Modulo II e II

Contos de Fadas

Conto Chapeuzinho Vermelho

A primeira versão literária deste conto, Chapeuzinho Vermelho, foi publicado por Charles Perrault em sua coleção, Contos do passado , de 1697.

Este conto popular retrata uma garota camponesa sem nome, um lobo em seu caminho para visitar sua avó. O lobo lhe pergunta onde ela vai, e chapeuzinho vermelho diz que vai visitar sua vovozinha. O lobo se afasta rapidamente e chega à casa da avó, onde ele devora a velha senhora. Após a camponesa chegar, o lobo Uma vez na cama, ela faz várias perguntas até que o lobo está prestes a comê-la. Mas na maioria deles chapeuzinho vermelho consegue fugir e mostra que pode cuidar de si mesma.

Uma vez que os irmãos Grimm publicaram sua versão de “Chapeuzinho Vermelho” o conto ficou mais leve , e foi dirigida às crianças. Onde o lobo raramente consegue tocar ou engolir a avó e a menina ingênua

Os contos de fadas exercem uma influência muito benéfica na formação da personalidade porque, através da assimilação dos conteúdos da estória, aprendemos que é possível vencer obstáculos e sair vitoriosas, especialmente quando o herói vence no final. Isso ocorre porque, durante o desenrolar da trama identificamos com as personagens e “vive” o drama que ali é apresentado de uma forma geralmente simples, porém impactante. Conflitos internos importantes, inerentes ao ser humano, como a inevitabilidade da morte, o envelhecimento, a luta entre o bem e o mal, a inveja, etc. são tratados nos contos de fadas de modo a oferecer desfechos otimistas. Desta forma, oferece uma referência para elaborar os terríveis elementos ansiógenos que habitam seu imaginário, como seus medos, desejos, amores e ódios, etc., que na sua imatura e concreta perspectiva apresentam-se amedrontadores e insolúveis.

Esse aprendizado é captado de forma intuitiva (por estarem os elementos sempre carregados de simbolismo) tornando-se muito mais abrangente do que seria possível se fosse feito pela compreensão meramente intelectual•. Acredita-se que o efeito integrador que os contos de fadas têm sobre a personalidade seja o fator responsável pelo fato de terem resistido à passagem do tempo e terem se universalizado.

Cada vez mais surgem evidências de que os sistemas de crenças produzem efeito decisivo sobre o funcionamento do ser humano, tanto psíquico quanto fisiológico, de modo que crenças que nos infundem esperança de vitória são de grande ajuda na superação de dificuldades, mesmo na vida adulta. Alguns autores vão mais além ao afirmar que se, por qualquer razão, somos incapaz de imaginar seu futuro de modo otimista, ocorrerá uma parada no seu desenvolvimento geral. E trazer mensagens da vitória do bem sobre o mal é o que os contos de fadas fazem com maestria.

Evocam sempre uma verdade atemporal, internamente, faremos a transposição para a nossa realidade atual. E em função de nossas necessidades psíquicas momentâneas, irão reelaborando nossos conteúdos internos através da repetição da estória.

 Outra função importante dos contos de fadas é a de resgatar o “tempo da alma”, pois a vida infantil precisa cumprir cada etapa do seu desenvolvimento para que uma estrutura psíquica equilibrada possa ser elaborada.

A alma tem um tempo próprio, característico, ainda ditado pelos ritmos da natureza, que não costuma ter pressa. O “tempo da alma” é que regula o passo das fases do amadurecimento humano, em oposição à ansiedade e acúmulo de demandas, cobranças e pressões de toda sorte que a sociedade moderna exerce sobre os indivíduos, mesmo sobre as crianças.

Uma questão recorrente “Ela é uma criança com a ingenuidade de quem não sabe sobre o sexo. Esse caminho interpretativo leva ao campo minado da sexualidade infantil. Nossas primeiras experiências sexuais são encobertas por uma espécie de amnésia que vai até os 6 ou 8 anos. o conto não fala apenas sobre o perigo do desconhecido, mas sobre a perda da inocência.

No sexo, há adultos que agem como uma menina diante de um lobo. “Quando a vida lhes impõe um papel sexual, vão oferecer o que têm: sua ingenuidade. Ser uma assustada Chapeuzinho é até onde vai a sexualidade de quem não quer saber nada do assunto

Nesta obra o autor demonstra que para dominar problemas psicológicos do crescimento, tais como decepções narcisistas, dilemas edipianos, rivalidades fraternas, etc., a criança precisa entender o que está se passando dentro de seu eu consciente para que também possa enfrentar o que se passa em seu inconsciente. Isso, no entanto, não é alcançado através de uma compreensão racional, mas sim através de devaneios, de fantasias.

 

Tanto na criança quanto no adulto, se o inconsciente é recalcado e nega-lhe passagem à consciência, a mente consciente da pessoa sofrerá intervenções de derivativos desses elementos inconscientes, que tentarão a todo custo se tornar conscientes. Mas quando esse material tem, até certo ponto, permissão de emergir ao nível de consciência e ser trabalhado pela imaginação, seus danos potenciais ficam muito reduzidos, e podem até ser colocados a serviço de propósitos positivos (sublimação).

 

 “Chapeuzinho Vermelho”, sua função é clara: servir para as pessoas como uma fonte de aprendizado sobre o mundo e seus perigos. A advertência sobre os perigos do isolamento social não se esgota aqui, como demonstram as contínuas pesquisas e descobertas na área das narrativas folclóricas

Orenstein salienta os meios pelos quais os contos partilham os temas do canibalismo, da sexualidade, da defecação, da troca de identidades e do encontro na cama com um inimigo perigoso. Na maioria deles, porém, a heroína logra escapar do lobo sem a interferência direta dos homens.

No Chapeuzinho Vermelho o fogo é um dos símbolos e uma das metáforas mais usados em nossa cultura para referir-se ao sexo), o lobo é mau, prepara-se para comer a menina ingênua que, muito novinha, o confunde com a vovó, precisando ser salva pelo caçador que, com um fuzil mata o animal agressor e a reconduz à casa da mamãe.

Há duas figuras masculinas antagônicas: o sedutor animalesco e perverso, que usa a boca (tanto para seduzir como para comer) e o salvador humano e bom, que usa o fuzil (tanto para caçar quanto para salvar).

Há três figuras femininas: a mãe (ausente) que previne a filha dos perigos da floresta; a vovó (velha e doente) que nada pode fazer, e a menina que na sua ingenuidade não vê o perigo.

 A sexualidade do lobo aparece não só como animalesca e destrutiva, mas também "infantilizada" ou oral, visto que pretende digerir a menina, paixões humanas, voracidade oral, agressão e desejos sexuais púberes.

Chapeuzinho Vermelho é o relato de uma criança que, a pedido da mãe, leva vinho e bolo à sua avó que se encontrava doente. Apesar das recomendações da mãe para que tomasse cuidado com o lobo, Chapeuzinho, no caminho, encontra-se com o lobo, trocando algumas palavras com ele. Sabendo que ela iria para a casa de sua avó, o lobo, apressado, dirige-se para lá, comendo a avó e, em seguida, fingindo ser a avó, devora a Chapeuzinho.

Retirada da barriga do lobo pelos caçadores, a menina é salva, e o lobo, com a barriga cheia de pedras, afoga-se no rio ao ir beber água.

 

Chapeuzinho Vermelho fala do lobo que comeu a vovozinha e tenta, a todo custo, comer a Chapeuzinho; em diferentes momentos e cenas, desde o gesto da mãe de mandar comida para a avó enferma, à busca insaciável do lobo por

alimento, ao gesto dos caçadores de “encher a barriga do lobo de pedras”, a pulsão oral está presente.

 Esses Contos de Fadas estão fundados, portanto, na pulsão oral, não se referem só ao ato de comer, mas também à voracidade, à agressividade. Ressalte-se que a agressividade deve ser vista não como algo negativo, mas como algo inerente a todo ser humano, que opera regido pelas pulsões, estando presente em todas as relações estabelecidas, sendo, portanto, de fundamental importância para a sobrevivência e para o

desenvolvimento de cada ser humano.

No decorrer do conto é identificado um paradoxo, o da menina pré-adolescente que consegue assimilar as instruções da mãe a seguir pela estrada e sem sair desta, todavia, é facilmente convencida pelo lobo a optar por outro caminho, no qual ele sugere que ela observe as flores e ouça o canto dos pássaros (mesmo com a indicação contrária da mãe).

Quando a menina sai para levar a cesta com doces e vinho para a avó, “Chapeuzinho deixa o lar voluntariamente. Não teme o mundo externo, e sim reconhece sua beleza, e aí está o perigo. Se o mundo fora do lar e do dever se torna atraente demais, poderá acontecer uma volta a um comportamento baseado no princípio do prazer”.

Mostrar a inocência infantil dos irmãos indo de encontro à “maturidade” (referente às crianças) da menina com capuz vermelho. Essa maturidade, que se encontra entre a infância e a puberdade da garota, é exemplificada quando ela nota alguma coisa de diferente na avó –quando o lobo passa-se por ela -, mas logo confunde-se e não dá importância, tendo em vista que o animal veste as roupas da parente.

Bettelheim cita também a questão masculina, tendo como personagens: o lobo e o caçador; suas personalidades são relacionadas, respectivamente, com sedução, violência e proteção, altruísmo. O caçador, de acordo com o autor, “é a figura mais atraente, tanto para os meninos como para as meninas, porque salva os bons e castiga o malvado”.

 

A estória de Chapeuzinho Vermelho , foi baseada em uma estória muito antiga que chega ao MITO DE CRONOS, que devorava os seus filhos que depois saiam da sua barriga colocando nela, em seus lugares, montes de pedras.

“ Chapeuzinho Vermelho perdeu a sua inocência infantil quando se encontrou com os perigos do mundo e os de dentro dela e trocou-os pela sabedoria que só os que “renascem” possuem: os que não só dominam uma crise existencial, mas também tomam consciência de que era a sua própria natureza que os projetava na crise.”

Fromm interpretou o conto como um enigma referente ao inconsciente coletivo na sociedade primitiva e decifrou-o "sem dificuldade", decodificando sua  linguagem simbólica".

 A história diz respeito à confrontação de uma adolescente com a sexualidade adulta, explicou ele. Seu significado oculto aparece através de seu simbolismo - mas os símbolos que ele viu, em sua versão do texto, baseavam-se em aspectos que não existiam nas versões conhecidas dos camponeses, nos séculos XVII e XVIII.

 Assim, ele enfatiza o (inexistente) chapeuzinho vermelho como um símbolo da menstruação e a (inexistente) garrafa que levava a menina como símbolo de virgindade: daí a (inexistente) advertência da mãe, para que ela não se desviasse do caminho, entrando em regiões ermas, onde poderia quebrá-la. O lobo é o macho estuprador. E as duas (inexistentes) pedras colocadas na barriga do lobo, depois que o (Inexistente) caçador retira a menina e sua avó, representam a esterilidade, a punição por infringir um tabu sexual.

 

Atividade Expressiva

Chapeuzinho Vermelho

Neste conto trabalharemos com o elemento fogo. Faremos uma atividade mandalas com CD, utilizando lápis de cera, vela.

Ou a pintura de uma Pedra.

O conto de chapeuzinho inicia com três personagens e todas femininas, não há menção num primeiro momento sobre masculino, supõe que há uma negação , por ser negado ou negligenciado, vive inconsciente na psique.

Simbolismo na historia.

No decorrer do conto é identificado um paradoxo, o da menina pré-adolescente que consegue assimilar as instruções da mãe a seguir pela estrada e sem sair desta, todavia, é facilmente convencida pelo lobo a optar por outro caminho, no qual ele sugere que ela observe as flores e ouça o canto dos pássaros (mesmo com a indicação contrária da mãe).

 

Quando a menina sai para levar a cesta com doces e vinho para a avó, “Chapeuzinho deixa o lar voluntariamente. Não teme o mundo externo, e sim reconhece sua beleza, e aí está o perigo. Se o mundo fora do lar e do dever se torna atraente demais, poderá acontecer uma volta a um comportamento baseado no princípio do prazer”.

Uso do chapéu e capa vermelhos são  utilizados em rituais sagrados, o mestre participa dos trabalhos sempre com a cabeça coberta para indicar suas prerrogativas e suas superioridade, que tem a mesma função da coroa, signo de poder e de soberania, Também representa a cabeça e os pensamentos que se fazem por identificação com a consciência estabelecida.

Para Jung, mudar o chapéu significa mudar de idéias e ter outra visão de mundo e de homem. A capa ou manto indica que aquele que a usa exerce um poder sobrenatural fazendo parte de atributos dos deuses, para o celta o símbolo da metamorfose e indica que uma pessoa é capaz de assumir várias personalidades.

Na psique, o ego, ou aquilo que pensamos ser nossa única personalidade é apenas um dos inúmeros conteúdos que formam a psique e que esta é constantemente mutável e dinâmica, assim como o universo ela está em constante transformação.

Para Jung, a psique é uma fonte transformativa, o ego é apenas um dos seus núcleos e há diversas personagens que foram denominadas por Jung de personalidade parciais. Elas estão ai e se comunicam com o ego no caso das neuroses e no caso de psicose elas tomam conta do ego, criando a dissociação psíquica.

O vermelho, desde sempre está associado ao princípio da vida, quando contido é a condição da vida e quando espalhado é condição de morte. A mulher ao conter o seu sangue dá a luz e ao espalhar significa morte do óvulo, aquilo que poderia ter sido e não foi. O vermelho é associado a Eros vivo e triunfante, tem atributo de estimular a força e despertar o desejo.

Na estória o vermelho símbolo do chapéu e manto vem significar que o desejo sublimado é o desejo libidinal. Essa não está relacionado só ao ato sexual, mas em tudo que dá prazer, seja ler, escrever, cuidar de uma flor, tudo que da prazer faz parte do instinto e,consequentemente, dá força libidinal, da força da vida.

Na alquimia quando se está prestes a chegar a grande obra, surge o albedo que é o branco. Diz Jung..., mas no branco não se vive, é preciso o rubedo para que haja a vida.

O Lobo Mau- a personificação negativa do masculino faltante. Ou seu sucesso na caça é garantido. O lobo e tudo que ele representa são atributos da própria pessoa que estariam sendo projetados e não reconhecidos como seus, deixando ao cargo do outro o desempenho desse poder.

Lobo e anjo, ambos se confundem, Serpa que um pode ser a face do outro.

Na mitologia, os anjos são seres intermediários entre Deus e o mundo, Formam o exército de Deus sua corte e sua morada. Tem como função velar pelo mundo e transmitir suas ordens. Na fé cristã, os justos têm um anjo da guarda que está sempre a lhe apontar o caminho do bem e livrá-lo das armadilhas cabendo ao sujeito tomar a atitude de seguir ou não o seu conselho.

Lobo e anjo são complementares, ambos possuem a função de psicopompos,                    ou seja, de transmitir mensagens do alto para baixo, de Deus para o crente, do inconsciente para o consciente. Se o anjo tem por função transmitir mensagens do reino divino, o lobo tem a função de transmitir mensagens da floresta e do reino animal, dos instintos.

O anjo é símbolo do desejo ascencional, e do instinto espiritual, enquanto que o lobo é símbolo dos instintos sexual.

Quando um instinto é negado pelo ego e renegado ao inconsciente, não significa que não mais existe.

Quando os instintos são devidamente reconhecidos, em contato com a consciência ele a modifica e é por ela modificado, O veneno pode se tornar o elixir da vida.

O lobo é mau, portanto suas forças não estão disponível ao ego, muito pelo contrario, se encontra no fundo da psique, não está em cima feito  o sol (consciência), está embaixo, no inferno ( inconsciência)

O lobo é o primeiro a surgir no conto e representa as forças que estão inconscientes sobre o masculino.

 Ele é um predador da psique, quando se trata do predador da psique, as pessoas também não falam a respeito, porque o predador da psique lhe envia mensagens sempre de depreciação e vergonha.

A avó é duas vezes mãe, sugerindo que o padrão de comportamento visto aqui faz parte da herança psíquica. O propósito da avó, aquela que representa o universo feminino e que o transmitiu a filha e a neta, ser devorada e depois vomitada pela goela deste lobo que representa o instinto a atravessar a razão, tornando-se mais fluídica, leve e saudável.

Olho é símbolo do conhecimento e da percepção. Chapeuzinho está utilizando seu instinto para perceber e assim deixar de ignorar o perigo como tem sido de hábito como conseqüência de uma atitude essencialmente feminina,

Nariz, é símbolo de percepção.

No olho a sabedoria é mais racional, em relação ao nariz o conhecimento é bem mais intuitivo do que racional.

As mãos são equivalentes aos olhos, vê através do tato, de modo que também é símbolo de percepção.

As orelhas são símbolos de inteligência cósmica em diversas culturas orientais, onde grandes orelhas é sinal de sabedoria e imortalidade.

A função auditiva possui a percepção dos sons inaudíveis da vibração primordial.

A boca representa um grau elevado de consciência com a capacidade organizadora própria da razão. Representa a passagem tanto para a luz quanto para a sombra.

Os dentes são instrumentos de tomada de posse, Ele esmaga para assimilar ou melhor,  para fornecer o alimento ao desejo.

Na mastigação devoradora encontra-se o símbolo da divisão e multiplicação de uma intelecção unificadora a fim de elevá-la de engessada e rígida para uma abrangência e de  fluidez que contemple todo o corpo, seja individual ou coletivo.

Chapeuzinho veste vermelho- mostra cheio de vida, cheia de prazer.Mas sua ingenuidade, apesar de não ser mais inocente, trata-se de uma defesa do ego contra a percepção da realidade e a responsabilidade de assumir as conseqüências e viver o conflito. No entanto, a pessoa inocente, simplesmente não é culpada.

Aparecer duas figuras masculinas. Uma negativa e outra positiva.

O caçador representa o masculino não mais negligenciado e ignorado pelo ego e que já admite que as forças masculinas existam e que não são tão somente predadoras, muito pelo contrario,podem trazer leveza ao mundo feminino, . Ele não usa apenas sua razão, usa seus sentidos e é por isso que obtém sucesso

O negativo é utilizado o predador, o lado do medo, do enfrentamento da realidade e dos nossos instintos.

Flores As flores são símbolo da natureza, da vida, pureza, paz, riqueza, sucesso, bem estar, alimento, energia, cura, amor,  qualidade de vida, etc...

As flores são a demonstração máxima de beleza da natureza, em exuberância de formas, cores e perfumes sem iguais.

Cesto

Borboletas é considerada um símbolo de ligeireza e de inconstância, de transformação e de um novo começo. Pote e cesto, figurações de receptáculo, e metaforicamente, mas também metonimicamente, eu diria, femininos: são "continentes". E o cesto estava simbolicamente vazio - apto para voltar... preenchido?

 

A psicanálise moderna vê na borboleta um símbolo de renascimento Os astecas consideram a borboleta como um símbolo da alma, ou o sopro vital que escapa da boca de quem está morrendo.

FLORESTA – Para quase todas as civilizações, a floresta é o símbolo associado à mulher. Representa o mistério, a morada sagrada dos deuses, dos espíritos bons e maus e dos seres elementais (gnomos, fadas e duendes). A floresta mergulhada na escuridão é um símbolo das profundezas do inconsciente.

Em muitas culturas, a floresta é dedicada aos deuses ou aos cultos dos antepassados. Um lugar onde as oferendas e rituais de iniciação são feitos para testar o domínio do reino psíquico. Em uma enciclopédia ilustrada de símbolos tradicionais, JC Cooper escreve:

“Entrar na floresta escura ou na Floresta Encantada é um símbolo limiar: a alma adentra os perigos do desconhecido; o reino da morte; os segredos da natureza, ou do mundo espiritual que o homem deve penetrar para encontrar o significado.‘

Como em A Chapeuzinho Vermelho, se desviando do caminho e indo em direção a floresta é similarmente perigoso e recheado com ensinamentos. Simbolicamente, aqueles que perdem seu caminho na floresta desconhecida estão perdendo seu caminho na vida, perdendo o contato com sua consciência e viajando para os reinos do subconsciente.

“Desde os tempos antigos da floresta quase impenetrável no qual nos perdemos tem simbolizado o escuro, o oculto, o quase impenetrável mundo do inconsciente. Se perdemos a noção que deu estrutura à nossa vida passada, agora deve-se encontrar o caminho para se retornar a nós mesmos, e ao ter entrado nessa selva com uma personalidade pouco desenvolvida, buscamos a saída conseguindo encontrar em nosso caminho uma humanidade muito mais desenvolvida que emerge.” Bruno Bettelheim

Psicopompo é a palavra que tem origem no grego psychopompós, junção de psyché (alma) e pompós (guia), designa um ente cuja função é guiar ou conduzir a percepção de um ser humano entre dois ou mais eventos significantes. Guia interior, o psicopompo pode ser de natureza humana, (Ariadne), animal (coelho de Alice no País das Maravilhas) ou espiritual (Hermes, Daimon).

Análise das Atividades

Análise e simbologia de cada personagem nesse conto.

Nessa atividade após assistir o filme, discussão do mesmo. Cada um faz uma lista dos arquétipos e símbolos existente no conto e o que levou a identificar com esses aspectos  e qual personagem que mais gostou nessa estória.

Após análise do filme. Cada um escolheu seu personagem e relatando fatos da vida ou crenças que os levaram a escolher esse personagem. Falaram do seu personagem através dos fantoches construído.

No final cada um construiu sua mandala utilizando os elementos fogo para transmutar essas crenças, o elemento terra para colocar as ideias e plantar as sementes.

As pedras para conscientizar que os problemas quando resolvidos as pedras podem ser pequenas ou grandes e que somos nos que a colocamos como obstáculo a cada situação.

O ar nos libera de todo esses aspectos.

Essa atividade transmite uma calma interior, fazendo que cada um reflita sobre o que foi comentado e trazendo insight para sua vida e compreensão do seu comportamento e atitude diante da vida.

Para fechar a atividade cada um escolheu uma carta para complementar o trabalho realizado.

Carta utilizado do baralho cigano e o tarô dos orixás.

Quando tiramos uma carta do taro essa complementar ou nos dá um caminho uma direção para o que foi trabalhado na atividade expressivas.

Como podemos ver na análise abaixo.

LOBO

Ao mesmo tempo ,ele representa o sentido de união. Os lobos caçam em grupos e, como os cães, gostam de brincar. São fiéis, possuem um parceiro para a vida toda. Uivam para marcar território, lamentar uma perda, pedir ajuda ou só por diversão. Sabedorias antigas nos contam que foi o lobo que nos ensinou como criar a comunidade sobre a Terra, pois os lobos têm um conhecimento intuitivo da ordem no meio do caos e eles possuem a habilidade para sobreviver à mudança, intactos.

O Lobo simboliza inteligência, sabedoria e cura, ele partilha sua energia com os demais.

Ele é o arquétipo do professor, precussor de novas idéias. Ele sai, aprende e volta ao seu clã para ensinar o que aprendeu.

O Lobo quando encontra e escolhe uma parceira geralmente é para o resto da vida, é ligado à família, embora mantenha um caráter individualista e solitário.

A energia desse animal nos ensina a buscar nossa verdadeira matilha, nosso clã, família ou escolher um(a) companheiro(a) que possa acompanhar esse novo ciclo. Mas também importa, acima de tudo, em isolar-se de forma que possa escutar sua voz interior. Podendo ser um isolamento em algum Lugar de Poder, ou se não for possível esse isolamento, busca pelos ensinamentos sagrados nos quais acredita que a sua voz interior possa vir a manifestar-se com clareza. Busca sua intuição. Com certeza, se há algum impasse, ao invocar a energia do Lobo como Animal Sagrado, o xamã será impelido a aprender com sua própria sabedoria, ou com a sabedoria ancestral. Aprender a escutar sua própria intuição e voz interior.

O lado negativo do lobo assombrou mentalidades da antiguidade.

Na mitologia greco-latina, a loba de mormoliceu, ama de leite de Aqueronte, era usada para assustar as crianças.

O conto europeu de chapeuzinho vermelho também nos deixa o legado de temer o "lobo mau", nos fazendo crer que não há outro lobo senão o mau.

Hades, o senhor dos infernos, se utiliza de uma capa de pele de lobo. O deus da morte dos etruscos é representado com orelhas de lobo. Nos tempos negros em que se sacrificavam humanos a Zeus por melhores colheitas, o deus assumia a forma lupina....

Enquanto os bruxos e bruxas se transformavam em lobos para irem aos sabás, na Espanha o lobo era conhecido como montaria dos feiticeiros.

O simbolismo de lobo possui sentidos antagônicos. De um lado representa o bem, e nesse contexto, nele encontramos a astúcia, bem como alguns traços humanos que a esse animal são atribuídos, os quais incluem inteligência, sociabilidade e compaixão.

Por outro lado, o lobo representa o mal, compreendendo nesse sentido a crueldade, a luxúria, bem como a ambição.

Representação do Bem

O lobo enxerga muito bem à noite, e é desta sua característica que vem o seu simbolismo benéfico, luminoso, que remete ao símbolo solar e celeste.

Em diferentes tradições, o lobo representa um guardião, e o seu significado simbólico assemelha-se em muitos aspectos com o significado do cão. O lobo protege um lugar de outros animais selvagens e ferozes.

A força do lobo e o seu ardor ao combater fazem dele também uma alegoria guerreira para diferentes culturas, representando uma figura celestial, protetora e heroica.

Também em outras culturas, o lobo está frequentemente associado à ideia de fecundidade e poder, de modo que, na antiguidade, era comum a prática das mulheres inférteis invocarem lobos para terem filhos.

Lobo Branco

O lobo branco representa a astúcia e a vitória. Contrasta com o lobo negro, o qual sublima as caraterísticas sombrias e malévolas.

Xamanismo

Na prática do Xamanismo, o lobo é um animal sagrado e, consequentemente de poder. Denota, particularmente, as caraterísticas humanas de inteligência e sociabilidade, as quais são evocadas em auxílio às pessoas que pretendem combater os seus medos.

Mitologia

Na mitologia romana, Rômulo e Remo, os fundadores de Roma, são amamentados por uma loba, de modo que na Roma Antiga, o lobo representa os cuidados maternos.

Na mitologia grega, o lobo era uma das formas que Zeus assumia e, assim, recebia seres humanos como sacrifício para acabar com a seca e voltar a tornar a terra fértil - outro fato que relaciona o lobo à fecundidade.

Representação do Mal

Ao aspecto feroz e sinistro do lobo que vaga solitário pela escuridão da noite atribui-se o seu significado simbólico relacionado ao mal, pois evoca uma ideia de força sem discernimento e que não pode ser contida, impulsiva e de mal augúrio, tomando as formas da besta do Apocalipse.

No cristianismo, o lobo representa o diabo, como um saqueador do rebanho. Como uma divindade diabólica, infernal, o lobo é uma ameaça feroz, um devorador de crianças. Foi da pele de um lobo que Hades, o Senhor dos Infernos, fez o seu manto. Também na tradição nórdica, o lobo simboliza a morte cósmica, pois são devoradores de astros.

Caçador

Pessoa charmosa, amável e expressiva, muito criativa e um tanto curiosa. Tem uma certa dificuldade na concentração e como gosta de compartilhar tudo com os outros é o tipo de pessoa que não consegue guardar suas ideias só para si. Sempre de bom astral, é daquelas que adora festa. Só tem um problema em enfeitar demais a realidade, exagerando na dose e não conseguindo controlar sua mania de falar. Pode criar a imagem de fofoqueiro

Aponta para o progresso real da vida, tanto profissional, quanto social e especialmente pessoal. A compreensão, a descoberta do corpo como algo valioso, a vaidade atuando como força positiva. É o prazer em todas as suas manifestações. Liderança, representa a alma do homem, sua compreensão, elegância e domínio, a feminilidade como forma de expressão, de criação e de poder exercido com sutileza. Talento e habilidade são seus instrumentos para enfrentar os obstáculos.

Para conquistar progresso em todos os setores da vida, é preciso que tenha sempre os pés bem firmes no chão pois quando apresenta os aspectos negativos leva à esterilidade, desinteresse, infidelidade, vacilação, pobreza de espírito, fracasso, frivolidade, vaidade, falta de senso prático, perda de bens materiais, futilidade e abandono.

 

Mãe

É um fator real e corriqueiro verificar que, quando a mãe mantém a filha sob o jugo do mundo feminino em detrimento do masculino, seja devido à misandria ou não, na relação entre mãe e filha ocorre uma situação doentia normalmente despercebida ou ignorada pelas pessoas envolvidas. É muito comum verificar que a mãe faz de sua filha uma espécie de extensão de si mesma, situação na qual a criança é vista e tida como objeto e não como sujeito. Seu comportamento se alterna por conveniência, pois, muitas vezes trata a criança como se esta fosse um feto ou bebê. Há momento em que um simples passeio junto ao pai se torna tão ameaçador que ela teria de ir junto ou ninguém vai. Até pareceria um cuidado exagerado se não fosse o fato de que há por detrás seu jogo manipulatório e real intenção de registrar sua posse sobre seu objeto de poder, sua filha, talvez reproduzindo a mesma situação onde ela mesma, possivelmente tenha sido, ou ainda é, a refém emocional de sua mãe. Por outro lado, a filha se mantém psicológicamente cativa por que num universo assim, o pai ou o masculino está enfraquecido posto que não mais coloque limites e, provavelmente, é mais um a ser manipulado. Nesse sentido ele é incapaz de proteger sua filha e ela sabe disso e entende que a mãe é a mais forte, logo, irá se identificar com o mais forte e não com aquele que julga mais fraco. Repetirá o papel da mãe ou o seu oposto. Na realidade, ambos são fracos e suas neuroses são complementares. O sujeito forte não necessita parasitar outro ser, muito menos fazer dele seu objeto de posse. Agindo assim denuncia sua doença. Aquele que está doente está fraco.

 

Chapeuzinho vermelho

Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido porque desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor. Chapeuzinho e sua mamãe moravam nas proximidades da floresta. Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar a casa dela?

- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada.

Um dia, sua mãe pediu:

- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar a casa dela?

- Claro mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!

- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.

- Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!

No conto, Chapeuzinho assegura à mãe que irá seguir seus conselhos e de fato, a criança dentro desse universo, torna-se bastante obediente. Obedece a tudo que a mãe lhe propõe, uma razão para tal obediência é por que assim pensa em ganhar o afeto materno tão querido, mas que só lhe chega de modo deturpado, um dos fatores que pressupõem a Síndrome da Acomodação do Abuso Infantil.

De qualquer modo, a homeostase psíquica, processo natural e instintivo comprovado principalmente nos estudos junto aos portadores de psicose, se encarregará de colocar à sua frente o dito Lobo Mau. A personificação negativa do masculino faltante. Haverá também, nos sonhos e devaneios a personificação do masculino positivo, o Príncipe Encantado.

Em ambos, nota-se uma exacerbação de seus defeitos em um e de suas qualidades em outro.

O perigo maior em tudo isso é que a garota poderá projetar suas fantasias em pessoas de seu convívio ou num posterior namorado, de modo a se tornar refém de um companheiro que a domina e subjuga experimentando sua impotência para sair de tal armadilha. É que a teia dessa aranha foi construída junto a sua mãe.

 

Avó

O medo e a não aceitação da morte determina que não haja vida.

Encarando a finitude- terceira idade.

A morte nos causa tanto medo e angústia que é mais cômodo não entrar em contato com ela. As exigências do sucesso provocam enormes desgastes, levando as pessoas a se sentirem obrigadas a atingir objetivos idealizados e a ter que ultrapassar a todo custo suas limitações, indo além do que podem. Consequentemente, isso gera uma supervalorização da vida, de tal maneira que, surge a ilusão da beleza eterna e da jovialidade, próprios da sociedade atual. Somos uma sociedade que a todo o momento nega a morte, evita pensar no fracasso de nossa existência.

Quando uma pessoa toma consciência de si mesma, mas, dado que o ser humano não tem condições de enfrentar a sua mortalidade, escapando de encarar a morte, lança-se no entretenimento de maneira a não pensar na sua finitude, porque o ser humano é constituído de uma miséria ontológica que o insere em uma consciência trágica sobre a própria vida.

A morte passa a ser reprimida e proibida dos nossos dias, pois ela é percebida como algo extraordinário; sob tal perspectiva, a morte não é normal e deve ser evitada. A recusa de discussões sobre a morte caminha nessa direção, pois, ao aproximar-se da morte cada um necessitará se confrontar consigo, com sua realidade mais profunda, porque a morte tem potencial singularizador, especialmente numa sociedade de massa, no qual, muitas vezes, parece que o coletivo se sobrepõe aos aspectos individuais.

Assim, a experiência da morte pode levar o ser humano a se perceber como único, possibilidade que muitos temem, preferindo a moral do rebanho. Para o filósofo Martin Heidegger (1889- 1976), é por meio da angústia diante da morte que o indivíduo se transforma de maneira radical, fazendo surgir sua autenticidade. Enquanto o indivíduo se angustia, ele se destaca, singulariza-se, pois só ele pode ser o que ele é diante da morte. Na morte, sua existência se torna autêntica, e essa aceitação da aproximação da modificação implica olhar de frente o não-ser.

 A autenticidade surge a partir da consciência da finitude humana, observando a morte como possibilidade da impossibilidade na existência. Dessa maneira, pode-se projetar e edificar uma existência a partir da superação do não-ser. morte é o resgate que ninguém quer perceber, pois a morte é uma possibilidade de descoberta. Descoberta que petrifica o ser humano, pois o medo humano não é endereçado a algo objetivo; o que se teme, na verdade, é o próprio ser humano.

 Coisificamo-nos na vida e escondemo-nos nas coisas, esperando delas uma espécie de redenção, esperando que os entes façam por nós algo que somente nós podemos fazer. Sábio é aquele que vive cada dia, e não teme a finitude, viver não é um peso para ser carregado e não viver não é algo terrível (VIANA, 2010). Para Russel (VIANA, 2010 p.189) para discutir sobre a morte é necessário começar pela parte exterior é entender se o individuo é o mesmo de sempre, acreditando que a continuação do individuo está baseada em hábitos e memoria.

 Apesar de todas essas perspectivas, podemos considerar que o medo da morte não é exclusivo as pessoas que estão em uma faixa etária mais avançada, mas, em todos os momentos da vida dos seres humanos.

Personagem do conto- Mãe

Podem-se perguntar as razões pelas quais a psicologia junguiana se interessa por mitos e contos de fada.

O Dr. Jung, disse certa vez, que é nos contos de fada onde melhor se pode estudar a anatomia comparada da psique. Nos mitos, lendas ou qualquer outro material mitológico mais elaborado obtém-se as estruturas básicas da psique humana através da grande quantidade de material cultural.

 Mas nos contos de fada, existe um material consciente culturalmente muito menos específico e, conseqüentemente, eles oferecem uma imagem mais clara das estruturas psíquicas (FRANZ, 1990: 25).

Mas a sua função não para aí, pois além do entretenimento, transmitem ainda valores e costumes e ajudam a elaborar a própria vida através de situações conflitantes e fantásticas.

“Mitos e contos de fadas expressam processos inconscientes. A narração dos contos revitaliza esses processos e restabelece a simbiose entre consciente e inconsciente” - já havia dito Carl Gustav Jung, famoso psicanalista e discípulo de Freud (apud CEZARETTI, 1989: 24).

Como afirma Jung (apud GIGLIO, 1991: 15), os contos de fada constituíram através dos séculos instrumentos para a expressão do pensamento mítico, perpetuando-se no tempo por desempenharem uma função psíquica importante relacionada ao processo da individuação: através deles toma-se consciência e vivencia-se arquétipos do inconsciente coletivo.

 Esses arquétipos, por sua vez, ao serem trazidos à consciência e dramaticamente vivenciados permitem a Psique cumprir as etapas de integração progressiva do desenvolvimento da persona, conscientização da sombra, confrontação com a anima / animus e outros arquétipos, e finalmente atingir um estado onde a comunicação Ego-Self seja fluente e criativa (apud THOMPSON, 1969: 152).

Ainda a partir de uma perspectiva junguiana, (apud THOMPSON, 1969: 152) existe um lado masculino e um lado feminino em cada um de nós. Se o masculino é dominante, o feminino é recalcado.

O indivíduo bem conformado necessita desenvolver ambos os aspectos. Também existem quatro características principais em cada um de nós: pensamento, sentimento, sensação e intuição.

Constituem pares de oponentes. Nos homens o pensamento e a sensação constituem, habitualmente, características conscientes, ao passo que o sentimento e a intuição encontram-se recalcados.

Nas mulheres, sentimentos e intuição são predominantes. O lado feminino recalcado do homem é denominado anima, o lado masculino da mulher é o seu animus.

 Em Franz (apud GIGLIO, 1991: 6), os contos de fada numa visão junguiana são uma representação simbólica de problemas gerais humanos e suas soluções possíveis, ou seja, as representações da fantasia são tão primárias e originais como os próprios desejos e instintos.

 Nos conteúdos dos contos de fada é possível ver uma projeção dos estágios originais e arquetípicos do desenvolvimento da consciência humana.

Nos símbolos do inconsciente, nos sonhos e fantasias, encontram-se os mesmos princípios da expressão dos mitos e contos de fada, o que, representa um recurso fundamental no processo do desenvolvimento humano.

Finalmente, cabe apontar que este estudo permite constatar que a força criadora e a sabedoria profunda presentes nos contos de fadas e seu conteúdo arquetípico, pode ajudar os homens a encontrar o caminho para a realização de seus poderes criativos latentes.

 Conforme Araújo (1980: 39), para Jung certas lendas, mitos e símbolos têm origem na infância da humanidade em que faltando recursos intelectuais, o homem apresentava uma disposição natural para aceitar o sobrenatural.

 Seria assim uma necessidade psicológica de buscar soluções mágicas e de criar seres fantásticos para superar uma realidade que lhe impunha limitações. O inconsciente coletivo, guardaria assim, uma necessidade de retorno as origens do homem revivendo experiências anteriores da humanidade.

Hoje se sabe que todos estes contos tradicionais baseiam-se em mitos mais antigos ainda, e possuem uma interpretação profunda, que representa o próprio caminhar da humanidade, a própria existência humana.

Os contos possuem a magia especial de nos orientar a lidar com as adversidades e conflitos da vida e assim à descoberta de uma vida compensadora.

Os encontros com a descoberta da personalidade e os meios de lidar com estes conflitos.

No Conto de Fadas, todos os mistérios internos tornam-se claros, revelados pelos personagens apresentados nos contos assim como as suas ações. Portanto, Bettelheim (2008) diz que os contos são terapêuticos, pois permitem ao indivíduo encontrar seus próprios caminhos, a solução de todos os seus problemas, comparando as circunstâncias do conto com sua realidade, reside aí o seu crescimento, dando-se como uma saga, jamais inferiorizando alguém, e sempre motivando à esperança e à felicidade, e muito além, o potencial para vencer o gigante cotidiano que se apresenta como ameaçador, os adultos que pouco valorizam a fantasia e se perdem na busca de si, ao contrário das crianças que se transferem para dentro do conto e lá compreendem o verdadeiro significado de ser bom.

 Mas o que diz Bettelheim (2008), é que a história só nos trará interesse se tiver algo a ver com nossas emoções vivida.

É importante sublinhar que a menina sai de casa, é "mandada" pela mãe para uma outra aldeia, quase que num ritual de iniciação. De um lado, uma linhagem feminina, desdobrada em três gerações: filha, mãe e avó - só mulheres, falta o pai; de outro lado, o masculino, mas um masculino atemorizador: o lobo.

Com efeito, nesse conto (Perrault, 1985), em que os críticos literários e intérpretes, tendo à frente um Bruno Bettelheim, apontam o caráter "pedagógico" e moralizante de uma narrativa que tematiza o desenvolvimento psicológico infantil -, é mostrada uma menina à beira da puberdade, em seus confrontos com o masculino, um masculino sedutor e ameaçador, Em outras palavras, são caracterizados por seu estatuto de idade (velho, adulto, criança), de gênero (masculino e feminino) e de "ação" fundamental. Nascer e crescer indicam movimento que traduz vida Saiu de lá, repito - nesse impulso inevitável para o crescimento, que é afastar-se da barra da saia da mãe - pois "Sua mãe mandara-a, com um cesto e um pote à avó...".

Sob a égide dessas duas figuras maternas, a menininha sai da aldeia e vai ter um confronto, vai fazer uma experiência: a) de solidão: "A avó estava na cama, rebuçada e só"; b) de tempo como agente de finitude: "enquanto é tempo", "nunca mais", "nunca mais" - diz o texto, indiciando a inexorabilidade das perdas definitivas; c) de negação da vida: magreza, mãos trementes, lábios arroxeados, impossibilidade de abraçar, impossibilidade de ver - figurações, todas, da velhice e, finalmente, da morte.

Tudo isso faz a menina assustar-se, e ela formula esse medo maior, que nós todos seres humanos sentimos, como medo do Lobo (com L maiúsculo), e grita: "Vovozinha, eu tenho medo do Lobo".

 Efetivamente não se trata de lobo nenhum, e sim de uma imagem da morte: "a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo".

Por intermédio da mãe, que a manda para fora da própria casa, para fora da própria aldeia, que a envia para a experiência iniciatória; e por intermédio da avó, que a apresenta existencialmente, empiricamente, à experiência da morte, Chapeuzinho atinge um outro patamar de conhecimento e de maturidade. Pode-se dizer, assim, que se trata de um rito iniciatório, em que uma menina púbere é mandada pela mãe para se confrontar com as realidades Rito iniciatório: provas e provações impostas ao herói e que, uma vez vencidas, habilitam seu executante a tornar-se adulto, ou lhe franqueiam uma passagem a um novo estágio de vida. pela primeira vez, a experiência da separação, e, confusamente, da possibilidade da perda, e da finitude.

Significado e simbologia das cores nas mandalas

Na análise das junções das cores, sempre se deverá avaliar o que está acontecendo com a pessoa no momento em que fez sua mandala, com relação ao que acontece no seu dia-a-dia, porque a cor revela o nosso “eu” interior.  Anie e Lilla Beck em sua pesquisa sobre a associação das cores chegaram a concluir o seguinte:

Um conjunto de cores caracteriza um traço de personalidade, porque as cores estão ligadas às emoções. Cada pessoa possui muitas facetas a serem analisadas e trabalhadas, portanto, cada associação de cor diferente representa uma faceta a ser observada.

A mandala, cujo termo sânscrito significa “círculo” ou “completude”, é um yantra circular que simboliza o Universo.

Representa também a procura pela paz interior, a qual é retratada pelos padrões entrelaçados e que têm como finalidade a própria orientação do pensamento. Isso porque o seu formato auxilia a meditação.

Carl Gustav Jung estudou em profundidade a simbologia das mandalas. Jung as relacionou a simbologia universal do círculo e da representação simbólica da psique com as funções de conservação da ordem psíquica, tomada de consciência, integridade e criação.

"O inconsciente aonde reside o dinamismo do Self, é parte de nossa psique que por definição é incognoscível. Podemos dar atenção à linguagem do inconsciente, honrar e cultivar nossa relação com o Self criando Mandalas. Elas contêm e organizam energias arquetípicas do inconsciente numa forma que pode ser assimilada pela consciência, à favor do crescimento do indivíduo." (S. Fincher)

" Quando criamos uma Mandala, geramos um símbolo pessoal que revela quem somos num dado momento" - Joan Kellogg]

Rosa

cor do amor e da afetividade, o Rosa trabalha em prol da união, permitindo maiores chances de harmonia entre relacionamentos pessoais e profissionais.

Energia angelical - amor nos planos mais elevados (amor incondicional), compaixão, calma. Transmite uma alegria suave e inocente. Energia amorosa em seu estado mais puro. É romance, amor espiritual (sem conotação sexual). Eleva as vibrações e o contato espiritual, afasta energias negativas e promove fraternidade.

Algumas correlações:

Amor, união, bondade, afeto, delicadeza, aconchego, emoções, sentimentos, feminilidade, felicidade, romantismo.

Sua utilização favorece:

Amorosidade, bons sentimentos, auto-estima, aceitação, amor incondicional.

Em excesso:

Vulnerabilidade emocional, fanatismo, incompreensão.

Verde

Energia do equilíbrio - harmonia, cura física, estabilidade. Cor fria e agradável, remete à natureza e sua generosidade. É a cor da abundância, portanto está relacionada à prosperidade. É a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Representa as energias da esperança, perseverança, segurança e satisfação; fertilidade. Facilita a comunicação com as plantas e os devas da natureza. Simboliza: vida nova, energia, fertilidade, crescimento e saúde.

Algumas correlações:

Natureza, vida, renovação, regeneração, esperança, saúde, rejuvenescimento, frescor, viço.

 

Sua utilização favorece:

Moderação, calma, descanso, confiança e segurança.

Em excesso:

Determina orgulho, superioridade e arrogância. Apatia, trsiteza, avareza, ganância, compulsividade.

 

 

Azul

A expressão "tudo azul", não é muito vaga nos dias atuais, era utilizada como pergunta ou resposta em cumprimentos bastante informais, significando simplesmente: "tudo bem", "tudo em paz". O azul é assim, simples e desprovido de formalidades; tranquilo e pacífico. É uma cor apreciada por muitas pessoas; dificilmente veremos alguém dizer não gostar do azul. Apesar de ser uma cor fria, um límpido céua azul parece fazer o dia muito mais promissor do que um nebuloso céu acinzentado; é uma questão de associação. O azul contrai e se afasta, por isso é muitas vezes utilizado como cor de proteção e limpeza espiritual.

O Azul é a cor do céu, do espírito e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e subtileza. Simboliza também o ideal e o sonho. É a cor do infinito, das cores é o que mais influi no espiritual, está ligado a divindades e a verdade. Representa a imortalidade, a fidelidade e a justiça. Desenvolve a inteligência, transmite calma e propicia o equilíbrio emocional. Ótimo para meditações. Desaconselhável para quem tem pressão baixa. Harmoniza os ambientes e o espirito trazendo paz e tranqüilidade.

Produz ainda ternura, afetuosidade, paz de espírito e segurança. Reduz o stress e a ansiedade, traz saúde emocional, paz e calma. Promove o entendimento entre as pessoas. Favorece as atividades intelectuais e a meditação.

 

Simboliza: devoção, fé, aspiração, sinceridade, lealdade, confiança e tranquilidade.

Algumas correlações:

Paz, elevação espiritual, religiosidade, bondade, caridade, purificação, limpeza, intuição, passividade, o feminino.
 

Sua utilização favorece:

Paz interior, tranquilidade, calma, equilíbrio, pensamentos elevados, dissipação de temores, restabelecimento.

Em excesso:

Sonolência, desânio, letargia, preguiça, depressão, tristeza.

Laranja

Além de significar movimento, espontaneidade, gentileza, é uma cor estimulante. A cor laranja é a cor da comunicação, do calor afetivo, da confiança e da segurança. É a cor das pessoas que creem que tudo é possível. Está relacionada aos sentimentos e desejos mundanos. Aplicada aos trajes, esta cor favorece, segundo os hindus, a desempenho sexual. Traz sucesso, agilidade mental, atrai boa sorte e prosperidade; desencoraja a preguiça.

Simboliza: encorajamento, estimulação, robustez, atração, gentileza, cordialidade, tolerância e prosperidade.

Algumas correlações:

Prazer, saciedade, matéria, assimilação, exteriorização, festividade.

Sua utilização favorece:

Alegria, jovialidade, otimismo, prosperidade, expansividade, dinamismo.

Em excesso:

Descomprometi mento, individualismo, compulsão, ansiedade, culpa.

Laranja é uma cor social e sociável, com muito impulso e energia. Um pouco mais reservado que o vermelho, é uma cor bem humorada, agradável – mais exatamente, apaixonada. O laranja está relacionado com o elemento terra.

O laranja cria um pouco da excitação do vermelho, mas é como que apaziguado pelo amarelo. Isso faz com que ele seja uma cor bastante útil em aposentos onde as pessoas se reúnem bastante e batem papo. É interessante notar que o laranja também é mentalmente estimulante, e é uma boa escolha para áreas de estudo.

Marrom

Energia de bens materiais - dinheiro, terras, imóveis - associado com terra, associa-se a estabilidade, constância, significa responsabilidade e maturidade.  Representa a constância, a disciplina, a uniformidade e a observação das regras. Atrai dinheiro ganho através do trabalho e conecta a pessoa à Mãe Terra.

Usado em excesso traz autocrítica exagerada, dependência afetiva e isolamento. Absorve a negatividade, mas a retém, devendo ser sempre limpo, de alguma forma.

Amarelo

Amarelo: agindo diretamente sobre os processos mentais, a cor promove a inteligência, auxiliando em processos criativos e capacidades de raciocínio.

Palavras-chave: positividade, otimismo.
O amarelo é a cor do sol, que lança sobre nós sua energia, que confere vida. O amarelo é jovial, estimulante e alegre. Como proporciona estímulo mental a ele, muitas vezes é associado à obtenção de sabedoria. O amarelo pode avivar o aposento mais sombrio. Na antiga China, considerava-se o amarelo a cor do riso. O amarelo está relacionado com o elemento terra.

Sempre se considerou o amarelo como uma cor mentalmente estimulante, fazendo com que ele seja útil em áreas de estudos, ou em atividades criativas. Não exagere, porem, já que, em demasia, essa cor pode provocar dores de cabeça. O amarelo anima a atmosfera de u aposento e faz com que as pessoas se sintam felizes e divertidas, sendo, desse modo, uma boa escolha para aposentos destinados a entretenimento.

Significados e simbologia do números nas mandalas.

Seis

Liberdade e Sensibilidade

Simbologia

Símbolo: dois triângulos opostos

Profissões: médico, enfermeiro, músico, funcionário público, dona-de-casa, decorador de interiores, cozinheiro ou professor

Elemento: ar

Metal: cobre

Pedras: esmeralda, safira e turquesa

Perfume/aroma: canela

Planeta: Vênus

Cor: todas as nuances de azul

Palavras chave

Harmonia, equilíbrio, verdade e justiça

Descrição

O que concilia.

O seis sintetiza as responsabilidades sociais e familiares.

O seis emana vibrações artísticas e domésticas.

Representa a busca de um lar, uma família e uma entrega a sua comunidade.

Este número representa a responsabilidade para com os demais, a sociedade e a família.

Este número caracteriza pessoas responsáveis, simpáticas, amáveis, artistas, criativas, equilibradas, humanitárias, compreensivas, honestas e fiéis.

São pessoas intelectuais, imaginativas e sempre estão procurando ser perfeccionistas.

São atenciosos com a família, nas relações amorosas e adoram ter responsabilidade.

Deseja casar-se, ter um companheiro, uma família.

Emanam vibrações artísticas e domésticas.

Buscam um lar feliz e o sentir-se útil a uma comunidade.

A pessoa de personalidade 6 é passional e humanista.

Com uma grande necessidade de ajudar os outros, ela pode até se sacrificar pelos que ama.

Carinhosa, compreensiva, meiga, responsável.

Meiga, querida por todos e muito apegada à família.

Adora a companhia dos pais, dos avós, ter amigos e receber visitas.

Desde pequena, já se mostra uma excelente anfitriã.

para isso, faz questão de uma casa bonita e confortável.

Solidária, empresta ou dá, com prazer.

Sensível, em um ambiente mais tenso, pode se deprimir e chorar.

Normalmente tolerante, torna-se muito teimosa quando contrariada.

Movida a elogios, precisa do seu apoio e incentivo.

É ativa, inquieta, pensa rápido e gosta de variedade.

Não gosta de rotina, prefere tudo o que é novo.

Assume mil responsabilidades ao mesmo tempo e, apesar de sobrecarregada, saberá dar conta de tudo sem reclamar ou pedir ajuda.

Amor, sexo e relacionamento

Sexualmente aparentemente é passiva mas procura agradar sempre o parceiro.

Pode se tornar dominadora e possessiva se sentir-se insegura em relação aos seus sentimentos.

No amor, o número seis mantém a paz a todo custo, ele possui uma aversão profunda pela discórdia.

Eles são muito apegados ao lar e à família.

São parceiros dedicados, estáveis e sempre procuram viver em harmonia.

Na pior das hipóteses o número seis pode levar suas tendências harmoniosas longe demais e tornarem-se letárgicos, superficiais e ciumentos.

Pontos positivos

Espírito conciliador, generosidade, estabilidade, idealismo, preocupação com o lar, a comunidade, companheirismo, equilíbrio, justiça.

Pontos negativos

Acomodação, espírito de mártir, complicações no casamento, cobranças excessivas, ciúmes, ressentimento, dificuldade em aceitar a realidade.

Lembre-se

Valorize sua capacidade de ser solidário, de partilhar, mas não deixe de lhe apontar os limites.

Missão

Aprender a aceitar as coisas como são.

Cuidar da relação sem ciúmes, buscar o equilíbrio antes da perfeição.

Significados das cores relacionados aos chacras nas mandalas

 

2º Chakra – Swadhistana (Morada do Sol) – Sexual

cor e Mantra: Laranja e VAM

Corpo emocional (2ª camada) localizado a uma distância de 25 a 75 cm do corpo.

Localização: 3 dedos abaixo do umbigo, glândula gônadas (órgãos sexuais);

É o centro psicológico para evolução de desejo pessoal, e força emotiva, necessidade de afeto e segurança. Responsável pela energização dos órgãos sexuais. Quando bem desenvolvido estimula o melhor funcionamento dos outros chakras e ajuda no despertar da kundalini. É o chakra da troca sexual e da alegria.

Emoções Associadas: Dificuldades nos relacionamento com conjugues, parentes, amigos, etc. Abster-se de realizações na vida, falta de aceitação do corpo, baixa autoestima, dificuldade em viver a vida, etc.

Doenças Associadas: Deficiências no sistema linfático; Falta de orgasmo; Incapacidade de ereção; Ejaculação precoce; Descontroles no fluxo menstrual; Infecção de rins e bexiga; Acúmulo de gordura acentuada na região do quadril; Obesidade em geral; Dificuldades nos relacionamentos afetivos; Cistos e Miomas no ovário.

3º Chakra – Manipura (Cidade das Joias) – Plexo Solar

Cor e Mantra: Amarelo e RAM

Corpo mental (3ª camada) localizado a uma distância de 75 cm a 2 m do corpo.

Localização: Estômago, glândula pâncreas;

É o centro psicológico para evolução da mente pessoal, vontade de saber, aprender, participar. Responsável pela energização do sistema digestório, é considerado o chakra das emoções inferiores. Quando bem desenvolvido facilita a percepção das energias ambientais.

Emoções Associadas: Raiva, medo, insegurança, mágoa, tristeza, remorso, arrependimento, não engolir a vida, desejos não realizados, ansiedade, angústia, pânico, depressão, não perdoar, ódio, etc.

Doenças Associadas: Deficiência digestiva e respiratória; Oscilações de humor; Depressões; Introversão; Hábitos alimentares anormais; Instabilidade nervosa; Câncer de estômago; Desequilíbrio emocional; Inseguranças, Medos e Pânicos; Agonias; Ansiedade; Diabetes; Obesidade.

4º Chakra – Anahata (O Inviolável) – Cardíaco

Cor e Mantra: Verde/Rosa e YAM

Corpo astral (4ª camada) localizado a uma distância de 15 a 30 cm do corpo.

Localização: Coração, glândula timo;

É o centro psicológico para evolução do idealismo, capacidade de amar, doar, ter visão real do mundo. Responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório, é considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso, é o chakra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual.

Emoções Associadas: Sentimentos reprimidos, tristeza, não achar graça da vida, materialismo excessivo, falta de compreensão, falta de sensibilidade, excesso de apego por tudo, dores de perda e abandono, etc.

Doenças Associadas: Infartos; Angina; Taquicardia; Paradas respiratórias; Deficiência pulmonar; Circulação precária; Baixa imunidade; Excessiva sensibilidade emocional; Eczema pulmonar; Câncer de mama.


5º Chakra – Vishudda (O Purificador) – Laríngeo

Cor e Mantra: Azul claro – HAM:

Corpo etérico padrão (5ª camada) localizado a uma distância de 45 a 70 cm do corpo.

Localização: Garganta, glândula tireoide;

É o centro psicológico para evolução da criatividade, iniciativa, responsabilidade. Responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Bem desenvolvido, facilita a psicofonia e a clariaudiência. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os chakras da cabeça.

 

Emoções Associadas: Não conseguir falar, não conseguir opinar, não conseguir verbalizar ou expressar os sentimentos, “engolir” os sentimentos reprimidos, não conseguir por em prática os projetos, etc.

Doenças Associadas: Falta de criatividade para verbalizar pensamentos; Dificuldade de expressão e comunicação, principalmente em público; Asmas; Vertigens; Alergias; Anemias; Fadiga; Laringites;

Dores de garganta; Problemas menstruais; Herpes e aftas na boca; Problemas de cabelo e pele; Descontrole do crescimento do corpo na infância; Bócio; Câncer na garganta.

 

6º Chakra – Ajna (Centro de Comando) – Frontal

Cor e Mantra: Azul índigo – OM

Corpo celestial (6ª camada) localizado a uma distância de 45 a 70 cm do corpo.

Localização: Testa (ponto entre as sobrancelhas), glândula hipófise - pituitária;

É o centro psicológico para evolução do desejo de liderança, integração ao grupo, desejo de poder e controle. Tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções para psíquicas. É o chakra da aprendizagem e do conhecimento.

Emoções Associadas: Excesso de preocupações na vida, não dar limites na vida, excesso de negatividade, raiva do mundo, futilidade, dificuldade em “respirar a vida”, excessiva visão racional e lógica de tudo, etc.

Doenças Associadas: Compreender conceitos mentais; Incapacidade de por idéias em prática; Influencia a função de todas as outras glândulas; Dores de cabeça; Sinusite; Confusão mental; Dificuldade de concentração; Memória ruim; Herpes; Otites.

Conceição Trucom *

Escolha cristais pequenos. Limpe e os energize separadamente.

Deite sobre um colchonete e coloque os seguintes os seguintes cristais sobre cada um dos 7 chacras principais:

 

Turmalina Negra » no chacra Básico (altura do púbis)

Citrino » no chacra Umbilical (na borda esquerda do umbigo)

Sodalita » no chacra Plexo Solar )na altura da boca do estômago)

Quartzo Rosa » no chacra Cardíaco (na altura do coração)

Água Marinha » no chacra Laríngeo (na altura da garganta)

Ametista » no chacra Frontal (no terceiro olho)

Quartzo Incolor » no chacra Coronário (no chão em frente ao topo da cabeça)

Feche os olhos, respire profundamente e mentalize uma névoa de luz branca penetrando pelos pés e se espalhando por todo o seu corpo.

Procure visualizar uma luz laranja, revitalizante, que sai das pedras e entra no seu corpo, através dos chacras, misturando-se harmoniosamente à luz branca, com efeitos tranqüilizantes.

Permaneça nessa posição por 15 minutos. Depois retire cuidadosamente as pedras e lentamente, sente com as pernas cruzadas. Coloque o cristal incolor no topo da cabeça e feche os olhos.

Visualize uma luz dourada saindo dessa pedra e banhando todo o seu corpo.

Respire profundamente.

Após 15 minutos retire o cristal branco e abra lentamente os olhos.

Com esse exercício você construiu um poderoso escudo energético.

EXERCÍCIO

 

Para usar uma mandala como instrumento de relaxamento, focalize o centro da configuração, excluindo de sua mente qualquer outro pensamento. Depois de concentrar-se durante alguns minutos, sua mente se tornará mais calma, sendo o costumeiro diálogo interno e os pensamentos agitados substituídos por um agradável estado de tranqüilidade. Com um pouco de prática, essa técnica elimina rapidamente qualquer pensamento indesejado.

 

Você será capaz de ingressar em um estado de consciência relaxado, no qual o lado direito do cérebro cria prontamente suas imagens e as idéias e intuições lhe vêm facilmente à mente. Você pode experimentar essa sensação utilizando a mandala reproduzida a seguir.

Inicialmente, os olhos são tentados a divagar e você terá de concentrar-se para mantê-los focalizados bem no centro da mandala. O lado direito do cérebro é afeito a lidar com as formas e a visualizar a imagem como um todo. Por isso, não é preciso explorar os diferentes detalhes da mesma. Em contrapartida, o lado esquerdo quer analisar as formas, contar as diferentes repetições e, de modo geral, procurar entender qual é a sua lógica. Mas, com um pouco de perseverança, o lado direito prevalece e, com isso, você atinge um estado agradável e repousado, no qual o lado direito pode criar imagens e trazer-lhe discernimentos livres do costumeiro domínio do modo de pensar do hemisfério esquerdo do cérebro.

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