Olho de Deus

Arteterapia - Atividades Expressivas

Mito Édipo e Antígone

Atividade: Olho de Deus - Olho de Hórus


O olho é considerado o órgão primário da percepção sensorial.
Ele é associado à luz, ao espírito e ao Sol.
O olho simboliza as percepções e é reconhecido como o espelho da alma.
O órgão da expressão espiritual e mental.

O olho direito é associado à atividade, ao futuro e ao Sol.
O olho esquerdo, à passividade, ao passado e à Lua.


Em algumas culturas e religiões, é visualizado o Terceiro Olho no meio da testa, bem acima do nariz, considerado um símbolo de visão interior e poder.
Na magia, os olhos heterotópicos são aqueles anatomicamente transferidos para várias partes do corpo, como as mãos, o dorso, os braços e partes da cabeça. Equivalentes a visão espiritual.
Quando os olhos estão situados nas mãos, significa que o indivíduo tem grandes poderes de clarividência.
O símbolo do olho mais usado em magia é o Hórus. No antigo Egito, o olho direito de Hórus, o Deus dos Céus, era seu olho solar, e o esquerdo era seu udjat, ou olho da Lua. O udjat simboliza poder da Luz e era um dos amuletos sagrados e poderosos na magia egípcia.
Dependendo de seu uso e da simbologia inerente, o olho pode representar as forças do bem e do mal como o único olho de deus ou o poder destrutivo dos ciclopes.

Atividade com sementes.
Os mexicanos  usavam como amuleto, confeccionando com vários tipos de sementes.
É um antigo símbolo egípcio. Representa o olho divino do deus hórus,as energias solar e lunar e freqüentemente é usado para simbolizar a proteção espiritual e também o poder clarividente do terceiro olho
Artesanato dos povos nativos (índios mexicanos, índios norte americanos, celtas, etc), feito à mão com fios coloridos, que proporciona o equilibrio, a reflexão, a meditação e a serenidade. É um símbolo de proteção espiritual que, por sua beleza e pureza, tem o poder de dissolver as emanações negativas que, porventura, estejam presentes no ambiente onde for colocado. A indicação é pendurá-lo onde se deseja um olhar Divino para maior proteção e amparo (sugestões: quarto dos filhos, do casal, entrada da casa, escritórios, lojas, retrovisor do carro, etc.).O Olho de Deus é um artesanato que decora e embeleza qualquer ambiente

 

Ojo de Dios

Como confeccionar o "Ojo de Dios"
O "Ojo de Dios", ou os Olhos de Deus é um antigo simbolo feito pelos índios Huichol do México e
dos índios Aymara da Bolívia.
No México, o olho central é feito quando a criança nasce; a cada ano, um pouco de fio é
adicionado até que a criança complete cinco anos.
Na Bolívia são colocados nos altares para Deus possa ver e proteger as pessoas.
Quando você confecciona um "Ojo de Dios" você expressa uma oração em que a proteção divina se manifesta.
Você pode confeccioná-lo para você ou qualquer outra pessoa. Quando presentear a energia transmitida será:

" Que o olho de Deus esteja abençoando, protegendo você"

Ao convidar suas amigas para esta atividade tenha o
material necessário separado. Conversem e compartilhem ao final sobre
as cores escolhidas e seu significado. Isso ampliará a consciência do
equilíbrio emocional conquistado.

Separe os palitos de madeira que irá utilizar e as lãs ou linhas com cores diversificadas.
Neste momento você esta com os quatros elementos da natureza: Fogo-Terra-Ar-Água)
sendo energizados em suas mãos.

Passe a 1ª coindo os palitos.

Após 1cm trocar de cor(una as linhas com o nó)

Vá passando o fio.

mude de cor novamente, desta vez, após 0,5cm.
Coloque mais dois palitos na diagonal.
Estes palitos representam o equilíbrio dos quatros elementos.

Passe mais 0,5cm de fio em outra cor.
Vá diversificando as cores.

Veja como vais ficando o avesso.
Passa os fios pelo avesso- sem cruzar - e

ultima camada "borde" com linha alguns detalhes.
Veja que o "bordado" é apenas o passar dos fios duplo.

Assim ficará o avesso.


Assim fica
As mãos quando unida Como fazer o “olho divino”:

ARTETERAPIA , UM PROCESSO CURATIVO
 

O que é a cura, afinal
Dethlefsen e Dahlke, em seu livro A Doença como Caminho, afirmam que a doença é um estado do ser humano que indica que sua consciência está em desarmonia; essa perda de equilíbrio interior se manifesta no corpo como sintoma. O sintoma avisa que o equilíbrio de nossas forças anímicas interiores está comprometido, nos informa que está faltando alguma coisa.

Quando nos tornamos doentes é como se tivéssemos esquecido de nós mesmos e a doença é a lembrança de uma tomada de consciência. Falta consciência! E aí, vem a doença como o caminho que o ser humano pode seguir rumo à cura.

No livro A Doença como Caminho, os autores relacionam a questão da doença e da cura à polaridade, ressaltando que a consciência divide e classifica tudo em pares de opostos, e nossa inteligência faz análises, escolhas, toma decisões, tem contato com o mundo sempre estabelecendo uma diferença entre opostos, sim para um polo significa não para outro, dessa forma estabelecendo conflitos. A cada exclusão reforçamos nossa nãototalidade, nossa não‐integridade. Para os autores, “a doença é a polaridade; a cura a vitória sobre a polaridade”, o que nos aproxima da Totalidade.

Vale aqui comentar as sábias reflexões sobre a cura que a Dra. Jeanne Achterberg,
psicóloga americana, professora do Saybrook Institute nos Estados Unidos, fez na sua
palestra no XXVIII Congresso da Associação Americana de Arteterapia, em 1997. A
perspectiva da Dra. Achterberg sobre a cura é que não é suficiente uma mudança
apenas na medicina mas uma mudança nos valores humanos. E comenta; 

“O futuro está além do que alcançamos conhecer, mas o presente está além do que podemos acreditar, fazemos tanto barulho com a tecnologia que não conseguimos descobrir que o portal mágico está em nossas mentes. Mas o tempo chegou, a revelação já ocorreu, e nossos guardiões já viram relâmpagos na obscuridade que chamamos realidade. E agora, entramos naquele breve intervalo que ocorre entre o relâmpago e o trovão.”

Criar novas imagens é fundamental, portanto. E essa é uma das funções da Arteterapia.

Dra. Achterberg acredita que a verdade da medicina é que tudo cura alguém (o que traz muita confusão às nossas metodologias de pesquisa), nada cura a todos, e nada cura para sempre, nenhuma pílula, poção ou manipulação. Na história dos métodos de cura e da medicina sempre estiveram presentes a imagética e as artes criativas e, quando há doença, os doentes podem contar com um círculo de cura. Dependendo da cultura e do tempo, coisas distintas são colocadas nesse círculo, quimioterapia, radiação, manipulação, antibiótico, cristais etc.

Mas o que Dra. Achterberg realmente acredita é que a cura está em outro lugar:
Nas nossas mentes, na nossa alma. Os vínculos formados nesses círculos de cura são
invisíveis e poderosos, podemos chamá‐los de amor, contato humano, intencionalidade à distância, preces, vibração, energia, desenvolvemos vários nomes para isso, mas o importante é que nesse círculo algo acontece, e acontece em todas as culturas através dos tempos.

Dra. Achterberg chama de imagética os sonhos, as visões, as imagens, que levam a insights para atribuição de significados e renovação de valores mais importantes para os seres humanos, fenômeno largamente comprovado na história da humanidade como fonte de medicina e cura.

Imagética é simplesmente pensamento com qualidade sensorial. O uso da imaginação
Tem provado ser intervenção poderosa em muitos aspectos das doenças físicas.
Pesquisas demonstram que cerca de 60% das pessoas tem imagens visuais.

Essas imagens podem ser também auditivas e olfativas. O uso da imagética, da imaginação e dos processos simbólicos na medicina e na cura é uma poderosa estratégia para provocar mudanças em pensamentos, comportamentos e/ou processos fisiológicos.

No uso da imagética para cura, encontramos alguns ingredientes básicos e centrais que são necessários: Um lugar especial ‐ um espaço no ambiente onde a pessoa possa sentir‐se num espaço sagrado, ritualístico; Tempo e regularidade – pesquisas mostram que o tempo necessário para usar a imaginação como um recurso de cura é 22 minutos, mais ou menos 3. A maioria das experiências de meditação tem essa duraçãoIntenção – dedicar um tempo e adentrar o espaço sagrado que a pessoa criou para si mesma, ou seja, sua intenção, é mais importante do que a forma de visualização; Sistema de apoio – pessoas que podem facilitar o processo de cura formando o círculo de cura, anteriormente citado;

Estado alterado de consciência – necessário antes que qualquer cura significativa através da imaginação possa se dar; Crença e Fé .

O círculo de cura, os vínculos invisíveis, a presença das artes criativas, fé, intenção,
lugar, tempo. E todos unidos em um só processo simbólico! O sagrado e processos de
cura são absolutamente entrelaçados na psique. Parece fácil manter‐nos saudáveis com essas práticas.
Qual é, então, a natureza da doença? Por que, com uma freqüência e intensidade
variáveis, adoecemos? Talvez o mais importante não seja saber o que nos faz adoecer,
mas sim o que nos torna saudáveis. Esse é o foco do trabalho em Arteterapia

Esse cenário acarreta:
♦ a síndrome da incerteza: transformações rápidas e enormes dúvidas de como
sobreviver no mundo atual;♦ a síndrome da solidão: os contatos no trabalho, na família são freqüentemente marcados pela intolerância, irritação e competitividade e nos sentimos sós; a síndrome da dessensibilização: em relação a si próprio e à dor do outro;a síndrome da indiferença e do desencantamento em relação ao mundo: pessoas se queixam de apatia, falta de paixão – nada tem graça!
Estresse, ansiedade, síndrome do pânico e depressão são as doenças “da alma” dos
nossos tempos.
Nesse contexto, a arteterapia pode oferecer a ajuda necessária para nós mesmos e para que a nossa sociedade e o mundo se tornem melhores. Já vimos no decorrer deste trabalho que é essencial praticar atividades criativas. Devemos deixar emergir fatores de personalidade promotores da criatividade, como sensibilidade, percepção,
apreensão empática, flexibilidade, não julgamento, receptividade às diferenças e a
novas idéias, capacidade de apaixonar‐se por causas e pessoas, capacidade de adaptar se criativamente e de criar e apreciar novas realidades, para que possamos conviver em uma sociedade mais justa

A Arte como estado alterado de consciência
A atividade artística proporciona um potente recurso focalizador – como um estado alterado de consciência, ajuda a pessoa a focalizar seu mundo interno, adentrando um canal mais intuitivo e mágico, onde nos surpreendemos com nossas próprias imagens e com os significados nela encontrados.
Em seu livro A Sensibilidade do Intelecto, Fayga Ostrower ressalta a espiritualidade na arte:

“[...] existem outras metas e motivações determinando o fazer humano do que meramente utilitaristas, motivações de maior importância e da mais profunda necessidade. Tais motivações se centram nas potencialidades criativas e nas qualidades que fazem do homem um ser humano:
sua consciência sensível e inteligente, e também consciência no sentido moral, do senso de responsabilidade, sua imaginação e seu poder de simbolização e associação livre, sua permanente busca de significados maiores, sua capacidade de empatia, de amizade e de real amor, sua generosidade, em suma, sua vida espiritual.

Do ponto de vista pragmático se perguntaria: Para que serve a vida espiritual?
Só poderia receber como resposta: Para a pessoa realizar‐se como ser humano.”

“As potencialidades criativas afluem da vida espiritual inerente à consciência e às suas
inquietudes. E a realização dessas potencialidades nunca se afigurou aos homens como um divertimento, mas sim como uma necessidade e um real desafio. A arte é uma necessidade de nosso ser, uma necessidade espiritual tão premente quanto as necessidades físicas. A prova disso é o fato irrefutável de todas as culturas na história da humanidade, sem exceção, desde o passado mais remoto até os tempos presentes, terem criado obras de arte, em pintura, escultura, música,dança, como expressão do essencial da realidade de seu viver – uma realidade de dimensões bem maiores do que a utilitarista. As formas de arte representam a única via de acesso a este mundo interior de sentimentos, reflexões e valores da vida, a única maneira de expressá‐los e também de comunicá‐los aos outros. E sempre as pessoas entenderam perfeitamente o que lhes fora comunicado através da arte. Pode‐se dizer que a arte é a linguagem natural da humanidade.” Fayga Ostrower


“No trabalho de arteterapia, quando a pessoa começa a mexer com materiais de arte,
ela vai se deliciando com a fluidez de uma cor lentamente se misturando com a outracom as formas que as pressões de seus dedos vão criando na argila... esses efeitos a vão fascinando, banhando-a internamente e, sem que se dê conta, vai acalmando o seu ritmo interno, entrando em outra sintonia... E, nesse sentido, o trabalho com arte é uma meditação ativa.” Selma Ciornai


Cito aqui literalmente a Dra.Achterberg, por ter definido tão sensível e profundamente a experiência do sagrado ‐ depois de ler sua definição, não consegui pensar numa forma melhor de colocar essa questão:

“Sabemos que existem aspectos poderosos e invisíveis em nosso ser. Tudo é sagrado – o oxigênio é sagrado, o hidrogênio é sagrado porque nosso espírito vive nessas moléculas, e a consciência, seja lá o que seja, pode adentrar aquilo que chamamos de matéria, interagir com ela, amá‐la, compreendê‐la.
O carbono em nossos ossos foram um dia parte das estrelas, o sangue em nossas veias foram um dia parte dos oceanos, e os fluidos em nossos corpos que estão dançando com a lua e as estrelas, o sol e as marés, somos todos nós... Pensem em nossos pulmões, e de como respiramos moléculas de cada santo, sábio e pessoas que amamos... Não somos separados. Pensem neste círculo de cura e nos vínculos que existem entre nós. Somos quimicamente relacionados, não terminamos em nossas peles. Somos realmente moléculas de luz concentradas e dançantes... E quando penso em mim e nas pessoas a minha volta desta forma, meus pensamentos voltam‐se a idéias mais transcendentes do que as que normalmente contemplamos em nossa consciência. Então, espero que a medicina, e por medicina me refiro a tudo o que ajuda nos processos de cura, possa realmente começar a levar em conta a totalidade do que somos, a considerar que não terminamos em nossas peles, e que o que está além de nossas peles talvez seja mais fundamental para nossos processos de cura. E que o acesso de um a outro, ao mundo interno, ao mundo mais transcendente pode bem ser as visões, imagens ou sonhos imateriais.”


Cada um de nós necessita de um canal de expressão a que recorrer quando estamos vivendo momentos onde sentimos nossa alma mergulhar em uma noite negra e sombria. Para uns é pintar, para outros é escrever, o que importa realmente é poder reacender e manter o fogo criativo. Quando as pessoas começam a expressar‐se através da dança, das artes plásticas, da música, o que elas expressam é verdadeiro, original, espontâneo.
A arteterapia como poder de cura se espalha hoje em dia por hospitais, clínicas, escolas e instituições. Não para levar as pessoas a serem artistas do pincel ou do lápis, mas para que possam ser artistas do manter‐se vivos e bem. O que pode ser mais sagrado que isso?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ACHTERBERG, Jeanne. “Imagética e Cura”. In Revista Arteterapia: Reflexões, nº 3,
99/2000,
p. 21‐27.
ARNHEIM, Rudolf. Arte & Percepção Visual. São Paulo, Pioneira, 2005.
CIORNAI, Selma. Percursos em Arteterapia. São Paulo, Summus, 2004.
DETHLEFSEN, Thorwald e DAHLKE, Rüdiger. A Doença como Caminho. São Paulo,
Cultrix, 1983.
LIEBMANN, Marian. Exercícios de Arte para Grupos. São Paulo, Summus, 1994.
OSTROWER, Fayga. Acasos e Criação Artística. Rio de Janeiro, Elsevier, 1999.
OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Petrópolis, Vozes, 2004.
OSTROWER, Fayga. A Sensibilidade do Intelecto. Rio de Janeiro, Campus, 1998
PAIN, Sara e JARREAU, Gladys. Teoria e Técnica da Arte‐Terapia. Porto Alegre, Artmed,
1994
Marta E. Maltoni Gehringer ARTETERAPIA Um Caminho Transpessoal Campinas - Dezembro/2005

Atividade Expressiva:
Mito_Prometeu

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.

Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos,  políticos e culturais.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo.
A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

O Céu e Terra já estavam criados. A parte ígnea, mais leve, tinha-se espalhado e formado o firmamento
O ar colocou-se de seguida. A terra, como era mais pesada, ficou por baixo e a água ocupou o ponto inferior, fazendo flutuar a terra. Neste mundo assim criado, habitavam as plantas e os animais. Mas faltava a criatura na qual pudesse habitar o espírito divino.

Foi então que chegou à terra o Titã Prometeu, descendente da antiga raça de deuses destronada por Zeus.
O gigante sabia que na terra estava adormecida a semente dos céus. Por isso apanhou um bocado de argila e molhou-a com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem, à semelhança dos deuses, para que fosse o senhor da terra. Tirou das almas dos animais características boas e más, animando assim a sua criatura. E Atena, deusa da sabedoria, admirou a criação do filho dos Titãs e insuflou naquela imagem de argila o espírito com o sopro divino.

Foi assim que surgiram os primeiros seres humanos, que logo povoaram a terra. Mas faltavam-lhes conhecimentos sobre os assuntos da terra e do céu. Vagueavam sem saber a arte da construção, da agricultura, da filosofia. Não sabiam caçar ou pescar - e nada sabiam sobre a sua origem divina.

Prometeu aproximou-se e ensinou às suas criaturas todos esses segredos. Inventou o arado para o homem poder plantar, a cunhagem das moedas para que houvesse o comércio, a escrita e a extracção do minério. Ensinou-lhes a arte da profecia e da astronomia, enfim todas as artes necessárias ao desenvolvimento da humanidade.

No entanto faltava-lhes ainda um último dom para se puderem manter vivos - o fogo. Este dom, entretanto, havia sido negado à humanidade pelo grande Zeus. Porém, Prometeu apanhou um caule do nártex, aproximou-se da carruagem de Febo (o Sol) e incendiou o caule. Com esta tocha, Prometeu entregou o fogo para a humanidade, o que lhe dava a possibilidade de dominar o mundo e os seus habitantes.

Zeus, porém, irritou-se ao ver que o homem possuíra o fogo e que a sua vontade tinha sido contrariada. Por isso tramou no Olimpo a sua vingança. Mandou que Hefesto fizesse uma estátua de uma linda donzela, a que chamou Pandora - "a que possui todos os dons",(uma vez que cada um dos deuses deu à donzela um dom). Afrodite deu-lhe a beleza, Hermes o dom da fala, Apólo, a música. Vários outros encantos foram concedido à criatura pelos deuses.

Zeus pediu ainda que cada imortal reservasse um malefício para a humanidade. Esses presentes maléficos foram guardados numa caixa, que a donzela levava nas mãos. Pandora, então, desceu à terra, conduzida por Hermes, e aproximou-se de Epimeteu - "o que pensa depois", o irmão de Prometeu - "aquele que pensa antes" e diante dele abriu a tampa do presente de Zeus. Foi então que a humanidade, que até aquele momento havia habitado num mundo sem doenças ou sofrimentos, se viu assaltada por inúmeros malefícios. Pandora tornou a fechar a caixa rapidamente, antes que o único benefício que havia na caixa escapasse - a esperança.

Zeus dirigiu então a sua fúria contra o próprio Prometeu, mandando que Hefesto e seus serviçais Crato e Bia (o poder e a violência) acorrentassem o Titã a um penhasco do monte Cáucaso. Mandou ainda uma águia devorar diariamente o fígado de Prometeu que, por ser ele um Titã, se regenerava. O seu sofrimento durou por inúmeras eras, até que Hércules passou por ele e viu o seu sofrimento. Abateu a gigantesca águia com uma flecha certeira e libertou o cativo das suas correntes. Entretanto, para que a vontade de Zeus fosse cumprida, o gigante passou a usar um anel com uma pedra retirada do monte. Assim, Zeus sempre poderia afirmar que Prometeu se mantinha preso ao Cáucaso.( Olga Pombo:  opombo@fc.ul.pt)

Prometeu era um dos quatro filhos de Jápeto e Clímene e pertencia à raça dos Titãs. Como era um adivinho, previu a derrota de seu povo e tornou-se amigo de Zeus. Segundo a tradição (que não consta da Teogonia de Hesíodo), Prometeu criou os primeiros seres humanos na Terra. Bem antes da vitória de Zeus sobre os Titãs, Prometeu foi um benfeitor da humanidade.

Atividade Expressiva.
Apanhou um bocado de argila e molhou-a com um pouco de água de um rio. Com essa matéria fez o homem, à semelhança dos deuses, para que fosse o senhor da terra. Tirou das almas dos animais características boas e más, animando assim a sua criatura.

Deu ao homem uma centelha do fogo celeste.

Após falar do mito, foi realizado uma meditação e após cada um escolheu o material para fazer suas mandalas.
Argila
Gluter
Cola
Cartolina de varias cores
Flores
Outros materiais disponíveis.

Meditação.
Fechem os olhos
Respire profundamente.
Entre em contato com seu corpo desde a cabeça até os pés,
Vai observando cada parte do seu corpo, observa se há alguma parte com tensão, entre em contato com essa tensão essa dor.

Agora imagine uma linda luz dourada no topo de sua cabeça, faça a mesma coisa deixe essa luz entrar em seu corpo desde a cabeça até os pés, como se fosse uma escanea, sintam cada vez mais leve, relaxado, protegidamente vai com essa luz até a saída pelos pés.

Sinta cada vez mais leve e relaxado, protegidamente.

Agora vai para seu santuário, seu lugar seguro. Onde busca força, energia, felicidade, senta o quanto esta leve, relaxado.

Agora sinta o som das águas, você chega próximo e encontra um lindo riacho, com águas cristalinas, sente e fica observando a calma que esse som lhe traz, na beira você encontra uma argila branca, você retira um pouco dessa argila e faz uma linda peça, logo adiante você encontra varias pessoas ao redor de uma fogueira, algumas estão com suas peças no fogo, você aproxima e coloca a sua nesse fogo, ao seu lado há uma pessoa no qual lhe dá uma peça de presente, você a recebe e agradece o seu presente.

Você faz o mesmo ao aproximar outra pessoa, você pega a sua peça e oferece para a pessoa. Agradece a todos por esse momento e pelo presente que lhe foi ofertado.

Toma uma respiração profunda e volta para o seu momento atual.

Após a meditação cada um inicia a construção de sua mandala.
Veja abaixo os desenhos construindo e a analise de uma delas.

ATIVIDADE o CAMINHO DO Herói.

Citando Junito Brandão o mito não é definido como um conceito, objeto ou idéia, ele não tem uma definição finita, mas aponta caminhos para significações amplas de modo a que encontremos explicações que dêem sentido às nossas relações.
De acordo com Jung, nos mitos e contos de fada temos a anatomia comparada da psique, temos o norte (a direção), a base, para nos relacionarmos, é uma dimensão paralela ao nosso mundo instintivo, biológico, há o mundo arquetípico, a dimensão ultravioleta, formando o oposto matéria-espírito, formando a base de relacionamento das relações na vida de cada um.
            A base é comum, mas em cada ser, cada momento histórico, cada cultura, cada lugar, essa relação se dá de forma diferente. São as linhas que herdamos ao fazer parte da humanidade, e com elas vamos tecendo as nossas relações.
            Essa dimensão simbólica que está na base de nossos relacionamentos, é o acesso a ela que permite o processo de transformação, o contato com os mitos e contos podem fazer com que o indivíduo entre em contato com esses seus aspectos internamente. Por exemplo, buscar as figuras de pai e mãe em mitos como modelos exemplares na falta dos vínculos de pai e mãe naturais de modo que a criança se vincula a eles como referência, já que não a tem na realidade, buscando essa conexão arquetípica  com o materno e o paterno, de forma que ela vivencie esse modelo e traga para ela e para sua vida seus significados.
            Uma das dimensões de constituição da personalidade é a da natureza de forma a propiciar a integração de seus aspectos, p.ex. a mãe-terra, as sementes, a árvore, como elementos positivos de forma a se relacionar com os significados do Pai-céu da Mãe-terra. Isso pode ser vivenciado por atividades diversas, desde o mero contato com a luz do Sol na própria pele (que aquece, conforta) como um carinho paterno, como também o carinho da terra como elemento que acolhe a semente (criança), e suas possibilidades de ser.
            É importante vivenciar esses aspectos de forma a utilizar a natureza, os contos, os mitos, como espelho daquilo que nos falta, ou está submerso, aquilo que necessitamos integrar na nossa vida, de forma a hamornizá-la.
            Realidade, fantasia estão unidos nesse mundo arquetípico dos mitos, numa linguagem simbólica de realidades humanas, do universo, da natureza, que são separados na nossa consciência, acessíveis apenas pelo nosso inconsciente. A Arteterapia é um agente facilitador ao acesso dessa dimensão psíquica.
            Essa dimensão mítica está mais acessível e mais próxima da criança, quando nos tornamos adultos nos distanciamos dela, no entanto ela é presente por toda a vida.
            Os mitos de criação eram mais utilizados nos rituais de cura, a pessoa era levado de volta para o tempo em que foi criada, no exato instante em que ela saiu da mão do criador, para que renasça, entende-se que nesse momento do nascimento ela está perfeita nas mãos do criador, assim ela será criada de novo, regenerada e retornará perfeita. A doença física e psíquica é decorrente da não existência da troca de energia ente o consciente e o inconsciente.

 

O mito do Herói

            O herói faz uso de suas escolhas, sai do seu meio, da sua origem, entra em contato com alguma fonte de poder e aprende coisas (possibilidades não integradas ainda na consciência)  e tem um tutor, uma fada madrinha, um protetor com quem é preparado para a execução de suas tarefas, enfrenta provas, e conquista, faz uma jornada em busca do seu inconsciente entrando em contato com algo que lhe é desconhecido. Na conquista das provas ele traz forças do inconsciente para a sua consciência. Então ele retorna para seu meio e compartilha daquilo que conquistou.
            As etapas do mito do herói podem ser:

  • enfrentamento de dificuldades

  • busca de um tesouro

  • luz sobre regiões sombrias desconhecidas

  • traz novas possibilidades


Atividade do Caminho do Herói
Leitura do Conto Hino da Pérola

Esse conto também está associado à questão da criatividade. Faremos uma atividade em que produziremos um mapa do tesouro, isso quer dizer que você pode fazer um cartaz daquilo que você quer concretizar na sua vida, procurando imagens dos sonhos já em sua mente. Seu cérebro responde como se isso já fosse concretizado.

  • Caminho do Herói


Divide um papel em três partes

    • espaço a esquerda : nesse local você colocará a sua fonte de poder, aquilo que é sagrado para você, o que é maior, aquilo a que você recorre. Em termos psíquicos é o inconsciente, o self em termos coletivos, é a concepção de Deus, algo muito maior, aquilo que é Deus para cada um (natureza, sagrado, fonte de poder)

    • espaço no centro : o eu superior, nesse local está seu mestre interno, os guias, no caminho do herói é aquele que lhe fornece os meios, do guia, mestre interior, o sábio dentro de nós, pode ser a sua criança interior, uma animal, uma sabedoria interna. O mestre interno faz a ponte entre o consciente e o inconsciente.

    • Espaço à direita: é aquilo em cuja direção você está caminhando agora, o que você quer da sua vida (profissão, casa, casamento, etc) aquilo que expresse o tesouro que você quer acessar.

Uma técnica indicada para a confecção desse trabalho é a colagem, pode ser também o desenho ou os dois juntos, mas a imagem pronta ajuda muito. É uma forma interessante de se construir um projeto de vida, visualizando qual é o seu horizonte, para onde você está caminhando.

 

Ao invés de dividir em 3 partes, pode-se construir um caminho porque algumas pessoas tem dificuldade em unir sonho e realidade. O ponto de partida é onde eu estou, a minha realidade agora como forma de aceitar ela para poder transforma-la, o caminho é construído da esquerda (passado, realidade, inconsciente) para a direita (futuro, consciência) colocando à esquerda onde se está e a direita onde se quer chegar, colocando um caminho construído com imagens daquilo que se precisa e do que é necessário conquistar para chegar ao tesouro.

“caminho do herói” ou o “mapa do tesouro” (BERNARDO, 2008, 2009b). Nessa atividade, coloco aos participantes duas possibilidades: em uma, a pessoa representa no início do caminho seu ponto de partida (seu momento atual); no final, o que deseja conquistar, onde quer chegar (representando seus sonhos realizados, seus ideais);e entre esse dois pontos faz o caminho, que é como uma ponte entre a realidade e a fantasia, colocando imagens que representem os desafios e as habilidades que precisará atravessar e conquistar para chegar aonde quer.A outra possibilidade é dividir a cartolina em três partes: na primeira, à esquerda, a pessoa coloca figuras que representem a fonte de poder, o que considera sagrado; no meio coloca imagens que representem formas de entrar em contato com essa fonte, com seu mestre ou guia interior; e, à direita, aparecem figuras mostrando seus sonhos realizando-se, seus “tesouros” sendo conquistados e, assim, trazidos à realidade, transformando-a.Há ainda outra vivência que criei para trabalhar o tema do retorno dessa jornada interior, de onde nunca se volta de mãos vazias: a confecção de um “baú de tesouros”, a partir de argila, sementes e outros apetrechos (que podem ser peças de bijuterias desmontadas, como miçangas,correntes douradas e prateadas, cristais etc.). Acho interessante iniciar essa vivência com algum conto. Um dos contos que utilizo aqui é um conto sufi: O hino da pérola, em que o casal real diz ao seu filho, um príncipe de uma terra distante, que, para se tornar rei, ele precisaria empreender uma jornada para longe de sua casa em direção ao mar, onde deveria mergulhar bem fundo, enfrentar uma besta escura, e trazer à tona uma pérola de grande valor, a qual deveria ser trazida para casa em segurança.O príncipe sai em sua busca e leva quarenta dias e quarenta noites para chegar ao seu destino.Chegando à cidade portuária, cansado da viagem, entra em um bar. Lá bebe cerveja com os pescadores locais e conversa com eles, que lhe oferecem trabalho e um lugar para ficar. O príncipe, então, passa a viver como eles, chegando a ficar noivo de uma bela mulher, vindo a esquecer-se do que tinha ido fazer ali.Seus pais, preocupados com a demora de seu retorno, enviam-lhe um mensageiro – um pombo – para que ele se lembre de seu propósito. Ao ver o pássaro, o príncipe recorda-se de quem é e do que foi fazer lá. Imediatamente, sai da taverna, mergulhando no oceano. Encontra-se, então, com uma besta, inicialmente assustando-se com ela, até que percebe que ela era uma criação sua, espelhando seus medos e complexos. Diante da ausência de medo por parte do príncipe, a besta sai de sua frente, e ele mergulha mais fundo, até encontrar uma enorme ostra. O príncipe abre a ostra e retira de seu interior a maior pérola que já viu. Ao retornar com a pérola ao seu reino, torna-se rei (segundo versão relatada por PERRY, 1995).Esse conto nos remete a outro, de Jorge Luis Borges (1983 apud FREITAS, 1987), em que um homem que mora no Cairo sonha que, se ele fosse até Isfajã, encontraria lá um tesouro; e ele assim o faz. Ao chegar lá, adormece em uma praça em meio a ladrões e por isso acaba sendo preso junto com eles. O cádi (juiz) questiona sobre os motivos que levaram o homem a estar lá, ao que ele lhe responde que estava lá por causa de seu sonho. O cádi ri e lhe conta que também tivera um sonho certa vez, por três noites, com um tesouro que estaria enterrado em uma casa no Cairo, sob umafonte próxima a um relógio de sol, no jardim dessa casa, e observa que ele nunca acreditou na veracidade do sonho. O cádi deu uma moeda para o egípcio voltar para sua casa, aconselhando-o a deixar de lado tal tolice de acreditar em sonhos. O homem assim o fez, não pelo que o cádi lhe
Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia. A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar.

Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.
Como resultado, uma linda pérola é formada.
Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada:
a.. Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
b.. Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
c.. Suas idéias já foram rejeitadas?
d. Se sentiu rejeitado ou discriminado?
e. Foi traído por quem confiava?

Então produza uma pérola... cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor.
Lembre-se apenas de que uma ostra que não foi ferida, não produz pérolas - pois uma pérola é uma ferida cicatrizada.

 

O Hino da Pérola
(segundo Foster Perry)

Era uma vez um príncipe de uma terra distante, a quem foi prometido que ele se tornaria rei se cumprisse uma tarefa especial. Ele tinha de viajar para longe de sua casa e enfrentar uma besta escura, que guardava uma pérola de grande valor situada no fundo do oceano. Se ele vencesse a besta e encontrasse a pérola, trazendo-a de volta em segurança, ele seria coroado rei.
            O príncipe empreendeu a sua jornada, levando quarenta dias e quarenta noites para chegar a seu destino. Cansado após sua longa viagem, ele entrou num bar na cidade portuária. Bebeu um pouco de cerveja,
e os pescadores locais começaram a conversar com ele. Ofereceram-lhe trabalho e um lugar para ficar. Ele aceitou a oferta. Passou a vestir-se como os habitantes do lugar, comia o mesmo tipo de comida e ficou noivo de uma bela mulher. Tornou-se indistinguível dos pescadores e esqueceu-se completamente de sua busca da pérola. Enquanto isso, os pais do príncipe ficaram preocupados, já que muito tempo havia passado sem nenhuma notícia dele. Decidiram enviar-lhe um pombo com uma mensagem, recordando o seu verdadeiro propósito.
            O pássaro voou para a taverna onde o príncipe estava bebendo com os seus camaradas. Apenas o príncipe podia ver o pombo, muito embora ele entrasse voando na taverna através de uma janela aberta e fosse pousar em seu ombro. A mensagem trazida pelo pombo penetrou no coração do príncipe e ele começou a se lembrar de sua missão e quem era ele.
            Imediatamente o príncipe caminhou para fora da taverna e mergulhou no oceano. Submergiu cada vez mais, até que a besta apareceu. Ela era a encarnação de todos os seus temores, complexos e pensamentos negativos. De início ficou assustado, mas depois compreendeu que a besta não era real, mas somente um espelho de sua própria mente. Ele tinha de enfrentar-se. Precisava compreender a natureza da besta em sua própria psique.
            Percebendo que o príncipe não tinha medo, a besta moveu-se para o lado. O príncipe então mergulhou até o fundo do oceano, onde encontrou uma ostra imensa. Abriu a ostra e pegou a maior pérola que já tinha visto. Aquela pérola era a sua alma. Com ela retornou em segurança a seu reino e se tornou um rei sábio e compassivo.


 


O Quadro de Pano
conto tibetano

O conto começa quando uma mulher viúva e pobre, que vive numa região árida aos pés da montanha, é levada por uma grande emoção a comprar um quadro com o dinheiro proveniente da venda de seus bordados, em vez de comprar comida para seus três filhos (os dois mais velhos eram preguiçosos e acomodados, mas o caçula era prestativo e trabalhador).

O quadro adquirido representava casas e animais cercados por um ambiente natural esplendoroso, um local semelhante em sua estrutura geográfica à aldeia em que a viúva morava em situação precária.

Ao contemplá-lo, a mulher sentia-se muito feliz. No entanto, sua atitude foi severamente criticada pelos filhos mais velhos (que consideravam a compra como um desperdício de dinheiro).  Apenas o caçula compreendeu e apoiou a mãe, sugerindo que ela bordasse um quadro tendo este como modelo.  Os outros irmãos temiam que a mãe deixasse de sustentá-los se assim o fizesse. A viúva decidiu-se por trabalhar durante o dia para alimentar sua família e bordar seu quadro durante a noite até o amanhecer. Como o trabalho noturno era feito à luz de uma tocha, seus olhos foram ficando irritados e deles saíram lágrimas e sangue, que caindo sobre o bordado passavam a ser integrados à paisagem.

Em três anos seu trabalho foi concluído. Enquanto os irmãos mais velhos achavam que a mãe poderia vendê-lo por uma fortuna, o mais novo observou que contemplar o quadro equivalia a compartilhar de sua riqueza.
A mãe pendurou o quadro de pano no lado de fora da casa para que pudesse receber a luz do dia e ter assim suas cores realçadas. Subitamente uma ventania carregou o quadro, que não foi mais encontrado. A mãe ficou desconsolada, como se tivesse perdido o sentido de viver. Pediu ao filho mais velho que procurasse o quadro, ele seguiu em direção ao leste.  Após vários meses de peregrinação, chegou a uma casa de pedra na frente da qual havia um cavalo, também de pedra, que parecia dirigir-se a uns morangos (como se quisesse comê-los).  Nessa casa, morava uma velha senhora que lhe revelou o destino do quadro e como o encontra.

O quadro estava em posse das fadas da Montanha Ensolarada, que o pegaram emprestado com o intuito de reproduzi-lo.  Para resgatá-lo seria preciso arrancar os próprios dentes com uma pedra e implantá-los no cavalo, o qual então voltaria à vida, comeria os morangos e levaria o rapaz até a montanha das fadas. No caminho atravessaria um vulcão, uma geleira e o mar, sendo que o rapaz não poderia dar sequer um suspiro, sob pena de (se assim o fizesse) ser consumido pelas chamas, quebrado pelo gelo ou afogado pelas ondas do mar.
Diante disso, o filho mais velho desistiu de seu intento, recebendo da velha senhora algumas moedas para sua volta à casa.  Mas em vez de regressar, resolveu ir para a cidade gastar esse dinheiro, e acabou ficando por lá. Depois de algum tempo, o segundo filho seguiu os passos do primeiro e teve o mesmo comportamento e destino.

Já sem forças, a mãe solicitou a ajuda do caçula, o qual chegando à casa de pedra decidiu-se por arrancar os próprios dentes e levar a cabo a grande travessia em direção à Montanha Ensolarada. Lá encontrou as fadas tecendo um quadro semelhante ao de sua mãe. Uma delas, vestida de vermelho, chamou especialmente a sua atenção. As fadas lhe ofereceram néctar e ambrosía ("como convém aos imortais") e continuaram seu trabalho até o anoitecer, com a ajuda do brilho emanado por uma pérola pendurada no teto. O rapaz então adormeceu.  Durante seu sono, a fada de vermelho bordou-se no quadro de sua mãe.

O rapaz acordou à meia noite, quando as fadas já haviam concluído o seu bordado, e regressou com o quadro de pano para a casa de pedra.  Lá chegando, teve seus dentes reimplantados (momento em que o cavalo voltou a ser de pedra) e recebeu da velha senhora sandálias de pele de cervo que o fizeram retornar imediatamente à casa de sua mãe.

A viúva, que estava à morte, restabeleceu-se prontamente ao reencontrar seu quadro. Ao ser desenrolado (na área externa da casa) uma nova ventania fez com que o quadro se expandisse, transformando tudo ao redor na paisagem por ele representada.  Nisso, o rapaz avistou a fada de vermelho, com quem se casou. os irmãos mais velhos, que se tornaram mendigos, retomaram à aldeia ao tomarem conhecimento do ocorrido No entanto, envergonharam-se de sua situação, saíram de lá e nunca mais retomaram.

"O caçula, ao lado da mulher fada e da mãe, viveu feliz por muito tempo, numa região rica e ensolarada". (in Bonaventure, J. – O que Conta um Conto).



UM MITO DE DOIS IRMÃOS
Lição sobre como prosperar


Essa história do leste da África tem muito a nos ensinar sobre as leis invisíveis que devem ser cumpridas para que encontremos o que buscamos no mundo.
Um dos irmãos não compreendeu a mensagem, o outro, sim - não porque fosse mais inteligente ou mais forte, mas por ter atendido às necessidades daqueles que encontrou no caminho.
Era uma vez um homem que tinha dois filhos. O mais velho chamava-se Mku­nare e o mais novo, Kanyanga. Eram tão pobres que não tinham uma única vaca. Um dia, Mkunare propôs-se a ir até Kibo, um dos dois picos do Monte Kiliman­jaro, porque ouvira dizer que lá governava um rei que era generoso com os pobres. Assim, tinha esperança de cumprir o que julgava ser sua vocação, que era salvar sua família e seu povo.
Mkunare pegou um punhado de mantimentos - tudo que não fosse fazer falta - e partiu para o alto da montanha. Depois de algum tempo, encontrou uma velha sentada à beira do caminho. Ela estava com os olhos tão machucados que não conseguia enxergar. Mkunare a cumprimentou.
- Por que vieste a este lugar?, disse a velha, em resposta.
- Estou procurando o rei que mora no alto da montanha, explicou Mkunare.
- Lambe meus olhos para limpá-Ios, disse ela, e eu te direi como chegar lá.
Mas Mkunare teve nojo demais daqueles olhos doentes para lambê-Ios, e seguiu seu caminho. Mais adiante, chegou à região dos Konyingo (o Povo Peque­:10, ou Gente Miúda), e viu um grupo de homens sentados no curral de seu rei.

132     Uma Viagem através dos Mitos

Eram homens muito pequenos, do tamanho de meninos, e Mkunare presum:..­erroneamente, que se tratava de crianças.
- Olá!, chamou-os. Onde posso encontrar vossos pais e irmãos mais velhc,­Os Konyingo responderam: - Espera aqui até eles chegarem.
Mkunare esperou até o anoitecer, mas não apareceu ninguém. Antes do ca:~ da noite, os Konyingo levaram seu gado para o curral e mataram um animal pa~:. a refeição noturna, mas não deram nenhuma parte de sua carne a Mkunarc Disseram que ele devia esperar até que seus pais e irmãos mais velhos chegassec Cansado, faminto e decepcionado, Mkunare tomou o caminho da descida c:. montanha e novamente passou pela velha sentada à beira da estrada. Embo~:. tentasse convencê-la, ela se recusou a lhe dizer o que havia acontecido com ele. i\:. volta, o rapaz se perdeu pelas regiões desabitadas e levou um mês para chegar ee casa. Assim, fracassou em sua busca e disse a seus companheiros de tribo que TI: alto do monte Kibo havia um povo com grandes rebanhos de gado, mas que, po~ ser mesquinho, não dava nada aos estranhos.
Então, Kanyanga, o irmão mais novo, resolveu subir a montanha, num:. segunda tentativa de diminuir a pobreza da família. Passado algum tempo, tam­bém ele encontrou a velha sentada à beira da estrada. Cumprimentou-a e, quandc ela lhe perguntou por que tinha ido até lá, disse-lhe que estava procurando ore: que morava no topo da montanha.
- Lambe meus olhos para limpá-los, disse-lhe a velha, e eu te direi come chegar lá.
Kanyanga apiedou-se dela e lambeu cuidadosamente seus olhos.
- Continua tua subida, disse-lhe ela, e chegarás ao povoado do rei. 0, homens que lá encontrarás não são maiores do que meninos, mas não te precipite3 concluindo que são crianças. Dirige-te a eles como membros do conselho do rei c cumprimenta-os respeitosamente.
Mais acima, Kanyanga chegou ao curral do rei dos Konyingo e cumprimentol:. respeitosamente os homenzinhos. Eles o levaram até o rei, que ouviu seu pedidc de ajuda e ordenou que lhe dessem uma refeição e um lugar para passar a noite Em troca de sua hospitalidade, Kanyanga ensinou aos Konyingo os encantamen­tos e remédios que protegem as plantações contra os insetos e outras pestes, é também os que barram invisivelmente o caminho contra a invasão dos inimigos_ Os membros do Povo Pequeno ficaram tão satisfeitos com esses novos método3 que cada um deu a Kanyanga um animal de seu rebanho; e ele desceu a montanha tocando o gado à sua frente e entoando a canção dos boiadeiros. E assim Kanyangê. prosperou, tal como seus companheiros de tribo, mas o povo compôs sobré Mkunare, seu irmão mais velho, uma canção que até hoje é cantada:
- Ó Mkunare, espera que os pais deles cheguem. Que direito tens de desprezar a Gente Miúda?


FAETONTE E O CARRO DO SOL
Ir longe demais, com pressa demais


O triste mito grego de Faetonte revela muitas das aspirações e dificuldades do jovem que procura encontrar seu lugar no mundo, e faz uma dura advertência contra as tentativas de se ir longe demais com pressa demais. E também nos ensina - o que talvez seja mais importante - que tentar copiar o pai ou mãe que admiramos nem sempre é um modo sábio de descobrir a própria vocação.
Sustentado por colunas luminosas, o palácio de ApoIo, o deus sol, erguia-se reluzente e brilhante no céu. A esse belo palácio dirigiu-se Faetonte, filho de ApoIo com uma mortal. Faetonte viu seu pai divino sentado num imenso trono de ouro, cercado por seu séquito: os Dias, os Meses, os Anos, os Séculos, as Estações e, movendo-se com graça de um lado para outro, as Musas, entoando doces melo­dias. ApoIo notou com surpresa o belo jovem que se postara diante da glória que o cercava, fitando-a com admiração silenciosa.
- Por que vieste aqui, meu filho?, perguntou-lhe.
- Os homens andam zombando de mim na Terra e caluniando minha mãe,
Climene, respondeu Faetonte. Dizem que apenas finjo ser de origem divina e que, na realidade, sou simplesmente o filho de um homem qualquer. Assim, vim implo­rar-te um sinal que prove ao mundo que meu pai é realmente ApoIo, o deus sol.
ApoIo se levantou e abraçou o filho com ternura. - Jamais te renegarei perante o mundo, disse ao rapaz. Mas, se precisas de algo além de minha palavra, juro pelo rio Estige que teu desejo será atendido, seja ele qual for.

_ ":i1 '. -iagem através dos Mitos

- Então realiza meu sonho mais fantásticol, disse Faetonte. Deixa-me guiar a carruagem alada do sol por um dia!

O medo e o desgosto ensombreceram o rosto luminoso do deus. - Incitas­te-me a dizer palavras duras, disse ele com tristeza. Quisera eu poder desfazer minha promessa! É que me pediste algo que está além de tuas forças. És jovem, és mortal, mas anseias por aquilo que só é concedido aos deuses, e nem mesmo a todos eles, pois só eu estou autorizado a fazer o que tanto queres tentar. Meu carro tem que percorrer um trajeto íngreme. É uma subida difícil para os cavalos, mesmo quando estão descansados no alvorecer. O centro do trajeto fica no zênite do céu. Muitas vezes, eu mesmo me sinto abalado pelo medo, quando me ponho de pé em meu carro naquela altitude. Minha cabeça gira quando baixo os olhos para a Terra, lá embaixo. E o último trecho do caminho é uma descida abrupta, que requer mão firme nas rédeas. Ainda que eu te desse meu carro, como poderias controlá-lo? Não insistas em que eu cumpra a palavra que te dei; corrige teu desejo enquanto ainda há tempo. Escolhe qualquer outra coisa que o céu e a Terra possam oferecer. Mas não peças essa coisa perigosa!

Mas Faetonte pediu e insistiu e, afinal, ApoIo dera sua palavra sagrada. Assim, ele pegou o filho pela mão e o conduziu até o carro do sol. O timão, o eixo e os aros das rodas eram todos de ouro, os travões eram de prata e a canga reluzia com pedras preciosas. Enquanto Faetonte se deslumbrava, o alvorecer acordou no leste. ApoIo ordenou que as Horas atrelassem os cavalos e besuntou o rosto do filho com um ungüento mágico, para permitir que ele suportasse o calor das chamas.

- Meu filho, poupa as esporas e utiliza as rédeas, pois os cavalos correrão sozinhos, disse ele. Teu trabalho consistirá em lhes refrear a corrida. Fica longe dos pólos sul e norte. Não avances lento demais, para que a Terra não pegue fogo, nem vás alto demais, para não queimares o céu.

O rapaz mal escutou os conselhos do pai. Pulou para dentro do carro, e os cavalos partiram aos saltos pelo trajeto, rompendo as brumas da manhã. Mas logo sentiram que seu fardo era mais leve que de hábito, e a charrete rodopiou confusamente pelo ar, ziguezagueando sem rumo de um lado para outro, enquan­to os cavalos se afastavam dos caminhos conhecidos do céu e empurravam uns aos outros numa pressa selvagem. Faetonte ficou amedrontado; não sabia por onde puxar as rédeas, nem onde estava, e não conseguia conter os animais. Quando olhou para a Terra lá embaixo, seus joelhos tremeram de pavor. Queria chamar os cavalos, mas não sabia seus nomes. Gelado de medo, soltou as rédeas e, no mesmo instante, os cavalos saltaram para os lados, entrando em regiões desconhecidas do ar. Roçaram em flocos de nuvens, que se inflamaram e começaram a incendiar. Dispararam em direção às estrelas fixas, e a Terra se enregelou e os rios se transformaram em gelo.

Faetonte e o Carro do Sol           137

Em seguida, os cavalos mergulharam em direção à Terra. A seiva das plantas secou, e as folhas das árvores nas florestas se encolheram e irromperam em chamas. O mundo se incendiou e Faetonte começou a sofrer com o calor insupor­tável: foi torturado pela fumaça e pelas fagulhas lançadas para o alto pela Terra ardente; uma fumaça negra como o piche subiu a seu redor, e então seu cabelo pegou fogo. Ele caiu do carro e rodopiou no espaço como uma estrela cadente, até ser finalmente tragado pelos braços do oceano, lá embaixo.
ApoIo, seu pai, que havia temido e depois testemunhado essa destruição, cobriu sua cabeça radiosa e pôs-se a remoer sua tristeza. Dizem que esse dia não trouxe nenhuma luz para o mundo; apenas o enorme incêndio brilhou por toda parte.

COMENTÁRIO: Faetonte, como muitos jovens enérgicos e inconseqüentes, quer ser alguém importante na vida. Sente·se ferido pela zombaria dos outros, que afirmam que ele não é filho de ninguém, que não é filho do radiante deus sol. Como é comum ouvirmos os jovens se gabarem de quem são seus pais, na esperança de tomarem emprestado um pouco do sucesso e da posição dos mais velhos, antes de alcançá-Ios por si próprios! E, com igual freqüência, podemos ouvir filhos de pessoas que alcançaram pouco sucesso material, envergonhados de sua origem humilde, gaba­rem-se de uma ascendência imaginária, para conseguir a admiração dos que os cercam. Faetonte não é mau nem tolo, mas não é suficientemente maduro para esperar a hora certa e trabalhar pelo dia em que o sucesso e o reconhecimento possam ser fruto de seus próprios esforços e habilidades. Ele está atrás de seu lugar no mundo, à procura de uma verdadeira vocação, mas impaciente por colher as recompensas, sem antes compreender sua capacidade e suas limitações.
Apoio, que nessa história é um pai amoroso e interessado, quer fazer o possível para ajudar o rapaz a se firmar nos próprios pés. Assim, precipita-se a prometer qualquer coisa que ele queira, talvez, em parte, para compensar sua negligência. Esse é o equivalente mítico de deixar um filho pegar o carro emprestado antes de tirar a carteira de motorista, ou permitir que ele se torne sócio da empresa da família antes de demonstrar qualquer conhecimento ou qualificação. Muitos pais se sentem pro­fundamente culpados por passarem tempo demais longe da família e, ao se verem confrontados com a mágoa dos filhos, tentam remedar a situação oferecendo recom­pensas materiais que estão além da capacidade dos filhos. Quando Faetonte pede o carro do sol, Apoio, o deus da previsão e da profecia, vê bem qual será o trágico desfecho. Previne Faetonte de que ele não tem força suficiente para a tarefa, e de que ela não é para qualquer mortal. No entanto, não pode voltar atrás em seu juramento sagrado. Tem que pagar um preço alto por seu erro, cometido em parte por amor e em parte como um esforço de aplacar a culpa.

Como muitos personagens da mitologia grega, Faetonte é prejudicado pela hybris'. Quer se assemelhar a um deus e se recusa a aceitar suas limitações de mortal. Nós também podemos ter essas aspirações na vida, querendo ser grandes e famosos, ricos e poderosos, esquecidos de nossas limitações humanas e nos recusando a refletir, com frieza e realismo, sobre aquilo em que somos eficientes e o que não estam os aptos a fazer. O desafio de descobrir uma vocação nos testa em muitos níveis, quer o enfrentemos na juventude ou mais tarde na vida, quando acontece procurarmos mudar de rota e tomar uma direção mais satisfatória. Um dos maiores desses testes é a complexa questão de discernir quais são nossos talentos e de encontrar a humildade de reconhecer as situações em que simplesmente não ficaremos à altura da tarefa. Algumas pessoas não têm aspirações muito elevadas e deixam de desenvolver apti­dões reais, às vezes por insegurança ou por circunstâncias que escapam a seu controle. Algumas almejam muito pouco, por preguiça. Outras, como Faetonte, querem imitar outra pessoa, pois querem brilhar e ser consideradas especiais; no entanto, talvez não possuam a combinação particular de qualidades que é necessária para atingir esse objetivo. E, quando não compreendem isso, ficam sujeitas a inúmeras tristezas e humilhações.

Somos seduzidos pela vida aparentemente glamourosa dos famosos e ficamos horrorizados com a perspectiva de levar uma vida banal e sem sentido, sem oferecer nada que possa ser lembrado pelas futuras gerações. Grande parte do impulso de cavar um lugar especial no mundo vem de sabermos, embora inconscientemente, que a vida é curta e que devemos aproveitar as oportunidades que surgem, pois talvez elas não tornem a aparecer. O sonho impossível de Faetonte é perfeitamente compreensí­vel, considerando-se o sentimento crescente de tédio e falta de sentido que atormenta muita gente no mundo moderno. Entretanto, apesar da ameaça de insignificância que paira sobre todos nós, precisamos encontrar coragem e humildade para reconhecer que a ambição presunçosa, sem formação, aptidão ou um sentido de vocação verdadeira, baseada em talentos reais, pode ser um caminho perigoso. Podemos tomar a ruína de Faetonte como uma imagem do desastre financeiro gerado por sonhos grandiloqüentes ou como uma imagem de humilhação profissional gerada pela busca de metas que estão além do alcance dos próprios talentos; em ambos os casos esse mito nos diz, claramente, que a carruagem do sol está fora do nosso alcance. Na arena do mundo, podemos almejar, acertadamente e com esperança, sermos nem mais nem menos do que humanos. * Hybris (gr., "excesso'~ "descomedimento"): o orgulho, a arrogância do herói, que levam à sua queda. (N. da E.)

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