos em branco ou de uma cor muito pálida.

Nesse estágio as mandalas tem pouca ou nenhuma forma, em parte pelo fato de ser difícil desenhar quando se experimenta O VAZIO.

O estágio um ativa lembranças da experiência intra- uterina. Se a nossa vida no útero foi precária, seja porque não conseguimos nos desenvolver ou pelo fato de o ambiente uterino não ter oferecido o devido amparo, podemos criar uma mandala específica quando tornamos a experimentar. O Vazio.

Nossa mandala talvez se assemelhe a uma teia de aranha, em preto e branco ou tons azuis e amarelos. A teia de aranha faz lembrar a ligação do feto com as paredes do útero.

É interessante notar que a imagem da aranha é proeminente nos relatos da criação indianos e de numerosas tribos indígenas norte-americanos.  Existe a crença de que ela fez surgir o mundo por obra de sua delicada e rítmica tecedura.

Robert Johnson mostrou que a aranha e sua teia representam a fonte de energia de onde surge a mandala desenvolvida.

Quando criamos uma mandala semelhante a uma teia de aranha, é possível que estejamos voltando para trás, a fim de corrigir algumas de nossas primeiras experiências e recriar nossa visão da realidade enquanto iniciamos caminhada no grande círculo.

O Vazio é a origem do nosso ciclo de evolução. É o passo que leva o espirito a entrar na matéria, é o começo do processo pelo qual equilibramos os opostos da nossa natureza humana.

É estranho que nesse estágio nossas mandalas as vezes se assemelhem aos frios e distantes espaços de um campo ártico. Há muita atividade ocorrendo fora do alcance dos nossos olhos.


Estágio dois

Bem aventurança

O estágio dois é chamado de bem aventurança e corresponde a experiência intra-uterina como um estado de jubilosa união e abrangência de todas as coisas.

Nesse estágio, a consciência é difusa, vaga e desprovida de uma clara noção das fronteiras do ego.

Como um bebê no ventre da mãe, não sabemos nem nos importamos com o que é eu e com o que é outro. Interessa-nos apenas o prazer da experiência. Esse estágio abarca infinitas possibilidades, mas é um período de ação suspensa, de passividade e de um estado mental quase onírico.

A perspectiva é um tanto impessoal, descompromissada. O mundo e seus prazeres são desfrutados de um modo passivo. Identificamos com os salutares ritmos cósmicos do universo, numa espécie de participation mystique.

Segundo Kellogg, a experiência nesse estágio reforça a crença numa divindade imanente que um modo muito real e confortador habita todo o espaço igualmente. Todavia, se a experiência intra-uterina do individuo não foi positiva, o retorno a esse estágio poderá ser desagradável.

A bem aventurança é caracterizada por imagens de água, água que fertiliza, purifica e dissolve. Mitologicamente esse estágio pode ser retratado como o derramamento dos espermatozoides divinos, na forma de gotas douradas de luz solar, sobre as passivas águas azuis do feminino primevo. A vem aventurança também pode ser simbolizada pelo uroboros, a serpente lendária que cria e destrói a si mesma.

Neste estágio, a tarefa consiste em começar a discriminar as inúmeras possibilidades. É preciso focalizar apenas uma delas, deixando de lado todas as outras. As vezes isso gera sentimento de tristeza, pois lamentamos aquilo que deixamos de escolher. No entanto, o que não foi escolhido num ciclo go grande círculo pode nos ver apresentado novamente, dando-nos a oportunidade de desenvolvê-lo mais tarde.

Mandalas criadas por pessoa que experimentam a bem aventurança são caracterizadas por uma ausência de forma e por um que de fluidez nos desenhos. Nelas são vistas numerosas formas pequeninas semelhantes espalhadas como estrelas. Por vezes a mandala se parece com um aquário cheio de ovas de peixe, criaturas, mas não há uma noção clara do que está se desenvolvendo.

O trabalho ilustrativo e decorativo pode também transbordar para o espaço em torno da mandala.

As cores geralmente são azul e amarelo, arroxeado e rosa pastel.

Um toque de vermelho nessas mandalas pode enfatizar a capacidade de gerar, como na gema de um ovo fertilizado de pássaro.

Tons escuro de azul refletem uma experiência negativa nesse estágio, embora para Kellogg, numa experiência mais cuidadosa e intelectual, sem a sensação de difusão o azul escuro e o azul claro com pontos ou estrelas brancas aparecerão nas mandalas.

O estágio dois, abem, aventurança, é um lugar de paz, sublime em que somos embalados nas águas de um mundo tranquilo. O tempo passa lentamente. Nós nos sentimos como quem a tudo ama e é infinitamente amado. Nessa sonolenta existência pré matal, mal notamos a falta de algo importante nossa individualidade.


Estágio três Labirinto ou espiral.

O estágio três corresponde a experiência pre-natal em que estávamos ligados ao útero por meio do cordão umbilical. Ele também faz lembrar a separação do vínculo umbilical que ocorre no nascimento. Assim que o bebê, liberto de seu ditoso confinamento no útero, começa a respirar a esticar-se e a movimentar braços e pernas, o estado nebuloso e passivo do estágio dois se torna acelerado no estágio três. Uma metáfora mítica para a aceleração da vida no labirinto é o sopro de Deus sobre as águas, que traz  vida, e movimento ao mundo.
 

No estágio três, a consciência está aberta é intuitiva e concentrada. Nesse estágio a consciência individual ou identidade começa a se separar da participation mystiqeu que caracteriza o estágio dois, Como explica Kellogg e Dileo.

Das numerosas estrelas e das muitas consciências potenciais finalmente emerge uma estrela, uma consciência individual no estágio oito do ego ação. Esse momento marca a conclusão da primeira metade da viagem da consciência universal chegamos a uma consciência individualizada singular.
 

O labirinto ou espiral marca o começo de um processo que culmina numa consciência individual; No estágio três é experimentada a ativação ou reativação da força vital no interior da psique. Esse estágio é o início de uma viagem cuja meta final ainda é um mistério. Trata-se de uma busca sem uma ideia clara do que se está buscando.

O cosmos, que formava uma só peça no estágio anterior no labirinto é diferenciado em alto e baixo. Essa estratificação da consciência é representada na mitologia por diferentes mundos ligados por passagens misteriosas, tais como a estrada para o castelo do graal, as entranhas de Beemôt. Uma escada para o céu uma árvore da vida. Os mundos do mito refletem as experiências dos xamãs, artista e místicos em diferentes níveis de consciência. As cerimônias de iniciação conferem ao jovem xamã um novo cordão umbilical que o liga diretamente com o universo em algum ponto constante, como, por exemplo, uma estrela. Essas ligações míticas simbolizam seus movimentos de um estado para outro e servem como imagens que ajudam a garantir um retorno seguro das viagens interiores.
 

Quando vivemos no labirinto, percebemos os diferentes níveis de consciência. Podemos verificar que estamos nos lembrando de nossos sonhos, que temos uma noção aguda da presença dos entes amados ausentes, ou uma consciência renovada do divino modelamento de pessoas, relacionamentos e eventos de nossa vida. Embora possamos ter importantes percepções intuitivas sobre a natureza da realidade, somos incapazes de traduzir nosso conhecimento em ação, pois nos falta um lócus de poder definido a partir do qual possamos agir. As fronteiras do ego são difusas. Não temos uma noção bem clara do eu.

Enquanto estamos no labirinto, sentimos uma aceleração. Percebemos que estamos crescendo e a velocidade com que mudamos pode de fato nos deixar atordoados. Nosso humor pode se alterar rapidamente como reflexo de nosso efêmero sentido de identidade. Nesse estágio a vida ganha sentido com a sensação de que algo importante começou.

O desafio do xamã, que transita em níveis extraordinários de consciência, é regatar o conhecimento adquirido nesses níveis e partilhá-lo com a tribo da forma que esta considerar útil. Nossa tarefa no estágio três é semelhante a do xamã. Devemos tomar a informação que recebemos de vários estados mentais. bem como dos sonhos e da inspiração, e molda-la uma forma que possa ser entendida, apreciada e utilizada pelos outros. Com esse trabalho árduo, nós também passamos a existir.

Mandalas do labirinto exibem um padrão espiral e costumam sugerir profundidade ou dimensão. As cores em geral são pastéis primaveris, especialmente azul claro, alfazema e rosa, embora as cores brilhantes e etnias não sejam raras. Veem-se com frequência espirais verdes sugerindo plantas ou vinhas em crescimento. As linhas curvas são típicas das mandalas labirinto. Nelas não há nenhum centro pronunciado.

Segundo Kellogg  mandalas labirinto formadas por linhas negras sobre um fundo branco significam o começo do processo no continuum espaço tempo o desfilamento da alma ou do espírito e sua descida na matéria ou maya.

O labirinto ou espiral é um período de ampliação da consciência. Sentimos então um aumento de energia e um desejo de nos movimentar, de criar e de vir a ser. É tempo de começar algo importante.
 

Nas palavras de Kellogg é um abandono com o fim de buscar a encarnação. O labirinto é um local de descoberta em que despertamos e vemos o mundo como um lugar estranho, maravilhoso e envolto em mistério.



Estágio quatro O início.

O estágio quatro é chamado de o início.
 

A escolha de apenas uma das múltiplas possibilidades do estágio três já foi feita, e o desenvolvimento da que foi escolhida já começou. Esse estágio corresponde ao período em que a criança depende da mãe para alimentar-se ela está separada da mãe, mas, ao mesmo tempo, contida no mundo materno.
 

Nesse estágio, a consciência reflete um sentido incipiente de eu e a convicção de que se é único. As bases do ego são assentadas ou reelaboradas quando atravessemos esse estágio. Sentimos o prazer de alimentar em nós mesmos algo novo, jovem e tenro. É normal nesse estágio tornarmo-nos narcisistas e absorto em nós mesmos. Podemos ficar passivos e dependentes nos relacionamentos, enquanto procuramos retomar por algum tempo aspectos positivos da relação mãe-filho.

As tradições religiosas evocam nossas lembranças positivas dos primeiros anos da infância para nos ensinar sobre Deus como um pai amoroso que nos dá o alimento de que precisamos. É interessante notar que o círculo com um ponto no centro, um antigo símbolo de Deus, lembra o formato de uma mama. Variações desse desenho mandálico estão presentes nas rosáceas das igrejas cristãs, em cujo centro geralmente há uma imagem do menino Jesus. A sua volta há uma flor, como um círculo, que simboliza a Mãe Maria.
 

A tarefa em o início é reverenciar o crescimento do novo e ser bom pai e boa mãe para si próprio. Se você estiver nesse estágio, procure prestar uma atenção especial a sua dieta e providenciar o descanso e o exercício que sejam benéficos para o seu corpo. Esse é o espaço psicológico do começo da infância e você pode querer voltar a ele de tempos em tempos para uma renovação. O desafio é não apegar-se a comportamentos infantis por mais tempo do que o necessário.

Mandalas criadas por pessoas que estão vivendo o Inicio tem no centro um ponto, um círculo, um feto ou um triangulo com o vértice voltado para cima. Um pequeno barco, ou um triângulo com o vértice voltado para cima. Um pequeno barco flutuando num mar sereno é outro desenho típico desse estágio. Ás vezes o número oito aparece nessas mandalas, sugerindo a estreita ligação entre a mãe e o bebê. A presença de um círculo no centro da mandala talvez simbolize o Deus interior, do qual transborda uma experiência portadora de uma nova vida. As linhas nas mandalas do estágio quatro são tipicamente, curvas. As cores tendem a ser rosa, alfazema e o azul de tonalidade pálidas, em especial quando se é nostálgico com relação a experiência da infância.
 

O início é um período romântico em que é fácil confiar. Esse estágio agradável retoma o brilho da infância, o tempo em que, como pequenos príncipes e princesas, nos sentávamos entronizados no colo de nossa mãe. Alguns se sentem seduzidos a passar o resto da vida aqui. Isso é um erro, pois nossa vocação é continuar. Para que a consciência se diferencie, devemos nos separar dos pais. Só assim podemos atingir a consciência individual de que os seres humanos são capazes.


Estágios cinco o Alvo.

O estágio cinco é chamado de O alvo.


Ele reflete uma mudança radical na agradável abrangência do estágio quatro. O alvo faz lembrar o antagonismo em relação a mãe, da criança que começa a andar. Ele transmite o sentimento de um encontro ainda mais antigo com o outro, quando o útero dá início as contrações que empurram o bebê para fora de sua aconchegante existência. Essa é uma experiência desagradável, mas necessária para começar a separação do paraíso, e estabelecer assim a própria identidade.

A percepção do que que a consciência reflete nesse estágio é a de alguém que está sofrendo e não sabe por quê. O pensamento obsessivo não é raro nas pessoas que passam por esse estágio, A pessoa sente que precisa lutar para manter o controle a fim de competir em igualdade de condições. A projeção é típica desse estágio, em que atribuímos aos outros a nossa própria raiva e agressão.
 

Nós nos sentimos vulneráveis, irritados, indignados, paranoicos e ansiosos.

Alguns recorrem ao pensamento de que somos alvo de uma atenção desagradável.  Alguns recorrem ao pensamento mágico para manter uma sensação de segurança; Imaginamos que temos mais poder do que realmente possuímos. O ritual e a rotina tornam-se importantes para nos dar uma noção de ordem.
 

Da perspectiva de o alvo, o mundo é visto como um lugar perigoso. Poderíamos caracterizar esse estágio como uma experiência da mãe negativa. É o oposto do estágio anterior. Aqui, as tarefas são criar coragem, enfrentar o medo de modo a recuperar as projeções e renunciar o estado de bem aventurança da infância. É preciso muita energia para deixar essa posição, pois devemos abandonar o sonho de união com a mãe, mesmo, que não devemos abandonar o sonho de união com a mãe, mesmo que não tenhamos nada para substituí-lo O estágio cinco poderia ser comparado com um recipiente alquímico em que os ingredientes estão hermeticamente selados e a pressão é elevada até que ocorra uma transformação.

As mandalas criadas por aqueles que vivem esse estágio se assemelham a um alvo. Círculos concêntricos de cores e padrões propagam-se para fora a partir do centro. Às vezes é preciso imaginar que a mandala é uma esfera para identificar sua configuração de alvo. As cores tendem a ser brilhantes. Frequentemente são colocadas lado a lado em combinações que se chocam.


Embora seja difícil dizer algo de positivo sobre o alvo, as pressões desse estágio costumam ser exatamente aquilo de que precisamos para evoluir.

Kellogg e Dileo mostram que é justamente em meio a oposições, paradoxos, ansiedades e conflitos que a mente humana pode transcender suas limitações. Para provocar essa gigantesca cãibra de consciência a chela zen recebe um Koan de seu mestre. Mostre-me a face anterior ao nascimento, Fazendo um esforço aparentemente insuportável, o home pode por fim superá-lo.


Estágio seis Luta contra o Dragão.

O estágio seis é chamado de Luta contra o Dragão. O dragão combatido é a uroboros, que representa os pais arquetípicos. A influência destes está presente em nós como as diretrizes interiorizadas de nossos pai9s na vida real. Empenhamo-nos em separar o ego, portador da consciência individual da matriz que constitui o mundo de ideias dos pais.

A morte do dragão é uma metáfora da libertação da pessoa dos valores e exigências  coletivos impostos pelos pais e por meio deles. Pode-se considerar a mãe uma portadora de exigências e instintos coletivos. O pai transmite os valores e tradições de seu tempo. Uma vez completado esse ato heroico, os pais arquetípicos assumem um aspecto diferente.

Segundo Neumann, eles não são mais poderes hostis e restritivos, mas companheiros que conferem suas bênçãos à vida e ao trabalho do filho-heróis( e filha heroína) vitoriosos.
 

A realização desse trabalho interior facilita também o relacionamento com os pais da vida real.

Desenvolvemos um sentido distinto de eu na luta contra o dragão. Trata-se de um trabalho típico da adolescência, embora voltemos muitas vezes a esta posição e reelaboramos a experiência. Nesse estágio, a visão de mundo é a perspectiva do jovem herói, o desafiante que rouba o fogo dos deuses, Davi em seu combate com Golias, As tarefas são acabar com as exigências infantis em relação aos pais, correr o risco da desobediência e assumir responsabilidade pela própria vida.


Durante a luta contra o dragão não é raro sentirmos alienação, medo, solidão, e depressão, alternados com orgulho, excitação e felicidade. Aqui deixamos o paraíso e ficamos tristes com isso. Contudo, também temos a sensação de estar indo adiante numa intrépida aventura e isso nos impulsiona para a frente. Sentimos a ambivalência quando somos forçados a enfrentar os paradoxos de nossa existência e a suportar a tensão dos opostos dentro de nós mesmos.

Mandalas criadas por pessoa que vivenciam o estágio seis mostram uma divisão em duas metades. Em geral um terceiro objeto ou desenho aparece sobrepostos a separação em metades. Ás vezes, as mandalas da luta contra o dragão são paisagens. A terra simboliza a mãe e o céu representa o pai. O sol surgindo no centro reflete o (re) nascimento do ego.


As mandalas de paisagens costumam ser feitas com as cores da natureza. Outras mandalas de luta contra o dragão são caracterizadas por cores brilhantes. Cores complementares podem aparecer lado a lado, dando a impressão de confronto energético. A linha que separa a mandala ao meio geralmente é as única linha reta que aparece nessas mandalas.

A maioria das linhas é curva. As vezes até a divisão no centro também é curva, como no símbolo do ying-yang chinês.

O estágio seis é um tempo de conflito interior. Por vezes experimentamos também diferenciamos qualidades dentro de nós, Na luta contra o dragão, diferenciamos qualidades dentro de nós mesmos de modo a criar um novo sentido de eu. É um período excitante, cheio de energia, paixão e mudanças;


Estágio sete: Quadratura do círculo

O estágio sete é chamado de quadratura do círculo.
 

Ele marca o estabelecimento maduro do ego. Nesse período há um forte sentido de autonomia. A pessoa tem a capacidade de aprender, de planejar e de amar. Como o ego está estreitamente alinhado com o self, durante esse estágio não é comum a experiência da inflação.


O choque dos opostos é resolvido com a quadratura do círculo. Não há mais o cabo de guerra do estágio seis. Em termos metafóricos, os pais foram devolvidos um ao outro. Incorporamos em nós mesmos as qualidades de cada um, necessárias ao pleno funcionamento da identidade adulta. A sexualidade, que era difusa nos estágios anteriores, no estágio sete é focalizada na expressão genital. A pessoa está pronta para ter um parceiro.


Trata-se de um ponto de equilíbrio entre o poder materno e o paterno. Temos acesso tanto ao ativo como ao receptivo que há dentro de nós. Não mais nos sentimos coagidos. Sentimo-nos capazes de iniciar uma ação, em vez de sermos o receptor passivo das ações dos outros. Estamos preparados para fazer e não apenas para ser.


A perspectiva é estar no auge. A consciência brilha tão intensamente quando o sol do meio dia. O pensar é realçado e a racionalidade, muito apreciada. A tarefa aqui é empenhar o nosso esforço numa busca, encontrar a alma gêmea, identificar o trabalho da nossa vida, assumir um compromisso e trabalhar com afinco.


Na mandala, as formas típicas da quadratura do círculo são desenhos caracterizados pelo quatro. Veem-se com frequência cruzes, quadrados, estrelas e flores de quatro pétalas. Essas formas representam a integração do masculino (linha retas) com o feminino (linha curvas) Podemos às vezes produzir mandalas completamente douradas ou amarelas com o sol. estas parecem ser estimuladas por uma experiências de euforia ocasionada pela estreita associação entre o ego e o self. Uma reação negativa a inflação co9mum nesse estágio pode nos fazer descer a posição oposta no grande círculo vazio.


O estágio sete é o pivô do grande círculo. Os estágios até a quadratura do círculo tem se caracterizado por linhas curvas, A relação com os pais, em especial com a mãe, tem sido muito importante. Poderíamos descrever o lado esquerdo do grande círculo como o Matriarcado. O lado direito, então seria o Patriarcado. Com o deslocamento para o Patriarcado, alcançamos os estágios em que a habilidade e o envolvimento com o mundo real são enfatizados. Mandalas nesse estágio do sete ao onze tendem a ter mais linhas retas.


A quadratura do círculo é o lugar em que afirmamos aquilo que, dentro de nós, sabemos ser o certo. É o começo da vida vivida de acordo com nossos próprios valore. Por trás do desenvolvimento da individualidade está o self., o di8namismo que nos compele a nos tornarmos quem pretendíamos ser. É no estágio sete que nossas atitudes conscientes são mais fortemente influenciadas pelo arquétipo do self. Energizados por ele, temos a coragem de nos tornar verdadeiros heróis, envidando o máximo esforço em prol de elevados ideais.



Estágio oito- O Ego em ação.

Estágio oito é chamado de o EGO em Ação.
 

É o período em que as pessoas agem com eficiência em seu meio. Trata-se da culminação do processo que começou no estágio três. A realização da consciência individual.Temos um claro sentido de eu, solidamente fundado numa imagem precisa do corpo. Quando sozinhos, não mais nos sentimos solitários. Estamos ativamente engajadaos na realidade e sentimos prazer em trabalhar. Quando vivenciamos o estágio oito, não apenas temos habilidades para fazer e ser, como possuimos a capacidade de nos envolver com o mundo real, de trabalhar em grupo e de traduzir nossos ideais em ação.

A despeito de uma compreensão precisa da realidade, a inflação não é rara durante o ego em ação, pois este permanece estreitamente ali9nhado com o arquetipo do self. A pesperctiva realista do estágio oito esta relacionada com a capacidade de trabalhar com eficiência em oragnizações. Procuram-se moldar as próprias inspirações de uma forma sutil aos outros. A tarefa é equilibrar as metas individuais com a estrutura da organização. Asw vezes temos de criar uma camuflagem engenhosa para revestir os projetos pessoais com uma aparência que esteja de acordo com os padrões da sociedade.

Esse estágio é um importante indicador da mobilização da vontade e, com ela, de um sentido de responsabilidade pela direção do próprio destino. O individuo pasa a ter um papel ativo  no mundo, aceitando o ônus da escolha. O número cinco, asociado com o ego em ação, simboliza a figura humana com os pés firmemente apoiados no chão e os braços estendidos para o contato com o mundo.
 

Kellogg e Dileo dizem que o estágio oito simboliza o poder do homem. Sem dúvid eles estão se referindo a aptidão humana de desenvolver uma consciência inidvidual capaz de querer, pensar, criar  e ter consciência de si própria. Os individuos que vivenciam o ego em ação em geral criam mandalas com estrelas de cinco pontas e flores com cinco pétalas. A suástica de quatro  braços também é vista nesse estágio. Seu ponto central, somado aos quatro braçlos, compõe os cinco elementos usualmenye encontrados nas mandals do estágio oito, As suásticas incorporam o principio do movimento e acentuam o sentido do eu como centro de força e eficácia.

O estágio oito é um período de muita atividade dirigida para alvos claramenyre definidos. Neste período, nós nos conhecemos, sabemos o que queremos fazer e como fazê-lo. Nossos esforços sãobem recebidos porque oferecemos o entusiasmo da autêntica criatividade numa forma que pode ser apreciada. O tempo em que vivemos no stágio oito é mais produtivo em termos do mundo patriarcal.
 

Estágio nove: Cristalização.

O estágio nove, cristalização, reflete a conclusão de importantes esforços criativos, tais como o início de um novo negócio, a criação de um jardim ou a educação de uma família. A realização também pode estar relacionada com um trabalho interior. Nesse estágio, a inspiração que energiza a consciência começa a diminuir um pouco de intensidade, pois a atividade criativa está quase concluída.
 

Na cristalização há uma real integralção, pois moldamos nosso lugar no mundo por meio do trabalho que fazemos. Durante esse estágio, nossos pensamentos podem alcançar uma clareza tal que chegamos a um entendimento intelectual do mundo e de nosso lugar nele. A cristalização em geral traz uma sensação de satisfação, harmonia e realização. Nossa auto-estima é realçada pelo orgulho da conquista. Esse estágio faz lembrar a meia idade. Parece irônico, mas é bem verdade que, no auge da conquista começamos a perceber a inevitabilidade da nossa destruição. Após condrescender, com os padrões do patriarcado para realizar nosso trabalho, é preciwso que nos curvemos a kei da natureza que decreta tudo o que é criado deve por fim ser destruido. Assim como as pétalas da rosa, que começam a cair momentos depois do apogeu de sua glória, as realizações humanas também estão fadadas a perder o brilho e a vivacidade que uma vez tiveram. A tarefa na cristalização, portanto, é aproveitar ao máximo o sucesso, sem nos apegarmos a ele, de modo que sejamos capazes de abandonar reciosamente nossa posição quando chegar a hora.
 

A cristalização sintetiza o mundo patriarcal das normas. O que começou como um ato criativo original se torna um procedimento padrão á medida que as ações são repetidas. Um grupo de pessoas empenhadas na realização de ideais pessoais evolui para uma organização bem estruturadas. A visão do místico, passada para o papel, tornaq-se com o tempo uma forma liturgia. Algumas das obras mais belas e encantadotas da humanidade são produzidas dessa maneira.

Jung supunha que as mandalas rituais da índia e do Tibete derivassem desse modo de experiências individuais. Essas mandalas servem como um guia de meditação há muitas gerações. Elas consistem em inticados padrões geométricos que trnsmitem a idéia de uma ordem cósmica subjacente aos eventos caóticos da realidade percebida. As rosáceas das catedrais cristãs podem ter tido uma origem semelhante como visão mística de Deus no refinado padrão de  pétalas de flor. É agradável contemplar essas mandalas rituais. As mandalas criadas por pessoa que vivenciam o estágio nove tendem a ser belos desenhos simetricamente equilibrados compostos de números pares maiores do que quatro. Elas tem um centro e projeções que se expandem para a circunferência. Exemplis de desenhos desse estágio são as estrelas de seis pontas ou a flor de oito pe´talas, Essas mandalas parecem estáticas, como se capturassem uma fração de segundo no tempo, numa deslumbrante e imóvel demostração. Sugerem uma sensação de ser do que de fazer o que reflete a diminuição de enrgia criativa durante esse estágio.
 

Criar mandalas de cristalização pode ser um agradável equilibrio ente o pensamento racional e uma escolha de cores afinada  com o sentimento. Os  intricados padrões dessas mandalas requerem planejamento medida e um desenho cuidadoso para qure a execução seja bem sucedida.

Nesse estágio, é grande a variedade de cores, com ênfase nos contrastes escuros e brilhantes do outono. Yalvez mais do que em qualquer outro estágio, o uso das cores traz ao projeto uma profundidade pessoal de4 significado que pode ser de fato reveladora. As associações das cores indicam um estado mental estabilizado no auge do sucesso prestes a começar a declinar.


Estágio dez: Portais da morte.

O estágio dez, chamado de portais da morte, marca o início da entropia ni ciclo da vida, morte e renascimento do nosso grande círculo. Esse estágio corresponde ao fim de um ciclo. Pode indicar, por exemplo, o cumprimento de responsabilidade parentais, a conclusão de um projeto ou a chegada da aposentadoria. Os portais da morte também podem revelar o fim, ao menos temporariamente, da entronização do ego como centro da psique. O estágio dez mostra um deslocamento na direção doself como o centro real da vida psíquica.
 

Durante os portais da morte, alguns comportamentos habituais se tornam inúteis, vazios e sem sentido. O que antes era perfeito agora não aprece mais ser correto. Há uma sensação de deflação a medida que a ligação entre o ego e o self vai ficando mais distante. Kellogg afirma que os portais da morte representam a morte de conteúdos conscientes obsoletos e a dor da mudança;
 

A crise da meia idade é tipica do estágio dez. Sentimenhtos de perda, depressão e desamparo não são raros nessa fase. A perspectiva nos portais da morte é caracterizada por uma sensação de estar amarrado, indefeso e forçado a fazer sacrificios. Podemos intencionalmente ou não, adotar comportamento masoquistas enquanto suportamos esse estágio. As tar4efas são reavaliar nossas metas de vida, abandonar idéia obsoletas sobre quem somos e aguentar a dor do abandono.


Mandalas criadas por pessoas que vivenciam os portais da morte em geral trazem desenhos que sugerem crucificação. Cada quadrante da mandala pode ser de uma cor diferente, simbolizando fragmentação. É possivel que um quinto elemento apareça neses desenhos como símbolo de núcleo unificador. Kellogg verificou que a presença do quinto elemento em mandakas do estágio dez atesta que o sofrimento torna-se extático, resultando numa experiência culminante. O motivo da roda, sugeridndo martírio e o giro inexorável da roda da vida também é tipico desse estágio. Desenhos com um X transmitem a sensação de se estar numa encruzilhada, impelido para ambas as direções. O triângulo com o vértice voltado para baixo também ocorre, indicando a descida na esfera do inconsciente em busca de renovação
 

As cores desse estágio sãp p índigo escuro e tons de vermelho.


Durante os portais da morte, nosso interesse é desviado do grupo e focalizado mais em nós mesmos, o que nos torna cada vez mais conscientes do nosso mundo itnerior. Percebemos os inexoráveis ciclos da natureza especialmente a deterioração e a inevitável aproximação da morte. Nesse estágio a tarefa nas palavras de mestre ECKHART é entregue-se a Deus.


Estágio Onze Fragmentação.

O estágio onse, a fragmentação, é um período de medo, confusão, perda de significado e desorientação. O mundo se desintegra. A perturbação psicologica pode criar sintomas físicos como náuseas, diárreia ou aversão a luz. Nesse estágio, podemos nos achar num estado alterado de consciência em que a intuição se torna proeminente e as sincronicidade são ocorrências comuns.
 

A fragmentação é realmente a noite escura da alma. Quando estamos nesse estágio, o mundo não faz sentido. Somos levados de um lado para outro por forças inexorável sobre as quais não temos controle. Visitam-nos estranhos, asustadores e indecorosos mensageiros não convidados. Kellogg e Dileo verificaram que experiências transpessoais, somhos e fantasias de mutilação, morte, deformação, decapitação, humilhação, desintegração, castração costumam ser muito comuns neste estágio.
A tarefa é render-se encarar as sombras, ouvir o trapaceiro e, em resumo, deixar que a antiga ordem se desintegre.


A fragmentação pode ser vivenciada como um período de purificação. Kellogg e Dileo explicam que várias questões encotradas  em estágios anteriores de desenvolvimento consciente agora são vividas de novo, mas desta vez de modo a nos permitir libertar-nos delas, em lugar de sermos por elas condicionadas. No estágio onze, devemos recomeçar a experiência de profunda perda e violetna separação de nosso estado original de bem aventurada unidade. Reencenamos dentro de nós mesmos esse ato de violência e agressão de maneira a nos libertarmos de sua lembrança.


As formas mandálicas típicas se parecem com uma torta cortada em fatias, cada pedaço de umja cor diferente. As vezes as mandalas se assemelham a colchas de retalhos, sem nenhum sentido de ordem ou harmonia. Essas mandalas não tem centro. Osentido de desintegração por vezes é mjostrada por meio de cores dispostas em camadas, cujo resultado é algo confuso, desordenado e desagradável de se olhar. As cores nesse estágio tendem a ser escuras e turvas, ou exageradamente brilhantes e spicodélicas.


É por meio da fragmentação que descemos uma vez mais ao matriarcado, Na mitologia, essa passagem é mediada por monsros sombrios e terríveis que devoram e estraçalham tudo o que tem forma, a fim de reduzi-lo outra vez a um estado informe. Somente desse modo, podemos ser recebidos pela grande mãe. Talvez seja reconfortante lembrar que esse é um proceso natural necessário que possibilita a miraculosa regeneração do novo. A fé numa ordem mais pprofunda pode florescer para nos apoiar neste perído de transição.

 

Estágio Doze. Êxtase Transcedente.

O estágio doze, o êxtase transcedente, marca o feliz retorno ao lar, a junção de um ego fragmentado num  novo alinhamento. No estágio doze, o ego é um locus transparente de consciência. Estamos conscientes, mas percebemos a importância da nossa relação com um poder superior, o self. A vida psíquica é organizada ao redor dele, seu verdadeiro centro. O ego funciona como uma expressão do dinamismo do self. A poderosa energia canalizada pelo ego no êxtase transcendente geralmjente resulta numa experiência culminante.
 

Durante o êxtase transcedente, somos agraciados com sentimenhtos de júbilo, harmonia e reverência.Em vez de nos sentirmo invadidos pela luz, como no estágio onze, podemos ser banhados por ela. Paradoxos antes perturbgadores são resolvidos por meios mão racionais, pela graça. O mundo irradia, perfeição, e nós somos ao mesmo tempo um elemento de grande importância e infinitesimal dentro dele. Esse estágio faz lembrar a quintessência alquimica, uma síntese altamente refinada que resulta de muitos procedimentos complicados.


A energia do êxtase transcendente poderia ser conceituada como o despertar da serpente Kundali8ni, alojada na base da coluna vertebral. Sua liberação é retratada como uma subida através da espimha até postar-se como uma bela flor acima da cabeça. A medida que a energia pulsa através dos chacras ao longo da coluna, os bloqueios que diminuem o seu livre fluxo são desfeitos. A co9nsciência está alerta, ativa e difusa.


Mandalas produzidas durante o êxtase transcendente sugerem uma fonte de luz. Em geral são vistas mandalas com um cálice ou outro recipiente recebendo uma infusão de luz que vem do alto. Figuras hymanas com os braços estendidos e pássaros voando também s´~a símbolos típicos desse estágio. Embora possa haver um símbolo central, é comum a presença de um ponto focal próximo a parte superior dessas mandals.


Os desenhos podem ir além dos limites do c´riculo. As cores são uma combinação de escuridão e luz, como  o azul da meia noite e o amarelo pálido. Os efeitos brilhantes perolados, associados com as experiências numinosas são frequentes. As mandalas do êxtase transcedente criam uma impresão luminosa, inspiradora, e que desperta admiração.


A tarefa do êxtase transcedente é aceitar o dom da graça com, gratidão e humildade, como o fruto da vida plenamente vivida. Devemos carregar a lembrança da experiências como uma semente que brilha na escuridão. Aí a plantaremos para um novo ciclo. A semente do êxtase transcedente nos leva a um novo ciclo mo grande circulo.

As mandalas do grande círculo são formas típicas relacionadas com as experiência de cada estágio. O padrão pessoal da evolução de um individuo não passa perfeitamente de um estágio ao outro, em sentido horário. Pode-se pular estágios movendo-se no processo tanto para frente como para trás. Não é raro ir de um estágio ao seu oposto, situado no outro lado do grande círculo.


Se a pessoa há anos desenha mandalas, a observação de todas elas ao mesmo tempo pode ajudá-la a identificar a progressão de formas que revela o movimento ao longo do caminho da individuação. Possivelmente é esse o estágio em que o individuo se snete melhor. Aquele que nunca aparece pode ser considerado mais difícil.


Observar as mandalas e suas mudanças cíclicas me lembra a subida ao alto de um velho farol de tijolos. O farol é alto e esguio, com uma escada em espiral. Em cada nível há uma janela através da qual, a medida que subo pela escada, posso ver a que distância estou do chão, como está o céu e onde o sol brilha. A cada nível, as janelas me ajudam a manter as coordenadas enquanto seguimos o caminho espiral da individuação. Com o que vemos nas mandalas podemos viver a vida com mais consciência, compreensão e apreciação.


Atividade Expressiva

Nesta atividade primeiramente faz a meditação O Vazio o encontro da alma na 6ª dimensão.


Após cada indivíduo expressa o desejo de sua alma através da pintura em quadro. Utilize-se tinta de diversas cores, glúten e cada um expressa na pintura os símbolos que sua alma deseja trazer ao consciente.


Após a atividade cada indivíduo retirou uma carta para fechamento das atividades

Meditação O Vazio

Feche os olhos, respire profundamente três vezes, relaxando cada parte do seu corpo. Sentindo cada vez mais relaxado, leve, tranquilo. Sente essa paz interior a cada respiração. Concentre a mente no vazio agora, pois a verdade não e uma questão de escolher é ir além da reflexão serena e adentrar o mundo da verdade.


Estamos agora direcionando para a sexta dimensão da natureza. Além do mundo astral, além do mundo mental.

Na sexta dimensão entramos na própria alma que capta diretamente a verdade em pleno movimento.

Ali nossa essência move-se por si mesma.

A sexta dimensão é o mundo das causas. É o mundo da alma..

Nessa dimensão a alma atingi a perfeita concentração no vazio.

Nesse vazio buscamos informação, poder ou iluminação.

Pergunte o que foi buscar ou deixar para que sua alma o faça o que é divino.


Pergunte

É esta a verdade?

Onde está a verdade?


A verdadeira felicidade e a verdadeira liberdade não dependem de nada exterior para surgirem, elas existem dentro de cada um mesmo aqui e agora.


A verdadeira felicidade e a verdadeira liberdade são perene na morada da alma.

Sinta essa experiência transformadora, ela nos transmite forças, conhecimento daquilo que é realmente a alma.

E essa experiência nos dá força, poder e conhecimento daquilo que necessitamos conhecer. A mente e o desejo jamais adentram na morada da alma, só imperam a intuição e vontades puras.


Quando precisar faça essa meditação antes de dormir, segue neste estado de perfeita concentração, porém agora no vazio. Dorme concentrado no vazio, é aí que a essência sai para sua morada e experimenta por si mesma a verdadeira felicidade e a autêntica liberdade.


Após contar de 6 a 3 retorne ao seu estado atual, no momento presente.


Podemos observar nas pinturas abaixo em que etapa cada indivíduo está vivendo nesse momento. O Grande círculo e seus estágios, os tipos de experiências associados com cada um deles, suas tarefas a características da consciência e os sentimentos com ela relacionados.

Meditação O Vazio

Feche os olhos, respire profundamente três vezes, relaxando cada parte do seu corpo. Sentindo cada vez mais relaxado, leve, tranquilo. Sente essa paz interior a cada respiração. Concentre a mente no vazio agora, pois a verdade não e uma questão de escolher é ir além da reflexão serena e adentrar o mundo da verdade.


Estamos agora direcionando para a sexta dimensão da natureza. Além do mundo astral, além do mundo mental.

Na sexta dimensão entramos na própria alma que capta diretamente a verdade em pleno movimento.

Ali nossa essência move-se por si mesma.

A sexta dimensão é o mundo das causas. É o mundo da alma..

Nessa dimensão a alma atingi a perfeita concentração no vazio.

Nesse vazio buscamos informação, poder ou iluminação.

Pergunte o que foi buscar ou deixar para que sua alma o faça o que é divino.


Pergunte

É esta a verdade?

Onde está a verdade?


A verdadeira felicidade e a verdadeira liberdade não dependem de nada exterior para surgirem, elas existem dentro de cada um mesmo aqui e agora.


A verdadeira felicidade e a verdadeira liberdade são perene na morada da alma.

Sinta essa experiência transformadora, ela nos transmite forças, conhecimento daquilo que é realmente a alma.

E essa experiência nos dá força, poder e conhecimento daquilo que necessitamos conhecer. A mente e o desejo jamais adentram na morada da alma, só imperam a intuição e vontades puras.


Quando precisar faça essa meditação antes de dormir, segue neste estado de perfeita concentração, porém agora no vazio. Dorme concentrado no vazio, é aí que a essência sai para sua morada e experimenta por si mesma a verdadeira felicidade e a autêntica liberdade.


Após contar de 6 a 3 retorne ao seu estado atual, no momento presente.


Podemos observar nas pinturas abaixo em que etapa cada indivíduo está vivendo nesse momento. O Grande círculo e seus estágios, os tipos de experiências associados com cada um deles, suas tarefas a características da consciência e os sentimentos com ela relacionados.

O estágio três corresponde a experiência pre-natal em que estávamos ligados ao útero por meio do cordão umbilical. Ele também faz lembrar a separação do vínculo umbilical que ocorre no nascimento. Assim que o bebê, liberto de seu ditoso confinamento no útero, começa a respirar a esticar-se e a movimentar braços e pernas, o estado nebuloso e passivo do estágio dois se torna acelerado no estágio três. Uma metáfora mítica para a aceleração da vida no labirinto é o sopro de Deus sobre as águas, que traz vida, e movimento ao mundo.
 

No estágio três, a consciência está aberta é intuitiva e concentrada. Nesse estágio a consciência individual ou identidade começa a se separar da participation mystiqeu que caracteriza o estágio dois, Como explica Kellogg e Dileo.

Das numerosas estrelas e das muitas consciências potenciais finalmente emerge uma estrela, uma consciência individual no estágio oito do ego ação. Esse momento marca a conclusão da primeira metade da viagem da consciência universal chegamos a uma consciência individualizada singular.
 

O labirinto ou espiral marca o começo de um processo que culmina numa consciência individual; No estágio três é experimentada a ativação ou reativação da força vital no interior da psique. Esse estágio é o início de uma viagem cuja meta final ainda é um mistério. Trata-se de uma busca sem uma ideia clara do que se está buscando.

O cosmos, que formava uma só peça no estágio anterior no labirinto é diferenciado em alto e baixo. Essa estratificação da consciência é representada na mitologia por diferentes mundos ligados por passagens misteriosas, tais como a estrada para o castelo do graal, as entranhas de Beemôt. Uma escada para o céu uma árvore da vida. Os mundos do mito refletem as experiências dos xamãs, artista e místicos em diferentes níveis de consciência. As cerimônias de iniciação conferem ao jovem xamã um novo cordão umbilical que o liga diretamente com o universo em algum ponto constante, como, por exemplo, uma estrela. Essas ligações míticas simbolizam seus movimentos de um estado para outro e servem como imagens que ajudam a garantir um retorno seguro das viagens interiores.
 

Quando vivemos no labirinto, percebemos os diferentes níveis de consciência. Podemos verificar que estamos nos lembrando de nossos sonhos, que temos uma noção aguda da presença dos entes amados ausentes, ou uma consciência renovada do divino modelamento de pessoas, relacionamentos e eventos de nossa vida. Embora possamos ter importantes percepções intuitivas sobre a natureza da realidade, somos incapazes de traduzir nosso conhecimento em ação, pois nos falta um lócus de poder definido a partir do qual possamos agir. As fronteiras do ego são difusas. Não temos uma noção bem clara do eu.

Enquanto estamos no labirinto, sentimos uma aceleração. Percebemos que estamos crescendo e a velocidade com que mudamos pode de fato nos deixar atordoados. Nosso humor pode se alterar rapidamente como reflexo de nosso efêmero sentido de identidade. Nesse estágio a vida ganha sentido com a sensação de que algo importante começou.

O desafio do xamã, que transita em níveis extraordinários de consciência, é regatar o conhecimento adquirido nesses níveis e partilhá-lo com a tribo da forma que esta considerar útil. Nossa tarefa no estágio três é semelhante a do xamã. Devemos tomar a informação que recebemos de vários estados mentais. Bem como dos sonhos e da inspiração, e molda-la uma forma que possa ser entendida, apreciada e utilizada pelos outros. Com esse trabalho árduo, nós também passamos a existir.

Mandalas do labirinto exibem um padrão espiral e costumam sugerir profundidade ou dimensão. As cores em geral são pastéis primaveris, especialmente azul claro, alfazema e rosa, embora as cores brilhantes e etnias não sejam raras. Veem-se com frequência espirais verdes sugerindo plantas ou vinhas em crescimento. As linhas curvas são típicas das mandalas labirinto. Nelas não há nenhum centro pronunciado.

Segundo Kellogg  mandalas labirinto formadas por linhas negras sobre um fundo branco significam o começo do processo no continuum espaço tempo o desfilamento da alma ou do espírito e sua descida na matéria ou maya.


O labirinto ou espiral é um período de ampliação da consciência. Sentimos então um aumento de energia e um desejo de nos movimentar, de criar e de vir a ser. É tempo de começar algo importante.
 

Nas palavras de Kellogg é um abandono com o fim de buscar a encarnação. O labirinto é um local de descoberta em que despertamos e vemos o mundo como um lugar estranho, maravilhoso e envolto em mistério.

Atividade Expressiva-

Filme: No coração da loucura- Nise da Silveira.

Após reflexão do filme cada um fez o olho de Deus dentro das sensações e emoções que o filme retrata.

As cores utilizadas. Vermelho está ligado ao chacra básico e o rosa ao chacra cardíaco.

 

O Olho de Deus é um antigo símbolo feito pelos índios Huichol do México e dos índios Aymara da Bolívia. 

Esses artesanatos indígenas simbolizam uma prece para saúde, felicidade e prosperidade. São objetos sagrados, oferendas que se fazem aos deuses para pedir proteção e o bom crescimento das crianças.

Geralmente o olho de deus é tecido pelo pai quando a criança nasce. A cada aniversário, um novo olho é tecido, até a criança completar 5 anos. A partir de então, ela estará preparada para tecer seu próprio olho de deus e fazer seus próprios pedidos aos deuses.

 

Na língua Huichol, o Olho de deus é chamado de Si’kuli e significa:“O poder de ver e compreender as coisas desconhecidas; ver as coisas como elas realmente são” Nos séculos XVIII e XIX, Idade Contemporânea, a arte cristã começa a representar o olho como símbolo de Deus, nas igrejas e capelas, especialmente nos portais, acima dos púlpitos, nos altares e nas pinturas do teto. O olho de Deus geralmente era representado no meio de raios luzentes, também sobre uma nuvem e, em geral, associados a um triângulo simbolizando a Santíssima Trindade. Era o esforço da Igreja para trazer novamente ao coração e à vida do homem a realidade da presença de Deus, numa época marcada pela fuga de Deus.
 

O olho de Deus geralmente era representado dentro de um triângulo. Os ângulos iguais do triângulo servem muito bem para explicar o mistério de Deus uno e trino. Um só Deus, em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não são três Deuses, mas um só. “A unidade divina é trina”, diz-nos o catecismo da Igreja católica, no nº 254. No centro do triângulo está o olho, representando a onipresença de Deus, à qual nada fica oculto aos seus olhos, tal como lemos na Escritura:
 

“Os olhos do Senhor observam os caminhos do homem e vigiam todos os seus trilhos.”(Provérbios 5,21) – “Os olhos do Senhor são infinitamente mais luminosos do que o sol, vêem todos os caminhos dos homens e penetram os lugares mais secretos. Antes de serem criadas, ele já conhecia todas as coisas.” (Eclesiástico 23,19s) – “Teus olhos viam como fui formado. No teu livro estão todos inscritos os dias que foram fixados e cada um deles nele figura.” (Cf. Salmo 139, 16)

 

Enquanto a arte e a literatura cristãs falam do olho de Deus, nós acentuamos que este é um olho do Pai. Nesta terminologia se expressa algo decisivo: esta é a missão de nosso Pai e Fundador e todos nós participamos da missão de anunciar a imagem de Deus ao mundo, como Pai. O olho de Deus não é o olho de um juiz severo, mas o olho de um Pai É o olhar amoroso do Pai que contempla seu filho querido. E nos ensina que devemos viver da pequena verdade:
 

“O Pai me vê, o Pai me ama, o Pai precisa de mim!”

O Pai me vê: “Acho que deveis dizer muitas vezes: Ele me vê, ele sabe de mim. Ele não me vê com um olho de fiscal ou policial, mas com os olhos de um amigo, de um Pai. Por isso, nunca estou sozinho… Ele me vê. Mais ainda: Ele não me vê à distância. Ele me vê, porque está em torno de mim, está comigo. Recordemos: onipresença de Deus, quer dizer: Deus está em toda a parte, não só por seu ser e seu poder. Deus está mais próximo de mim do que o ar que respiro ou a água, na qual estou nadando. Onde eu estou e o que eu fizer, Deus, meu Pai, está a me ver… Se é verdade que ele me vê, é verdade, também, que eu o vejo. Ambos os olhares devem encontrar-se constantemente. Não só os olhares dos olhos, mas também os do coração.” (J. Kentenich, Santa Maria, abril de 1948).

O Pai me ama. Deus é amor, sua essência é amor. Todo amor verdadeiro procede do Pai. O Pai nos ama sempre! Não porque somos bons, perfeitos, belos, mas porque ele é Pai, porque gravou em nós os traços de seu Filho, Jesus. Em cada um de nós, Ele encontra o seu Filho muito amado.

O Pai precisa de mim. Sim, apesar de Deus ser todo poderoso, ele não quer atuar no mundo sem a nossa colaboração. Ele criou-nos livres e não nos salvará se nós não o quisermos. Ele precisa de nós para ir ao encontro do outro, para dizer-lhe que o ama. Deus precisa de nossa disponibilidade, de nosso empenho apostólico, do nosso sacrifício “para completar em nosso corpo o que falta à paixão de Cristo”.

Esta pequena frase “o Pai me vê, me ama, precisa de mim”, é aplicável ao bom Deus, mas também à Mãe de Deus e ao nosso Pai e Fundador! Trata-se de uma linguagem simbólica, característica do pensar orgânico, que une harmoniosamente o natural e o sobrenatural, a idéia e a vida, a causa primeira (Deus) e a causa segunda (o homem e todo o criado).

 É o olhar amoroso do Pai que contempla seu filho querido. E nos ensina que devemos viver da pequena verdade:

“O Pai me vê, o Pai me ama, o Pai precisa de mim!”

O Pai me vê: “Acho que deveis dizer muitas vezes: Ele me vê, ele sabe de mim. Ele não me vê com um olho de fiscal ou policial, mas com os olhos de um amigo, de um Pai. Por isso, nunca estou sozinho… Ele me vê. Mais ainda: Ele não me vê à distância. Ele me vê, porque está em torno de mim, está comigo. Recordemos: onipresença de Deus, quer dizer: Deus está em toda a parte, não só por seu ser e seu poder. Deus está mais próximo de mim do que o ar que respiro ou a água, na qual estou nadando. Onde eu estou e o que eu fizer, Deus, meu Pai, está a me ver… Se é verdade que ele me vê, é verdade, também, que eu o vejo. Ambos os olhares devem encontrar-se constantemente. Não só os olhares dos olhos, mas também os do coração.” (J. Kentenich, Santa Maria, abril de 1948).

O Pai me ama. Deus é amor, sua essência é amor. Todo amor verdadeiro procede do Pai. O Pai nos ama sempre! Não porque somos bons, perfeitos, belos, mas porque ele é Pai, porque gravou em nós os traços de seu Filho, Jesus. Em cada um de nós, Ele encontra o seu Filho muito amado.

O Pai precisa de mim. Sim, apesar de Deus ser todo poderoso, ele não quer atuar no mundo sem a nossa colaboração. Ele criou-nos livres e não nos salvará se nós não o quisermos. Ele precisa de nós para ir ao encontro do outro, para dizer-lhe que o ama. Deus precisa de nossa disponibilidade, de nosso empenho apostólico, do nosso sacrifício “para completar em nosso corpo o que falta à paixão de Cristo”.

Esta pequena frase “o Pai me vê, me ama, precisa de mim”, é aplicável ao bom Deus, mas também à Mãe de Deus e ao nosso Pai e Fundador! Trata-se de uma linguagem simbólica, característica do pensar orgânico, que une harmoniosamente o natural e o sobrenatural, a idéia e a vida, a causa primeira (Deus) e a causa segunda (o homem e todo o criado). O olho do Pai nos lembra que ali nosso Pai nos espera, ele quer nos acolher profundamente em seu coração e, juntamente com a Mãe de Deus, nos transformar em filhos do Pai, livres e felizes.
 

Se o seu medo é VERMELHO:

É preciso voltar a acreditar na melhoria da vida. O desacreditar nas coisas ou pessoas, desistir das lutas, e alimentar as dúvidas entre o "devo fazer" ou o "devo entregar os pontos", não vai levar você a lugar algum. As sensações de incapacidade e impotência são decorrentes da sua análise perante as situações de perigo que precisam ser eliminadas.
A freqüência vermelha alimenta a realidade concreta da vida, a do nutrimento material e do poder financeiro. Tudo, sempre, como base de sobrevivência. 
Quando você tinge uma situação de vermelho, como nesse caso o seu medo, isso demonstra que a situação que lhe causa o medo está gerando em sua vida uma luta intensa e contínua, a qualquer custo. Você tem que chegar, conseguir algo, mas nem sabe bem porque, não observa a verdadeira razão e necessidade disso, e, no fundo, nem sabe bem aonde chegar. Sem dúvida, seu medo sempre expressa a preocupação em cuidar de evitar perdas, principalmente daqueles aspectos que lhe parecem primordiais à sua sobrevivência. 
O medo vermelho pode demonstrar a necessidade e a intensa "busca" em receber reconhecimento "delas" ou a "fuga" da troca com as figuras femininas de sua vida: mãe, esposa, namorada, filha, chefe, amiga, irmã, etc. Também o medo da perda dessas figuras femininas, por presença premente de risco, por doenças ou por defesa contra a morte demarca o vermelho em um conflito. O medo vermelho envolve as relações maternais passivas e ativas (aquela com a nossa mãe - passiva- de quem nascemos, e aquela com nossos filhos - ativa - a quem geramos). 
Por trás do vermelho está, também, uma excessiva proteção contra as perdas materiais ($/ bens), a defesa perante perda de cargo profissional ou a insegurança frente à capacidade de se galgar o lugar almejado. A defesa contra as doenças ou tudo o que puder abalar a saúde em nós mesmos ou em qualquer pessoa que nos seja importante. Ainda, o vermelho demonstra a tentativa de impedir a ação de outra(s) pessoa(s) ou invadir a liberdade de expressão dessa(s) pessoa(s) pela necessidade de retê-la(s) a seu lado a qualquer custo. 
Entretanto, pode ocorrer pelo estímulo do pólo contrário através de um descuido, uma entrega, um desânimo profundo perante os aspectos abordados. Isso, também, não deixa de ser uma outra forma de se defender.

 

Sugestão para o medo VERMELHO:

Pratique, diariamente, o seguinte exercício de Imagem Mental e lembre-se: 
A imaginação é uma poderosa ferramenta de Criação da Realidade da Vida.

Feche os olhos por alguns minutos, respire tranqüilamente, mantenha-se numa posição confortável, deitado ou sentado. Passe, então, a imaginar-se deitado em um lugar amplo, agradável de natureza fértil e saudável. 
O clima é quente e agradável, pode ser dia ou noite, seu corpo está nu, entregue a um solo úmido e quente que lhe acolhe. O calor recebido do solo penetra seu corpo e lhe traz uma agradável sensação de plenitude, preenchimento, completude, satisfação e convida você a confiar no ciclo da vida, desenvolvendo a certeza de que tudo, no momento certo, será redefinido por sua ação consciente e programadora de uma constância de acertos e reações equilibradas e efetivas. 
Sinta o calor que vem do solo como uma luz vermelha que envolve você. Inspire essa luz, preencha seu corpo com ela, não permita sombras ou pontos com ausência de luz. 
Então, quando preenchido, decida que vc vai permanecer nutrido com essa freqüência, levante-se, caminhe até encontrar uma mina de água límpida, pura, translúcida, brilhante e refrescante, beba com prazer essa água e delicie-se em absorve-la por todo seu corpo, banhando-se nela. Repita essa seqüência diariamente.

 

Se o seu medo é ROSA:

A razão de você estar vivenciando isso é uma profunda carência de amor, de toque, de carinho, de atos que possam suprir suas necessidades afetivas, mas que partam de outras pessoas, de um outro alguém, daquela pessoa que pode lhe proporcionar o sentido de suprimento de amor e doação que vem faltando em suas vivências e experiências. 
Seu medo pode estar envolvendo a defesa contra uma possível perda deste alguém, se ele ou ela já existe em sua vida e tem um significado profundo para sua afetividade ou, por outro lado, pode estar aflorando pela impossibilidade ou por uma certa desesperança em que seja possível que este alguém até mesmo exista, e possa, um dia, lhe oferecer um colo. Sede de acolhimento e proteção é a razão dessa vivência que nutre os medos rosa. 
Se você analisar bem esse processo que causa o medo rosa, passou a existir após a perda de um ente que supria essas necessidades afetivas em seu ser ou após a perda de alguém que negava essa afetividade a você e, a partir disso, a sensação de não mais poder "acertar" sua carência em relação àquela pessoa nutre um vazio, uma sensação de incompletude e de que não vai dar tempo de se realizar afetivamente. Comumente, se essa é uma realidade que se mantém em sua vida há algum tempo, essa perda pode se relacionar ao princípio de carência de amor materno ou paterno, pela perda física, distanciamento ou morte desses seres queridos ou, mesmo, pela possível "presença ausente", aquela onde mesmo a pessoa estando ao nosso lado ela não se doa, não supre as carências afetivas. 
Os medos cor-de-rosa fazem o diagnóstico da ausência de valorização e das "recompensas afetivas" por parte das pessoas que lhe são importantes, próximas e que, às vezes, nem sabem que são tão importantes para você. 
Esses medos sintetizam uma preocupação com o encontrar e o ser encontrado. Se por um milagre der tudo certo, e se outro não valorizar, não reconhecer, não aprovar seus valores físicos - beleza corporal, equilíbrio das formas, etc; mentais - capacidades, inteligência, sucesso profissional, etc; ou essenciais - qualidades e valores essenciais, força espiritual, etc - são contínuas a insegurança e o medo da desaprovação. 
Uma carência afetiva que pode chegar a ser bastante profunda leva você a sentir-se recebendo pouco carinho, poucas carícias, pouca expressão de amor. 
Não é incomum a vivência de uma inferioridade que leva a pessoa dos medos rosa a ter dificuldades em se defender. É a cor das pessoas que sofrem de amor não correspondido e dificilmente magoam alguém. Dói muito magoar o outro. É baixo o reconhecimento dos próprios valores pelos portadores desse medo. 
Em alguns casos pode ocorrer o entregar, o desistir, a desproteção e, então, o chorar... Por outro lado, raramente os portadores dos medos rosa podem se mostrar, se apresentar após o choro e a sensação de fragilidade, e a tentativa de lutar e exigir afeto e carinho na mesma medida, mas com uma postura imatura e por vezes até infantil, faz a pessoa viver a história de seu medo como contos de fada, de sonhos, de histórias com final feliz que parecem distantes... São esses os medos que, algumas vezes, lá no fundo, clamam as catástrofes do amor. As mortes a dois, os juramentos eternos. Tudo é tão lindo... No fundo, os medos rosa buscam a adequação do amor na vida e no mundo para uma vida melhor, com mais romantismo. Pode acontecer de alguns portadores dos medos rosa se defenderem tão avidamente desse romantismo que acabam por se apresentar num pólo oposto, com certa defesa, tudo é besteira... 
Nesses casos, a insegurança pessoal provoca um sentido de posse... O ciúme nesses casos é conseqüente, mas precisa ser controlado. 
Você se mantém misturado às impressões alheias que, por vezes, excede tanto em doar carinho e afeição quando isso lhe é possível ou quando o seu alvo de dedicação está próximo, acessível... que o outro se sente esgotado, por receber excessivamente. 
É preciso resgatar e respeitar e valorizar suas próprias qualidades, capacidades, seus valores e potencialidades! Manter a convicção em seus valores essenciais, mentais e físicos! Essa é a chave de resolução dos medos rosa. 
Por tudo isso, parece que sempre existe um buraco em seu ser. Se você sabe do que estou falando esse "buraco" de certa forma é insaciável e só vai deixar de existir no momento em que você passar a se amar verdadeiramente. Enquanto isso não ocorrer, qualquer pessoa pode deitar ao solo para que você o pisoteie como prova de amor e, mesmo assim, você ainda não terá certeza e não se sentirá suprido afetivamente ou em outras áreas onde você possa vivenciar o processo...
É preciso se amar, ser feliz e aceitar mais, aprender a receber! Liberar sua capacidade de aguardar confiante e, realmente, ser vista e amada após reconquistar seus valores essenciais e regatar o poder sobre sua vida. Saber que você vale a pena! É muito importante e pode se defender e crescer acima de tudo!

 

Sugestão para o MEDO ROSA:

Pratique, diariamente, o seguinte exercício de Imagem Mental e lembre-se: 
A imaginação é uma poderosa ferramenta de Criação da Realidade da Vida. 
É importante ressaltar que: basta imaginar! A necessidade de "ver com os olhos fechados" pode criar alguns bloqueios na imaginação. Ao invés de jogar a imagem para os olhos físicos, permita que seu pensamento fique livre, se estruture naturalmente em sua mente e decida sentir cada coisa que for imaginando. Realmente, é só imaginar! A imaginação é uma poderosa ferramenta de Criação da Realidade da Vida.

Então, feche os olhos por alguns minutos, respire tranqüilamente, mantenha-se numa posição confortável deitado ou sentado. Passe a perceber que a cada ato de inspirar ou expirar o ar você completa ciclos de purificação. Sinta-se tranqüilo, relaxado e purificado. 
Passe a imaginar que você está numa área de natureza fértil, saudável e bonita. Tudo tem viço e beleza ao seu redor. Observe, então, em qualquer direção, uma linda roseira, com muitas rosas em uma tonalidade rosa que lhe agrade. Perceba a vida se expressando em um botão que lhe chama a atenção e aproxime-se dele, sinta seu perfume, sua textura, temperatura e ouça os sons do local onde você se encontra em sua imaginação.
Nesse momento, perceba que algo diferente, mas agradável, está acontecendo: o botão está se abrindo ao mesmo tempo em que você está diminuindo de tamanho... Fique bem pequenino e entre no botão, acomode-se em seu interior e sinta-se confortável...
Ali dentro, sinta-se à vontade para liberar e eliminar de seu ser todas essas emoções desconexas que lhe afligem. Perceba que o botão tem uma força purificadora desses sentimentos, como se você pudesse ao vivenciar isso, sentir-se mais e mais leve, e limpo desses sentimentos conflituosos que afetam sua vida. 
Quando se sentir pronto, imagine que o botão se abre e libera seu corpo, e você, então, volta ao tamanho normal ao sair do interior do botão.
Então, carinhosamente, pegue o botão e imagine que, agora, é ele quem entra em seu coração e de lá, bem do centro de seu ser, ele começa a expandir-se até ficar maior que seu corpo e você volta a ficar dentro dele; entretanto, agora, em seu tamanho normal e o botão bem maior que você...
Refaça o exercício, pelo menos algumas vezes na semana até sentir-se com maior domínio e controle sobre seus medos.

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