Mitos e Contos de Fadas

Compreensão acerca da estrutura simbólica contida nos contos e mitos, os quais constituem-se em recursos que podem ser utilizados em terapia, em sala de aula e no trabalho com grupos em outros contextos, além de ajudar-nos a compreender a complexidade da alma humana, pois tratam de questões existenciais inerentes ao nosso crescimento.(Bernardo, Patrícia-2006)
Mitos e contos de fadas histórias que permeiam a nossa existência e dão um sentido a ela. Os mitos de criação, sua relação com o processo criador e o caminho do herói.
A importância dos mitos e contos para o homem atual. A interpretação simbólica dos mitos e contos de fadas. Temas e personagens recorrentes nos mitos e contos. Retramando o próprio destino através do trabalho sobre a mitologia pessoal. Mitologia criativa, a utilização de mitos e contos no trabalho arteterapêutico.

"Todos os sofrimentos podem ser suportados se os convertermos numa história ou se contarmos uma história sobre eles."
Isak Dinesen


LINHA DA VIDA:
Atividade: As histórias que permeiam a nossa existência e dão um sentido a ela.
Vivência com imagens e criação de histórias ( Walter Trinca) e relação com contos de fadas importantes na infância de cada um.
Leitura: A criação literária na Arteterapia- Mônica Gutman: Percursos em Arteterapia p. 255 e 274

Atividade: Escolher cinco figuras, depois numerá-las na seqüência escolhidas.
Após colocar as cinco gravuras ou figuras colocar um titulo, contar uma estória na primeira pessoa.
Os três primeiros têm que ser no primeiro momento, o que é prioridade, imagem pronta traz e cria em cima do que fez. Como a pessoa se vê. Como ela mostra ao mundo.
Primeira é como ela se vê, na segunda como se mostra ao mundo.
Terceira- Conflito, o que está te chamando agora, o que é central no momento. O número três refere-se a maternidade.
Quarta figura- mostra a saída do conflito. As vezes tem que ir a busca.
Quinta figura. Fantasia de cura/solução/ atravessou o conflito e onde quer chegar.
O cinco é o mesmo que o desenrolar de qualquer estória. Segue a seqüência. O mesmo do conto de fada temos inicio meio e fim, assim é esta atividade.
Texto Psicológico-Walter Trinca
Figura
Primeira:
Extrovertido(mostra)
Introvertida (vê)
Dois.
Extrovertida (vê)
Introvertida (mostra)
Três.
Conflito
O que está te chamando, mostrando agora.
O que está no centro
O número três refere-se ao maternal.
Quarta.
Mostra a saída do conflito
As vezes tem que ir a busca.
Cinco.
Fantasia de cura
Solução
Saída
Atravessar o conflito e onde querem chegar,
Esta atividade é o mesmo que o desenrolar de uma estória há cinco partes como nos contos de fadas.
Primeiro-ambiente
Segundo: o que ocorre
Terceiro: mostra o ambiente
Quarto: saída
Quinto: o fechamento-final – o que se alcançou.
Após a escolha das figuras, numerar por ordem de colagem. Foi solicitado que contasse uma estória associada ao desenho feito. Olhando para a figura, pode inventar uma estória, sempre na primeira pessoa.
Eu sou
Eu estou
Concluindo a estória, e ainda com a figura, pedir um titulo para aquela produção.
Foi solicitado cinco unidade de produção, composta de figura escolhida no momento.
Apresentar contando sua história na primeira pessoa como se fosse você.
Esta história tem relação com sua vida. Quem poderia ser o personagem principal. Você percebe necessidade suas nessa histórias. Que sentimentos e emoções sua você percebe nessa vivência. Titulo:


A vida refletida na luz
Sou uma águia, sempre voando, em busca de lugares mais alto, sentindo a brisa, o ar observando do alto, livre.
Do alto tenho uma visão panorâmica na sua totalidade.
Sou forte, corajosa, meus olhos está sempre alerta, observando o todo, mas com um foco.
Sou como a natureza, vivo em liberdade, gosto de viver em liberdade, junto com os animais, pois são puro, sem maldade, um entende o outro com olhar, com seus cantos e encantos.
Sou transparente, gosto de olhar nos olhos, eles transmitem a verdade, não sabem mentir.
Quando estão alegres, ou triste estão ai presente para nos dizer o que querem.
Às vezes fico na escuridão como os felinos, dorme de dia e despertam ao anoitecer com seus olhos numa visão que admiro, sua inteligência, não precisa de ninguém para sobreviver, vai a luta para conseguir o que quer.
Escuridão no sentindo de refletir e me trazer para a claridade, para o novo.
Os dois pólos da vida,como o dia e a noite um junto ao outro interligado.
Sou doce, meiga, alegre, gosto de viver, dançar, sonhar ser um bailarina.
Ciclo que se foi, ficou no passado, mas novos ciclo se forma. Os dois momentos o lado criança e o lado ancião. Um que busca o outro que doa com sua sabedoria, vida misturando marcas.
Nessa vivência senti a emoção aflorando a cada figura escolhida. Quando estava folheando as revistas ficava imaginando elas coladas e o que poderiam formar, antes mesmos de saber como era a vivência. Ao entrar em sintonia, já iniciamos algo do nosso inconsciente. Hoje fazendo a atividade percebi que nada ocorre ao acaso. Cada figura há um significado profundo, que emergem do nosso inconsciente.
A águia e o índio estava estampado numa sacola que veio da Amazônia e foi guardada.
Quando estava procurando no deposito lá estava ela na minha frente, chamando atenção pelo colorido e pelas figuras exposta.
Não sei porque, mas para iniciar a estória foi difícil às palavras não saiam, mas depois foi surgindo.
Nas vivencias ela está sempre comigo, como os olhos e hoje também, lá estavam eles, ao escolher cada uma.
Contar na primeira pessoa talvez nos faz refletir como somos realmente, algo que está lá no fundo o que desejamos ser, mas ainda não estamos pronto. 
Quando iniciamos as estórias partilhando com o grupo, fiquei alguns segundos observando o porque da escolha esse pássaro, com um olhar penetrante.
Mas refletindo sobre, foi uma atividade que mexeu muito, fico imaginando um ditado antigo que diz que deveríamos ser ao mesmo tempo águia e tartaruga.
A águia alça vôo e, lá de cima tem uma visão global e abrangente das coisas daqui de baixo.
Já a tartaruga vai pelo chão examinando em detalhes, lenta e detidamente, as coisas que encontra.
Na figura um quando somos introvertidas é como nos mostramos, então preciso ter uma visão global e abrangente das coisas daqui de baixo, vem um pensamento de como sou, preciso conhecer muito bem o desconhecido, fico observando para depois chegar como disse uma pessoa, você transmite algo misterioso.
Talvez seja medo do desconhecido e preciso ser como a tartaruga com medo da incerteza como as pessoas podem ver e julgar pelas aparências e não pelo que você é, arriscar, ou correr o risco de expor os sentimentos expor-se a si mesmo, idéias sonhos, o momento de minha vida, avaliando meus recursos internos, refletidos sobre os meus valores, em todos os meus contextos vivenciais.. A figura de uma águia, com penas marrom, vermelha, azuis, diferentes das águias que conheço, diferente com suas penas coloridas, olhos atentos e bicos fortes.
Na seqüência um menino indígena seus olhos mostram alegres e um belo sorriso nos lábios, feliz com seu amigo no ombro, uma linda arara, essa demonstrando alegria, só de olhar sentindo segura no ombro daquele menino que vê sem maldade um fazendo companhia para o outro, suas penas coloridas verme;lhas, azuis e amarelas.
Porém na figura seguinte, somente olhos, uma com olhar distante, rosto triste, outro com os olhos lagrimejando e dois perfil de rosto uma em frente a outro como o reflexo do espelho, sorrindo uma para a outra.
Olhos que precisam estar atenta para ver o que esta acontecendo ao seu redor.
Na gravura seguinte dois manequins expondo duas roupas, uma com vestido preto e uma pluma na mão, a outra um vestido bege com detalhes, as duas figuras estão de costa como se estivesse saindo.
 O preto embaixo e o bege em cima, entre os dois manequins um lindo gato sobressai com seu olhar atento. Lindo com suas cores pretas e brancas, está entre os dois vestidos deitados, apesar de vê-lo calma, mas sempre atento, vigiando. Como dois pólos, uma época em seguida outra , dois momentos.
Na ultima várias bailarinas treinando umas mais novas outras mais velhas, mais graciosa e bela junto com elas duas figuras mais velhas um senhor contemplando as bailarinas e uma senhora sentada com um olhar atento na sua leitura, apesar da leitura atenta a bailarina dançando.
A fala sobre as figuras e sendo comentada com o grupo não sabia dizer como agora não consigo como cada uma tem um significado. A primeira é como se vê e a segunda como se mostra, o terceiro nosso conflitos, a quarta nossas fantasias de cura.
Como sou introvertida a primeira é como se vê, como a águia é uma ave que representa a força do grande espírito, a conexão direta com o divino é a capacidade de viver na esfera espiritual e, ainda assim, ter os’pés no chão, continuar ligado, equilibradamente, à vida nesta terra.
 Pairando nas alturas, em meio às nuvens, á águia está perto do firmamento, onde reside o grande espírito. Voando sempre nas alturas, a águia percebe rapidamente todo e qualquer movimento de evolução na trajetória geral da vida.
As penas são consideradas os mais sagrados instrumentos de cura, tendo sido empregadas há séculos pelos xamãs para limpar a aura dos pacientes que os procuram em busca de remédios para seus males.
 Dentro do sistema de crenças das tribos águia simboliza o estado de graça obtido por intermédio do trabalho árduo, a compreensão da mecânica da existência e a coroação dos testes iniciativos destinados a liberar os poderes individuais latentes no âmago de cada ser.
Somente depois de ter experimentado os altos e baixos da existência, sem esmorecer na fé de sua conexão pessoal com o grande espírito, é que o individuo pode obter o direito de aprender e utilizar a magia de cura da águia.
A vida refletida na luz.
Sou uma águia, voando alto, sentindo a brisa, o ar, observando do alto, livre na sua totalidade
Sou forte, corajosa, meus olhos estão sempre atento e alerta observando o todo mas com um foco.
Quando tiramos a carta de águia e diz que precisamos acreditar mais em nosso coração e reunir todas as nossas forças, porque o universo está nos concedendo uma oportunidade de voar muito acima da dimensão mundana de sua consciência.
 A capacidade de reconhecer tal oportunidade podendo apresentar-se sob a forma de um teste espiritual.
Valendo-se de sua intuição, você poderá perceber que aspectos de sua alma, de personalidade, nível emocionais, psicológicos, necessitam serem reforçados, aperfeiçoado ou corrigidos.
Com sua visão global, a águia ensina que é preciso expandir a personalidade para ser capaz de abarcar aquilo que se encontra além do nível que conseguimos perceber atualmente.
Aprender a atacar valentemente o medo do desconhecido, ascenderá uma região na qual as asas da alma serão sustentadas pela suave brisa eterna, que nada mais é do que a respiração do grande espírito.
Alimentar o corpo mais acima de tudo a alma. No reino da mãe terra e do Pai céu a dança que nos leva a voar ter como pré-requisito a superação do medo e a disposição para embarcar na aventura que estamos criando, neste momento, em sociedade com o divino parceiro.
Mas que precisamos restabelecer a ligação com o elemento ar.
O ar simboliza o plano mental e, a mente superior. A sabedoria nos chega de forma curiosa, mas está sempre relacionada com a força do grande espírito.
Mas se estivermos andando nas trevas da ilusão, a águia pode iluminá-lo, pois ela o ensina a olhar para um plano mais alto.
O avô sol com seu coração, e a amar tanto a luz quanto as trevas.
Quando for capaz de perceber a beleza e a utilidade tanto da luz quanto das sombras será capaz de alçar vôo para uma dimensão superior, assim como a águia.
A magia da águia é o presente que concedemos a nós mesmo, para mantermos sempre em mente a lembrança da sua liberdade existente no céu.
A águia deseja que você permita a si mesmo gozar a liberdade seguindo os desígnios do seu coração e para encontrar a felicidade que ele ambiciona.
O indígena e a liberdade.
Sou como a natureza indígena, gosto da liberdade e dos animais. Sou pura, sem maldade, um entende o outro, só com olhar, com seus cantos e encantos.
Arara algo que está em extinção o mesmo com o índio. Seu olhar demonstra sua liberdade, mostra o seu lado interno e externo.
Conflito-transparência.
Sou transparente, gosto de olhar nos olhos, pois transmitem a verdade, não sabem mentir. Quando estão alegres, triste estão presente no olhar e nos dizem o que querem. Pássaro necessidade de liberdade, alegrias passageiras e de curta duração. Perfil quando alguém o deseja ardentemente. Olhos necessidades de enxergar a verdade de uma situação

A vida refletida na luz
Sou uma águia, sempre voando, em busca de lugares mais alto, sentindo a brisa, o ar observando do alto, livre.
Do alto tenho uma visão panorâmica na sua totalidade.
Sou forte, corajosa, meus olhos está sempre alerta, observando o todo, mas com um foco.
Sou como a natureza, vivo em liberdade, gosto de viver em liberdade, junto com os animais, pois são puro, sem maldade, um entende o outro com olhar, com seus cantos e encantos.
Sou transparente, gosto de olhar nos olhos, eles transmitem a verdade, não sabem mentir.
Quando estão alegres, ou triste estão ai presente para nos dizer o que querem.
Às vezes fico na escuridão como os felinos, dorme de dia e despertam ao anoitecer com seus olhos numa visão que admiro, sua inteligência, não precisa de ninguém para sobreviver, vai a luta para conseguir o que quer.
Escuridão no sentindo de refletir e me trazer para a claridade, para o novo.
Os dois pólos da vida,como o dia e a noite um junto ao outro interligado.
Sou doce, meiga, alegre, gosto de viver, dançar, sonhar ser um bailarina.
Ciclo que se foi, ficou no passado, mas novos ciclo se forma. Os dois momentos o lado criança e o lado ancião. Um que busca o outro que doa com sua sabedoria, vida misturando marcas.
Nessa vivência senti a emoção aflorando a cada figura escolhida. Quando estava folheando as revistas ficava imaginando elas coladas e o que poderiam formar, antes mesmos de saber como era a vivência. Ao entrar em sintonia, já iniciamos algo do nosso inconsciente. Hoje fazendo a atividade percebi que nada ocorre ao acaso. Cada figura há um significado profundo, que emergem do nosso inconsciente.
A águia e o índio estava estampado numa sacola que veio da Amazônia e foi guardada.
Quando estava procurando no deposito lá estava ela na minha frente, chamando atenção pelo colorido e pelas figuras exposta.
Não sei porque, mas para iniciar a estória foi difícil às palavras não saiam, mas depois foi surgindo.
Nas vivencias ela está sempre comigo, como os olhos e hoje também, lá estavam eles, ao escolher cada uma.
Contar na primeira pessoa talvez nos faz refletir como somos realmente, algo que está lá no fundo o que desejamos ser, mas ainda não estamos pronto. 
Quando iniciamos as estórias partilhando com o grupo, fiquei alguns segundos observando o porque da escolha esse pássaro, com um olhar penetrante.
Mas refletindo sobre, foi uma atividade que mexeu muito, fico imaginando um ditado antigo que diz que deveríamos ser ao mesmo tempo águia e tartaruga.
A águia alça vôo e, lá de cima tem uma visão global e abrangente das coisas daqui de baixo.
Já a tartaruga vai pelo chão examinando em detalhes, lenta e detidamente, as coisas que encontra.
Na figura um quando somos introvertidas é como nos mostramos, então preciso ter uma visão global e abrangente das coisas daqui de baixo, vem um pensamento de como sou, preciso conhecer muito bem o desconhecido, fico observando para depois chegar como disse uma pessoa, você transmite algo misterioso.
Talvez seja medo do desconhecido e preciso ser como a tartaruga com medo da incerteza como as pessoas podem ver e julgar pelas aparências e não pelo que você é, arriscar, ou correr o risco de expor os sentimentos expor-se a si mesmo, idéias sonhos, o momento de minha vida, avaliando meus recursos internos, refletidos sobre os meus valores, em todos os meus contextos vivenciais.. A figura de uma águia, com penas marrom, vermelha, azuis, diferentes das águias que conheço, diferente com suas penas coloridas, olhos atentos e bicos fortes.
Na seqüência um menino indígena seus olhos mostram alegres e um belo sorriso nos lábios, feliz com seu amigo no ombro, uma linda arara, essa demonstrando alegria, só de olhar sentindo segura no ombro daquele menino que vê sem maldade um fazendo companhia para o outro, suas penas coloridas verme;lhas, azuis e amarelas.
Porém na figura seguinte, somente olhos, uma com olhar distante, rosto triste, outro com os olhos lagrimejando e dois perfil de rosto uma em frente a outro como o reflexo do espelho, sorrindo uma para a outra.
Olhos que precisam estar atenta para ver o que esta acontecendo ao seu redor.
Na gravura seguinte dois manequins expondo duas roupas, uma com vestido preto e uma pluma na mão, a outra um vestido bege com detalhes, as duas figuras estão de costa como se estivesse saindo.
 O preto embaixo e o bege em cima, entre os dois manequins um lindo gato sobressai com seu olhar atento. Lindo com suas cores pretas e brancas, está entre os dois vestidos deitados, apesar de vê-lo calma, mas sempre atento, vigiando. Como dois pólos, uma época em seguida outra , dois momentos.
Na ultima várias bailarinas treinando umas mais novas outras mais velhas, mais graciosa e bela junto com elas duas figuras mais velhas um senhor contemplando as bailarinas e uma senhora sentada com um olhar atento na sua leitura, apesar da leitura atenta a bailarina dançando.
A fala sobre as figuras e sendo comentada com o grupo não sabia dizer como agora não consigo como cada uma tem um significado. A primeira é como se vê e a segunda como se mostra, o terceiro nosso conflitos, a quarta nossas fantasias de cura.
Como sou introvertida a primeira é como se vê, como a águia é uma ave que representa a força do grande espírito, a conexão direta com o divino é a capacidade de viver na esfera espiritual e, ainda assim, ter os’pés no chão, continuar ligado, equilibradamente, à vida nesta terra.
 Pairando nas alturas, em meio às nuvens, á águia está perto do firmamento, onde reside o grande espírito. Voando sempre nas alturas, a águia percebe rapidamente todo e qualquer movimento de evolução na trajetória geral da vida.
As penas são consideradas os mais sagrados instrumentos de cura, tendo sido empregadas há séculos pelos xamãs para limpar a aura dos pacientes que os procuram em busca de remédios para seus males.
 Dentro do sistema de crenças das tribos águia simboliza o estado de graça obtido por intermédio do trabalho árduo, a compreensão da mecânica da existência e a coroação dos testes iniciativos destinados a liberar os poderes individuais latentes no âmago de cada ser.
Somente depois de ter experimentado os altos e baixos da existência, sem esmorecer na fé de sua conexão pessoal com o grande espírito, é que o individuo pode obter o direito de aprender e utilizar a magia de cura da águia.
A vida refletida na luz.
Sou uma águia, voando alto, sentindo a brisa, o ar, observando do alto, livre na sua totalidade
Sou forte, corajosa, meus olhos estão sempre atento e alerta observando o todo mas com um foco.
Quando tiramos a carta de águia e diz que precisamos acreditar mais em nosso coração e reunir todas as nossas forças, porque o universo está nos concedendo uma oportunidade de voar muito acima da dimensão mundana de sua consciência.
 A capacidade de reconhecer tal oportunidade podendo apresentar-se sob a forma de um teste espiritual.
Valendo-se de sua intuição, você poderá perceber que aspectos de sua alma, de personalidade, nível emocionais, psicológicos, necessitam serem reforçados, aperfeiçoado ou corrigidos.
Com sua visão global, a águia ensina que é preciso expandir a personalidade para ser capaz de abarcar aquilo que se encontra além do nível que conseguimos perceber atualmente.
Aprender a atacar valentemente o medo do desconhecido, ascenderá uma região na qual as asas da alma serão sustentadas pela suave brisa eterna, que nada mais é do que a respiração do grande espírito.
Alimentar o corpo mais acima de tudo a alma. No reino da mãe terra e do Pai céu a dança que nos leva a voar ter como pré-requisito a superação do medo e a disposição para embarcar na aventura que estamos criando, neste momento, em sociedade com o divino parceiro.
Mas que precisamos restabelecer a ligação com o elemento ar.
O ar simboliza o plano mental e, a mente superior. A sabedoria nos chega de forma curiosa, mas está sempre relacionada com a força do grande espírito.
Mas se estivermos andando nas trevas da ilusão, a águia pode iluminá-lo, pois ela o ensina a olhar para um plano mais alto.
O avô sol com seu coração, e a amar tanto a luz quanto as trevas.
Quando for capaz de perceber a beleza e a utilidade tanto da luz quanto das sombras será capaz de alçar vôo para uma dimensão superior, assim como a águia.
A magia da águia é o presente que concedemos a nós mesmo, para mantermos sempre em mente a lembrança da sua liberdade existente no céu.
A águia deseja que você permita a si mesmo gozar a liberdade seguindo os desígnios do seu coração e para encontrar a felicidade que ele ambiciona.
O indígena e a liberdade.
Sou como a natureza indígena, gosto da liberdade e dos animais. Sou pura, sem maldade, um entende o outro, só com olhar, com seus cantos e encantos.
Arara algo que está em extinção o mesmo com o índio. Seu olhar demonstra sua liberdade, mostra o seu lado interno e externo.
Conflito-transparência.
Sou transparente, gosto de olhar nos olhos, pois transmitem a verdade, não sabem mentir. Quando estão alegres, triste estão presente no olhar e nos dizem o que querem. Pássaro necessidade de liberdade, alegrias passageiras e de curta duração. Perfil quando alguém o deseja ardentemente. Olhos necessidades de enxergar a verdade de uma situação

Escuridão.
Sou a escuridão como os felinos, dorme de dia e fica desperto a noite. Visão que admiro, além da inteligência. Não precisa de ninguém. Vai a luta, para sobreviver e conseguir o que quer.
Escuridão no sentido de refletir trazendo a claridade para o novo. Os dois pólos da vida. Como o dia e a noite, junto um ao outro interligado,    o gato dá sorte. Canalizam e amplificam os sons, são adorados, as vezes odiados.
Dono de si mesmo. Independentes, orgulhoso, tem sua própria forma de comunicar, exprime satisfação e prazer.
São egoísta, insolente, orgulhoso e desobedientes.
Mas com eles descobrimos uma verdade antes insuspeita a de que é possível existir uma verdadeira amizade.
Os felinos podem tornar-se veículos ideais para todos os aspirantes à vida superior, como vê para os egípcios os gatos era a encarnação da deusa Bastel.
Era deusa solar reinava sobre a fertilidade, cura e os prazeres da vida, a tranqüilidade, a música, a dança. A solidariedade e o amor.
Quando alguém quisesse algum favor da deusa Bastet, levavam os melhores peixes e ofereciam aos seus representantes terrestres os gatos.
O culto celta a deusa cerridwen tem um elo de ligação com culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliessun, que em uma de suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.
O gato está associado a ritos sagrados, à magia e superstição. Na antiguidade era animal sagrado. No Egito foi elevado a categoria de divindade, pois se considerava que tinha poderes de oráculo.
Grã Bretanha, onde ritos sagrados eram realizados em sua honra. Na Escandinávia havia Freiga a deusa gata, cuja carruagem dizia-se era puxada por gatos.
Gatos negros desempenham importante papel na magia e na feitiçaria, dotado de nove vida, era venerado, o fascínio exercido pelo gato sobre os antigos parece ter origem na beleza de seus olhos e na semelhança que tem com a lua. Como a lua, o gato surge para a vida à noite, escapando da humanidade e perambulando pelos telhados com seu olhar a bulhar através da escuridão.
Vida misturando marcas.
Sou doce, meiga, alegre, gosto de viver, dançar.
Sonhar em ser bailarina.
Ciclo que se foi, ficou no passado.
Novo ciclo se forma.
Os dois momentos o lado criança e o lado ancião.
Um que busca conhecimento e o outro que tem muito conhecimento.
Um busca o outro um dá o outro recebe e vice -versa. Dando um complemento, completando na sua totalidade do ser existencial.
O novo precisa do velho, como o velho precisa do novo.        
Vivência que retoma a reflexão em busca de auto conhecimento a ser projetada a reflexão confunde com sentimentos, emoções, impressões não podemos controlar a erupção, mas, podemos nos  proteger dos movimentos inconscientes, o que leva a ser percebido como coisas da vida, e que despercebidamente vem a tona como a formação daquilo que nos incomoda.
Enquanto estamos escolhendo as figuras, colando fazemos uma introjeção para nosso interior, para o inconsciente.
Todas as figuras de alguma forma há movimento na ultima a ação, mostra  a energia sendo canalizada e dos animais advém energia de desejos mãos intrínsecos, são menos conscientes do que os movimentos humanos e mais conscientes do que os movimentos cósmicos.
É específico de um conflito se imaginarmos que existe o  lado positivo e negativo de uma mesma situação, que existe o dia e a noite, o frio e o quente, leva-me a questionar se efetuou de maneira branda ou agressiva, afetividade, flexibilidade, rigidez, controle, agressividade.
Realmente respondemos como vivemos no ambiente, novo comportamento, afetivos, me sinto ligada a minha própria natureza.
A fantasia de cura é como podemos superar as barreiras e dificuldades, a baixo é que quero e a acima simboliza como percebemos e reagimos às dificuldades é aquela que não pode, barreiras geradas por aqueles que exercem papel de autoridade e o que pode impedir de atingir o  que deseja.
 Como lidamos com nossas reações internas às situações que ameaçam.
Figuras humanas, a vez de rapina, determinação, roupas fornecem indicativos sobre a classe social e profissional.
Enfim mesmo observando os desenhos e falar sobre todos, ainda fica dúvida da projeção com todos sem uma explicação lógica e o significado das figuras na minha vida nesse momento atual no aqui-agora.
Cartas escolhidas.
A Carta
Universo
O jogo de se encontrar.
Lembre-se de que você é composto de partes conscientes e inconscientes. Ambas não podem se manifestar isoladamente tenta agir as coisas sem os recursos infindáveis da vida inconscientes, tem sido a causa dos seus fracassos, contratempos, negócios parados, causas difíceis, perdas inseparáveis e dificuldade de toda sorte tem sua origem nas atitudes que excluem os poderes do Eu superior que está em nosso inconsciente.
Sorte são sós recursos infinitos do eu superior
Não se preocupe – preocupar-se é tornar uma atitude que exclui a sorte, pois achamos que podemos  controlar os fatos com nossa imaginação, acreditamos com isso que nosso futuro pode ser catastrófico e acabamos por atraí-lo.
O nosso eu superior respeita incondicionalmente o nosso livre-arbítrio. Uma vez que ele está em nosso mundo consciente, o inconsciente só irá interferir com o nosso consentimento.
Consentir é confiar depois de ter feito nossa parte.’Fazer sua parte consiste em confiar totalmente no universo.
Pense agora. O que vê em sua vida é preciso colocar nas mãos do universo.
As imagens cristalizada no nossa camada superior, e a representação inconsciente, imagem sem movimento, racionalização, nomeamos essa imagem transformando em palavras, estou reestruturando o aparelho conceitual cognitivo, servirá de base, facetas da nossa racionalização.
Perde-se seu vigor conceituado, trabalho com ideário racionalizado, dessa imagem arquetipica acontece tudo junto, ela não tem o mesmo vigor mas continuo trabalhando com essas imagens, mas não como o vigor que estão nas imagens arquetipicas, vou tentar compreender o que fazemos o processo  vão se compondo e vão se constelando vai constituir o mito.
 A imagem me pede são dois caminhos que se completa. A percepção da finitufe  e do tempo que vai, a partir da finitude é que se dá os mitos, transição com outro mundo, essa  percepção da finutde o ser humano passa dar conta dela, para lidar com isso cognitivamente vamos desenvolver três fases, angustia da finitude, como lidamos com a morte, mostro é a minha ameaça da minha existência. Cada figura sua essência, sua finitude, um que passou, está no passado o outro no momento atual, e outro que poderá ser.

 Um ciclo se fecha outro se abre, é a finitude da morte. Viver e compreender é o grande vilão do ser humano, não somos imortal, o ciclo um dia fechará para retomar ao que viemos.

Os mitos de Criação e sua relação com o processo criador.
Leitura: Textos von Franz ( livro Mitos de Criação)
Leitura complementar: Sreene L. e Sharman-Burke, J. Uma viagem através dos mitos – p. 128 a 138: Encontrando a Vocação.
Vivência: O caminho do Herói ou Mapa do Tesouro
Um Olhar Curioso e Amoroso: Reflexões sobre o ser-no-mundo. A busca dos sonhos.

A utilização dos contos de fadas e dos mitos baseia-se no fator energético, e surge a partir de uma experiência interna de um determinado individuo que se sente compelido a contar para as demais pessoas sua história. Já os mitos são acontecimentos do mundo externo dentro de um contexto sócio-político-econômico-religioso e cultural.
Ambos têm em comum um cunho fortemente emocional e surge dentro do individuo para o mundo exterior, enquanto o mito parte do mundo exterior para o mundo interior, esse movimento energético parece coincidir com toda a viagem do herói, no seu caminho sagrado e com os recursos energéticos de que o individuo se utilizam predominantemente: o introvertido de dentro para fora e o extrovertido, de fora para dentro. Mas porém não garante que cada individuo utilize a mesma energia quando da apresentação do conto de fada ou do mito, mas poderá sempre encontrar-se no presente simbolicamente, portanto os ciclos energéticos de que o ser humano se utiliza ao longo de sua vida, a saída para o mundo exterior e a volta para o mundo interior.
Os recursos e os procedimentos que utilzmos advem sempre de um pequeno ritual, absolutamente indispensável ao se lidar com o insólito quando o dia, a hora e local são determinados. Respeitando na medida em que permite que ele queira expor seu material ou não ficando sempre a critério dele, não exigindo sua exposição, mas pedindo  que escrevam sua resposta num papel, o que não deixa de ser um exercício de imaginação ativa, uma confissão a si mesmo, um diálogo entre as polaridades consciente e inconsciente da personalidade, considerando-se que as questões efetuadas têm a ver com esses materiais, com a vivência aplicada naquele momento.
 O mais importante é que o individuo confesse a si mesmo, e por escrito, concretizando, assim,aquilo que era somente fantasia. Nessas vivências ocorridas ao longo do curso observei que à medida que trabalhamos com diversos materiais foram desenvolvendo gradativamente, um sentimento de maior confiança, e aos poucos fui sentindo mais seguras colocando meus materiais na presença dos demais.
Foi desenvolvendo um sentimento de comunhão, no sentindo de reconhecimento  uma solidariedade e uma real tentativa de colaboração na solução ao invés de competitividade e de imposição de poder.
 O que nota-se é que o grupo permitiu mostrar algumas vezes possíveis contaminações inconscientes através das imagens que apareceram, muitas vezes, repetidas nos trabalhos, embora, como observamos, para cada um há um significado diferente, o que mostra tanto a dificuldade de se tornar um individuo quanto, ao mesmo tempo, a necessidade de individuação, percebe-se que em tal circunstancias, onde a consciência ainda não se diferencia suficientemente do inconsciente, nem o ego do grupo, o membro do grupo encontra-se à mercê do grupo como de constelações inconscientes.
O fato de ser pré-consciente e pré-individual leva-nos a experimentar e a reagir a ele de modo mais coletivo do que individual e mais mitológico do que racional.
Pensando numa apercepção mitológica do mundo e um mundo instintivo e arquétipo de reação são, por conseguinte, características do homem primitivo.
Portanto pensando o coletivo e os membros do grupo não experimentam o grupo de maneira objetiva, mas mitologicamente em imagens e símbolos arquetípicos, e nossa relação portanto  a ele é arquetípica instintiva e inconsciente e não individual e consciente.
Essa relação portanto inconsciente submerso no grupo com o grupo que o contém leva-nos a uma alma grupal, uma consciência coletiva, justificável como parte da experiência do membro que percebe o todo como totalidade.
Como diz a autora Alt, Cleide Becarini (2000 p.188) “Quanto mais inconsciente o todo da personalidade de um homem for e quanto mais germinal for seu ego, tanto mais a sua experiência do todo será projetada no grupo. A semente do ego e o Self do grupo se relacionam de modo direto., da mesma maneira que, inversamente, a individualização, o desenvolvimento do ego, e por fim, a auto-experiência por meio da individualização levam à dissolução dessa projeção. Quanto menos a individualização forem as pessoas, tanto maior será a projeção do Self sobre o grupo e tanto mais fortes serão as participações humanas inconscientes dos membros do grupo.
No entanto, à medida que o grupo se torna mais individualizado e cresce a importância do ego e do individuo, tanto mais essas relações inter-humanas devem ser tornadas conscientes e as participações inconscientes, dissolvidas”.  
Portanto os procedimentos utilizados, também mostram a necessidade de que cada qual faça seu trabalho individual, sendo muito grande sua responsabilidade neste aspecto para consigo mesmo porque precisa se individualizar, bem como para com o grupo porque deixará de fazer projeções suas e passará a colaborar através de doações particulares, individualizadas com a coletividade.
Jung enfatiza que a sombra precisa se tornar consciente para que não aja de modo autônomo. Por exemplo quando temos um inimigo oculto, não podemos lidar com ele porque se desconhece a sua existência; apenas pode-se observar os efeitos de seus atos. Ao tomar consciência dos enormes perigos de se manter indiferenciado é que ele poderá se esforçar para se individualizar. Nesse momento percebe-se a importância do grupo para que possa, emergir nossos perigos, quando expomos esses perigos, podendo se tornar o propulsor para o desenvolvimento da consciência individual.
Nesse contexto percebemos a importância dos instrumentos utilizados, e das tarefas, o conto de fada ou mito como ciclo típico do herói, onde mostra o caminho que se deve seguir o herói, aquele que sai do mundo externo completamente inconsciente, para adquirir consciência, e volta ao mesmo ponto de uma forma diferenciada, ou, ainda, para achar realmente afinidades, ou se sentir pertencente a esse grupo.
Nesse caso o conto de fada típico do herói serve de modelo para que possamos fazer o movimento de idas e voltas tanto no mundo interno, quanto no externo, o que possibilita ao ego um reforço maior, através de uma maior autonomia pela tomada de consciência de conteúdos advindos do inconsciente, e, possivelmente, um maior poder de optar pela tomada ou não de consciência de todo o seu processo de individuação.
Essa foi uma experiência de muitas inda e vindas, pois foram vários momentos de reflexões ao longo caminho do herói e dos contos de fadas. Percebemos que depende do momento que estamos vivendo, nossos conflitos, emoções, coisas que aconteceram durante toda nossa vida. Enfim uma experiência única, pois naquele momento foi resignificada e que agora temos outros momentos e a cada experiência sempre tornará única.
Como pode observar abaixo quando emerge no mais profundo dos pensamentos e trago para fora as imagens que estavam contidas no inconsciente.

“Encontrando a vocação”
A palavra “vocação” vem de uma raiz latina que significa “chamar”e reflete o sentimento de um pedido interno ou de uma missão importante que deve ser realizada no mundo. Embora a vocação não implique necessariamente uma profissão reconhecida ou a obtenção de dinheiro, ela precisa envolver o coração para que sintamos ter realmente encontrado nosso lugar na vida, Também precisa ter uma manifestação externa, para que tenhamos a sensação de haver conseguido aquilo para que viemos  ao mundo. Para alguns, a vocação pode implicar chegar ao topo da profissão: para outros, pode envolver a serena, mas igualmente comprometida, criação de um filho, ou  o embelezamento do jardim. Todos precisamos de um certo sentido de vocação, quer ele se expresse através de um trabalho, quer seja buscado fora da vida profissional cotidiana. Entretanto, é freqüente ficarmos confusos diante da maneira de descobrir nossa vocação e de, caso a descubramos, realizá-la. A vocação pode vir de uma inspiração interna que não impelem por um caminho que só depois descobrimos ser absolutamente certo.
A mitologia nos oferece exemplos de ambos, bem como do que fazer e do que não fazer ao construirmos nosso caminho no mundo. Mas nunca desistir de tentar, assim começa a minha linha da vida, nunca deixar de tentar, sempre fui em busca dos meus sonhos dos meus ideais, alguns levaram muitos anos, outros logo foram concretizados, mas nunca desistir, portanto hoje estou sentado em frente do computador escrevendo um pouco dessa trajetória a busca dos meus sonhos.
Ao tentar refletir sobre o trabalho em Arte Terapia e minha linha de vida quais vêm me dedicando nesses anos e sobre a aprendizagem com meus clientes e comigo mesma - profissional e pessoalmente -, permito-me ir a busca de minha singularidade que, hoje, se desvela através do meu escrever.
Dessa maneira, aproprio-me do olhar curioso  que desperta em meu mundo.Esse olhar busca o amor pelo ser, mais ainda, busca o meu interesse por conhecer a mim e a outros seres a quem tenho o prazer e o desprazer de me relacionar.
O nome dessa expressividade que coloco nessa linha da vida foi estimulado pelo meu desejo de que exista sempre, dentro de mim, esse olhar curioso e amoroso.
Olhar, porque sou observadora, embora participante.
Estando consciente de que, mesmo que eu e meu cliente estejamos lado a lado na relação das Oficinas , é  exclusivamente ele - o responsável pela sua própria vida.Olhar, porque sou responsável pelo meu ser-terapeuta, pelo espaço que posso oferecer (externo e interno).
 A partir disso, vou construindo e também entendendo o fenômeno que vai se revelando. Um fenômeno de encontros e desencontros, sem rótulos, sem "pré-conceitos", sabendo que não sei tudo e que principalmente não sei nada.
É um olhar no sentido de poder me abrir para o diferente e incluir a humildade no processo Arteterapeutico.
Olhar curioso por desfrutar todo o interesse do ser que se desvela, com a possibilidade de um encontro deste ser-no-mundo.
U m ser que já foi cronologicamente embrião, feto, bebê, criança, adolescente, adulto, velho. Um ser que foi se construindo, ajustando-se, moldando-se, fazendo-se e se refazendo.
Quem é esse ser que não só foi, mas também é e está sendo um  ser que se descobre, sofre, alegra-se, nutre-se, que se mata por dentro, boicota-se e um ser que cria. Enfim, um ser que vive!
O ser é aquele que luta e que é responsável exclusivamente pela sua própria vida, sua própria existência e por sua essência. Um ser que é responsável por suas escolhas e procura seu equilíbrio. É responsável até pela sua própria irresponsabilidade.
Escolher é difícil! Deixar um lado e ficar com outro. A escolha é a possibilidade do ser, um ser que se ajusta da melhor maneira que pode.
Quem é esse ser que busca um movimento de vida, de esperança e de tranqüilidade para seus sofrimentos?
Esse é um ser singular, único. Por ser único é complexo, infinito e finito.
Esse ser influencia e é influenciado. Toma posse de algumas coisas e logo quer se ver livre de alguns sentimentos. É um ser dinâmico, que se constrói e se transforma.
Que ser é esse que estabelece ligação com o mundo, relaciona-se através da consciência, através da intencionalidade e vai delineando sua vida. Esse ser é belo e é feio.
Ele se perde, encontra-se, reconcilia-se com suas polaridades. É visto e estudado pelo corpo, pelo inconsciente, pela ação, pela sua existência.O ser é o que escolhe ser e ao mesmo tempo não ser. É capaz de se autogerir e de se dar suporte. É livre e, por isso, é angústia. Angústia por se perceber sozinho em suas escolhas, por se perceber livre e se ver diante das inúmeras possibilidades que sua vida lhe proporciona.
Ele passa pela solidão, percebe seu vazio existencial, sente-se impedido e ameaçado de buscar um significado singular para tudo o que vive. A partir da busca desse sentido de vida refletem qual é o ser humano que não passa pela solidão, pelo vazio, pela angústia, pela necessidade de auto-realização de uma forma única e singular?
 Quando criança necessita do suporte de seus responsáveis, precisa de que sua mãe interprete o que sente e o que quer, pois ainda não decodifica suas vivências. É aquele que precisa do outro desde o início! O ser pede ajuda para que possa encarar sua própria verdade de frente. É um ser que busca compreensão dos outros, mas que só pode ser compreendido, de fato, por ele mesmo.
A esse ser cabe se tornar responsável por sua própria vida, por suas próprias escolhas. Apropriar-se, porém, de sua vida exige uma conscientização que proporcione uma abertura na possibilidade de ser livre e de ser autêntico.
E ao buscar sua meta, sua auto-realização, esse ser depara com uma longa caminhada: angústia, solidão, dúvidas, alegrias, incertezas, certezas etc... Uma mistura muito complexa!
Consciência e mais consciência e ele nunca está pronto; está sempre lidando com sua própria revisão de valores e com sua auto-aceitação, para poder aceitar os outros, a sua própria criação,da própria vida, a construção do ser, no ir e no vir, no arriscar e no estar aberto para novos riscos sem a leitura de que para poder viver, as certezas são sempre necessárias.
Esse ser é um ser em construção! Um ser que escolhe viver e, portanto, um ser para a vida! É ele quem vai  ter o olhar de curiosidade e amor. Sem julgamentos, sem preocupações de buscar uma causa para suas angústias.
Refletindo que tudo o que pensa, sente, experimenta, está visando a algo bem maior.Poderíamos, cada um, viver cada momento de sua única vida e celebrar cada ato percebendo que estamos simplesmente vivos! É tão simples e tão difícil! Viver, para mim, está se tornando uma arte, uma escultura, uma pintura, uma música ou qualquer arte no seu sentido mais amplo.
Na importa como, mas utilizamos sempre dela para expressarmos nossos sentimentos, lembro dos meus tre anos, mais ou menos, são fatos e acontecimentos que ouvi minha mãe contar, ou minha irmã relatar já que era quem cuidava dos irmãos enquanto minha mãe fazia outras atividades e ajudava meu pai na lavoura de café.
Minha mãe relata que sofreu muito no parto, ficando várias horas, pois naquela época não morávamos na cidade e os filhos nasciam pela mão das parteiras. Apos o nascimento disseram que tive “mau de simioto”o raquitismo, conta minha avó que foi mau olhado, pois era um bebe muito bonito. Curando com ervas, banhos e chás.
Dizia ela que quando uma pessoa olha e deseja o bebe, tem inveja , pois gostaria de tê-lo coloca mau olhado. Relato que eram comentado por elas, já minha irmã conta que era teimosa, birrenta.
De manhã quando ia para escola minha mãe levava junto com ela, ficava numa rede enquanto trabalhava na lavoura de café.
Depois da escola minha irmã e meu irmão também iam para a lavoura ajudar meus pais. Após o lanche ela pegava e voltava para casa, onde ia cuidar da horta e tratar dos animais, dar banhos nos irmãos mais novos.
Quando minha mãe chegava, ele ia terminar o jantar, reuniam sempre em uma casa da colônia para falar do dia e as crianças brincavam no terreiro, a maioria das casas tinha um, onde secavam o café, o milho, feijão, arroz.
Lembro de alguma coisa, dos cafezais florido, ficava branco como a neve, tinha um perfume agradável e quando madurava sempre pegávamos o café para sentir o mel gostoso.
Lembro bem do rancho onde ficávamos e quando ouvíamos o apito do trem corríamos até a estrada para ver lo passar, época difícil mais gostosa, nos divertíamos com pequena coisa, do barro fazíamos brinquedos, do milho nossa boneca, das buchas os animais, éramos felizes.
Lembro das brincadeiras cada um tinha seu pé de fruta predileto, adorava marmelo e jabuticabas. Lembro do pomar ao lado de nossa casa, as bananeiras nos cafezais, o cantos dos pássaros, as revoada no final da tarde. Depois meu pai foi para a cidade época que o café não tinha mais preço.
 Foi para uma cidade pequena onde todos se conhecia, nessa época tinhas mais ou menos 6 anos. Meu pai comprou uma venda, na época era assim chamada, casa de secos e molhados, tinha um pouco de tudo. Lembro que no ano seguinte fui para a escola,época das travessuras, doenças sarampo, cachumba, mas das diversões quando o circo chegava na cidade.lembro das travessuras, assistia ao espetáculo, depois íamos fazer igual em casa, lavava alguns tombos. Lembro do quintal muito grande, com muitas frutas, brincávamos de teatro, escolinha.
O que lembro bem foi quando tive sarampo, fiquei em casa por varias semana, pois não conseguia sair e ver a luz do sol, a claridade atrapalhava, o médico disse que deveria comer carne, mas não tínhamos geladeira, como comer carne todos os dias.
Mas foi uma época boa, sem responsabilidade, lembro que ia na casa da minha avó tomar sorvete de groselha, era a única que tinha geladeira naquela época. Aos oito anos meu pai vendeu tudo e foi para outra cidade maior, montou outra venda, onde ficamos até a adolescência.
Estuda do lado da minha casa, depois fui para outro colégio onde fiquei até terminar o normal. Na escola do lado de casa era grande com muitas árvores, nesse período lembro das pescarias nos finais de semana, do piquenique. Meu pai levava todos os finais de semana, pois gostava muito de pescar.
 Em casa tinha as obrigações, arrumar a cozinha e dar água para os cavalos, pois as pessoas utilizam como meio de transporte para fazer suas compras e voltar para os sítios, fazendo e só faziam isso aos sábados quando iam para a cidade.
Enquanto deixavam seus animais sem preocupação faziam suas compras. Lembro da época que meu pai fazia a mesma coisas, todos os sábados ia pra cidade, a nossa alegria   quando voltava com sorvete na palha do arroz para não derreter e conseguia chegar em casa, ou quando íamos para igreja de charrete, depois passava na casa dos meus avós que morava na cidade.
 Na cidade lembro das minhas amigas e das minhas primas vinham brincar no deposito, era grande e brincávamos de escolinha de esconde-esconde, era um bairro mais afastado do centro, época muito boa, mas depois os negócios foram ficando difíceis, começaram a instalar os supermercados e a competição foi aumentando, nessa época meu pai entrou numa sociedade para tentar sustentar e ampliar os negócios, mas enfim acabou falindo, época da pré adolescência. Mudamos.
Meu pai mudou de ramo, também não deu certo acabamos quase perdendo tudo, enfim ficou somente com uma casa e o sitio. Meu pai mudou novamente de ramo e foi aos poucos reerguendo.
Meus irmãos começaram a trabalhar eu sempre me virei fazia entregar aos sábados, ganhava algum dinheiro, ajudava minha avó a limpar a casa, dinheiro que dava pro matine.
Depois comecei a dar aula de datilografia no período da noite, pois de manhã estudava. Depois fiz o inverso, comecei a estudar a noite e trabalhar durante o dia, trabalhei num escritório de contabilidade, depois fui bancaria, casei e comecei a dar aula, ficando nessa profissão durante mais ou menos 15 anos. Aos 21 casei e fui morar num outro estado e ai foram várias mudanças.
 Em cada cidade ou em cada estado que passei encontrei muitos amigos. Nunca tinha saído de casa. Por onde passamos deixamos sempre bons amigos. Alguns momentos de sacrifícios e dedicação.
Quando estava trabalhando ao mesmo tempo continuava meu estudo, terminei o curso de pedagogia e fui trabalhar na vive direção, outra mudança, outro estado e começar tudo de  novo. Novas escolas, novos concursos.
Fiquei um tempo só cuidando do meu filho, parei de trabalhar, pois a cidade em que estávamos era perigosas, depois de algum tempo fui fazer faculdade de psicologia, pois meu filho já tinha usa independência, completará 18 anos. Nessa jornada descobrir que gostava de trabalhar com a terceira idade, no quinto ano da faculdade iniciei meu projeto e não sai mais estou até hoje.
Quando tomei contato, em sala de aula, com as atividades praticadas nas Oficinas de Criatividade, voltei meus interesses para a busca de respostas e entendimento de algumas questões: sobre o sofrimento e as formas de intervenção na vida de idosos que não recebem o amparo de suas famílias. Conheci pessoas que praticam trabalho voluntário junto a idosos institucionalizados e, dessa forma,  vislumbrei a possibilidade de interação em grupos determinados. 
Desenvolver um Projeto de Pesquisa sobre a utilização de Oficinas de Criatividade foi para mim uma escolha de fundamental interesse, e estou segura de que proporcionará um campo de reflexão e análise sobre a vida de idosos institucionalizados.
Por meio da exploração de formas de expressão, é possível promover o autoconhecimento e, acima de tudo, levar as pessoas a uma compreensão na atitude centrada na relação com o outro, despertando suas capacidades, permitindo o contato com os mais diversos tipos de material, de soluções.
Ao ser solicitada, como aluna, a escolher uma instituição para pôr em prática os conhecimentos adquiridos na teoria da Oficina de Criatividade, antecipava meus objetivos para 2004, de exercer essa prática, inicialmente, a partir dos ensinamentos obtidos e aprimorados neste curso de graduação.
Seu principal objetivo é garantir um espaço de elaboração da experiência pessoal e coletiva por meio dos recursos expressivos, e auxiliar no processo educativo, bem como no desenvolvimento pessoal.

A finalidade desta pesquisa é promover a integração, a interação dos idosos institucionalizados por meio da Oficina de Criatividade, possibilitando resgatar a auto-estima, dignidade e a importância desse idoso, permitindo que deles surjam significados relevantes a partir do entendimento do mundo no qual estão inseridos.

 A velhice é a última fase do ciclo vital, delimitada por eventos de natureza múltipla, incluindo perdas significativas, afastamento social, restrições dos papéis sociais. Realidade de uma situação do Brasil, de nossa sociedade atual.
Wilma Antonia Nubiato Santesso
GIORDANO, N. Alessandra M. R. Contar histórias como possibilidade de tecer o invisível: as emoções. In: CIORNAI, Selma. Percursos em arteterapia: ateliê terapêutico, arteterapia no trabalho comunitário, trabalho plástico e linguagem expressiva, arteterapia e história da arte. São Paulo: Summus, 2004. Parte III – Integrando trabalhos plásticos e linguagens expressivas, pp 275- 294.
RESUMO
A autora traduz seu fascínio pelas histórias de fadas, nos informando que “cresci, ouvindo minha avó contando histórias, principalmente nas noites escuras e frias. (...) A narração era, para nós, ouvintes, um poderoso veículo de mistério. Que poder tinham aquelas palavras ao narrar aquelas histórias? (...) Tinha a sensação de que, por vezes, alguns contos apresentavam-se como instrumento organizador do meu pensar, do meu sentir.” (p. 275)
Segue explicando como o ouvir histórias na infância e na adolescência influenciou sua vida e suas escolhas profissionais. “Como busca, na vida, e para a vida, escolhi, conhecer/experimentar/vivenciar/aprender arteterapia. (p.277) Há muito sentia que os contos, cada um de seu jeito, falavam da aventura humana de dar forma ao desconhecido. Por isso escolhi a arte narrativa como obra de arte articuladora de um processo metodológico, já que os contos, além de terem as mesmas características de qualquer verdadeira obra de arte – por trazerem formas ordenadas e estruturas simbólicas da relação do ser humano com o mundo -, permitem que o ouvinte conte a si a própria história e, ao recontá-la, conceba a si mesmo. (p. 278) Decidi, portanto, adotar a literatura infanto-juvenil como instrumento de interesse e de trabalho.”
A autora no início de sua jornada através da Psicologia, trabalhou em um hospital, na creche dos filhos dos funcionários, ensinando as pajens a contar histórias para os bebês, utilizando os movimentos corporais das crianças. Neste estágio descobriu que o significado afetivo desse ato reside na sedimentação dos sentimentos de uma geração a outra, de mãe para filho, tornando comum as emoções. (p. 278)
Define a autora os contos como uma linguagem individual, o que implica dizer que os significados são individuais. Esse caminho é solitário, íntimo, particular – pois é verdade que não existem pessoais iguais – mas nem por isso é um caminho fechado em si mesmo e não compartilhável. Ouvir uma narrativa desperta/facilita a imaginação que se abre para investigação do que pode ser e não do que deve ser, levando à meditação sobre o mundo, e sobre si mesmo. A imaginação é um componente essencial do conhecimento humano. Para Kant a imaginação contribui para a nossa consciência do mundo pelo seu poder representacional de formar imagens, idéias ou semelhanças na mente. A atividade da imaginação é produzir idéias e imagens na ausência dos objetos. (p. 279)
Seguindo seu caminho pessoal e profissional a autora decidiu contar histórias para crianças e adolescentes em um grande hospital de São Paulo. Sua proposta era oferecer a possibilidade do sonho, da fantasia e do exercício para uma imaginação livre e criadora de outros significados. (p. 280) Na verdade a autora sabia que “o trabalho com arte é sempre propiciador de experiências significativas”, e assim ofereceu uma oportunidade para o trabalho com arte por meio dos contos de fada. (p. 281)
Neste período os objetivos de trabalho da autora eram “cultivar o sonho, o prazer e o pacto com a vida, propiciando o exercício da fantasia”, em vista da sua convicção de que “os contos ampliam imagens, abrem a visão, permitindo o novo, novas saídas, outros jeitos de ser e estar no mundo, propiciando um momento para estar consigo mesmo, observando a sua e as outras experiências”. A autora desejava que “as crianças/adolescentes nomeassem suas experiências trazendo-as para a luz da consciência, no exercício e domínio das emoções”. (p. 281)
No entender da autora “diversas histórias contam não apenas episódios de uma história imaginária, mas muita coisa sobre nós mesmos. É comum que os contos apresentem um dilema existencial de forma breve e categórica e é, portanto, por meio dos contos que também há uma possibilidade de aprendermos mais sobre nossos problemas interiores, é a oportunidade de revisar nossa história, porém de outro jeito; assim como é possível também conhecer soluções.” (pp. 282/283)
Os contos de fadas lidam com problemas humanos universais e validam questões que dizem respeito, às lutas do crescimento, dos temores, medos e ansiedades que habitam o pensamento infato-juvenil, como medo do escuro, de algum animal, ansiedade acerca de seu corpo, morte velhice, desamparo, fome solidão etc. Assim, os contos de fada mostram que faz parte da vida o enfrentamento de lutas difíceis, que ao serem defrontadas de modo firme levarão o combatente à vitória. (p. 283)
Descrevendo sua experiência, a autora aponta que a cada sessão realizada no hospital, uma cenário era preparado, construindo um clima com panos, tules, aromas, cores, materiais artísticos. As crianças esperavam, ansiosamente, pelos encontros com as histórias, ouvidas num silêncio que só era quebrado alguns minutos depois do fim da narração, revelando que os ouvintes, refletiam sobre o tema e o seu modo de ver e estar no mundo. “A partir de cada história as crianças e os adolescentes poderiam revisar, recriar e reescrever a própria trajetória de vida.” (p. 284)
Em três meses de convivência com os grupo de crianças e adolescentes, a diretoria do hospital reconheceu a relevância do trabalho, como sendo crucial para a alegria das crianças, contribuindo para sua felicidade. Assim, era possível concluir que ouvir histórias contribuía para o processo de cura não só do corpo das crianças enfermas. (p. 285) A autora constatou pela observação e por informações das crianças e adolescentes, que se sentiam felizes e que antes tudo era muito triste. (p.286)
A atividade de contar e ouvir histórias, contribuiu para facilitar e concretizar recuperações. As crianças e adolescentes e até alguns médicos que participavam das sessões, apresentaram sensíveis melhoras no semblante, denotando uma nova força para conquistar seus desejos e sonhos. A sabedoria dos contos, ricos de signos, símbolos, ícones e significados, é capaz de fornecer informações das quais cada um extrai, segundo suas necessidades, aquilo de que está precisando, ainda mais se o contador de histórias acreditar nisso! Pois as histórias da tradição oral acompanham o desenvolvimento do homem ao longo de sua existência, acalentando, em todas as fases, os desejos e as necessidades humanas. (p. 287)
Acrescenta ainda a autora que “as oficinas de arte que nasceram do contar histórias mostraram-se um rico campo de vivências, interações e trocas. Essa experiência conduziu a autora como arteterapeuta contadora de histórias, à novas direções, à novas propostas de trabalho e à maior compreensão das questões que norteavam seu existir na vida e no mundo. (pp. 288/289)
Desta significativa experiência, a autora afirma que no ato de contar histórias desenvolve-se a escuta, e saber ouvir é uma das condições básicas da ação do arteterapeuta. O contador imprime nas histórias sua marca e oferece sua presença (no sentido oferecido pela Gestalt), à medida que se mostra por inteiro. (pp. 289/290)
A autora salienta a importância da qualidade da relação estabelecida entre o contador de histórias/arteterapeuta e seu ouvinte/cliente. Um contador de histórias, assim como um arteterapeuta, oferecem aos seus ouvintes e clientes uma linguagem, um discurso simbólico que possa atingi-los, para responder às suas preocupações e necessidades. (p. 291)


Pais heróis e mães rainhas do lar.

            Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos.
            Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça.
           A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá prá implicar com a empregada. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para outra?
             Fizeram 80 anos. Nossos pais envelhecem.Ninguém havia nos preparado pra isso.
             Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
             Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam.
Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele.
Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida.
             É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação. Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina.
             Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça?
             Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis.   
           Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi.
               Essa nossa intolerância só pode ser medo.
              Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais
. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.                        
 Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.

Autora: Martha Medeiros.

Enfim contando um pouco da minha estória inicio novamente nesse momento fazendo a atividade do caminho do herói e com a leitura do conto Hino de Pérola, conto associado à questão da criatividade. A atividade conta em produzirmos um mapa do tesouro, fazer um cartaz daquilo que nós queremos concretizar em nossa vida, procurando imagem dos sonhos já em nossa mente. Nosso cérebro responde como se isso já fosse concretizado.
No caminho do herói é dividido em três partes. No espaço a esquerda colocaremos a nossa fonte de poder, aquilo que é sagrado para nós, o que é maior, aquilo que nos recorremos em termos psíquico é o inconsciente, o self em termos coletivo é a concepção de Deus, algo maior, aquilo que é Deus para cada um ( natureza, sagrado, fonte de poder).
No centro o eu superior, nesse local está nosso mestre interno, os guias, no caminho do herói é aquele que nós oferece os meios, do guia, mestre interior, o sábio dentro de nós, pode ser a nossa criança interior, um animal, uma sabedoria interna.
O mestre interno faz a ponte entre o consciente e o inconsciente. Já o espaço a direita é aquilo em cuja direção estamos caminhando agora, o que nós queremos da nossa vida.( profissão, casa, casamento etc) aquilo que expresse o tesouro que queremos acessar.
Essa técnica pode ser utilizado figuras e colagem da mesma, pode fazer também desenho ou os dois juntos, mas a imagem pronta ajuda muito, uma forma interessante de se construir um projeto de vida, visualizando qual é o nosso horizonte, para onde estamos caminhando.
Ao invés de dividir em três partes, pode-se construir um caminho, as vezes as pessoas tem dificuldade em unir sonho e realidade. Mas o ponto de partida é onde eu estou, a minha realidade agora como forma de aceitar ela para poder transformar-la, o caminho é construído da esquerda (passado, realidade, inconsciente) para a direita ( futuro, consciência) colocando à esquerda onde se está  e a direita onde se quer chegar, colocando um caminho construído com imagens daquilo que se precisa e do que é necessário conquistar dos Xamãs, com simbologia indígena, pensando na idéia de construir o caminho do herói, (como em um jogo de dados cheios de casas e avançar) onde estou e aonde quero chegar, como num jogo de tabuleiro onde as casa são os obstáculos que precisamos vencer para alcançar onde queremos chegar.
Se pensarmos que mitohermenêutica de mitos e contos de fadas é uma forma de entender os mitos clássicos e também aquilo que permanece dos mesmos como vestígios, traços nos contos de fadas é estudar como o conhecimento é transmitido nas sociedades tradicionais contemporâneas de nosso tempo, na investigação do processo iniciático de transmissão do conhecimento de culturas vivas por milênios sem o uso de escola ou instituição para essa transmissão, de modo a agregar esse processo sucessório de valores para que permaneçam atuantes de forma a rever os modelos de educação vigentes.
 Podemos pensar que o caminho do herói estão todas essas simbologias dentro de cada um de nós, dentro do nossos arquétipos, do nosso inconscientes e que essa técnica torna-se um facilitador para emergir do nosso inconsciente o nosso caminho.
O caminho do herói, os mitos como fragmentos de histórias reais que vão se perdendo, na memória, e que são reiventadas com a imaginação, completando os trechos que foram esquecidos para que faça sentido,porém esse questionamento não faz a menor diferença, pois o enredo da nossas histórias, a narrativa é que produz significados e revela sentindo para a gente.
 Em função do momento em que nos encontramos é que torna possível contar nossa histórias nosso caminho sagrada, coisas que apenas naquele momento é possível perceber, não aprendemos toda a riqueza humana e espiritual de uma vez , mas o mito permanece, a sua apreensão no tecido social é diferente ao longo da história, o que contei hoje não tem o mesmo significado vivido na época do acontecimento o mesmo se torna importante em tudo, isso é a narrativa mítica e não a comprovação da história, hoje contada com um novo olhar, uma nova visão de mim mesmo e do mundo.
Essa história tem uma função na mina narrativa, na sua vivência. Posso procurar uma função, mas depende dos valores da sociedade em que estamos ensirada, posso rejeitar, perdendo o significado dela, perdendo seus traços principais, cada um aplica omito  da sua história o que é essencial para ele, aquele que anda, caminha em busca de si mesmo, conto seu conto, sua história nesse momento, com sua significância e seus valores.
Se pensarmos como a saga do herói que sai do cotidiano, realiza uma obra, uma batalha, e retorna, e isso é o mais importante, essa jornada é o equivalente ao drama da semente. “Catábase-morte-anábase.
Esta é a sua lama. A consciência sobre um mar da inconsciência. A experiência mítica favorece ao centramento “Selbst”colocar o ego a serviço da realização de si mesmo.
Conteúdos inconscientes que eu preciso elaborar para poder me realizar. Para manter a estrutura saudável toda a vez que eu trago elementos do incosnciente para a consciência, outros elementos da consciência submergem.
A consciência não agüentaria que todo conteúdo incosnciente emergisse de uma só vez. Assim todos elementos contidos na narrativa não podem ser explicados na sua totalidade, depende do nosso o momento, e cabe a nós estabelecer o mom,ento de silenciar, a morte simbólica.
Portanto o mytho é aqui compreendido com a narrativa dinâmica de imagens e símbolos que orientam a  ação na articulação do passado (aeché) e do presente vivido em direção ao devir (télos) ( Ferreira Santos, 1998).
Mistificar-desmitificar, colocando um véu sobre o conhecimento de forma a que ele não seja comprrendido por todos, desmitificar é retirar esse véu e comprrender o acontecimento, mas não tem nada a ver com o mytho.
Na narrativa do conto, da estória é vivenciar o que estou atualizando, meu modo de viver para alcançar o objetivo futuro. Jung falava na idade, “depois do meio dia”, quando olhamos a nossa trajetória, começamos a visualizar um percurso, quando olho para essa trajetória em uma análise mais profunda eu consigo perceber um mito que me influenciou, na aurora da vida isso é mais difícil pois essa trajetória ainda está sendo construída.
Portanto estabeleço assim um mito pessoal de acordo com um padrão nas escolhas que fiz de minhas ações uma características particular de um mito. A tomada das minhas decisões outros caminhos que estabeleci.
Não há destino, mas destinação, cada um tem seu mito pessoal, e com o madurecimento, transformamos nossas ações, perdemos nossa visão infantil, da magia do encantamento, mas retornar é refletir sobre, como a semente que morre para ser germinada novamente, assim é a vida, morremos para seguir novos caminhos, para germinar nas escolhas.
Portanto o meu caminho sagrado são mãos que semeam;
Mãos que regam
Mãos que curam
Mãos que transmitem energia;
Mãos que aquecem;
Mãos que enaltece aquele que sofre;
Mãos com sabedoria que acaricia aquele que o procuram:
Mãos que consola;
Mãos que levanta aquele que cai;
Mãos que permanece em paz;
Mãos que confia
Mãos que recebe;
Mãos que doa;
Mãos que busca;
Mãos que junta para agradecer
Só aquele que privilegia o bem do outro realiza os seus próprios.
Mãos que destrói o mau;
Mãos que fica diante de sua força;
Mãos que um dia descansará;
Mãos que acalma o espírito
Suaviza a mente;
Mãos que eleva o pensamento
Mão calejadas que busca o destina
O seu caminho.
No caminho do herói é aquele que fornece os meios, o guia, o mestre interior. A sua intuição.
P sábio dentro de nós
Pode ser a sua criança interior, o animal que acalenta, a sua sabedoria interna, são como as aves o beija flor ma borboleta, duas sabedorias que a natureza o fez cada qual com sua sabedoria. Que eleva a alma ao interior, guia puro, sereno, pequenino, forte, elegante, perseverante.
Puro como sua beleza, passagem e metamorfose.
Do feio ao belo
Da contemplação
A construção do caminho sagrado.
Estrada
Beleza interior
Alegria que nos oferece
Mestre dos mestres
Pureza
Sinceridade em suas afeições.
No percurso da vida
Constrói uma vida sublime digna
Nas viagens percorrida ao longo da vida, nas águas claras da vida.
Simetria do amor do carinho
Sua calmaria busca no interior a sabedoria.
Preciosidade que entrega na busca do saber.
Do conhecimento, seu lema, renovar sempre.
Seus pensamentos buscam novos caminhos,
Sempre irradiante.
Benefícios que busca na sabedoria, intuição conforto, espiritualidade.Seu olhar é de bondade e alegria. Busca descobrir a luz que brilha no inteiror de todas as criatura.
Ser único
No limite da vida
Busca harmonia
Sublimação
Vive
Sorridente
Alegre
Espanta preocupações
Alivia a alma
Suaviza
Busca nas estrelas que há dentro de cada um.
Sua pureza e beleza busca a alma.
Um dia encontrará seu elo, no seu caminho do herói, busca seu caminho sagrado, seu destino, sua vida. Como a semente, germina em busca de novos frutos.
Ë como aquilo em cuja direção está caminhando agora. O que queremos que seja nossa vida, Aquilo que expressamos, o nosso tesouro que queremos acessar nesse momento, com novos conhecimentos.
Mãos em toda a direção
Descobrindo novos caminhos
Estabelecendo princípios
Filosofia de vida
Dando vazão
Vivendo
Tendo crescimento interior
Buscando novas energias
Canalizando para um futuro próximo
Sendo receptor
Mentalizando cada palavra
Acreditando em novos símbolos, mitos, deuses e deusas.
Símbolos sagradas no caminho do herói
Buscando e transformando
Acreditando,
Captando
Fortalecendo
Amadurecendo
Reflexos da nova essência
Néctar do bem
Restaurando
Fortalecendo

Garantindo possibilidades, harmonização da nossa aura, do nosso campo físico, nosso lado emocional, espiritual.
Busca de novas possibilidades, fonte de ensinamento, conhecimento, espiritualidade, valorização da vida. Uso perfeito,benéfico,na sua busca do eu inteiro.
No seu caminho do herói.
Seu caminho sagrado.
Somos como a perola, buscando nosso tesouro.
A perola se esconde na ostra, até que alguém seu tesouro. Assim buscamos no nosso interior no nosso caminho sagrado.
Alguns são fonte de poder, aquilo que é sagrado, recorremos a nossa mãe terra, dela tudo tiramos. No nosso caminho buscamos o que é sagrado aquilo que acreditamos, buscamos nossa sabedoria interior, e caminhamos em direção do que queremos da nossa vida o nosso tesouro interior.
Das explanações do meu caminho sagrado, a nossa relação entre a alma o corpo e meu caminho deu origem aos processos que organizo sobretudo o fato da ordem sem causa, ou melhor do ordenamento significativo que poderia lançar alguma luz sobre o conhecimento característicos transmitidos através dos meus órgãos do sentindo, servindo de base e experimento da minha existência.
 Esta forma de existência só pode ser transcendental, porque como no-lo mostra o conhecimento do passado, do presente com acontecimento futuro, ou espacialmente distantes, se situando em um espaço.
Talvez valha a pena examinar de mais perto, sob este ponto de vista, certas experiências que revela a existência de processo psíquicos naquilo que comumente se considera como um estado de inconsciente que nos remete no momento que estamos focado na atividade e viajamos.
Penso que sobretudo, como uma pessoa que sofreu uma lesão parecemos apática, paralisada, em transe e subjetivamente privada dos sentidos, porém a consciência não se acha extensa, assim silêncio solene, ocorre uma sensação muito nítida e impressionante de alucinação ou levitação, como que elevássemos no ar,impressão de que o espaço circundante se eleva, perde-se a sensação do peso, é lindo, celestial, relaxante, feliz, despreocupação, para descrever o estado quando deixamos levar pela imaginação, enquanto fazemos as atividades de arteterapia.
O mesmo posso dizer quando fiz o caminho sagrado, a mão mostra que com ela tudo pode ser feito, desde um caminho, um afago até utilizá-la para a cura.
Dela emana luzes quando olhamos podemos pensar que a mãe terra é a fertilidade como uma cachoeira que desce suavemente às águas límpidas por uma encosta em direção ao leito, a terra a mesma coisa simbolizando a fartura sob a luz forte do sol e todas as cores um esplendor indescritível.
Indo no caminho refletindo a imagem temos o barco parado a espero no fundo a floresta, e a entrada para um outro mundo, olhar o espetáculo a beleza da natureza, lugar sarado onde buscamos nossa energia, reabastecemos, a natureza nos oferece, o silencio, a paz é desviver-me nela.
O que compenetra nesse mundo é a vida a vitalização, a energia que  a natureza dá, carregado de uma paz interior que nela escala entre o cheiro da terra fértil, do ar fresco como a água  que nós dá a vida juntas celebramos a busca do fortalecimento.
É estarmos exposto ao mundo sonoro que cada partícula ali existente, um aprendizado que só ela pode nos transmitir durante anos afora foram captados conforme os nossos mitos e contos, contados pelas nossas avós.
Desse lugar sagrado eleva-se a alma, criamos harmonia, dando ao coração o que quer expressar trazemos a vibrações da concórdia para o centro da vida precioso que nos é oferecido, no qual despertamos e que circula abundantemente, surge nos olhares, percebemos o significado, ato que liberta e cura – segue seu caminho quando compreende quem realmente é.
Uma transformação  total se processa. Encontra luminosidade na alma, compreende que o verdadeiro conhecer.
Três figuras, três momentos.
Compreender tudo e todos, paz que encontro, serenidade d’alma, a verdadeira paz transcendem, a compreensão, sintonizando todos os seres com a harmonia universal, foco de luz que emana do cosmo dos planetas, formando e fechando cada ciclo da minha vida, representando pela mãe terra, a fertilidade os elementos total, água, ar, terra e fogo e o quinto o cosmo, pois estão interligados emanando raios de luz.
Caminho traçado, caminho seguido, somos único com nossa escolhas. Livre para superarmos no nosso caminho, nas nossas escolhas, voltando quando necessitamos buscar conforto, amor, solidão para nossas reflexões.
 Trazendo forte sensação de liberdade, o poder para nossa cura interior, o poder da alma reconhecendo a capacidade para trazer a luz para dentro de nós.
Ao contatar a natureza, na fidelidade que ela nos transmite em estar bem consigo mesmo, deleito no prazer que vem de dentro para fora e se relaciono com o que está fora de modo a torná-lo ainda mais luminoso nesse trajeto do meu caminho do herói, o meu caminho sagrado.
Não sei se são alguns são mitos ou contos, mas foram narrados nesse momento da minha vida, imagens criadas  comparadas a experiência de minha própria infância  até o momento atual.
O contar um conto torna-se um processo de cura, como também nosso desenvolvimento psico-individual e nos caminhos de busca de si mesmo. Jung escreveu Onde quer que apareçam figurações arquetipicas, tentavas de explicação personalista só podem levar ao caminho errado.
 A comparação simbólico-história, em compensação, não se revela apenas por motivos científicos, mas também possibilita, de forma poetica, uma compreensão mais profunda. Vemos em cada conto um organismo vivo que encerra em seu âmago profundas significações.
Esse processo do caminho do herói desperta para a necessidade de tomarmos uma consciência criativa de si mesmos, levando a conseguir melhor reforço para o ego, ao perceber que muito aprendemos nesse percurso,com maior integração entre consciente e inconsciente.
O caminho do herói foi o facilitador de minas expressões do meu inconsciente e trabalhar com lele, através dessa técnica expressiva, tornando o meu processo incosnciente atuante, dando oportunidade tanto de desligamento do self quanto a religação com o mesmo através dessa técnica,revelando que estão relacionados não somente com o incojsciente mas também com o mundo das minhas imagens arquetipicas.
Favorecendo a transformação da personalidade como um todo, os desenho são estimuladores , catalisadores do processo os desenhos simbolizam e revelam nosso dinamismo inconsciente, e demonstram projetivamente a situação psicológica de cada um, podendo ser vistos como um elemento de facilitação de tomada de consciência de conflitos e processos mais profundos, a psique segundo Jung é tida como a totalidade de todos os processos psíquicos, conscientes quanto inconscientes, que pode passar por um ciclo natural onde cresce e se desenvolve e que, ao emergir das profundezas do inconsciente, acaba atingindo o seu ápice na vida de cada um autocosnciente e independente, sendo composto por lembranças perdidas, reprimidas dos sentidos que, por falta de intensidade, não atingiram a consciência e conteúdos que ainda não amadureceram para a consciência.
A sombra que é a parte negativa da personalidade, a soma das propriedades ocultas e desfavoráveis, das funções mal desenvolvidas e dos conteúdos do inconsciente, não é como um saco vazio no qual o lixo da consciência é coletado, é toda a outra metade da psique viva.

 Enfim o caminho do herói, ou o meu caminho sagrado mostra um modelo de destino, que deve ser seguido e que essas fases relativas ao percursos da aventura pertence somente a mim, como ser existencial.

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